Mostrar mensagens com a etiqueta grécia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta grécia. Mostrar todas as mensagens

13/08/2025

Os incêndios não têm fronteiras

Os incêndios são vistos por muitos, como forças poderosas e, mesmo, como entidades vivas, que nascem, respiram, avançam sem ligar a fronteiras... e não mostram querer parar, querer ceder aos meios aplicados no seu combate.

Não é só Portugal que está a lutar contra as chamas (novamente, digamos que todos os anos é o mesmo, desde que me lembro de ser gente), a situação está muito complicada também em Espanha, em França e na Itália. Estou no centro do país, mas não consigo estar indiferente ao que se está a passar aqui à volta... em Portugal e nos países vizinhos. A situação é muito alarmante por toda a Europa, onde só aqui na vizinha Espanha se registam mais "de 30 incêndios ativos", além de tantos outros em na "Grécia, Turquia e Reino Unido."

Em Espanha, já morreram duas pessoas, vítimas da catástrofe que tem estado a afetar as regiões de "Galiza, Castela e Leão e Extremadura" onde as chamas são alimentadas "pela maior onda de calor de que há registo no país." Duas vítimas que apenas estavam a ajudar, um no combate ao fogo e po outro a tentar salvar os animais de um hipódromo. Lá, tal como aqui, a população está em desespero, está desamparada, queixa-se, reclama mudanças, reclama apoios. Quase "4000 pessoas foram evacuadas em Castela e Leão," onde um grave incêndio ameaça "o Patrimônio Mundial de Las Médulas." Em Espanha, ainda não foi ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Também por lá se reclama ajuda, pois os meios, por muitos que sejam, parecem sempre poucos.

Na Turquia, o fogo também não está a dar tréguas à população obrigando à retirada de "mais de duas mil pessoas." Este incêndio já "destruiu centenas de habitações e carros. Cerca de 50 pessoas foram assistidas por inalação de fumo." Em França, os incêndios que começaram a "5 de agosto foram os mais intensos desde 1949," lamentando-se "uma morte," dezanove bombeiros e seis civis feridos, bem como "várias dezenas de casas" destruídas. O alerta passou de laranja a vermelho, devido ao prognóstico de agravamento da onda de calor que teima em não dar descanso.

Na Croácia também se luta contra as chamas, com as temperaturas a bater recordes. Em Montenegro, "um soldado morreu e um outro ficou gravemente ferido" quando o camião-cisterna onde seguiam para ir apoiar o combate aos fogos, capotou.

Na Albânia, "um idoso morreu e outras oito pessoas ficaram feridas na sequência dos fogos que atingem o país. Houve necessidade de evacuar vilas nas regiões de Elbasan, Vlora e Berat."

Na Grécia, os incêndios começam a ser cada vez mais uma realidade, mas longe de serem normais ou aceitáveis, num país onde "nas últimas 24 horas deflagraram 152 novos incêndios." Estão a combater as chamas cerca de "cinco mil bombeiros." Os incêndios que afetam o território já levaram "à retirada de centenas de pessoas das ilhas de Chios e Zakynthos. Já em Patras, durante a noite, o fogo destruiu casas, empresas e viaturas. Pelo menos 13 bombeiros foram tratados por queimaduras e outros ferimentos."

Em Itália a situação também se aproxima de catastrófica: "um idoso morreu e outras oito pessoas ficaram feridas na sequência dos fogos que atingem o país." Os diversos incêndios que atingem a Península fizeram "evacuar vilas nas regiões de Elbasan, Vlora e Berat." Na região da Sardenha, um menino de apenas quatro anos, "de origem romena," foi deixado numa viatura, acabando por sucumbir.

E por cá?

Por cá esperemos que não se repita 2017...

Por aqui continuam os incêndios a devastar vastas áreas de pinhal, mato e vinhas, a ameaçar casas e animais, a destruir quintais, armazéns e muitos outros bens, pondo a vida da população em risco. Pergunto-me (e muitos se perguntam como eu) o porquê de não se ter ainda ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Foram pedidas imagens de satélite há uns dias, à União Europeia, mas o que é que falta acontecer para que se solicitem meios?

