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26/08/2026

Incêndio mata no Paquistão e Cheias matam no Nepal

Um incêndio numa maternidade levou à morte de 15 recém-nascidos, em Islamabad, capital do Paquistão. Inicialmente, as notícias davam conta de 14 bebés, mas final terão sido 15 a morrer, tendo apenas um sido salvo. As chamas terão começado “no terceiro andar da ala de Saúde Materno-Infantil do Hospital do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas”, possivelmente depois de se ter dado a "explosão do compressor de uma unidade de ar condicionado dentro da maternidade," de acordo com informações divulgadas pelas autoridades paquistanesas. No entanto, ainda não se sabe o número total de mortos e feridos. Diz-se também que não havia pessoal médico naquela ala, o que só por si, é algo que para o comum de nós será muito estranho. Numa unidade em que existe oxigénio a circular, um incêndio pode tornar-se rapidamente muito mais intenso e provocar explosões.

Incêndios com elevado número de vítimas são frequentes no país, uma vez que as infraestruturas carecem de segurança na sua construção. "Em Janeiro, pelo menos 67 pessoas morreram num incêndio num dos centros comerciais mais movimentados da cidade portuária de Karachi, no Sul do país."

Contam-se já 150 mortos na fronteira entre o Nepal e o Tibete. As vítimas terão sido arrastados por uma cheia repentina. Há ainda cerca de 600 desaparecidos, "incluindo 466 turistas de 28 países," que poderão estar soterrados devido ao deslizamento de terras. A causa ainda não está explicada, mas  pode ter ocorrido devido ao desprendimento de grandes placas de gelo das montanhas acima. Estas placas podem ter-se soltado devido a um sismo "de magnitude 4,4, com epicentro a cerca de 77 quilómetros a noroeste da localidade nepalesa de Kodari." Há dois portugueses dados como desaparecidos.

Numa reação em cadeia, a "massa de terra, pedras e lama terá atingido o rio Bhote Koshi, o que provocou as cheias repentinas." Foram atingidas pontes, estradas, casas e viaturas, sendo que muitas das vítimas terão sido arrastadas pela corrente de água e lama. "A UE disponibilizou o sistema de satélite Copérnico para auxiliar nas buscas e salvamento." Devido à dimensão da área atingida, poderão ainda estar por contabilizar muitos dos mortos e desaparecidos, número que foi aumentando ao longo do dia. 

Foram ainda "emitidos alertas de cheias nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que fazem fronteira com o Nepal e recebem vários rios que descem dos Himalaias."


Fontes:

https://www.publico.pt/2026/08/26/mundo/noticia/morreram-14-recemnascidos-incendio-hospital-paquistao-2186114

02/08/2026

Ataque suicida no Paquistão

Um homem fez-se detonar perto de uma "esquadra de polícia no noroeste do Paquistão, na conturbada província de Khyber Pakhtunkhwa," no vale do "Swat", provocando "14 mortos" e "22 feridos." Este ataque suicída, aconteceu enquanto ali ocorria uma "manifestação de apoio à polícia organizada por residentes." Além do bombista, as vítimas mortais são "cinco agentes da polícia e oito civis."

A região tem registado um contínuo aumento de violência, sendo que segundo segundo o "Instituto Paquistanês de Estudos sobre Conflitos e Segurança," morreram "154 pessoas", em "ataques terroristas" registados em julho deste ano na região de "Khyber Pakhtunkhwa." O governo do Paquistão "acusa os taliban afegãos de estarem a apoiar os grupos armados responsáveis por estes ataques," acusação que é rejeitada pelo governo Taliban. 

A 24 de maio deste ano, um ataque à bomba que atingiu um comboio em "Quetta", no "sudoeste do Paquistão", matou cerca de 29 pessoas. O comboio "transportava soldados e as suas famílias de Quetta para Peshawar."

Em setembro de 2023, um ataque terrorista provocou mais de meia centena de vítimas mortais.

Fontes:

https://observador.pt/2026/08/02/pelo-menos-sete-mortos-e-mais-de-20-feridos-em-ataque-suicida-no-paquistao/

https://www.publico.pt/2026/08/02/mundo/noticia/ataque-suicida-esquadra-policia-faz-menos-14-mortos-paquistao-2183830

https://www.publico.pt/2026/05/24/mundo/noticia/menos-29-mortos-ataque-bomba-comboio-paquistao-2175826

https://cadernodiario1983.blogspot.com/2026/05/ataque-bomba-mata-em-comboio-no.html


24/05/2026

Ataque à bomba mata em comboio no Paquistão

Este domingo, 29 pessoas perderam a vida numa ataque à bomba num comboio "em Quetta, no sudoeste do Paquistão." Houve ainda 102 feridos registados. Entre os mortos estão na maioria militares e "as suas famílias de Quetta para Peshawar." A região tem registado um aumento da violência, em particular contra as forças de autoridade.

De acordo com um "alto responsável" da região, em declarações prestadas à "agência France-Presse", a explosão ocorreu quando "um veículo carregado de explosivos embateu numa das carruagens." O ataque já terá sido reinvindicado pelo "exército de Libertação do Baluchistão (BLA), que pretende criar um Baluchistão independente."

