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09/08/2026

Sim, há falhas graves na prevenção de acidentes com crianças!

Não vamos falar só em acidentes. O que está a acontecer no nosso país em pleno século XXI é uma grande falha na prevenção. Os acidentes podem acontecer, mas quando deixamos um bebé entregue quase que "à sorte" não podemos falar em acidentes, devemos falar em negligência e em falhas na promoção da sua segurança.

Não venho acusar mães nem pais, não tenho esse direito, não conheço os pormenores das histórias, não sei qual foi o momento em que tudo mudou e, em que um erro, uma distração ou uma má decisão, fez com que o pior acontecesse. Mas tenho de falar em prevenção. Este sábado, um bebé caiu de uma janela. Segundo aquilo que tem sido falado na comunicação social, a queda terá sido de "uma altura entre 12 e 15 metros", o que se pode equiparar a um "quarto andar", uma vez que o "prédio tem lojas e rés do chão elevado." Apesar de ter sido logo assistido e transportado de helicóptero, o bebé acabou por não sobreviver.

Ainda há uns poucos dias eu aqui falei de um outro caso e contei de uma criança que estava pendurada à janela a atirar coisas cá para baixo. O pai disse que estava em casa, mas "não ouviu" (nem viu porque o bebé estava sozinho noutra divisão da casa). E é aqui que eu digo que nos falta prevenção. Por um lado, prevenção na formação de pais, de pais que olhem à volta e saibam identificar riscos. Por outro lado, prevenção na construção de casas, na colocação de janelas e portadas mais seguras, de fechos de difícil abertura nas janelas e nas portas de acesso a varandas, de redes de proteção nas janelas e nas varandas. Dizem (SIC) que o "alerta foi dado ao fim da manhã por um popular após ter encontrado a criança deitada no chão," e isso levanta-me várias outras perguntas - onde estavam as irmãs, alguém viu o bebé cair? E se não, estava sozinho na varanda? Tudo isto terá uma resposta, mas a questão é que faltou o mais importante - o cuidado, a prevenção, a vigilância. Alguém falhou, ou melhor, aqui houve um sistema que falhou. 

Outras notícias dão-nos exatamente conta disso. Em 2017, um bebé estava em casa com a mãe e caiu de um terceiro andar. Ainda foi visto a cair por quem passava, foi socorrido pelos bombeiros de Mirandela e levado em estado grave para o hospital. Em 2020, "uma bebé de um ano morreu" ao cair "da janela de um terceiro andar no Laranjeiro, Almada." No mesmo ano, outro bebé, de apenas "um ano ficou ferido com gravidade," ao cair de "uma janela, equivalente a um segundo andar, em Celeirós, Braga." E quem não se recorda de um caso que ocorreu já em 2025, de um menino de seis anos que caiu de um quarto andar (que equivalia em altura a um 6º) num prédio em Vila Franca de Xira? E houve outros...

No geral, as nossas casas não estão preparadas para bebés e crianças pequenas. Fazemos o que podemos, quando sabemos onde está o perigo. De acordo com a APSI, "as quedas são a quarta causa de morte acidental e a primeira causa de chamadas para o número de emergência 112 e de internamentos." 

Não queremos que se magoem ou que caiam numa escada. Basta um segundo, uma porta que ficou encostada enquanto o cuidador foi à casa de banho. Uma distração a usar o telemóvel. Basta, às vezes, o achar que "ele não vai para ali", "ele não cabe"," ele não chega tão alto", ou "ele não sabe abrir aquele fecho." Mas chegam, cabem e sabem, muito mais depressa do que nós imaginamos. Reparamos quando se aproximam demasiado do fogão e evitamos que se queimem, ou afastamo-los quando tentam desligar algum aparelho elétrico da tomada. Mas aquela tomada, não vai mudar de local, no máximo colocamos uma proteção. Aquela porta que afinal ele abre, passa a ter algo que bloqueie ou dificulte a sua abertura. 

Na maioria dos casos, os pais fazem o que podem num mundo que é de adultos. E como todos os mundos que são dos adultos, os pais têm de ir trabalhar, alguns mesmo no verão, quando as escolas fecham, quando as creches deixam de receber as crianças. E alguns, mais sortudos, vão para casa dos avós, brincam com os irmãos e os primos, outros têm a possibilidade financeira de frequentar um campo de férias, outros um ATL que de verão transforma o pessoal educativo em animadores e reforça a equipa com alguns monitores, que ali vão ganhando novas experiências e responsabilidades. E alguns, ficam em casa com os irmãos mais velhos e mais responsáveis.

Não venho acusar ninguém de negligência. Mas venho pôr o dedo na ferida! Temos de fazer alguma coisa na prevenção destes acidentes, tem de haver uma forma de os evitar.

Venho dizer que todos nós temos o dever de cuidar mais e melhor das nossas crianças e de lutar por um país que permita aos pais estarem mais tempo em casa com os filhos, que permita que façam férias juntos, que as escolas deixem de ser depósitos de crianças de um de setembro a 31 de julho, algumas até agosto. Estamos todos metidos nisto, quer queiramos quer não. 

E o que está mal aqui? A culpa é afinal de quem?

Da falta de atenção, da falta de experiência, da confiança que se adquire aos poucos, da responsabilidade que vai crescendo não só com a idade mas sim com as várias situações que vão acontecendo e pondo à prova estas mesmas competências? Se uma irmã mais velha não pode cuidar de um bebé? Depende. E se virmos os outros casos que coloquei acima, várias situações idênticas aconteceram e eram pessoas adultas que lá estavam. Eu poderia responder que não, que não deve, mas existem tantas outras coisas que podem estar envolvidas aqui e que me fazem pensar que nunca deve ser atribuída esta responsabilidade a um menor.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2026-08-08-acidente-grave-nas-caldas-da-rainha-bebe-cai-de-terceiro-andar-de-um-predio-c708aacf

https://www.jn.pt/pais/artigo/menino-de-um-ano-morreu-ao-cair-de-terceiro-andar-nas-caldas-da-rainha/18114338

https://tvi.iol.pt/noticias/videos/bebe-caiu-desta-janela-quando-estava-com-a-mae/58de42a70cf25724706166ff

https://tviplayer.iol.pt/programa/tvi-jornal/63ef5eb50cf2665294d5f87a/video/6a798f970cf2b42132dbd414

https://www.publico.pt/2025/02/09/sociedade/noticia/morte-crianca-caiu-4-andar-associacao-alerta-seguranca-construcoes-2121917

02/05/2025

Sismo atinge Argentina e Chile

Argentina e Chile emitiram ordem de evacuação depois de um sismo de magnitude 7.5 no mar da Argentina, "na Passagem de Drake, a 10 quilómetros profundidade. O sismo registou-se a cerca de 218 quilómetros a sul da cidade chilena Puerto Williams e a 219 quilómetros a sul da cidade argentina Ushuaia." 

"O alerta durou cerca de três horas, tendo sido levando pelas autoridades, bem como o aviso de evacuação de toda a zona costeira." Estas evacuações foram uma medida preventiva, vendo-se em vários vídeos as pessoas ordeiramente a caminhar para subir para zonas mais elevadas. Os simulacros realizados anteriormente, foram essenciais no desenvolvimento da evacuação.

No tempo que se seguiu, ocorreram várias réplicas. Apesar da magnitude registada, não foram declaradas vítimas, até ao momento. Lembremo-nos que existem três placas tectónicas a convergir no território Chileno: "a Placa de Nazca, a Placa Sul-Americana e a Placa Antártica."

Historicamente, esta é então uma zona onde estes fenómenos ocorrem com frequência. "Em 1960, a cidade de Valdivia, no sul do país, foi devastada por um terramoto de magnitude 9,5 — considerado o mais forte alguma vez registado — que matou 9500 pessoas. Já em 2010, um terramoto de magnitude 8.8, seguido de um tsunami, fez mais de 520 vítimas mortais."

Esta zona localizada na América do Sul, é conhecida por "Terra do Fogo" e é um conjunto de ilhas que estão divididas "entre a Argentina e o Chile" Estas ilhas "foram encontradas por Fernão de Magalhães, explorador português" quando este tentava passar o estreito que viria a recber o seu nome. Aqui, é onde "os oceanos Pacífico e Atlântico se encontram, tornando esta região um dos lugares mais tempestuosos do planeta. A neve e a chuva congelante caem quase que diariamente, acompanhadas por ventos sem fim."


