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15/08/2026

Sismos de 7.7 na Indonésia, 5.0 em Espanha

Durante esta noite ocorreram dois importantes sismos, separados por pouco mais de uma hora, mas por milhares de quilómetros entre eles. O primeiro foi um sismo de 7.7, sentido na Indonésia, na região das Flores. "O epicentro foi localizado a 68 quilómetros a noroeste da cidade de Ende," tendo sido registadas também "três réplicas, com magnitudes de 5,9, 5,6 e 6,1, respetivamente." Uma vez que ocorreu no mar, foi emitido um alerta de tsunami para aquela região.

O número de vítimas ainda não está apurado, mas por esta hora contam-se já 38 vítimas mortais. Há ainda várias pessoas que não foram localizadas e que poderão estar entre os escombros dos edifícios que acabaram por desabar devido à intensidade do abalo. "A maioria das vítimas foi registada na zona de Maumere, onde equipas de emergência encontraram pessoas sob os escombros," sendo que os números ainda podem vir a aumentar nos próximos dias. "Cerca de 2.000 pessoas foram retiradas de uma zona de Nagekeo, enquanto prosseguiam as avaliações aos estragos," incluindo cortes de eletricidade e congestionamentos de trânsito devido à deslocalização da população que se afasta das zonas costeiras. Sobre a Indonésia, esta é uma região propensa a eventos desta natureza, uma vez que se localiza no chamado "Anel de Fogo". Nos últimos anos, a região passou por eventos catastróficos, como o sismo de "dezembro de 1992," também de "magnitude 7," que veio a provocar "um tsunami que matou cerca de 2.500 pessoas na ilha das Flores, no sudeste do país." Já no ano de "2004, a Indonésia sofreu um dos piores desastres da sua história com o sismo de magnitude 9,1 que atingiu a costa da ilha de Sumatra, desencadeando um tsunami que matou 170 mil pessoas no país e cerca de 50 mil nos países vizinhos." Em setembro de 2018, um outro abalo de grandes dimensões atingiu a ilha de Sulawesi. O número de mortos e feridos foi também bastante elevado.

Isto não quer dizer que o governo e a população estejam preparados para estes eventos sísmicos, apesar de haver abalos menores (entre os 3 e os 5 na escala de Richter) com bastante frequência naquela região.

Cerca de uma hora e pouco depois, um outro abalo atingiu a região de Granada, Espanha, com epicentro localizado perto "de Alhendín." O sismo foi sentido também em "Málaga, Almería e Jaén e Córdoba." Neste caso, não foram registados para já quaisquer mortos, embora o sismo tenha provocado "danos materiais, incluindo queda de elementos de fachadas, telhados e varandas e outros estragos em edifícios," incluindo num prédio "em Las Gabias" que teve de "ser evacuado preventivamente." Ontem, tinha já sido registado um abalo de 3.5 (dados IPMA) sensivelmente na mesma região.

Sobre os sismos que mais vítimas causaram nos últimos meses, é de referir que, apesar de haver ainda pessoas desaparecidas, o "número de mortos no duplo terramoto que abalou a Venezuela a 24 de junho subiu para 6 301." 

Na eventualidade de um sismo de maiores dimensões a atingir a nossa região, sabemos o que fazer?

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-08-14-sismo-de-magnitude-77-atinge-costa-da-indonesia-seguido-de-varias-replicas-59b7c0e5

https://sol.iol.pt/internacional/noticias/sismo-de-magnitude-7-7-atinge-a-indonesia-pouco-depois-espanha-tambem-tremeu/20260815/6a8010d70cf2f6a1a1e740e7

https://www.cmjornal.pt/mais-cm/especiais/sismos-na-venezuela/detalhe/sobe-para-6301-o-numero-de-mortos-dos-sismos-da-venezuela

https://www.ipma.pt/pt/geofisica/sismicidade/

https://www.dn.pt/internacional/sismo-de-77-atinge-indonsia-e-provoca-pelo-menos-20-mortos


17/02/2026

Derrocadas - as casas que nunca mais serão habitadas...

A excecionalidade dos eventos meteorológicos que têm atingido o nosso país, fez com que fosse decretada a situação de calamidade (em alguns lugares, um pouco tarde, no meu entender).

Desde o início do comboio de tempestades que têm vindo a assolar o país, "o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão, com centenas de pessoas retiradas das suas habitações."

Uma das situações mais complicadas é a da Caparica, Almada, onde "17 casas foram afetadas por uma derrocada," levando a que "trinta pessoas" tivessem "de ser retiradas de casa por prevenção." Nesta zona, existe um claro e visível "risco de mais deslizamentos de terras," o que já tinha levado a que alguns moradores tivessem sido retirados por antecipação. Três casas acabaram mesmo por ficar soterradas, mas felizmente não se registaram feridos.

Mas ao londo dos últimos dias, foram muitas mais as ocorrências neste concelho. As zonas mais afetadas foram as de "Porto Brandão, São João e Azinhaga dos Formozinhos, no concelho de Almada," onde "centenas de pessoas tiveram de ser retiradas de casa devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas."

Na Azinhaga de Formozinhos, existe um evidente "receio de uma derrocada devido à instabilidade da arriba. As autoridades deram ordem aos moradores para abandonarem as casas e levarem o que conseguirem." A maioria das famílias poderá nunca mais regressar à casa onde sempre viveu...

As falésias onde sempre se deixou construir, não apenas no concelho de Almada, mas um pouco por todo o país... e agora? Quem autorizou e quem forçou estas construções? Muitas habitações podem ter sido construídas de forma ilegal, mas outras foram autorizadas. E agora?

Fontes:

https://diariodarepublica.pt/dr/lexionario/termo/situacao-calamidade

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-17-video-pelo-menos-17-casas-danificadas-em-derrocada-na-caparica-421f6b5f

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-17-deslizamento-de-terras-em-almada-atinge-3-casas-e-obriga-a-retirar-20-pessoas-a1381096

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-13-video-nao-somos-nada.-o-que-havemos-de-fazer--maria-celeste-nao-esconde-a-tristeza-de-deixar-uma-vida-para-tras-d480d525

https://www.rtp.pt/noticias/pais/o-perigo-mantem-se-dezenas-de-pessoas-deslocadas-apos-derrocada-na-costa-da-caparica_n1719726

 

09/12/2025

Sismo no Japão

Um sismo de 7.6 na escala de Richter atingiu ontem a "região de Hokkaido, na costa nordeste do Japão." O epicentro registou-se no Oceano Pacífico, "a cerca de 80 quilómetros da costa e 44,1 quilómetros abaixo da superfície do mar," o que levou "à emissão de um alerta de tsunami," com ordem expressa "de evacuação aos residentes da região."

