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03/08/2025

Não vou falar de incêndios...

... vou só falar de gente mesquinha, que antecipa o lançamento de fogos de artifício lá na festinha!


... vou só falar de autarcas que preferem perder alguns hectares de terra em vez de perder alguns votos por proibirem determinadas atividades!


... vou só falar de pseudoprevenções que acontecem nas festas das aldeias e permitem o lançamento de fogos de artifício!


Não quero falar em incêndios. Vou só aqui referir que, muitas das pessoas que vão para a televisão queixar-se do trabalho dos bombeiros, não limpa os terrenos ao redor das suas casas. Vou só dizer que muita gente, recusa  ceder terras das suas propriedades para que se alarguem os caminhos de acesso às aldeias, mas agora queixam-se que os camiões dos bombeiros não chegam lá. Pois não, porque não passam nas estradinhas que vocês acham ser suficientes!


Não vou falar em incendiários. Vou falar em vez disso da reincidência. Parece que não deveria existir, não parece? Existe um determinado fascínio pelo fogo, que se alia a problemas de saúde mental e ao consumo de álcool. Mas nem tudo se explica assim... muitos dos incêndios agravam-se devido à má organização florestal. É que a nossa floresta - na sua grande maioria - não é floresta natural! Nós lembramo-nos dela assim, porque já nascemos a vê-la organizada, alinhada, embutida nas serras... A ocupação do espaço florestal depende muito das empresas que usam essa matéria prima.


Não quero falar em alertas, nem em avisos, pois poucos saberão do que se trata! Falo da Cultura de Segurança! Algo que poucos conhecem, que poucos sabem como usar e para que serve. É aquela parte da nossa vida em que, apesar de nos apetecer muito fazer uma coisa - e mesmo sem ninguém nos proibir - não o fazemos, porque os nossos atos podem prejudicar alguém. Há leis? Sim. Mas mais do que leis, deveria haver respeito pelo território, respeito pelos bombeiros e todos os outros elementos da proteção civil que têm de combater os incêndios, evacuar as populações e ouvir ainda as reclamações.


Não vou falar de incêndios.


Vou falar da forma como se vê a prevenção no nosso país. Deixou-se de falar dos helicópteros que (não) existem no INEM e passou-se a falar na falta de meios aéreos para o combate aos incêndios. O país não pediu ajuda à Europa, talvez por vergonha... houve fundos europeus, onde é que foram aplicados?

30/08/2024

Queda de helicóptero da UEPS no rio Douro

Hoje pelas 12h50m, chegou a notícia da queda de um helicóptero, com seis ocupantes a bordo. Os homens pertenciam ao grupo de combate a incêndios da UEPS, da GNR, e iam a caminho de uma ocorrência no concelho de Baião. Por alguma razão, ainda não explicada, voltaram para trás sem chegar ao seu destino. E é quando regressam que o helicóptero se acaba por despenhar, perto da localidade de Samodães, Lamego. No local, uma embarcação de recreio que fazia uma excursão no rio Douro, socorreu de imediato o piloto. O único que conseguiu sair da aeronave com vida, com vários ferimentos e preocupado com os colegas que ele sabia estarem dentro do aparelho.


"Dos cinco militares da Unidade de Emergência Proteção e Socorro (UEPS) da GNR que estavam dentro do helicóptero acidentado falta localizar um. Dois deles foram encontrados dentro do aeronave e, os outros dois junto à cauda do aparelho."


O trabalho destes homens é muitas vezes desvalorizado, mas é muitas vezes essencial ao combate a grandes incêndios florestais. Normalmente, são transportados pelo aparelho, neste caso, uma aeronave ligeira, até ao local do incêndio e quando saem, acoplam o balde ao aparelho. Enquanto os cinco homens da equipa apeada seguem com ferramentas manuais e fazem o seu trabalho em terra, sempre em contato com o piloto do heli, o piloto segue para o ponto de abastecimento de água (um rio ou um lago, por exemplo) e começa o seu trabalho de combate ao incêndio, com descargas de água sobre pontos quentes. É um trabalho difícil e perigoso.


 O que se sabe até agora, pelas notícias que vão saíndo, é que a aeronave se encontra partida em duas partes no fundo do rio. As buscas serão interrompidas agora pelas 21horas. Luís Montenegro, em declarações sobre a sua ida ao local do acidente, numa embarcação, referiu que se sentiu na "obrigação e responsabilidade" de estar "ao lado de quem arrisca a vida" numa missão "completa e muito perigosa". Hoje em dia, é comum, as principais figuras do nosso país, ou alguém em sua representação, se dirigirem aos locais de ocorrência, quando situações deste género ocorrem.


Amanhã será dia de luto nacional, decretado pela morte confirmada dos quatro militares.


Falta encontrar um.


Fontes:


https://www.noticiasaominuto.com/pais/2624200/helicoptero-que-caiu-no-rio-douro-partiu-se-em-duas-partes


https://sicnoticias.pt/pais/2024-08-30-queda-de-helicoptero-no-rio-douro-2e71d525


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...