Fontes:

https://www.jn.pt/7607626080/alerta-de-tsunami-no-chile-apos-sismo-de-75-no-mar/

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-05-02-sismo-de-magnitude-7.4-sentido-no-chile-e-argentina-emitido-alerta-de-tsunami-f9b91a2b

https://www.infoescola.com/geografia/terra-do-fogo/

29/04/2025

O apagão de que "todos" falam

Ontem, a grande maioria dos portugueses foi surpreendida por uma falha de energia elétrica. O que nos primeiros minutos se pensou ser algo mais localizado, era de facto uma falha que atingia também Espanha e uma zona de França. Não atingiu toda a Europa como ainda se chegou a ouvir. Aliás, durante o dia de ontem (e hoje ainda mais, pois hoje é que as pessoas foram regressando às redes) tem sido divulgada muita informação duvidosa. E se numas vezes, pode ser mesmo por desconhecimento e por tentativa de encontrar uma causa para esta situação, noutras terá mesmo sido divulgada informação falsa com a intenção de lançar o caos e de prejudicar os envolvidos. Nem uma nem outra coisa deveriam ter sido feitas e era bom que se encontrassem os responsáveis por começarem a lançar teorias da conspiração através (não apenas, mas principalmente) na Internet.

No meio disto tudo, e apesar de em algumas regiões do país a eletricidade ter regressado ao final da tarde, muitas pessoas acabaram por estar sem luz, sem comunicações e sem água até perto das 23h00 (sendo que nalgumas regiões a situação só se restabeleceu pela manhã de hoje).

A falha de eletricidade num país vai afetar, não apenas o consumidor final desse tipo de energia, como também outros sistemas que dependem de eletricidade para funcionar, como é caso do fornecimento de água, cujas bombas são elétricas, e o caso das torres de telemóveis, que ao longo do dia foram ficando sem sinal.

O que nunca nos abandonou foi a rádio. Neste dia, muitas das rádios estiveram em transmissão ininterrupta, trabalhando para encontrar e transmitir à população o máximo de informação possível. Mesmo com as dificuldades de filtragem de toda a informação, a rádio acabou por prestar um excelente serviço à comunidade - tenham sido as rádios nacionais, tenham sido as rádios locais. 

Não vou divagar muito sobre este tema, uma vez que acho que, apesar de ser muito importante, está a ser, erradamente, aproveitado para se fazer campanha política. Acho, no entanto, que devo dar os parabéns àqueles profissionais que, mais uma vez, continuaram a trabalhar para que a situação regressasse à normalidade o mais rapidamente possível. E um destaque para os funcionários dos supermercados: parabéns pela vossa paciência, para aturar coisas que não lembra a ninguém.

A nossa sociedade continua a não estar preparada para eventos destes. A marioria das pessoas não sabia o que fazer, não estava organizada com a família para que fossem tomadas decisões assertivas. Dou um exemplo que aconteceu com algumas famílias. Por não conseguirem encontrar transporte, muitas pessoas entraram em pânico por não conseguirem contatar com ninguém para o filho ou a filha serem recolhidos da escola, ou da creche. Foram vários casos destes que aconteceram e, claro, é natural que se fique ansioso, mas tem de haver um plano familiar pré-definido que, nestes casos, possa ser executado. As creches, Jardins de Infância e escolas de 1º ciclo e 2º ciclo, não poem crianças sozinhas no meio da rua e mesmo nas escolas em que os alunos são mais velhos, a ordem foi para só se deixar sair aqueles alunos que, já nos outros dias, saem sozinhos. 

O que eu senti, e que entendo perfeitamente, foi a necessidade das pessoas resolverem a sua própria situação no imediato, numa impaciência motivada talvez pela falta de comunicação das entidades competentes. Mas temos de nos lembrar que, no decorrer destas horas, muitas das pessoas ligadas às entidades competentes estavam a gerir situações. E essa gestão, feita de acordo com procedimentos organizados, tem ordens de prioridades e obedece a tempos que muitas vezes não são os mesmos que a cada um de nós poderia interessar.

De acordo com informação do "operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes", a meia noite estariam já "ligadas parcialmente 424 subestações," o que dava para fornecer energia a cerca de 6,2 milhões de clientes" dos 6.5 milhões de consumidores.

Não acho, porém, que tenha sido um bom dia. Houve situações graves que podiam ter corrido muito mal e se, ainda, não temos registos de mortos, foi porque no meio do possível caos que se começou a fazer sentir, houve algumas pessoas que usaram uma capacidade que se chama resiliência, enquanto outras usavam o "chico-espertismo." Por favor, isto não foi nada bom, podia ter sido bem pior. Agora que já passou, podemos refletir - a nível pessoal e familiar, o que correu bem ou mal, o que podia ter sido feito de outra forma e, claro, a nível comunitário, encontrando não tanto soluções, mas caminhos. 

Este apagão acabou por levar ao encerramentos dos aeroportos, ao "congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades," ao encerramento de lojas e serviços e à "falta de combustíveis," e de ter sido até considerado como um dos mais graves a acontecer na Europa nos últimos anos. Para muitos, foi um incómodo, um dia diferente que nos surpreendeu e transtornou, mas para algumas pessoas, foi mesmo uma situação de uma gravidade extrema, principalmente naqueles casos em que a presença de uma tomada elétrica pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Foi o caso de doentes que necessitam de dispositivos como ventiladores, bipap, cipap ou outros (apesar de haver baterias, por vezes, as pessoas esquecem-se de as carregar e de ter baterias extra caso aquelas se tenham de gastar até ao fim ou avariem), ou podem sofrer um agravamento da sua situação devido ao stress causado pela falha elétrica em si. Outros casos bastante graves - as pessoas que ficaram retidas em comboios, elétricos e elevadores (felizmente a falha começou às 11h30 porque se fosse na hora de ponta em que os transportes vão completamente apinhados, acredito que aí sim a situação teria sido bem pior), as que estavam em veículos suspensos (teleféricos) ou em gruas e estruturas elevatórias. Muitos destes sistemas funcionam a eletricidade e, apesar de terem sistemas de descida redundantes (por exemplo, manuais) ou hidráulicos.

Esperemos que uma situação destas não se volte a repetir, mas que esta tenha servido de aprendizagem para muitas pessoas. Principalmente no que se refere à prevenção.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/apagao-corte-de-energia-eletrica-atinge-portugal-e-outros-paises-europeus_e1650845

 

13/04/2025

Incêndio mata animais em canil

Vou chamar-lhe canil. Infelizmente, para aqueles animais apanhados no meio da tragédia, foi impossível escapar. Ninguém os conseguiu salvar a tempo, tal a velocidade que (dizem) o fogo tomou.


O incêndio aconteceu durante a tarde deste sábado, na localidade de Alcafache, no município de Mangualde, tendo destruído completamente as instalações onde se encontravam cerca de sessenta canídeos. O último balanço dá-nos conta de que 25 animais morreram e outros quinze sofreram queimaduras. Alguns cães conseguiram fugir e ainda se encontram em parte incerta.


Aparentemente o incêndio terá tido início num curto circuito. Pelas imagens não dá para reconhecer se o espaço teria ou não condições, ou se estaria preparado com sistemas de deteção e extinção de incêndio. Sabe-se, no entanto, que o espaço não teria seguro. "O espaço, procurado por donos em férias ou fins de semana, alojava vários animais no momento da tragédia."


Fonte:


https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/tragedia-em-mangualde-incendio-destroi-hotel-canino-e-mata-19-caes


 


 

28/03/2025

Sismo atinge Sudeste Asiático

Um sismo de 7.7  "foi registado na região central de Myanmar, a cerca de 50 quilómetros a leste da cidade de Monywa," e a 17 "de Mandalay." Além de Myanmar, o sismo foi sentido também no "Bangladesh, Índia, Laos," bem como na "Tailândia e China."


Cerca de 12 minutos depois, um segundo abalo atingiu também a Tailândia, com "6.4 na escala de Richter."


