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18/08/2026

Tiroteio em escola nas Filipinas

Um jovem estudante entrou esta terça-feira no "liceu católico", localizado a "oeste da ilha de Mindanau,"levando pelo menos duas armas de fogo e disparou sobre colegas e professores. Não se sabem quais as razões que o levaram a cometer este ato que resultou na sua morte e na de um outro estudante. O que se sabe é que o atirador estava a transmitir o ataque em direto no Facebook, através de uma câmara corporal.

Em junho deste ano, tinha já ocorrido outro caso semelhante, na "Escola Secundária Nacional de San Jose" do qual resultou a morte de "três adolescentes" e ferimentos em "outros 20." Neste caso, havia dois suspeitos, sendo um deles também um aluno do 9º ano.

Fontes:

https://observador.pt/2026/08/18/dois-estudantes-mortos-em-ataque-a-tiro-em-liceu-catolico-nas-filipinas/

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-06-22-tiroteio-numa-escola-nas-filipinas-provoca-tres-mortos-e-cinco-feridos-32d27a51

20/05/2026

Tiroteio em centro islâmico

Um tiroteio no Centro islâmico de São Diego, na Califórnia, EUA, resultou em cinco vítimas mortais, duas das quais, os dois presumíveis atacantes de 17 e de 19 anos. A situação poderia ter gerado mais vítimas, uma vez que ali funciona uma escola. Segundo testemunhas no local terão sido efetuados mais de trinta disparos. Uma das vítimas era o segurança do centro islâmico que conseguiu impedir que a situação fosse bem pior.

Os dois adolescentes suspeitos de terem sido os atiradores, foram encontrados mortos dentro de "uma viatura nas imediações do edifício," onde funciona a maior mesquita do condado. Estas tragédias, infelizmente, são recorrentes nos EUA e a eles não se pode apontar uma causa única. O fenómeno normalmente emerge "das interações de vários fatores", que se "reforçam mutuamente" criando "um padrão estrutural, não um desvio ocasional." 

Um desses fatores é o acesso quase que indiscriminado a armas de fogo. A “cultura das armas” age como fator identitário, não atuando "apenas como um direito individual. Nos EUA, a arma não é só um instrumento: é símbolo de autonomia individual, virilidade, autodefesa e desconfiança do Estado."  Existe nos EUA não apenas uma mentalidade que convoca ao uso de armas como acessório de defesa, como esse mesmo direito  se encontra salvaguardado constitucionalmente. O direito ao porte de armas foi "reificado culturalmente, blindado contra qualquer ponderação coletiva."

E daí advém outro fenómeno que ocorre quando os portadores dessas armas se "vangloriam de possuírem rifles semiautomáticos" ou "carregadores de alta capacidade." Muitas vezes, como resultado do acesso fácil a armas, acaba por haver uma "circulação massiva de armas de alto poder letal" especialmente "em ambientes onde conflitos psíquicos e sociais são frequentes."

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/eua/2026-05-18-tiroteio-em-centro-islamico-em-san-diego-na-california-eaaff0db

https://aterraeredonda.com.br/tiroteios-nos-eua/


19/06/2025

Razões que a razão desconhece

Sou só eu que acho que atacar uma central nuclear, pode correr mal, mesmo muito mal?

Ou será que a ideia é destruir a central e, aproveitando, destrruir um ou dois países ali à volta, já que não nos "estamos" a entender com eles? É que, sinceramente, isto está a começar a cheirar muito mal. Segundo afirmou Donald Trump, "ainda não decidiu se vai intervir militarmente," embora exista a possibilidade de "apoio a um ataque israelita às instalações nucleares do Irão." O Irão acusou ainda "a Agência Internacional de Energia Atómica das Nações Unidas de agir como parceira da guerra de agressão de Israel." Aquilo que parece estar aqui em causa, não é só a guerra entre o estado judaico de Israel e o regime autocrático do Irão, mas abrange outras duas grandes potências - os EUA e a Rússia. E está a ser complicado perceber quem está a apoiar quem, havendo interesses que vão muito além da política externa da qual se vai falando por aí.

O Irão acabou, há poucas horas, por se manifestar contra o apoio dos "Estados Unidos" a Israel, "avisando que tal ação teria como consequência uma resposta severa”. Já numa declaração feita numa visita ao Líbano, a intervenção do "Hezbollah, movimento armado libanês apoiado pelo regime iraniano," é visto pelos EUA como uma "péssima decisão."

A guerra entre o Irão e Israel não é nova - aliás tem décadas - mas as coisas parecem ter piorado de uma semana para a outra assim "do nada". Voltemos a 2010, quando um "vírus informático Stuxnet - amplamente atribuído aos serviços secretos norte-americanos e israelitas - desativou as centrifugadoras iranianas." Já em julho de 2020, um ataque alegadamente de origem israelita terá danificado "gravemente uma central de centrifugação em Natanz e, mais tarde nesse ano, o cientista nuclear de topo Mohsen Fakhrizadeh foi assassinado perto de Teerão." No ano seguinte, "o Irão voltou a culpar Israel por um apagão em Natanz e, pouco depois," terá começado "a enriquecer urânio a 60%." Em 2022, estas acusações foram aumentando "ainda mais, com o Irão a acusar Israel de envenenar dois dos seus cientistas nucleares sem apresentar provas." As relações entre os dois estados agravaram-se ainda mais quando, depois dos ataques de 7 de novembro, o Irão "manifestou o seu apoio" ao Hamas. 

Os ataques mútuos, apesar de frequentes, não eram diários e andávamos talvez distraídos com outras guerras. Depois de diversos "atos de sabotagem e ataques aéreos," foi lançada no "início de 2024, uma operação israelita" que resultou em danos num "gasoduto iraniano."  A 1 de abril do mesmo ano, "um ataque com mísseis destruiu o consulado do Irão em Damasco, matando dois generais e 14 outras pessoas."

Em retaliação, "o Irão lançou mais de 300 mísseis e drones num ataque direto a Israel, a maioria dos quais" acabou por ser "intercetada." Em outubro seguinte, "Israel conduziu os seus primeiros ataques diretos no interior do Irão, visando as defesas aéreas e locais onde existiam mísseis." A Mossad tem aqui um papel importante, por ter sido responsável por montar "uma base secreta para drones explosivos no interior do Irão semanas antes da operação, que foi posteriormente utilizada para atacar plataformas de mísseis superfície-superfície."

Na passada sexta-feira, Israel anunciou que iria avançar com "uma operação militar de grande envergadura contra alvos nucleares e militares no Irão, sob o nome de Lion Rising," referindo que pretende “eliminar a ameaça iraniana à existência do Estado hebreu”. Durante esta última semana, a Mossad terá investido pelas "profundezas do território iraniano, visando sistemas de mísseis, defesa aérea e infraestruturas nucleares."

Durante esta noite foram lançados vários mísseis de parte a parte. Um hospital israelita, "em Be'er Sheva, no sul," bem como um outro em "Holon e Ramat Gan, no centro do país," acabaram por ser atingidos. O balanço mais recente é de "65 pessoas" feridas, embora de forma "leve". Israel fala em crime de guerra, porque o ataque atingiu alguns edifícios hospitalares - faz-me lembrar alguma coisa, hum... a vocês não? Um outro míssil iraniano terá também conseguido "furar" a Hiron Dome israelita e acabou por atingir "a base de um arranha-céus na rua Jabotinsky em Ramat Gan, perto do centro de Telavive e a cerca de 200 metros da bolsa de diamantes da cidade."

