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11/10/2026

Ataque ao aeroporto de Riade, na Arábia Saudita

O Médio Oriente continua em guerra. E quando pensamos que os ânimos começam a acalmar-se, eis que há um novo e mortífero ataque ao aeroporto Rei Khalid, em Riade, do qual resultam 12 mortos e quase três centenas de feridos. Os mortos são oriundos de vários países, incluinto um norte-americano. Apesar dos Houthis não terem ainda reivindicado a autoria deste ataque, a verdade é que acabaram por assumir a autoria dos dois atentados da semana anterior ao mesmo aeroporto e já tinham feito avisos às companhias internacionais. Este ataque pode ter sido uma retaliação ao país, uma vez que a Arábia Saudita está a conduzir "uma campanha aérea contra os Houthis para apoiar a guerra terrestre do governo iemenita contra o grupo apoiado pelo Irão," dando ainda apoio militar no terreno.

Na semana anterior, este aeroporto tinha sofrido outros dois ataques que fizeram quatro mortos e provocaram "danos graves" numa "aeronave comercial saudita." Entretanto, a companhia nacional de aviação do Kuwait, anunciou "a interrupção das ligações com a capital saudita." 

"A coligação liderada pela Arábia Saudita" já afirmou que será dada "uma resposta firme, classificando o ataque como um crime grave contra infraestruturas civis."

Os Houthis, "também conhecidos como Ansar Allah," já fizeram saber que os ataques podem continuar, alertando para que "as companhias aéreas internacionais", evitem voar "através do espaço aéreo saudita, afirmando que a região se tornou palco das suas operações militares — com exceção do espaço aéreo sobre as cidades sagradas de Meca e Medina," os quais são considerados locais sagrados para os muçulmanos. O grupo político-militar do Iémen e que é "apoiado pelo Irão," controla uma "grande parte do norte do país, incluindo a capital, Sanaa," combatendo, desde há vários anos, "o governo iemenita reconhecido internacionalmente." 

Este ataque aumenta o risco de uma escalada do conflito. Hoje, um porta-voz do governo iemenita veio acusar o governo de Riade de um ataque aérea que atingiu uma casa na capital, Sanaa, e que resultou na morte de "uma criança" e em ferimentos em outras "seis pessoas." De acordo com a mesma fonte, "91 iemenitas foram mortos e 168 feridos" em ataques realizados pelo grupo liderado pela Arábia Saudita.

"A emissora Al-Masirah, controlada pelos houthis no Iêmen, relatou neste domingo um ataque que teria sido realizado pela Arábia Saudita contra o Aeroporto Internacional de Sanaa." A possibilidade de intervenção dos EUA, ponderada por Trump, pode vir a agravar a situação relativa à navegação na região do Golfo Pérsico.


24/08/2026

De que lado, está o bem e o mal, quando se fala de guerra?

Destroços de um drone ucraniano lançado sobre Krasnodar, provocaram a morte a uma criança de 13 anos e a dois adolescentes de 15 e de 16 anos, e deixaram feridas outras oito pessoas, incluindo crianças. Os alvos seriam "quatro centros logísticos da gigante do comércio eletrónico" Ozon, de onde mais de "300 funcionários tiveram de ser retirados." No sábado, um outro ataque ucraniano, à gigante "Ozon" tinha já provocado a morte a pelo "menos seis civis na região de Samara."

Ainda este sábado, uma escola e um hospital foram atingidos em Kiev, na Ucrânia.

Ontem, do lado oposto, foram mortas três pessoas numa "ofensiva russa", "perto de Kharkiv," onde os "serviços de emergência" ucranianos continuam a procurar vítimas.

Hoje, assinala-se a passagem de 35 anos desde que a Ucrânia se tornou um país independente e a "União Europeia anunciou um novo apoio no valor de 6,1 mil milhões de euros" para que a Ucrânia consiga "reforçar a defesa aérea e a capacidade militar do país." Numa guerra há vítimas dos dois lados e, nesta, já se contabilizam mais de "16 mil civis." É importante que se fale em todas as vítimas e não apenas nas ucranianas - em muito maior número - uma vez que, na sua maioria, acabam por ser atingidas por destroços, durante ataques a infraestruturas militares e económicas. Há mensagens de apoio à Ucrânia, mas falta ação. Quando é que esta guerra termina?

Fontes:

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2026/08/24/ataque-ucraniano-com-drone-mata-tres-adolescentes-em-krasnodar-na-russia-segundo-autoridades.htm

https://www.rtp.pt/noticias/guerra-na-ucrania/tres-jovens-morreram-em-ataque-ucraniano-a-armazem-de-empresa-russa_n1761234


20/08/2026

Quando a guerra teima em levar tudo à frente

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia teima em continuar, sem fim à vista. E continuam a ser atingidos jardins de infância, escolas, hospitais. Os jardins de infância deviam ser um sítio seguro, deviam ser um dos locais onde, na iminência de um ataque, as pessoas se poderiam abrigar. 

Mas em Kiev, não foi isso que aconteceu. Quando a meio da noite a sirene tocou, já as bombas tinham atingido os seus alvos, destruindo o Jardim de Infância e os prédios à sua volta, provocando 16 mortos e dezenas de feridos. Os drones atingiram "12 locais nos bairros Darnytskyi, Sviatoshynskyi e Solomianskyi, em Kiev, danificando habitações, uma unidade de saúde e um estabelecimento de ensino." 

A intensificação dos ataques russos, levou a que fossem desencadeadas medidas de segurança nos países vizinhos. Em contrapartida, a "Ucrânia reforçou igualmente os ataques de longo alcance contra depósitos de armas, instalações militares e outros alvos estratégicos em território russo, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para manter ataques contra cidades ucranianas."

A verdade é que a situação não se resolve e quem mais sofre é a própria população, que se vê constantemente obrigada a sair de casa, isto quando o consegue fazer atempadamente. Já são mais de cinco anos de uma vida em sobressalto. Quando é que isto acaba?

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-08-20-video-destruicao-em-jardim-de-infancia-apos-ataque-russo-a-kiev-d4a4edff

https://globoplay.globo.com/v/14886902/?s=0s

https://pt.euronews.com/my-europe/2026/08/20/ucrania-pelo-menos-nove-mortos-e-33-feridos-em-ataques-russos-a-kiev

01/06/2026

No dia da criança, lembremo-nos dos que sofrem

Hoje é dia da Criança. Um dia feliz, com muitas atividades, alegria, presentes. Um dia diferente para muitas crianças. Mas depois vem-me à lembrança: e as crianças dos países em guerra? 

Apesar de o Dia da Criança se celebrar apenas em alguns países nesta data, é uma oportunidade para refletirmos como vivem as crianças, em particular aquelas que estão em zonas de conflito, as que foram amputadas, as que sobreviveram à morte da sua família e se encontram agora sós. "As crianças são desproporcionalmente afetadas pelos conflitos, as forças combatentes continuam a recorrer à morte, violência sexual, exploração e recrutamento, como “armas de guerra” para infligir deliberadamente danos físicos e mentais que duram muito além do conflito."

Em Gaza, há cerca de 10 mil crianças com deficiências graves diretamente relacionadas com a guerra, muitas delas amputadas. Além disso, estas crianças dificilmente têm acesso a cuidados de saúde, a uma resposta para uma adequada recuperação (próteses, fisioterapia). Depois há ainda a questão de falta de acesso a cuidados básicos, onde se incluem a saúde, higiene, água, alimentação e uma casa. 

Em Gaza, a "infraestrutura de água, saneamento e gestão de resíduos está amplamente destruída." Acrescente-se aqui que, mesmo que existam locais onde conseguem ir buscar água, na sua maioria estes encontram-se contaminados, sendo que "esta crise da água e saneamento é agravada pela acumulação do lixo."

Outro local onde as crianças sofrem com o flagelo da guerra, é a Ucrânia. Segundo a UNICEF, "quatro anos após o início da invasão russa, a vida das crianças ucranianas tornou-se uma questão de sobrevivência." No ano passado, 92 crianças perderam a vida devido à guerra, enquanto outras 652 ficaram com ferimentos graves.

De destacar que cerca de "um terço das crianças estão deslocadas e, em cidades da linha da frente como Kherson ou Kramatorsk, milhares vivem e estudam nos subterrâneos para escapar aos bombardeamentos russos." A infância destas crianças está-lhes a ser roubada por bombardeamentos frequentes, alertas de ataque que as obrigam a fugir e a recolher-se. Crescem quase sem poderem brincar na rua, sem serem crianças. Muitas destas crianças apresentam sinais de "ansiedade e trauma."


Fontes:

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/gaza-tem-o-maior-numero-de-criancas-amputadas-da-historia-moderna#goog_rewarded

https://www.amnistia.pt/criancas-sob-ataque/#gref

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2026-02-24-quatro-anos-de-guerra-na-ucrania-a-infancia-deslocou-se-para-os-subterraneos-5230d09a

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2026-02-19-video-guerra-na-ucrania-criancas-vivem-com-trauma-e-ansiedade-a-15-km-da-linha-da-frente-3c4fd974



30/03/2026

A ilha de Kharg - porquê esse interesse agora?

