Mostrar mensagens com a etiqueta palestina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta palestina. Mostrar todas as mensagens

16/01/2026

Ainda se morre de frio

Faz frio. Mas em regiões como a Ucrânia, a Rússia ou a Palestina, faz frio, muito frio. 


E não há energia que permita aquecer as casas. Tem sido assim, intermitentemente, desde que a guerra começou. Zelensky decretou o estado de emergência energética e pela cidade vão-se erguendo tendas, nas quais as pessoas entram para se aquecerem, carregar os telemóveis e comer uma refeição quente. As escolas deverão ficar encerradas durante os próximos dias. O estado de espírito é de entreajuda, enquanto se tentam manter rotinas. Nos prédios, de muitos andares, não se pode usar o elevador e os mais velhos têm mais dificuldade em sair de casa, onde faz quase tanto frio como na rua.


O ano passado, foi o ano em que mais civis morreram na Ucrânia desde que a guerra começou. Os ataques russos têm destruíodo sucessivamente as estruturas energéticas do país - é a sua forma de matar e causar dano às populações mais vulneráveis sem as bombardear diretamente. Os últimos grandes ataques ocorreram a 9 de janeiro. No mesmo dia em que a Rússia atingiu Kiev com um míssel hipersónico, do qual resultaram 4 mortos, uma equipa de socorristas foi também atacada e um deles acabou por perder a vida. Só nos "primeiros dias deste ano, a agência da ONU já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos."


Na noite de 12 de janeiro, "quase 300 drones de ataque, a maioria deles 'shaheds', juntamente com 18 mísseis balísticos e 7 mísseis de cruzeiro, foram lançados pelos russos contra a Ucrânia ontem à noite." Um dos locais atacados foi uma "central termoelétrica pertencente à empresa privada ucraniana DTEK," o qual sofreu "danos substanciais nos equipamentos."


A Ucrânia tem também usado drones para contra-atacar, atingindo infraestruturas russas importantes. Na semana passada, atacou também a região de Beldorod, atingindo infraestruturas energéticas russas e "deixando mais de 500 mil russos sem electricidade." Nestes ataques podem ter sido atingidos "uma empresa industrial, casas, gasodutos e veículos," na região de "Taganrog."


O direito que protege os cidadãos é o mesmo, pois colocam em risco aquelas que são as pessoas mais vulneráveis. E isso é verdade não só nas tendas de Kiev, como ainda são mais visíveis na Faixa de Gaza, onde o frio mata. Apesar do cessar-fogo, a região continua a ser bombardeada. Estes "bombardeamentos e incursões militares ocorrem num contexto de agravamento extremo da crise humanitária, marcada pelo frio intenso, falta de abrigo e colapso do sistema de saúde, que já vitimou bebés e crianças deslocadas." As temperaturas baixas chegam para matar: desde novembro, "pelo menos quatro bebés morreram de hipotermia," sendo o caso conhecido mais recente, o de "Mohammed Abu Harbid, de dois meses, que faleceu no Hospital Infantil Al-Rantisi devido a hipotermia severa," no passado domingo. No dia anterior, "um outro bebé palestiniano de apenas sete dias" tinha também perdido a vida pelo mesmo motivo: o "frio extremo" que se faz sentir naquela região. As tempestades e os ventos fortes destroem os abrigos e deixam os colchões, mantas e cobertores totalmente encharcados. Aqui, também os cortes de energia matam, principalmente os bebés dependentes de incubadores que na sua frágil vida, não encontram qualquer possibilidade de sobrevivência.


Fontes:


 

https://www.publico.pt/2026/01/09/mundo/noticia/ataque-russo-kiev-mata-quatro-ofensiva-ucrania-deixa-meio-milhao-energia-2160574


https://news.un.org/pt/story/2026/01/1852028


https://www.dn.pt/internacional/extensa-destruio-ataque-atinge-infraestruturas-energticas-clnica-peditrica-e-faz-quatro-mortos


https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2026-01-11-ataques-israelitas-matam-tres-pessoas-e-inverno-intenso-tira-a-vida-a-quatro-bebes-em-gaza-3833100c

29/12/2025

Movimentações

Estamos a terminar 2025... o ano está quase a chegar ao fim, mas permanecemos suspensos em decisões e acordos que não avançam nem recuam. Damos um pontapé numa pedra e saem ideias estúpidas, com remaniscências em ideologias bíblicas ou colonizadora e que, ainda por cima, têm poder económico e bélico, para mandar nos outros, o que não deixa de ser um problema.

Pois, porque tantas reuniões e encontros depois, a guerra da Ucrânia continua. A Rússia não desiste, a Ucrânia não cede. A Rússia exige que a Ucrânia aceite que deve retirar as suas tropas "dos cerca de 20% da região leste de Donetsk que ainda controlam." Putin não quer que a Ucrânia adira à NATO, não quer uma pausa, quer ficar com o que conquistou... e por aí vão os planos de paz, com um moderador que ora parece estar de um lado, ora parece estar a apoiar o seu adversário. Talvez venha a conseguir este acordo... era bom que a guerra acabasse. Mas a que preço?

Houve um cessar fogo em Gaza, mas a situação está longe de estar resolvida - parece que apenas deixamos de falar no problema. Enquanto isso, Israel continua a construir colonatos na Cisjordânia, usando como desculpa que era o que "deus queria." Ocupam terras que não são suas, cultivam-nas e dizem que são um posto avançado de onde irá surgir uma cidade. Acham que o direitos estão escritos nas bíblias, livros antigos que cada um interpreta à sua maneira. Abatem jovens, invadem territórios que não são seus, tentando continuamente esticar o seu território. Algo está muito errado, quando a fé é desculpa para atacar, violar ou matar o outro. Seja em que religião for.

A China faz exercícios militares sobre Taiwan, usando "munições reais." Taiwan negociou a compra de armas com os EUA e Pequin não gostou, ordenando por isso que se fizesse "um exercício militar" sobre a região mostrando a "capacidade de ataque da força aérea e da marinha." A China informou que estas manobras militares são um aviso às "forças separatistas" e à "interferência externa," que segundo a sua opinião está a empurrar os "defensores da independência" para "uma situação perigosa de guerra iminente." E Taiwan quer manter-se independente. Tem esse direito? Sim. E mais uma vez, lá estão os EUA a intrometer-se em políticas externas, a negociar com os dois lados, a reunir ora com uns, ora com outros. Se por um lado, mantém negócios com a China, por outro defende a autonomia de Taiwan e apoia-os com armamento. É que, ao que parece, é preciso que as guerras continuem para que as fábricas de armamento tragam lucro. 

Estamos a terminar 2025 e ainda há quem afirme que as vacinas fazem mal e que a Terra é plana. E assim vai o nosso mundo. O que peço para 2026? Que uns salpicos de inteligência atingissem alguns cérebros que parecem ter parado no século XVI e acham que ainda andamos por aí a matar mouros e a colonizar terras por esse mundo fora. 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-12-28-russia-apela-a-ucrania-para-que-aceite-retirada-de-tropas-de-donetsk-42e18ea7

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/severo-castigo-china-lanca-exercicios-militares-em-torno-de-taiwan-para-avisar-forcas-separatistas_n1706718

https://pt.euronews.com/2025/12/29/china-responde-a-compra-de-armas-por-taiwan-com-um-exercicio-militar-em-grande-escala

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-12-29-video-expansao-do-territorio-israelita-na-cisjordania-o-povo-de-israel-esta-a-voltar-a-sua-terra-e-isso-e-a-lei-0114a210

19/10/2025

A guerra sem fim...

Será que há mortos que valem mais do que outros nesta guerra? Seá que há reféns e presos que valem mais do que outros?


A resposta rápida poderia ser "não", mas a realidade talvez seja outra.Temos visto nos últimos dias um grande ênfase dado aos reféns que o Hamas tem estado a libertar e, esses, apanhados num ato de imensa brutalidade e há mais de dois anos em cativeiro, sofrerão horrores que a nenhum de nós lembra, ameaçados pela morte às mãos de uma guerrilha ou, tantas vezes, recaindo sobre as suas cabeças a ameaça dos mísseis enviados para os, supostamente, salvarem.


