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17/02/2026

Derrocadas - as casas que nunca mais serão habitadas...

A excecionalidade dos eventos meteorológicos que têm atingido o nosso país, fez com que fosse decretada a situação de calamidade (em alguns lugares, um pouco tarde, no meu entender).

Desde o início do comboio de tempestades que têm vindo a assolar o país, "o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão, com centenas de pessoas retiradas das suas habitações."

Uma das situações mais complicadas é a da Caparica, Almada, onde "17 casas foram afetadas por uma derrocada," levando a que "trinta pessoas" tivessem "de ser retiradas de casa por prevenção." Nesta zona, existe um claro e visível "risco de mais deslizamentos de terras," o que já tinha levado a que alguns moradores tivessem sido retirados por antecipação. Três casas acabaram mesmo por ficar soterradas, mas felizmente não se registaram feridos.

Mas ao londo dos últimos dias, foram muitas mais as ocorrências neste concelho. As zonas mais afetadas foram as de "Porto Brandão, São João e Azinhaga dos Formozinhos, no concelho de Almada," onde "centenas de pessoas tiveram de ser retiradas de casa devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas."

Na Azinhaga de Formozinhos, existe um evidente "receio de uma derrocada devido à instabilidade da arriba. As autoridades deram ordem aos moradores para abandonarem as casas e levarem o que conseguirem." A maioria das famílias poderá nunca mais regressar à casa onde sempre viveu...

As falésias onde sempre se deixou construir, não apenas no concelho de Almada, mas um pouco por todo o país... e agora? Quem autorizou e quem forçou estas construções? Muitas habitações podem ter sido construídas de forma ilegal, mas outras foram autorizadas. E agora?

Fontes:

https://diariodarepublica.pt/dr/lexionario/termo/situacao-calamidade

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-17-video-pelo-menos-17-casas-danificadas-em-derrocada-na-caparica-421f6b5f

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-17-deslizamento-de-terras-em-almada-atinge-3-casas-e-obriga-a-retirar-20-pessoas-a1381096

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-13-video-nao-somos-nada.-o-que-havemos-de-fazer--maria-celeste-nao-esconde-a-tristeza-de-deixar-uma-vida-para-tras-d480d525

https://www.rtp.pt/noticias/pais/o-perigo-mantem-se-dezenas-de-pessoas-deslocadas-apos-derrocada-na-costa-da-caparica_n1719726

 

08/11/2025

Efeitos do mau tempo

Por cá, o mau tempo fez-se sentir, trazendo a sensação de que finalmente o verão se foi embora. Uma forte tempestade acabou por atingir o país, sobretudo a litoral com ventos fortes e trovoada. A madrugada de quarta-feira foi passada acordada a ouvir a chuva na janela e a apreciar a beleza da enorme trovoada que se abateu sobre a margem sul. Por pouco, não me vesti para sair de casa e ir para a rua ver os relâmpagos.


Portugal foi atingido na madrugada desta quarta-feira por "uma superfície frontal fria que trouxe chuva, vento e trovoada." Deste evento que trouxe ventos fortes e milhares de descargas elétricas, decorream diversas "situações" que necessitaram de intervenção da PC, principalmente "relacionadas com inundações (506), quedas de árvores (246), limpeza de via (140) e quedas de estruturas (129)." Em 24 horas, terão sido contabilizados "um total de 47.676 descargas elétricas atmosféricas." Devido ao mau tempo, algumas regiões do país acabaram por ficar sem eletricidade - perto de "60 mil clientes da E-Redes" terão sido afetados, concentrando-se a maioria dos danos "sobretudo nos distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre." Os cortes ter-se-ão devido  sobretudo à queda de postes e de ramos de árvores sobre a estrutura elétrica, situação que rapidamente foi resolvida.


A beleza de uma tempestade está na sua força e a nossa segurança tem de estar na prevenção, sobretudo quando estão em causa zonas de alagamento ou regiões propícias a derrocadas ou deslizamentos de terras.


*


Infelizmente, no Brasil, o mau tempo causou vítimas mortais, depois de um tornado ter atingido na quinta feira, o estado do Paraná, no sul do Brasil. O tornado provocou a morte a "cinco pessoas" e ferimentos a "cerca de 130." As regiões mais afetadas foram as de "Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro, que enfrentaram ventos que terão atingido "velocidades entre os 180 e os 250 quilómetros por hora," deitando abaixo "postes de luz, destelhou imóveis, destruiu construções," derrubou "árvores e até de casas de tijolo".


Também noutros "municípios da região, como Laranjeiras do Sul e Guarapuava" se fizeram sentir os "efeitos do tornado", tendo sido confirmados até ao momento, "cinco óbitos, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava." Há ainda um desaparecido e "as autoridades alertam que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas." A destruição pode ter feito mais vítimas pois atingiu a região quando "muita gente" estava "voltando para casa," o que contribuiu para que muitas viaturas estejam ainda debaixo dos "escombros." 


O Rio Grande do Sul e Santa Catarina mantêm-se agora em alerta vermelho, onde na região "litoral, são esperadas rajadas de vento" que podem ultrapassar os "100 km/h", de uma massa que passou já pelo "norte da Argentina e do Paraguai" e que ganhou "força sobre o Rio Grande do Sul."


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-11-08-video-tornado-causa-varios-mortos-e-mais-de-100-feridos-no-sul-do-brasil-1a40550b


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmxennzzymo


https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ciclone-extratropical-atinge-sul-nesta-sexta-7-e-deixa-outras-regioes-do-brasil-em-alerta


https://pt.euronews.com/2025/11/05/frente-fria-chega-a-portugal-continental-com-vento-chuva-e-trovoada


https://sapo.pt/artigo/mau-tempo-deixou-60-mil-pessoas-sem-eletricidade-em-portugal-690c79744ec4389b2c333fbf

13/07/2025

Vítimas do mau tempo - porque é que ainda há (tantos) mortos em países (que se dizem) desenvolvidos?

Sabemos que as catástrofes naturais podem provocar, de forma rápida e muitas vezes sem aviso, inúmeros mortos, feridos e danos graves em infraestruturas. Mas será que estamos a levar a sérios os alertas de mau tempo que vão chegando e estaremos a tomar as medidas preventivas necessárias? Apesar de estarmos em plenio verão, o tempo tem estado bastante instável, mas nada que se compare com as tempestades que têm assolado a Europa e os Estados Unidos.