Foram até ao momento registados 33 feridos, "sobretudo pela queda de objetos." Este sismo "ocorreu cerca das 23h15, hora local." Alguns dos feridos encontravam-se "num hotel da cidade de Hachinohe." Ao sismo seguiu-se uma onde de cerca de 40 cm que atingiu os "portos de Aomori (Mutsu Ogawara) e Hokkaido (Urakawa)," tendo ainda havido zonas onde a ondulação a0tingiu "os 50 centímetros, levando as autoridades a ativar alertas que previam ondas até 3 metros." Foram também "registados incêndios em diferentes pontos da província de Aomori, enquanto cerca de 90 mil residentes receberam instruções para se dirigirem a centros de evacuação."

O Japão possui várias centrais nucleares, as quais "estão a ser alvo de inspeções de segurança." Há um mês, a região tinha já sofrido um sismo de 6.9 de magnitude, ao qual se seguiram várias réplicas. A região é das mais afetadas por estes fenómenos telúricos, devido à sua localização geo-tectónica. Desta vez, os danos não foram muito elevados, mas o Japão está a alertar a população para a possibilidade de se vir a registar um sismo de maior intensidade e com risco mais elevado!


Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sismo-de-76-atinge-nordeste-do-japao-e-obriga-a-alerta-de-tsunami_n1703227

https://sol.sapo.pt/2025/12/08/japao-abalado-por-sismo-de-76-feridos-alertas-de-tsunami-e-milhares-retirados/#goog_rewarded

01/10/2025

Sismo causa vários mortos nas Filipinas

Foi sentido um "sismo de magnitude 6,9 na escala de Richter" na região central das Filipinas. "O sismo atingiu a costa da cidade de Bogo às 21h59 de terça-feira (14h59 em Lisboa), danificando edifícios e estradas e desencadeando uma operação de resgate em toda a parte norte da ilha." De acordo com "o secretário-adjunto do Gabinete de Proteção Civil do país", o abalo já fez, pelo menos, "60 mortos." 

O sismo registou-se a uma profundidade muito rasa de apenas 5 quilómetros, com epicentro no mar, a poucos quilómetros de Cebu. Apesar de ter sido emitido "um alerta de tsunami," o mesmo acabou por ser retirado algum tempo depois. Perto da cidade de Boga, uma das mais atingidas, em San Remigio, "cinco pessoas morreram devido ao desabamento de paredes quando tentavam fugir de um jogo de basquetebol a que assistiam quando ocorreu o terramoto." Deste resultaram também danos ao "sistema de água de San Remigio." Foi declarado o estado de calamidade. Devido às dezenas de réplicas que se têm feito sentir, os hospitais locais já de si sobrecarregados, acabaram por ser forçados a evacuar os feridos para o exterior e estão a tratá-los em tendas.

As Filipinas são um arquipélago, localizado no Pacífico e sofrem bastante com catástrofes naturais: é frequentemente atingido "por sismos e erupções vulcânicas devido à sua localização no Anel de Fogo do Pacífico," sendo ainda frequentemente atingido "por cerca de 20 tufões e tempestades por ano." Um destes acontecimentos foi o Tufão Bualoi que chegou ao arquipélago no "passado fim de semana, fazendo 14 mortos e obrigando à retirada de mais de 350 mil pessoas."


Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/10/01/filipinas-forte-sismo-faz-pelo-menos-69-mortos

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/novo-balanco-aponta-para-60-mortos-devido-a-sismo-nas-filipinas

02/09/2025

Deslizamento de terras leva à morte de mais de mil pessoas


Este domingo, um deslizamento de terras soterrou por completo a aldeia de Tarasin, no Sudão, "matando cerca de mil pessoas.", revelou esta terça-feira o grupo armado que controla a região.


Esta aldeia, está "localizada no centro de Jebel Marra, no distrito de Amo," na cordilheira "de Jebel Marra, que se estende por cerca de 160 quilómetros a sudoeste de Darfur e atinge mais de três mil metros de altitude." É assim uma região de difícil acesso, além de ter caraterísticas que a torna mais "propensa a deslizamentos de terra, principalmente durante a estação das chuvas," que atinge normalmente o seu "pico em agosto." Além do mais, não nos podemos esquecer de que esta é uma região que se encontra em guerra e onde habitualmente a população já vive em grandes dificuldades.


A guerra no Sudão opõe "as RSF (Forças de Apoio Rápido) ao exército, desde abril de 2023," e já causou a morte a "dezenas de milhares de pessoas e o deslocamento de cerca de 13 milhões, tornando o país o palco da pior catástrofe humanitária do planeta." E muitas das pessoas que se tinham visto obrigadas devido à guerra a procurar refúgio, tinham-no procurado precisamente nas montanhas de Jebel Marra, onde se tinham refugiado de forma a escaparem aos ataques indiscriminados contra civis (leiam aqui este artigo da Sábado).


Este deslizamento terá sido desencadedo devido às fortes chuvas que têm assolado a região, tendo soterrado "grande parte da vila de Tarasin, deixando apenas um sobrevivente." 


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sudao-deslizamento-de-terras-destroi-aldeia-e-mata-mais-de-mil-pessoas_n1680744


https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/deslizamento-de-terras-no-sudao-soterra-uma-aldeia-e-faz-cerca-de-mil-mortos


 


 





 

 


14/01/2024

Fenómenos naturais: situação na Islândia e no Japão

A erupção de um vulcão é sempre notícia, pela raridade do acontecimento (pelo menos para nós) e pelas imagens magníficas que proporciona. Mas, infelizmente, esta erupção está a destruir a "cidade piscatória de Grindavík, situada a cerca de 41 quilómetros a sul da capital, Reiquiavique, e obrigou à retirada dos habitantes da localidade."

"A atividade sísmica acelerou fortemente durante a noite". Os habitantes de Grindavik sabiam que uma erupção poderia estar próxima, uma vez que a cidade tinha sido evacuada desde 11 de novembro. "A atividade vulcânica acontece cerca de três semanas depois do último episódio na região, a 18 de dezembro. Trata-se da segunda erupção na mesma falha vulcânica." Foi seguido o plano de "construir uma parede de proteção, em torno de Grindavik," de forma a proteger a cidade mas desta vez isso não impediu a destruição, uma vez que "a erupção deste domingo ocorreu no interior desses muros," e pelo menos três casas acabaram por arder completamente.