Entretanto, as "Forças de Defesa de Israel" atacaram "dezenas de alvos militares no Irão e foi emitido um aviso instando os civis a evacuar a área em torno do reator de água pesada de Arak." Os EUA já reforçaram as suas bases militares no Médio Oriente, tentando, entre outras coisas, evitar o "encerramento do Estreito de Ormuz."

O que a mim também não me faz sentido - mas que vindo daqueles lados, já começa a parecer normal - é a intenção demonstrada por Vladimir Putin de ser mediador do "fim do conflito entre Israel e o Irão, ao mesmo tempo que Moscovo intensifica a sua guerra contra a Ucrânia." A Rússia, alertou para as consequências de um "eventual" apoio dos "Estados Unidos contra qualquer intervenção militar no conflito entre o Irão e Israel," dizendo que estas pode ser "verdadeiramente imprevisíveis.” O presidente russo chegou mesmo a sugerir "que o Kremlin poderia ajudar a negociar um acordo que permitisse a Teerão prosseguir um programa nuclear pacífico, ao mesmo tempo que atenuaria as preocupações de segurança de Israel." Que interesse está por trás desta mediação e que solução poderia aqui ser encontrada, tendo em conta os interesses dos envolvidos?

E deixo aqui outra questão. Parece que estamos longe e que não é nada que nos possa atingir, mas sabemos que não é bem assim. De que lado se coloca a UE? As opiniões dividem-se, mas há que explicar que a "UE considera que o Irão é a principal influência desestabilizadora no continente europeu, através do seu apoio militar à Rússia."


Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/06/19/putin-diz-que-russia-pode-mediar-acordo-entre-israel-e-irao-enquanto-intensifica-ataques-a

https://pt.euronews.com/2025/06/19/hospital-no-sul-de-israel-atingido-por-missil-iraniano-informam-as-autoridades

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/19/ue-dividida-quanto-ao-direito-de-israel-bombardear-o-irao

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guerra-no-medio-oriente-a-evolucao-do-conflito-entre-israel-e-irao_e1663271

https://pt.euronews.com/2025/06/13/cronologia-como-ocorreu-a-escalada-do-conflito-entre-israel-e-o-irao

22/04/2025

Ataque mata turistas em Caxemira

Hoje morreram pelo menos 24 pessoas "num ataque terrorista a tiros na região de Pahalgam, um destino turístico popular na parte indiana de Caxemira." O ataque, perpetado por um grupo armado, autodenominado "Resistência de Caxemira," teve como alvo principal "um grupo de turistas," ."que se encontravam numa "estância turística." Que turistas seriam e de onde, fica a questão, pois não me apercebi de grandes movimentações acerca do tema (refira-se no que se trata de política externa). De referir, ainda que não exista qualquer relação confirmada, que este "ataque coincidiu com a visita à Índia do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que está a efetuar uma viagem de quatro dias de caráter pessoal."

"O ataque foi descrito como o pior contra civis nos últimos anos na região, que tem maioria muçulmana e vinha registando relativa acalmia após anos de conflito." Numa mensagem colocada nas redes sociais, o grupo que reivindicou o ataque, "criticou a concessão de direitos de residência a mais de 85 mil pessoas de outras partes da Índia, o que, segundo eles, estará a promover uma mudança demográfica na região." A região de Caxemira é atualmente disputada pela Índia e pelo Paquistão. Num conflito com mais de 50 anos, "só na última década, o confronto que opõe a Índia ao Paquistão já provocou mais de 50 mil mortos e um inquantificável sofrimento às populações." Nos últimos anos, este conflito agravou-se "quando as duas potências anunciaram a realização de ensaios nucleares, numa demonstração mútua de força destinada a intimidar o rival."

Assim vai o nosso mundo...

Fontes:

https://www.dn.pt/internacional/caxemira-ataque-armado-contra-turistas-faz-pelo-menos-24-mortos

https://www.rtp.pt/programa/tv/p13497

https://pt.euronews.com/2025/04/22/pelo-menos-20-turistas-mortos-por-atiradores-em-caxemira-segundo-a-policia

18/04/2025

Ataque dos EUA a posto de combustível mata no Iémen

Desde que o presidente Donald Trump lançou uma nova campanha militar contra os rebeldes Houtis no mês passado, este terá sido um dos maiores ataques, resultando na morte de "pelo menos 58 pessoas" e ferindo "mais de 100." O ataque aéreo atingiu "o porto petrolífero de Ras Issa, no Iémen," e o grupo Houthi, veio já divulgar "imagens gráficas do rescaldo," alegando "que o ataque visava trabalhadores civis."

"O Pentágono não fez comentários sobre as vítimas civis e recusou-se a responder às perguntas dos meios de comunicação social," embora Washington tenha já informado que o ataque tinha "como objetivo cortar uma fonte de de combustíveis e fundos para os Houthis."

Este ataque vem aumentar a escalada de violência de uma "campanha que começou a 15 de março," e que tem como objetivo "acabar com as ameaças aos navios no Mar Vermelho." Num comunicado raro, os Houthis afirmam que esta foi uma "agressão completamente injustificada" e que a sua ocorrência "representa uma violação flagrante da soberania e independência do Iémen e um alvo direto de todo o povo iemenita." Designaram ainda o alvo como uma "instalação civil", que tem sido vital para a população há largos anos. De facto, cerca "de 70% das importações do Iemén e 80% da ajuda humanitária chegam através de três portos, incluindo o de Ras Issa.," que agora foi alvo de ataque.

O porta-voz da diplomacia iraniana considerou o caso “um exemplo de crime agressivo e uma flagrante violação dos princípios fundamentais da Carta da ONU”. Em resposta, o grupo afirma que foram lançados "ataques contra um alvo militar próximo ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, e contra dois porta-aviões dos EUA."

O bombardeamento do porto de Ras Issa, "acontece pouco antes da segunda ronda de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano," o qual está previsto para amanhã, sábado, em Roma.

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/04/18/rebeldes-houthi-dizem-que-ataques-dos-eua-mataram-mais-de-50-pessoas-no-iemen

https://www.jn.pt/6586834208/huthis-lancam-retaliacao-apos-ataque-mais-mortal-dos-eua-no-iemen/?utm_source=jn.pt&utm_medium=recomendadas&utm_campaign=rec_edit_externo_marcas

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataques-aereos-dos-eua-contra-porto-petrolifero-iemenita-matam-dezenas-de-pessoas_n1648757

24/12/2024

Explosão em fábrica de armamento na Turquia

Uma explosão numa fábrica de armas na "província de Balıkesir, na região de Marmara, na Turquia", teve como consequênca a morte de 11 pessoas (inicialmente, tinham sido noticiados 12 mortos, mas o número terá sido depois alvo de correção pelas autoridades turcas) e levou ainda a ferimentos graves em cinco outras.


"A explosão ocorreu numa unidade de produção de explosivos" e o forte impacto "derrubou um dos principais edifícios de produção" e provocou danos nos "edifícios circundantes." A fábrica tinha sido inaugurada em 2014 e "fabricava munições para armas de pequeno porte," principalmente para uso civil.


Fontes:


https://pt.euronews.com/2024/12/24/explosao-numa-fabrica-de-armas-na-turquia-mata-pelo-menos-12-pessoas


https://www.dn.pt/internacional/12-mortos-e-tres-feridos-em-explosao-numa-fabrica-de-explosivos-no-oeste-da-turquia


 


 

02/12/2024

A situação crítica que se vive na Siria

No passado sábado, "jatos russos e sírios bombardearam" várias cidades na província de Idlib, que havia caído "sob controle rebelde." Na véspera, a região tinha sido invadida por insurgentes, o que acabou por forçar o "Exército a se remobilizar, no maior desafio ao presidente Bashar al-Assad em anos." De acordo com o exército sírio, dezenas de soldados "foram mortos no ataque."