Não é só uma questão de números... mas de desgaste dos operacionais! De desgaste das viaturas, de avarias que são próprias de acontecer perante o esforço a que estas viaturas são sujeitas! A 30 de julho, o "secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha," disse que o Governo estava "a fazer o necessário para garantir a disponibilidade de 76 meios aéreos, insistindo que o contributo destes meios para apagar incêndios depende das caraterísticas dos fogos." Para quem não está no terreno, os meios são os suficientes... como se quem lá estivesse não quisesse fazer mais. Para os autarcas das regiões afetadas, para as pessoas que lá vivem, para quem está a perder aquilo que levou uma vida a conseguir, os meios nunca serão os suficientes. Estou incrédula perante a demora de se perceber que esses meios não estão a atuar, não os 76... e bem que eram necessários! 


Fontes:


https://www.portaltela.com/noticias/meio-ambiente/2025/08/12/incendios-florestais-devastam-o-sul-da-europa-com-temperaturas-acima-de-40c

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/espanha-dois-mortos-e-varios-feridos-nos-incendios_v1676167

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-12-video-um-morto-em-incendio-florestal-perto-de-madrid-d40be53b

https://recordeuropa.com/noticias/portugal/incendios-portugal-pediu-imagens-de-satelite-mas-ainda-nao-ativou-o-mecanismo-europeu-de-protecao-civil-30-07-2025-289034

https://pt.euronews.com/2025/08/10/nova-vaga-de-calor-prossegue-sem-treguas-no-sul-da-europa

https://cnnportugal.iol.pt/incendios/calor/italia-calor-vitima-crianca-grecia-152-incendios-em-24-horas-espanha-e-albania-mortes-londres-dois-incendios/20250813/689c7d95d34e3f0baea196e4

14/05/2025

Grécia... mais um abalo sísmico

Um sismo com magnitude registada de 6.1 foi esta madrugada sentido na Grécia. O abalo teve "epicentro localizado" no sul do Mar Egeu, a cerca de "15 quilómetros da ilha de Kasos." Este sismo foi também sentido em Israel, Síria e Egito.

"O epicentro do sismo localizou-se a cerca de 100 quilómetros da costa de Creta e da ilha de Santorini." Esta região é frequentemente afetada por fenómenos telúricos, devido às "falhas geológicas" localizadas "no sudeste do Mediterrâneo," tendo sofrido "uma atividade sísmica excecional em janeiro e fevereiro, com milhares de abalos que obrigaram alguns residentes a fugir." Apesar de já se explicarem e de se poderem tomar algumas medidas preventivas, a verdade é que ainda não se conseguem prever atempadamente estes fenómenos e, por isso, quando ocorrem as suas consequências podem ser drásticas. Além das falhas geológicas, os sismos podem estar associados a atividade vulcânica. 

Os sismos com a sua localização no mar, podem provocar tsunamis (ou maremotos). Por isso, também neste caso, a Proteção Civil grega "emitiu um alerta na rede social X para o risco de um possível tsunami na região, aconselhando a população a afastar-se da costa e a seguir as instruções das autoridades locais."


Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/forte-sismo-de-magnitude-61-atinge-kasos-ilha-grega-no-sul-do-mar-egeu_n1654625

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-05-13-sismo-de-61-sentido-na-ilha-de-creta-na-grecia-aa9530a8


 




11/02/2025

Situação sismológica: Marrocos

Segundo informação do IPMA foi na noite passada sentido um sismo de magnitude 4,9. O evento ocorreu no norte de África, mais propriamente em Marrocos, mas acabou por ser sentido também am algumas regiões do Algarve, embora sem provocar danos. O abalo ficou registado pelas 22:49 e teve epicentro "a cerca de 75 quilómetros sudoeste de Tetuan, em Marrocos," e a "dez quilómetros de profundidade."