Os habitantes de Grindavik que tinham sido evacuados, já tinham regressado à cidade "uma vez que as expectativas das autoridades apontavam para uma provável nova erupção noutra zona", mas desta vez a evacuação poderá ser mais duradoura. "O mais certo, é que estas pessoas não possam regressar a Grindavík nos próximos meses." Infelizmente, durante as obras de reconstrução da cidade após os últimos eventos antes desta nova erupção," um trabalhador desapareceu depois de ter caído numa das falhas que estavam a ser tapadas."

Já no Japão, que tem atualmente "110 vulcões ativos", e tem sido afetado nos últimos dias por vários sismos, o nível de atividade vulcanica também aumentou. "O monte Ontake junta-se assim a outros dois vulcões atualmente em alerta de nível três em Kagoshima." A erupção não trouxe até agora danos humanos nem materiais. Pelo contrário, são muitos os mortos causados pelos sucessivos sismos que têm afetado a "península de Noto" desde o início deste ano. "Mais de três mil habitantes da península" continuam no final da passada semana "isolados do mundo enquanto aguardam socorro, atrasado pela chuva, neve e deslizamentos de terra." De facto, "a atividade sísmica continua a ser sentida na península de Noto e arredores cerca de uma semana depois do sismo de magnitude 7.6."

De lembrar que o sismo sentido a 1 de janeiro no Japão, foi considerado "o mais mortífero no Japão desde 2011, quando um terramoto de magnitude 9.0 provocou um 'tsunami' que deixou mais de 20 mil mortos e desencadeou o desastre nuclear de Fukushima."

Fontes:

https://observador.pt/2024/01/14/vulcao-na-islandia-entra-em-atividade/

https://www.dn.pt/121813005/nova-erupcao-vulcanica-na-islandia-obriga-a-retirar-habitantes-de-grindavik/

https://observador.pt/2024/01/14/japao-sobe-nivel-de-alerta-devido-a-erupcao-vulcanica-em-ilha-do-sudoeste/

18/11/2023

Islândia - vulcão pode estar prestes a entrar em erupção

Nada está nas nossas mãos quando se trata da erupção de um vulcão, a não ser abandonar o local e tentar encontrar alguma proteção, assistindo de longe a tudo o que se vai passando. É isto que tem estado a acontecer na Islândia, onde no dia 10 houve sinais de aparecimento de um túnel de magma e de atividade sísmica intensa, o que junto com o aumento dos níveis de enxofre à superfície, indica a possibilidade de uma erupção eminente. Devido a este conjunto de fatores, no dia 11 deste mês, as pessoas foram obrigados a sair das suas casas, não apenas devido aos fortes abalos sísmicos sentidos e que destruiram importantes estruturas da cidade mas também devido ao risco eminente de que uma grande erupção ocorra a qualquer momento.

Os cerca de 3400 habitantes da cidade islandesa de Grindavik, situada na Península de Reykjanes, a cerca de 50 quilómetros da capital, Reiquiavique, apenas tiveram autorização para regressar durante cinco minutos, para poderem retirar animais de estimação que tivessem ficado para trás e alguns pertences pessoais ou de valor. As planícies começaram a sofrer deformações e as estradas estão intransitáveis devido às fendas que se têm vindo a abrir dia após dia.

Apesar de ainda não haver certeza absoluta de que o vulcão vai entrar em erupção, os especialistas afirmam que durante vários meses será muito perigoso voltar para a cidade. O túnel de magma que está por baixo da cidade tem cerca de 15 quilómetros de extensão. Planeia-se a construção de um muro que proteja a central de energia geotérmica, que se localiza a cerca de 50 quilómetros de Reiquiavique, para travar a lava e impedir a destruição da central que abastece milhares de casas.

Este sistema vulcânico voltou a dar sinais de atividade em 2021, depois de 8 séculos "adormecido", mas nessa altura os danos foram mínimos, mas as erupções na Islândia são frequentes em comparação com outras zonas do globo. A mais significativa aconteceu em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajokull causou enormes nuvens de cinza que durante dias afetaram o ar e os voos em toda a Europa.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2023-11-18-Islandia-habitantes-retirados-por-causa-de-vulcao-so-poderao-regressar-dentro-de-meses-3e6bd082

https://observador.pt/2023/11/12/probabilidade-de-erupcao-vulcanica-na-islandia-aumenta-com-1-000-novos-sismos/

https://actualidadfestera.es/islandia-construye-un-muro-para-proteger-una-central-electrica-de-la-lava/


 

01/11/2023

O terramoto de 1755 e o que aprendemos até agora

Este é um tema que me interessa bastante. Estou muito atenta ao que se vai passando pelo mundo, no que respeita aos movimentos sísmicos, mas a verdade é que aquilo que mais me preocupa é o meu país. Passaram dois séculos e meio, mais ano menos ano, desde o grande sismo de 1755. O que mudou?


Recomendos estes vídeos, para saberem um pouco mais sobre este desastre que afetou o nosso país:


https://youtu.be/fKigEJj3iVI


https://youtu.be/N4SqWIPGrD8


De acordo com vários registos, sabemos os danos causados por este enorme evento. Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter e  levou à destruição quase completa da cidade de Lisboa, especialmente da zona da Baixa. Atingiu ainda grande parte do litoral do Algarve e Setúbal.


O epicentro não é ainda hoje conhecido com precisão, mas pensa-se, devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, que tenha sido nesse mesmo local que provavelmente se localizou o epicentro em 1755.


O sismo foi seguido de um maremoto que se acredita ter atingido a altura de 20 metros e de vários incêndios que, não tendo sido controlados, alastraram durante vários dias destruindo tudo o que o sismo tinha deixado de pé. Contaram-se mais de 10 mil mortos (embora haja quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. 


Minutos depois do primeiro abalo, as águas do Tejo começaram a subir ameaçadoramente pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinham fugido para as margens do Tejo com o objetivo de escapar aos edifícios que ruíam, foram apanhadas pelas águas.


Não podemos também esquecer que se celebrava neste dia um feriado do calendário religioso, o Dia de Todos os Santos (celebrado desde o século VII e fixado nesta data no século VIII, pelo Papa Gregório III) e que por isso, as igrejas e as ruas estavam cheias de gente e se haviam acendido muitas velas nos altares. 


Ainda hoje, em algumas zonas de Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o pão-por-deus de porta em porta.