Idlib é um enclave sob o "domínio dos rebeldes perto da fronteira com a Turquia, onde cerca de quatro milhões de pessoas vivem em tendas e moradias improvisadas."


No dia 1 de dezembro, domingo, forças russas e sírias atacaram diretamente a cidade de Idlib, conseguindo recapturar várias das "cidades que tinham sido invadidas nos últimos dias por rebeldes." Num ataque aéreo, os soldados russos "atingiram a praça junto à Universidade de Alep, matando pelo menos cinco pessoas."


Estes rebeldes são uma coligação secular entre grupos armados "apoiados pela Turquia,"e o grupo islâmico "Hyat Tahrir al Sham." A situação que se vivia este domingo em Alepo, fez com que as ruas da cidade estivessem desertas. Muitos civis escolheram já deixar a cidade, receando o agravamento da situação. Os rebeldes terão entretanto capturado "a cidade de Khansir," numa tentativa de "cortar a principal rota" de fornecimento de material ao exército. Esta ofensiva que teve início na passada quarta-feira já fez mais de 300 vítimas mortais, entre civis, militares e rebeldes.


Fontes:


https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/jatos-russos-e-sirios-bombardeiam-norte-da-siria-apos-ofensiva-de-rebeldes/


https://www.jn.pt/6186843720/cinco-mortos-em-ataque-russo-perto-da-universidade-de-alepo/


 


 

21/11/2024

Ucrânia - breve resumo de mil dias de conflito

O ocidente assinalou esta semana 1000 dias de conflito entre a Rússia e a Ucrânia, mas a verdade é que se perguntássemos a um ucrâniano, esse número seria muito superior. O momento da invasão da Ucrânia pela Rússia deu-se no dia 24 de fevereiro de 2022, mas as tropas russas há muito que se aproximavam das fronteiras daquele país.


Estes dois países "compartilham diversos laços históricos, políticos e culturais e inclusive fizeram parte de uma mesma nação, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), uma das principais potências do século XX, que se fragmentou em diversas repúblicas." Em 1991 a Ucrânia ganha a sua própria independência, mas o novo país quer mais e torna o afastamento à Rússia e a aproximação à União Europeia e à NATO (Tratado do Atlântico Norte), como um dos objetivos a conseguir.


Esta tentativa de aproximação que a Ucrânia tem feito ao Ocidente, de há cerca de trinta anos para cá, desde sempre foi considerada pela Rússia "como uma ameaça à sua soberania" e pode ser apontada como uma das principais causas do conflito entre os dois países. Em 2014, a Rússia "invadiu a Península da Crimeia, parte integrante do território ucraniano," com o "pretexto de proteger os russos nativos que habitam essa região." A região do Donbas, situada no leste da Ucrânia, tem também sofrido com "conflitos separatistas ao longo dos últimos anos."


Apenas quatro dias depois da invasão russa, que ocorreu a 22 de fevereiro de 2022, a Ucrânia, "visando ao apoio político e económico das potências europeias, realizou o pedido oficial para ingressar na União Europeia." A Rússia consegue tomar Kherson a sul, alguns dias depois. Esta cidade é "considerada estratégica pelos dois lados do conflito" devido à sua localização geográfica na foz do rio Dnieper. Entretanto, logo nos primeiros dias de conflito foram milhares as pessoas que abandonaram as suas casas e tentaram sair do território, pedindo asilo um pouco por toda a Europa. Países como a Polónia, a Hungria, a Eslováquia, a Roménia e a Moldova foram os que maior número de refugiados receberam, embora toda a Europa tenha reunido esforços para aceitar a chegada de refugiados, na sua maioria mulheres e crianças e de os apoiar com habitação, alimentação, vestuário e educação.


Segue-se a queda de Mariupol, outra "cidade estratégica, localizada nas margens do mar de Azov" a sudeste, onde se registou aquele que pode ser considerado como "um dos mais sangrentos conflitos" desta guerra, com um elevado "número de civis mortos" às mãos das forças russas.


A 2 de abril de 2022 a Ucrânia consegue recuperar Kiev, aproveitando-se "das dificuldades encontradas pela Rússia" e da consequente mudança "de foco do conflito para o leste ucraniano," onde se localiza província de Lugansk que acabaria nas mãos da Rússia a 3 de julho desse ano, "consagrando assim o objetivo desse país em concentrar seus esforços de guerra na porção leste do território ucraniano."


A 30 de setembro de 2022 é finalmente formalizado pela Ucrânia o pedido de entrada na NATO, "visando a um apoio militar efetivo da Organização do Tratado do Atlântico Norte. A Rússia nunca deixou de ameaçar que, caso a Ucrânia fosse ajudada por países pertencentes à NATO, estes países estariam sob mira de ataques russos, inclusivé de ataques com mísseis nucleares. E esse fator sempre serviu para que o apoio à Ucrânia fosse feito usando pinças, de forma a evitar que o conflito escalasse e se alargasse a outros territórios. A 5 de outubro de 2022, a Rússia procede à anexação ilegal e não reconhecida das províncias "de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia."


Um "cessar-fogo de 36 horas entre o meio-dia de 6 de Janeiro e a meia-noite de 7 de Janeiro, coincidindo com a celebração do Natal cristão ortodoxo," é permitido pela Rússia, mas poucos dias depois, a 13 de janeiro de 2023, a Rússia reclama a conquista de Soledar, "alegando ter provocado mais de 500 baixas nas forças de Kiev." Por seu lado, a Ucrânia admitiu uma “situação difícil” na defesa desta localidade, "mas continua sem admitir tê-la perdido para os invasores." Apesar de não haver registo de mortos ou feridos, a verdade é que nas "horas que antecederam o início do cessar-fogo, vários mísseis atingiram um prédio residencial na cidade ucraniana de Kramatorsk, perto da linha de frente oriental, danificando 14 casas." 


Ainda durante o mês de janeiro, a Alemanha anuncia "finalmente o envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia, depois de ter autorizado os países aliados a reexportar os veículos de fabrico alemão, e após dias de pressão, com este tema em cima da mesa." A caminho da Ucrânia estariam catorze veículos "Leopard 2."


Em fevereiro de 2023, quase um ano volvido, realiza-se "em Kiev a cimeira UE-Ucrânia para discutir as reformas necessárias para a adesão da Ucrânia ao bloco europeu." Além dos "tanques Leopard 2, de fabrico alemão," já enviados por Berlim, encontram-se também a caminho de Kiev, "os Challenger 2 britânicos" e trinta e um "Abrams norte-americanos," embora os "pedidos de aviões de guerra, em particular os caças F-16" ainda não tivessem sido atendidos. Quanto a Portugal, iria decidir nos dias seguintes sobre o envio dos Leopard 2 solicitados por Zelensky.


Dias depois das eleições que deram a Trump a vitória, Joe Biden, ainda presidente dos EUA, fez uma declaração em que dizia autorizar a Ucrânia a usar armamento americano para atacar alvos russos em território do invasor. Ou seja, a Ucrânia passou a dispor de uma melhor e mais avançada força bélica para usar contra alvos dentro das fronteiras russas, em vez de a usar apenas como defesa do seu próprio território. Esta mudança de paradigma trouxe logo uma resposta russa, com Vladimir Putin a voltar às ameaças, garantindo que iria atacar quem fosse o proprietário das armas e não apenas quem as usasse.