No dia 12 deste mês, um outro atentado num "bazar no noroeste do Paquistão,", na região de "Lakki Marwat, um distrito da província de Khyber Pakhtunkhw", provocou a morte a "pelo menos nove pessoas", tendo ainda provocado graves ferimentos a "mais de duas dezenas." A maioria dos mortos eram pessoas que circulavam pela rua àquela hora.

Fontes:
https://www.publico.pt/2026/05/24/mundo/noticia/menos-29-mortos-ataque-bomba-comboio-paquistao-2175826
https://pt.euronews.com/2026/05/24/bomba-em-comboio-mata-pelo-menos-24-pessoas-no-paquistao

01/09/2025

Forte sismo abala leste do Afeganistão

Não é a primeira vez que o Afeganistão é afetado por um forte sismo. Ainda não se conhecem os números exatos mas andarão para já, na estimativa das 800 vítimas mortais (com os números a aumentarem a cada minuto e milhares de feridos). O sismo teve epicentro a cerca de "42 quilómetros de Jalalabad, capital da província de Nangarhar," na região leste do Afeganistão e a uma hora a que a maioria dos habitantes se encontraria já em suas casas a dormir. Além do horário e do facto daquela ser uma região bastante montanhosa, o nível de destruição pode sido agravado pela pouca profundidade - "apenas oito quilómetros."

O abalo foi sentido em "Cabul, e também em Islamabad, no Paquistão." Algumas regiões mais remotas só são alcançáveis de helicóptero. "Muitas das áreas gravemente afetadas são remotas e têm redes de telecomunicações limitadas, o que complica os esforços de resgate." Ao primeiro abalo, seguiram-se pelo menos outros dois "de magnitude 5.2," que terão provocado "inúmeros deslizamentos de terras que bloquearam as poucas estradas existentes, isolando por completo dezenas de aldeias."

Nesta região, os sismos são relativamente frequentes, particularmente por causa da junção das placas euroasiática e arábica. A zona mais afetada, Kunar, fica numa "região remota na fronteira com o Paquistão, aninhada nos vales da cordilheira Hindu Kush, cuja população vive principalmente em casas precárias de barro e palha, extremamente vulneráveis a sismos." Num país em que a maioria da população vive em situações por si próprias degradantes, uma catástrofe natural desta grandiosidade, traz sempre elevados danos materiais e humanos.

"Em outubro de 2023, uma série de sismos devastou a província ocidental de Herat, causando mais de 1500 mortos." É importante reforçar que a população habita numa região fortemente afetada pela guerra e pela pobreza, em que as habitações estão extremamente degradadas e são, na sua maioria, de construção frágil, permitindo a que os danos já de si elevados, se tornem rapidamente numa catástrofe.


Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sismo-no-afeganistao-provoca-mais-de-800-mortos-e-2700-feridos_n1680409

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-09-01-sismo-no-afeganistao-pode-ter-provocado-centenas-de-mortos-e-milhares-de-feridos-366f2569

30/08/2025

Cheias matam na índia e Paquistão

As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."

Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.

"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da Índia que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias." Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da mortalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cheias-na-india-e-paquistao-varias-cidades-inundadas-devido-a-fortes-chuvas_v1680225

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-30-video-cheias-continuam-a-nao-dar-treguas-na-india-e-no-paquistao-19abc809

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-28-video-cheias-na-india-e-no-paquistao-nao-param-de-fazer-vitimas-6f698fb8-1

https://www.publico.pt/2025/08/23/azul/perguntaserespostas/moncoes-tornaramse-letais-bombas-chuva-paquistao-india-2144435

07/05/2025

Ataques entre Índia e Paquistão

A preocupação cresce enquanto no sul da Ásia, a situação entre a Índia e o Paquistão se está a tornar cada vez mais tensa, sobretudo se tivermos em conta a existência de armas nucleares de ambos os lados. 

Ontem, "terça-feira, a Índia lançou ataques aéreos contra alvos no Paquistão e na Caxemira paquistanesa." Refere o estado indiano que o objetivo era atingir alvos "terroristas", tanto na província de Punjab, uma região densamente povoada, como na zona paquistanesa de Caxemira. Estes ataques aéreos surgem no seguimento do atentado que, há cerca de duas semanas, atingiu uma zona turística e provocaram vários mortos, na sua maioria turistas estrangeiros. Desde este ataque, a situação já de si tensa, tem vindo a escalar, havendo constantes trocas de acusações e, também, trocas de tiros entre as fações divergentes. Apesar de manifestar que os bombardeamentos teriam alvos específicos, a verdade é que mais uma vez, o resultado foi a morte de civis, entre os quais, numa primeira contagem, estão "uma criança", tendo outras duas ficado "feridas."

De acordo com "o tenente-general Ahmad Sharif" - porta-voz do exército paquistanês - os mísseis foram "lançados a partir do território indiano", não tendo qualquer avião indiano "entrado no espaço aéreo paquistanês." Considerou ainda que este "foi um ataque cobarde que visou civis inocentes a coberto da escuridão." O mesmo porta-voz afirmou ainda "que estava a ser preparada uma resposta e que o ataque tinha como alvo duas mesquitas na província de Punjab."