A situação que atingiu o estado do Texas, nos EUA, acabou por fazer mais de 120 mortos, de entre os quais, 30 eram crianças. O desastre aconteceu quando o rio Guadalupe aumentou "quase oito metros em 45 minutos" devido a uma queda de precipitação fora do normal. A chuva foi anunciada mas não foram tomadas medidas, pois segundo as autoridades, não se esperava que o caudal do rio subisse tanto e tão depressa. Apesar daquela ser uma zona de cheias e, apesar de terem havido alertas de precipitação forte, ninguém pensou que, talvez, aquela não fosse a melhor noite para acampar nas margens do Guadalupe. De forma drástica, o rio encheu e saiu das margens, arrastando na sua fúria tudo o que encontrou pela frente. Devastou casas, arrastou "carros e camiões." As buscas continuam, estando neste momento, "161 pessoas" ainda "dadas como desaparecidas," no Condado de Kerr.

Aqui mais perto, a situação não foi tão má. A Catalunha (Espanha) foi assolada por fortes chuvadas que fizeram "transbordar o rio Foix" cujas fortes correntes terão arrastado duas pessoas. A causa terá sido as chuvas torrenciais, que "provocaram inundações em vários pontos" da região. O mau tempo causou ainda outros constrangimentos, desde logo um corte de eletricidade, "que impediu a admissão de novos pacientes," num hospital de Barcelona. O tráfego aéreo também registou problemas com "um avião que tinha descolado com rumo aos Estados Unidos" ter tido de regressar a Espanha "depois de ter sido danificado pela queda de granizo."

Mas a verdade é que vários modelos meteorológicos avisavam já desde quinta ou sexta-feira para a eventual ocorrência de tempestades, alertando não só para chuva intensa, mas também para a eventualidade de ocorrência de "alguns tornados localizados, mas potencialmente intensos – mais prováveis no Norte de Itália," bem como para a possível ocorrência de consequências como "inundações, cheias, enxurradas e derrocadas."

Então, perante estes alertas, o que é que limita os governantes destes países a lançar alertas a tempo e a proceder a ações preventivas, como a limpeza de escoadouros e sumidouros, o alargamento de canais e, se necessário, a evacuação de zonas de cheia, principalmente salvaguardando a população mais idosa ou com limitações de mobilidade? Podemos ser práticos e preventivos, sem sermos alarmistas?

O que é necessário que ocorra para que os alertas sejam tidos em atenção e que os governos ajam numa atitude mais preventiva? Não esqueçamos que Trump está a acabar com os gabinetes de análise climática, tendo já demitido centenas de trabalhadores da Agência Meteorológica, e que isso não irá apenas afetar os americanos....

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-07-11-video-donald-trump-visita-zona-do-texas-afetada-por-cheias-que-fizeram-mais-de-120-mortos-c47b0f67

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-07-09-cheias-no-texas-mais-de-160-pessoas-continuam-desaparecidas-744f69a8

https://expresso.pt/internacional/2025-07-13-chuvas-torrenciais-causam-cheias-na-catalunha.-duas-pessoas-estao-dadas-como-desaparecidas-150-passam-a-noite-numa-estacao-de-comboios-b5c431c9

https://lusometeo.com/atualidade/tempestades-europa-julho-25807/


 


 

08/04/2025

Jovem desaparecido na Costa da Caparica

Um jovem de 16 anos encontra-se ainda desaparecido, depois dele e outros dois amigos terem entrado no mar, na praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica.

O tempo um pouco mais quente e numa semana em que muitas escolas se encontram encerradas para a realização das avaliações intermédias, terá atraído os jovens à praia, mas como tem sido amplamente difundido, acabamos de sair de uma situação de mau tempo e espera-se, a partir do dia de amanhã, as condições atmosféricas venham novamente a piorar. Estas tempestades, trazem normalmente ondulação forte e, as condições atmosféricas e a respetiva acalmia que ainda não se verificou este ano, deixa-nos com uma costa marítima muito perigosa.

"Nas operações de busca," participa para já a Polícia Marítima de Lisboa, tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais e elementos dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Desloca-se ainda para "o local o navio NRP Tejo da Marinha Portuguesa e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa." Foi também ativado "o Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima."

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2025-04-08-iniciadas-buscas-por-jovem-desaparecido-em-praia-na-costa-da-caparica-f588e882

https://cnnportugal.iol.pt/costa-da-caparica/afogamento/jovem-desaparece-no-mar-em-praia-da-costa-da-caparica/20250408/67f58dc1d34e3f0bae9caff8

 

19/12/2024

Moçambique chora mortes devido à passagem de ciclone Chido

De acordo com dados atualizados na quarta-feira, 73 pessoas morreram e outras "600 ficaram feridas em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, na passagem do ciclone tropical Chido." Este ciclone formou-se a 5 deste mês "no sudoeste do oceano Indício," e depois de passar na ilha de Mayote no sábado, "entrou no domingo pelo distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, com ventos que rondaram os 260 quilómetros por hora e chuvas fortes."


"O Governo moçambicano decretou esta quinta-feira dois dias de luto nacional a partir de sexta-feira." Ociclone terá, segundo as autoridades, destruído total ou parcialmente, "52476 casas," afetado "49 unidades hospitalares, 26 casas de culto, 11 torres de telecomunicação e 34 edifícios públicos."


Este foi o mesmo ciclone que também fez 30 vítimas mortais e centenas de feridos e desalojados, na ilha francesa de Mayote. O presidente Macron, "decretou o estado de calamidade excecional no arquipélago para poder permitir uma gestão mais rápida e eficaz das medidas de urgência", tendo visitado hoje a ilha. Consido, no avião, seguiam também "mais de 4 toneladas de bens alimentares, medicamentos e material hospitalar, além de várias equipas de médicos e socorristas."


"Um navio da marinha francesa também já chegou ao arquipélago com mantimentos."