A 21 de novembro de 2024, a Rússia lança um míssil balístico "de alcance intermédio, capaz de transportar uma ogiva nuclear", o Oreshnik, "contra um alvo militar na cidade ucraniana de Dniepropetrovsk." Este ataque vem na "sequência das autorizações dos Estados Unidos e do Reino Unido para que as Forças Armadas ucranianas usem mísseis de longo alcance ATACMS e Storm Shadow, respectivamente, para atingir alvos militares dentro do território russo." O 
governo russo acusou ainda a "nova base militar dos EUA na Polónia," a qual foi inaugurada no passado dia 13, como sendo "mais um passo extremamente provocador numa série de acções profundamente desestabilizadoras por parte dos norte-americanos e dos seus aliados da NATO”. Esta base de defesa antimísseis de Redzikowo, na Polónia, há muito que foi incluída na lista de alvos prioritários” da Federação Russa “para possível destruição”.

Fontes:


https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/tensao-entre-russia-e-ucrania.htm


https://www.publico.pt/2022/02/24/infografia/russia-invade-ucrania-guia-visual-entender-guerra-661#id44


https://www.publico.pt/2024/11/21/mundo/noticia/kiev-russia-disparou-missil-intercontinental-ucrania-2112767


 


 

02/04/2024

O que os leva a tanta maldade... e os aviadores esquecidos pelo país

Um atentado numa escola já é por si grave, mas o que faz aqui a diferença é, para mim, a idade do atirador. As crianças tinham ontem voltado às aulas, quando um menor de, apenas 12 anos, entrou na "escola de Viertola", na cidade finlandesa "de Vantaa, a norte da capital Helsínquia," onde estudam crianças e jovens com idades compreendidas entre os sete e os dezasseis anos de idade.


Do ataque resultou, para já, a morte de uma "criança de 12 anos, que frequentava o 6.º ano," e ferimentos graves em outras duas. Ao que se sabe, a "arma utilizada tem licença e pertence a um familiar do atirador." Além do atirador, que foi detido, espero que também o dono da arma seja chamado à razão. É que, de alguma forma, a arma estava acessível.


Já a 22 de fevereiro, num outro ataque, desta vez na Alemanha, um jovem de dezassete anos, feriu quatro estudantes - dois dos quais com gravidade - "num ataque à faca numa escola secundária na cidade alemã de Wuppertal. Este suspeito, que sofreria de problemas mentais, "terá também infligido ferimentos a si próprio e ficou igualmente ferido com gravidade."


Mas como é que se pode controlar a entrada de armas nas escolas? Com maior vigilância... 


É uma tristeza que se tenham de começar a revistar crianças à porta das escolas...


***


Saindo aqui um pouco deste tema, sabiam que hoje se celebra o centenário da primeira viagem aérea entre Portugal e o Macau? Preferi hoje dividir este post em duas partes uma vez que considero que não se deve deixar passar esta data.


Sim, a viagem começou precisamente no dia 2 de abril de 1924. Passados apenas dois anos depois da travessia do Atlântico Sul (Lisboa-Rio de Janeiro) por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, os "aviadores José Manuel Sarmento de Beires (1892-1974) e António Jacinto da Silva Brito Pais (1884-1934), partiram de Vila Nova de Milfontes, na foz do rio Mira, para uma aventura inédita." A aventura não foi fácil e só conseguiram chegar aos "arredores da cidade chinesa de Cantão" no dia 23 de junho desse ano, depois de terem percorrido 16380 quilómetros com várias escalas e recorrendo a dois aviões, o "Pátria" e o "Pátria II."


Mas esta viagem acabou por estar ligada a uma época conturbada e pré-mudança política no país. Na época, o governo da I República já estava em queda e em breve emergiria um novo Regime. 

"Durante a viagem Brito Pais e Sarmento de Beires demonstram a sua solidariedade com os aviadores que estão presos em Alverca. Sarmento de Beires, "combateu na I Guerra Mundial,"  e teve "uma carreira irrepreensível em termos militares." No entanto, Beires apresenta também um grande "interesse pela literatura e também pelas ideias políticas, e é isso que faz dele um opositor ao regime. Sempre se opôs ao golpe militar e ao salazarismo."


Sarmento Beires esteve envolvido em várias tentativas para derrubar a ditadura. Acabou mesmo por ser "preso em Lisboa em 1933 e condenado no ano seguinte a sete anos de desterro, com perda dos direitos cívicos durante dez anos," tendo sido também "demitido das Forças Armadas." Enquanto está no Aljube, o seu companheiro de viagem, Brito Pais, morre com 49 anos, "vítima de acidente aéreo em 1934."
Quando sai da prisão, Sarmento de Beires vai para o Brasil, onde fica durante alguns anos. É no Brasil que continua a sua "atividade de jornalista, escritor, tradutor e cronista. Em 1951 foi amnistiado e integrado na reserva com o posto de major, e em 1964 recebeu o título de Comendador da Ordem do Império." 


Acho que estes dois aviadores não podem ser esquecidos. Passaram cem anos e pouco se falou disto. Ainda mais no ano em que se celebram os 50 anos da Revolução de abril.


Fontes:


https://expresso.pt/internacional/europa/2024-04-02-Finlandia-crianca-de-12-anos-morre-e-outras-duas-estao-em-estado-grave-apos-ataque-com-arma-de-fogo-numa-escola-c8b133c8


https://pt.euronews.com/2024/04/02/finlandia-em-choque-com-crime-de-crianca-de-12-anos


https://pt.euronews.com/2024/02/22/ataque-a-faca-em-escola-da-alemanha-faz-quatro-feridos-dois-com-gravidade


https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/o-primeiro-voo-entre-lisboa-e-macau-que-foi-apagado-da-memoria-do-estado-novo


 

05/06/2023

Agressões em escolas

Armas, sejam elas quais forem, são sempre um problema em escolas. Há diariamente um clima de instabilidade e de insegurança nas escolas que está a afetar alunos, funcionários e professores. Pelo mundo, os casos são vários...

Hoje falo aqui do caso de um homem com cerca de 30 anos, que saltou o gradeamento da Escola Secundária Ruy Luís Gomes, no Laranjeiro e entrou no recinto escolar, munido de uma faca. Ameaçou um funcionário que o abordou e provocou um corte ligeiro na mão de um aluno de 15 anos que o tentou conter. Entretanto, fugiu da escola mas acabou por ser detido, pelas 11h20m pelos polícias da Esquadra de Investigação Criminal de Almada, que recuperaram também a faca, que tinha sido deitada fora durante a fuga.

Segundo a PSP, o objetivo do homem quando entrou na escola era jogar à bola com os alunos. Ninguém no seu perfeito juízo entra numa escola para jogar à bola, armado com uma faca que rapidamente sacou para atacar. Esfaqueou um podia ter esfaqueado mais, o que nos leva a pensar como é que está a ser feita a segurança das nossas escolas. Este homem acabou acusado dos crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaças a funcionário e agressão com arma branca a um aluno e terá de comparecer na terça-feira no Tribunal de Almada, no distrito de Setúbal. Continua na minha cabeça que aquele homem entrou ali com um objetivo muito específico, com intenções de atacar alguém, mas que não conseguiu finalizar a sua intenção. Haverá  algum tipo de relação familiar deste homem com algum dos alunos desta escola, ou foi uma escolha aleatória? Estou curiosa sobre esse facto, porque me parece muito estranho.

Numa outra escola, em Felgueiras, um aluno de 16 anos atacou um professor de 46, batendo-lhe com um ferro na cabeça. O ataque aconteceu na manhã desta segunda-feira, dentro de uma sala de aula da Escola Básica 2,3 de Lagares. A agressão terá acontecido depois de uma chamada de atenção do professor ao aluno, por este ter tido um comportamento “impróprio” com um colega. Alertado que seria alvo de um processo disciplinar, o aluno saiu da sala e regressou no final com um ferro, com o qual agrediu o professor. A vítima foi transportada para o hospital de Penafiel, já depois das 10h00. Uma patrulha da GNR foi chamada à escola e localizou e identificou o estudante, que frequenta o ensino especial.  O tutor do jovem foi informado do caso, que foi remetido pela GNR ao Ministério Público.