A ilha de Kharg localiza-se no Golfo Pérsico, ao qual se tem acesso pelo estreito de Ormuz. Esta ilha, que faz parte do território do Irão e tem cerca de 20 quilómetros quadrados, é de extrema importância para a economia do país representando cerca de 90% do petróleo que é exportado para a China.
Há cerca de uma semana que Trump tem vindo a ameaçar ocupar essa mesmo ilha, referindo que poderia usar até meios terrestres para o fazer. No entanto, ao mesmo tempo, fala em conversações. Não sabemos bem com o que contar. 
Mas porque é que esta ilha pode ser tão importante?
Na verdade, desde 1995 que Trump se refere à possibilidade de ocupação da ilha de Kharg.
Para Trump, a sua ocupação seria útil para exercer maior pressão para a reabertura do "Estreito de Ormuz, a principal rota de saída para um quinto do petróleo consumido em todo o mundo, para além do gás natural liquefeito." 
A 13 deste mês, Trump já tinha feito bandeira de um ataque de larga escala aos objetivos "militares" da ilha, mas que não a tinham destruído apenas por questões de "decência." Ficou no ar a promessa de um novo ataque "que poderia desencadear uma escalada ainda maior, afetando a infraestrutura energética em toda a região do Médio Oriente." 
Estes ataques, além de terem repercussões graves "nos mercados globais", exercendo uma maior pressão "sobre a inflação," acabam por ser uma resposta estratégica dos EUA, ao encerramento do Estreito de Ormuz, por parte do Irão.

E Portugal?

Durante mais de um século, esta ilha esteve dominada pelos portugueses, sendo um importante porto comercial intermediário, o que pensando bem não é muito diferente do que Trump quer fazer agora. A chegada dos portugueses à ilha de Ormuz, deu-se no início do século XVI, em plena campanha de descobrimentos, quando sob o comando de Afonso de Albuquerque os portugueses conseguiram ocupar a ilha em 1507. No entanto, Afonso de Albuquerque "foi obrigado a retirar-se" quando três dos seus capitães se aliaram ao "rei de Ormuz" e expulsaram os portugueses. Numa segunda fase, em 1517, a cidade foi finalmente conquistada tendo sido erguido o "Forte de Nossa Senhora da Conceição" - uma fortaleza em forma de pentágono.
Ormuz acabou por se tornar, como refere o historiador Rui Manuel Loureiro, numa espécie de "protetorado da coroa portuguesa." Na época, eram os portugueses que a controlavam e impunham taxas e impostos, tendo um papel central no "movimento mercantil" da região.
Os portugueses acabaram por se aperceber que poderiam obter maiores benefícios no controlo de viagens mais curtas, entre Goa e Macau ou mesmo entre Goa e Ormuz, sendo "mais lucrativo" e exigindo "menos investimentos," bem como menos "força militar e naval, do que, propriamente, a Carreira da Índia."
Na época, a Pérsia, encontrava-se mais virado para conflitos internos, chegando mesmo a fazer um acordo com a Coroa Portuguesa. Só mais tarde, se viriam a interessar por aquela região, vindo ao longo dos anos que se seguiram a conquistar "vários dos pequenos territórios" em que Portugal possuía fortes e onde atualmente encontramos os Emirados Árabes Unidos e Omã.
Portugal acaba por perder a ilha de Ormuz, devido a uma  "aliança entre os persas e os ingleses, que de facto conseguiram, com a sua superioridade militar e náutica, desinstalar os portugueses de Ormuz," no ano de 1622, depois de vários meses de sucessivos ataques.



Fontes:
https://sicnoticias.pt/especiais/tensao-eua-irao/2026-03-23-qual-e-a-importancia-da-ilha-de-kharg-e-como-podem-os-eua-usa-la-como-moeda-de-troca-contra-o-irao--24c1496e
LOUREIRO, Rui Manuel, em entrevista à Euro news - https://pt.euronews.com/2026/03/20/ormuz-a-ilha-de-importancia-estrategica-que-foi-controlada-pelo-imperio-portugues
https://ensina.rtp.pt/artigo/fortaleza-de-ormuz-irao/
https://observador.pt/2026/03/14/o-que-e-a-ilha-de-kharg-a-joia-da-coroa-do-irao-com-milhares-de-anos-de-historia-por-onde-passa-90-do-petroleo-do-regime/


22/03/2026

Quando de mexe num ninho de vespas

 Quando as vespas se sentem incomodadas, atacam. 

São capazes até de matar, se estiver em causa o seu ninho. Uma vespa, é mais pequena que a maioria dos animais e, se for apanhada, pode ser esborrachada, pisada, morta. O problema da vespa, não é a vespa, é a comunidade, é a salvaguarda da espécie. Mas isto não é sobre vespas...

O Irão veio agora demonstrar que, apesar de ter sido fortemente atacado nos últimos dias, ainda tem força para contra-atacar. Conseguiu lançar dois mísseis balísticos de longo alcance contra a base militar de Diego Garcia, uma base partilhada entre os Estados Unidos e o Reino Unido, que se localiza no arquipélago de Chagos, no oceano Índico a cerca de 4000 quilómetros da costa iraniana. Este ataque ocorreu antes mesmo do Reino Unido ter vindo declarar publicamente a autorização para que os EUA usassem as suas bases militares. A base, operada pelos EUA, possui um "pista para bombardeiros pesados" e dispões ainda de um "porto natural profundo" capaz de albergar "submarinos nucleares e navios de guerra." Apesar de nenhum dos dois mísseis ter acertado o seu alvo (um por problemas durante o voo, outro por ter sido detetado) a questão que se coloca é que a distância de 2000 quilómetros está claramente ultrapassada. Que cidades estão no seu raio de alcance, é agora uma questão que se coloca.

Foi também atingido o complexo de nuclear de Dimona, em Israel. Apesar de não haver registos de níveis anormais de radiação, a questão é que o complexo é de facto suscetível de ser atacado. Este ataque vem assim em resposta ao ataque à central de Natanz, um complexo de enriquecimento nuclear localizado no Irão, que já tinha sido alvo na chamada "guerra dos doze dias" em julho passado. Além de Dimona, foi também atingida a cidade de Arad. 

Se lamentamos os feridos de Israel, sim, mas também lamentamos os mortos e feridos do Líbano, onde só neste mês de março, terão sido mortos 34 profissionais de saude - isto sem contar com as restantes vítimas que resultaram dos "bombardeamentos israelitas contra a organização Hezbollah em Beirute e no sul do país."

Além de ataques contra Israel, o Irão tem vindo a retaliar contra outros países como os Emirados Árabes, o Kuwait, Bahrain, Omã ou o Catar. Foram ainda atingidas as bases aéreas de "Príncipe Sultan" que se localiza na Arábia Saudita e a de "Erbil, no Curdistão iraquiano."

E assim continuamos em ataques e contra-ataques. Mas porque é que se achou que seria interessante mexer no ninho das vespas? Andarão os EUA atentar incitar novas cruzadas?

Fontes:

https://expresso.pt/medio-oriente/2026-03-21-teerao-tenta-atacar-base-britanica-de-diego-garcia-a-4000-km-de-distancia-47f403bf

https://pt.euronews.com/2026/03/21/irao-ataca-base-de-diego-garcia-localizacao-e-importancia-estrategica

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/israel-diz-que-irao-usou-um-missil-de-longo-alcance-pela-primeira-vez-desde-o-inicio-do-conflito_e1728183

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2959703/estados-unidos-e-israel-atacam-complexo-nuclear-iraniano-de-natanz

https://sicnoticias.pt/especiais/tensao-eua-irao/2026-03-21-novos-cacas-e-avioes-de-guerra-dos-eua-chegam-a-base-das-lajes-f27c65da

 

20/03/2026

A extensão de uma guerra que só ia durar uns dias

Donald Trump dizia que a guerra ia durar pouco. Talvez estivesse a comparar o Irão à Venezuela. Um regime como este não cai assim. Parece uma forte árvore que quanto mais é podada, mas forte cresce, estendendo os seus ramos até onde consegue, usando-os para asfixiar o seu povo e quem quer que lhe mostre oposição. Trump, entretanto chamou "cobardes" aos países aliados da NATO, perante a tomada de posição destes em não apoiarem diretamente os EUA nesta fase do conflito.

Sobre isto, ouvia hoje o podcast de Maria João Simões na rádio Observador e em que intervinha o major-general Arnaut Moreira, que explicava um pouco da posição dos países europeus e da própria NATO. A defesa apresentada pelos países europeus para não cederem ao pedido de ajuda de Donald Trump foi a falta de consulta prévia e a falta de informações sobre as operações militares a decorrer, Como nos explicava Arnaut Moreira, os navios europeus fariam escolta e os meios aéreos norte-americanos dariam apoio, mas isso não foi aceite pelos líderes europeus. E ainda bem. A própria NATO, como também o Major-general explicou, estaria assim diretamente envolvida num combate fora da sua área de intervenção, sendo que embora isso já tenha acontecido no passado, a questão é que nenhum país da NATO foi atacado e que, quem iniciou o conflito foram, na realidade, os EUA e Israel. 

E a cada dia que passa, a situação vai piorando. Não apenas no Médio Oriente, mas também na própria Europa. O ministro dos negócios estrangeiros iraniano veio já acusar o Reino Unido de ser cúmplice dos EUA por permitir o uso das suas bases militares. Na Turquia, a defesa aérea da NATO, interceptou já dois mísseis disparados do Irão. O governo turco interpreta estes ataques como uma tentativa de provocar a entrada da Turquia na guerra, mas afirma que não tem intenções de ceder, reforçando ainda que os ataques contra o Irão devem cessar.