Felizmente (e muito tardiamente) estes homens e mulheres voltam agora a casa. Outras famílias, estão neste momento a receber ainda os restos mortais dos seus entes queridos, se tais corpos se confirmarem serem mesmo os seus. Foi isto, que a negociação que Trump liderou, conseguiu. E em troca, o governo de Israel libertou cerca de 1900 prisioneiros. Quem são e porque estavam presos, alguém sabe? Que valor tem cada um deles? É que vários (muitos) foram entregues também já mortos. Mortos de quê e porquê? Foram presos ou também eram reféns? É que isto de se olhar para os outros, pode dar-nos uma opinião errada de acordo com a perspetiva que seguimos.


E nesta guerra, há vítimas - demasiadas - mas também há culpados de ambos os lados. Até do lado ocidental que tanto preza dizer que é contra e a favor disto e daquilo, sem saber do que fala. A história de Israel e da Palestina é muito mais antiga do que muitos imaginam. A terra "prometida" por um deus foi depois prometida por um governante. Um governante que a prometeu a dois povos, que hoje se julgam ambos no direito de a habitar. "A região histórica da Palestina foi assim denominada pelos gregos e romanos por causa de um dos povos que habitavam essa área, os filisteus."


Para mim, é o hoje que mais importa, um hoje feito de muitos mortos de ambos os lados. Mortos que têm de importar o mesmo de ambos os lados, que deviam ter o mesmo destaque e não têm. Parece que, ao apoiarmos um dos povos, somos obrigados a concordar com o "fim" do outro, e não, isso não é assim. O que é a solução dos dois estados de que todos falam e como é que se podes chegar a um acordo entre dois povos que têm ainda muito ódio a correr nas veias? 


Em 1891, "várias centenas de americanos proeminentes," assinaram uma declaraçá que apoiava a criação "de um Estado judaico na Palestina." Anos mais tarde, os judeus seriam amplamente perseguidos, mais uma vez, um povo do mundo, mas sem casa, embora muitos falassem da pátria que os receberia. A história deste povo é dura, mas é também dura a história do povo palestiniano, que atualmente vive na Faixa de Gaza, mas também na Líbia, Jordânia (onde vivem cerca de 1,9 milhões de palestinianos) e Cisjordânia.


Falam árabe, mas possuem também um dialeto local. A "religião predominante é o islamismo sunita, mas existe uma importante minoria cristã." Podíamos aqui falar também da influência britânica neste conflito, "durante o Mandato Britânico da Palestina" ou da "Guerra de Independência de Israel, entre 1947 e 1949," na qual mais de "600 mil" palestinianos "foram deslocados, no que os palestinos chamam de Nakba”. Em 1967, ocorreu a "Guerra dos Seis Dias" que transformou a Palestina, não apenas num "local de origem," mas também na ideia de "um passado e um futuro compartilhados, na forma de um Estado palestino."


Durante os Acordos de Oslo (que ocorerm em 1993 e 1994), foi criada a "Autoridade Nacional Palestina (ANP), um autogoverno provisório palestino liderado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), um conjunto de organizações políticas criado em 1964 por Yasser Arafat e que visa representar o povo palestino internacionalmente."


O importante seria este conflito terminar e, fora a questão política e geográfica, o que mais importaria era haver respeito e aceitação, de ambas as partes e isso, está muito difícil de acontecer.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Palestinos


 

14/10/2025

Um Plano de Paz...

Como se faz um Plano de Paz sem que os envolvidos na guerra estejam presentes ou representados?

Difícil de perceber, mas foi precisamente isso que aconteceu. Na sexta-feira, entrou em vigor um "acordo de cessar-fogo" que segue um "plano de 20 pontos apresentado pelo Presidente norte-americano, com o objetivo de pôr fim à guerra desencadeada em 07 de outubro de 2023 pelo ataque do Hamas que visou o sul do território israelita."

Apesar de haver este acordo, continuaram a ouvir-se explosões na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que milhares de pessoas tentavam regressar aos locais onde antes residiam, na maioria sem saber se encontrariam lá um sítio para viver e tendo quase a certeza de que já só veriam destroços do que antes tinham sido casas, ruas, bairros.

Trump assinou um Plano de paz, junto com os negociadores do Egito, do Catar e da Turquia, mas sem a presença do Hamas nem de Israel, ou seja, sem as partes beligerantes. Na verdade, há a dúvida se não se poderá apenas tratar de um cessar fogo, o que deixa a grande dúvida - e depois? O que esperar depois de terminar esta primeira fase? O que acontecerá se uma das partes falhar um dos pontos do acordo? Para Trump, está tudo resolvido e todos lhe vão obedecer.

A Cimeira realizou-se no Egito e juntou representantes de "35 países (entre os quais França, Itália, Alemanha, Jordânia, Turquia e Reino Unido, bem como das Nações Unidas e da União Europeia" - incluindo Portugal, representado por e "António Costa — em representação da Comissão Europeia"), mas deixou de fora os principais intervenientes no conflito. Antes de seguir para a Cimeira, Trump foi a Jerusalém onde esteve com familiares dos reféns e discursou no parlamento de Israel, e de onde saiu afirmando que a guerra tinha terminado. Nesta visita a Israel, o principal objetivo foi o de firmar as condições para a segunda fase do acordo de paz.

Naquilo que respeita à execução do Acordo, poderão haver algumas divergências, embora o Hamas tenha já libertado "todos os 20 reféns" vivos, mantidos desde dia 7 de outubro de 2023. Faltam ainda entregar os 28 corpos dos reféns que entretanto morreram, durante estes dois anos. 

"Não existem lusodescententes entre os sete cidadãos libertados" embora se fale em "três luso-israelitas." Em troca da libertação destes reféns e da entrega dos corpos, "Israel comprometeu-se a libertar 250 palestinianos detidos por razões de segurança, incluindo vários condenados por atentados mortais anti-israelitas, bem como 1700 palestinianos detidos em Gaza desde o início da guerra.

Em discussão está também a reconstrução de Gaza e a eterna questão da aceitação dos dois estados, ideia defendida por exemplo pelo presidente do Egito, ou pelo governo espanhol.


Fontes:

https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2025-10-14-todos-no-medio-oriente-tem-uma-versao-diferente-do-plano-de-paz-de-trump-e-o-risco-imediato-e-gaza-mergulhar-no-caos-como-vimos-no-haiti-0c438fc4

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/trump-a-caminho-de-israel-a-guerra-acabou-perceberam_n1690550

02/10/2025

O fim da viagem de barco... a ajuda humanitária que nunca chegou

O movimento começou a ser mais conhecido aquando da participação dos portugueses Mariana Mortágua (deputada da Assembleia da República), Sofia Aparício (manequim e atriz), Miguel Duarte e Diogo Chaves, que se juntaram a ativistas de outras quarenta nacionalidades numa viagem com destino a Gaza, onde pretendiam entregar ajuda humanitária e contestar o bloqueio israelita sobre o território palestiniano. Este grupo de barcos que viajou em direção a Gaza, não foi o primeiro a tentá-lo, tendo havido já situações que resultaram em mortes de ativistas.

Desde logo, é de realçar as intenções mediáticas que um transporte por terra não causaria - a intenção também era desde logo marcar uma posição! A ativista sueca Greta Thunberg faz também parte desta missão. A ajuda humanitária, essa não seria assim de grande volume - sendo divergentes as opiniões sobre as quantidades transportadas a bordo - mas fosse o que fosse, seria sempre mais o valor mediático da viagem do que o da própria ajuda em si, mostrando que Israel não permite que se entre na região nem para ajudar quem passa fome. A questão aqui é muito mais complexa. Uma das opiniões é a de que Israel não permitindo que civis ali entrem serve primeiramente como proteção aos próprios, uma vez que aquela é uma zona de guerra. Outras opiniões dizem que este encerramento de fronteiras leva ao agravamento da fome, ao isolamento da população palestiniana e ao seu genocídio. A própria declaração de genocídio não foi ainda aceito por todos os estados da mesma forma.  

Composta por mais de 50 embarcações e com cerca de 500 pessoas a bordo, a flotilha partiu de Barcelona, tendo sofrido vários contratempos que obrigaram a paragens forçadas, começando por terem tido todos de regressar à costa espanhola devido a condições meteorológicas adversas. Devido ao mau tempo que se fez sentir no Mediterrâneo, "cinco dos barcos mais pequenos," acabaram mesmo por não seguir viagem, "por causa das condições do mar." Dias depois, algumas das embarcações chegaram mesmo a ser atacadas por drones.