Poderia aqui relatar vários casos, apenas deste ano, mas aproveito apenas para acrescentar ainda o caso de um aluno que devido a uma "brincadeira", foi severamente agredido e ficou com lesões graves. O rapaz de 13 anos, aluno na EB 2,3 de Alfena, em Valongo, foi agredido com violência por três colegas, acabando por ficar inconsciente. A agressão aconteceu na passada terça-feira, à hora do almoço, e o estudante agredido teve de ser transportado para o Hospital de S. João, no Porto. Aqui o que salta logo à vista é que a reação à suposta "brincadeira", não foi de um, mas de três.

Não sabemos o que se passou em concreto, mas logo à partida há aqui uma óbvia desvantagem. Outro fator é a falta de funcionários que consigam por fim a estas situações rapidamente. Quem conhece a realidade das escolas, sabe bem do que estou a falar. Há formação, mas ainda falta muita preparação para lidar com estas situações. E o pior é que muitas vezes, os agressores estão identificados por casos menos graves, mas espera-se que algo corra muito mal para colocá-los fora da escola. Terá sido o primeiro ataque destes alunos? Fica aqui a minha questão.

De acordo com o pai, Ricardo Sousa, o rapaz sofreu ferimentos sobretudo na zona da cabeça. "Tem a boca rebentada por dentro, partiram-lhe um dente e abalaram mais três. Fizeram-lhe uma TAC e detetaram uma lesão no cérebro. Ainda vai fazer mais exames para ver como evolui", referiu o encarregado de educação, que apresentou queixa na GNR. 

Tudo terá começado na cantina da escola, quando os alunos se preparavam para almoçar. O pai, conta como tudo se terá passado, de acordo com a versão do filho e de outros colegas que assistiram: "Foi uma brincadeira, em que supostamente o meu filho tirou o chapéu da cabeça de um amigo. Mas nada justifica tamanha violência; o miúdo foi brutalmente agredido" por colegas de "13, 14 e 15 anos", afirma Ricardo Sousa, referindo que o rapaz, que frequenta o 7.º ano, "levou chutos ou murros na cabeça e ficou inconsciente". Na sequência das agressões, o educando "nem sequer consegue comer ou falar", lamenta. Ricardo Sousa denunciou nas redes sociais as agressões de que o filho foi alvo, com o objetivo de lançar um alerta para situações análogas. "Quero alertar os outros pais, porque podia ser o filho de qualquer pessoa, e podia-se ter matado uma criança", diz, adiantando que foi informado que "os alunos foram suspensos" e que a escola "está a fazer averiguações internas". Nestes casos, mesmo que os danos não sejam tão graves como o deste aluno, os pais têm um papel preponderante, para que se acabe com estas situações. O problema aqui é mesmo manter a calma e não lhes dar um tratamento igual. 

Mas hoje as notícias referentes à violência e a ataques em escolas não se centram apenas em Portugal. No Afeganistão, país onde domina o regime Talibã, oitenta raparigas foram envenenadas em ataques a duas escolas. Até agora, não está claro quem é o culpado, quais são suas motivações, nem o possível tipo de veneno usado contra as crianças.

Fontes:

https://www.dn.pt/sociedade/homem-detido-depois-de-ter-entrado-numa-escola-em-almada-munido-de-uma-faca-16481816.html

https://sicnoticias.pt/pais/2023-06-05-Felgueiras-aluno-de-16-anos-ataca-professor-com-ferro-dentro-de-escola-33ea6faf

https://clubefmradio.com/noticia/1393484/professor-agredido-na-cabeca-por-aluno-em-escola

https://veja.abril.com.br/mundo/pelo-menos-80-meninas-foram-envenenadas-em-escolas-no-afeganistao

https://www.jn.pt/justica/aluno-de-13-anos-de-escola-de-alfena-foi-agredido-por-colegas-e-ficou-inconsciente--16459742.html

https://tvi.iol.pt/noticias/envenenamento/ataque/quase-80-raparigas-envenenadas-em-escolas-primarias-do-afeganistao/20230605/647dcf9ed34ef47b87549b0d

 

03/05/2023

Armas... tiroteio numa escola na Sérvia

Segundo diversas agências noticiosas, ocorreu esta manhã um tiroteio numa escola em Belgrado, na Sérvia. Este tiroteio, fez pelo menos nove mortes, incluindo oito crianças e um segurança da mesma escola, bem como vários feridos (até agora serão seis alunos e um professor). O suspeito, um estudante do sétimo ano do ensino básico, terá começado por atirar contra o professor, usando a arma do pai, que trouxe para a sala de aula. O aluno terá sido já detido pelas autoridades.



Fontes:


https://observador.pt/2023/05/03/pelo-menos-nove-mortos-incluindo-oito-criancas-em-tiroteio-numa-escola-na-servia/


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/05/03/tiroteio-em-escola-na-servia-faz-pelo-menos-nove-mortos/329843/


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-05-03-Adolescente-dispara-varios-tiros-em-escola-na-capital-da-Servia-cca5bb5c

30/04/2023

As armas nas mãos erradas

Setúbal, perto do Bairro da Bela Vista, o bairro Azul, acorda com tiros de caçadeira. Cedo, aproveitando as primeiras horas da manhã, um homem regava a sua horta, enquanto dois amigos esperavam a chegada de uns pombos. Os cães do atirador estariam a ladrar, entusiasmados com as movimentações que por ali se faziam sentir, talvez. O que se terá passado, as palavras proferidas, só eles terão sabido, o atirador matou os dois colombófilos e ainda o homem que regava a horta ali perto. Depois, disparou uma última vez e terminou com a sua própria vida. Em pouco tempo, se perderam quatro vidas e porquê? Por pombos? Pelo barulho do ladrar de uns cães?


Sem acesso a armas, teria a discussão ficado em palavras, talvez uns empurrões e umas ofensas verbais. Quatro mortos, não seriam de certeza. Valentes as pessoas que acorreram a ajudar e que nem se aperceberam na altura que também podiam ter sido vítimas deste homem, ainda de arma em punho e aparentemente, já sem nada a perder.


Segundo o site Notícias ao Minuto,  "as autoridades depararam-se com quatro corpos e uma arma, que foi, entretanto, apreendida."


Mais tarde, já com algumas informações adicionais, esclareceu-se que a idade do atirador, Cesário, seria de 65 anos, e embora inicialmente se desconhecessem os motivos, dava-se a conhecer para as câmaras que já haveria divergências entre os homens por causa dos terrenos e da criação dos animais e que Cesário, já tinha ameaçado os vizinhos. Embora outros dissessem para as câmaras que ele era um homem pacato, que já tinha trabalhado numa escola e que morava ali numas barracas, as opiniões começavam a divergir conforme se iam sabendo mais informações.


Crimes cometidos sem que percebamos os motivos são muitos pelo mundo fora, mas basta-nos olhar para as notícias do nosso país e vamos perceber que o uso de armas para defender terrenos e para defender a "honra" ainda é muito comum. Infelizmente, ainda é hábito empunhar-se uma caçadeira, levando-a para uma discussão! 