A própria Polónia (membro da NATO desde 1999) veio já retirar as suas tropas da zona do Iraque, onde se encontravam desde 2016.

Khamenei, que "não é visto em público" desde a sua nomeação como sucessor do seu pai, o Ayatolla Ali Khamenei, morto nos primeiros dias deste conflito, já se pronunciou também sobre a morte do porta-voz da Guarda Nacional do Irão, declarando que os culpados não devem "viver em segurança". Além de Ali-Mohammad Naini, foi também "morto o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib." O atual porta voz do Irão, veio também ameaçar que "parques, áreas de lazer e destinos turísticos" podem ser alvos, deixando de ser seguros "para os inimigos de Teerão." O clima de medo é uma das formas de luta do regime iraniano, pois pode não atacar diretamente os EUA ou Israel, mas ataca todos os que venham a mostrar o seu apoio aos mesmos, ou que não se aliem ao próprio Irão.

Países como o Bahrein, o Kuwait e a Arábia Saudita, continuam a ser atacados com mísseis e drones iranianos. O Irão continua a atacar as "infraestruturas energéticas no Golfo," tendo atingido uma "refinaria saudita." No Qatar, foi atingida uma "instalação de gás natural liquefeito." Estes ataques a estruturas energéticas são uma forma de o Irão responder aos "ataques israelitas ao campo de gás de South Pars/North Dome."

No Bahrein, já foram interceptados desde o início da guerra a "28 de fevereiro," cerca de 139 mísseis e 238 drones" com origem no Irão. Destes, um resultou num "incêndio num armazém." No Kuwait, foi atacada as refinarias de Mina Abdullah e Mina Al-Ahmadi, tendo sido registados vários focos de "incêndio em algumas das suas unidades."

Por cá, fala-se de crise, mas ainda estamos bem. Os preços sobem, principalmente os combustíveis e os os fertilizantes, culpa dos bloqueios no Estreito de Ormuz. Apesar de o governo se dizer "sensível" ao aumento dos preços dos combustíveis, não há grandes alterações nem irá haver, pelo menos para já, uma imposição de um limite na subida dos preços. Apenas no que se refere ao gasóleo profissional, o governo irá introduzir durante os próximos 3 meses, "um mecanismo extraordinário" que visará as "empresas de passageiros e de mercadorias," (onde se incluem também os táxis e as corporações de bombeiros) e que se irá traduzir num "reembolso de 10 cêntimos por litro até 15 mil litros por veículo." A ministra do ambiente, Maria da Graça Carvalho, veio já anunciar que "estamos perto dos critérios" para que seja declarada uma crise energética, sendo que será necessária uma decisão do próprio conselho europeu para que se possam tomar realmente medidas nesse sentido.

Fontes:

https://sapo.pt/artigo/morreu-porta-voz-da-guarda-revolucionaria-iraniana-israel-lanca-nova-onda-de-ataques-no-coracao-de-teerao-69bd10db31c55356067a76de

https://www.noticiasaominuto.com/economia/2957918/do-gas-aos-combustiveis-passando-pelo-travao-aos-precos-o-que-vem-ai

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2955757/turquia-teme-que-netanyahu-possa-estar-a-cometer-um-genocidio-no-libano?dicbo=v2-UBZF785

https://observador.pt/programas/o-dominio-da-guerra/o-irao-so-nao-atinge-a-europa-porque-nao-quer/

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/portugal-perto-dos-criterios-para-declarar-crise-energetica_e1727869

15/03/2026

A guerra parece longe, mas estamos a sentir o seu impacto

Esta é sempre a grande questão, não é? 

As guerras estão lá longe e nós (aqueles que ainda se vão interessando pelo que vai acontecendo no mundo) acompanhamos pela televisão, ou seguimos uns podcasts onde se vai atualizando os conflitos e as frentes de guerra. Lembro-me bem daquele primeiro contato que tive com a guerra vista aqui deste lado. Anos 90 e eu em casa da minha avó. A emissão da RTP a prolongar-se noite dentro e de manhãzinha lá estava eu agarrada ao televisor a ver uns pontos brancos (ou seriam verdes?) a percorrer a noite. Era a invasão do Kuwait e confesso que ainda fui algumas vezes espreitar à janela para ver se avistava alguma daquelas estrelas cadentes. Tinha seis anos e aprendi que havia mais duas letras no alfabeto e terras com nomes esquisitos de que nunca tinha ouvido falar.

Naquele tempo, já se falava de que o Irão estava a "violar impunemente os princípios do direito internacional", palavras de Cavaco Silva em declarações ao país. Era a guerra do Golfo e o petróleo estava no centro de tudo. 

Hoje só não está informado quem não quer, quem não se importa com o que se passa no mundo, ou quem prefere esconder a cabeça na areia e fingir que vive num mundo perfeito e florido. Estou fora desse grupo - acho que já perceberam isso. Hoje, as imagens de guerra já são tão frequentes, que não as estranhamos. Quase que nos habituámos a cenários de guerra, à visão da destruição e da morte e, enquanto estas apenas nos atingirem de longe, tudo nos parece "bem". Não nos temos de esconder dos ataques, não temos de ouvir o som das bombas a cair. A guerra parece longe. Mas não tão longe o suficiente que não nos preocupe. 

O facto é que, embora tenhamos a noção de estarmos, de certa forma, seguros, as consequências acabam por nos atingir como ondas de choque que se vão repercutindo. Pertencemos à União Europeia, pertencemos à NATO, temos um pacto de não-agressão assinado com Espanha, enfim, nem sequer nos queremos muito meter em assuntos internacionais, para não ferir susceptibilidades, e temos como outros países europeus, uma base que pertence aos EUA. Ali é solo norte-americano.

E o que nos afeta? Por um lado, o uso da Base das Lages. Não sei quanto a vocês, mas ter aviões americanos pousados aqui tão perto, aflige-me um pouco. Nada contra os aviões, nem contra os militares americanos, a questão é estes serem um alvo mais facilmente atingível em território português do que em território norte-americano.

Por outro lado, temos a questão do Estreito de Ormuz, que o Irão bloqueou, interrompendo a passagem de petróleo de que muitos países dependem. Este bloqueio produz fortes danos na economia e desencadeia uma crise energética a nível global. Os preços dos combustíveis aumentaram ainda antes de se ter de ir comprar os ditos barris e aquilo que se espera é continuem a aumentar nas próximas semanas. 

A grande questão é se a guerra no Médio Oriente é, realmente, a causa única para estes aumentos? É que temos de associar ao aumento do valor dos barris, que reflete o aumento do custo no seu transporte, o aumento do preço de outros produtos, como é o caso dos cereais e até dos fertilizantes. 

Há quatro anos, a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, trouxe-nos uma situação semelhante. Entretanto, a economia acabou por estabilizar, embora os preços não tenham regressado aos valores que tinham antes do conflito. Agora, com este bloqueio à passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, a inflação acaba por vir agravar a situação económica em que já nos encontrávamos.


Fontes:

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/1990-invasao-do-kuwait/

https://cnnportugal.iol.pt/irao/eua/duas-semanas-de-guerra-por-dentro-da-arriscada-decisao-de-trump-de-atacar-o-irao-e-a-corrida-para-conter-as-consequencias/20260314/69b562b4d34e28842c81bf9f

14/03/2026

Já andamos todos metidos ao barulho

Novamente, Trump. Novamente, a grande potência norte-americana a dizer que não precisa de ninguém, enquanto pede que os outros também entrem na luta. Num dia afirma uma coisa, no seguinte outra completamente diferente. Não há um único dia em que não sejamos surpreendidos - se é que ainda nos deveríamos estar a surpreender com tudo o que Trump diz ou faz.

O ataque ao Irão em junho do ano passado tinha sido apenas o começo, a desculpa de que era preciso acabar com o poder nuclear do Irão, dava-lhe no seu entender o direito de atacar pois havia uma ameaça iminente que era preciso debelar. A justificação até poderia fazer sentido, mas em poucas horas, Trump mandou as suas tropas sair de cena. O ataque tinha vindo na sequência do conflito entre Israel e a Palestina e para muitos, o ataque ao Irão veio para desviar as atenções da Faixa de Gaza, que desde essa altura quase que desapareceu do panorama noticioso. Israel atacava um dos seus arqui-inimigos e retirava parte das suas tropas da Faixa de Gaza.

Entretanto, os EUA andaram ocupados com a Venezuela e com ameaças à Gronelândia. Discutia-se qual seria a intenção das declarações feitas por Trump. Iniciaria uma investida contra um país europeu, distanciando-se dos acordos da NATO? 

Começam-se a assistir a movimentações de navios norte-americanos, à chegada de aeronaves às bases dos EUA na Europa. O arsenal dos EUA não passa despercebido. Muitos passavam oela Base das Lajes, outros ficavam ali estacionados. E o mês de março começa com a investida de um ataque conjunto contra o Irão. EUA e Israel uniam-se agora novamente, com o objetivo de derrubar o governo iraniano e debelar o seu poder militar. Para isso, um dos primeiros objetivos era matar o seu mais alto representante religioso, o Ayatola Khamenei, de 86 anos. O ataque aconteceu e o mais alto governante do estado iraniano foi abatido. 