Na capital de Myanmar, no hospital da capital de Myanmar registaram-se inicialmente "cerca de duas dezenas" de mortos. Dados posteriores, indicam pelo menos 144 mortos e 732 feridos, na região.


Para já, não há risco de tsunami, mas as réplicas podem fazer ruir as estruturas que se encontrem mais instáveis, dificultando também a busca por sobreviventes. Nas redes sociais correm imagens de prédios a ruir, piscinas a transbordar do topo dos altos edifícios e de pessoas em pânico na rua. Uma ponte colapsou e "há receios de danos numa barragem."




Apesar de em ocasiões anteriores não ter sido ajuda, desta vez foi solicitada ajuda humanitária à comunidade internacional, tendo a própria Amnistia Internacional instado "a Junta Militar que está no poder de Myanmar desde o golpe de Estado de 2021 a aceitar ajuda humanitária externa."


"Em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou ter ativado o sistema de gestão de emergências e o centro logístico no Dubai foi mobilizado para apoiar os feridos."






"Myanmar situa-se numa zona sísmica muito ativa." O país tem "mais de três milhões de pessoas" deslocadas internamente devido "ao conflito armado que se desenrola desde o golpe militar de 2021."


"Na Tailândia, o abalo foi sentido com grande intensidade na capital Banguecoque, na qual "residem mais de 17 milhões de pessoas." A região foi declarada "zona de catástrofe," sendo que o número de feridos e mortos pode vir a aumentar. Várias infraestruturas desabaram incluindo três edifícios em construção que acabaram por colapsar. Num dos esdifício, estão ainda desaparecidos mais de oitenta trabalhadores.




 Fontes:


https://observador.pt/liveblogs/sismo-de-magnitude-77-na-escala-de-richter-atinge-myanmar-e-tailandia-ha-registo-de-dezenas-de-mortes-e-feridos/


https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2756172/ao-minuto-sismo-na-tailandia-e-myanmar-vitimas-presas-em-escombros?utm_medium=email&utm_source=gekko&utm_campaign=afternoon


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-03-28-video-forte-sismo-atinge-tailandia-e-myanmar-280efe64

24/03/2025

Sismo sentido no Algarve

Foi hoje sentido em Portugal, um sismo de 4.4 na escala de Richter. O abalo registado pelas 5h18m, teve epicentro "a cerca de 75 quilómetros a sul de Faro," no mar, tendo sido sentido com mais intensidade nos "concelhos de Albufeira e Faro e menor intensidade em Loulé, sem notícia de danos pessoais ou materiais."


Há cerca de 300 anos, precisamente a "27 de dezembro de 1722", um grande sismo afetou esta região, tendo chegado aos "7,8 na escala de Richter." O abalo foi sentido pelas 18h00m e terá deixado "um enorme rasto de destruição de Tavira a Loulé." Alguns estudos feitos recentemente, estimou que os "danos potenciais" poderiam atingir cerca "de 12 mil mortos."


O abalo acabou por cair "no esquecimento após o Grande Terramoto de Lisboa, em 1755."


Um outro abalo, este ainda na memória de alguns, foi o "sismo de 1969, o mais forte a atingir Portugal no século XX." Neste evento, "os municípios de Vila do Bispo, Bensafrim, Portimão e Aljezur" foram as "zonas do país mais afetadas. O evento aconteceu na madrugada de 28 de fevereiro desse ano, estando o seu epicentro registado a cerca de 200 km de Sagres."


De facto, o sul do país acaba por estar mais exposto a este tipo de eventos, "devido não só aos sismos inter-placas mas também à presença de falhas ativas que atravessam a região do Algarve, nomeadamente as falhas de Portimão, Quarteira e Faro-Loulé."


 


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/pais/sismo-de-44-na-escala-de-richter-sentido-no-algarve_n1642995


https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramoto-de-1722-o-pior-sismo-do-algarve-engoliu-um-rio-destruiu-vilas-inteiras-mas-nao-deixou-registos.html


https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sismos-em-portugal-historico-probabilidades-e-principais-causas-terramoto.html

13/03/2025

Açores voltam a tremer com alguma intensidade

É normal a terra tremer nos Açores, uma vez que o arquipélago fica na fronteira "entre três placas tectónicas."

Na terça-feira (11 de março) pelas 07h14, foi sentido um sismo com 5.3 de magnitude, de acordo com o site do IPMA (ou de 5,1 segundo o CIVISA) – "com epicentro a cerca de 25 quilómetros a sul-sudeste de Faial da Terra." O evento foi sentido “em praticamente toda a ilha de São Miguel” mas "também na ilha de Santa Maria, no grupo Oriental." Seguiram-se cerca de 40 réplicas ao primeiro evento, uma das quais de magnitude 3.3 foi registada "nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores pelas 13h16 locais e teve epicentro a cerca de 25 quilómetros a su-sudeste de Faial da Terra."

Ontem, um sismo de "magnitude de 4,2 na escala de Richter foi sentido" pelas 17h13m (menos uma hora que no continente) na ilha de São Miguel. O epicentro foi "a cerca de 25 quilómetros a sul-sudeste de Faial da Terra, no concelho da Povoação." Dadas as caraterísticas geológicas da região, esta crise sismica será de natureza tectónica, uma vez que naquela região não há conhecimento de vulcões ativos. Esta crise não terá ligação com a de Santa Bárbara, que dura deste 2022 e cuja origem está no próprio vulcão de Santa Bárbara.

Como comecei por dizer,  os sismos são frequentes e podem ter origem tectónica ou vulcânica. "A sismicidade de natureza tectónica resulta da libertação súbita de tensões acumuladas na porção frágil da litosfera em resultado da movimentação relativa das placas," enquanto que os "tremores de terra relacionados com a atividade vulcânica são desencadeados pela movimentação de magma e gases vulcânicos" o que pode criar fraturas na "rocha encaixante."

Existem 26 vulcões considerados ativos - isso não quer dizer que estejam a expelir lava! Das "nove ilhas do arquipélago, apenas Santa Maria não tem qualquer vulcão ativo. Nas restantes encontram-se estruturas vulcânicas que podem entrar em erupção a qualquer momento, apesar de estarem adormecidos e não darem sinal de vida há muito tempo."

Devido à sua magnitude ou por terem causado vítimas mortais, "os principais sismos que atingiram os Açores desde o início do povoamento foram os terramotos de 22 de Outubro de 1522" (que atingiu S. Miguel e fez cerca de "5000 mortos"), o de "17 de Maio de 1547 (Terceira, alguns mortos), 24 de Maio de 1614 (Terceira," e que terá provocado uma centena de vítimas mortais) e o de "9 de Julho de 1757 (S. Jorge," que levou cerca de 1000 vidas). No século XIX ocorreram outros eventos de grande intensidade como a chamada "crise de Junho de 1800 a Janeiro de 1801 (Terceira)" que apesar da sua duração apenas terá causado uma vítima mortal direta. A "21 de Janeiro de 1837" um abalo fez 3 mortos na Graciosa e a "16 de abril de 1852" o sismo de S. Miguel, provocou 9 mortos. 

Já no século XX, a "31 de Agosto de 1926, um sismo no Faial faria 8 mortos e a "26 de Abril de 1935," S. Miguel sofreria 1 vítima mortal num novo abalo. Na memória de muitos estará certamente o sismo de "1 de Janeiro de 1980", que atingiu S. Jorge, a Terceira e a Graciosa e fez 63 mortos, com uma magnitude de 7.2. A "9 de julho de 1998" um novo sismo, no Faial traria 9 vítimas mortais. Todos estes abalos trouxeram danos avultados para o arquipélago, sobretudo o de 1980, que afetou Angra do Heroísmo, provocando "mais de 400 feridos," além de ter deixado desalojadas cerca de "21 mil pessoas."

Fontes:

https://observador.pt/2025/03/12/sismo-com-magnitude-42-sentido-na-ilha-de-sao-miguel/

https://ensina.rtp.pt/artigo/os-acores-tem-26-vulcoes-ativos/

https://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=10159

https://ensina.rtp.pt/artigo/sismo-de-angra-do-heroismo/

https://www.rtp.pt/noticias/pais/acores-sismo-de-magnitude-52-sentido-em-sao-miguel-e-santa-maria_n1639853



 

27/02/2025

Sismo em Espanha sentido em regiões portuguesas

Ultimamente tem-se falado muito sobre os sismos que têm sido sentidos em Portugal. Se alguns nos podem afetar mais diretamente, outros, apesar de sentidos, não causam danos nas habitações, infraestrutura, nem perdas humanas.