Fontes:


https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/governo-mocambicano-decreta-dois-dias-de-luto-apos-73-mortos-pelo-ciclone-chido


https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/pelo-menos-70-mortos-e-quase-600-feridos-pelo-ciclone-chido-em-mocambique


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-12-19-video-ciclone-chido-macron-leva-bens-alimentares-medicamentos-e-medicos-a-mayotte-b95712e7


https://www.jn.pt/1085698377/numero-de-mortos-pelo-ciclone-chido-em-mocambique-sobe-para-73/

16/12/2024

Ilha de Mayote - destruição depois da passagem do ciclone Chido

A ilha francesa de Mayote, uma das mais pobres de França, localizada no "arquipélago das Comores," no oceano Índico, foi este sábado atingida por um ciclone, que ganhou o nome "Chido".

Este ciclone atingiu a ilha com "ventos superiores a 220 km/h, arrancando telhados de casas no arquipélago," e deixou a ilha de Mayote sem eletricidade, sem água e sem locais disponíveis para abrigar a população, depois de "bairros inteiros de barracas e cabanas de metal" terem sido arrasados. O cenário é de caos! A torre de controlo do "aeroporto internacional de Mamoudzou" foi danificada, assim como a maioria das estradas, deixando grande "parte das infraestruturas do arquipélago" inacessível.

França tem estado a enviar ajuda para a ilha, mas ainda não se sabe o número exato de vítimas. "Mais de 100 socorristas e bombeiros de França e do território vizinho da Reunião foram destacados para Mayotte e um reforço adicional de 140 pessoas" já seguiu para o arquipélago.

Este ciclone passou também pelo "sudeste do Oceano Índico, afetando também as ilhas vizinhas de Comores e Madagáscar."

Fontes:

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/12/16/autoridades-admitem-varias-centenas-de-mortos-em-mayotte-apos-passagem-do-ciclone-chido

https://observador.pt/2024/12/15/pelo-menos-14-mortos-no-arquipelago-frances-de-mayotte-devido-ao-ciclone-chido/

04/12/2024

Mau tempo causa destruição na Grécia

O mau tempo continua a fazer vítimas na Europa. Nos últimos dias, a Grécia foi atingida pela "tempestade Bora," provocando uma forte "destruição em muitos pontos do país e um total de três mortos." Na segunda-feira, várias escolas foram "encerradas."

Como resultado das inundações, dois homens, de 57 e 70 anos, perderam a vida "na ilha de Lemnos, no mar Egeu," onde várias estradas e edifícios foram danificados e levado à evacuação de "várias pessoas." O "corpo de um homem de 56 anos", foi encontrado, "na península de Calcídica" dentro de um carro, onde poderá ter ficado preso "durante várias horas."

Devido às chuvas torrenciais, que também atingiram a "ilha de Rodes, junto à costa oeste da Turquia," foi imposta pelas "autoridades locais", a "proibição de circulação, uma vez que partes da rede de estradas da ilha ficaram fortemente danificadas," havendo "ainda registo de desmoronamento de pontes, deslizamentos de terras e danos em propriedades privadas."

Fontes:

https://observador.pt/2024/12/02/tempestade-bora-causa-tres-mortos-na-grecia-cheias-destruiram-pontes-cortaram-estradas-e-obrigaram-ao-fecho-de-escolas/

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/12/01/tempestade-bora-na-grecia-faz-pelo-menos-dois-mortos

27/11/2024

Mau tempo causa destruição na Irlanda e no Reino Unido






No norte do País de Gales, "dez pessoas, incluindo cinco crianças, foram resgatadas," depois de terem sido arrastadas por um deslizamento de terras."

Em Hampshire, Inglaterra, "um homem de 60 anos morreu depois de uma árvore ter caído em cima do veículo em que seguia," estando neste caso a causa da morte a ser investigada.





Devido à tempestade, "que assolou o país com chuvas torrenciais e fortes rajadas de vento durante o fim de semana," foram vários os operadores ferroviários que tiveram de cancelar os seus serviços. "Árvores caídas para linhas de comboio interromperam os serviços entre Londres e o Aeroporto de Stansted."


As estradas transformaram-se em autênticos "cursos de água," com as "principais estradas de Northamptonshire e Bristol" a serem encerradas. Vários voos sofreram atrasos no "aeroporto de Newcastle" e muitos ficaram mesmo em terra.


Fontes:


https://sicnoticias.pt/meteorologia/2024-11-25-video-tempestade-bert-provoca-inundacoes-devastadoras-no-reino-unido-c41be143


https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2676229/depressao-bert-ja-se-faz-sentir-no-reino-unido-e-na-irlanda-as-imagens


https://pt.euronews.com/my-europe/2024/11/25/tempestade-bert-provoca-cheias-severas-no-reino-unido-e-faz-cinco-vitimas-mortais


 

17/11/2024

Nova tempestade atinge as Filipinas

A situação tem estado bastante complicada na região das Filipinas. Este domingo foi a vez do supertufão Man-Yi atingir o norte das Filipinas e deixar um rasto de destruição, principalmente na "ilha de Luzon, a mais populosa das Filipinas, destruindo casas, provocando inundações e a fuga em massa da população." Os alertas emitidos durante o dia de ontem davam conta de um evento de "categoria 5, a mais elevada do índice da PAGASA," que poderia vir a causar um "impacto potencialmente catastrófico", com previsão de ondas de 14 metros de altura a atingir a costa. A tempestade passou a ser classificada como um "supertufão à medida que aproximava de Cantaduanes, uma região onde vivem cerca de seis milhões de pessoas."


Em menos de um mês, esta foi a sexta grande tempestade a atingir aquela região, deixando ainda mais frágeis as habitações, que poderão não resistir. A situação já obrigou a que mais de "750 mil pessoas" se vissem obrigadas a refugiar "em abrigos de emergência, incluindo igrejas e um centro comercial," havendo a lamentar a morte de 160 pessoas, consequência do "raro número de tempestades e tufões consecutivos que assolaram Luzon em apenas três semanas." As Filipinas poderão ser obrigadas a "ter de importar mais arroz, um alimento básico para a maioria" da sua população, devido à destruição de infraestruturas e campos agrícolas.


Além dos danos, este supertufão obrigou ainda ao encerramento de "26 aeroportos nacionais e dois aeroportos internacionais ," bem como ao cancelamento dos "serviços de ferry e de transporte de mercadorias entre ilhas" devido à grande agitação marítima provocada pelo mau tempo. "Todos os navios, desde barcos de pesca a petroleiros, receberam ordens para permanecer ou regressar aos portos." 