Depressa Trump se apercebeu de que havia um problema: quem pensavam como sucessor também tinha sido morto: "a maioria das pessoas que tínhamos em mente está morta," afirmava Donald Trump. Mas isso não importava. O Irão resistia e Israel ia atacando os países em redor seguindo os seus interesses. Duas potências a proteger-se uma à outra. O conflito adensa-se e os EUA não apresentam nenhum "estratégia clara de saída."

O que estamos a assistir em "vez de um colapso rápido" é a uma consolidação do regime iraniano, que "respondeu de forma mais agressiva do que os responsáveis norte-americanos esperavam, atacando alvos em todo o Médio Oriente, incluindo petroleiros na região," um dos quais atingido na região do Kuwait.

As vítimas começam-se a somar. Além dos mortos no Irão, onde se inclui o ataque a uma escola, possivelmente atingida por um míssil norte-americano, do qual terão resultado entre 150 a 175 mortos (números não confirmados), há também "treze militares norte-americanos" mortos e outros 140 feridos. 

Enquanto, Trump vai dizendo que está tudo bem, a situação na frente militar agrava-se. "O Irão foi alvo de uma nova vaga de ataques," o que levou a retaliar contra outros países do Golfo, que são aliados dos norte-americanos, alargando o conflito a toda a região. Já não se trata apenas de acabar com um regime, é já um conflito alargado. Mas ninguém está a atacar os EUA diretamente, quem sofre são os seus aliados. O Hezbollah continua vivo e uniu-se ao Irão para um novo ataque a Israel.

Israel por sua vez, reforçou "a sua presença militar no sul do Líbano" usando posições naquela região para atacar o Iraque. No Iraque, por sua vez, as milícias a favor do Irão atacam alvos norte-americanos. Desde o dia 2 deste mês, o balanço é de 632 mortos só no Líbano.

Portugal tenta a retirada de cidadãos nacionais através de voos combinados. As embaixadas europeias nesses países vão ficando vazias. A guerra expande-se e não sabemos quando é que vai terminar. Enquanto nos sentirmos atingidos apenas pela subida dos preços, sem limites à comunicação, sem ataques às nossas estruturas energéticas, não estaremos muito mal. 

Esperamos de braços cruzados a resolução de uma guerra que não é nossa. Acreditamos na nossa segurança, mas não vemos medidas de proteção, nem explicações sobre o que pode acontecer se a Base das Lajes vier a ser atacada. Estamos longe, achamos nós. 

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/irao/eua/duas-semanas-de-guerra-por-dentro-da-arriscada-decisao-de-trump-de-atacar-o-irao-e-a-corrida-para-conter-as-consequencias/20260314/69b562b4d34e28842c81bf9f#:~:text=Duas%20semanas%20de%20guerra:%20por%20dentro%20da,e%20a%20corrida%20para%20conter%20as%20consequ%C3%AAncias.

https://observador.pt/2026/03/05/irao-lanca-nova-vaga-de-ataques-contra-israel-e-paises-do-golfo/


16/01/2026

Ainda se morre de frio

Faz frio. Mas em regiões como a Ucrânia, a Rússia ou a Palestina, faz frio, muito frio. 


E não há energia que permita aquecer as casas. Tem sido assim, intermitentemente, desde que a guerra começou. Zelensky decretou o estado de emergência energética e pela cidade vão-se erguendo tendas, nas quais as pessoas entram para se aquecerem, carregar os telemóveis e comer uma refeição quente. As escolas deverão ficar encerradas durante os próximos dias. O estado de espírito é de entreajuda, enquanto se tentam manter rotinas. Nos prédios, de muitos andares, não se pode usar o elevador e os mais velhos têm mais dificuldade em sair de casa, onde faz quase tanto frio como na rua.


O ano passado, foi o ano em que mais civis morreram na Ucrânia desde que a guerra começou. Os ataques russos têm destruíodo sucessivamente as estruturas energéticas do país - é a sua forma de matar e causar dano às populações mais vulneráveis sem as bombardear diretamente. Os últimos grandes ataques ocorreram a 9 de janeiro. No mesmo dia em que a Rússia atingiu Kiev com um míssel hipersónico, do qual resultaram 4 mortos, uma equipa de socorristas foi também atacada e um deles acabou por perder a vida. Só nos "primeiros dias deste ano, a agência da ONU já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos."


Na noite de 12 de janeiro, "quase 300 drones de ataque, a maioria deles 'shaheds', juntamente com 18 mísseis balísticos e 7 mísseis de cruzeiro, foram lançados pelos russos contra a Ucrânia ontem à noite." Um dos locais atacados foi uma "central termoelétrica pertencente à empresa privada ucraniana DTEK," o qual sofreu "danos substanciais nos equipamentos."


A Ucrânia tem também usado drones para contra-atacar, atingindo infraestruturas russas importantes. Na semana passada, atacou também a região de Beldorod, atingindo infraestruturas energéticas russas e "deixando mais de 500 mil russos sem electricidade." Nestes ataques podem ter sido atingidos "uma empresa industrial, casas, gasodutos e veículos," na região de "Taganrog."


O direito que protege os cidadãos é o mesmo, pois colocam em risco aquelas que são as pessoas mais vulneráveis. E isso é verdade não só nas tendas de Kiev, como ainda são mais visíveis na Faixa de Gaza, onde o frio mata. Apesar do cessar-fogo, a região continua a ser bombardeada. Estes "bombardeamentos e incursões militares ocorrem num contexto de agravamento extremo da crise humanitária, marcada pelo frio intenso, falta de abrigo e colapso do sistema de saúde, que já vitimou bebés e crianças deslocadas." As temperaturas baixas chegam para matar: desde novembro, "pelo menos quatro bebés morreram de hipotermia," sendo o caso conhecido mais recente, o de "Mohammed Abu Harbid, de dois meses, que faleceu no Hospital Infantil Al-Rantisi devido a hipotermia severa," no passado domingo. No dia anterior, "um outro bebé palestiniano de apenas sete dias" tinha também perdido a vida pelo mesmo motivo: o "frio extremo" que se faz sentir naquela região. As tempestades e os ventos fortes destroem os abrigos e deixam os colchões, mantas e cobertores totalmente encharcados. Aqui, também os cortes de energia matam, principalmente os bebés dependentes de incubadores que na sua frágil vida, não encontram qualquer possibilidade de sobrevivência.


Fontes:


 

https://www.publico.pt/2026/01/09/mundo/noticia/ataque-russo-kiev-mata-quatro-ofensiva-ucrania-deixa-meio-milhao-energia-2160574


https://news.un.org/pt/story/2026/01/1852028


https://www.dn.pt/internacional/extensa-destruio-ataque-atinge-infraestruturas-energticas-clnica-peditrica-e-faz-quatro-mortos


https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2026-01-11-ataques-israelitas-matam-tres-pessoas-e-inverno-intenso-tira-a-vida-a-quatro-bebes-em-gaza-3833100c

29/12/2025

Movimentações

Estamos a terminar 2025... o ano está quase a chegar ao fim, mas permanecemos suspensos em decisões e acordos que não avançam nem recuam. Damos um pontapé numa pedra e saem ideias estúpidas, com remaniscências em ideologias bíblicas ou colonizadora e que, ainda por cima, têm poder económico e bélico, para mandar nos outros, o que não deixa de ser um problema.

Pois, porque tantas reuniões e encontros depois, a guerra da Ucrânia continua. A Rússia não desiste, a Ucrânia não cede. A Rússia exige que a Ucrânia aceite que deve retirar as suas tropas "dos cerca de 20% da região leste de Donetsk que ainda controlam." Putin não quer que a Ucrânia adira à NATO, não quer uma pausa, quer ficar com o que conquistou... e por aí vão os planos de paz, com um moderador que ora parece estar de um lado, ora parece estar a apoiar o seu adversário. Talvez venha a conseguir este acordo... era bom que a guerra acabasse. Mas a que preço?

Houve um cessar fogo em Gaza, mas a situação está longe de estar resolvida - parece que apenas deixamos de falar no problema. Enquanto isso, Israel continua a construir colonatos na Cisjordânia, usando como desculpa que era o que "deus queria." Ocupam terras que não são suas, cultivam-nas e dizem que são um posto avançado de onde irá surgir uma cidade. Acham que o direitos estão escritos nas bíblias, livros antigos que cada um interpreta à sua maneira. Abatem jovens, invadem territórios que não são seus, tentando continuamente esticar o seu território. Algo está muito errado, quando a fé é desculpa para atacar, violar ou matar o outro. Seja em que religião for.

A China faz exercícios militares sobre Taiwan, usando "munições reais." Taiwan negociou a compra de armas com os EUA e Pequin não gostou, ordenando por isso que se fizesse "um exercício militar" sobre a região mostrando a "capacidade de ataque da força aérea e da marinha." A China informou que estas manobras militares são um aviso às "forças separatistas" e à "interferência externa," que segundo a sua opinião está a empurrar os "defensores da independência" para "uma situação perigosa de guerra iminente." E Taiwan quer manter-se independente. Tem esse direito? Sim. E mais uma vez, lá estão os EUA a intrometer-se em políticas externas, a negociar com os dois lados, a reunir ora com uns, ora com outros. Se por um lado, mantém negócios com a China, por outro defende a autonomia de Taiwan e apoia-os com armamento. É que, ao que parece, é preciso que as guerras continuem para que as fábricas de armamento tragam lucro. 