Esta madrugada, um "sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter foi sentido em vários municípios espanhóis. O epicentro do terramoto foi na localidade sevilhana de Cazalla de la Sierra, uma pequena cidade com cerca de 4.000 habitantes." Por cá, o abalo foi sentido "na região alentejana de Reguengos de Monsaraz," no distrito de Évora. "De acordo com o IPMA, o sismo foi sentido com intensidade máxima II, na escala de Mercalli modificada."


Numa situação de sismo, é importante sabermos o que devemos fazer. "Durante o terramoto, o principal conselho é ficar onde se está. Se estivermos num edifício, temos de ficar no interior, debaixo de uma estrutura sólida. Se estivermos no exterior, devemos ficar na rua." O último sismo a ser sentido na região de Lisboa e margem sul, foi no dia 17 deste mês, teve o seu epicentro perto da Fonte da Telha e "foi sentido com intensidade máxima V/VI (escala de Mercalli modificada) no concelho de Almada e Sesimbra." A este seguiram-se alguns abalos menores.




 



Fontes:


https://pt.euronews.com/my-europe/2025/02/27/sismo-de-41-esta-manha-em-espanha-sentido-em-portugal


https://pt.euronews.com/my-europe/2025/02/17/sentido-sismo-em-lisboa


 

17/02/2025

Sismo sentido em Portugal

Esta tarde, por volta da hora de almoço a casa abanou. Senti o meu maior abalo até hoje, talvez por me encontrar sentada no sofá. Aqui em casa não houve barulho, apenas um balançar durante alguns segundos, mas o suficiente para me desiquilibrar. Pelas descrições que tenho visto, o sismo fez-se sentir de forma mais intensa em algumas zonas, mas a verdade é que o epicentro foi aqui bem pertinho e, isso, sim, assusta um bocadinho.

O sismo teve uma "intensidade 4,7 na escala de Richter," e ocorreu pelas 13h24m, com "epicentro a 14 quilómetros a oeste-sudoeste de Seixal, no distrito de Setúbal, e a cerca de sete quilómetros de profundidade," com localização inicialmente registada no mar, "a cerca de quatro quilómetros da costa atlântica." Em Sesimbra, há a registar alguns danos na falésia da praia da Califórnia.

Por aqui a autarquia informou que "devido ao sismo verificado no concelho, algumas escolas e centros de saúde locais foram evacuados por iniciativa dos respetivos delegados de segurança, sem haver registo de danos pessoais ou materiais." Em Sesimbra algumas escolas procederam à evacuação dos alunos para o exterior seguindo os procedimentos adequados, enquanto outras, ignoraram completamente a evacuação. Mesmo sem grandes danos, seria uma boa oportunidade para treinar as crianças (e os adultos) para saberem o que fazer nestes casos, uma vez que as crianças sentiram o abalo. Daqui para a frente, valorização e colocar-se-ão em segurança?

O sismo do Seixal, afinal ocorreu na falha da Lagoa de Albufeira e de "acordo com o IPMA, o epicentro foi a 14 quilómetros a oeste-sudoeste de Seixal (no mar), mas o USGS (United States Geological Survey) assinalou o “epicentro em terra, na zona da Charneca da Caparica”.

Não sei em que ficamos... talvez entretanto resolvam este diferendo. Tinha havido ontem um pequeno sismo de "magnitude 1,6, por volta das 22h48," na mesma zona, mas o qual não pode ser classificado como "um sismo premonitório", como que uma espécie de aviso para um evento maior ou se foi apenas coincidência, ou seja, se "foi um sismo em frente casual."

Em agosto do ano passado, um outro sismo fez a terra tremer em Portugal e foi também sentido com alguma intensidade nesta zona, deixando alguns danos, embora sem vítimas a registar, felizmente. "Nessa altura, o tremor de terra terá tido um impacto de 5,3 na escala de Richter, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com epicentro no Atlântico, 70 km a sudoeste de Sesimbra. Também nesse caso não houve registo de vítimas nem de danos materiais." Agora foi bem mais perto...

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/sismo-em-lisboa/sismo-seixal/sismo-de-4-7-leva-a-evacuacao-de-escolas-e-centros-de-saude-no-seixal/20250217/67b36efdd34ef72ee44264e1

https://expresso.pt/sociedade/2025-02-17-sismo-em-lisboa-teve-baixa-magnitude-mas-proximidade-a-zonas-habitadas-e9df896e

https://expresso.pt/sociedade/2025-02-17-sismo-de-47-na-escala-de-richter-sentido-em-lisboa-4cfa8ad1

11/02/2025

Situação sismológica: Marrocos

Segundo informação do IPMA foi na noite passada sentido um sismo de magnitude 4,9. O evento ocorreu no norte de África, mais propriamente em Marrocos, mas acabou por ser sentido também am algumas regiões do Algarve, embora sem provocar danos. O abalo ficou registado pelas 22:49 e teve epicentro "a cerca de 75 quilómetros sudoeste de Tetuan, em Marrocos," e a "dez quilómetros de profundidade."

Entretanto a situação em Santorini continua a manter as autoridades preocupadas. Desde janeiro, foram já milhares os abalos registados, embora a maioria não seja sequer sentida pela população. No entanto, muitos ultrapassam os 4 e os 5 na escala de Richter e foram essencialmente estes que levaram a que "mais de onze mil habitantes e turistas" fossem obrigados a abandonar "as ilhas gregas." Temem-se sobretudo os deslizamentos de terras e a possibilidade de ocorrência de um Tsunami. O governo grego já "declarou o estado de emergência em Santorini, as escolas foram encerradas e os residentes e proprietários de hotéis foram obrigados a esvaziar todas as piscinas, uma vez que o movimento da água poderia desestabilizar os edifícios." Houve recomendações para que se evitasse a proximidade a zonas de risco tais como prédios antigos ou zonas em risco de derrocada.

Entretanto, esta noite a "ilha grega de Santorini" sentiu "o maior terramoto desde que se iniciou a atividade sísmica," com "5.3 na escala de Richter." Não imagino o que a população daquela região possa estar a sentir e como isto pode estar-lhes a afetar a vida. 

Fontes: 

https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/sismo-de-4-9-atinge-norte-de-marrocos-e-e-sentido-em-portugal

https://expresso.pt/internacional/europa/2025-02-10-crise-sismica-em-santorini-pode-manter-se-durante-semanas-ou-mesmo-meses.-o-que-esta-a-acontecer-na-grecia--ccc01954

https://observador.pt/2025/02/11/santorini-acorda-com-forte-atividade-sismica-apos-registo-do-maior-abalo-dos-ultimos-dias/

 


 


 

14/01/2025

Sismo no Japão

A terra voltou ontem a tremer com violência no Japão.


Um alerta de tsunami foi emitido pouco tempo depois de um "sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter," se ter feito sentir na "costa sudoeste do Japão." Algumas medidas de precaução foram tomadas. "Os habitantes de algumas zonas costeiras foram aconselhados a abandonar as casas por precaução, sendo que alguns comboios também deixaram de funcionar."


Felizmente a esperada onda de certa de um metro que era esperada segundo dados da "agência meteorológica do país, apenas atingiu a "costa de Miyazaki e não ultrapassou os 20 centímetros." O Japão, pelo seu historial e, "devido à sua localização no Anel de Fogo, uma região caraterizada pela existência de falhas e vulcões na bacia do Pacífico," é um dos países melhor preparados para a ocorrência de sismos.


Nesta região, registou-se em 2011, um "dos maiores terramotos de sempre." O abalo aconteceu ao "largo da costa leste do Japão," e provocou cerca de 18.000 mortos, "como consequência do terramoto de magnitude 9,0 e do tsunami que se seguiu."