É habitual que estas ilhas sejam anualmente "fustigadas por cerca de 20 tufões e tempestades," no entanto, a situação de haver mais do que uma tempestade desta envergadura ativa em simultâneo na região é invulgar tal como foi partilhado pelo observatório da Terra da NASA, numa imagem onde se podiam observar "quatro tempestades ativas simultaneamente no oceano Pacífico a 11 de novembro: a Yinxing, a Toraji, a Usagi — que atingiram o norte do país na quinta-feira – e a Man-Yi."


Fontes:

https://www.publico.pt/2024/11/17/mundo/noticia/supertufao-manyi-atinge-norte-filipinas-deixa-rasto-destruicao-2112223


https://observador.pt/2024/11/16/supertufao-man-yi-atinge-provincia-filipina-com-ventos-de-200-km-h/


https://observador.pt/2024/11/16/mais-de-250-mil-pessoas-retiradas-nas-filipinas-a-aproximacao-do-supertufao-man-yi/


 

16/11/2024

Mau tempo em Portugal

A situação devido ao mau tempo em Portugal foi, de longe, bem diferente da ocorrida em Espanha, mas nem por isso deixou de provocar avultados danos e alguns feridos. Parece que andamos cada vez mais ansiosos com toda esta situação e, culpa disso, talvez seja a frequência com que nos são transmitidas notícias e a forma como as mesmas nos chegam. E com tudo isto, que razão teremos para não ser um povo prevenido?

A ocorrência de tempestades e de fenómenos atmosféricos não é novidade, mas tal como os incêndios, parece que nos espantam de cada vez que acontecem. Ainda me lembro de ir para a escola com água quase até aos joelhos, ou de ter baldes a amparar a água que escorria pelo candeeiro do quarto onde eu dormia na casa da minha avó sempre que o telhado do prédio se enchia de água porque o algeroz entupia! Era normal. Agora chove mais um pouco e parece que ficamos logo com vontade de encerrar tudo e de ficar em casa. Em alguns casos, isso seria até uma medida a aplicar de forma preventiva, mas se tanto nos espantamos quando se anunciam ao longe umas nuvens de tempestade, a verdade é que lá vamos nós fazer umas imagens. Nas redes sociais, num dia reclamamos que só chove no norte e que faz falta no sul, mas na semana seguinte, estamos a reclamar que foi demasiada chuva no sul e que está tudo alagado! 

Leitos de cheia onde se constrói há anos, e onde passe o tempo que passar, ninguém ainda saiu de lá e marés grandes que atingem as zonas ribeirinhas e levam a areia para longe são todos os anos tema de conversa. Especialistas e outros nem tanto vão aos telejornais falar de fenómenos atmosféricos e ficamos horas colados aos ecrãs a ouvi-los e a ver as imagens que se repetem. Iguais em todos os canais...

Esta manhã, um "comboio regional" que fazia o "troço entre a Fuzeta e Olhão," descarrilou, "devido à queda de pedras na sequência das chuvas intensas que se sentiram nas últimas horas no sotavento algarvio," levando ao corte da linha do Algarve. Não houve feridos. Foi lançado um alerta amarelo para os distritos de Faro e Beja, devido à previsão de chuva que se previa forte, e à possibilidade de ocorrência de "trovoadas e granizo," devido a um fenómeno semelhante ao DANA que na semana passada provocou o caos e a destruição em Espanha.

Em Olhão, uma senhora resolveu sair do carro para ir espreitar a ribeira de Alfandanga, que corria com mais água e mais força do que o habitual e acabou por cair. A "mulher foi resgatada," por alguns populares e, posteriormente, "socorrida pela ambulância de suporte de vida de Tavira do Instituto Nacional de Emergência Médica, e transportada para a Unidade Local de Saúde do Algarve."

Ontem, "dois idosos de nacionalidade francesa ficaram desalojados em Castro Marim," devido às fortes chuvas, enquanto em "Tavira, duas pessoas tiveram de ser resgatadas," uma encontrava-se dentro da sua viatura que acabou por ficar imobilizada na Ribeira de Almargem, enquanto a outra teve de ser retirada da sua "habitação na Asseca." Ainda na região de Tavira, houve danos em muros que acabaram por ruir, e "diversas embarcações" que acabaram por se soltar e ficar "à deriva" levaram ao cancelamento das "carreiras fluviais para a Ilha de Tavira."

A zona de Luz de Tavira foi uma das mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias nesta região, havendo ainda estradas cortadas. 

Fontes:

https://zap.aeiou.pt/comboio-descarrilou-mulher-salva-de-ribeira-e-desalojados-apos-chuvas-fortes-no-algarve-641116


02/11/2024

Mais de 200 mortos em Espanha devido ao mau tempo

A situação em Espanha está caótica, especialmente na região de Valência, onde se regista a maioria dos 211 mortos confirmados até ao momento, "devido ao mau tempo." 

Uma grande parte das vítimas mortais já confirmadas ocorreram na V-31, uma circular d zona de Valência, onde "ao final da tarde e início da noite de terça-feira, centenas de pessoas ficaram presas dentro de carros arrastados pelas águas quando regressavam a casa do trabalho." A proteção civil emitiu uma mensagem de alerta, mas para estas pessoas, já foi tarde de mais e acabaram apanhadas pela enchente. E esta "é apenas uma das mais de 120 estradas ainda com cortes" onde os carros e camiões se empilham e o lixo e a vegetação que foi arrastada pela corrente se acumulam.

Apesar dos esforços, estima-se que ainda haja "milhares pessoas desaparecidas," muitas delas submersas na lama ou em locais isolados onde ainda não chegou ajuda. O elevado "número de vítimas mortais obrigou as autoridades espanholas a abrir uma morgue temporária no centro de convenções Feria Valencia, nos arredores de Valência."

As imagens não deixam dúvidas sobre a gravidade e a extensão que o fenómeno atingiu. Fala-se na possibilidade de terem ficado pessoas "submersas em garagens inundadas" ou de ainda "haver corpos dentro dos milhares de carros arrastados pelas águas e que continuam empilhados em ruas de diversas localidades e outras estradas."