Estamos a terminar 2025 e ainda há quem afirme que as vacinas fazem mal e que a Terra é plana. E assim vai o nosso mundo. O que peço para 2026? Que uns salpicos de inteligência atingissem alguns cérebros que parecem ter parado no século XVI e acham que ainda andamos por aí a matar mouros e a colonizar terras por esse mundo fora. 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-12-28-russia-apela-a-ucrania-para-que-aceite-retirada-de-tropas-de-donetsk-42e18ea7

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/severo-castigo-china-lanca-exercicios-militares-em-torno-de-taiwan-para-avisar-forcas-separatistas_n1706718

https://pt.euronews.com/2025/12/29/china-responde-a-compra-de-armas-por-taiwan-com-um-exercicio-militar-em-grande-escala

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-12-29-video-expansao-do-territorio-israelita-na-cisjordania-o-povo-de-israel-esta-a-voltar-a-sua-terra-e-isso-e-a-lei-0114a210

11/12/2025

Tailândia e Camboja em guerra

Apesar dos esforços de Trump (EUA) para que em julho houvesse um cessar-fogo, afinal a guerra entre a Tailândia e o Camboja continua. Nessa semana em que os conflitos se tinham intensificado, houve "dezenas de mortos" e "centenas de milhares" de pessoas fugiram das suas zonas residenciais. Na altura Trump tinha anunciado o fim de mais uma guerra, na sua contagem um tanto ou quanto estranha, tendo em conta que o que aqui houve foi um cessar fogo que, dentro da sua fragilidade, acabou agora por ser desrespeitado por ambos os lados.


Esta terça-feira, "novos confrontos fronteiriços mataram pelo menos 13 pessoas e forçaram centenas de milhares a fugir." Nos últimos dias, têm sido relatados diversos ataques vistos como provatórios, que culminaram num ataque aéreo sobre o Cambodja. A Tailândia garantiu ter usado as suas aeronaves apenas "para atacar alvos militares em diversas áreas, acusando o Camboja de mobilizar armamento pesado e reposicionar unidades de combate." Por outro lado, as "Forças Armadas do Camboja afirmaram que nove civis foram mortos e 20 ficaram feridos nos combates, enquanto a Tailândia informou que quatro soldados foram mortos e 68 ficaram feridos desde que os confrontos recomeçaram no domingo à noite."


Cada um diz que o outro atacou primeiro e entre ataques mútuos são as pessoas que sofrem. Desde o início destes últimos ataques, já morreram "pelo menos 48 pessoas de ambos os lados" tendo sido evacuados "mais de 300 000 civis," principalmente "das zonas fronteiriças disputadas." De acordo com "o exército tailandês, foram criados cerca de 500 abrigos temporários em quatro províncias fronteiriças, para 125 838 pessoas," o que parece claramente insuficiente. Este conflito decorre "de disputas territoriais relativas à demarcação da sua fronteira partilhada, especialmente a área em redor do antigo templo hindu de Preah Vihear."


Fontes:


https://pt.euronews.com/2025/12/10/conflito-entre-tailandia-e-camboja-ressurge-pelo-menos-13-mortos-mais-de-500-mil-deslocado


https://expresso.pt/podcasts/o-mundo-a-seus-pes/2025-08-04-camboja-vs.-tailandia-a-historia-de-uma-guerra-que-nao-e-do-mes-passado-410e955d


https://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_de_fronteira_entre_Camboja_e_Tail%C3%A2ndia_em_2025


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/tailandia-lanca-ataque-aereo-na-fronteira-com-o-camboja_n1703155


 


 

29/11/2025

Trump: o risco de não lhe obedecerem e a declaração de guerra dissimulada

A tensão entre a Venezuela e os EUA tem vindo a crescer. A situação agravou-se com o anúncio feito pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que dava ordem de "encerramento" do espaço aéreo venezuelano. O narcotráfico, é um problema real para os EUA, mas numa outra interpretação dos factos, podemos dizer que esta forte presença militar, pode também servir como pressão contra o regime de Nicolás Maduro. A Venezuela viu a mobilização dos seus cidadãos, criando milícias e "comandos de defesa".

Nicolás Maduro, acusado por muitos de ser um ditador, interpreta o posicionamento do arsenal americano e as ameaças de Trump, "como uma tentativa de o afastar do poder."

Donald Trump já tinha colocado na região das Caraíbas um grande dispositivo militar, "incluindo o maior porta-aviões do mundo," - o Gerald R. Ford, "com quatro mil soldados e 75 caças a bordo" - com a intenção de, ao que o mesmo afirma, acabar com o tráfico de droga e de pessoas na Venezuela. Desde setembro, os Estados Unidos destruíram já cerca de "20 lanchas supostamente envolvidas no tráfico de droga no mar das Caraíbas e no Pacífico, matando mais de 80 pessoas com recurso a ataques aéreos."

Trump recomendou às companhias aéreas comerciais que tivessem "extrema cautela” ao sobrevoar aquela região, o que muitas acabaram por fazer, receando que os voos pudessem de alguma forma ser atingidos em potenciais ataques de parte a parte. A TAP, que serve os milhares de emigrantes que se encontram na Venezuela, seguiu o exemplo de outras companhias aéreas e "suspendeu também os voos para Caracas," alegando falta de condições de segurança.

No seguimento deste aconselhamento de Trump, Maduro ameaçou que, ou as companhias retomavam os voos em 48 horas, ou não retomariam mais e, cumprindo a ameaça, revogou "as autorizações de operação de várias companhias aéreas, nomeadamente a TAP, Avianca, Latam, Turkish Airlines, Colombia e Gol," acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos. Sem forma de sair do país, estão muitos emigrantes, muitos deles portugueses. Muitos desses portugueses, são madeirenses,

Trump deu agora a "ordem" de encerramento do espaço aéreo venezuelano  - que, ao que se vai vendo nos noticiários, está a ser cumprida. O anúncio foi publicado nas redes sociais, onde se pode ler, algo como: “A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos, por favor considerem o espaço aéreo acima e em torno da Venezuela como encerrado na sua totalidade”. Ordens dadas a um outro estado? Envolvida está também a República Dominicana cujo governo, depois de uma reunião com o "secretário de Defesa dos Estados Unidos" Pete Hegseth, cedeu autorização para que os Estados Unidos possam "utilizar de forma provisória dois aeroportos no âmbito da luta contra o tráfico de droga na região."

Fontes:
https://www.publico.pt/2025/11/29/mundo/noticia/trump-anuncia-encerramento-espaco-aereo-venezuela-2156520

https://expresso.pt/internacional/eua/2025-11-29-trump-afirma-que-espaco-aereo-da-venezuela-esta-totalmente-fechado-3b1edeb9

https://expresso.pt/internacional/eua/2025-11-28-trump-anuncia-intervencao-terrestre-na-venezuela-e-maduro-poe-forca-aerea-em-alerta-maximo-a7310998

https://expresso.pt/internacional/america-latina/2025-11-27-maduro-proibe-tap-e-outras-companhias-aereas-de-voar-para-a-venezuela-5d72b973

https://sicnoticias.pt/mundo/eua/2025-11-28-aumenta-a-tensao-entre-eua-e-venezuela-trump-anuncia-intervencao-militar-terrestre-d0fa46d2

19/10/2025

A guerra sem fim...

Será que há mortos que valem mais do que outros nesta guerra? Seá que há reféns e presos que valem mais do que outros?


A resposta rápida poderia ser "não", mas a realidade talvez seja outra.Temos visto nos últimos dias um grande ênfase dado aos reféns que o Hamas tem estado a libertar e, esses, apanhados num ato de imensa brutalidade e há mais de dois anos em cativeiro, sofrerão horrores que a nenhum de nós lembra, ameaçados pela morte às mãos de uma guerrilha ou, tantas vezes, recaindo sobre as suas cabeças a ameaça dos mísseis enviados para os, supostamente, salvarem.


Felizmente (e muito tardiamente) estes homens e mulheres voltam agora a casa. Outras famílias, estão neste momento a receber ainda os restos mortais dos seus entes queridos, se tais corpos se confirmarem serem mesmo os seus. Foi isto, que a negociação que Trump liderou, conseguiu. E em troca, o governo de Israel libertou cerca de 1900 prisioneiros. Quem são e porque estavam presos, alguém sabe? Que valor tem cada um deles? É que vários (muitos) foram entregues também já mortos. Mortos de quê e porquê? Foram presos ou também eram reféns? É que isto de se olhar para os outros, pode dar-nos uma opinião errada de acordo com a perspetiva que seguimos.


E nesta guerra, há vítimas - demasiadas - mas também há culpados de ambos os lados. Até do lado ocidental que tanto preza dizer que é contra e a favor disto e daquilo, sem saber do que fala. A história de Israel e da Palestina é muito mais antiga do que muitos imaginam. A terra "prometida" por um deus foi depois prometida por um governante. Um governante que a prometeu a dois povos, que hoje se julgam ambos no direito de a habitar. "A região histórica da Palestina foi assim denominada pelos gregos e romanos por causa de um dos povos que habitavam essa área, os filisteus."


