Hoje é dia da Criança. Um dia feliz, com muitas atividades, alegria, presentes. Um dia diferente para muitas crianças. Mas depois vem-me à lembrança: e as crianças dos países em guerra?
Apesar de o Dia da Criança se celebrar apenas em alguns países nesta data, é uma oportunidade para refletirmos como vivem as crianças, em particular aquelas que estão em zonas de conflito, as que foram amputadas, as que sobreviveram à morte da sua família e se encontram agora sós. "As crianças são desproporcionalmente afetadas pelos conflitos, as forças combatentes continuam a recorrer à morte, violência sexual, exploração e recrutamento, como “armas de guerra” para infligir deliberadamente danos físicos e mentais que duram muito além do conflito."
Em Gaza, há cerca de 10 mil crianças com deficiências graves diretamente relacionadas com a guerra, muitas delas amputadas. Além disso, estas crianças dificilmente têm acesso a cuidados de saúde, a uma resposta para uma adequada recuperação (próteses, fisioterapia). Depois há ainda a questão de falta de acesso a cuidados básicos, onde se incluem a saúde, higiene, água, alimentação e uma casa.
Em Gaza, a "infraestrutura de água, saneamento e gestão de resíduos está amplamente destruída." Acrescente-se aqui que, mesmo que existam locais onde conseguem ir buscar água, na sua maioria estes encontram-se contaminados, sendo que "esta crise da água e saneamento é agravada pela acumulação do lixo."
Outro local onde as crianças sofrem com o flagelo da guerra, é a Ucrânia. Segundo a UNICEF, "quatro anos após o início da invasão russa, a vida das crianças ucranianas tornou-se uma questão de sobrevivência." No ano passado, 92 crianças perderam a vida devido à guerra, enquanto outras 652 ficaram com ferimentos graves.
De destacar que cerca de "um terço das crianças estão deslocadas e, em cidades da linha da frente como Kherson ou Kramatorsk, milhares vivem e estudam nos subterrâneos para escapar aos bombardeamentos russos." A infância destas crianças está-lhes a ser roubada por bombardeamentos frequentes, alertas de ataque que as obrigam a fugir e a recolher-se. Crescem quase sem poderem brincar na rua, sem serem crianças. Muitas destas crianças apresentam sinais de "ansiedade e trauma."
Fontes:
https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/gaza-tem-o-maior-numero-de-criancas-amputadas-da-historia-moderna#goog_rewarded
https://www.amnistia.pt/criancas-sob-ataque/#gref
https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2026-02-24-quatro-anos-de-guerra-na-ucrania-a-infancia-deslocou-se-para-os-subterraneos-5230d09a
https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2026-02-19-video-guerra-na-ucrania-criancas-vivem-com-trauma-e-ansiedade-a-15-km-da-linha-da-frente-3c4fd974
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