"O Paquistão retaliou com fogo na fronteira, e a comunidade internacional — como os EUA, Reino Unido e China — já começaram a apelar à contenção." Se o conflito continuar a escalar, podemos estar perante o reacender de um conflito.

Além do mais, há que relembrar que uma parte "do nordeste da Caxemira" é administrado pela China, uma grande "potência nuclear". O Paquistão, "de maioria muçulmana," possuirá "cerca de 170 armas nucleares, enquanto a Índia, "de maioria hindu," vem logo atrás, com cerca de 160." A tensão passa exatamente pela posse de Caxemira, hoje em dia, "um dos pontos de tensão mais perigosos do mundo," bem como um dos que atualmente se pode considerar dos "mais militarizados do mundo."

Estes dois estados, estiveram já envolvidos em "três guerras pelo território montanhoso desde a sua independência da Grã-Bretanha em 1947, a mais recente das quais em 1999."

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/india/paquistao/dezenas-de-mortos-e-varios-avioes-abatidos-india-e-paquistao-a-beira-de-uma-guerra/20250507/681b146fd34ef72ee445a041

https://pt.euronews.com/2025/05/06/india-inicia-ataques-com-misseis-em-caxemira-e-algumas-zonas-do-paquistao

https://pt.euronews.com/2025/04/25/troca-de-tiros-entre-tropa-indiana-e-soldados-paquistaneses-em-caxemira

22/04/2025

Ataque mata turistas em Caxemira

Hoje morreram pelo menos 24 pessoas "num ataque terrorista a tiros na região de Pahalgam, um destino turístico popular na parte indiana de Caxemira." O ataque, perpetado por um grupo armado, autodenominado "Resistência de Caxemira," teve como alvo principal "um grupo de turistas," ."que se encontravam numa "estância turística." Que turistas seriam e de onde, fica a questão, pois não me apercebi de grandes movimentações acerca do tema (refira-se no que se trata de política externa). De referir, ainda que não exista qualquer relação confirmada, que este "ataque coincidiu com a visita à Índia do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que está a efetuar uma viagem de quatro dias de caráter pessoal."

"O ataque foi descrito como o pior contra civis nos últimos anos na região, que tem maioria muçulmana e vinha registando relativa acalmia após anos de conflito." Numa mensagem colocada nas redes sociais, o grupo que reivindicou o ataque, "criticou a concessão de direitos de residência a mais de 85 mil pessoas de outras partes da Índia, o que, segundo eles, estará a promover uma mudança demográfica na região." A região de Caxemira é atualmente disputada pela Índia e pelo Paquistão. Num conflito com mais de 50 anos, "só na última década, o confronto que opõe a Índia ao Paquistão já provocou mais de 50 mil mortos e um inquantificável sofrimento às populações." Nos últimos anos, este conflito agravou-se "quando as duas potências anunciaram a realização de ensaios nucleares, numa demonstração mútua de força destinada a intimidar o rival."

Assim vai o nosso mundo...

Fontes:

https://www.dn.pt/internacional/caxemira-ataque-armado-contra-turistas-faz-pelo-menos-24-mortos

https://www.rtp.pt/programa/tv/p13497

https://pt.euronews.com/2025/04/22/pelo-menos-20-turistas-mortos-por-atiradores-em-caxemira-segundo-a-policia

23/09/2024

Atentado com mina no Paquistão... e continua a troca de ataques no Médio Oriente

Uma comitiva que transportava diplomatas de vários países foi alvo de um "ataque no Paquistão," levando à morte de um polícia e a ferimentos em três outros. Na comitiva seguiam "o embaixador russo e diplomatas portugueses, iranianos, turcomanos, tajiques, cazaques, bósnios, zimbabueanos, ruandeses e vietnamitas." O ataque aconteceu "no vale do Swat, em Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão." Os diplomatas estariam a participar num encontro para "promover o comércio local, conhecido pelo seu artesanato e pedras preciosas."

Na caravana, composta por 12 diplomatas, "viajava o embaixador português, Frederico Silva, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou à Lusa estar bem," uma vez que ia a meio do comboio e a viatura onde seguia não chegou a ser atingida. Esta é uma região perigosa por ser um "bastião dos talibãs paquistaneses (TTP), treinados para o combate no Afeganistão e que defendem a mesma ideologia dos talibãs afegãos."

Ontem, escrevi sobre a situação tensa no Médio Oriente e até agora os ataques não cessaram - nem tão cedo se espera que isso aconteça, infelizmente. Nos últimos dias, os ataques contra território libanês já provocou "dezenas de mortos, segundo a Defesa Civil," sendo que "o balanço provisório do atentado de sexta-feira é de 50 mortos e 66 feridos, mas há ainda 11 desaparecidos."

Preocupado com a escalada do conflito, "o secretário-geral da ONU, António Guterres," receia que o conflito no Líbano se torne "uma nova Gaza", numa entrevista dada à CNN.