Para mim, é o hoje que mais importa, um hoje feito de muitos mortos de ambos os lados. Mortos que têm de importar o mesmo de ambos os lados, que deviam ter o mesmo destaque e não têm. Parece que, ao apoiarmos um dos povos, somos obrigados a concordar com o "fim" do outro, e não, isso não é assim. O que é a solução dos dois estados de que todos falam e como é que se podes chegar a um acordo entre dois povos que têm ainda muito ódio a correr nas veias? 


Em 1891, "várias centenas de americanos proeminentes," assinaram uma declaraçá que apoiava a criação "de um Estado judaico na Palestina." Anos mais tarde, os judeus seriam amplamente perseguidos, mais uma vez, um povo do mundo, mas sem casa, embora muitos falassem da pátria que os receberia. A história deste povo é dura, mas é também dura a história do povo palestiniano, que atualmente vive na Faixa de Gaza, mas também na Líbia, Jordânia (onde vivem cerca de 1,9 milhões de palestinianos) e Cisjordânia.


Falam árabe, mas possuem também um dialeto local. A "religião predominante é o islamismo sunita, mas existe uma importante minoria cristã." Podíamos aqui falar também da influência britânica neste conflito, "durante o Mandato Britânico da Palestina" ou da "Guerra de Independência de Israel, entre 1947 e 1949," na qual mais de "600 mil" palestinianos "foram deslocados, no que os palestinos chamam de Nakba”. Em 1967, ocorreu a "Guerra dos Seis Dias" que transformou a Palestina, não apenas num "local de origem," mas também na ideia de "um passado e um futuro compartilhados, na forma de um Estado palestino."


Durante os Acordos de Oslo (que ocorerm em 1993 e 1994), foi criada a "Autoridade Nacional Palestina (ANP), um autogoverno provisório palestino liderado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), um conjunto de organizações políticas criado em 1964 por Yasser Arafat e que visa representar o povo palestino internacionalmente."


O importante seria este conflito terminar e, fora a questão política e geográfica, o que mais importaria era haver respeito e aceitação, de ambas as partes e isso, está muito difícil de acontecer.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Palestinos


 

14/10/2025

Um Plano de Paz...

Como se faz um Plano de Paz sem que os envolvidos na guerra estejam presentes ou representados?

Difícil de perceber, mas foi precisamente isso que aconteceu. Na sexta-feira, entrou em vigor um "acordo de cessar-fogo" que segue um "plano de 20 pontos apresentado pelo Presidente norte-americano, com o objetivo de pôr fim à guerra desencadeada em 07 de outubro de 2023 pelo ataque do Hamas que visou o sul do território israelita."

Apesar de haver este acordo, continuaram a ouvir-se explosões na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que milhares de pessoas tentavam regressar aos locais onde antes residiam, na maioria sem saber se encontrariam lá um sítio para viver e tendo quase a certeza de que já só veriam destroços do que antes tinham sido casas, ruas, bairros.

Trump assinou um Plano de paz, junto com os negociadores do Egito, do Catar e da Turquia, mas sem a presença do Hamas nem de Israel, ou seja, sem as partes beligerantes. Na verdade, há a dúvida se não se poderá apenas tratar de um cessar fogo, o que deixa a grande dúvida - e depois? O que esperar depois de terminar esta primeira fase? O que acontecerá se uma das partes falhar um dos pontos do acordo? Para Trump, está tudo resolvido e todos lhe vão obedecer.

A Cimeira realizou-se no Egito e juntou representantes de "35 países (entre os quais França, Itália, Alemanha, Jordânia, Turquia e Reino Unido, bem como das Nações Unidas e da União Europeia" - incluindo Portugal, representado por e "António Costa — em representação da Comissão Europeia"), mas deixou de fora os principais intervenientes no conflito. Antes de seguir para a Cimeira, Trump foi a Jerusalém onde esteve com familiares dos reféns e discursou no parlamento de Israel, e de onde saiu afirmando que a guerra tinha terminado. Nesta visita a Israel, o principal objetivo foi o de firmar as condições para a segunda fase do acordo de paz.

Naquilo que respeita à execução do Acordo, poderão haver algumas divergências, embora o Hamas tenha já libertado "todos os 20 reféns" vivos, mantidos desde dia 7 de outubro de 2023. Faltam ainda entregar os 28 corpos dos reféns que entretanto morreram, durante estes dois anos. 

"Não existem lusodescententes entre os sete cidadãos libertados" embora se fale em "três luso-israelitas." Em troca da libertação destes reféns e da entrega dos corpos, "Israel comprometeu-se a libertar 250 palestinianos detidos por razões de segurança, incluindo vários condenados por atentados mortais anti-israelitas, bem como 1700 palestinianos detidos em Gaza desde o início da guerra.

Em discussão está também a reconstrução de Gaza e a eterna questão da aceitação dos dois estados, ideia defendida por exemplo pelo presidente do Egito, ou pelo governo espanhol.


Fontes:

https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2025-10-14-todos-no-medio-oriente-tem-uma-versao-diferente-do-plano-de-paz-de-trump-e-o-risco-imediato-e-gaza-mergulhar-no-caos-como-vimos-no-haiti-0c438fc4

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/trump-a-caminho-de-israel-a-guerra-acabou-perceberam_n1690550

02/10/2025

O fim da viagem de barco... a ajuda humanitária que nunca chegou

O movimento começou a ser mais conhecido aquando da participação dos portugueses Mariana Mortágua (deputada da Assembleia da República), Sofia Aparício (manequim e atriz), Miguel Duarte e Diogo Chaves, que se juntaram a ativistas de outras quarenta nacionalidades numa viagem com destino a Gaza, onde pretendiam entregar ajuda humanitária e contestar o bloqueio israelita sobre o território palestiniano. Este grupo de barcos que viajou em direção a Gaza, não foi o primeiro a tentá-lo, tendo havido já situações que resultaram em mortes de ativistas.

Desde logo, é de realçar as intenções mediáticas que um transporte por terra não causaria - a intenção também era desde logo marcar uma posição! A ativista sueca Greta Thunberg faz também parte desta missão. A ajuda humanitária, essa não seria assim de grande volume - sendo divergentes as opiniões sobre as quantidades transportadas a bordo - mas fosse o que fosse, seria sempre mais o valor mediático da viagem do que o da própria ajuda em si, mostrando que Israel não permite que se entre na região nem para ajudar quem passa fome. A questão aqui é muito mais complexa. Uma das opiniões é a de que Israel não permitindo que civis ali entrem serve primeiramente como proteção aos próprios, uma vez que aquela é uma zona de guerra. Outras opiniões dizem que este encerramento de fronteiras leva ao agravamento da fome, ao isolamento da população palestiniana e ao seu genocídio. A própria declaração de genocídio não foi ainda aceito por todos os estados da mesma forma.  

Composta por mais de 50 embarcações e com cerca de 500 pessoas a bordo, a flotilha partiu de Barcelona, tendo sofrido vários contratempos que obrigaram a paragens forçadas, começando por terem tido todos de regressar à costa espanhola devido a condições meteorológicas adversas. Devido ao mau tempo que se fez sentir no Mediterrâneo, "cinco dos barcos mais pequenos," acabaram mesmo por não seguir viagem, "por causa das condições do mar." Dias depois, algumas das embarcações chegaram mesmo a ser atacadas por drones.

A 28 de setembro saíram de Creta, mesmo sendo avisados da perigosidade de prosseguirem a viagem. A deputada Mariana Mortágua chegou a dizer, na aproximação ao destino que "o sentimento" era o "de missão mais próxima de ser cumprida e de sucesso na parte em que foi possível pressionar os governos para garantir que a missão chegava até aqui." O facto de se aproximarem de Gaza, levantava agora mais riscos, uma vez que começavam a "entrar em águas que Israel declarou exclusivas." Vários navios começavam então a rodear a flotilha. O governo chegou mesmo a aconselhar que regressassem, uma vez que a posição que queriam mostrar estava alcançada. Itália aconselhou o mesmo, acompanhando até àquela posição os barcos, numa forma de os proteger, mas avisando que a partir daquele ponto já estariam por sua conta se decidissem avançar, sugerindo até que poderiam "entregar a ajuda humanitária noutro lugar que não Gaza."

Semelhantes avisos vieram de Espanha.

Apesar dos avisos e de já estarem sob mira de Israel, decidem prosseguir viagem, avisando que só parariam em Gaza e, é na saída da segurança das águas internacionais que "o exército israelita interveio, detendo a maioria dos ativistas, entre eles os quatro portugueses que se sabe que seguiam a bordo."

No momento em que Mariana Mortágua (coordenadora do Bloco de Esquerda) fazia declarações para a RTP, foi-lhe mandado que atirasse o telemóvel à água assim como a todos os que estavam a bordo. Além desta, outras 12 "embarcações da flotilha foram intercetadas pela Marinha do Estado hebraico. Uma delas terá sido mesmo abalroada em águas internacionais, de acordo com a Flotilha Global Sumud." Mortágua havia ainda conseguido gravar um vídeo, que publicou nas redes sociais, em que apelava "para que os portugueses" se mobilizassem e pressionassem "o Governo português a agir."

De acordo com Paulo Rangel (MNE), todos os que foram detidos estão em segurança e irão estar na presença de um representante da embaixada portuguesa em Telaviv. Paulo Rangel referiu também, que já era esperada esta intervenção israelita, uma vez que "a flotilha saiu das águas internacionais," e que tinha existido sempre um acompanhamento da parte do Estado portuguêsm, dando como exemplo Tunes e explicando que, a intervenção militar, seria desproporcional.