13/01/2025

Incêndio mata em restaurante na Chéquia

Muitas vezes, aquilo que serve para o nosso conforto pode ser um perigo. Tal é o caso dos aquecedores, que já têm feito algumas vítimas pelo mundo fora, Foi o caso de um incêndio que ontem deflagrou num restaurante em Most, na Chéquia e matou, pelo menos, 6 pessoas.


O incêndio, terá tido início quando um "aquecedor a gás" que estava no jardim do restaurante, "se virou," acabando por explodir. Da situação, resultaram ainda oito feridos com queimaduras graves. Todo o espaço foi evacuado, bem como um edifício vizinho. "O restaurante ainda estava aberto quando o fogo começou, antes da meia-noite de sábado, e foram necessários mais de 60 bombeiros para controlar as chamas, até à uma da manhã."


Estas situações são mais comuns do que se pensa e, apesar de todas as indicações de uso correto e de haver informação disponível sobre os riscos, a verdade é que os acidentes continuam a destruir propriedade e a causar vítimas. Deixo de seguida alguns exemplos.


Em 2007, um incêndio que teve como causa um aquecedor, "vitimou duas mulheres deficientes," que viviam num "prédio perto de Trajouce, no concelho de Cascais." Neste caso, as "duas vítimas, de 34 e 50 anos," só foram encontradas quando "a mãe de uma" delas, "chegou a casa e não conseguiu abrir a porta," e dando conta do incêndio, accionou os bombeiros.


Lembremo-nos também do incêndio que, em janeiro de 2018, provocou onze mortos e 38 feridos, na "Associação Cultural e Recreativa de Vila Nova da Rainha, em Tondela." Este incêndio ocorreu "quando o tubo da salamandra que os aquecia inflamou o teto falso do edifício — que entrou em combustão." Muitas das vítimas ficaram encurraladas ao tentarem sair para o exterior.


Em fevereiro de 2019, um incêndio urbano em Braga, Portugal, teve também como causa um aquecedor a gás. Os bombeiros conseguiram evitar que o incêndio propagasse às habitações contíguas e não houve feridos a lamentar. Neste caso, segundo informações recolhidas no local e à época, indicam que o incêndio terá tido início aquando do "derretimento da mangueira que conduz o gás da botija para funcionar o aquecedor, no quarto e último andar de um apartamento na Rua Andrade Corvo, perto da Estação Ferroviária de Braga."


Em junho de 2019, um aquecedor (do tipo que conhecemos por cá, como caldeira), explodiu e destruiu dois restaurantes (um da marca "Burger King" e um outro da cadeia de restauração "McDonald's"), em São Paulo, Brasil. O acidente aconteceu mais propriamente na Avenida Rebouças, na zona centro da cidade. O aparelho funcionou como uma panela de pressão e, ao rebentar, destruiu ambas as fachadas dos edifícios e provocou danos graves no seu interior. Felizmente, não houve vítimas, mas talvez porque àquela hora não estivessem clientes nem funcionários nas lojas.


Fontes:


https://pt.euronews.com/2025/01/12/incendio-em-restaurante-mata-pelo-menos-seis-pessoas-na-chequia


https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2019/06/05/aquecedor-explode-e-destroi-parte-de-duas-lanchonetes-de-redes-de-fast-food-em-sumare.ghtml


https://sol.sapo.pt/2019/02/16/aquecedor-a-gas-provoca-incendio-em-apartamento-em-braga/


https://cnnportugal.iol.pt/morte/incendio/aquecedor-tera-originado-fogo


https://observador.pt/especiais/encurralados-numa-porta-que-abria-ao-contrario-se-me-descuidasse-um-bocadinho-tambem-tinha-la-ficado/

07/01/2025

Sismo no Tibete

A região do Tibete, na Cordilheira dos Himalaias, foi afetada por um sismo de 6.8 na escala de Richter (corrigido depois para uma magnitude de 7,1 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos) e que provocou uma vasta destruição. Deste evento, terão até ao momento sido registadas 95 vítimas mortais e centenas de feridos.


Este sismo ocorreu a cerca de "83 quilómetros a norte do Monte Evereste, tendo provocado para além dos 95 mortos, outros 130 feridos. O abalo foi ainda sentido no Nepal, no Butão e no norte da Índia."


"O epicentro ocorreu numa zona onde se dá a junção das "placas da Índia e da Eurásia," que quando chocam, provocam muitas vezes "elevações nas montanhas dos Himalaias suficientemente fortes para alterar a altura de alguns dos picos mais altos do mundo." 


Têm sido registadas algumas réplicas na zona afetada, embora com menor magnitude.


E se um sismo destas dimensões acontecer aqui em Portugal - o que não seria a primeira vez na nossa história, como bem sabemos - estaremos preparados para reagir? Que estragos poderá provocar ao nível das infraestruturas, da energia e das comunicações?


Fontes:


https://expresso.pt/internacional/asia/2025-01-07-terramoto-no-tibete-fez-pelo-menos-95-mortos-dalai-lama-mostrou-se-profundamente-triste-24230f98


https://tviplayer.iol.pt/programa/tvi-jornal/63ef5eb50cf2665294d5f87a/video/677d23060cf23ab6553638c9


 


 

06/01/2025

Dois homens desaparecidos no Tejo

Uma colisão entre uma pequena embarcação de pesca e o catamarã de transporte de passageiros da Soflusa, Antero de Quental, que fazia a ligação entre o Terreiro do Paço, em Lisboa e o Barreiro, fez esta tarde dois feridos (um leve e um grave) e dois desaparecidos. A embarcação teria a bordo, segundo já fizeram saber, os meios de comunicação social, alguns utensílios que habitualmente são usados na apanha de ameijoa no rio Tejo.

Deste acidente resultaram "dois feridos - um grave e um ligeiro que foram transportados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada - e dois desaparecidos." Os dois feridos foram recolhidos por uma outra embarcação "que se encontrava nas proximidades, e transportados até ao Cais da Margueira, em Cacilhas."

As buscas, nas quais estão envolvidos mergulhadores, elementos apeados, várias embarcações e, ainda, "um helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea" serão interrompidas durante a noite e retomadas amanhã de manhã. Os desaparecidos têm 26 e 32 anos e, de acordo com palavras de um dos sobreviventes, não saberiam nadar nem usariam colete salva-vidas. Um deles, é filho de Sesimbra... 

Segundo informações dos meios noticiosos, o catamarã "foi alvo de abalroamento por uma embarcação de pesca, adiantando que o mestre do navio tentou evitar o embate, designadamente com vários alertas sonoros, e que estes foram ignorados pela embarcação de pesca." O capitão do porto de Lisboa confirmou ainda que "os canais que as embarcações de transportes de passageiros usam, quer para o Seixal, quer para o Barreiro, são cruzados diariamente por muitas embarcações."

Falta saber como aconteceu o acidente, mas mais do que apontar culpados, há a lamentar as vítimas. "A Transtejo/Soflusa determinou a instauração imediata de um inquérito interno," uma vez que é preciso saber o porquê de o barco de pesca não se ter desviado da rota do catamarã. Segundo "o mestre do navio", este "tentou evitar o embate, designadamente com vários alertas sonoros," os quais não produziram qualquer efeito. Algo pode ter acontecido, talvez não tivessem conseguido pôr a embarcação a trabalhar, neste momento pouco se sabe, mas é difícil de acreditar que tivessem ignorado os alertas sonoros ou que não tivessem visto o barco. Esteve mau tempo à tarde, mas nada que pudesse ter levado a este desfecho.

Esperemos que o rio os devolva com vida. A noite já vai longa e tão fria, mas destes dois homens, ainda jovens, nada se sabe.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2025-01-06-colisao-entre-ferry-e-embarcacao-de-pescadores-no-rio-tejo-bd21d5c3

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2025/01/06/buscas-por-pescadores-desaparecidos-no-tejo-interrompidas-durante-a-noite/408593/

https://cnnportugal.iol.pt/rio-tejo/ferry/transtejo-diz-que-embarcacao-de-pesca-ignorou-alertas-sonoros-do-ferry-antes-de-colisao-no-rio-tejo/20250106/677c49cad34ea1acf272947a

16/11/2024

Mau tempo em Portugal

A situação devido ao mau tempo em Portugal foi, de longe, bem diferente da ocorrida em Espanha, mas nem por isso deixou de provocar avultados danos e alguns feridos. Parece que andamos cada vez mais ansiosos com toda esta situação e, culpa disso, talvez seja a frequência com que nos são transmitidas notícias e a forma como as mesmas nos chegam. E com tudo isto, que razão teremos para não ser um povo prevenido?