Entretanto a situação em Santorini continua a manter as autoridades preocupadas. Desde janeiro, foram já milhares os abalos registados, embora a maioria não seja sequer sentida pela população. No entanto, muitos ultrapassam os 4 e os 5 na escala de Richter e foram essencialmente estes que levaram a que "mais de onze mil habitantes e turistas" fossem obrigados a abandonar "as ilhas gregas." Temem-se sobretudo os deslizamentos de terras e a possibilidade de ocorrência de um Tsunami. O governo grego já "declarou o estado de emergência em Santorini, as escolas foram encerradas e os residentes e proprietários de hotéis foram obrigados a esvaziar todas as piscinas, uma vez que o movimento da água poderia desestabilizar os edifícios." Houve recomendações para que se evitasse a proximidade a zonas de risco tais como prédios antigos ou zonas em risco de derrocada.

Entretanto, esta noite a "ilha grega de Santorini" sentiu "o maior terramoto desde que se iniciou a atividade sísmica," com "5.3 na escala de Richter." Não imagino o que a população daquela região possa estar a sentir e como isto pode estar-lhes a afetar a vida. 

Fontes: 

https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/sismo-de-4-9-atinge-norte-de-marrocos-e-e-sentido-em-portugal

https://expresso.pt/internacional/europa/2025-02-10-crise-sismica-em-santorini-pode-manter-se-durante-semanas-ou-mesmo-meses.-o-que-esta-a-acontecer-na-grecia--ccc01954

https://observador.pt/2025/02/11/santorini-acorda-com-forte-atividade-sismica-apos-registo-do-maior-abalo-dos-ultimos-dias/

 


 


 

06/02/2025

Sismos continuam a abalar ilhas gregas

A situação nas ilhas gregas tem levantado preocupações devido aos vários sismos que têm sido sentidos nos últimos dias. A "Grécia declarou esta quinta-feira estado de emergência na região, que durará até 1 de março." Em Santorini as ruas estão praticamente desertas, o comércio e as escolas estão fechadas.

"Desde a semana passada, foram registados 7,700 sismos, entre Santorini e a ilha de Amorgos, que levaram mais de 12 mil residentes e trabalhadores a retirarem-se." Sim, o número est´correto. O mais forte aconteceu ontem, com uma "magnitude 5,2 na escala de Richter" e hoje foram sentidos novos abalos na ilha. Felizmente, não se têm registado danos graves ou feridos, mas as equipas de resgate estão preparadas para atuar em caso de necessidade. 

Apesar da intensidade aparentemente estar a diminuir, os "especialistas ainda não conseguiram dar uma estimativa definitiva de quando esta atividade sísmica vai terminar." Esta região "não registava tamanha atividade sísmica desde que os registos começaram em 1964," sendo que a ilha de Santorini "está sobre um vulcão que entrou em erupção pela última vez em 1950." De acordo com especialistas estes abalos não estarão relacionados com qualquer aumento "atividade vulcânica“.

Não é expectável que venha a haver, para já, um tsunami, embora não se possa descartar totalmente essa possibilidade. Por outro lado, o risco de erupção também está a ser vigiado, embora com baixa probabilidade de acontecer, uma vez que "a atividade que atualmente ocorre no Mar Egeu é de natureza tectónica, sendo portanto improvável que provoque atividade vulcânica."

O maior risco será o de haver deslizamentos de terra, que já levaram à decisão de encerrar algumas escolas que possam estar em zonas de maior risco. "Os moradores foram ainda aconselhados a evitar portos e reuniões em ambientes fechados."

Sabiam que a ilha de Santorini assumiu a sua forma atual após uma das maiores erupções vulcânicas da história, que terá acontecido por volta de 1600 AC?

04/12/2024

Mau tempo causa destruição na Grécia

O mau tempo continua a fazer vítimas na Europa. Nos últimos dias, a Grécia foi atingida pela "tempestade Bora," provocando uma forte "destruição em muitos pontos do país e um total de três mortos." Na segunda-feira, várias escolas foram "encerradas."