No entanto, apesar do apoio que Portugal está a dar através da embaixada, "as diligências poderão atrasar-se por estas detenções terem ocorrido num período de festividades em Israel, durante as quais os serviços estão parados."

Entretanto, em várias cidades europeias, sucedem-se manifestações que pedem a libertação dos ativistas e voltam a exigir o fim do genocídio em Gaza. Qual é a sua opinião? Existe ou não um genocídio? E não existirá também noutros locais dos quais pouco se fala? 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-10-01-iniciada-abordagem-israelita-a-flotilha-global-sumud-a0fc6350

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/do-ultimato-a-abordagem-marinha-israelita-intercetou-flotilha-e-deteve-ativistas_v1687764

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/portugueses-na-flotilha-foram-sempre-acompanhados-pelo-mne-afirma-paulo-rangel_e1687697

https://pt.euronews.com/2025/10/02/flotilha-humanitaria-portugal-junta-se-aos-protestos-mundiais-apos-detencao-de-ativista

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-10-01-video-flotilha-com-ajuda-humanitaria-devera-chegar-esta-quinta-feira-a-gaza-2c99194f

https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2025-09-28-portugueses-na-flotilha-insistem-em-levar-missao-ate-ao-fim-2824d250

27/08/2025

Não há fome em Gaza

"Não há fome em Gaza", é tudo imaginação nossa. As crianças não estão a morrer devido aos ataques indiscriminados, não morrem nas filas enquanto esperam por um pouco de alimento... 


"Não há fome"... são pessoas magras porque estão doentes por outras razões. Israel já veio até exigir "que as Nações Unidas retirem de imediato o relatório" onde se declara "oficialmente" a existência de "fome na Faixa de Gaza,"  acusando a ONU de ser "uma instituição de investigação politizada". Porque os meios de comunicação social são todos mentirosos... não existe fome em Gaza.


Na caça, o caçador observa o animal. Atira comida. Depois quando o animal passa em direção à comida, o caçador dispara. Semelhanças com o que se passa em Gaza?


Esta terça-feira, o "Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo grupo islamita Hamas, elevou para 313 o número total de mortos, dos quais 119 crianças, por fome ou desnutrição no território palestiniano desde o início da ofensiva israelita em 07 de outubro de 2023." De acordo com o grupo, a maioria das mortes por causas relacionadas com a subnutrição e a fome em Gaza ocorreram nos últimos dois meses, após um bloqueio quase total de entrada de alimentos e medicamentos no enclave por parte de Israel, que controla todos os pontos de acesso ao território palestiniano, impedindo a entrada dos camiões que transportam ajuda.


Como em todos os lugares do mundo, como em todos os povos e em todas as culturas, existem extremistas, gente cuja inteligência se esgota no próprio umbigo. E não se podem confundir as partes com o todo e, aqui, a parte que estupidamente defende o direito de ocupação de uma terra e que olha para aquelas crianças desnutridas como se não merecessem sequer viver, é a parte que, embora não os representando a todos, os está a representar perante outros Estados, outros países. E ninguém faz nada... 


A barbaridade está ali, está impressa nos jornais, entra-nos pelas retinas quando entramos em qualquer site de notícias ou ligamos a televisão. Mas dizem-nos que não é real... como se pudessemos estar cegos, surdos! Até quando se vai deixar um louco governar um país sem se fazer nada e um exército matar deliberadamente inocentes? Perante as acusações, Israel intensifica apenas os ataques, porque "não há fome em Gaza," nem morrem inocentes por ali, apenas terroristas.


Entretanto, a morte vai atingindo também os repórteres, matando quem quer repôr a verdade, quem procura informar o mundo.«, arriscando a sua própria vida.


Fontes:


https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/israel-exige-que-onu-retire-relatorio-sobre-fome-em-gaza


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/dez-mortos-a-fome-em-gaza-nas-ultimas-24-horas-incluindo-duas-criancas_n1679497


 

17/08/2025

Quando se discute o futuro da Europa

Podemos olhar para as reuniões entre Putin e Trump, Trump e Zelenski, como algo distante... mas não é nem assim. É preciso pensarmos bem que, aquilo que se decidir, vai influenciar o futuro da Europa e não apenas o futuro da Ucrânia (tal como a guerra nos continua a afetar a todos, apesar de, aparentemente nos termos adaptado e parecer que nada se passa).

Quando olho para estes encontros - e como me tenho debruçado sobre a história do século XX e das guerras que tanto afetaram as populações - parece-me sempre que algo anda a ser cozinhado e que nós só vamos saber quando o cozinhado estiver pronto. Há coisas que vamos sabendo, mas há muitas conversas, vários acordos que são feitos sem que se saiba na comunicação social - fazem parte destes, as reuniões de preparação dos grandes encontros, esses sim, mais mediáticos. Lembro-me dos acordos que foram fechados à margem dos Tratados oficiais, do que foi combinado e que acabou por não resultar no Armistício, e que, depois acabaram por levar à Segunda Guerra Mundial. Lembro-me das perdas que os vencidos tiveram e das cedências que foram obrigados a fazer. O que é se passa agora nos corredores, o que é que se diz à porta fechada nos gabinetes?

Esta Cimeira (por cá, mencionada em diversos canais televisivos, mas devido ao flagelo dos incêndios, sem o devido destaque), juntou dois homens no Alasca, no dia 15 de agosto, dois lideres que têm como aspeto comum a sua forte personalidade, mas enquanto Trump é mais explosivo, Putin é mais reservado. O seu semblante não transparece os seus pensamentos. E isso não me tranquiliza...

Vladimir Putin, foi recebido "no Alasca com uma exibição aérea de F-35 e F-22, e um sobrevoo do bombardeiro estratégico B-2, numa demonstração de força que não passou despercebida." O palanque em que Putin foi recebido, estava "ladeado por quatro caças F-22." 

Para quê? Com que intenção?

Fala-se em cedências de territórios e na instalação de militares europeus na Ucrânia... alguém acredita que isso vai acontecer? Temos um homem que, quer queiramos quer não, tem uma forte personalidade e uma enorme dominância, e que sabe que muitos receiam as suas ações. Quando esse homem, é recebido pelo presidente dos EUA, numa "base militar perto de Anchorage," no Alasca, e os dois apertam as mãos e seguem no mesmo veículo, estamos sim perante um encontro histórico. Histórico é também este local. "Durante a Guerra Fria, desempenhou um papel central na dissuasão e monitorização das projeções da força militar soviética e, desde a queda da Cortina de Ferro, tem mantido um papel discreto e puramente militar."

O que resultou desta reunião, para já, pouco ou nada sabemos. Mas sabemos que enquanto se discutia (supostamente) a paz, o "exército russo" bombardeava a Ucrânea lançando "85 drones e um míssil." Coincidência ou provocação?

Os dois, acabaram por não se reunir a sós, mas claro que houve hipótese de acordar determinados pontos aos quais por enquanto não teremos acesso. "Marco Rubio" e o "enviado especial, Steve Witkoff," estiveram presentes no Air Force One, "na parte bilateral das conversações." Na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro entre os dois líderes, teve Putin a primeira palavra, tendo começado logo designar Donald Trump "como vizinho " e "recordou as raízes russas no estado norte-americano do Alasca."

Sabe-se que Zelensky já terá conversado com Trump e que haverá um encontro entre os dois, em que poderão participar também outros líderes europeus. Ao contrário do que Trump chegou a afirmar, muito dificilmente os três se sentarão à mesma mesa.

Esperemos que estes encontros realmente sejam espaços de discussão de ideias que visem a Paz na Ucrânia, o regresso do povo ucraniano à sua terra, às suas casas e à não perda na necionalidade, da cultura, da língua... isto não pode acontecer, mas receio, será talvez um mal necessário, uma cedência para a Paz... 


Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-08-15-trump-e-putin-reunem-se-no-alasca-0025aa1e

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-08-16-os-avioes-militares-com-que-trump-tentou-impressionar-putin-7a1d9263

11/08/2025

Em Gaza, todos podem ser um alvo a abater

Até os jornalistas.

Seis foram calados, seis que estavam numa tenda "perto do portão principal do hospital de al-Shifa, na Cidade de Gaza". Cinco jornalistas eram da Al Jazeera e um era freelancer, um dos poucos que conseguem entrar no território. Israel, dificulta cada vez mais a entrada de quem pretende mostrar a verdade, de quem quer mostrar os ataques, a fome... a morte. Não foi a primeira vez que o exército israelita, justifica a morte de jornalistas, afirmando que estes "pertencem" a células terroristas.

Esta é uma guerra em que ninguém irá ganhar, mas são principalmente os palestinianos quem está a sofrer mais. Tudo isto é inaceitável. Os ataques indiscriminados, a fome que se propaga, a destruição dos hospitais e, cada vez mais, os ataques à imprensa, a proibição imposta para que as notícias não cheguem. Não querem que saibamos o que se passa - e quanto não saberemos, nunca chegaremos a ver, talvez felizmente - que assistamos ao genocídio de um povo. Um povo a quem nem se deu hipótese de lutar, pois para tal não tem capacidade, perante sucessivos ataques. Um dia, quando não houver mais nada para destruir, estarão lá os reféns ainda, para serem salvos? Estará lá alguém do Hamas à espera de ser "apanhado"? Não me parece. Estarão os mortos e os quase mortos, os desistentes, moribundos e resistentes.