Depois de aconselhar os habitantes do sul do Líbano a "manterem-se afastados" de edifícios onde o "Hezbollah pode ter armazenadas armas" e que possam ser alvos "do movimento pró-iraniano Hezbollah," Israel lançou esta segunda-feira dezenas de ataques "no sul e no leste do Líbano." Em cerca de meia horam foram lançados "mais de 80 ataques aéreos."

A agência Reuters, descreveu os bombardeamentos desta manhã "como os mais vastos que Israel realizou em simultâneo desde outubro do ano passado." Na última sexta-feira, o exército israelita assassinou "um importante comandante do Hezbollah, Ibrahim Aqil, num bombardeamento em Beirute que fez pelo menos 12 mortos, incluindo cinco crianças."

Este comandante era "procurado há décadas pelos Estados Unidos" acusado de ter sido responsável "pela morte de mais de 300 pessoas nos atentados de 1983 em Beirute." O ataque de 1983 terá morto 307 pessoas que se encontravam num "quartel de uma força internacional de manutenção de paz," entre as quais "241 militares norte-americanos." A explosão de um camião provocou ainda a morte de "63 pessoas na embaixada norte-americana," daquele país.

Fontes:
https://www.publico.pt/2024/09/22/mundo/noticia/comitiva-diplomatas-incluindo-portugueses-alvo-ataque-paquistao-2105094

https://www.dnoticias.pt/2024/9/22/420734-caravana-com-diplomatas-incluindo-portugueses-foi-alvo-de-explosao-no-paquistao/

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/09/22/alta-tensao-entre-o-hezbollah-e-israel-eua-uniao-europeia-e-onu-demonstram-preocupacao

https://www.publico.pt/2024/09/23/mundo/noticia/israel-ataca-alvos-sul-leste-libano-2105114

https://www.publico.pt/2024/09/20/mundo/noticia/ibrahim-aqil-comandante-historico-hezbollah-eliminado-israel-tambem-procurado-eua-2104951

31/05/2024

Subida de temperatura - o drama dos mais pobres

O calor chegou em força a Portugal continental e muitos já se dirigiram hoje até à praia. Eu por mim, nestes dias mais quentes, prefiro os fins de tarde para sair de casa e se tal me for possível, passo as horas de maior calor a descansar. As temperaturas por aqui passaram dos 35 graus e poderá ter chegado quase aos 40 em algumas zonas do país. 


Mas isso fica aquém das altas temperaturas que têm estado a afetar o leste da Índia e o Paquistão e que, já ultrapassaram os 50 graus! Na quarta-feira, registaram-se 52,3 graus Celsius na capital da Índia, Nova Deli ("embora este valor possa ser revisto depois de o departamento meteorológico verificar os sensores da estação meteorológica que registou a leitura").


"As autoridades alertaram que a água pode vir a escassear." Apesar de serem normais as altas temperaturas (no ano passado o número de mortos por ondas de calor, nesta mesma altura atingiu a centena de vítimas), estes períodos são cada vez mais frequentes e mais severos. Espera-se que as temperaturas comecem a diminuir progressivamente, mas o número real de vítimas pode ainda vir a aumentar. 


O "Paquistão também está a ser afetado por fortes vagas de calor, com um pico de temperatura no domingo avaliado em 53 graus celsius em Sindh, uma província fronteiriça da Índia." Hoje os números divulgados já ultrapassaram os 20 mortos, devido a situações de insolação (que levam rapidamente à desidratação).


Já no "nordeste do país," foram registadas "violentas rajadas de vento e chuvas torrenciais à passagem do ciclone Remal, que no domingo provocou mais de 65 mortos na Índia e no Bangladesh" e destruiu cerca "de 30.000 casas." Os danos e as mortes deveram-se, na sua maioria, à fragilidade das habitações e ao desabamento de diques. Qualquer alteração climática terá sempre um efeito mais nefasto nas zonas mais pobres do mundo e, num mesmo país, o drama é ainda maior quando uma parte da população está sem água e outra luta contra cheias devastadoras.


Fontes:


https://sol.sapo.pt/2024/05/29/altas-temperaturas-nova-deli-regista-temperatura-recorde-de-523-graus/


https://expresso.pt/internacional/2024-05-29-capital-da-india-regista-temperatura-recorde-de-523-graus-celsius-f7c15722


https://expresso.pt/internacional/2024-05-27-ciclone-causa-10-mortos-e-destroi-mais-de-30-mil-casas-no-bangladesh-4e9598c7


https://www.publico.pt/2024/05/31/azul/noticia/india-onda-calor-tera-causado-menos-24-mortos-24-horas-2092404


 

29/09/2023

Ataque no Paquistão faz dezenas de mortos

O Paquistão foi esta manhã vítima de mais um ataque, ao que tudo parece, suicída, mas que até ao momento ainda não terá sido reinvindicado. Este ataque aconteceu perto de "uma mesquita, durante uma procissão religiosa em Mastung, na província de Balochistan, no Paquistão," e fez até agora "52 mortos", de acordo com uma fonte médica da cidade de Mastung. Entre os feridos, há muitos que se encontram em estado grave, o que ainda pode levar a um aumento do número de vítimas mortais.