A 28 de setembro saíram de Creta, mesmo sendo avisados da perigosidade de prosseguirem a viagem. A deputada Mariana Mortágua chegou a dizer, na aproximação ao destino que "o sentimento" era o "de missão mais próxima de ser cumprida e de sucesso na parte em que foi possível pressionar os governos para garantir que a missão chegava até aqui." O facto de se aproximarem de Gaza, levantava agora mais riscos, uma vez que começavam a "entrar em águas que Israel declarou exclusivas." Vários navios começavam então a rodear a flotilha. O governo chegou mesmo a aconselhar que regressassem, uma vez que a posição que queriam mostrar estava alcançada. Itália aconselhou o mesmo, acompanhando até àquela posição os barcos, numa forma de os proteger, mas avisando que a partir daquele ponto já estariam por sua conta se decidissem avançar, sugerindo até que poderiam "entregar a ajuda humanitária noutro lugar que não Gaza."

Semelhantes avisos vieram de Espanha.

Apesar dos avisos e de já estarem sob mira de Israel, decidem prosseguir viagem, avisando que só parariam em Gaza e, é na saída da segurança das águas internacionais que "o exército israelita interveio, detendo a maioria dos ativistas, entre eles os quatro portugueses que se sabe que seguiam a bordo."

No momento em que Mariana Mortágua (coordenadora do Bloco de Esquerda) fazia declarações para a RTP, foi-lhe mandado que atirasse o telemóvel à água assim como a todos os que estavam a bordo. Além desta, outras 12 "embarcações da flotilha foram intercetadas pela Marinha do Estado hebraico. Uma delas terá sido mesmo abalroada em águas internacionais, de acordo com a Flotilha Global Sumud." Mortágua havia ainda conseguido gravar um vídeo, que publicou nas redes sociais, em que apelava "para que os portugueses" se mobilizassem e pressionassem "o Governo português a agir."

De acordo com Paulo Rangel (MNE), todos os que foram detidos estão em segurança e irão estar na presença de um representante da embaixada portuguesa em Telaviv. Paulo Rangel referiu também, que já era esperada esta intervenção israelita, uma vez que "a flotilha saiu das águas internacionais," e que tinha existido sempre um acompanhamento da parte do Estado portuguêsm, dando como exemplo Tunes e explicando que, a intervenção militar, seria desproporcional.

No entanto, apesar do apoio que Portugal está a dar através da embaixada, "as diligências poderão atrasar-se por estas detenções terem ocorrido num período de festividades em Israel, durante as quais os serviços estão parados."

Entretanto, em várias cidades europeias, sucedem-se manifestações que pedem a libertação dos ativistas e voltam a exigir o fim do genocídio em Gaza. Qual é a sua opinião? Existe ou não um genocídio? E não existirá também noutros locais dos quais pouco se fala? 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-10-01-iniciada-abordagem-israelita-a-flotilha-global-sumud-a0fc6350

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/do-ultimato-a-abordagem-marinha-israelita-intercetou-flotilha-e-deteve-ativistas_v1687764

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/portugueses-na-flotilha-foram-sempre-acompanhados-pelo-mne-afirma-paulo-rangel_e1687697

https://pt.euronews.com/2025/10/02/flotilha-humanitaria-portugal-junta-se-aos-protestos-mundiais-apos-detencao-de-ativista

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-10-01-video-flotilha-com-ajuda-humanitaria-devera-chegar-esta-quinta-feira-a-gaza-2c99194f

https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2025-09-28-portugueses-na-flotilha-insistem-em-levar-missao-ate-ao-fim-2824d250

21/09/2025

Dia Internacional da Paz

Celebra-se hoje a Paz! 

Era tão bom que fosse uma realidade, mas infelizmente, parece que estamos cada vez mais perto do alargamento da guerra e a uma distância cada vez maior da tão desejada paz. "Este dia foi estabelecido em 1981 e proclamado na Resolução 55/282, adotada na Assembleia Geral da ONU a 28 de setembro de 2001."

Nesta data, tenta-se assinalar o desafio internacional pela paz "através da observação de 24 horas de não-violência e de cessar-fogo em todo o mundo." Este ano, acrescenta-se uma outra iniciativa, simbólica, em que se juntam o "Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC)", a "UNICEF Portugal" e um  "grupo de personalidades públicas", que concretizam a "iniciativa #JanelaBrancaPelaPaz" em que se desafiam "todas as pessoas e entidades a decorarem, nesse dia, a sua janela com uma peça branca para evocar a importância da Paz e para mostrar a sua solidariedade para com todos os que vivem em situação de guerra ou de conflito." Uma ação pacífica e fácil de concretizar. Mas o que é a Paz, nos tempos que correm? Estamos em Paz armada? Ou envolvidos numa guerra através das alianças criadas? E sobre a política externa? Estaremos apenas a seguir na cauda daquilo que os outros querem ou estaremos a pensar naquelas que devem ser as nossas prioridades? Não sabemos...

A ação que mais se destaca é a oficialização por Portugal e por outros nove países, do "reconhecimento do Estado da Palestina." Esta "decisão do governo" é apoiada pelo "o Presidente da República" que “acompanhou todo o processo”. Aliás, destaque-se a ida de Marcelo Rebelo de Sousa a Nova Iorque, onde será feito o anúncio, o qual está previsto "para as 15h15 (20h15, hora de Lisboa) e será proferido por Paulo Rangel, antes da Conferência de Alto Nível das Nações Unidas, que se realiza na segunda-feira, em Nova Iorque." Porquê agora e não antes? 

A posição portuguesa, não é no entanto, unânime, com "o partido conservador CDS-PP, parceiro da coligação do atual executivo," a discordar "do anúncio, afirmando que o mesmo “é inoportuno”.

De acordo com o presidente da República e dos apoiantes da decisão, a posição do Estado português passa por "defender a moderação para que essa fórmula [de dois Estados, de Israel e da Palestina] seja possível, e afastar-se dos radicalismos." Entretanto, Londres já avançou com o reconhecimento, praticamente ao mesmo tempo que o Canadá e que a Austrália.

Fontes:

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-internacional-da-paz

https://pt.euronews.com/2025/09/21/portugal-e-mais-nove-paises-preparam-se-para-reconhecer-estado-da-palestina-neste-domingo

27/08/2025

Não há fome em Gaza

"Não há fome em Gaza", é tudo imaginação nossa. As crianças não estão a morrer devido aos ataques indiscriminados, não morrem nas filas enquanto esperam por um pouco de alimento... 


"Não há fome"... são pessoas magras porque estão doentes por outras razões. Israel já veio até exigir "que as Nações Unidas retirem de imediato o relatório" onde se declara "oficialmente" a existência de "fome na Faixa de Gaza,"  acusando a ONU de ser "uma instituição de investigação politizada". Porque os meios de comunicação social são todos mentirosos... não existe fome em Gaza.


Na caça, o caçador observa o animal. Atira comida. Depois quando o animal passa em direção à comida, o caçador dispara. Semelhanças com o que se passa em Gaza?


Esta terça-feira, o "Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo grupo islamita Hamas, elevou para 313 o número total de mortos, dos quais 119 crianças, por fome ou desnutrição no território palestiniano desde o início da ofensiva israelita em 07 de outubro de 2023." De acordo com o grupo, a maioria das mortes por causas relacionadas com a subnutrição e a fome em Gaza ocorreram nos últimos dois meses, após um bloqueio quase total de entrada de alimentos e medicamentos no enclave por parte de Israel, que controla todos os pontos de acesso ao território palestiniano, impedindo a entrada dos camiões que transportam ajuda.


Como em todos os lugares do mundo, como em todos os povos e em todas as culturas, existem extremistas, gente cuja inteligência se esgota no próprio umbigo. E não se podem confundir as partes com o todo e, aqui, a parte que estupidamente defende o direito de ocupação de uma terra e que olha para aquelas crianças desnutridas como se não merecessem sequer viver, é a parte que, embora não os representando a todos, os está a representar perante outros Estados, outros países. E ninguém faz nada... 


