Mostrar mensagens com a etiqueta uganda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta uganda. Mostrar todas as mensagens

17/05/2026

Ébola, um vírus que continua a matar

O ébola é uma doença viral, que apresenta "uma taxa de mortalidade entre os 60% e os 80%." Transmite-se "por fluidos corporais" e os sintomas passam por "febre hemorrágica altamente contagiosa." Atualmente, a doença continua ativa e a matar, "apesar das vacinas e tratamentos recentes." Esta taxa de mortalidade elevada, tem como principal causa o facto de existirem diferentes estirpes e de as vacinas apenas serem eficazes "contra a estirpe Zaire," a qual é "responsável pelas maiores epidemias registadas."

Na República Democrática do Congo, a doença provocou já 88 vítimas mortais, havendo ainda 336 casos suspeitos. No Uganda, foram reportados dois casos de pessoas que viajaram da República Democrática do Congo. Apesar dos valores, a OMS alertou já "para um surto potencialmente muito maior do que o que está a ser detectado atualmente". Isto pode acontecer devido, principalmente, à "insegurança persistente, a mobilidade populacional" mas também à "presença de serviços de saúde informais," incapazes de dar o devido acompanhamento aos doentes ou até atuar de forma preventiva. Neste surto, o caso inicial terá sido o de um enfermeiro, do "Centro Médico Evangélico (CME) em Bunia," que faleceu a "24 de abril de 2026, na zona de saúde de Rwampara" e que terá apresentado "sintomas sugestivos de doença pelo vírus ébola: febre, hemorragia e vómitos com intensa fraqueza." detalha o documento.

As recomendações da OMS, incluem "rastreios de saúde em aeroportos e postos fronteiriços, envolvimento da comunidade na identificação de casos, funerais seguros e formação para profissionais de saúde," alertando ainda que "qualquer novo caso suspeito deve ser notificado imediatamente e tratado como uma emergência de saúde pública." Foi também enviado material médico e especialistas "da capital, Kinshasa, para Bunia, de forma a reforçar a resposta na linha da frente."

Em 2025, houve um outro surto de ébola nesta região, do qual resultaram "pelo menos 34 mortes." No entanto, o surto mais mortífero registado naquela região ocorreu entre 2018 2 2020 e "provocou quase 2.300 mortes." E porque é que esta doença ainda mata tanto? De facto, a alta taxa de mortalidade tem ligação direta com fatores de prevenção (este vírus tem um período de incubação que pode durar até 21 dias sem sintomas visíveis, o que dificulta a deteção precoce) e de tratamento (embora já existam vacinas e tratamentos avançados para algumas estirpes, certas variantes continuam a não ter uma cura específica aprovada). O ébola provoca febres hemorrágicas graves e falência múltipla de órgãos, podendo levar à morte até 90% dos infetados, dependendo da variante e da rapidez com que o doente recebe cuidados médicos.

Fontes:

https://www.jn.pt/mundo/artigo/oms-declara-emergencia-de-saude-publica-mundial-devido-a-surto-de-ebola/18085149

https://www.jn.pt/mundo/artigo/surto-de-ebola-na-republica-democratica-do-congo-ja-fez-80-mortos/18084845



17/06/2023

Estudantes mortos no Uganda

Um ataque ocorrido hoje no Uganda matou pelo menos 41 pessoas, 37 dos quais eram estudantes numa escola secundária em Mpondwe, perto da fronteira com a República Democrática do Congo. A escola devia ser um local seguro... um local sem armas, sem bombas... sem corpos espalhados pelo chão!

Segundo informação da polícia Ugandesa, um dormitório foi queimado e um armazém de alimentos foi saqueado. Entretanto, conseguiram recuperar os corpos de 38 estudantes, um guarda e duas pessoas baleadas à entrada da escola. Oito pessoas estão em estado crítico e as autoridades locais receiam que dezenas de pessoas, incluindo membros da comunidade, tenham sido raptadas e que algumas não sejam encontradas. O número de mortos pode ainda vir a aumentar.

“As nossas forças estão a perseguir o inimigo para resgatar os raptados e destruir este grupo”, adiantou o porta-voz do Ministério da Defesa do Uganda, Felix Kulayigye. A polícia e o exército perseguiram os rebeldes no parque nacional de Virunga, no Congo e estarão a tentar negociar a libertação dos reféns.

Os responsáveis terão sido forças Jihadistas, com ligações ao Daesh. António Guterres, secretário-geral da ONU condenou de forma veemente este ataque e apelou à libertação "imediata" das pessoas sequestradas pelo grupo terrorista conhecido como Forças Democráticas Aliadas. Segundo registos, este grupo já tirou a vida a 3850 pessoas desde 2017. É um grupo rebelde originário do Uganda, mas atualmente está "sediado" nas províncias congolesas de Kivu do Norte e da vizinha Ituri, perto da fronteira da RDC com o Uganda.

Os seus alvos não são claros, além de uma possível ligação ao Estado Islâmico (EI) que, por vezes, reivindica a responsabilidade dos seus ataques. Para acabar com as FDA, os exércitos da RDC e do Uganda iniciaram, em novembro de 2021, uma operação militar conjunta em solo congolês, que ainda está em curso, embora os ataques dos rebeldes não tenham cessado.

Este não é o primeiro ataque a uma escola no Uganda atribuído ao grupo terrorista com ligação ao Daesh. Em Junho de 1998, 80 estudantes foram queimados nos dormitórios durante um atentado do grupo rebelde ao Instituto Técnico de Kichwamba, perto da fronteira com a República Democrática do Congo. Na altura, mais de 100 estudantes foram raptados.

Para percebermos um pouco melhor a natureza destes ataques, voltemos um pouco atrás. Desde 1998, o leste da RDC está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão da ONU na RDC (Monusco), com cerca de 16 mil efetivos uniformizados no terreno.  Em 2021, o Uganda e a República Democrática do Congo lançaram uma ofensiva conjunta para expulsar os rebeldes das Forças Democráticas Aliadas dos redutos congoleses, mas até agora não conseguiram acabar com os ataques.

No início de Março, os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de 5 milhões de dólares por qualquer informação que possa levar ao paradeiro do líder das Forças Democráticas Aliadas, Musa Baluku, um ugandês de 40 anos.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2023-06-17-Atentado-no-Uganda-Guterres-quer-que-os-responsaveis-por-este-ato-terrivel-sejam-julgados-715b7605

https://expresso.pt/internacional/africa/2023-06-17-Ataque-de-grupo-rebelde-faz-41-mortos-numa-escola-secundaria-do-Uganda-894b4849

https://www.rfi.fr/pt/%C3%A1frica/20230617-uganda-ataque-terrorista-a-escola-faz-dezenas-de-mortos

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...