"Os muçulmanos no Paquistão e em todo o mundo celebram o aniversário do profeta Maomé, data conhecida como Mawlid an-Nabi. Durante as celebrações, que duram o dia todo, são distribuídas refeições gratuitas à população," e terá sido neste contexto que o ataque ao que tudo indica suicída aconteceu.


Em julho deste ano, um outro ataque, durante "um comício político de um partido islâmico no noroeste do Paquistão", fez cerca de 30 mortos e "deixou ainda pelo menos cem feridos". Em janeiro, outro caso bastante grave ocorreu no país, no qual "um homem-bomba", que estaria ligado aos Talibãs paquistaneses, detonou-se dentro de "uma mesquita" que ficava junto de  um complexo da polícia na cidade de Peshawar, levando à morte mais de 80 agentes que estariam no local no momento da detonação.


 


Fontes:


https://www.lusa.pt/article/41586882/aumentou-para-52-mortos-o-balan%C3%A7o-provis%C3%B3rio-do-atentado-no-paquist%C3%A3o


https://observador.pt/2023/09/29/pelo-menos-50-mortos-em-explosao-perto-de-mesquita-no-paquistao-ha-suspeitas-de-ataque-suicida/


https://pt.euronews.com/2023/09/29/pelo-menos-50-pessoas-morreram-num-ataque-suicida-no-paquistao


https://www.dw.com/pt-br/n%C3%BAmero-de-mortos-em-ataque-a-bomba-no-paquist%C3%A3o-sobe-para-47/a-66391075


 

15/09/2023

Reabertura da passagem entre o Paquistão e o Afeganistão

Mais de uma semana depois da troca de tiros entre guardas dos dois países, foi reaberto o principal posto fronteiriço entre o Paquistão e o Afeganistão, permitindo a passagem de veículos e peões. Este é mais um ponto quente no médio oriente que pode estar prestes a despontar num conflito armado. 

O lado paquistanês da fronteira esteve paralisado durante dias, com mercados e escritórios fechados e multidões de viajantes a refugiarem-se nas mesquitas vizinhas. Os dois países partilham mais de 2.500 quilómetros de fronteira, a qual é rejeitada por Cabul desde que foi criada a chamada Linha Durand pelo Império Britânico no século XIX.

No Paquistão, em 1977, a lei civil paquistanesa foi substituída pela lei tradicional islâmica, depois da tomada militar do país.

O Afeganistão localiza-se a norte do Paquistão. Alguns monarcas afegãos tentaram modernizar o país, mas as tribos muçulmanas que constituíam a maioria da população resistiram às mudanças. Em 1973, líderes militares depuseram o último monarca e estabeleceram a república. Cinco anos depois, um grupo de comunistas apoiados pela União Soviética depôs o regime militar e estabeleceu um estado marxista governado por um único partido. 

Em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão, mas foi incapaz de esmagar a resistência afegã no interior, apoiada pelos Estados Unidos que forneceu apoio militar e económico aos rebeldes afegãos. Durante a guerra contra a União Soviética, mais de quatro milhões de afegãos fugiram do seu país, cruzando as fronteiras para o Irão e Paquistão. Em 1988, a União Soviética começa a retirar as suas tropas do Afeganistão.

Fontes:

https://observador.pt/2023/09/15/reabre-posto-fronteirico-entre-afeganistao-e-paquistao-apos-troca-de-tiros/

https://www.educabras.com/artigos/paquistao-e-afeganistao


18/06/2023

Tragédia no Mediterrâneo

A Alarm Phone, rede transeuropeia de apoio a operações de resgate, afirmou ter recebido alertas de pessoas a bordo de um navio em perigo na costa da Grécia na tarde da passada terça-feira e que alertou as autoridades gregas. Quem efetuou o pedido de ajuda estava a bordo do navio. A pessoa que ligou terá dito que havia cerca de 750 pessoas a bordo e informou também que o capitão tinha fugido num pequeno barco.

Barco de migrantes que naufragou na Grécia (Hellenic Coast Guard via AP)Se olharmos para uma fotografia aérea do navio antes de afundar, divulgada pelas autoridades gregas e que tem passado nas redes sociais e nas notícias, podemos ver centenas de pessoas amontoadas no convés e reparar que a maioria não tem coletes salva-vidas. Horas depois do pedido de ajuda, a embarcação acabou mesmo por se afundar.

Aquilo que parece que está a causar ainda mais revolta, é saber se houve ajuda atempada. Ao que parece, a HSRCC enviou um navio adicional de bandeira maltesa, que se aproximou do navio de pesca por volta das 18:00 e forneceu comida e água. 

Posteriormente, um segundo navio, desta vez grego, foi enviado por volta das 21:00 para fornecer água aos passageiros. Por volta das 22:40, um navio da Guarda Costeira Helénica de Creta ter-se-á aproximado do barco de pesca. Até às 02:04 do dia 14 de junho não se notaram problemas de navegação, apesar da situação precária da embarcação. Dez a quinze minutos depois, o navio já estava completamente submerso. Vários passageiros que estavam nos convés externos caíram no mar. Só quando a embarcação naufragou, as equipas de salvamento começaram a atuar. E porquê só nessa altura, podemos questionar nós. É que ao que parece, houve recusa da parte dos migrantes em serem ajudados. De certa forma por receio do que lhes poderia acontecer ao serem levados para outro porto que não o de destino inicial, ou talvez porque não tivessem considerado a realidade da sua situação.