Como resultado das inundações, dois homens, de 57 e 70 anos, perderam a vida "na ilha de Lemnos, no mar Egeu," onde várias estradas e edifícios foram danificados e levado à evacuação de "várias pessoas." O "corpo de um homem de 56 anos", foi encontrado, "na península de Calcídica" dentro de um carro, onde poderá ter ficado preso "durante várias horas."

Devido às chuvas torrenciais, que também atingiram a "ilha de Rodes, junto à costa oeste da Turquia," foi imposta pelas "autoridades locais", a "proibição de circulação, uma vez que partes da rede de estradas da ilha ficaram fortemente danificadas," havendo "ainda registo de desmoronamento de pontes, deslizamentos de terras e danos em propriedades privadas."

Fontes:

https://observador.pt/2024/12/02/tempestade-bora-causa-tres-mortos-na-grecia-cheias-destruiram-pontes-cortaram-estradas-e-obrigaram-ao-fecho-de-escolas/

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/12/01/tempestade-bora-na-grecia-faz-pelo-menos-dois-mortos

26/06/2024

O Clima pela Europa

O tempo está estranho. Num dia, o termómetro marca 36º e no seguinte não passa dos 21º. Espera-se uma nova depressão e a chuva parece estar a caminho. Enquanto uns lutam contra os incêndios e com vagas de calor extremo, outros são atingidos por forte precipitação e deslizamentos de terras.


Ontem, os Alpes Suíços foram atingidos por "fortes chuvas" que aliadas ao rápido "degelo provocaram inundações e deslizamentos de terra," que podem ser explicadas pelas "temperaturas invulgarmente quentes, muito provavelmente ligadas às alterações climática." Na cidade de Sierre, "230 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas." Estiveram envolvidos nas operações, cerca de "200 bombeiros e 50 funcionários da proteção civil."


Sérvia e Roménia foram também atingidas por uma forte onde de calor. "As temperaturas", que se podem dever "a um anticiclone que está a entrar na Europa vindo de África," aproximaram-se dos 40 graus.


Já na Grécia, o calor intenso tem prejudicado o combate aos incêndios que afetam o território. Um dos casos complicados registou-se na ilha de Hydra. Ao que parece, este "incêndio terá sido provocado por fogos de artifício lançados de um iate alugado por turistas." Apesar destes factos terem sido negados  pelos "membros da tripulação," as autoridades acabaram mesmo por apreender o navio.


O incêndio, que queimou parte do único pinhal da ilha de Hydra, foi já dominado. Perto da cidade de Atenas, vários moradores foram obrigados a evacuar as suas casas, devido aos incêndios florestais. A situação agravou-s devido aos ventos fortes que dificultaram o trabalho das centenas de bombeiro que combatiam as chamas. "Duas aldeias foram completamente evacuadas. Um armazém foi também destruído pelas chamas."


"Habituada a vagas de calor, a Grécia prepara-se há semanas para um verão particularmente difícil em termos de temperaturas elevadas e incêndios florestais, depois de ter tido o inverno mais quente da sua história." Na passada semana, a Grécia foi atingida pela "sua primeira vaga de calor, com temperaturas que atingiram, em alguns locais, mais de 44 graus centígrados."


Fontes:


https://pt.euronews.com/video/2024/06/25/caos-e-destruicao-nos-alpes-suicos-depois-das-cheias


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-06-24-video-fogo-de-artificio-lancado-de-um-iate-tera-provocado-incendio-florestal-na-grecia-161ad080


https://pt.euronews.com/2024/06/20/calor-chuva-e-tempestades-assolam-europa


 

04/11/2023

Sismos no Nepal e na Grécia

Um sismo de magnitude 6.4 com epicentro em Jajarkot, a cerca de 400 quilómetros a nordeste da capital nepalesa, Katmandu, apesar dos dados iniciais não serem muito concretos, dados mais atuais revelam que o abalo já matou 157 pessoas e deixou mais de uma centena de outras feridas. As equipas de resgate continuam a realizar buscas nas aldeias montanhosas nepalesas e os números podem vir a aumentar.