Infelizmente, "os meteorologistas preveem mais chuva, sobretudo nas ilhas baleares, na região da Catalunha, e, novamente, na comunidade valenciana." De Portugal saíram também equipas de apoio, da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento. Esta "organização não-governamental" informou o envio de  "nove operacionais e dois cães para auxiliar os espanhóis nas buscas."

Entretanto, tenta-se repor a normalidade possível, com a limpeza das vias e o restabelecimento da eletricidade, "mas ainda há milhares de casas sem luz, sobretudo na região mais a leste de Espanha." Muitas estão também sem água corrente, ou mesmo potável, sem acesso a alimentos ou medicamentos e sem ligações telefónicas ou de internet, o que as deixa ainda mais isoladas. Segundo o governo espanhol, o mau tempo acabou por também provocar danos nas "vias de metro de superfície e de comboio, incluindo as de alta velocidade, que ficarão sem serviço pelo menos durante duas a três semanas," tendo praticamente desaparecido "três das cinco linhas" e verificando "cerca de 80 quilómetros completamente destruídos."

A todos os familiares, das centenas de vítimas mortais, feridos e desaparecidos nesta catástrofe, deixo as minhas palavras de consolo, sabendo que serão sempre poucas nestes momentos difíceis. O que se passou em Espanha, poderia ter sido cá. Não nos podemos esquecer disso. Não estamos livres de que tal nos aconteça!

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-02-video-pelo-menos-211-mortos-e-milhares-de-desaparecidos-o-quarto-dia-apos-as-cheias-em-espanha-1ed27fde

https://www.publico.pt/2024/11/01/azul/noticia/continuam-alertas-chuva-torrencial-espanha-2110253

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-01-espanha-reforca-militares-no-terreno-em-valencia-para-resgatar-corpos-e-abastecer-populacoes-d4a9c103

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-01-carros-abandonados-lixo-e-lama-ainda-entopem-estradas-em-valencia-48-horas-apos-tempestade-bc9c36b3

21/10/2024

Itália e França atingidas pelo mau tempo

O mau tempo tem estado a assolar várias regiões de Itália e do centro de França. "A região italiana de Emilia Romagna foi a mais atingida."  Na cidade de Pianoro, "uma pessoa morreu" quando a sua viatura foi arrastada pela força das águas. Os rios Icice, Elsa e Salto, bem como o ribeiro Crostolo, um afluente do rio Pó, transbordaram, provocando "inundações repentinas." Nos primeiros dias desta catástrofe, "uma pessoa de 75 anos que foi apanhada pela chuva enquanto caminhava na floresta perto de Génova acabou por falecer." Na cidade de Siena, "os caminhos-de-ferro ficaram cobertos de água."

Já há cerca de um mês, a região tinha sido afetada por fortes chuvas. Nessa altura, a tempestade Boris levou a que os rios transbordassem "em muito pouco tempo e houve vários deslizamentos de terras."

Em França, as fortes chuvas levaram também à ocorrência de graves inundações que "causaram danos generalizados e cortes de eletricidade," tendo a "pequena aldeia de Limony, no sudeste do país," sido "particularmente afetada." Em Annonay, França, "as águas subiram repentinamente quando a barragem de Ternay, ao norte, transbordou." Os rios Deûme e Gier, também transbordaram. Várias estradas tiveram de ser encerradas de forma a evitar vítimas.

Por cá, o mau tempo ameaçou, mas a situação não teve nem comparação com o que se está a passar nestes dois países. A situação foi pior nas zonas de Lisboa e Vale do Tejo, tendo-se registado várias inundações e quedas de árvores.

Fontes:

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/10/20/cheias-causam-mortes-e-estragos-em-italia-e-franca

https://www.trt.net.tr/portuguese/europa/2024/10/18/chuvas-fortes-provocam-cheias-em-italia-registou-se-1-morto-2200300

https://www.rfi.fr/br/fran%C3%A7a/20241017-chuvas-provocam-fortes-enchentes-e-alagamentos-no-sudeste-da-fran%C3%A7a

https://observador.pt/2023/10/20/mau-tempo-portugal-continental-com-2-694-ocorrencias-ate-as-22h00/


 

26/06/2024

O Clima pela Europa

O tempo está estranho. Num dia, o termómetro marca 36º e no seguinte não passa dos 21º. Espera-se uma nova depressão e a chuva parece estar a caminho. Enquanto uns lutam contra os incêndios e com vagas de calor extremo, outros são atingidos por forte precipitação e deslizamentos de terras.


Ontem, os Alpes Suíços foram atingidos por "fortes chuvas" que aliadas ao rápido "degelo provocaram inundações e deslizamentos de terra," que podem ser explicadas pelas "temperaturas invulgarmente quentes, muito provavelmente ligadas às alterações climática." Na cidade de Sierre, "230 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas." Estiveram envolvidos nas operações, cerca de "200 bombeiros e 50 funcionários da proteção civil."


Sérvia e Roménia foram também atingidas por uma forte onde de calor. "As temperaturas", que se podem dever "a um anticiclone que está a entrar na Europa vindo de África," aproximaram-se dos 40 graus.


Já na Grécia, o calor intenso tem prejudicado o combate aos incêndios que afetam o território. Um dos casos complicados registou-se na ilha de Hydra. Ao que parece, este "incêndio terá sido provocado por fogos de artifício lançados de um iate alugado por turistas." Apesar destes factos terem sido negados  pelos "membros da tripulação," as autoridades acabaram mesmo por apreender o navio.


O incêndio, que queimou parte do único pinhal da ilha de Hydra, foi já dominado. Perto da cidade de Atenas, vários moradores foram obrigados a evacuar as suas casas, devido aos incêndios florestais. A situação agravou-s devido aos ventos fortes que dificultaram o trabalho das centenas de bombeiro que combatiam as chamas. "Duas aldeias foram completamente evacuadas. Um armazém foi também destruído pelas chamas."


"Habituada a vagas de calor, a Grécia prepara-se há semanas para um verão particularmente difícil em termos de temperaturas elevadas e incêndios florestais, depois de ter tido o inverno mais quente da sua história." Na passada semana, a Grécia foi atingida pela "sua primeira vaga de calor, com temperaturas que atingiram, em alguns locais, mais de 44 graus centígrados."