A ocorrência de tempestades e de fenómenos atmosféricos não é novidade, mas tal como os incêndios, parece que nos espantam de cada vez que acontecem. Ainda me lembro de ir para a escola com água quase até aos joelhos, ou de ter baldes a amparar a água que escorria pelo candeeiro do quarto onde eu dormia na casa da minha avó sempre que o telhado do prédio se enchia de água porque o algeroz entupia! Era normal. Agora chove mais um pouco e parece que ficamos logo com vontade de encerrar tudo e de ficar em casa. Em alguns casos, isso seria até uma medida a aplicar de forma preventiva, mas se tanto nos espantamos quando se anunciam ao longe umas nuvens de tempestade, a verdade é que lá vamos nós fazer umas imagens. Nas redes sociais, num dia reclamamos que só chove no norte e que faz falta no sul, mas na semana seguinte, estamos a reclamar que foi demasiada chuva no sul e que está tudo alagado! 

Leitos de cheia onde se constrói há anos, e onde passe o tempo que passar, ninguém ainda saiu de lá e marés grandes que atingem as zonas ribeirinhas e levam a areia para longe são todos os anos tema de conversa. Especialistas e outros nem tanto vão aos telejornais falar de fenómenos atmosféricos e ficamos horas colados aos ecrãs a ouvi-los e a ver as imagens que se repetem. Iguais em todos os canais...

Esta manhã, um "comboio regional" que fazia o "troço entre a Fuzeta e Olhão," descarrilou, "devido à queda de pedras na sequência das chuvas intensas que se sentiram nas últimas horas no sotavento algarvio," levando ao corte da linha do Algarve. Não houve feridos. Foi lançado um alerta amarelo para os distritos de Faro e Beja, devido à previsão de chuva que se previa forte, e à possibilidade de ocorrência de "trovoadas e granizo," devido a um fenómeno semelhante ao DANA que na semana passada provocou o caos e a destruição em Espanha.

Em Olhão, uma senhora resolveu sair do carro para ir espreitar a ribeira de Alfandanga, que corria com mais água e mais força do que o habitual e acabou por cair. A "mulher foi resgatada," por alguns populares e, posteriormente, "socorrida pela ambulância de suporte de vida de Tavira do Instituto Nacional de Emergência Médica, e transportada para a Unidade Local de Saúde do Algarve."

Ontem, "dois idosos de nacionalidade francesa ficaram desalojados em Castro Marim," devido às fortes chuvas, enquanto em "Tavira, duas pessoas tiveram de ser resgatadas," uma encontrava-se dentro da sua viatura que acabou por ficar imobilizada na Ribeira de Almargem, enquanto a outra teve de ser retirada da sua "habitação na Asseca." Ainda na região de Tavira, houve danos em muros que acabaram por ruir, e "diversas embarcações" que acabaram por se soltar e ficar "à deriva" levaram ao cancelamento das "carreiras fluviais para a Ilha de Tavira."

A zona de Luz de Tavira foi uma das mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias nesta região, havendo ainda estradas cortadas. 

Fontes:

https://zap.aeiou.pt/comboio-descarrilou-mulher-salva-de-ribeira-e-desalojados-apos-chuvas-fortes-no-algarve-641116


20/09/2024

Dias negros... luto nacional

Hoje o dia acordou cinzento, com algumas nuvens e chuva em alguns pontos do país. Chuva que veio trazer algum alívio às populações, mas que tem de ser olhada também com alguma precaução. Como sempre, depois de grandes incêndios, as áreas ardidas e as zonas adjacentes ficam cobertas de cinza e de muitos inertes que podem ser arrastados pelas encostas, poluindo os cursos de água. É natural e expectável que isto aconteça, é mais uma consequência dos incêndios (que não é contabilizada na pena dos incendiários). As zonas atingidas pelos incêndios podem agora sofrer deslizamentos de terras para as quais a população deve estar atenta e mostrar uma atitude preventiva.


O país está de luto. Pelas vidas humanas perdidas foi declarado pelo governo que hoje seria dia de luto nacional. Mas não chega... temos de exigir mais! "Morreram sete pessoas e 166 ficaram feridas, devido aos fogos que atingem desde domingo sobretudo as regiões Norte e Centro do país, nos distritos de Aveiro, Porto, Vila Real, Braga, Viseu e Coimbra, e que destruíram dezenas de casas." (Pelas contas da ANEPC são apenas contabilizados "cinco mortos, excluindo da contagem dois civis que morreram de doença súbita").


De acordo com a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, em apenas quatro dia (de 14 a 18 de setembro) foram registadas "1044 ignições, 416 das quais em período noturno," a que respeita uma área ardida de cerca de "94.146 hectares." 


A ministra informou também que foram "detidas 11 pessoas, suspeitas de crime de incêndio florestal, sendo que oito delas foram apanhadas em flagrante delito."


O incêndios ainda não estão completamente extintos. Os dois incêndios que deflagravam em Castro de Aire, no distrito de Viseu, ainda não foram dominados. O incêndio de "Penalva do Castelo, distrito de Viseu, entrou esta madrugada em fase de resolução." Também o incêndio que começou em Alvarenga, Arouca, na quarta-feira, entrou "em fase de resolução."


Os incêndios de Sabroso de Aguiar e de Veria de Jales e Quintã, apesar de já terem estado em fase de resolução, acabaram ontem por sofrer "reativações", na zona de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.



Agora está na hora de avaliar os prejuízos e esperar que as seguradoras façam a sua parte. O governo tem de apoiar agora estas autarquias, para que possam numa perspetiva de maior proximidade, apoiar as suas populações. São as autarquias, as assistentes sociais, as entidades locais (cruz vermelha, bombeiros, associações...) que sabem o que cada família necessita, que conhecem as empresas e aquilo que foi realmente perdido e danificado. Tenho estado a ver diversas entrevistas e reportagens televisivas e as perdas são muito grandes para cada uma destas pessoas. Em Castro Daire, Codeçais, são as quinze cabras que sobreviveram com ferimentos que dão agora alento a este pequeno produtor que teve de abandonar tudo para salvar a sua própria vida. Este senhor, perdeu mais de uma centena de animais (que são de uma raça autóctone transmontana, e por isso valiosa), mas além dos animais perdeu também alfaias, reboques, maquinarias, mais de dez quilómetros de cercas e terras... contabilizar tudo isto e agora multiplicar por outros produtores e pequenos empresários que perderam aquilo que tinha sido até aqui a sua vida. (Entrevista na Sic Notícias)


Falta agora pasto para os animais, ardeu o que estada dentro dos estábulos, dos armazéns e lojas. Ardeu a lenha que muitas pessoas já armazenavam para o inverno, e que lhes traria algum conforto no inverno frio que se aproxima. Arderam as arcas onde havia carne congelada para alimentação das famílias.


No "município de Albergaria-a-Velha" 41 famílias "perderam a casa, por causa das chamas."


A autarquia de Penalva do Castelo, registou "danos em equipamentos municipais no valor de cerca de 200 mil euros." Em Aveiro, os incêndios já se encontram "completamente dominados", mas "60 casas foram atingidas pelos fogos."


Em São Pedro do Sul, "arderam duas casas de primeira habitação," cerca de dez casas "de segunda habitação" e ainda vários "palheiros."


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/pais/dia-de-luto-nacional-chuva-alivia-bombeiros-mas-ainda-ha-chamas_n1601289


https://www.rtp.pt/noticias/pais/concelhos-fazem-contas-aos-estragos-causados-pelos-incendios_n1601329


https://pt.euronews.com/my-europe/2024/09/19/cerca-de-quatro-mil-bombeiros-no-terreno-combatem-17-incendios-em-curso


 

18/09/2024

Acordamos para mais um dia negro...

...num pequeno país onde apesar de tanto mar, rios e lagoas, falta água que ponha cobro a tantas chamas! 