O sismo que atingiu também a capital da Índia, Nova Deli, ocorreu pouco antes da meia-noite, quando muitas pessoas já dormiam em suas casas. Apesar dos danos e do elevado número de vítimas, não se pode comparar com o ocorrido em 2015 quando um forte sismo de magnitude 7,8 matou cerca de 9 mil pessoas e danificou cerca de um milhão de estruturas.


Um outro sismo, foi sentido ontem na capital da Grécia. O epicentro ocorreu perto da cidade de Mantoudi, na ilha de Evia, a cerca de 90 quilómetros a norte de Atenas. Neste caso, as autoridades aconselharam os residentes a evitar edifícios antigos e estradas onde possam ter sido registados deslizamentos no passado, devido à ocorrência de várias réplicas. Os sismos são comuns na Grécia, a maioria ocorrendo no fundo do mar.


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-64-faz-pelo-menos-54-mortos-no-Nepal-fd4a6fbd


https://www.dn.pt/internacional/sismo-de-magnitude-64-no-nepal-faz-pelo-menos-37-mortos-17279441.html


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-51-atinge-ilha-grega-de-Evia-200fda1c


 


 

06/09/2023

Europa afetada por mau tempo

Esta semana, a Grécia e outras zonas europeias estão a ser afetada por tempestades. Na região da Grécia, a tempestada que entretanto ganhou o nome Daniel, trouxe chuvas fortes que estão a atingir com especial intensidade a zona central, onde o rio Krafsidonas galgou as margens e as águas inundaram as estradas. 


As chuvas fortes que estão agora a atingir a Grécia surgem depois de o país ter sido afectado por incêndios de grandes dimensões ao longo de todo o verão, o mais grave o do Parque Nacional de Dadia, no Nordeste da Grécia, que só foi dominado esta segunda-feira, após 17 dias de combate às chamas e que consumiu 81 mil hectares.


Nos últimos dias, Portugal e em especial Espanha foram também afetados por um fenómeno atmosférico denominado Dana, que por cá levou a alguns fenómenos como queda de granizo associado a vento e chuva intensos, o que devastou várias culturas, especialmente de vinha e olival. Outras consequências foram o levantamento de estradas, e alguns danos em coberturas de edifícios.


Em Espanha, infelizmente, os danos além de materiais foram também humanos, com o registo de pelo menos duas mortes.


O Dana é um fenómeno que ataca integralmente o lado mediterrâneo da Península Ibérica. O ar sofre uma mudança drástica nos níveis de pressão atmosférica e que formam as chuvas torrenciais que se podem ver nestes tempos e que são considerados eventos de chuva perigosos. Este fenómeno costuma acontecer no outono, devido ao ar que ainda circula nas zonas marítimas com o calor do verão. A região mais propensa a este tipo de eventos é o Mediterrâneo. É na Península Ibérica que ocorre o choque do ar polar que avança sobre toda a Europa Ocidental, com o ar quente e húmido que vem do Mar Mediterrâneo.


Fontes:

https://www.publico.pt/2023/09/05/azul/noticia/europa-aflita-tempestades-grecia-espanha-onda-calor-areia-sara-2062245
https://www.publico.pt/2023/09/04/terroir/noticia/valpacos-contabilizamse-estragos-granizo-dizimou-olival-vinha-2062160
https://www.meteorologiaenred.com/pt/dana.html


 


 


 


 

18/06/2023

Tragédia no Mediterrâneo

A Alarm Phone, rede transeuropeia de apoio a operações de resgate, afirmou ter recebido alertas de pessoas a bordo de um navio em perigo na costa da Grécia na tarde da passada terça-feira e que alertou as autoridades gregas. Quem efetuou o pedido de ajuda estava a bordo do navio. A pessoa que ligou terá dito que havia cerca de 750 pessoas a bordo e informou também que o capitão tinha fugido num pequeno barco.

Barco de migrantes que naufragou na Grécia (Hellenic Coast Guard via AP)Se olharmos para uma fotografia aérea do navio antes de afundar, divulgada pelas autoridades gregas e que tem passado nas redes sociais e nas notícias, podemos ver centenas de pessoas amontoadas no convés e reparar que a maioria não tem coletes salva-vidas. Horas depois do pedido de ajuda, a embarcação acabou mesmo por se afundar.