Conhecer a história é o primeiro passo para a mudança! As construções sofreram alterações, as ruas tornaram-se mais largas e isso foi um passo importante, tanto na sua reconstrução como na prevenção de danos causados por futuros eventos sísmicos. Mas estamos a falar em mais de 200 anos. Neste tempo, o que foi feito para melhorar as construções? E não falo apenas em Lisboa.


Todos os dias, há relatos de sismos de maiores ou menores dimensões que atingem a Europa e o Norte de África e que podem influenciar os movimentos tectónicos das placas que nos são mais próximas. O que tem sido feito para minimizar danos caso voltemos a ter uma ocorrência grave?


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Lisboa_de_1755


https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos_os_Santos


https://ensina.rtp.pt/artigo/o-terramoto-de-lisboa-de-1755/


 


 

08/10/2023

Sismo do Afeganistão faz milhares de mortos e feridos

O Afeganistão foi ontem atingido por um sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter, ao qual se seguiram várias réplicas. O governo Talibã, falou em cerca de 2000 mortos na província de Herat, mas ainda podem existir outros tantos soterrados. As várias réplicas que se fizeram sentir - terão ocorrido sete abalos com magnitudes entre 5,5 e 6,3 - dificultaram a chegada aos feridos. O epicentro ocorreu a 40 quilómetros de Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão, considerada a capital cultural do país, com quase dois milhões de habitantes.


Este país asiático é muito vulnerável a desastres naturais por estar situado na cadeia montanhosa do Hindu Kush, perto do ponto onde se encontram as placas tectónicas euro-asiática e indiana, numa zona de grande atividade sísmica.


De referir o sismo de 5,9 ocorrido em junho de 2022, tinha sido considerado o mais mortífero no país em quase 25 anos tendo feito mais de mil vítimas mortais e dezenas de milhares de desalojados na província de Paktika. Aguardam-se os dados definitivos para se confirmar que o sismo de ontem terá ultrapassado estes valores, mas penso que já se pode dizer que se ultrapassará aqui o número de vítimas.


Depois dos ataques que aconteceram ontem em Israel, temo que as vítimas deste sismo fiquem esquecidas pela comunidade internacional.


Fontes:


https://observador.pt/2023/10/08/novo-balanco-de-sismo-no-afeganistao-eleva-numero-de-mortos-para-2-mil/


https://pt.euronews.com/2023/10/07/forte-sismo-e-replicas-fazem-mais-de-uma-centena-de-mortos-no-afeganistao


 

13/09/2023

Tempestade na Líbia - a catástrofe que fez já milhares de mortos

Enquanto uns têm de lidar com grandes incêndios e altas temperaturas, outros lidam com tempestades destruidoras. Na Líbia ainda se procuram por 10 mil desaparecidos depois da passagem da tempestade Daniel. Só na zona de Derna, na zona costeira, a mais afetada, há 30 mil deslocados, três pontes desmoronaram e a água invadiu vários bairros. Esta foi uma das várias localidades a ficar isolada, sem eletricidade, nem comunicações. Esta região do país acolhe as principais infraestruturas petrolíferas líbias, sobre as quais os responsáveis nacionais decretaram o estado de alerta máximo.


Dezenas de corpos têm sido encontrados "constantemente" na água devido às cheias provocadas pela chuva intensa e pelo rebentamento de duas barragens e até agora o número ronda os 5300 mortos. O serviço de evacuação médica de ambulância aérea da Líbia anunciou a abertura de uma ponte aérea entre Trípoli e a região oriental para transportar pessoas gravemente feridas, no meio do caos que se vive nalgumas cidades do leste do país. Tudo isto a somar à falta de manutenção dos edifícios devido ao caos político e militar que se vive na Líbia há mais de 10 anos, com um governo a controlar o leste e outro o ocidente do pais, a devastação sobretudo em Derna atingiu um nível impressionante.


A Organização Internacional para as Migrações (OIM) na Líbia, que garante estar a preparar medicamentos e equipas de busca e salvamento para o local e já foi enviada ajuda humanitária de vários países, após um apelo feito ontem pelas autoridades líbias. Foram entretanto decretados três dias de luto nacional.


Ontem, três voluntários da ONG Crescente Vermelho Líbio morreram quando ajudavam vítimas das inundações na Líbia. Um residente de Derna disse à Almasar TV, da Líbia, que, "infelizmente, talvez 90% da população se tenha afogado". Um outro residente diz estarem "a enterrar corpos em massa". 


Descrita pelos especialistas como um "fenómeno extremo em termos da quantidade de água que choveu", a tempestade Daniel já provocou também pelo menos 27 mortes na Grécia, Turquia e Bulgária, onde as águas começam finalmente a recuar deixando ver a verdadeira realidade dos estragos sofridos. A tempestade Daniel atingiu o leste da Líbia na tarde do passado domingo, tendo sido declarado recolher obrigatório. Várias escolas foram fechadas. 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-09-13-Tempestade-na-Libia-ha-mais-de-5.300-mortos-mas-numero-podera-duplicar-3bfc0ecf


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-09-12-Libia-tres-voluntarios-entre-as-mais-de-cinco-mil-vitimas-da-tempestade-Daniel-bab83a68


https://pt.euronews.com/2023/09/12/inundacoes-paralisam-leste-da-libia


https://pt.euronews.com/2023/09/13/balanco-de-vitimas-da-tempestade-daniel-na-libia-aponta-para-mais-de-5-mil-mortos


 

09/09/2023

Sismo em Marrocos é sentido em Portugal

Para já começo por dizer que só vi hoje as notícias e que, apesar de estar acordada à hora a que se deu o abalo, não dei por nada. Pelo que se sabe até agora, não houve danos em Portugal.


O sismo de 6,9 ocorreu às 23h11, a uma profundidade de 18,5 quilómetros, e foi registado nas estações da Rede Sísmica Nacional. O epicentro foi na localidade de Ighil, que se situa a 63 quilómetros a sudoeste da cidade de Marraquexe. Um segundo tremor de 4,9 foi registado a nordeste de Taroudant (200 quilómetros a sul de Marraquexe) por volta das 23h30. O tremor foi sentido em cidades do norte, como Larache, a 550 quilómetros do epicentro, bem como em Casablanca e Rabat, a 300 e 370 quilómetros, respetivamente. O sismo foi sentido também no sul de Espanha, onde o serviço de emergências da Andaluzia registou cerca de 20 chamadas provenientes das províncias de Huelva, Sevilha, Málaga e Jaén. De acordo com relatos nas redes sociais, o sismo foi sentido ainda no Mali e na Argélia.


