O Médio Oriente continua em guerra. E quando pensamos que os ânimos começam a acalmar-se, eis que há um novo e mortífero ataque ao aeroporto Rei Khalid, em Riade, do qual resultam 12 mortos e quase três centenas de feridos. Os mortos são oriundos de vários países, incluinto um norte-americano. Apesar dos Houthis não terem ainda reivindicado a autoria deste ataque, a verdade é que acabaram por assumir a autoria dos dois atentados da semana anterior ao mesmo aeroporto e já tinham feito avisos às companhias internacionais. Este ataque pode ter sido uma retaliação ao país, uma vez que a Arábia Saudita está a conduzir "uma campanha aérea contra os Houthis para apoiar a guerra terrestre do governo iemenita contra o grupo apoiado pelo Irão," dando ainda apoio militar no terreno.
Na semana anterior, este aeroporto tinha sofrido outros dois ataques que fizeram quatro mortos e provocaram "danos graves" numa "aeronave comercial saudita." Entretanto, a companhia nacional de aviação do Kuwait, anunciou "a interrupção das ligações com a capital saudita."
"A coligação liderada pela Arábia Saudita" já afirmou que será dada "uma resposta firme, classificando o ataque como um crime grave contra infraestruturas civis."
Os Houthis, "também conhecidos como Ansar Allah," já fizeram saber que os ataques podem continuar, alertando para que "as companhias aéreas internacionais", evitem voar "através do espaço aéreo saudita, afirmando que a região se tornou palco das suas operações militares — com exceção do espaço aéreo sobre as cidades sagradas de Meca e Medina," os quais são considerados locais sagrados para os muçulmanos. O grupo político-militar do Iémen e que é "apoiado pelo Irão," controla uma "grande parte do norte do país, incluindo a capital, Sanaa," combatendo, desde há vários anos, "o governo iemenita reconhecido internacionalmente."
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