A barbaridade está ali, está impressa nos jornais, entra-nos pelas retinas quando entramos em qualquer site de notícias ou ligamos a televisão. Mas dizem-nos que não é real... como se pudessemos estar cegos, surdos! Até quando se vai deixar um louco governar um país sem se fazer nada e um exército matar deliberadamente inocentes? Perante as acusações, Israel intensifica apenas os ataques, porque "não há fome em Gaza," nem morrem inocentes por ali, apenas terroristas.


Entretanto, a morte vai atingindo também os repórteres, matando quem quer repôr a verdade, quem procura informar o mundo.«, arriscando a sua própria vida.


Fontes:


https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/israel-exige-que-onu-retire-relatorio-sobre-fome-em-gaza


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/dez-mortos-a-fome-em-gaza-nas-ultimas-24-horas-incluindo-duas-criancas_n1679497


 

11/08/2025

Em Gaza, todos podem ser um alvo a abater

Até os jornalistas.

Seis foram calados, seis que estavam numa tenda "perto do portão principal do hospital de al-Shifa, na Cidade de Gaza". Cinco jornalistas eram da Al Jazeera e um era freelancer, um dos poucos que conseguem entrar no território. Israel, dificulta cada vez mais a entrada de quem pretende mostrar a verdade, de quem quer mostrar os ataques, a fome... a morte. Não foi a primeira vez que o exército israelita, justifica a morte de jornalistas, afirmando que estes "pertencem" a células terroristas.

Esta é uma guerra em que ninguém irá ganhar, mas são principalmente os palestinianos quem está a sofrer mais. Tudo isto é inaceitável. Os ataques indiscriminados, a fome que se propaga, a destruição dos hospitais e, cada vez mais, os ataques à imprensa, a proibição imposta para que as notícias não cheguem. Não querem que saibamos o que se passa - e quanto não saberemos, nunca chegaremos a ver, talvez felizmente - que assistamos ao genocídio de um povo. Um povo a quem nem se deu hipótese de lutar, pois para tal não tem capacidade, perante sucessivos ataques. Um dia, quando não houver mais nada para destruir, estarão lá os reféns ainda, para serem salvos? Estará lá alguém do Hamas à espera de ser "apanhado"? Não me parece. Estarão os mortos e os quase mortos, os desistentes, moribundos e resistentes.

De acordo com as Nações Unidas, já morreram "242 jornalistas palestinianos", no enclave palestiniano, desde 7 de outubro de 2023, numa clara violação do Direito Internacional Humanitário. A situação nesta região não é nova. Felizmente, agora temos conseguido ver, assistir, perceber, ser informados do que se passa. Quem não quer por lá os meios de comunicação social? Quem não quer que se mostre o que se passa?

É preciso pensar nisto.


Fontes:

https://www.jn.pt/mundo/artigo/ataque-israelita-cala-vozes-de-seis-jornalistas-em-gaza/17858136

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-israelita-mata-jornalistas-da-al-jazeera-em-gaza_n1675590

02/08/2025

Morrer de fome ou morrer à espera de comida?

Parece uma pergunta estúpida, não parece?

Mas todos os dias, milhares de pessoas têm de tomar essa decisão. Todos os dias, os habitantes de Gaza, precisam de arriscar a vida em troca de um líquido que parece uma sopa, deitada em panelas e caixas imundas, ou receber um saco de farinha. Alguém por aqui se vê a sobreviver só com farinha?

Nessa deslocação até um local onde lhes será dada alguma comida, têm de se sujeitar a filas gigantescas sob um sol castigador, sem água, sem sombras e... com o risco iminente de serem fuzilados ali mesmo. Quando chegam junto do posto onde a comida está a ser distribuída, a fome já tirou o discernimento a muitos e, é cada um por si, mesmo que isso implique empurrar uma criança ou pisar alguém que caiu. Não é uma crítica, é a pura realidade. A animalidade a sobrepor-se à humanidade, a sobrevivência que passa a implicar matar ou morrer.

Enquanto vários países lançam, sob o território de Gaza, embrulhos com comida, um dos pontos de distribuição de comida é visitado por um "enviado especial de Donald Trump" e pelo "embaixador dos Estados Unidos em Israel." Estes pontos de distribuição são geridos por uma fundação "patrocinada por Israel e Washington",e que tem vindo a ser bastante criticada pela forma como o tem feito. Ironicamente, "Netanyahu insiste, no entanto, que não há fome em Gaza."  Num comunicado, o próprio Hamas já veio criticar esta "visita do enviado dos Estados Unidos a Gaza," a que chamou de "encenação."

De Espanha foram enviadas 12 toneladas de alimentos que já foram lançados sobre o território, esta sexta-feira, enquanto de França já chegaram "40 toneladas." Poderia ser suficiente, se chegassem à população, mas nem todos atingem locais acessíveis. Da parte dos Emirados Árabes Unidos foram já batidos "recordes em lançamentos pelo ar." Estes lançamentos são perigosos e podem mesmo matar, mas face ao drama que se vive na região, este acaba por ser um recurso de última linha para mitigar a fome de quem consiga alcançar uma destas "caixas". Quando os camiões entram em Gaza, não é de estranhar então que as pessoas os ataquem! Têm fome! Têm os filhos a definhar em casa, sem forças já para chorar! É a sobrevivência, matar ou morrer!

A fome é tanta - e felizmente os nossos meios de comunicação social têm mostrado isso mesmo - que até as equipas de saúde que tentam ajudar, estão a passar fome! Morrem-lhes nas mãos, bebés e crianças a quem as mães e os pais já não têm como alimentar. Fala-se de vacinar, de dar medicação, aqui era "só" (tão simples... não é assim tão simples...quem dera que fosse) dar-lhes comida! A fome, mata mais devagar que as bombas... faz menos barulho, mas também é uma "arma de guerra."

Na SIC Notícias, o embaixador de Israel em Portugal, além de se mostrar (naturalmente) "contra o reconhecimento do Estado da Palestina pelo Governo português," veio ainda afirmar que as imagens de crianças desnutridas são falsas e que as crianças que são mostradas têm outras "doenças", e que não estão magras devido à falta de alimentos. Se houve momentos em que senti raiva, foi ao assistir a esta entrevista. Se ver as imagens de mães a berrar agarradas aos corpos inertes dos filhos me traz um aperto no peito, ouvir as palavras deste "senhor" deu-me vómitos!

Nas suas palavras (e se não acreditarem vejam aqui, em SIC Notícias), estas imagens são uma “campanha de propaganda do Hamas”. Além de dizer que "estas imagens de meninos magros" são uma "vergonha para a SIC Notícias," acusando a própria estação televisiva de participar na "campanha de propaganda do Hamas", afirma ainda que estas são "crianças que têm doenças. Antes da guerra, centenas eram tratadas em hospitais israelitas. Não são magras por razão de fome ou de guerra.” 

À jornalista que o entrevistava só tenho a dar os parabéns pela calma com que ia liderando a entrevista, colocando as questões de forma corretíssima. Eu não o teria conseguido fazer. Felizmente, apesar de todas as limitações e impedimentos para que a fome e as mortes não sejam mostradas, haverá sempre alguém com uma câmara que irá arriscar a vida para nos mostrar o que muitos querem fingir que não existe.

Continuem a mostrar, por favor! É difícil de ver, mas, sem as imagens para o provar, muitos nunca irão acreditar.

E outra coisa! Assumir o genocídio de um povo, não apaga o crime cometido aquando do genocídio de outro! Podem sim, todos os judeus, olhar para o povo da Palestina e ver nestes o espelhar daquilo que aconteceu a muitos de vós ou aos vossos familiares! Não é isso que está em causa! É a (falta de) humanidade!


Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-08-01-video-enviado-especial-dos-eua-visita-ponto-de-distribuicao-alimentar-em-gaza-5f198831

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/hamas-descreve-visita-de-steve-witkoff-a-gaza-como-encenacao_a1673732

https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2025-08-01-video-embaixador-de-israel-em-portugal-genocidio-em-gaza-e-propaganda-do-hamas-84a5fdd1

02/07/2025

O mundo não está a ver?

Basta ligarmos a televisão. Em todos os blocos noticiosos, em qualquer canal, as imagens de ataques e contra-ataques sucedem-se. Em direto, assistimos à guerra, enquanto os comentadores televisivos tecem as suas achegas e opiniões sobre como, onde e porquê cairão os próximos mísseis.