Até agora, estão contabilizados pelo menos 1305 mortos e 1832 feridos, 1220 dos quais em estado grave, segundo informação da televisão estatal do país africano, citada pela Reuters. O número ainda pode aumentar muito, como sabemos de situações anteriores. E quanto a desaparecidos ainda não há dados, principalmente porque ainda há zonas afetadas onde ainda não chegou qualquer ajuda.


Muito se tem falado na possibilidade de haver um sismo de grandes dimensões a atingir o nosso país e a verdade é que os pequenos abalos têm sido frequentes. Neste caso em específico, o facto do epicentro se ter dado a várias centenas de quilómetros, não trouxe nenhum constrangimento no nosso país.


Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já entrou em contacto com alguns portugueses que se encontram em Marrocos, informaram em comunicado: "Todos os portugueses com quem, até ao momento, foi estabelecido contacto encontram-se bem, não tendo reportado problemas de saúde ou danos materiais substantivos".


Para sabermos o que se tem vindo a falar nos noticiários, em especial as escalas de que falam, ficam aqui algumas informações. A Escala Richter é uma ferramenta que foi criada em 1935 pelos pesquisadores Charles Francis Richter e Beno Gutenberg e serve para verificar a magnitude de um tremor de terra por meio da medição das ondas liberadas pelo sismo em seu ponto de origem. O cálculo da Escala Richter é feito por meio da utilização de sismógrafos, que indicam a magnitude de um tremor de terra. Por outro lado, a Escala de Mercalli avalia a intensidade, por meio da observação dos impactos gerados pelos tremores de terra.


O substrato terrestre é dinâmico e está em constante movimentação, devido ao deslocamento das placas tectónicas, portanto a ocorrência de terramotos é comum, especialmente em zonas geográficas localizadas nas áreas de contato dessas placas. Quando esse deslocamento envolve maior liberação de energia, ocorrem eventos sísmicos mais intensos, ou seja, de maiores magnitudes na Escala Richter.


Fontes:


https://expresso.pt/internacional/2023-09-09-Sismo-em-Marrocos-ja-ha-820-mortos-e-mais-de-670-feridos.-O-abalo-sentiu-se-em-Portugal-4f528899


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sismo-de-69-na-escala-de-richter-causa-pelo-menos-296-mortos-em-marrocos


https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/escala-richter.htm


 


 

22/03/2023

Sismo em zona de guerra: Paquistão e Afeganistão

Na madrugada desta terça-feira, ocorreu um sismo que atingiu a índia, o Afeganistão e o Paquistão. Numa zona fortemente afetada por constantes conflitos, este evento acabou por afetar a população de forma muito negativa.


No distrito de Swat, no Paquistão, pelo menos 150 pessoas ficaram feridas e os hospitais declararam estado de emergência. Também as unidades de saúde do Afeganistão estão em alerta. segundo dados divulgados pelo Governo paquistanês. Entre as vítimas mortais estão duas crianças.


E do lado afegão, pelo menos quatro pessoas morreram e 70 ficaram feridas. Por enquanto, ainda se fazem buscas, por isso estes números podem aumentar.


O terramoto atingiu uma magnitude de 6,5 na escala de Richter e o seu epicentro localizou-se a 40 quilómetros a sudeste de Jurm, na cordilheira Hindu Kushno que se localiza no nordeste do Afeganistão. O abalo - que durou cerca de 30 segundos - teve origem a 187,6 km de profundidade.


O sismo foi sentido numa área de 1000 quilómetros quadrados que chegou também ao Uzbequistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Turcomenistão. Esta zona já está a viver uma crise humanitária provocada pela guerra, pela pobreza generalizada e falta de recursos da população, e que agora se agrava com a ocorrência deste sismo.


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-03-22-Sismo-no-Afeganistao-e-Paquistao-faz-pelo-menos-13-mortos-0771014a


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-03-21-Forte-sismo-atinge-Afeganistao-abalo-sentido-no-Paquistao-e-na-India-6e491aca


https://www.tsf.pt/mundo/sismo-de-magnitude-65-atinge-afeganistao-16046006.html


 


 

07/02/2023

Síria e Turquia

Um sismo veio unir na desgraça dois países. 


Reergueram-se os prédios que a guerra derrubou, para agora a natureza voltar a fazê-los cair como cartas de um baralho debilmente empilhadas. Um primeiro abanão, fez cair as primeiras infraestruturas e todas as réplicas que se sucederam, vieram consumar o número que a morte quis roubar para si.


Mais uma vez.


Os nossos olhos postos nas crianças retiradas dos escombros, enquanto se vê o pé de um cadáver de algum familiar ou vizinho ali esmagado pelas placas de betão. Um bebé que já nasce órfão no meio do caos, mas que é aplaudido pelo mundo como um sinal de esperança. É ver o copo meio cheio.


A neve que cai adormece na hipotermia aqueles que tentavam resistir até que a ajude finalmente chegasse. Talvez a natureza a atuar para terminar com o seu sofrimento, pois com tantos mortos em sedentas réplicas provocados, a ajuda nunca chegue a tempo de lhes apaziguar a dor e o desespero.


Olhar para um povo, dois países, várias religiões, credos e fações, que aqui nada valem. Valham-lhes as pessoas que para lá foram e todos os que já lá estavam e que os tentam deseperadamente ajudar. Valham-lhes, não as súplicas, mas os atos. Valham-lhes os gestos, sim, em vez das rezinhas, que esses, mesmo que pequenos, têm o valor de quem os faz.


Que lhes valham as equipas cinotécnicas, os médicos, os enfermeiros, os bombeiros, os voluntários. Mais do que dinheiro, que lhes chegue gente com vontade!


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/especiais/sismo-na-turquia-e-siria


https://observador.pt/2023/03/06/sismo-na-turquia-e-siria-e-o-pior-desastre-na-europa-num-seculo/

14/12/2022

Depois da tempestade

Depois da tempestade vem a bonança, sempre ouvi dizer. Mas os últimos dias não foram fáceis para muitos portugueses, que viram os seus bens serem levados pela água, as casas e os negócios ficarem destruídos e as suas vidas completamente viradas do avesso. Se era esperado? Pela forma como se vão sucedendo as notícias nos meios de comunicação parece que foi algo de muito estranho, algo que o país nunca viveu. Mas, infelizmente, foram muitos os episódios de cheias que noutros anos deixaram algumas zonas do país arrasado. Talvez agora tenha subido mais em algumas zonas, talvez desta vez os alertas não tenham chegado a tempo, mas quantas destas pessoas sabiam que estavam em leito de cheia e que, havendo chuva e  as condições adequadas, o rio irá retomar o seu leito natural e toda a bacia hidrográfica vai ficar completa?