Aquilo que parece que está a causar ainda mais revolta, é saber se houve ajuda atempada. Ao que parece, a HSRCC enviou um navio adicional de bandeira maltesa, que se aproximou do navio de pesca por volta das 18:00 e forneceu comida e água. 

Posteriormente, um segundo navio, desta vez grego, foi enviado por volta das 21:00 para fornecer água aos passageiros. Por volta das 22:40, um navio da Guarda Costeira Helénica de Creta ter-se-á aproximado do barco de pesca. Até às 02:04 do dia 14 de junho não se notaram problemas de navegação, apesar da situação precária da embarcação. Dez a quinze minutos depois, o navio já estava completamente submerso. Vários passageiros que estavam nos convés externos caíram no mar. Só quando a embarcação naufragou, as equipas de salvamento começaram a atuar. E porquê só nessa altura, podemos questionar nós. É que ao que parece, houve recusa da parte dos migrantes em serem ajudados. De certa forma por receio do que lhes poderia acontecer ao serem levados para outro porto que não o de destino inicial, ou talvez porque não tivessem considerado a realidade da sua situação.

Funcionários do Governo disseram que os migrantes a bordo recusaram repetidamente a ajuda das autoridades gregas: “Era um barco de pesca lotado de pessoas que recusaram a nossa ajuda porque queriam ir para a Itália”, disse o porta-voz da guarda costeira Nikos Alexiou à emissora Skai TV. “Mantivemo-nos ao lado, caso precisassem da ajuda que haviam recusado.” As pessoas a bordo não queriam ajuda com medo de serem levados de volta e, a qualquer tentativa de aproximação, o barco começava a manobrar para longe.

Mas como em tudo, também aqui existem outras versões. Segundo alguns sobreviventes, o que se passou foi um pouco diferente e que o barco terá naufragado quando a “Guarda Costeira grega prendeu a embarcação com uma corda para a rebocar." 

As hipóteses de recuperar o navio afundado são remotas, porque a área de águas internacionais onde ocorreu o incidente é uma das mais profundas do Mediterrâneo e a esperança de encontrar sobreviventes do naufrágio diminui a cada hora. 104 pessoas foram resgatadas com vida, 78 corpos foram retirados do mar, naquele que é um dos naufrágios mais mortais da Europa nos últimos anos.

Os sobreviventes são apenas homens, que viajavam na parte superior. Segundo as testemunhas, as mulheres e crianças viajavam no porão da embarcação e ninguém terá conseguido sair. Um sobrevivente hospitalizado contou que estariam cerca de cem crianças no porão.

Muitos dos sobreviventes estão em estado de choque e querem entrar em contato com as suas famílias para dizer que estão bem, mas muitos deles continuam a perguntar sobre os desaparecidos, uma vez que são seus familiares e amigos.

Das nacionalidades das vítimas sabe-se que a bordo iam egípcios, sírios, paquistaneses, afegãos e palestinianos e que a embarcação tenha saído da Líbia, país que tem pouca estabilidade e segurança, e que é um ponto de partida para aqueles que tentam chegar à Europa por mar e que tivesse Itália como destino. As redes de tráfico de pessoas são dirigidas principalmente por fações militares que controlam as áreas costeiras.

Os sobreviventes foram levados para Kalamata. Muitos foram tratados no hospital por hipotermia ou ferimentos leves e estão agora instalados provisoriamente em armazéns transformados em abrigos. Entretanto, as autoridades gregas prenderam nove alegados traficantes de pessoas. São oriundos do Egito e suspeitos de planear a viagem ilegal de centenas de pessoas da Líbia para Itália, depois de partirem do Egito com a embarcação. É provável que um procurador apresente várias acusações contra o grupo, incluindo a de homicídio em massa, sendo que o capitão pode estar fugido ou ter morrido.