Fontes:


https://pt.euronews.com/video/2024/06/25/caos-e-destruicao-nos-alpes-suicos-depois-das-cheias


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-06-24-video-fogo-de-artificio-lancado-de-um-iate-tera-provocado-incendio-florestal-na-grecia-161ad080


https://pt.euronews.com/2024/06/20/calor-chuva-e-tempestades-assolam-europa


 

08/05/2024

Cheias atingem o Brasil - destruição a níveis quase nunca vistos

Os fenómenos atmosféricos extremos podem causar grandes catástrofes naturais e humanitárias. No Brasil, as cheias que afetam o Rio Grande do Sul, já levaram mais de 100 vidas humanas e fizeram cerca de 150 mil desalojados. Muitas pessoas ainda estão nos pisos superiores das suas habitações ou nos telhados, enquanto aguardam por alguém que as venha buscar. A falta de água potável é agora um dos principais problemas, a que em breve se começarão a juntar outros, como a fome e a propagação de doenças.


Os sobreviventes estão "desesperados em busca de alimentos e suprimentos básicos. As equipas de resgate têm corrido para tentar retirar as pessoas que ficaram presas." As estradas e as pontes ficaram destruídas ou submersas e é de barco que se consegue agora avançar. A lama cobre tudo, destruiu casas, carros, escolas... 


Na cidade de Porto Alegre, "as ruas do centro da cidade ficaram submersas depois de o rio Guaíba ter galgado as margens com um nível recorde de água." também aqui os moradores sentem já os efeitos da falta de produtos básicos e de combustível. A água está já a ser racionada, com preferência dada aos hospitais e centros que recebem desalojados. Por razões de segurança, a eletricidade foi cortada. Os voos foram cancelados devido à água que está acumulada na pista.


Os danos vão além "da destruição de infra-estruturas críticas." As inundações provocadas pelas chuvas torrenciais, "deixaram os campos de cereais submersos e mataram o gado, interrompendo a colheita de soja e parando o trabalho em várias fábricas de carne."


Segundo nos conta Giovana Girardi, no seu blog, estas cheias estão dentro daquilo que já seria esperado em função dos estudos que têm vindo a ser feitos. "O Rio Grande do Sul, pela sua localização geográfica, é particularmente sensível aos fenómenos naturais El Niño e La Niña. Daí que é relativamente comum a alternância de secas e chuvas intensas por lá. Mas o aquecimento global vem piorando isso. Assim como o  desmatamento." As leis têm de proteger os cidadãos, a habitação e as culturas, que são o ganha-pão da maioria da população daquelas áreas.


O rio é fonte de riqueza mas tem de ser cuidado e as construções devem respeitar o espaço que a natureza precisa para se expandir. As cheias, são culturalmente, em muitos povos, vistos como uma benção, mas quando as populações são atingidas desta forma, não terá também havido falta de planeamento?


 


Fontes:


https://www.publico.pt/2024/05/08/azul/noticia/comer-ha-tres-dias-cheias-brasil-somam-150000-desalojados-100-mortes-2089647


https://apublica.org/2024/05/tragedia-do-rio-grande-do-sul-era-mais-do-que-anunciada-mas-alerta-foi-ignorado/


https://apublica.org/2024/05/maioria-de-deputados-do-rio-grande-do-sul-apoia-projetos-que-podem-agravar-crise-climatica/


 

27/03/2024

Queda de ponte em Baltimore e um comboio de tempestades a assolar Portugal

Os acidentes com pontes vêm sendo algo frequentes pelo mundo, mesmo com tanto desenvolvimento tecnológico. Desta vez, o acidente aconteceu em Baltimore, onde a ponte Francis Scott Key, se "desmoronou após um navio ter colido com esta durante a madrugada." A queda da ponte arrastou para o rio vários veículo e vinte pessoas foram, inicialmente "dadas como desaparecidas," embora depois este número tenha sido revisto. O navio cargueiro "Dali", "com uma dimensão já considerável" e bastante carregado, terá ficado sem energia e por isso sem capacidade de propulsão. Em consequência, não terá sido possível controlá-lo, embora existissem "algumas manobras" de emergência que podiam ter sido realizadas, "como o fundear, que é largar a amarra para tentar imobilizar o navio sem causar ali qualquer estrago”.


Até agora, "apenas duas pessoas foram resgatadas com vida" mas seis trabalhadores, que inicialmente "foram dados como desaparecidos na sequência" do colapso da ponte, acabaram entretanto por ser "dados como mortos, tendo as buscas sido suspensas até esta quarta-feira de manhã, de acordo com as autoridades." Estas oito pessoas, "faziam parte de uma equipa de construção que estava a reparar buracos no pavimento da ponte."


Esta ponte, inaugurada em 1977, localiza-se na mais movimentada entrada dos Estados Unidos e "atravessa o estuário do rio Patapsco" na "Baía de Chesapeake." 


Por cá, o mau tempo veio para ficar, pelo menos até à Páscoa! A tempestade Nelson já chegou e tem trazido fortes rajadas de vento e alguma chuva e neve. Mas não se ficará por aqui, pois o mau tempo poderá durar até, pelo menos, meio da próxima semana. Esta "sucessiva entrada de frentes muito ativas," é habitualmente conhecida "como comboio de tempestades." O IPMA já colocou todo o país sob aviso amarelo devido às rajadas de vento que poderão ser bastante fortes (como já se nota) e "que podem ir de 85 a 100km." Sob alerta laranja está também "toda a costa portuguesa," devido à ondulação, "que pode ser de 7 a 12 metros."


Na Madeira, o mau tempo também já cancelou alguns voos e fez outros divergirem, o que se deveu também à depressão "Nelson," cujo "núcleo principal" com ondulações frontais associadas, se estende "desde a Islândia até à Ilha da Madeira." Pode mesmo vir a nevar em alguns pontos da ilha. A partir de amanhã, a ilha espera ondulação de 5 a 6 metros.


Fontes:


14/12/2022

Depois da tempestade

Depois da tempestade vem a bonança, sempre ouvi dizer. Mas os últimos dias não foram fáceis para muitos portugueses, que viram os seus bens serem levados pela água, as casas e os negócios ficarem destruídos e as suas vidas completamente viradas do avesso. Se era esperado? Pela forma como se vão sucedendo as notícias nos meios de comunicação parece que foi algo de muito estranho, algo que o país nunca viveu. Mas, infelizmente, foram muitos os episódios de cheias que noutros anos deixaram algumas zonas do país arrasado. Talvez agora tenha subido mais em algumas zonas, talvez desta vez os alertas não tenham chegado a tempo, mas quantas destas pessoas sabiam que estavam em leito de cheia e que, havendo chuva e  as condições adequadas, o rio irá retomar o seu leito natural e toda a bacia hidrográfica vai ficar completa?