O povo da Palestina continua a ser massacrado pelos constantes "ataques das forças israelitas na Faixa de Gaza." Só ontem, contaram-se "pelo menos 74" mortos, 30 dos quais estariam junto a um café onde tentavam carregar os telemóveis, num dos poucos negócios que ainda se mantêm abertos naquela região. Este local, tornou-se um dos poucos sítios, "onde as pessoas se juntam para carregar os telemóveis e ter acesso à Internet. À hora do ataque estava cheio de mulheres e crianças." Para além "dos 30 mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade." De um outro ataque, resultaram "15 mortos."

Outras 23 pessoas "morreram quando tentavam obter ajuda alimentar." De acordo com informações do "hospital Al-Aqsa," seis pessoas terão morrido depois do edifício onde se encontravam ter sido "bombardeado perto da cidade de Zawaida, no centro da Faixa de Gaza." Já ao "hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul do país," chegaram "os corpos de pessoas baleadas quando regressavam de um local de distribuição de ajuda da Gaza Humanitarian Foundation (GHF, na sigla em inglês), onde soldados israelitas denunciaram ter ordens superiores para disparar sobre as multidões." Desde o final do mês de maio, terão já sido mortas "pelo menos 410 pessoas nestes centros de distribuição."

Estes serviços de distribuição de comida, são tutelados por Israel e pelos EUA, o que levanta muitas outras questões.

Na Ucrânia, "pelo menos 20 civis foram mortos e centenas ficaram feridos em ataques de drones e mísseis russos." no último dia 25. O presidente Volodymyr Zelenskyy continua a tentar negociar "mais ajuda ocidental para os esforços do seu país para repelir as forças russas." Mas não foi possível impedir um ataque russo com "mísseis balísticos," que atingiu "vários locais civis," nas cidades de "Dnipro" e de "Samar." Para além dos mortos, há a lamentar "cerca de 300 feridos." Um dos mísseis terá feito "explodir as janelas de um comboio de passageiros que transportava cerca de 500 pessoas."

Na madrugada de 28, a Ucrânia sofreu um dos mais mortíferos ataques. A "cidade de Samar, no oblast de Dnipropetrovsk," foi atingida e "cinco pessoas" perderam a vida, registando-se ainda 25 feridos. Na mesma noite, na "cidade portuária de Odessa, no sul do país, um casal foi morto por um drone russo que atingiu um edifício residencial de 21 andares. O ataque provocou um grande incêndio em três andares, ferindo pelo menos 14 outras pessoas, incluindo três crianças."

A Rússia voltou ainda a bombardear Kherson, atingindo "bairros residenciais e infraestruturas críticas," e provocando  quatro mortos "civis e ferindo pelo menos onze outros." Já na região de "Sumy, no nordeste da Ucrânia, um ataque de drones na segunda-feira matou três civis, incluindo um menino de cinco anos," tendo ainda feito seis feridos.

Só durante o último mês, a Rússia terá lançado "um número recorde de 5.438 drones contra a Ucrânia," enquanto que há um ano, "o número total de drones lançados por Moscovo" contra território ucraniano tinha sido "de 332." E aqui entra armamento proveniente de duas grandes potências - a China e o Irão. Desde o início dos ataques, em 2022, "a Rússia tem utilizado drones Shahed, fabricados e importados do Irão. Mais tarde, Moscovo introduziu os UAV Geran, que são cópias exatas dos drones Shahed, mas fabricados na Rússia."

"Mais recentemente, foram também utilizados os Garpiya-A1," que se assemelham "aos drones Shahed, mas utilizam componentes chineses." Nos seus ataques, a Rússia começa por lançar "chamarizes", ou seja drones e mísseis que não estão armados, de forma a sobrecarregar a capacidade de defesa da Ucrânia, "seguido de ataques coordenados com mísseis de cruzeiro e balísticos."


Fontes:
https://www.publico.pt/2025/07/01/mundo/noticia/ataques-israelitas-matam-74-pessoas-gaza-incluindo-30-cafe-junto-mar-2138478

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/25/pelo-menos-20-mortos-em-ataques-na-ucrania-enquanto-zelenskyy-se-encontra-com-os-aliados-o

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/07/01/russia-lancou-um-numero-recorde-de-5337-drones-contra-a-ucrania-so-em-junho

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/28/pelo-menos-10-mortos-em-ataques-noturnos-com-misseis-e-drones-na-ucrania

17/06/2025

Quando se morre... apenas por querer comida!

A cada dia que passa sinto-me dividida. Entre falar das férias que já antecipo, ou do medo de que não se cheguem a realizar... entre escrever sobre a felicidade que é estar numa esplanada a comer um gelado que pinga doçura e a fome de quem nada tem e ainda morre quando aguarda que lhe seja largada comida. Dizer que estou triste, é pouco. Sinto-me sem esperança. E perder a esperança, é o limite a que se chega quando o mundo nos parece um sítio negro.

O mundo tem sido atingido por catástrofes, temos ultrapassado tanta coisa, mas nada se compara à maldade humana. Nada é pior do que a falta de compaixão, a absurda incompetência de quem se acha senhor de um país, dono de um Estado, de pôr fim à barbárie que vai corroendo a superfície deste torrão.

Na Palestina, 45 pessoas foram assassinadas de forma bárbara, enquanto aguardavam que lhes fosse distribuída comida. Os rostos estão magros da fome, os olhos desesperados por algo que não sabem se chega, por alguém que os olhe e os acolha. Segundo "fontes da Defesa Civil de Gaza," estas 45 pessoas, foram "vítimas de disparos israelitas contra o centro de ajuda humanitária." A "agência de notícias norte-americana," chama-lhe "incidente." Apesar de não assumir a culpa desta matança, Israel assume que "nas últimas semanas" foram disparados "tiros de aviso contra pessoas" que se tinham aproximado das forças "de forma suspeita".

"As autoridades sanitárias locais, controladas pelo Hamas, afirmam que foram mortas dezenas de pessoas e centenas ficaram feridas desde a abertura no mês passado de pontos de distribuição de alimentos geridos por um grupo apoiado pelos EUA e Israel." Já no final de maio, as forças "militares israelitas" alvejaram um grupo de pessoas que "invadiu um centro de distribuição de ajuda humanitária em Gaza, provocando 47 feridos." Autoridades, associações e ONG deveriam estar a unir esforços para a paz, não para a guerra. 

"A Organização das Nações Unidas tem reiterado que não há lugar seguro para as crianças na região, e os números são alarmantes: nos últimos meses, milhares de crianças perderam a vida devido aos bombardeamentos das forças armadas israelitas." A abertura de corredores humanitários não tem sido eficiente e, isso tem levado à morte de centenas de bebés. Cerca de "14 mil bebés" encontram-se "em risco de morte iminente devido à falta de alimentos e medicamentos." Locais que deveriam ser seguros, neutros, acolhedores, estão a ser bombardeados. "Escolas e hospitais," acabaram por se tornar "alvos de ataques indiscriminados. Muitas crianças foram mortas ou mutiladas enquanto" se procuravam abrigar "em locais que deveriam protegê-las. A ONU tem apelado repetidamente para um cessar-fogo imediato e para que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional humanitário."

Fontes:

https://www.jn.pt/1578752038/mortos-a-tiro-45-palestinianos-que-esperavam-ajuda-alimentar/

https://iacrianca.pt/2025/06/comunicado-a-tragedia-das-criancas-de-gaza/

01/06/2025

Dia da Criança

A todos os primeiros de junho se repete pelo mundo fora que é preciso fazer mais pelas nossas crianças, que o mundo tem de abrir os olhos e perceber que está a destruir o futuro da humanidade, que continuam a morrer milhares de inocentes, pela fome, pela guerra, pela  ganância dos adultos. E todos os anos se fazem pedidos de mudança, manifestos, reuniões urgentes e planos, muitos planos... e todos os dias se sonha (sonham as crianças, sonhamos nós) que algo venha a ser feito. Que as crianças pudessem brincar, sem se preocuparem com o o som das bombas, sem pisarem destroços, sem pisarem sangue dos seus. 

Todos os anos milhares de crianças morrem. Não de morte natural, não apenas de doenças inevitáveis para as quais a ciência ainda não encontrou cura... mas de fome. De desidratação. De falta de cuidados de saúde e de falta de operacionalidade daqueles que as deviam proteger. Os governos do mundo inteiro estão a falhar na proteção das crianças.