As Nações Unidas registam mais de 20 mil mortes e desaparecimentos no Mediterrâneo central desde 2014. Esta rota é a travessia de migrantes mais perigosa do mundo.

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/migrantes/mediterraneo/isto-poderia-ter-sido-evitado-o-que-aconteceu-no-naufragio-no-mediterraneo-que-tera-causado-a-morte-de-centenas-de-migrantes/20230615/648acf4ad34ea91b0aad8e48

https://expresso.pt/internacional/2023-06-15-O-que-sabemos-ate-agora-do-naufragio-na-Grecia-qual-foi-a-causa-quantas-vitimas-estao-confirmadas-e-quantos-migrantes-estavam-no-barco--6537a171

https://observador.pt/2023/06/15/os-sobreviventes-estao-em-estado-choque-autoridades-da-grecia-continuam-buscas-apos-naufragio/

Imagem: https://cnnportugal.iol.pt/grecia/migrantes/guarda-costeira-grega-defende-que-respondeu-a-embarcacao-que-naufragou-na-grecia/20230616/648ce897d34ef47b8754fe31

https://cnnportugal.iol.pt/grecia/migrantes/naufragio-na-grecia-nove-alegados-traficantes-detidos-manifestantes-protestam-contra-legislacao-migratoria-da-uniao-europeia/20230616/648c184cd34ea91b0aad98b1

 


 


 

15/08/2019

Migrantes - 130 crianças nas embarcações Vicking Ocean e Open Arms

A problemática da travessia do Mediterrâneo faz todos os anos milhares de mortos. O resgate destas pessoas é em muitos casos feito em alto mar antes de chegarem a portos europeus, mas nem sempre estes resgates têm sucesso ou são executados da melhor forma.

Choca-nos ainda mais quando envolve crianças, que na sua inocência, fogem de conflitos acompanhadas ou não pelos seus progenitores que tentam alcançar portos europeus.

A 10 e 11 de agosto, dos resgates feitos pelo Ocean Viking - operado pelos Médicos sem Fronteiras e a SOS Méditerranée, ambas anteriormente responsáveis pelo navio Aquarius -  a grande parte dos migrantes resgatados eram também homens sudaneses que fugiam da Líbia. A 12 de agosto, o navio humanitário "Ocean Viking" resgatou outros 105 migrantes nas águas internacionais ao largo da Líbia, aumentando o número de pessoas a bordo para 356. Só que ainda aguardam um porto seguro para desembarcar.

No caso da embarcação Open Arms, mais de 150 migrantes resgatados estão retidos, alguns há mais de 10 dias, a bordo do navio da ONG espanhola ao largo de Lampedusa à espera de um porto seguro para desembarcar.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a verdade é que são cerca de 130 crianças no total que estão atualmente nas embarcações Viking Ocean e Open Arms, que aguardam para desembarcar na Europa após resgate no mar Mediterrâneo. As pessoas não foram autorizadas a desembarcar, uma vez que Itália e Malta não aceitaram receber os ocupantes e as ONGs que fretaram as embarcações disseram que não devolveriam os sobreviventes à Líbia por falta de segurança nos portos do país.

A agência destaca relatos de que apenas 11 das 103 crianças a bordo do navio humanitário Ocean Viking estão acompanhadas por um dos pais ou adulto responsável. A verdade é que muitas vezes estas crianças acabam por se perder durante as viagens, ou são mesmo raptadas pelos traficantes que as tentam trazer para a Europa. Quando eventualmente são resgatadas, não trazem documentos, têm graves problemas de saúde e de desnutrição. Outras tantas, morrem durante a viagem, muitas das quais nem são contabilizadas uma vez que não são feitas contagens oficiais.

Segundo os dados mais recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), 39.289 migrantes e refugiados chegaram à Europa através do Mar Mediterrâneo entre 01 de janeiro e 04 de agosto de 2019, cerca de 34% menos que em igual período de 2018. Deste total, o maior número de pessoas chegou à Grécia (18947), seguindo-se a Espanha (13568), Itália (3950), Malta (1583) e Chipre (1241). No mesmo período, 840 pessoas morreram durante a travessia do Mediterrâneo, segundo a organização.