 


Fontes:


https://www.noticiasaominuto.com/pais/2310692/desentendimento-sobre-pombos-levou-a-tiroteio-em-setubal-o-que-se-sabe


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/desentendimentos-antigos-na-origem-das-quatro-mortes-em-setubal


 

28/03/2023

Ataque a centro Ismaelita

Hoje ocorreu um ataque com arma branca, no centro Ismaelita de Lisboa. Duas funcionárias deste centro acabaram por perder a vida, tendo havido ainda vários feridos, inclusivé o própria agressor que acabaou por ser baleado pela Polícia de Segurança Pública. Ferido nas pernas, foi detido e levado para o Hospital de S. José.



O líder desta comunidade confirmou que o agressor é afegão, mas os motivos do ataque não são ainda conhecidos. A resposta da PSP foi bastante rápida mas mesmo assim não o suficiente para impedir as duas mortes. 


Os ismaelitas são uma minoria muçulmana xiita e a única comunidade muçulmana liderada por um Imã vivo, que se pensa ter descendência direta do profeta Maomé, o príncipe Karim Aga Khan. Em todo o mundo, a comunidade ismaelita conta com, aproximadamente, 15 milhões de pessoas, dos quais cerca de 8 mil estão em Portugal.


O centro Ismaelita de Lisboa celebrou 26 anos e caracteriza-se não só por ser um espaço de oração para a comunidade, mas também, por ser ponto de encontro entre pessoas de diversos contextos sociais e culturais. Um dos objetivos deste centro é o de promover a criação de pontes entre várias comunidades, mas também de seu um lugar de partilha de conhecimento e desenvolvimento inteletual. Associada a este Centro, está a Fundação Aga Khan em Portugal, fundada pelo princípe Karim, desempenha funções de investigação e de intervenção em áreas como a educação, exclusão social e pobreza urbana no nosso país e em países africanos de Língua oficial portuguesa, sendo por isso bastante reconhecida.


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/pais/2023-03-28-Dois-mortos-em-ataque-com-faca-no-Centro-Ismaili-em-Lisboa-e5a54f33


https://sicnoticias.pt/especiais/ataque-no-centro-ismaili/2023-03-28-Quem-sao-os-ismaelitas-e-quais-as-origens-do-centro-em-Lisboa--b09787b3


27/03/2023

Ataque a escola nos EUA


The Covenant School, uma escola cristã, na cidade de Nashville, no estado americano do Tennessee, sofreu hoje um ataque com arma de fogo, do qual resultou a morte de 3 crianças de oito e nove anos e de três adultos, sexagenários. 


Audrey Hale, de 28 anos, foi identificado como o autor do ataque, o qual se fazia acompanhar de três armas de fogo. Este, tinha sido aluno desta escola. Hale atirou contra a polícia, quando estes o tentaram deter , o que acabou por resultar na sua execução. 


Este foi o 131º caso do tipo nos Estados Unidos desde o início deste ano, segundo a Gun Violence Archive. Em 2020, foram 610 casos deste género e em 2021, ocorream 690 casos semelhantes nos EUA. 


Impossível não fazer uma reflexão sobre este tema, longe de ser único nos EUA, mas sem sombra de dúvida, um acontecimento praticamente diário e, quase, banal da criminalidade. As armas de fogo, poderiam ser apontadas como as culpadas destes crimes, mas é na sua utilização que reside a questão. Muitas vezes, os ataques acabam por ser cometidos com armas de família que até estavam em situação legal. As causas destes atentados são várias mas tornam-se sem dúvida mais fáceis pela proliferação das armas.


Fontes:


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqvj817340lo


https://m.leiaja.com/noticias/2023/03/27/os-principais-ataques-tiros-em-escolas-dos-eua/


 


 


26/03/2023

Avançando pela Bielorrússia

Parte da URSS durante largos anos, ainda mantém as suas bases soviétivas, ditatoriais e opressoras com Alexander Lukashenko desde 1994 no poder. A sua relação com a Rússia é evidente e acaba por estar isolada dos outros países mantendo uma dependência direta, que pode significar uma possível reunificação.


Os meios de comunicação têm sido limitados pelo regime, levando a que muitos dos habitantes, não façam ideia do que relamente se está a passar. As próprias eleições realizadas em 2020 e que deram o sexto mandato a Lukashenko (com 80,23% dos votos) colocaram no exílio a sua opositora - Svetlana Tikhanovskaia - que está a ser julgada à revelia por acusações de traição.


Este mês, o presidente bielorrusso introduz a pena de morte para os casos de alta traição, para os oficiais do Estado e membros do Exército, a qual até agora só era aplicada nos crimes de homicídio agravado ou de atos de terrorismo. Outra lei, prevê uma pena de prisão para aqueles que desacreditarem as Forças Armadas do país  -  lei semelhante foi aprovada pela Rússia no ano passado, logo depois da invasão do território ucraniano.


Este fim de semana, voltou-se a falar muito neste país, e quem viu ontem o programa "Toda a Verdade" da SIC, teve a oportunidade de saber um pouco mais sobre esta relação - para mim, muito preocupante - entre Putin e Lukashenko.


Aquilo que foi anunciado por Putin neste sábado, foi que chegou a acordo para armazenar armas nucleares na Bielorrússia, uma estratégia de ataque que pode ser tanto à Ucrânia - uma vez que este país faz fronteira com a Ucrânia, permitindo assim a passagem de armas pelo seu território, tal como aconteceu no início do conflito - como à própria União Europeia. O Presidente russo, afirma que não está a violar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, mas este é o mesmo homem que dizia estar a salvar cidadão russos das mãos dos nazis na Ucrânia, por isso, sobre as suas afirmações não há mais nada a dizer.


Falar de armas nucleares é pôr na mesa um assunto que deixa as populações com medo, sem saber o que pode estar reservado para o futuro.Esta é uma questão que devia ser inaceitável, se pensarmos bem, e pelo que tem sido referido em vários sites noticiosos, a Rússia tem mais ogivas que os próprios EUA (não sei se este é um facto verdadeiro, mas preocupa-me). Que os EUA tenham armas na Europa - e isso também parece ser facto confirmado - será no nosso caso um fator defensivo, em caso de ataque, mas ninguém sairá bem se o conflito rebentar, envolvendo as formas russas (e os seus aliados) e a própria NATO.


Putin, sente-se de certa forma livre para ir contornando as regras do jogo e tem do seu lado, a Bielorrússia - que pode parecer um país pequeno mas que a nível geoestratégico é muito importante no avanço russo, como também de uma grande potência mundial como é a China. Estas reuniões e encontros não são meras coincidências diplomáticas. Algo mais se prepara em banho-maria, mas se aumentarem o lume, entrará em ebulição e os estragos serão imensos.


Fontes:


https://observador.pt/seccao/mundo/europa/bielorrussia/


https://www.infoescola.com/europa/bielorrussia/


Programa: "Toda a Verdade" -SIC Notícias;


 

30/11/2021

Tiroteio em escola em Oxford

Mais uma vez, a notícia recai sobre um crime realizado por um jovem num estabelecimento de ensino nos EUA. Desta vez, um adolescente de 15 anos matou pelo menos três estudantes e feriu vários outros, assim como um professor, na escola de ensino médio de Oxford, Michigan, uma pequena cidade próxima a Detroit. A Oxford High School, com cerca de 1.800 alunos, localiza-se numa comunidade de cerca de 22 mil pessoas e fica a cerca de 48 quilómetros ao norte de Detroit.




O sub-xerife do condado de Oakland, Mike McCabe, disse à imprensa local, sem dar detalhes, que o suspeito detido estava com uma arma curta — e de acordo com as autoridades,  terão detido o suspeito cinco minutos depois da primeira chamada a pedir ajuda.


Ethan Crumbley, estaria numa reunião com os pais e a diretora da escola, quando iniciou o terrível ataque. Não se sabe ainda se as vítimas foram escolhidas ou aleatórias, uma vez que o autor se remeteu ao silêncio.