Funcionários do Governo disseram que os migrantes a bordo recusaram repetidamente a ajuda das autoridades gregas: “Era um barco de pesca lotado de pessoas que recusaram a nossa ajuda porque queriam ir para a Itália”, disse o porta-voz da guarda costeira Nikos Alexiou à emissora Skai TV. “Mantivemo-nos ao lado, caso precisassem da ajuda que haviam recusado.” As pessoas a bordo não queriam ajuda com medo de serem levados de volta e, a qualquer tentativa de aproximação, o barco começava a manobrar para longe.

Mas como em tudo, também aqui existem outras versões. Segundo alguns sobreviventes, o que se passou foi um pouco diferente e que o barco terá naufragado quando a “Guarda Costeira grega prendeu a embarcação com uma corda para a rebocar." 

As hipóteses de recuperar o navio afundado são remotas, porque a área de águas internacionais onde ocorreu o incidente é uma das mais profundas do Mediterrâneo e a esperança de encontrar sobreviventes do naufrágio diminui a cada hora. 104 pessoas foram resgatadas com vida, 78 corpos foram retirados do mar, naquele que é um dos naufrágios mais mortais da Europa nos últimos anos.

Os sobreviventes são apenas homens, que viajavam na parte superior. Segundo as testemunhas, as mulheres e crianças viajavam no porão da embarcação e ninguém terá conseguido sair. Um sobrevivente hospitalizado contou que estariam cerca de cem crianças no porão.

Muitos dos sobreviventes estão em estado de choque e querem entrar em contato com as suas famílias para dizer que estão bem, mas muitos deles continuam a perguntar sobre os desaparecidos, uma vez que são seus familiares e amigos.

Das nacionalidades das vítimas sabe-se que a bordo iam egípcios, sírios, paquistaneses, afegãos e palestinianos e que a embarcação tenha saído da Líbia, país que tem pouca estabilidade e segurança, e que é um ponto de partida para aqueles que tentam chegar à Europa por mar e que tivesse Itália como destino. As redes de tráfico de pessoas são dirigidas principalmente por fações militares que controlam as áreas costeiras.

Os sobreviventes foram levados para Kalamata. Muitos foram tratados no hospital por hipotermia ou ferimentos leves e estão agora instalados provisoriamente em armazéns transformados em abrigos. Entretanto, as autoridades gregas prenderam nove alegados traficantes de pessoas. São oriundos do Egito e suspeitos de planear a viagem ilegal de centenas de pessoas da Líbia para Itália, depois de partirem do Egito com a embarcação. É provável que um procurador apresente várias acusações contra o grupo, incluindo a de homicídio em massa, sendo que o capitão pode estar fugido ou ter morrido.

As Nações Unidas registam mais de 20 mil mortes e desaparecimentos no Mediterrâneo central desde 2014. Esta rota é a travessia de migrantes mais perigosa do mundo.

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/migrantes/mediterraneo/isto-poderia-ter-sido-evitado-o-que-aconteceu-no-naufragio-no-mediterraneo-que-tera-causado-a-morte-de-centenas-de-migrantes/20230615/648acf4ad34ea91b0aad8e48

https://expresso.pt/internacional/2023-06-15-O-que-sabemos-ate-agora-do-naufragio-na-Grecia-qual-foi-a-causa-quantas-vitimas-estao-confirmadas-e-quantos-migrantes-estavam-no-barco--6537a171

https://observador.pt/2023/06/15/os-sobreviventes-estao-em-estado-choque-autoridades-da-grecia-continuam-buscas-apos-naufragio/

Imagem: https://cnnportugal.iol.pt/grecia/migrantes/guarda-costeira-grega-defende-que-respondeu-a-embarcacao-que-naufragou-na-grecia/20230616/648ce897d34ef47b8754fe31

https://cnnportugal.iol.pt/grecia/migrantes/naufragio-na-grecia-nove-alegados-traficantes-detidos-manifestantes-protestam-contra-legislacao-migratoria-da-uniao-europeia/20230616/648c184cd34ea91b0aad98b1

 


 


 

22/03/2023

Sismo em zona de guerra: Paquistão e Afeganistão

Na madrugada desta terça-feira, ocorreu um sismo que atingiu a índia, o Afeganistão e o Paquistão. Numa zona fortemente afetada por constantes conflitos, este evento acabou por afetar a população de forma muito negativa.


No distrito de Swat, no Paquistão, pelo menos 150 pessoas ficaram feridas e os hospitais declararam estado de emergência. Também as unidades de saúde do Afeganistão estão em alerta. segundo dados divulgados pelo Governo paquistanês. Entre as vítimas mortais estão duas crianças.


E do lado afegão, pelo menos quatro pessoas morreram e 70 ficaram feridas. Por enquanto, ainda se fazem buscas, por isso estes números podem aumentar.


O terramoto atingiu uma magnitude de 6,5 na escala de Richter e o seu epicentro localizou-se a 40 quilómetros a sudeste de Jurm, na cordilheira Hindu Kushno que se localiza no nordeste do Afeganistão. O abalo - que durou cerca de 30 segundos - teve origem a 187,6 km de profundidade.