Pois é, o que é "demasiado" num dia, no outro já falta. De inverno, ficamos aborrecidos quando chove e a água sobe, os rios transbordam, inundando tudo à sua passagem. Agora, imagino que um pouquinho dessa água estaria a fazer falta a muita gente. Infelizmente, não mandamos no tempo. Não podemos fechar a "janela" e evitar o vento, mas existem outras coisas que podemos fazer e, das quais, só nos lembramos quando a desgraça chega à nossa porta. 

Parece que em breve, a chuva vai voltar e parece que existem meios a caminho de Portugal, vindos de Espanha e de outros países. Pelo menos, ajudarão a dar alguma "folga" aos nossos bombeiros que não têm tido descanso. 

No total, foram já registadas "150 vítimas, entre elas 12 feridos graves, (...) 65 ligeiros feridos ligeiros e 68 assistidos." Lamenta-se ainda a perda de sete vidas, dos quais quatro eram bombeiros. Da corporação de Vila Nova de Oliveirinha, lamenta-se a perda de Paulo Santos, Susana Carvalho e Sónia Melo. Dos bombeiros de S. Mamede de Infesta, lamenta-se a morte de João Manuel Silva. Uma outra vítima foi Carlos Eduardo, "imigrante brasileiro" de 28 anos e que "morreu carbonizado no incêndio de Albergaria-a-Velha," quando "tentava salvar maquinaria da empresa para a qual trabalhava." Conta-se também a morte de uma senhora com 83 anos, "vítima de paragem cardiorrespiratória na aldeia de Almeidinha, Mangualde, ao ver as chamas a aproximar-se da sua área de residência." Há ainda a contabilizar a morte de um homem de 88 anos, do "lugar do Fontão, na freguesia de Angeja em Albergaria-a-Velha" e que deixa "três filhos e vários netos."

As regiões norte e centro do país continuam a ser as mais afetadas, tendo o Governo declarado situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias.

Em Gondomar, desde o início desta grande ocorrência, foram já assistidos oito bombeiros, dos quais um chegou mesmo a ser sujeito a uma cirurgia. Este incêndio iniciou-se ontem pelas 13h02 e, já levou à evacuação "por precaução, e no sentido de evitar a inalação de fumo," de trinta idosos do "Lar da Santa Casa da Misericórdia de Gondomar. Estes "idosos foram transportados para o Multiusos de Gondomar, estando acompanhados pelos técnicos do próprio lar e pelos técnicos das áreas da saúde e da ação social da Câmara Municipal de Gondomar."

Foi também necessário proceder à evacuação de "três estabelecimentos de ensino - EB1 de Ramalde (S. Cosme), EB1 de Aguiar (Jovim) e Jardim de Infância de Trás da Serra (Jovim), tendo, dos cerca de 100 alunos dos três estabelecimentos, 20 sido transportados para o Multiusos de Gondomar, de onde foram depois "recolhidos pelos encarregados de educação". Há pessoas desalojadas e terão já ardido "três casas arderam esta segunda-feira no incêndio que está a lavrar na freguesia de Jovim." O incêndio avançou "na direção da freguesia vizinha da Foz do Sousa." Algumas habitações localizadas "na zona de Branzelo, em Melres, concelho de Gondomar, estão a ser evacuadas e a população retirada devido aos incêndios."

No que respeita ao incêndio de Valongo, Gondomar, presidente da junta de freguesia foi constituído arguido devido a ser responsável por "dois funcionários da autarquia" que, alegadamente, estavam a usar "roçadoras de disco," para limpar as ruas. Estas máquinas, que são proibidas quando existem alertas (como era o caso) "terão gerado faíscas." Segundo o autarca, os funcionários teão usado o disco por "haver uns tojos na rua" e as faíscas prococadas terão dado início ao incêndio, "tendo o alerta, segundo os Bombeiros de Valongo, sido dado às 9:45," de ontem.

Em Vila Pouca de Aguiar a situação também é crítica. O "incêndio galgou para Vila Real, pelas zonas de Covelo e da Samardã," avançando em diferentes frentes. O comandante Hugo Silva, informou à agência Lusa, que tinha havido uma "reativação forte em Sabroso, uma frente completamente incontrolável, acrescentando que não tinha "meios disponíveis para reforçar" nem para "substituir" os bombeiros que "já andam aqui em trabalho há vários dias."

O comandante mostrou também receio de que este incêndio que "progride em direção a norte," chegue "à porta de Vidago (Chaves)." Existem ainda outras duas frentes preocupantes "que se desenvolvem na zona de Soutelinho do Mezio e na Samardã."

O incêndio de Tábua, no distrito de Coimbra, e que "teve origem no fogo que na segunda-feira eclodiu em Nelas e se estendeu a Carregal do Sal, no distrito de Viseu," foi fdado esta manhã como "dominado" apesar de não ter havido hipótese de se baixar os braços.

Em Arouca, no distrito de Aveiro, uma "parte do troço de madeira dos Passadiços do Paiva," foi consumida pelas chamas. Devido a este incêndio, foi necessário proceder à retirada de alguns "habitantes com mobilidade reduzida," que foram depois "conduzidos para casa de familiares, noutras localidades." Foram também encerrados "todos os estabelecimentos de ensino da rede pública do concelho, afetando as escolas-sede dos agrupamentos de Arouca e Escariz ao acolhimento exclusivo" dos "filhos e dependentes a cargo dos profissionais diretamente envolvidos nas operações de socorro no âmbito dos incêndios." Uma ação de valorizar!

O incêndio de Albergaria-a-Velha, que começou na segunda-feira, pelas 07:20, "entrou" segundo o comandante Albano Ferreira, "em resolução cerca das 10:30. Continua agora a ser necessário manter os meios no terreno, "atentos a reativações" que possam ocorrer.

"Os meios aéreos fornecidos pelos países europeus ao abrigo do mecanismo de proteção civil da União Europeia já estão a operar em território luso. Ao todo operam oito aviões, quatro oriundos de França, dois de Itália e mais dois de Espanha." Chegaram também esta madrugada 230 bombeiros vindos de Espanha, com a missão de apoiar os operacionais portugueses. Foi cancelada a vinda dos meios gregos. "O Governo declarou situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias e alargou até quinta-feira a situação de alerta."

Fontes:

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/09/16/incendios-seis-bombeiros-feridos-em-gondomar/393884/

https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendios-em-portugal-a-situacao-ao-minuto_e1600618

https://www.jn.pt/3477787569/presidente-de-junta-de-campo-nega-culpa-em-incendio-causado-por-rocadora/

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/09/18/mais-de-cinco-mil-bombeiros-combatem-cerca-de-100-incendios-ativos-em-portugal

https://portocanal.sapo.pt/noticia/356074/

https://www.publico.pt/2024/09/18/sociedade/noticia/quatro-bombeiros-tres-civis-sao-vitimas-incendios-2104515


16/09/2024

Casas queimadas, três mortos e um país a arder!

Os avisos foram feitos e já se esperava a ocorrência de incêndios florestais, mas de ontem para hoje a situação piorou bastante e, infelizmente, já se pode falar na ocorrência de uma catástrofe em que já se lamenta a perda de vidas humanas, vários feridos e muitos bens materiais destruídos. Ao longo do dia, a situação tem vindo a piorar.


"O balanço mais recente da Proteção Civil dá conta de 21 vítimas, incluindo três mortos. Foram atingidas pelas chamas casas de primeira habitação e evacuados lares e escolas."


Uma das três mortes a lamentar até agora, foi a de um bombeiro que durante o combate às chamas sucumbiu. Depois, haveremos talvez de saber porquê, mas agora o que importa é confortar a família, os colegas e os amigos. O bombeiro, que combatia o incêndio de Oliveira de Azeméis, "fazia parte da corporação de bombeiros de São Mamede de Infesta" e quando se sentiu mal estava a realizar uma pausa para se alimentar.


Aquando desta ocorrência, era o incêndio de Oliveira de Azeméis aquele que mais preocupação trazia. Entretanto, o dia nascia e com ele percebiamos que outros incêndios tinham deflagrado durante a noite e que, alimentados pelas altas temperaturas e pelo vento forte, ameaçavam pessoas e bens. Durante o dia, chegavam até nós imagens terríveis, em que os piores cenários se estavam a suceder - habitações destruídas pelas chamas, animais a que ninguém conseguiu acudir a tempo de evitar a sua morte. Enormes colunas de denso fumo cobrem as serras e descem os vales, impedindo saber o que se está a passar do outro lado ou, em muitos casos, saber o que está a dois palmos da cara! O dia está a dar lugar à noite e lamentam-se já duas vidas perdidas...