Os alunos foram retirados da escola e levados para um estacionamento nas imediações, onde os pais ou responsáveis os foram buscar.


Só este ano, os Estados Unidos já registaram 138 tiroteios deste género.


Fontes:


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2021/11/30/adolescente-abre-fogo-em-escola-dos-eua-e-mata-pelo-menos-tres-pessoas/262788/


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/11/30/tiroteio-em-escola-de-michigan.ghtml











 



11/09/2021

20 anos depois do Ataque às Torres Gémeas

Não me lembro de muita coisa desse dia, acho que foi um dia normal. Olhando para trás, eu tinha acabado de fazer 18 anos.  Ia começar o meu primeiro ano no Instituto Politécnico, no curso que eu tinha escolhido e estava entusiasmada. Mal sabia que estava a chegar um dos piores anos da minha vida.


Nesse dia, os meios de comunicação social passaram imagens que nunca vou esquecer. E durante vários dias, senão semanas, ou meses, andamos com medo. Tinha parecido tão fácil atacar uma superpotência como os EUA, mais simples seria atacar países mais pequenos. Nessa altura, eu não entendia nada de geopolítica, de extremismos e de radicalismos. Sabia apenas o que "ouvia" dizer. 


A maior parte das notícias que acompanhei nesse dia, passavam em canais estrangeiros, os diretos sucediam-se e pelo meio sempre as mesmas imagens, as da segunda aeronave a embater na torre, a torre a cair como um castelo de cartas e as lágrimas a serem disfarçadas.  Nos dias seguintes, acho que todos sentimos o receio dos nossos pais cada vez que saíamos de casa para ir apanhar o autocarro, cada vez que eu ia fazer serviço voluntário nos bombeiros da terra, sei que os meus pais ficavam com o coração nas mãos, com medo que algo de parecido aqui acontecesse e nós fossemos chamados.


Passaram 20 anos e o mundo mudou. Já vi tantas e tantas vezes as mesmas imagens que já nem choro. Já se fizeram filmes, documentários, centenas de entrevistas foram transmitidas. 


Daquilo que se sabe agora, foram dezanove terroristas da Al-Qaeda, (uma organização radical islâmica liderada por Osama Bin Laden) que sequestraramm quatro aviões comerciais nos Estados Unidos.


Eram apenas 08:46, na hora local, quando o primeiro avião – um Boeing 767 da American Airlines que tinha descolado de Boston 1 hora antes – atinge a Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque, . Ninguém se tinha apercebido até ali do desvio dos aviões e até ao segundo embate, pensou-se ser um acidente trágico, mas apenas um acidente.


Apenas dezassete minutos mais tarde, o mundo assiste, incrédulo, em direto, ao embate de um segundo avião – um Boeing 767 da United Airlines –  na Torre Sul do World Trade Center.


Cerca de meia hora depois, um terceiro avião, o voo 77 da American Airlines, que deslocou do aeroporto Washington Dulles, na Virgínia, com destino para Los Angeles, colide contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.


Naquele dia, perderam a vida num atentado terrorista de dimensões inimagináveis, 2996 pessoas e ficaram feridas cerca de 6300. O coração financeiro de Manhattan tornou-se num cenário apocalíptico, depois do embate de dois aviões comerciais, sequestrados por comandos terroristas da Al-Qaeda, enquanto que um terceiro avião se dirigia para o Pentágono. Pensa-se que o Capitólio e, eventualmente, a Casa Branca seriam os restantes alvos dos planos de Osama Bin Laden. O 4º avião, despenhou-se em Shanksville, na Pensilvânia, depois dos passageiros e a tripulação terem lutado com os sequestradores, ao aperceberem-se que algo de muito grave se estava a passar.


Depois desse dia, o mundo mudou. A América lança a Operação Liberdade Duradoura em território afegão e que tinha como objetivo afastar do poder os talibãs, desmantelar a Al-Qaeda, capturar Osama Bin Laden e impedir ataques terroristas em solo americano. 


Com a ajuda dos aliados da NATO, os Estados Unidos derrotam os talibãs no início de dezembro de 2001, mas a maioria dos membros da Al-Qaeda e dos talibãs conseguem, no entanto, escapar à captura fugindo para o Paquistão ou escondendo-se em regiões remotas. A ONU aprova, em dezembro de 2001, o acordo de Bona, que definiu a administração provisória do Afeganistão, presidida por Hamid Karzai, até à realização de eleições.


Dez anos depois dos atentados de 11 de Setembro, as forças especiais norte-americanas matam, no Paquistão, Osama Bin Laden. 


A morte do principal alvo dos Estados Unidos alimentou o debate sobre a necessidade de presença de tropas norte-americanas no Afeganistão e, em junho de 2011, Barack Obama anunciou o início da retirada dos militares do país. O  processo, que deveria ficar concluído no verão de 2012, acabou por só se iniciar em 2014, ano findo o qual os aliados da NATO deram por concluídas as suas missões. No Afeganistão ficaram, nessa altura, cerca de 12.500 militares estrangeiros, 10.000 dos quais norte-americanos.


Com a atenção dos EUA desviada para o conflito no Iraque, os talibãs reagruparam-se em redutos no sul e no leste do Afeganistão e voltaram às ruas, trazendo destruição e violência. Em 2018, sem o cessar da insurgência e com a guerra a tornar-se cada vez mais ‘impopular’ entre os norte-americanos,a administração Trump e os aliados iniciam negociações com os talibãs, oferecendo a retirada das tropas em troca da promessa de que o Afeganistão não seria palco de terrorismo.


Dois anos depois, é assinado um acordo entre as duas partes que define a retirada de todas as tropas do Afeganistão até maio de 2021, mediante a manutenção de diálogos e negociações de paz entre os talibãs e o Governo afegão. Na altura em que Joe Biden assume a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2021, o número de tropas no Afeganistão estava reduzido a 2500 militares e o Presidente norte-americano comprometeu-se a honrar o acordo de retirada, apontando para o dia 11 de setembro a data prevista para a sua conclusão.


20 anos depois, a guerra do Afeganistão, chega ao fim. Em maio, o grupo radical islâmico lançou uma nova ofensiva e conquistou vários territórios, aumentando os receios de que as forças de segurança afegãs fossem derrotadas. Um cenário que veio a confirmar-se em agosto, quando os talibãs conquistaram quase todo o território afegão, incluindo a capital, Cabul.


Duas décadas depois, os Estados Unidos não conseguiram impedir a conquista do poder pelos talibãs. 



De acordo com as Nações Unidas,o Afeganistão tem a terceira maior população deslocada do mundo. Desde 2012, pelo menos cinco milhões de pessoas fugiram e não conseguiram regressar a casa. Desde o seu início, mais de 240 mil pessoas terão perdido a vida durante a guerra.



 

Fontes:


https://sicnoticias.pt/especiais/20-anos-do-11-de-setembro/2021-09-11-Onze-licoes-do-9-11-o-dia-que-mudou--quase--tudo-00c3776b


https://sicnoticias.pt/especiais/20-anos-do-11-de-setembro/2021-09-07-A-guerra-mais-longa-da-America-do-11-de-Setembro-a-invasao-do-Afeganistao-fe2993c8


 

19/02/2020

Ataque com arma de fogo em bares na Alemanha

Na noite passada, um homem empunhando uma arma de fogo entrou num bar na cidade de Hanau, perto de Frankfurt, na Alemanha. Quem lá estava foi surpreendido quando o indivíduo começou a disparar de forma aleatória. Saiu, entrou no carro e dirigiu-se a outro bar, onde voltou a repetir os disparos. Depois disso fugiu num carro de cor escura, deixando o caos atrás de si. Além das nove vítimas mortais do ataque, houve também alguns feridos.


