Eram cerca de 18h00 na Venezuela, 23h em Portugal (ontem, 24 de junho) quando a Venezuela foi atingida por dois fortes abalos. Em pouco mais de um minuto, foram sentidos dois abalos: um de 7.2 e outro de 7.5. Além da Venezuela, os abalos foram ainda sentidos na Colômbia, em Trinidad e Tobago e também em Curaçau e Aruba (localizadas nos chamados Países Baixos Caribenhos). Foi ainda sentido, embora com menos intensidade, no norte do Brasil a cerca de 1.700 quilómetros de distância.
O epicentro do primeiro abalo terá ocorrido na região "de San Felipe, a uma profundidade de 21,9 quilómetros. O segundo, de magnitude superior e a uma profundidade de 10 quilómetros, foi registado um minuto depois, perto da cidade de Yumare."
Inicialmente, "a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, avançara que se tinham registado pelo menos 164 mortos e mais de 971 feridos", no entanto, o número de mortos "subiu para 188", podendo ainda vir a aumentar nas próximas horas uma vez que ainda há milhares de desaparecidos. Vários edifícios acabaram por colapsar, soterrando aqueles que não haviam conseguido sair.
O Governo português confirmou entretanto a existência de um morto de nacionalidade portuguesa "e que o país irá enviar uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos," que serão enviados "através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, cuja ajuda a Venezuela já solicitou."
Do governo regional da Madeira, chega também a notícia de duas vítimas mortais, luso-descendentes.
O colapso de vários edifícios levou desde logo a que se perspetivasse um número elevado de mortos, mas com o avançar das horas a realidade e as sucessivas réplicas foram acentuando a sua gravidade. Este tipo de desastres pressupõe não apenas o abalo em si e os danos diretos, mas também o risco de ocorrência de tsunamis (chegou a ser emitido um alerta de tsunami para Porto Rico e para as Ilhas Virgens, mas que foi entretanto anulado), a rotura de condutas de gás e de água, os incêndios, as falhas elétricas e o colapso de infraestruturas (edifícios, estradas e pontes, por exemplo). Foram suspensos os serviços de metro e o "principal aeroporto do país, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar," ficou também bastante danificado e "teve de suspender as operações."
Este fenómeno, chamado de "dupleto sísmico" é raro, correspondendo àquilo a que se chama também de "sismos gémeos" que acabam por libertar a "energia que se acumulava há mais de um século numa falha geológica da região." Esta falha, "com centenas de quilómetros de comprimento, "começa no Pacífico, na costa da Colômbia," e atravessa a Venezuela dividindo-a "em duas partes." Anteriormente, já "gerou outros sismos, com milhares de vítimas."
Cerca de vinte minutos depois, o Japão foi afetado por um abalo de 6,9. "A Agência Meteorológica do Japão informou que o epicentro estava a 50 quilómetros de profundidade na costa da província de Iwate, localizada na região de Tohoku, na ilha de Honshu."
O arquipélago japonês tem vindo a ser afetado por vários sismos ao longo dos últimos meses. Este em particular terá provocado seis feridos.
Fontes:
https://pt.euronews.com/2026/06/25/venezuela-sem-meios-apos-o-terramoto-nao-tem-material