O sismo foi sentido numa área de 1000 quilómetros quadrados que chegou também ao Uzbequistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Turcomenistão. Esta zona já está a viver uma crise humanitária provocada pela guerra, pela pobreza generalizada e falta de recursos da população, e que agora se agrava com a ocorrência deste sismo.


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-03-22-Sismo-no-Afeganistao-e-Paquistao-faz-pelo-menos-13-mortos-0771014a


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-03-21-Forte-sismo-atinge-Afeganistao-abalo-sentido-no-Paquistao-e-na-India-6e491aca


https://www.tsf.pt/mundo/sismo-de-magnitude-65-atinge-afeganistao-16046006.html


 


 

05/09/2021

Linhas fronteiriças em guerra - ataque Talibã

Um bombista suicida numa motorizada carregada de 6 kg de explosivos foi contra um comboio da polícia, num posto fronteiriço em Quetta, capital da província de Baluchistão, na fronteira com o Afeganistão. Segundo as autoridades locais, citadas pela CNN, o ataque foi levado a cabo por um bombista suicida e já foi reivindicado pelo movimento talibã no Paquistão. Três pessoas morreram, uma delas o atacante e 15 ficaram feridas.

O que significa a morte para estas pessoas? De que tamanho é o seu ódio, a sua cólera?

O pior ataque realizado este ano pelo grupo militante foi em abril, quando uma explosão fora de um hotel de luxo em Quetta matou quatro pessoas e feriu outras 12. Em agosto de 2016, um ataque contra um hospital civil fez 70 mortos e 56 feridos. Na ocasião, a deflagração de um engenho explosivo fez um morto e um ferido grave, levado para o hospital. Depois disto, vários homens armados abriram fogo no hospital. A maioria dos feridos foram advogados e jornalistas que tinham ido saber notícias ao local, ou seja, foi usado um engodo para os juntar numa mesma área para causar o amior dano possível.

Esta província tem visto uma insurgência de décadas de separatistas que exigem a independência do Paquistão, citando o que eles dizem ser o monopólio do estado e a exploração dos recursos minerais da província.

Fontes:

https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ataque-suicida-atinge-soldados-na-cidade-paquistanesa-de-quetta/

https://brasil.elpais.com/noticias/atentados-suicidas/

https://www.abogacia.es/pt/actualidad/noticias/al-menos-53-muertos-en-el-atentado-contra-abogados-en-un-hospital-de-quetta-pakistan/

https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2021/09/05/atentado-no-paquistao-provoca-pelo-menos-tres-mortos-e-20-feridos/252013/


 


 

10/10/2020

Prémio Nobel da Paz premeia combate à fome

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas venceu este ano o prémio Nobel da Paz. O anúncio foi feito esta sexta-feira em Oslo pelo Instituto Nobel norueguês, que sublinha “os seus esforços por combater a fome, o seu contributo para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas por conflitos e a sua ação como força motriz nos esforços por evitar a utilização da fome como arma na guerra e em conflitos”.

O Programa Alimentar Mundial foi criado em 1961 e tem a sua sede em Roma. É neste momento, a maior organização no planeta a promover a segurança alimentar. Com cerca de 17 mil funcionários, todos os anos presta assistência a cerca de 90 milhões de pessoas em mais de 80 países. Em agosto deste ano, Beirute, no Líbano, sofreu uma enorme explosão que levou 300 mil pessoas a ficarem sem abrigo e sem de que se alimentar. Era necessário agir e foi isso que esta organização conseguiu fazer: levou 12,5 toneladas de farinha de trigo, para tentar estabilizar a oferta do ingrediente e baixar o preço do pão. Organizações não governamentais que receberam apoio desta entidade distribuíram refeições para mais de 3000 pessoas por dia - não só para afetados, mas também a todos os libaneses que participaram na limpeza dos escombros resultantes da explosão. David Beasley é o atual diretor-executivo.

Com um valor de cerca de 918 mil euros, o prémio Nobel da Paz distingue “quem fez mais ou melhor trabalho pela fraternidade entre nações, pela abolição ou redução dos exércitos ativos e pela realização e promoção de congressos de paz”. Alfred Nobel foi o criador destes galardões. Desde 1901, o prémio coube a 107 indivíduos e 24 organizações.

No ano passado a honra coube ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, pelos esforços para promover a paz no seu país e entre este e a vizinha Eritreia. Em 2018 foi a luta contra a violência sexual que valeu o prémio à iraquiana Nadia Murad e ao médico Denis Mukwege, da República Democrática do Congo.

Destaco também o prémio atribuído à pessoa mais jovem de sempre (17 anos) em 2014. Malala, era ainda uma criança, uma jovem paquistanesa quando começou a ser ouvida em todo o mundo. Ainda hoje, Malala não se cansa de dizer que todas as crianças devem ir à escola, que todas têm direito à educação.

