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05/05/2023

Dia Mundial da Língua Portuguesa

O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio, tendo sido celebrado, pela primeira vez, em 2020, após consagração pela UNESCO em novembro de 2019.


Em 2023, a comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa procura constituir um meio de celebração da Língua e da sua dimensão crescentemente global, refletindo e dando voz à multiplicidade de vozes que a compõe e que constitui um dos seus traços fundamentais.


Afirmar a Língua Portuguesa enquanto língua global de ciência, cultura, economia, diplomacia e paz é também objetivo da comemoração deste Dia que, como tal, procura envolver diferentes intervenientes e protagonistas destas múltiplas dimensões da Língua Portuguesa.


Desde então, a efeméride é celebrada e partilhada pelos mais de 260 milhões de lusofalantes, nos cinco continentes, reconhecendo a língua portuguesa como uma das principais línguas de comunicação, a nível global.

 

Ao longo dos anos, o investimento feito na promoção e no ensino da língua portuguesa tem contribuído para o crescimento sustentado do número de falantes, sendo a língua mais falada no hemisfério sul e a quinta língua em contexto digital.

 


Em Portugal, a Língua e a Cultura juntam-se num momento especialmente emblemático, que ganha ainda mais significado por se assinalar neste Dia – a entrega do Prémio Camões. 

 


Em 2019, o escolhido foi o compositor brasileiro Chico Buarque, mas o ex-presidente brasileiro Bolsonaro recusou-se a assinar os documentos necessários. Só este ano e já com Lula da Silva, foi entregue o prémio, aquando da sua visita a Portugal. O governo português chegou a indicar que Chico Buarque receberia o prémio em abril de 2020, com ou sem a assinatura do então presidente Bolsonaro. A pandemia da Covid-19 e as políticas de isolamento social, no entanto, adiaram a entrega deste galardão tanto a Chico Buarque como aos vencedores das edições de 2020 a 2022.


Além de Chico Buarque, ainda receberam o prémio o escritor português Vitor Manuel de Aguiar e Silva (escolhido em 2020), a moçambicana Paulina Chiziane (2021) e o brasileiro Silviano Santiago (2022).


A moçambicana Paulina Chiziane afirmou ao receber o galardão que "a língua portuguesa para ser nossa precisa de um tratamento, de uma limpeza, de uma descolonização", uma vez que ainda se encontram no dicionário palavras que são ofensivas e próprias de uma mentalidade que diminui o povo africano.


Segundo o artigo do DN, Paulina Chiziane, vinda "de lugar nenhum" e que "aprendeu a escrever na areia do chão" e usou "o primeiro par de sapatos com 10 anos", mostrou-se hoje "muito feliz" por receber o Prémio Camões, "um prémio tão importante, exatamente no Dia Mundial da Língua Portuguesa".



Este prémio, instituído pelos Governos de Portugal e do Brasil em 1988, apresenta como propósito estreitar os laços culturais entre os vários países lusófonos e enriquecer o património literário e cultural da Língua Portuguesa. Atribuído anualmente desde 1989, é o maior galardão outorgado no âmbito da Literatura em Língua Portuguesa. 


 

 

Fontes:


https://www.instituto-camoes.pt/sobre/comunicacao/noticias/dia-mundial-da-lingua-portuguesa-2023


https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/comunicado?i=dia-mundial-da-lingua-portuguesa-assinalado-nos-quatro-cantos-do-mundo


https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Cam%C3%B5es


https://www.dn.pt/cultura/paulina-chiziane-recebe-premio-camoes-e-pede-descolonizacao-da-lingua-portuguesa--16301103.html


https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/04/24/entrega-do-premio-camoes-a-chico-buarque-corrige-um-dos-maiores-absurdos-contra-a-cultura-brasileira-diz-lula.ghtml


 


 


 

15/04/2019

Faleceu a escritora Maria Alberta Menéres

Faleceu a escritora de "Ulisses" e criadora do conceito "Pirilampo Mágico" em Portugal. Tinha 88 anos, mas a sua obra perdurará por muitos mais. Maria Alberta Menéres nasceu em Vila Nova de Gaia, no dia 25 de agosto de 1930. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mais conhecida pela sua obra como escritora, foi também professora do Ensino Técnico, Preparatório e Secundário, nas disciplinas de Língua Portuguesa e História.

Organizou a Antologia da Poesia Moderna Portuguesa (1940 a 1967), em 1976, e, dois anos mais tarde, a Novíssima Antologia da Moderna Poesia Portuguesa, em parceria com o poeta E. M. de Melo e Castro. Traduziu e adaptou para crianças várias obras de língua francesa, entre elas contos de Perrault e fábulas de La Fontaine.

De 1972 a 1974 dirigiu no Diário Popular a secção «Iniciação Literária». Este trabalho serviu de base à obra O Poeta faz-se aos dez anos (1974), que continua sendo um dos mais interessantes livros portugueses de iniciação a uma pedagogia da poesia. Publicou também livros didáticos, como O livro aberto (1975), em colaboração com António Torrado. 

Pertenceu à Comissão de Classificação de Espectáculos Cinematográficos (Ministério da Comunicação Social), de 1974 a 1982, desempenhando aí diferentes funções. De 1974 a 1986, foi Diretora do Departamento de Programas Infantis e Juvenis da RTP, tendo sido autora e produtora de inúmeros programas.

Foi Assessora do Provedor de Justiça, de 1993 a 1998, sendo da sua responsabilidade as primeiras linhas de apoio a crianças e idosos em Portugal. Maria Alberta Menéres trouxe para Portugal o conceito que envolve o apoio das campanhas "Pirilampo Mágico" às CERCI's portuguesas e foi a responsável pelo nome do "Pirilampo". Foi ela a autora, durante seis anos, das letras das canções dessa campanha solidária que dura até hoje.

Maria Alberta Menéres é autora de mais de 100 livros infantis e juvenis, dos quais se destaca a obra Ulisses, que conta já com 45 edições e mais de um milhão de exemplares vendidos. Fez traduções, adaptações, dezenas de peças de teatro, para além de uma sólida obra de poesia adulta. 

Em 1986 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças, «pelo conjunto da sua obra literária e a manutenção de um alto nível de qualidade». Em 2010, foi agraciada com a Condecoração da Ordem de Mérito Civil no grau de Comendador.

Fontes:



Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...