Há quantos anos se estão a elaborar planos para minimizar as consequências destas cheias e há quantos anos eles aguardam para ser postos em prática? Estradas cortadas devido a lençóis de água por falta de escoamento. Linhas do metro completamente submersas, intransitáveis com cascatas de água a descer pelas escadas e levar tudo à sua frente. Infiltrações nas escolas que "sempre" pingavam mas não eram "nada de mais", levam ao encerramento de salas, de refeitórios e muitas crianças a ficar em casa ou a irem para os ATL ou centros de estudo, que sem esperarem têm de arranjar refeições para os alunos que deviam ter comido na escola e atividades para os meninos que deviam estar a ter aulas. Os pais ficam de mãos atadas sem saber se faltam ao trabalho para socorrer os filhos ou se os deixam aos cuidados das escolas e dos apoios que nestes dias não chegam.


A quantidade de chuva, cria rios de lama que correm velozes pelas encostas e que levam a derrocadas de muros que já estavam danificados, entram pelas portas e pelas janelas das casas, alagam garagens, caves, sobem pelas habitações até onde não dá mais. Alguns sobem aos pisos superiores, outros arrastam-se para os telhados e aguardam ajuda, no meio da aflição, uma senhora tenta salvar o marido acamado e morre curvada pela água e pelo desespero. 


O que nos aconteceu nestes últimos dias foi uma catástrofe natural, aliada a um grande "fechar" de olhos do governo. As promessas não chegaram a tempo, os alertas ou não vieram ou os que vieram não se tornaram eficientes.


E parece que a bonança que esperávamos ainda vai demorar a chegar pois a chuva não nos vai dar tréguas nos próximos dias. Cuidem-se e cuidem uns dos outros. A proteção civil somos nós e o primeiro passo é não nos colocarmos em risco, avaliando se temos mesmo de sair, se temos mesmo de pegar no carro e atravessar uma enchente ou se não podemos ficar em casa um dia ou dois com os filhos. Tomem conta dos idosos, que muitas vezes vivem em zonas antigas e casas menos resistentes às intempéries. Isto ainda não acabou!

20/02/2020

Mortes em aluvião na Madeira - já passaram 10 anos

Aqui no blogue costumo relembrar alguns acontecimentos ocorridos no nosso país e que considero que foram de alguma forma marcantes - ou pelas suas consequências ou pela sua grandeza. Neste caso, o aluvião que ocorreu na ilha da Madeira há 10 anos foi um desses casos, pela destruição causada e pelo elevado número de mortos e de feridos.


Dez anos depois, "ainda há cinco corpos por descobrir, cinco famílias por realojar, feridos à espera de cirurgia e máquinas a trabalhar nas ribeiras", segundo o Expresso, que lembra esta como uma das maiores tragédias deeste século, apenas superada apenas pelos incêndios de 2017. "Naquele dia, a chuva intensa provocou deslizamentos de terras — só no Funchal registaram-se mais de 150 derrocadas quase em simultâneo — e fez transbordar as três ribeiras (e os seus afluentes) que atravessam a Baixa da capital madeirense e a ribeira da Ribeira Brava, localidade a oeste do Funchal. A água e lama arrastaram tudo o que encontraram pela frente."


Este temporal teve início com uma forte precipitação durante a madrugada do dia 20 de fevereiro, com origem num sistema frontal de forte atividade associado a uma depressão que se deslocou a partir dos Açores, seguida por uma subida do nível do mar. Estes acontecimentos provocaram inundações e derrocadas ao longo das encostas da ilha, em especial na parte sul da ilha.


 Segundo o Instituto de Meteorologia, o choque da massa de ar polar com a tropical deu origem a uma superfície frontal, que aliada à elevada temperatura da água do oceano acelerou a condensação, causando uma precipitação extremamente elevada num curto espaço de tempo. A orografia da ilha contribuiu para aumentar os efeitos da catástrofe. A possibilidade de se terem aliado valores recorde de precipitação e erros de planeamento urbanístico - tais como o estreitamento de leitos das ribeiras e a construção legal ou ilegal dentro ou muito próximo dos cursos de água, bem como falta de limpeza e acumulação de lixo nos leitos de ribeiras de menor dimensão - fizeram com que a situação se tornasse ainda mais grave do que seria inicialmente esperado.


Segundo um estudo realizado já em 2020, "o relevo irregular e montanhoso é o factor explicativo da perigosidade natural predominante,
normalmente associada a eventos de precipitação intensa." Neste mesmo estudo, "salientam-se os movimentos de terreno, em particular os deslizamentos, ou a queda de blocos nas vertentes de elevado declive e as cheias e inundações repentinas e intensas nos vales muito estreitos e sem planícies de cheia. Estas cheias, designadas por aluviões, correntes de detritos ou debris flow, caracterizam-se por concentrações elevadas de material sólido, incluindo blocos de grandes dimensões, que conferem ao escoamento um enorme poder destrutivo."


Outro fator apontado para a ocorrência destes fenómenos com alguma frequência na ilha, devem-se à sua geomorfologia, a qual "condiciona fortemente a ocupação do território da ilha e tem levado as populações a assumirem, de forma consciente ou inconsciente, riscos não desprezáveis, instalando-se nos cones de dejecção na parte terminal das ribeiras, como é o caso, entre outros, dos principais aglomerados urbanos da vertente sul da ilha, como Machico, Funchal e Ribeira Brava."


 


Fontes:


https://poseur.portugal2020.pt/media/4020/estudo-de-risco-de-aluvi%C3%B5es-da-madeira.pdf


https://pt.wikipedia.org/wiki/Aluvi%C3%A3o_na_ilha_da_Madeira_em_2010


https://expresso.pt/arquivo/multimedia-expresso/2020-02-19-O-dia-que-mudou-a-Madeira-para-sempre-grande-reportagem


 


 


 

20/12/2019

Depressão Elsa

A depressão batizada com o meu nome atingiu Portugal com bastante força nesta quinta-feira, trazendo consigo muita chuva e ventos fortes. As consequências foram a queda de árvores, o corte de estradas, o cancelamento de voos e de ligações marítimas. Podiam ter dado o meu nome a um dia de sol, mas não, escolheram dá-lo a temporal. 