De acordo com as Nações Unidas, já morreram "242 jornalistas palestinianos", no enclave palestiniano, desde 7 de outubro de 2023, numa clara violação do Direito Internacional Humanitário. A situação nesta região não é nova. Felizmente, agora temos conseguido ver, assistir, perceber, ser informados do que se passa. Quem não quer por lá os meios de comunicação social? Quem não quer que se mostre o que se passa?

É preciso pensar nisto.


Fontes:

https://www.jn.pt/mundo/artigo/ataque-israelita-cala-vozes-de-seis-jornalistas-em-gaza/17858136

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-israelita-mata-jornalistas-da-al-jazeera-em-gaza_n1675590

06/08/2025

A bomba que (se dizia) ter acabado com a guerra...

... e que ainda hoje nos faz tremer quando ouvimos falar em armas nucleares ou mesmo em energia nuclear, foi lançada há precisamente 80 anos.

Se acabou com a guerra? Não acredito que o tenha feito, pelo menos não no que se refere à situação na Europa. Se era necessária e imprescindível o seu lançamento? Só se for por mostrar a força de uma grande potência, atacada, inferiorizada e que teve de se mostrar mais forte. É este o risco do nuclear. Não são as bombas... é quem está atrás do "botão".

Continua então a haver risco... continua então a ser preciso falar disto, todos os anos, todos os dias se preciso for. Para que ninguém se esqueça que a morte está apenas dependente da decisão de alguém. Alguém com poder em mandar...

O material usado para a primeira bomba ("Little Boy") foi o urânio 235. A bomba foi transportada pelo avião "Enola Gay" e o seu rebentamento "causou a morte imediata de 70.000 pessoas, um número que subiu para 140.000 no final daquele ano." Os efeitos foram agravados porque o engenho tinha sido programado para explodir acima do solo e não quando embatesse nele, ou seja, não houve qualquer absorção da energia que se espalhou por vários quilómetros. Na tarde do ataque, uma chuva negra começou a espalhar a radiação, que viria a matar milhares de pessoas e a causar danos irreversíveis em muitas outras.

O que ainda hoje está em causa - em termos históricos, podemos dizer que a bomba foi lançada "ontem", pois ainda há danos a serem atualmente descobertos, pessoas afetadas e seus descendentes ainda vivos - é se o seu lançamento era imprescindível para terminar com a guerra ou se foi apenas uma manifestação do poder americano. E este é um tema que ainda nos nossos dias é complicado de discutir...

Justificar-se-iam os milhares de mortos, ou teria havido outra forma de amedontrar os inimigos e fazê-los depôr as armas? Talvez isso nunca se venha a saber, principalmente devido à forma como a opinião pública à época era levada a entender a guerra e as suas consequências. Hoje vemos imagens terríveis, fotografadas e gravadas logo após a explosão, que nem sequer nos mostram exatamente o que ocorreu no local do impacto, mas na época, a quantas pessoas chegaram essas imagens? Poucas pessoas na Europa tinham acesso naqueles dias a ver as notícias na televisão (em Portugal a televisão pública chegaria em 1957) e ou jornais que chegavam às bancas eram, em muitos casos, sujeitos a censura prévia. Não houve o impacto que teria hoje, afinal, para muitos europeus e americanos foi o cessar de uma ameaça real - os ataques dos japoneses eram vistos como altamente eficazes e mortais, um risco ao qual tinha de ser posto cobro. Já para nem falar que na altura ninguém navegava na Internet... e há aqui muito mais a dizer e a analisar, ainda nos tempos que correm.

A descoberta da fissão nuclear que depois viria a dar origem à bomba, ocorreu "dois meses antes do início da Segunda Guerra Mundial," num laboratório de Berlim. Os três físicos, a que a bomba deve a sua origem, chamavam-se "Otto Hahn, Lise Meitner e Fritz Strassman." Perguntamo-nos para já, como é que começou a II Guerra Mundial.

Apesar de se apontar a invasão da Polónia (em 1939) pelas tropas de Hitler, como fator percursor deste conflito,houve vários acontecimentos que foram alargando as tensões que se viviam desde a Primeira Gue rra. Esta invasão vem no seguimento da assinatura de um "Pacto de Não-Agressão" e de um protocolo secreto que tinha como uma das suas cáusulas a divisão do Leste da Europa entre si.

Aquando da invasão da Polónia, a Inglaterra e a França fizeram um ultimato aos alemães, que dois dias depois daria início ao ataque contra a Alemanha por parte destes países. Poucos dias depois, a Rússia (através do protocolo assinado entre as duas potências) avança também, invadindo a Polónia.

No entanto, temos de nos afastar um pouco e olhar também para o resto das anexações e tratados, que já tinham entretanto começado a delinear os dois grandes blocos que se oporiam: de um lado o Japão (que em 1937 tinha atacado a China), a Alemanha (que em 1938 tinha anexado a Áustria) e a Itália, do outro lado a União Soviética, a China e o Reino Unido. Em 1939, quando a Alemanha viola o Acordo de Munique assinado no ano anterior, ocupando as províncias resultantes do desmantelamento da Checoslováquia e a Itália anexa a Albânia, o clima já estava suficientemente quente para se evitar a Guerra.

O ataque dos japoneses a Pearl Harbour ocorreria em 1941e levaria os EUA a juntarem-se ao conflito, naquela que seria apelidada de "Guerra do Pacífico" e que levou a vários ataques (sobretudo aéreos) sobre Tóquio e outras cidades nipónicas. No mesmo dia em que decorria o ataque ao porto americano e que levou à morte de milhares de soldados, "a aviação japonesa atacou vários objetivos estratégicos: Manila, nas Filipinas, Malásia, Singapura e Hong-Kong, enquanto as forças terrestres desembarcavam no Bornéu britânico e no Norte da Malásia; foi também por essa altura que a Tailândia foi ocupada." A guerra parecia estar a virar e, os americanos, não estavam a conseguir derrotar as tropas japonesas, apesar de vários ataques bem sucedidos. As perdas de vidas eram aos milhares de ambos os lados. Em junho de 1942, os EUA começam a ter novamente algum domínio e recuperam territórios entretanto perdidos para o inimigo.

Entretanto, Roosevelt receberia uma carta de Albert Eistein que o avisava da possibilidade da Alemanha estar a tentar fabricar uma bomba com grande capacidade destrutiva, o que levaria o presidente dos EUA a autorizar o início do Projeto Manhattan, "uma corrida para vencer a Alemanha no desenvolvimento de armas atómicas." Este projeto seria liderado pelo "físico Robert Oppenheimer (1904-1967)," e conduziria os EUA para os dois ataques mais mortíferos da história. A ideia seria a de criar algo que dissuadisse os alemães a usar a energia nuclear - o que mais tarde, viria a designar-se como "o princípio da destruição mútua assegurada (ou MAD), intimamente relacionado com a teoria da dissuasão" - mas o que aconteceu foi um ataque que matou milhares de pessoas.

Apesar dos progressos americanos, a guerra parecia estar a terminar com a queda da Alemanha no ocidente, mas o Japão ainda continuava a atacar territórios defendidos pelos americanos, incluindo a  dominava "a Indochina, grande parte da China continental, a Indonésia e muitas ilhas dispersas." Para os EUA, era impensável desistir e deixar de dominar o Japão, mas isso não iria ser facilmente conseguido. "Perante este cenário, o presidente americano Truman tomou a decisão de lançar a bomba atómica sobre Hiroshima." Iria seguir-se Nagasáqui a 9 de agosto, enquanto a URSS voltava a entrar no conflito, atacando "o Japão nos seus domínios continentais da Manchúria e da Coreia."

Depois do lançamento da bomba sobre Hiroshima, seria lançado um segundo engenho sobre a zona de Nagasáqui. Então, podemos afirmar que foi uma defesa e que era essencial o lançamento das bombas, ou terá sido um aproveitamento, um último recurso contra uma força que, apesar de todos os ataques, não se estava a deixar fragilizar? A ONU, criada em outubro de 1945, viria, anos mais tarde, a propor um Tratado para evitar que Hiroshima e Nagasaki se viessem a repetir. Vários países assinaram o Tratado, mas nem todos se mantém longe da corrida ao armamento de destruição em massa. O Japão foi um dos países que nunca chegou a aderir ao "tratado da ONU sobre a proibição de armas nucleares, assinado em 2017."


Ver também:

https://elsafilipecadernodiario.blogs.sapo.pt/dia-internacional-para-a-eliminacao-188777

https://elsafilipecadernodiario.blogs.sapo.pt/75-anos-de-hiroshima-292410

https://elsafilipecadernodiario.blogs.sapo.pt/50-anos-contra-as-armas-nucleares-283933


Fontes:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cydzer73zd7o

https://www.publico.pt/2023/08/06/opiniao/opiniao/lancamento-bomba-atomica-78-anos-dilema-etico-2059311

https://sicnoticias.pt/olhares-pelo-mundo/2025-08-06-video-hiroshima-assinala-80-anos-da-bomba-atomica-13d06925

https://theconversation.com/80-anos-depois-o-que-aconteceu-com-os-sobreviventes-de-hiroshima-e-nagasaki-262756

https://www.infopedia.pt/artigos/$guerra-do-pacifico-(1941-1945

 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...