Algumas horas mais tarde, o alegado autor dos tiroteios, de 43 anos, e a sua mãe de 72 anos, foram encontrados sem vida num apartamento alvo de buscas pelas autoridades poucas horas depois do ocorrido. Tobias terá assassinado a mãe, que não esteve envolvida nos tiroteios e suicidou-se de seguida. 


O atacante foi identificado após terem sido encontradas pistas num carro abandonado junto ao local dos tiroteios. No interior, havia revistas sobre tiro e munições.


Segundo a polícia, o ataque teve “motivações xenófobas” e está relacionado com a extrema-direita alemã. A maioria dos frequentadores dos bares atacados era curda. O primeiro ataque aconteceu num bar de fumadores de cachimbo de água (shisha/narguilé) no centro de Hanau, por volta das 22:00, e o segundo pouco depois, a cerca de 2,5 quilómetros a oeste.


As autoridades encontraram um vídeo e uma carta no apartamento que, diz a polícia, se referia a uma “teoria de conspiração sobre maus tratos a crianças nos Estados Unidos”. O conteúdo já está a ser analisada por especialistas.


Fontes:


https://observador.pt/2020/02/19/pelo-menos-oito-mortos-em-dois-tiroteios-na-cidade-alema-de-hanau/


https://www.dn.pt/mundo/tiroteio-em-cidade-alema-faz-pelo-menos-oito-mortos-11840703.html


 

14/11/2019

Tiroteio na Califórnia

Um dos temas recorrentes, infelizmente, tem sido o das armas, em especial das armas de fogo. A facilidade com que uma criança ou um jovem agarra uma arma e dispara, provocando mortes e ferimentos graves, em si mesmo e nos outros, é de tal ordem que todos os anos se registam casos de acidentes e de atentados com armas de fogo. Líder nestas ocorrências, estão os EUA, mas infelizmente também ocorrem com frequência vários casos graves aqui em Portugal, em Espanha, França ou no Brasil, por exemplo.

Desta vez, a notícia que trago e que me chamou a atenção vem mesmo dos EUA, onde hoje um tiroteio matou uma jovem de 16 anos e um rapaz de 14 anos, ferindo ainda outras três pessoas, na escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, nos Estados Unidos.

O suspeito terá 16 anos e é de origem asiática. Está a receber tratamento no hospital para onde foi transportado em estado grave, depois de ter tentado o suicídio.

Segundo o que é dito nos canais noticiosos, a mãe e a namorada do autor dos disparos estarão a colaborar com o trabalho da polícia.

A proteção nestes espaços é sempre complicada, uma vez que esta é uma escola com cerca de 2300 alunos e que se espalha em mais de uma dezena de edifícios. Tanto o colégio como outras escolas da área foram fechadas.

Fontes:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/11/14/atirador-deixa-feridos-em-escola-nos-eua.ghtml

15/03/2019

Insegurança - Atentado em mesquitas na Nova Zelândia

Falar de religião... para mim é falar da história das comunidades que se unem, dos costumes culturais. De todas as religiões há tanta coisa positiva a retirar, mas também há a maldade dos homens, escondida atrás de dogmas e de crenças que em qualquer das religiões seguidas, os leva a cometer atos de fanatismo, de desrespeito pela liberdade dos outros, de imposição de valores. Vêm de muito longe no tempo os primeiros atos de violência cometidos entre povos. Sou agnóstica e para mim é difícil conceber que uma pessoa siga de tal maneira uma doutrina que mate em nome disso. Consigo respeitar as diferenças culturais e as diferenças religiosas até um certo ponto, mas ainda não consigo ser benévola quanto ao se cometerem crimes em nome de algo ou de alguém, em vcez de se assumirem como verdadeiros prevaricadores em vez de tentarem imiscuir a sua culpa em atos religiosos. Todas as pessoas podem ser boas ou más.

E assim depois destas palavras deixo mais uma notícia para pensarmos. Foram 49 mortos. Duas mesquitas foram atacadas na Nova Zelândia, deixando um rasto de 49 mortos e cerca de 48 feridos. Os ataques, passava pouco da meia noite em Lisboa, aconteceram nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid. Entre as vítimas estarão vários refugiados e imigrantes. Refugiados e imigrantes que foram mortos sem se saber quem eram, quem seriam as suas famílias. Quem o fez apenas olhou ao local onde estavam e os classificou como sendo, talvez, criminosos a que teriam de fazer frente, não fossem estas pessoas fazer-lhes mal. Assim vai o nosso mundo em pleno século XXI. Mata-se ainda como no tempo dos Cruzados, como se não tivessemos evoluído da barbaridade para uma sociedade civilizada. 

Muitos dos feridos estão em estado grave e o número de vítimas ainda pode aumentar. O atentado ocorreu durante as orações da tarde e foi transmitido em direto na Internet, num vídeo que mostra um homem com uniforme militar e uma arma semiautomática a entrar numa das mesquitas e abrir fogo sobre os que estavam em oração, abandonando depois o local num carro e continuando a disparar pela janela. O mesmo cenário poderia acontecer entrando um homem de armadura a cavalo, golpeando uns quantos e fugindo de seguida com o sentimento de dever cumprido. Só que na altura a mensagem era levada por escudeiros ou mensageiros durante semanas ou meses até chegar ao seu destino e agora é levada em direto pelas redes sociais. Só mudou a rapidez, de resto continuam a existir uma humanidade rude e sem escrúpulos.

A equipa de críquete do Bangladesh, que está em Christchurch para defrontar a Nova Zelândia, encontrava-se na mesquita de Hagley Park para a oração diária quando o tiroteio começou, mas conseguiu abandonar o local sem que qualquer dos jogadores tenha sido atingido pelos disparos. Não se sabe se seriam um dos alvos.

A polícia neozelandesa deteve quatro pessoas relacionadas com os disparos. Uma delas, um homem com mais de 20 anos, está acusado de homicídio, confirmou o comandante da polícia neozelandesa, Mike Bush. Um dos suspeitos é um cidadão australiano, que escreveu um manifesto anti-imigração com mais de 70 páginas, onde começa com um poema de Dylan Thomas e detalha as motivações dos suspeitos: “criar uma atmosfera de medo” e “incitar à violência” contra os muçulmanos. Um mulher também foi detida mas ainda não se sabe se teve participação direta nos ataques.

Como resposta ao ataque, houve quem saísse à rua para prestar homenagem às vítimas. Há tributos a acontecer em Daca (Bangladesh), Bombaim (Índia), Carachi (Paquistão) e Wellington, capital da Nova Zelândia. A polícia também terá desativado dois carros armadilhados que não chegaram a explodir e que se pensa estarem relacionados com os ataques. 

Christchurch é a capital de Canterbury e a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376,700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. Desde o ataque que as autoridades reforçaram o patrulhamento junto das mesquitas do país. O mesmo está a acontecer em França e no Reino Unido.

Mais uma vez, estamos a lidar com o medo. Não é aqui, mas podia ser. Ninguém parece estar seguro, quando há armas a circular por aí e se chega tarde para extinguir estas ações terroristas. Parece que conseguem sempre ganhar no jogo do gato e do rato contra as autoridades. E quando se prende ou mata um, outro o substitui e começa a levar a cabo um novo plano. Desta vez foi do outro lado do mundo, mas quem é que pode afirmar que está em segurança? 

Fontes:

https://www.publico.pt/2019/03/15/mundo/noticia/varios-mortos-ataque-duas-mesquitas-nova-zelandia-1865487

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/dezenas-de-mortos-em-ataque-a-mesquitas-na-nova-zelandia_n1134966


 

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