Desta vez, o mau tempo provocou já a morte de pelo menos duas pessoas. Estão neste momento nove distritos - Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Braga, Porto, Vila Real e Viana do Castelo - em alerta vermelho.


Também foram várias as infraestruturas, como o museu MAAT, em Lisboa, ou a Casa da Arquitetura, em Matosinhos, que sofreram danos e por isso certamente irão ficar encerradas nos próximos dias para que se possa proceder à sua reparação.


As autoridades falam em cerca de 3000 ocorrências registadas e alertaram também para o risco de cinco rios poderem ultrapassar o seu limite de caudal e levarem a novas cheias.


Devido ao agravamento das condições atmosféricas também o fornecimento de energia elétrica,  foi afetado em algumas regiões, sobretudo pelos ventos fortes.


O natal deverá ser chuvoso, uma vez que se prevê (pelo meonos pelo que avisam nos noticiários) que depois de passar a depressão Elsa irá chegar a Fabien, que é outra tempestade idêntica mas da qual não se prevêm tantos estragos. Mesmo assim, atenção porque a chuva persistente deverá manter-se. Devemos por isso estar atentos aos noticiários e, caso não seja necessário, até evitar sair.


Fontes:


https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/depressao-elsa-faz-dois-mortos-e-deixa-rasto-de-destruicao-em-portugal


https://pt.euronews.com/2019/12/19/depressao-elsa-faz-dois-mortos-e-provoca-caos-em-portugal


 

04/10/2019

Açores sem radares atingido por furacão

Aqui não estamos muito habituados à formação de grandes fenómenos atmosféricos, por isso, falar-se da passagem de um furacão no arquipélago dos Açores é notícia obrigatória. Não é inédito, mas desta vez o Lorenzo, provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.


Começou por ser uma tempestade tropical mas agora já atingiu o nível máximo na escala que classifica a intensidade dos fenómenos desta natureza - o nível 5 - perdendo alguma força, quando atingiu o arquipélago.


Apesar de tudo, a população preparou-se para a sua chegada, que se previa ser de nível 1 em algumas zonas ou até chegando a nível 2 quando chegasse à costa das primeiras ilhas no seu caminho. No terceiro dia, o Lorenzo levou à destruição do porto comercial das Lajes das Flores, que é essencial ao grupo ocidental da região (ilhas do grupo Ocidental, Flores e Corvo). O furacão está a ser acompanhado via Miami, uma vez que não há radares ativos nas ilhas.


Os Açores eram, até 2016, servidos por um único radar, no Pico de Santa Bárbara, na ilha Terceira, que era propriedade do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, mas foi desativado na sequência do processo de redução da base militar norte-americana nas Lajes.


Pode atingir o continente mas o mais certo é que perca alguma da sua intensidade e não faça muitos danos por aqui. Vamos estar atentos.


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/pais/lorenzo-furacao-deve-atingir-acores-com-forca-de-categoria-1_n1176157


https://www.publico.pt/2019/10/03/sociedade/noticia/destruicao-porto-lajes-flores-1888754


https://sicnoticias.pt/especiais/furacao-lorenzo-nos-acores/2019-10-02-O-buraco-que-o-furacao-deixou-a-volta-dos-Acores


 


 


 

13/10/2018

Dia Internacional para a Redução de Catástrofes

A celebração desta data foi deliberada em 1989 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Em concreto, o objetivo desta data passa por chamar a atenção de todos os Estados para a necessidade de adotarem políticas que visem a prevenção e a redução de danos humanos e materiais, diretamente causados pela ocorrência de desastres naturais.


Segundo um estudo que identificou que a maioria dos países com alto risco de catástrofes também estão entre aqueles em que a maior percentagem da população vive abaixo do limiar de pobreza nacional, as consequências são ainda mais graves do que aparentam.


As catástrofes são eventos dramáticos responsáveis por inúmeras perdas humanas, pela necessidade imperiosa de assistência à população, direta ou indiretamente afetada, e pela reconstrução do património construído e relançamento da economia, implicando custos avultadíssimos para os quais nem sempre os países têm capacidade económica a não ser recorrendo ao apoio internacional.


São diversos os eventos que podem ser considerados catástrofes. Um deles, foi o tsunami no Sudeste Asiático que matou milhares de pessoas em 2004. Este tsunami esteve nos noticiários durante vários dias, dando a conhecer quase em tempo real tudo o que estava a ser feito e as dificuldades sentidas pelas equipas de emergência. Um febómeno diferente, mas também mortal, foi o furação Katrina em 2005 que assolou New Orleans (EUA).


Em 2010, podemos apontar como uma catástrofe o terramoto que destruiu o Haiti. Em qualquer destes casos, o facto de serem noticiados em tempo real pelos meios de comunicação, confere uma sensação de proximidade temporal e espacial, particularmente, aos fenómenos catastróficos, de que decorrem ondas de solidariedade à escala global por se transformarem em realidades emocionalmente vividas por todos.


Um dos fenómenos meteorológicos mais frequente e que pode também levar a muitas baixas humas e à destruição de grandes áreas, são as tempestades. Chamadas também de depressões, são fenómenos marcados por ventos, trovoadas e precipitação (geralmente de chuva, de granizo ou de neve) muito fortes e particularmente destrutivos, quer para os humanos, quer para o ambiente natural.


No caso das tempestades tropicais, estas desenvolvem-se geralmente em áreas próximas do  Equador, alimentando-se e ganhando energia do ar húmido que aí converge e ascende, condensando em altitude. Estas tempestades são de tipo ciclónico com os ventos a efetuarem trajetórias circulares.


​Estamos despertos para estes eventos e para as suas consequências, mas não estamos ainda prontos para a sua ocorrência.

 


Fontes:


https://www.prociv.azores.gov.pt/noticias/ver.php?id=489


https://www.turismodeportugal.pt/pt/Agenda/Paginas/dia-internacional-reducao-risco-desastres-.aspx


https://ensina.rtp.pt/explicador/riscos-naturais-cheias-tempestades-e-deslizamentos/

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...