"Em Portugal, o Dia da Criança é festejado no dia 01 de junho. Esta efeméride assinalou-se pela primeira vez em 1950 por iniciativa das Nações Unidas, com o objetivo de chamar a atenção para os problemas das crianças e como forma de reconhecimento de que todas as crianças, independentemente da raça, cor, religião, origem social, país de origem, têm direito a afeto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, proteção contra todas as formas de exploração e a crescer num clima de paz e fraternidade."

Os dados são assustadores... e não vão caber todos aqui.

Em abril último, contava-se cerca "de 1150 bebés com menos de um ano," mortos desde o início "da guerra na Faixa de Gaza." Muitos não tiveram qualquer hipótese de sobrevivência, atingidos pelos bombardeamentos ou sucumbindo à fome e ao frio. A UNICEF vem alertar para os números em Gaza: "50.000 crianças mortas ou feridas desde outubro de 2023"! O que é que será necessário ainda conversar, mostrar? "Desde o fim do cessar-fogo em 18 de março, 1.309 crianças foram mortas e 3.738 ficaram feridas em Gaza."

Outra região em guerra, depois da invasão da Ucrânia por parte do estado russo, tem também sofrido com a guerra. Segundo Pavlo Sadokhav, presidente da Associação de Ucranianos em Portugal, "já morreram mais de 600 crianças na Ucrânia e que quase 20.000 foram levadas para território russo."

Já noutra latitude, as crianças começam desde cedo a ser recrutadas e obrigadas a pegar em armas. Na República Democrática do Congo (RDCongo), cerca "de 375.000 crianças estão impedidas de ir à escola," ficando muito mais vulneráveis a "sofrer violência, incluindo violência sexual, e de recrutamento por grupos armados." Aqui, tal como em muitos outros locais em que a guerra se impõe, as crianças são também as mais afetadas pelos "explosivos" deixados nos "campos perto das aldeias e das escolas," seja quando se deslocam para ir buscar água ou ir até à escola, seja quando brincam ou trabalham nos campos. 

E haveria ainda muitos outros valores a mostrar, mas será que é preciso fazê-lo? Andaremos todos a dormir, ou viramos apenas a cara para o lado para não ver?

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/dia-da-crianca-marcelo-sublinha-urgencia-de-cuidar-de-todas-as-criancas-sobretudo-em-zonas-de-guerra-e-fome_n1659069

https://www.dn.pt/sociedade/ucranianos-assinalam-dia-da-crian%C3%A7a-com-manifesta%C3%A7%C3%A3o-em-frente-%C3%A0-embaixada-russa-em-lisboa

https://observador.pt/2025/03/06/violencia-afasta-da-escola-cerca-de-375-000-criancas-no-leste-da-republica-democratica-do-congo/

https://www.dn.pt/internacional/mais-de-1100-beb%C3%A9s-com-menos-de-1-ano-mortos-desde-o-in%C3%ADcio-da-guerra-em-gaza

https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2025-05/faixa-gaza-unicef-mais-50-mil-criancas-mortas-desde-outubro-2025.html

22/05/2025

Atentado nos EUA - funcionários da Embaixada Israelita mortos a tiro

"Dois funcionários da embaixada israelita em Washington foram assassinados a tiro. O incidente está a ser tratado como um potencial crime de ódio antissemita." O ataque aconteceu "à frente ao Museu Judaico de Washington," onde se localiza também "o gabinete local do FBI." Esta situação constitui um ato antissemita, violando ainda a Convenção de Viena, tal como afirmou Paulo Rangel, MNE de Portugal. Não nos esqueçamos que pocas horas antes, um grupo de vários embaixadores que estavam numa visita a um campo de refugiados na Cisjordânia, foram alvo de tiros. Felizmente, nesse ataque, ninguém ficou ferido. 


"A segurança nas representações diplomáticas de Israel foi reforçada em todo o mundo." Netanyahu veio já a público classificar "o ataque como um horrível homicídio antissemita”. Como partilhado pela emissora "norte-americana NBC News, um homem armado gritou Palestina Livre quando foi detido à frente ao museu."


Numa conferência de imprensa que foi hoje realizada, "o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa'ar, afirmou" haver "uma linha direta que liga o anti-semitismo" e o "incitamento anti-israelita a estes crimes".


Por seu lado, Netanyahu veio já criticar "duramente o apoio de Emmanuel Macron," presidente francês, "Keir Starmer," primeiro-ministro britânico e ainda o primeiro-ministro canadiano "Mark Carney," atribuindo-lhes uma parte da culpa do que "considera ser uma posição alinhada com o Hamas, sublinhando que tal encorajamento apenas prolonga o conflito." O primeiro-ministro israelita afirma ainda que é aos políticos ocidentais que se deve o aumento do “incitamento contra Israel," culpando o ocidente pelas mortes ocorridas em Washington. Este evento tinha sido "organizado pelo Comité Judaico Americano, uma organização de defesa que apoia Israel e combate o anti-semitismo." Infelizmente, o conflito continua a alastrar-se pelo mundo!


Fontes:


https://observador.pt/liveblogs/dois-funcionarios-da-embaixada-israelita-mortos-a-tiro-em-washington-suspeito-ja-foi-identificado/


https://cnnportugal.iol.pt/eua/israel/dois-funcionarios-da-embaixada-israelita-mortos-a-tiro-em-washington/20250522/682eafd1d34e3f0bae9e7d46


https://www.publico.pt/2025/05/22/mundo/noticia/dois-funcionarios-embaixada-israel-mortos-tiroteio-washington-suspeito-detido-2133916


 


 

21/05/2025

Ataque a comitiva na Cisjordânia

Uma comitiva diplomática, de visita a um campo de refugiados em "Jenin, na Cisjordânia" foi esta tarde atacada por militares do "exército israelita," o que já levantou diversas reprovações e pedidos de esclarecimentos. Portugal já se manifestou, através do ministro dos NE, Paulo Rangel, que informou que na comitiva em questão, "seguiam mais de 20 diplomatas e representantes de órgãos de comunicação social, entre eles, o embaixador Frederico Nascimento, chefe da missão diplomática em Ramallah."


A comitiva visitava o campo de refugiados de Jenin, "para ser informada sobre a situação humanitária no local," e "integrava um total de 27 países europeus, americanos, árabes e asiáticos." A visita, que tinha sido organizada com a Autoridade Palestiniana e coordenada com o exército israelita, incluía ainda "representantes do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA)."


"Israel admitiu que foram disparados tiros de advertência e justifica-o com um alegado desvio da rota aprovada, tendo ainda lamentado o incómodo”. Ainda referiu que a comitiva terá entrado "numa zona onde não estava autorizada a estar."


"Em comunicado, a Autoridade Palestiniana condenou com a maior veemência possível o crime odioso cometido pelas forças de ocupação israelitas, considerando que a situação constitui "uma violação flagrante e grave do direito internacional."


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-21-ataque-a-comitiva-de-diplomatas-governo-chama-embaixador-de-israel-em-portugal-10d56caf


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-05-21-israel-lamenta-incomodo-causado-por-tiros-de-advertencia-contra-diplomatas-em-jenin-e21fbe8a


https://executivedigest.sapo.pt/noticias/portugal-convoca-embaixador-de-israel-apos-ataque-a-comitiva-onde-seguia-diplomata-portugues/


 


 

15/05/2025

Se isto não é genocídio...

... então não sei o que é!


Numa atitude vergonhosa, Israel continua a intensificar os ataques na Faixa de Gaza. Há dois dias, "um ataque aéreo em Jabalia, no norte de Gaza, fez pelo menos 10 mortos, incluindo mulheres e crianças."


Os confrontos israelo-palestinianos continuaram com o Exército israelita a lançar bombardeamentos sobre "dois hospitais em Khan Younis." Novamente, a justificação de que estes hospitais teriam no seu interior “um centro de comando e controlo” do Hamas. A verdade é que estes ataques provocaram a morte a pelo menos 28 pessoas no Hospital Europeu, em Khan-Younis, e vários outros no Hospital Nasser, em Gaza. Um dos ataques "aconteceu horas depois do Hamas ter libertado um refém israelo-americano." O número de mortos tem vindo a aumentar, havendo a notícia de um novo ataque feito durante a última madrugada e que vitimou "79 pessoas. Só em Khan Younis, que voltou a ser atingida, registaram-se 53 mortos, mas o número ainda é provisório." Muitas destas vítimas ainda estariam debaixo dos escombros, por isso o número pode ser superior.