Fontes:

https://news.un.org/pt/story/2019/08/1683581

https://expresso.pt/sociedade/2019-08-06-O-Ocean-Viking-ja-esta-no-mar-1

https://observador.pt/2019/08/12/ocean-viking-faz-novo-resgate-no-mediterraneo-e-tem-agora-356-migrantes-a-bordo/


24/07/2019

Incêndios em Portugal: distrito de Castelo Branco fustigado pelas chamas

Os incêndios que têm afetado o país nos últimos dias, parecem estar controlados, mas um grande número de operacionais mantem-se no terreno para evitar reacendimentos e garantir a segurança das populações e bens. A Proteção Civil alertou para o aumento do risco de incêndio já a partir de hoje, quarta-feira, com previsão de subida da temperatura, diminuição da humidade relativa do ar e aumento dos ventos fortes. A temperatura máxima deverá subir entre dois a seis graus e o vento poderá atingir os 40 quilómetros por hora ao início da noite.

Nos últimos dias, os incêndios fizeram duplicar a área ardida em Portugal este ano. Em Vila de Rei e Mação arderam 9631 hectares de floresta e no passado sábado, foram registadas 41 vítimas assistidas, sendo que 17 delas tiveram mesmo de receber assistência hospitalar. Entre os feridos, um foi considerado grave e ficou internado na unidade de queimados do Hospital de S. José, em Lisboa.

Em Mação, viveram-se momentos muito preocupantes, quando o incêndio rondou várias casas e uma praia fluvial chegou mesmo a ser evacuada. A Polícia Judiciária refere que foi encontrado um artefacto explosivo na zona da Sertã e foi também detido um homem de 55 anos, suspeito de atear no sábado, um fogo nas imediações da cidade de Castelo Branco.

As altas temperaturas que têm atingido o país durante o mês de julho, têm ajudado à propagação de vários incêndios florestais que, nos últimos dias, têm feito recear que se repita os dramáticos acontecimentos de 2017, quando 119 pessoas perderam a vida e centenas perderam as suas casas, a maioria de primeira habitação, os seus negócios e os seus terrenos e viaturas.

Em média, 375.000 hectares de floresta são queimados anualmente na região do Mediterrâneo, num total de 56 mil incêndios florestais, sendo que Portugal, detém a maior percentagem de área ardida. O risco são as alterações climáticas e a falta de ordenamento do território que têm trazido uma nova geração de incêndios para a Europa Mediterrânea: os superincêndios. Este tipo de incêndio desenvolve-se de forma muito rápida, são letais e quase impossíveis de extinguir apesar dos avanços dos dispositivos de combate. O impacto económico dos incêndios em Portugal, Grécia, Espanha, França e Itália pode mesmo chegar aos cinco mil milhões de euros por ano. 

Eu já há algum tempo que não saio para incêndios, muito por culpa da minha situação de saúde. Apesar de também ter tido formação nessa área, em comparação a muitos dos meus colegas, a minha experiência foi muito pouca. Foi sempre na área da saúde (ambulatório e pré-hospitalar) que mais trabalhei. Isso não me torna menos capaz, mas mostra que o nosso caminho é feito também de oportunidades e essas fecharam-se muitas vezes para mim no início da minha carreira, direcionando-me mais para a área da saúde. Ao assistir aos grandes incêndios pelos constantes noticiários televisivos, dá-me uma certa angústia, pelos riscos que os meus colegas estão a correr e, também, pelo cansaço que sentem. E principalmente por saber que o seu trabalho nunca será devidamente valorizado.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendios-em-portugal-situacao-ao-minuto_e1162100

https://expresso.pt/sociedade/2019-07-10-Incendios.-Portugal-e-o-pais-que-mais-arde-na-zona-do-Mediterraneo

https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-em-portugal-ameacam-aldeias-de-castelo-branco-e-santarem.html

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/alerta-cm--detido-homem-suspeito-de-atear-fogos-em-castelo-branco?ref=DET_RelacionadasInText

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...