Há quantos anos se estão a elaborar planos para minimizar as consequências destas cheias e há quantos anos eles aguardam para ser postos em prática? Estradas cortadas devido a lençóis de água por falta de escoamento. Linhas do metro completamente submersas, intransitáveis com cascatas de água a descer pelas escadas e levar tudo à sua frente. Infiltrações nas escolas que "sempre" pingavam mas não eram "nada de mais", levam ao encerramento de salas, de refeitórios e muitas crianças a ficar em casa ou a irem para os ATL ou centros de estudo, que sem esperarem têm de arranjar refeições para os alunos que deviam ter comido na escola e atividades para os meninos que deviam estar a ter aulas. Os pais ficam de mãos atadas sem saber se faltam ao trabalho para socorrer os filhos ou se os deixam aos cuidados das escolas e dos apoios que nestes dias não chegam.


A quantidade de chuva, cria rios de lama que correm velozes pelas encostas e que levam a derrocadas de muros que já estavam danificados, entram pelas portas e pelas janelas das casas, alagam garagens, caves, sobem pelas habitações até onde não dá mais. Alguns sobem aos pisos superiores, outros arrastam-se para os telhados e aguardam ajuda, no meio da aflição, uma senhora tenta salvar o marido acamado e morre curvada pela água e pelo desespero. 


O que nos aconteceu nestes últimos dias foi uma catástrofe natural, aliada a um grande "fechar" de olhos do governo. As promessas não chegaram a tempo, os alertas ou não vieram ou os que vieram não se tornaram eficientes.


E parece que a bonança que esperávamos ainda vai demorar a chegar pois a chuva não nos vai dar tréguas nos próximos dias. Cuidem-se e cuidem uns dos outros. A proteção civil somos nós e o primeiro passo é não nos colocarmos em risco, avaliando se temos mesmo de sair, se temos mesmo de pegar no carro e atravessar uma enchente ou se não podemos ficar em casa um dia ou dois com os filhos. Tomem conta dos idosos, que muitas vezes vivem em zonas antigas e casas menos resistentes às intempéries. Isto ainda não acabou!

09/06/2021

1991 - 30 anos depois, "espreitamos" o vulcão das Filipinas

Fascinantes e assustadores, os vulcões fazem parte do dia a dia do planeta há bilhões de anos. Como outros fenómenos naturais, sua atividade por vezes é imprevisível e pode provocar grande destruição. Originalmente com 1,8 mil metros de altura, o Monte Pinatubo, nas Filipinas, ficou com 1,4 mil metros após a explosão ocorrida em 9 de junho de 1991. O cume do Monte explodiu como uma rolha, formando uma gigantesca cratera, sendo que se estima que o vulcão estivesse inativo há cerca de 600 anos.

Felizmente, os avanços registados até à época, permitiram que fosse feita uma comunicação prévia a respeito da iminência da erupção e assim os moradores do local puderam evacuar a tempo. Ainda assim, cerca de 800 pessoas acabaram por perder a vida. As gotas de chuva transformaram as cinzas em uma avalanche de lama que soterrou casas, pontes e povoados inteiros. Cerca de 80 mil hectares de solo fértil desapareceram. Mais de 600 mil pessoas perderam seus lares.

O material lançado na atmosfera circundou o globo em três semanas e cobriu 42% do planeta dois meses depois da erupção. O inverno extremamente rigoroso da Nova Zelândia em 1992, os violentos ciclones daquele ano, assim como as chuvas torrenciais que alagaram o oeste dos Estados Unidos em 1993 foram atribuídos aos efeitos atmosféricos ocasionados pelo Pinatubo.

Fontes:

https://olhardigital.com.br/2023/03/14/ciencia-e-espaco/conheca-as-5-maiores-erupcoes-vulcanicas-da-historia/

https://www.dw.com/pt-br/1991-erup%C3%A7%C3%A3o-do-pinatubo-traz-mortes-e-destrui%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0s-filipinas/a-318985

 

28/02/2021

A terra tremeu em 1969

Foram muitos os eventos sismográficos que afetaram o nosso país e um dos mais destruídores terá sido o sismo do século XVIII (1755). No entano, no século passado, ocorreram também outros eventos que alguns de vós se poderão ainda lembrar.


Em 1969, na noite de 28 de Fevereiro, entre as 03:41 e as 03:45, o país, em pânico, saiu para a rua meio despido ou em pijama. Portugal era assolado pelo maior tremor de terra desde o sismo de 1755. O sul, nomeadamente o Algarve, e a região de Lisboa foram as zonas mais atingidas pelo sismo de 7,9 na escala de Richter, que se fez sentir também em Espanha e Marrocos. Na zona de Lisboa, registaram-se intensidades um pouco mais baixas, mas mesmo assim bastante destruídoras.


Há registos que indicam 13 mortos no nosso país (duas em consequência direta do abalo e onze indiretas) e cerca de 58 feridos.


Muita gente passou a noite na rua, as pessoas ficaram pelos passeios, outros em bancos de jardim, embrulhados em cobertores, com medo de voltar para dentro de casa. O pânico voltou às 5:28, quando se sentiu uma réplica de pequena intensidade. Mas o medo levou a crer que era outra vez um abalo de grande intensidade. Entre 28 de fevereiro e 24 de março, registaram-se 47 réplicas.


O epicentro deu-se a cerca de 200km a sul de Vila do Bispo, no Algarve (vila onde nasceu o meu avô, "algarvio" de Sesimbra), localizando-se o epicentro no Banco de Gorringe.


Seguindo-se ao sismo, formou-se um tsunami (ou maremoto) que destruiu diversas localidades, entre as quais: Cascais, Cacilhas, Sesimbra, Lisboa, Faro, Lagos e, nas ilhas, Horta e Angra, entre outras. A onda formada teria tido cerca de 50 cm na sua origem e 44 nos seus extremos (em comparação a onde de 1755 teria tido 3.8 metros na sua origem).


O tsunami, provocou também muito medo, arrastou estruturas que já tinham sido destruídas pelo sismo alagaram casas e provocaram em algumas zonas o alagamento e desmoronamento de terras.