O distrito de Aveiro tem estado a ser o mais afetado. Faltam bombeiros - que nestes dias nunca serão suficientes, faltam baldes para atirar água às chamas que se aproximam, ardem as mangueiras. O vento sopra as fagulhas para cima dos telhados que, dali a nada, se transformam em tochas, pegando em tudo à sua volta. O pior cenário está a acontecer - o fogo já não lavra só no mato: entrou na cidade, entrou nas aldeias, queimou carros, queimou casas e matou pessoas!


Algumas estradas foram cortadas. Mas mesmo com os cortes efetuados, muita gente tentou contornar as indicações das autoridades e chegar às localidades e aldeias onde tinha os seus familiares e os seus bens. Não os posso criticar, mas alerto apenas que estas tentativas de dar a volta às indicações das autoridades, pode levar não apenas ao risco que a pessoa assume, mas também põe em causa aqueles que o têm de, eventualmente, seguir para socorrer.


Infelizmente, o pânico é natural nestas situações mas este mesmo pânico deve ser evitado, pois é dele que decorrem tantas vezes situações em que as reações de cada um, o coloca a si em risco, mas também a quem o tenta ajudar. Além do risco que decorre do próprio incêndio, existem também alguns comportamentos que devem ser evitados, tal como tem sido veiculado durante o dia pela comunicação social. Só que é natural que cada pessoa queira que lhe salvem a sua casa, os seus terrenos, armazéns, alfaias e animais. Muitos comportamentos de risco acabam por ser praticamente impossíveis de se evitar, uma vez que mexem com aqueles que são os nossos maiores sentimentos - aqueles que amamos - que são os nossos familiares, os nossos amigos e também em muitos casos os nossos animais, as nossas casas, os nossos bens!


Podemos dizer que o pior começou na sexta-feira com a deflagração no Fundão, a que se seguiram depois várias outras que iam dispersando meios e desgastando homens. Pelas duas da manhã, a meio da noite, no meio do mato, algo faz deflagrar o fogo de Pessegueiro do Vouga. Horas mais tarde, já depois da hora do almoço e com temperaturas bastante elevadas, acende-se outra situação grave em Sever do Vouga. Apesar de terem surgido como deflagrações independentes umas das outras, podemos dizer que neste momento, os fogos já se confundem e misturam uns com os outro, tal a sua intensidade. O incêndio de Sever do Vouga já chegou a Águeda.


Na zona de Albergaria-a-velha, o início do incêndio que agora queima e destrói não apenas mato mas também atinge povoações, começou hoje pouco depois das sete da manhã, quando as temperaturas estavam mais baixas e a humidade era um pouco maior. Pouco depois do início do incêndio, a A25 estava cercada pelas chamas, mas mesmo assim as pessoas continuavam a avançar, sem visibilidade, sem saber como estava a situação mais à frente. Nesta região contam-se já dois mortos. Com o passar das horas, os incêndios longe de se esgotarem, aproveitaram o combustível disponível e foram galgando montanhas e vales. Não há como acudir a tudo!


Um pouco mais abaixo, na zona de Viseu, o incêndio que começou pouco antes do meio-dia, avançou em várias direções. Além dos meios terrestres, o combate foi feito também por um meio aéreo que foi dando algum alívio. No entanto, não houve forma de impedir a progressão do incêndio e neste momento, a "zona Industrial de Oliveirinha, no concelho de Carregal do Sal", encontra-se cercada pelas chamas.


Numa outra região, na zona de Coimbra, a pior ocorrência iniciou-se hoje pouco depois das dezasseis horas. Chegaram a estar em ação cinco meios aéreos nesta zona, mas a dificuldade de combate mais a norte exigiu a dispersão das aeronaves pelas várias frentes.


E podia continuar... o dia não foi fácil e a noite não será melhor, havendo a registar novos incêndios que se iniciaram já depois das 23 horas (um em Guimarães e outro em Cinfães). As projeções, que com o vento podem atingir vários quilómetros, podem dar origem a novos incêndios. Assim, Portugal que até dispõe de muitos meios, dificilmente se acharão ser os suficientes, mesmo com o acréscimo de oito meios aéreos provenientes da União Europeia (sendo que, de noite, estes meios não podem trabalhar).


Nem para a população, nem para aqueles que estão a dar o seu melhor para evitar que a situação se agrave. Se não puder ajudar... não atrapalhe!


Fontes:


https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2024-09-16-video-bombeiro-que-combatia-incendio-em-oliveira-de-azemeis-morre-durante-pausa-98bee39b


https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2024-09-16-portugal-em-alerta-por-causa-do-risco-de-incendio-8c7f63da


https://fogos.pt/fogo


https://fogos.pt/lista


 


 


 

25/07/2024

Dia Mundial da Prevenção do Afogamento

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento.


Segundo a APSI, "entre 2002 e 2021 ocorreram 286 afogamentos com desfecho fatal em crianças e jovens," o que nos deve levar a pensar bem em tudo aquilo que estamos ainda a fazer de errado na prevenção. 


É preciso muito pouco para uma criança se afogar. Menos de 30 centímetros de água são suficientes. A vigilância é fundamental e salva vidas! "Segundo a Organização Mundial da Saúde, o afogamento é um processo fisiológico de aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão, que pode conduzir a falta de oxigénio nos tecidos (hipoxia) e a paragem cardíaca. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, o afogamento é um processo e os sintomas associados podem ocorrer várias horas após a criança ser retirada da água, nem sempre com um desfecho fatal."


Apesar de até se ter registado uma "redução significativa" no número de acidentes e de mortes por afogamento "ao longos dos anos, é de notar que em 2020 e 2021 o
nº de mortes por afogamento em crianças foi excecionalmente alto (14 e 12
respetivamente) quando comparado com o triénio anterior." 


"Em 2022, a APSI registou 13 casos de afogamento noticiados na imprensa, tendo 6
sido fatais. Em 2021 tinha registado 28, dos quais 9 fatais." Se estendermos os dados desse ano a toda a população, é ainda mais assustador, com 157 pessoas mortas por afogamento "em Portugal, a maioria em locais não vigiados."


"Quanto ao local onde ocorrem, as piscinas são os planos de água com maior registo de afogamentos," no caso das crianças. Já no caso dos jovens e adultos, o mar e os rios são os locais com maior número de afogamentos, tendo vindo o "número de afogamentos em barragens" a crescer cada vez mais. Um dos casos aconteceu no passado dia 11, quando um "homem de cerca de 40 anos" perdeu a vida na "Praia Fluvial da Aldeia do Mato, em Abrantes, depois de ter mergulhado e não ter voltado à superfície." O corpo do homem, que na altura "estava acompanhado do filho menor na zona de lazer situada na albufeira da barragem de Castelo de Bode," acabou por aparecer por baixo da piscina que se situa na mesma barragem.


"O maior número de mortes por afogamento ocorre na faixa etária dos 15 aos 19 anos e
o maior número de internamentos na faixa etária dos 0 aos 4 anos." É importante perceber que não basta saber nadar! Existem inúmeros cuidados a ter e a legislação existente deve ser cumprida. 


Deixo aqui 15 regras que podem ajudar na prevenção!


Fontes:


https://www.apsi.org.pt/images/Documentos/Afogamentos_em_crianas_e_jovens_2005-2022_Principais_resultados.pdf


https://sicnoticias.pt/pais/2023-07-25-Portugal-regista-numero-mais-alto-de-mortes-por-afogamento-dos-ultimos-20-anos-b1222bd3


https://cnnportugal.iol.pt/abrantes/praia-fluvial-da-aldeia-do-mato/homem-morre-depois-de-mergulhar-em-praia-fluvial-em-abrantes/20240711/668f807ad34ebf9bbb3fb42b


https://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/15-regras-para-evitar-acidentes-na-piscina-um-guia-para-um-verao-seguro-perto-da-agua


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...