"Um repórter de imagem da agência norte-americana Associated Press, que está na cidade palestiniana, contou dez ataques aéreos contra Khan Younis, durante a última noite, e viu vários corpos serem levados para a morgue do Hospital Nasser." As imagens não nos mostram tudo e, na sua maioria, já são bastante alusivas e impressionantes. Nestes conflitos, os reporters de imagem e os jornalistas têm um papel fundamental e colocam a sua vida em risco para mostrarem ao mundo a realidade. Então, que pelo menos não finjamos que não sabemos de nada!

Estes bombardeamentos têm vindo a acontecer, no mesmo "momento em que Donald Trump visita o Médio Oriente, indo a Estados do Golfo, mas não a Israel." Numa visita ao Catar, o presidente norte-americano voltou a falar em tornar a Faixa de Gaza numa "zona livre" o que não tem sido uma ideia bem aceite por todos os envolvidos.


20/01/2025

Prisioneiros libertados durante cessar-fogo

Dando continuação à publicação que ontem fiz, sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza, durante a madrugada houve então a libertação de 90 prisioneiros palestinianos tal como estava acordado entre as partes. Os prisioneiros foram "recebidos em festa, entre bandeiras do Hamas, do Hezbollah, da Fatah ou da Jihad Islâmica e gritos de alegria de familiares." Este grupo de 90 prisioneiros que chegou já à Cisjordânia, é composto na sua "maioria" por "mulheres e menores de idade."

Mas além da troca de reféns e de prisioneiros, que só por si seria já um facto de extrema importância, não posso deixar de realçar a troca de cumprimentos entre Donald Trump e Israel Katz, ministro da defesa de Israel, que afirmou na rede X que "o laço entre Israel e os EUA é inquebrável”, estando os mesmos "assentes em valores partilhados e interesses mútuos."

Israel Katz afirmou ainda estar "ansioso para trabalhar com sua administração para fortalecer esta aliança, trazer de volta todos os reféns mantidos em Gaza e impedir que o Irão adquira armas nucleares.” É possível que venha a ocorrer uma visita de "Benjamin Netanyahu, a Washington no mês de fevereiro para uma reunião com Donald Trump."

Entretanto, a próxima vaga de reféns só será libertada no próximo domingo. Sobre as três reféns que ontem foram libertadas, é de ressaltar que duas delas foram baleadas durante o ataque a 7 de outubro. Este acordo de cessar-fogo provocou também desacordo no governo israelita, levanto à demissão do "ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita," e de dois outros ministros do "partido religioso Poder Judaico," que sse opunham às cedências deste acordo.

Em dúvida, está agora a situação de duas crianças que, apesar de terem os seus nomes na lista de reféns a serem entregues durante este cessar-fogo, poderão ter sido mortas durante o conflito devido aos bombardeamentos efetuados pelas tropas israelitas. "O Hamas alega que as crianças morreram," bem como a mãe, Shiri, que também se encontra nesta lista, mas os "militares não confirmam a informação, e ainda esperam que eles estejam vivos." No caso de se confirmar a sua morte, espera-se que os corpos possam ser entregues e repatriados.

 

Fontes:

https://observador.pt/liveblogs/90-prisioneiros-palestinianos-recebidos-em-festa-por-apoiantes-do-hamas-e-do-hezbollah/

https://pt.euronews.com/2025/01/19/tres-ministros-de-extrema-direita-abandonam-o-governo-de-israel-por-causa-do-acordo-de-ces

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/duas-criancas-refens-dadas-como-mortas-pelo-hamas-estao-em-lista-para-serem-libertadas,9f000b71bf9ae5860d1cdef81d0ac982lk5wukqu.html?utm_source=clipboard



 

 

 

19/01/2025

Cessar-fogo entre Israel e o Hamas

Nestes quinze meses de guerra, "as Forças de Defesa de Israel (IDF) bombardearam e ocuparam grande parte do território palestino," no qual o Hamas, domina. Pelo menos "46913 pessoas foram mortas em mais de 15 meses de guerra na Faixa de Gaza." De acordo com este balanço, feito à meia-noite de ontem, registaram-se também "110750" feridos na "Faixa de Gaza, onde a guerra foi desencadeada por um ataque do Hamas a Israel em 07 de outubro de 2023."


O "Hamas é classificado como uma organização terrorista por Israel," bem como pelos "seus aliados ocidentais, assim como por alguns países árabes." Este conflito já terá morto "dezenas de milhares" de pessoas, entre as quais estão vários elementos de "organizações humanitárias" e também vários jornalistas e repórteres.


Na passada quarta-feira (dia 15/01), o Catar anunciou um avanço nas negociações para pôr fim ao conflito armado entre Israel e o Hamas." O acordo foi também mediado pelos EUA, Catar, Egito e Turquia. 


Depois de uma reunião que decorreu ontem e se estendeu por cerca de seis horas, "o governo de Benjamin Netanyahu ratificou o plano," o qual refere que as "armas deverão ser silenciadas inicialmente por seis semanas" a partir de hoje, domingo.


Israel deve começar por retirar as suas tropas da Faixa de Gaza e, ambos os lados, irão "libertar reféns e prisioneiros." Além disso, deverão ser abertos corredores de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.


"Na primeira fase do cessar-fogo, que deve durar 42 dias, o Hamas deve entregar 33 reféns a Israel," prevendo o acordo a libertação inicial "de todas as crianças e mulheres restantes, seguidas pelos homens com mais de 50 anos de idade." No entanto, é desconhecido quantos dos reféns poderão já ter perdido a vida: até ao "momento, 36 deles foram declarados mortos," e outros 110 foram já "libertados com vida."


Sobre este cessar-fogo que hoje começa, teve grande influência como referi anteriormente, do governo dos EUA. Apesar de ainda estar em funções Joe Biden, Donald Trump tinha já ameaçado o Hamas: "se esses reféns não estiverem de volta quando eu assumir o cargo, o inferno vai explodir no Oriente Médio. E isso não será bom para o Hamas, e não será bom para ninguém".


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas de rejeitar partes do acordo para conseguir "extorquir concessões no último minuto", o que levou ao adiamento do início do cessar-fogo, uma vez que faltava a entrega do nome dos três reféns que seriam libertados. Apesar das negociações, ainda esta manhã, várias "regiões do norte de Gaza foram bombardeadas por Israel."


Pouco depois da entrada em vigor do cessar-fogo, os "primeiros camiões com ajuda humanitária entraram em Gaza." De acordo com um funcionário egípcio, “260 camiões de ajuda humanitária e 16 camiões de combustível” entraram através "da passagem de Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, e de Nitzana, na fronteira entre o Egito e Israel."




A ONU apelou para que os países que têm “influência” sobre Israel, o Hamas e os grupos armados que estão a saquear os comboios, "para que usem a sua influência para que a ajuda possa chegar à população






As três primeiras "reféns israelitas já chegaram ao ponto de encontro definido, no sul do país," de onde seguirão depois para se juntar às “suas mães." Estas "jovens e as suas famílias serão acompanhadas pelas IDF até ao hospital Ramat Gan, onde serão sujeitas a uma primeira avaliação médica.






De acordo com informação transmitida pela Al Jazeera, "já chegaram à prisão de Ofer, na Cisjordânia, os membros da Cruz Vermelha responsáveis por receber 90 palestinianos feitos reféns por Israel," mas a entrega destes reféns, só se daria depois destas "três jovens israelitas," chegarem ao seu país.


Mas mesmo que o cessar-fogo seja respeitado por ambos os lados, o que se irá seguir?


 




Fontes:


https://www.dw.com/pt-br/israel-e-hamas-o-que-se-sabe-sobre-o-acordo-de-cessar-fogo/a-71324717


https://pt.euronews.com/2025/01/19/cessar-fogo-adiado-israel-suspende-entrada-em-vigor-ate-que-o-hamas-entregue-nomes-dos-ref


https://observador.pt/liveblogs/cessar-fogo-na-faixa-de-gaza-suspenso-ate-que-hamas-apresente-lista-de-refens-a-libertar/


 


 

01/01/2025

Feliz Ano Novo... dependendo da nossa sorte e de onde vivemos!