Portugal resistiria a um sismo como o de 1969? "Pessoas estão a comprar  gato por lebre ao preço do ouro" - RenascençaFoto: Centro Europeu de Riscos UrbanosImagens: Renascença.


 


Fontes:


https://rr.sapo.pt/2019/02/28/pais/portugal-resistiria-a-um-sismo-como-o-de-1969-pessoas-estao-a-comprar-gato-por-lebre-ao-preco-do-ouro/especial/142714/


https://docentes.fct.unl.pt/sites/default/files/cmcr/files/tsunamis-chastre_rodrigues.pdf


http://sismo1969.ipma.pt/


https://www.mun-setubal.pt/memorias-do-sismo-de-1969-em-exposicao/


https://www.dn.pt/dossiers/cidades/sismos/noticias/sismo-de-magnitude-60-foi-o-maior-desde-1969-video-1449732.html


 

15/02/2021

Ciclone de 1941

Passaram-se 80 anos que a dia 15 de Fevereiro de 1941, o país e em particular a vila de Sesimbra, da qual eu sou oriunda (saudades da minha terra natal) foram fustigados por um ciclone. Desde miúda que oiço falar deste evento, pelos meus avós que me diziam "isto? Isto não é nada! Não queiras saber como foi no ciclone. Tudo destruído." A verdade é que sempre quis saber. Tenho desde já a agradecer justamente, ao Museu Marítimo de Sesimbra, por partilhar este e outros factos da nossa amada vila, fazendo-nos recordar a força da qual os pexitos são feitos.


Este ciclone provocou a morte de quatro pessoas na vila de Sesimbra e a destruição de, aproximadamente, três centenas de embarcações. Os ventos podem ser considerados os mais violentos desde que há recolha de registos meteorológicos (finais do século XIX), tendo rondado os 130 km/hora.


Pode ser uma imagem de 1 pessoa e ao ar livre


A destruição causada pelo ciclone, pode ser vista em algumas das fotos que o próprio museu disponibiliza.

 

Pode ser uma imagem de ao ar livre

 

Nesta foto, podemos ver um grupo de homens (possivelmente todos pescadores, ou quase) a verificar os estragos nas embarcações arremessadas pelo mar e pelo vento contra as casas.

 

A história das gentes de Sesimbra, é um dos temas sobre os quais escrevo (só falta coragem de publicar alguma coisa, talvez um dia).

 

 

Fontes:

 




 

01/01/2020

40 anos depois do sismo dos Açores

Há 40 anos, um sismo matou 73 pessoas no Ano Novo de 1980 nos Açores. Foi o terramoto mais avassalador dos últimos 200 anos. "Ouvia gritos e casas a cair", lembraram os sobreviventes na época, em relatos registados pelo Observador.


O sismo dos Açores de 1980, foi um sismo que ocorreu às 15h42 (hora local) do dia 1 de Janeiro de 1980, no qual entre seis a sete dezenas de pessoas faleceram e mais de 400 ficaram feridas, causando sérios danos na Ilha Terceira e afetando Graciosa e São Jorge. Com uma magnitude de 7,2 na escala de Richter, também se fez sentir nas ilhas Pico e Faial, resultando numa fratura de deslize, algo típico no historial de sismos do Arquipélago dos Açores.


De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, à época chamado apenas Instituto de Meteorologia, os dez primeiros segundos do terramoto foram os mais intensos, embora não tenham sido sentidos em duas das ilhas açorianas: Flores e Corvo. O sismo ainda deu origem a um tsunami que chegou primeiro a Angra do Heroísmo precisamente sete minutos e 50 segundos depois do abalo. No entanto, o tsunami não causou muitos estragos: as ondas foram chegando à costa ao longo de uma hora e 40 minutos, mas nunca tiveram mais do que 41 centímetros de altura.



 


Só quando as réplicas terminaram, três dias depois do terramoto, é que se começaram a fazer contas aos estragos. O número de mortos subiu de 52 para 61 e apenas mais tarde é que se fixou nas 73 vítimas mortais. 


Depois do sismo, o então Presidente da República Portuguesa António Ramalho Eanes anunciou três dias de luto nacional, enquanto os esforços de ajuda humanitária, iniciados pela Força Aérea Portuguesa, foram rapidamente enviados ao local por agências governamentais.


De origem vulcânica, os Açores situam-se numa área tectonicamente complexa de ambos os lados da cordilheira mesoatlântica, entre os limites das placas euro-asiática e africana, formando a sua própria microplaca. O sismo de 1980 foi o resultado de um movimento ao longo de uma falha tectónica. Quando as réplicas do sismo cessaram, deu-se início ao estudo do acontecimento, uma deformação que deu origem ao evento. O movimento da crosta foi semelhante aos sismos anteriores que haviam atingido o arquipélago. 


O sismo ocorreu às 15h42 (hora local) do dia 1 de Janeiro de 1980, foi de magnitude 7.2 na escala de Richter e deu-se a cerca de 35 quilómetros a su-sudoeste de Angra do Heroísmo. Isso causou danos consideráveis em três ilhas: Terceira, São Jorge e Graciosa, destruindo vários edifícios. De acordo com os relatórios locais, cerca de 70% das casas da Ilha Terceira foram demolidas, incluindo o centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo. Em termos gerais, os edifícios públicos como as sedes governamentais permaneceram intactos, as igrejas, embora, na maioria dos casos, tenham permanecido de pé sofreram danos muito significativos, enquanto outros edifícios cederam. Serviços essenciais, como a electricidade e a água, ficaram cortados em várias áreas.


A Força Aérea Portuguesa, a Marinha dos Estados Unidos e a Força Aérea dos Estados Unidos, estacionados na base das Lajes, trabalharam em ajuda às populações locais, abrigando mais de 150 famílias; a Força Aérea Portuguesa levaram mantimentos e bens essenciais às vítimas do sismo, enquanto a corveta João Coutinho da Marinha Portuguesa levou médicos para o local.


O Presidente da República, Ramalho Eanes, voou num avião até ao local, acompanhado por pessoal médico e suprimentos e decretou três dias de luto nacional. Depois dos esforços de socorro às populações, dezanove estações sismográficas foram instaladas pela região para monitorizas as atividades sísmicas. Onze destas instalações foram usadas para monitorizar a atividade sísmica, enquanto as outras oito também serviam para a recolha de informações sobre as áreas geotérmicas. O sismo ajudou a que centenas de pessoas das ilhas decidissem emigrar para os Estados Unidos.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_dos_A%C3%A7ores_de_1980


https://observador.pt/2018/02/12/sismo-dos-acores-em-1980-a-historia-do-terramoto-mais-destrutivo-dos-ultimos-200-anos-em-portugal/


 


 

23/04/2019

110 anos depois do sismo de Benavente

O sismo de Benavente de 1909 foi um abalo telúrico que ocorreu no dia 23 de abril de 1909, às 17h05. Afetou a região ribatejana que abrange os concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, tendo provocado cerca de quatro dezenas de mortos e elevados prejuízos materiais.


