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27/09/2026

Faleceu o ator Adelino Tavares

Faleceu ontem o ator Adelino Tavares, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. Adelino Tavares foi "fundador da Orquestra Dramática O Bife", depois de ter terminado a sua formação no Chapitô, em 1989. Para trás, "deixa um legado e um contributo incontornáveis no panorama das artes performativas."

Do seu trabalho constam peças e "espetáculos com títulos deliberadamente provocadores", tais como: “O Discurso da Cenoura” (1990), “La Cromagnona + 1 peça para um colchão” (1990/91), “A Lei dos 3 tomates” (1995/96), “O Meu Carro é Mais Dramático que o Teu” (1993) ou “Um dia levanto-me e mato todos os gajos que não pensam”.

Participou ainda na novela "Jardins Proibidos" e na série "Inspetor Max," bem como em "Bocage" e "O Dia do Regicídio". No cinema, a sua colaboração como ator destacou-se em "I’ll see you in my dreams" (2003), um "filme de Filipe Melo e Miguel Ángel Vivas. Mais recentemente, participou também em "Ubu" (2023), de Paulo Abreu.

Fontes:

https://observador.pt/2026/09/27/morreu-adelino-tavares-fundador-da-orquestra-dramatica-o-bife-e-figura-do-teatro-de-vanguarda-portugues/

https://rr.pt/noticia/amp/vida/2026/09/27/morreu-ator-adelino-tavares-fundador-da-orquestra-dramatica-o-bife/487029/


07/12/2025

Faleceu Anita Guerreiro

De uma voz inconfundível, "Bebiana Guerreiro Rocha Cardinali, mais conhecida como Anita Guerreiro," deixa-nos hoje, aos 89 anos. Anita Guerreiro vivia há cerca de 11 anos na Casa do Artista. Coincidência, celebraram-se ontem, 6 de dezembro, 113 anos da abertura do Teatro Politeama.

Foi fadista, mas também nos encantou com a sua voz na revista à Portuguesa e espantou nas marchas populares de Lisboa. Uma artista completa, foi atriz e será sempre lembrada como uma mulher que não se dava a vedetismos e que sempre lutou a pulso por conquistar o seu lugar. E se ela merecia ser vedeta! Ficam as saudades!

A muitos inspirou e agora perde-se uma das maiores vozes do nosso país! Nasceu "a 13 de novembro de 1936, em Lisboa," e foi com apenas 7 anos que se estreou "na coletividade Sport Clube do Intendente." 

Em "1952 concorreu ao Tribunal da Canção, um passatempo radiofónico do programa Comboio das Seis e Meia, à época um enorme sucesso," o qual a tornou conhecida do público. Em 1954, a "fadista estreou-se" no palco do "Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa," ainda "menor" de idade e, por isso, com "uma autorização especial do coronel Óscar de Freitas para atuar." 

"Em 1955 estreou-se no Teatro Maria Vitória, na revista Ó Zé Aperta o Laço, seguindo-se apresentações em Festa é Festa (1955) e revistas no Coliseu dos Recreios como Cidade Maravilhosa (1955) e Fonte Luminosa (1956)." Ainda em 1956, participou no filme "Lisboa," cantando Lisboa Antiga. Chegou a viver nos EUA, mas quando em 1982 regressou, Anita Guerreiro fez parte do "elenco da revista Há mas são verdes, onde criou os fados "Hermínia de Lisboa", numa "homenagem a Hermínia Silva," e Calçadinha à portuguesa. Outras canções da artista: "Sardinhada", ou "Sou Tua".

"Integrou também o elenco de várias telenovelas e séries portuguesas, como Primeiro Amor (1995), Roseira Brava (1996), Uma Casa em Fanicos (1998)," e quem não se lembra de a ver em "A Loja do Camilo," ou em "Os Batanetes (2004)"? Na musica, é de destacar é claro o grande sucesso “Cheira bem, cheira a Lisboa, mais tarde imortalizado por Amália Rodrigues." Na revista, recebeu em 1970, o Prémio Estevão Amarante para Melhor Artista de Revista, pela sua interpretação em Peço a Palavra. Em Angola, foi vencedora também de uma "Guitarra de Ouro." E foram tantas as revistas em que participou! 

22/11/2023

Faleceu Carlos Avilez

O encenador e ator Carlos Avilez, encenador, ator e fundador do Teatro Experimental de Cascais, faleceu esta quarta-feira, vítima de paragem cardio-respiratória, no Hospital de Cascais. Pesquisei a biografia de Carlos Vitor Machado e em três sites descobri três datas de nascimento (1935, 1937 e 1939) o que desde logo é estranho e errado. Sabemos que se estreou profissionalmente como ator em 1956, na Companhia Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro, onde permaneceu até 1963. A conselho de Amélia Rey Colaço, outra grande senhora do teatro português, orientou a sua vida para a encenação. Assim, ainda em 1963, levou ao palco a peça "A Castro", de António Ferreira, numa arrojada encenação que depressa lhe valeu o estatuto de “enfant terrible” do teatro português.

A história do teatro não poderá mais ser contada sem se falar deste nome. Em 1964, dirigiu o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), trabalhou com o ator Raúl Solnado no Teatro Villaret, em Lisboa, e em 1970 foi diretor artístico e responsável pelo dia consagrado a Portugal na Expo'70 em Osaka, no Japão. Em 1979 foi nomeado, juntamente com Amélia Rey Colaço, diretor da Companhia Nacional de Teatro I - Teatro Popular, então sediada no Teatro São Luiz, em Lisboa. Ao longo de décadas, levou várias produções suas além-fronteiras: Espanha, França, Brasil, EUA, Japão, Angola e Moçambique foram alguns dos países onde apresentou espetáculos. No plano internacional, trabalhou com nomes como Peter Brook e Jerzi Grotowski, através de uma bolsa concedida pelo Instituto da Alta Cultura.

Recebeu a Ordem do Infante D. Henrique em 1995 e as Medalhas de Mérito Municipal da Câmara Municipal de Cascais, de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e da Associação 25 de Abril. Para além do teatro encenou, também, várias óperas entre as quais se destacam "Carmen", "Contos de Hoffmann", "Kiu", "As Variedades de Proteu," "Ida e Volta," "O Capote," "Inês de Castro", "O Barbeiro de Sevilha" e "Madame Butterfly". Dedicou toda a sua vida ao teatro, tendo sido presidente do Instituto de Artes Cénicas, diretor do Teatro Nacional S. João, no Porto, e diretor do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. 

A sua mais recente produção, "Eletra" tinha estreado no último sábado, no Teatro Experimental de Cascais, contando no elenco com Carla Maciel, Miguel Loureiro, Bárbara Branco e David Esteves. 

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/carlos-avilez/morreu-o-encenador-e-ator-carlos-avilez-fundador-do-teatro-experimental-de-cascais/20231122/655de1b5d34e65afa2f7d636

https://www.cascais.pt/pessoa/carlos-avilez

https://observador.pt/2023/11/22/teatro-morreu-o-ator-e-encenador-carlos-avillez-aos-84-anos/


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...