A causa desta ativista começou quando tinha 11 anos e vivia no Vale de Swat, no Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão. Em 2009 os extremistas religiosos conseguiram impor a sharia, a lei islâmica, e o terror entrou na sua aldeia, com as adolescentes a serem perseguidas por frequentarem o ensino. A situação começou a ser relatada por Malala num blogue da BBC, com a coragem e a inocência de uma menina que falava quando todos os outros tinham medo.

O sucesso do "Diário de uma Estudante Paquistanesa" chamou a atenção dos Talibãns que, a 9 de outubro de 2012, dispararam sobre ela, atingindo-a na cabeça. A menina foi levada para o Hospital da Rainha Isabel, em Birmigham, Reino Unido, onde esteve em coma durante vários dias. Malala sobreviveu ao ataque e continuou, ainda mais determinada, a defender o direito à educação. Por causa das constantes ameaças, a família refugiou-se em Inglaterra e lá Malala pôde regressar à escola, em liberdade.

“Uma criança, um professor, um livro, uma caneta. Educação é a solução. Educação primeiro.” é o mantra que repete em todos os grandes palcos deste mundo. O dinheiro dos muitos prémios que já recebeu tem sido investido na ONG que fundou com o pai. O Fundo Malala já ajudou 60 milhões de raparigas que não podiam ir à escola.


Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/malala-a-jovem-paquistanesa-que-defende-as-criancas/

https://expresso.pt/internacional/2020-10-09-Programa-Alimentar-Mundial-da-ONU-vence-Premio-Nobel-da-Paz-2020

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/10/09/conheca-o-orgao-da-onu-que-venceu-o-nobel-da-paz-de-2020.ghtml

 

01/06/2018

50 anos contra as Armas Nucleares

Assinala-se hoje a passagem de 50 anos sobre a assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, assinado a 1 de julho de 1968 em Washington. Este tratado é composto por "11 artigos e assenta em três conceitos essenciais: a não-proliferação, o desarmamento e a canalização da energia nuclear para fins pacíficos." Mas o ponto mais importante será o de tentar proteger toda a humanidade, do efeito das armas nucleares.

Na prática, o que o tratado resume é o seguinte acordo: "os estados que não possuem armas nucleares concordam em não adquiri-las e, em troca, os estados que as possuem aceitam partilhar os benefícios da tecnologia atómica com fins pacíficos e comprometem-se a caminhar no sentido do desarmamento, com o objetivo final de eliminar todos os arsenais nucleares." Mas na verdade, os efeitos das armas nucleares tinham já sido demonstrados em agosto de 1945 com as duas "bombas atómicas lançadas pelos norte-americanos em Hiroxima e Nagasáqui." Além de terem levado à "rendição do Japão" e acabado com a II Guerra Mundial,o lançamento destas bombas "confrontaram a Humanidade com o terrível poder destrutivo" destas armas.

"Em 1949, a União Soviética testou pela primeira vez uma bomba atómica," o que trouxe de novo o assunto à discussão, em plena Guerra Fria. Mas foi a "crise dos mísseis de Cuba, em 1962," o que veio colocar "as duas superpotências à beira de uma guerra de efeitos imprevisíveis." Mas já não estavam sozinhas, uma que, entretanto, "o Reino Unido, a França e mais tarde a China" tinham também desenvolvido armas atómicas.

Assim, o Tratado foi inicialmente assinado "entre os Estados Unidos da América, a União Soviética e o Reino Unido, as principais potências nucleares na altura," entrando em vigor a 5 de março de 1970. Gradualmente, foi sendo "subscrito por quase todas as nações do mundo. A França e a China aderiram algum tempo depois." 

Portugal assinaria esse mesmo Tratado, em 1976, dois anos depois do 25 de abril, sob a presidência de Costa Gomes:

Decreto n.º 588/76

Tratado de não Proliferação das Armas Nucleares, assinado em Londres, Moscovo e Washington
Usando da faculdade conferida pelo artigo 3.º, n.º 1, alínea 3), da Lei nConstitucional n.º 6/75, de 26 de Março, o Governo decreta o seguinte:
Artigo único. É aprovado, para adesão, o Tratado de não Proliferação das Armas Nucleares, assinado em Londres, Moscovo e Washington a 1 de Julho de 1968, cujos textos, em francês e respectiva tradução em português, vão anexos ao presente decreto.
Vasco Fernando Leote de Almeida e Costa - Walter Ruivo Pinto Gomes
Rosa - Ernesto Augusto de Melo Antunes.
Assinado em 2 de Julho de 1976.
Publique-se.
O Presidente da República, FRANCISCO DA COSTA GOMES.

A Coreia do Norte "aderiu ao Tratado em 1985 mas retirou-se em 2003 e desde então tem seguido uma política intermitente de avanço e recuo, ameaça e conciliação," continuando a desenvolver e a testar armas nucleares. "A Índia e o Paquistão desenvolveram programas e testes nucleares e reconheceram publicamente possuírem este tipo de armamento, mas nunca assinaram o tratado." 

O Irão e Israel, que também não assinaram o tratado, são ao que se pensa detentores deste tipo de armas.


Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-tratado-de-nao-proliferacao-de-armas-nucleares/

https://gddc.ministeriopublico.pt/sites/default/files/documentos/instrumentos/dec588-1976.pdf

 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...