Fechamos 2024 e abrimos 2025! A Terra completou mais uma volta ao Sol, um instante na vida do Universo.


Gostava de começar o ano com grandes novidades ou com boas notícias. Sim, comigo está tudo bem e, com a minha família também. Se compararmos o ano de 2024 que agora termina com o de algumas pessoas pelo mundo fora, somos uns sortudos! Este ano, o que mais desejei na passagem de ano foi saúde e criatividade. Pois é delas que eu mais preciso para trabalhar e, claro, sem trabalho, nenhum dos meus objetivos para este ano se poderá realizar.


Mas o mundo está longe de ser a minha bolha, segura e pacífica, sentada de pijama a aproveitar o sol que entra pela janela e a beber o primeiro café do dia. Estou aqui a pensar o que é que vou tirar do congelador para fazer para o almoço... quantos por aí têm essa sorte?


Lá fora, longe daqui, o mesmo sol que me ilumina entra pelos buracos onde antes havia paredes de um hospital. Em Gaza, o sol não aquece o suficiente para salvar um dos muitos bebés que ali naquele espaço destruído, dá o último suspiro. A morte chega prematura, de frio.


Nas minhas mãos, quentinhas pelo café que fumega, não há gretas de frio. Tenho um teto, dinheiro suficiente para comer, posso decidir o que vou fazer hoje e amanhã, se tudo correr bem, levantar-me-ei cedo e irei trabalhar. Começo o dia a pensar que tenho de continuar, de ir em frente, de direcionar as minha energias para o que é mais certo e seguro. Como disse ontem o meu filho, este "é o ano dos teus quarenta e dois" (embora ainda faltem nove meses...).


De ontem para hoje, afinal, passaram apenas algumas horas e, apesar dos fogos de artifício, da música, dos sorrisos, o mundo continua igual. Nada mudou desde o ano passado, apenas a data no calendário que nos próximos dias provalvelmente terei de corrigir várias vezes. 


Não descuidemos aqueles que nos rodeiam, mas não esqueçamos aqueles que vivem longe e que sofrem. Se não pudermos fazer mais nada, pelo menos reflitamos e eduquemos para que amanhã novos cidadãos possam tomar melhores decisões. Quem sabe, à nossa frente possa estar aquele que um dia vai mudar o mundo?

28/10/2024

Israel - os ataques continuam

Israel atacou ontem as "cidades libanesas de Haret Saïda, Aïn Baal e Bourj al-Chemali," provocando pelo menos 21 mortos.


Hoje, a cidade de Tiro (cidade libanesa que alberga locais históricos inscritos pela UNESCO na sua lista de património mundial), provocando, para já, sete mortos e dezassete feridos. O alvo terá sido uma zona residencial. As forças israelitas tinham dado ordens de evacuação ao "início desta manhã,"  emitindo "um aviso de evacuação para várias zonas da cidade," e garantindo que o alvo são os "centros de comando de unidades do Hezbollah." Israel afirma querer "neutralizar o Hezbollah para pôr termo ao lançamento de foguetes" a partir do território libanês "e permitir que dezenas de milhares de pessoas deslocadas regressem a casa."


Enquanto isso, continuam os ataques na Faixa de Gaza, onde um drone israelita terá morto três pessoas. Em Jabalya, "onde o exército israelita tem conduzido uma devastadora ofensiva terrestre e aérea desde 6 de outubro para impedir o Hamas de reagrupar as suas forças", uma "escola convertida em abrigo para pessoas deslocadas" foi também atacada, com o resultado de nove mortos.


Infelizmente, quem sofre no meio de tudo isto, é a população civil... famílias inteiras deslocadas, fome, frio e doenças que levam ao decréscimo da qualidade de vida destas populações. Apesar de várias tentativas de negociação, o cessar-fogo parece estar longe de acontecer...


 


Fontes:


https://www.publico.pt/2024/10/28/mundo/noticia/bombardeamento-israelita-cidade-tiro-faz-menos-cinco-mortos-2109661


https://www.jn.pt/2736835242/israel-ataca-cidade-libanesa-de-tiro-apos-apelos-de-evacuacao/


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/israel-prossegue-ataques-em-gaza-e-ordena-retirada-da-populacao-de-cidade-libanesa_n1610879


 

22/09/2024

Situação muito tensa no Médio Oriente

Não tem havido dia em que não se fale da tensão vivida no Médio Oriente e, esta semana, a situação não foi diferente. Este foi mais um fim de semana sangrento em que nenhum dos lados teve paz.


Um dos ataques mais importantes - não pela ocorrência de vítimas, mas pelo seu simbolismo - foi sem dúvida o encerramento da estação de televisão Al-Jazeera, por forças israelitas que "entraram nas instalações do canal de rosto coberto e fortemente armados," dando ordens de encerramento da "redação em Ramallah, na Cisjordânia ocupada." O encerramento foi ordenado "45 dias." Quando se retira do povo o direito a ter acesso ao que se passa, através dos meios de comunicação social, retira-se uma importante parte dos seus direitos. Já no passado dia 12 de setembro, o Governo israelita tinha anunciado "a retirada de acreditações aos jornalistas da Al-Jazeera, cujas emissões já tinham sido proibidas em inícios de maio por, alegadamente, violarem a segurança do Estado." Estes atos vão contra a liberdade de imprensa, defendida pelo direito internacional.


Israel poderá ter estado por trás do ataque feito através de "materiais explosivos" colocados em "pagers que foram vendidos ao Hezbollah e que explodiram na terça-feira, provocando pelo menos nove mortos e 2.800 feridos." Os aparelhos de comunicação portáteis "explodiram, de forma quase simultânea, no Líbano,"  ferindo "centenas de membros do grupo xiita," entre os quais o próprio "embaixador do Irão no Líbano, Mojtaba Amani."


Apenas algumas horas depois deste ataque, foram usados "aviões de guerra israelitas" para efetuar dezenas de ataques no sul do Líbano, respondendo à ameaça de retaliação feita pelo "líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah", que sobreviveu ao ataque feito "com explosivos em pagers e walkie-talkies, nos últimos dias."


A situação entre Israel e Líbano está a escalar cada vez mais depressa. O "Hezbollah disparou mais de 100 projéteis durante a noite," atingindo várias aldeias e "obrigando milhares de residentes e refugiarem-se em abrigos antiaéreos." Como resposta ao ataque feito através do território libanês, Israel lançou centenas de mísseis, tendo atingido, segundo informação do exército israelita, "cerca de 400 alvos no sábado, incluindo lança-foguetes do Hezbollah, e que irá continuar a atacar o movimento apoiado pelo Irão." Em Israel foram já encerradas "todas as escolas" e foram restringidos "ajuntamentos no norte do país."


No que respeita ao outro lado do conflito, Gaza foi novamente atacada este sábado, tendo sido atingida "uma escola que abrigava milhares de desalojados no sul de Gaza." Contam-se já oito crianças entre as desassete vítimas mortais. Contam-se ainda 30 feridos. As "vítimas são maioritariamente mulheres e crianças que estavam abrigadas na escola para fugir à guerra naquela região."


Na mesma zona de Gaza, foi também "registado um ataque a outra escola, onde várias pessoas ficaram feridas." Os números mais recentes apontam para 60 mortos desde sexta-feira, provocados por "bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza," entre os quais estão três palestinianos que perderam a vida, no ataque a um autocarro que "transportava deslocados," perto da "passagem de al-Abas." 


"Em Rafah, no sul, pelo menos 14 habitantes de Gaza foram mortos em dois ataques israelitas, segundo a Defesa Civil, 13 deles numa única casa bombardeada, e mais uma pessoa foi morta quando conduzia numa mota na zona de Khirbet al-Adas."


Fontes:


https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/medio-oriente-israel-invade-e-encerra-redacao-da-al-jazeera-na-cisjordania/


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/israel-lanca-grandes-ataques-contra-o-libano_a1601288


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/israel-tera-colocado-explosivos-nos-pagers-utilizados-pelo-hezbollah_n1600673


https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2024-09-21-pelo-menos-17-mortos-em-ataque-contra-escola-com-deslocados-em-gaza-d5591bf0

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...