O sismo teve origem na Falha do Vale Inferior do Tejo, uma falha intra-placa activa e terá atingido uma magnitude de 6.1 na escala de Richter. Foi o mais importante sismo gerado sob o território continental português em todo o século XX, uma vez que o sismo de 1969 (de magnitude superior a 7.0) teve o seu epicentro a sudoeste da costa algarvia.


De acordo com relatos da época, o sismo teve uma duração de 22 segundos. Os mesmos relatos referem que o terramoto se terá desenrolado em duas fases, inciando com um movimento vertical seguido por vários abalos horizontais mais violentos e de maior duração. Ao longo das semanas que se seguiram, sentiram-se várias réplicas com menor intensidade.


O sismo provocou 42 mortos e 75 feridos, distribuindo-se as vítimas mortais do seguinte modo: 30 na freguesia de Benavente, 7 na freguesia de Samora Correia, 3 na freguesia de Santo Estêvão e 2 na freguesia de Salvaterra de Magos. O balanço que só não foi mais dramático porque, à hora em que ocorreu, 17:05h, a grande maioria da população estava ainda a trabalhar nos campos.   


Para além das perdas humanas, o sismo provocou ainda elevados danos materiais, tanto nas habitações como em edifícios que constituem património municipal. O património religioso foi sem sombra de dúvida o mais afetado, de que são exemplos a Igreja Matriz, a Igreja de Santiago, a Igreja de S. Tomé, a capela de Nª Srª da Paz e os Paços do Concelho. 


Testemunhos da época fazem referência a «nuvens colossais de poeira que se elevam nos ares», ao «barulho infernal dos prédios a cair», e aos «gritos de dor de uma população inteira». Sem comunicação telegráfica, a notícia do sismo chegou à capital do distrito, Santarém, através de um lavrador que para aí se dirigiu.



FOTO: CM BENAVENTE


Dos edifícios públicos, apenas os edifícios da Câmara Municipal e do actual Museu Municipal (em Benavente) e o Palácio da Companhia das Lezírias (em Samora Correia) resistiram, mesmo assim com danos relevantes. Relatos da altura, contam que as muralhas das Portas do Sol se desprenderam quatro blocos do alicerce, um dos quais foi cair ao Tejo, produzindo deslocamento nos carris da linha férrea. A igreja do Salvador tem as abóbodas fendidas e os cunhais da capela-mor e coro todos desligados.


No dia seguinte, o rei D. Manuel visita a zona sinistrada e as forças militares começam a instalar tendas de campanha trazendo consigo mantas, camas, roupas. O Hospital Militar da Estrela envia para o local médicos e enfermeiras.


Por todo o país e no estrangeiro foram feitas subscrições, bandos precatórios e récitas de caridade, com a finalidade de angariar meios para acudir aos mais necessitados. Destacam-se as iniciativas levadas a cabo pelos jornais: “Diário de Notícias”, “O Século” e ainda pela Associação Comercial de Lisboa e pelo Clube de Fenianos do Porto, contribuindo assim para a reconstrução e recuperação de habitações e escolas.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Benavente_de_1909


https://www.cm-benavente.pt/visitar/historia/terramoto-de-1909


https://correiodoribatejo.pt/memorias-da-cidade-quando-a-terra-tremeu-em-1909-e-1969/


 


 

15/10/2018

Leslie chega a Portugal

Estes últimos dias foram bastante complicados em vários distritos portugueses, desde que o nosso território foi atingido pela tempestade Leslie. A forte tempestade atingiu com maior impacto a região centro, sobretudo no distrito de Coimbra. Registaram-se valores superiores a 170 km/h na velocidade do vento, o que deu origem a inúmeras ocorrências por todo o lado, sobretudo na zona litoral e no centro do país, especialmente devido a quedas de árvores e outras estruturas.


Em Soure, registaram-se danos em cerca de noventa por cento das habitações de oito das dez freguesias, assim como se registou a destruição da cobertura de vários pavilhões municipais, assim como de coberturas em escolas.


Cancelaram-se diversos eventos e várias ligações fluviais e marítimas e até ferroviárias, de forma a evitar mais acidentes. Feito o balanço geral, contabilizaram-se 27 feridos, 61 desalojados e prejuízos a rondar os 120 milhões de euros, que levaram à participação de 28.000 sinistros às seguradoras.


Aqui na zona do Seixal, houve bastante precipitação e vento, no entanto os danso foram bem menores do que em outras zonas do país. Gosto particulamente de estar em casa nestes dias de chuva, de um bom cobertor e uma bebida quente, mas quando estou a trabalhar, a chuva incomoda um bocado.


Devido ao comportamento errático desta tempestade rara, foi difícil às autoridades antever a sua trajetória. As previsões de um impacto directo em Lisboa não se confirmaram, e a tempestade acabou por atingir sobretudo os distritos de Leiria e Coimbra, onde há registo de centenas de milhares de pessoas sem electricidade, sendo que o maior número de habitações afetadas localiza-se nos concelhos de Pombal, Marinha Grande e Leiria, no distrito de Leiria. Também há registo de centenas de árvores caídas e várias estradas cortadas ou com a circulação condicionada. Na zona da Figueira da Foz, provocou grandes estragos, nomeadamente a queda de árvores e estruturas, além da invasão das avenidas junto ao mar por areia.


Há ainda notícia de alguns feridos sem gravidade na região Centro, que se somam aos três feridos ligeiros anteriormente registados na Madeira. Cerca de 60 pessoas que estavam na Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria, foram realojadas, depois de as tendas terem voado, na sequência da passagem desta tempestade.


A tempestade dirigiu-se para Espanha e começa a dissipar-se.


Fontes:


https://www.publico.pt/2018/10/13/sociedade/noticia/tempestade-leslie-treze-distritos-em-alerta-vermelho-1847428#26942


https://www.dn.pt/pais/mau-tempo-soure-decreta-calamidade-publica-apos-prejuizos-em-90-das-habitacoes-9998927.html


https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/furacao-leslie-provoca-graves-estragos-na-figueira-da-foz


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...