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11/09/2026

Acidente com autocarro na Suíça faz cinco mortos... e os 25 anos dos ataques aos EUA

Um acidente envolvendo um autocarro de turismo resultou em cinco mortos e quarenta feridos, três dos quais considerados feridos graves. O acidente ocorreu ontem no cantão de "Grisões, no estremo leste" da Suíça. O autocarro que fazia a ligação dos "Países Baixos para a Áustria," pertence a uma "empresa turística holandesa", a "Oad," e terá capotado "numa zona em obras numa estrada de montanha." Pelo que se sabe, todos os passageiros eram neerlandeses e estariam em viagem desde segunda-feira. As causas do acidente ainda não foram divulgadas.

Assinalam-se hoje 25 anos desde o "11 de setembro". Um quarto de século - e tanto que já se passou nas nossas vidas desde então! Para aqueles que ainda hoje consideram que o sequestro dos aviões e os ataques 
às "Torres Gémeas" e ao "Pentágono" foram uma farsa, só tenho a dizer que não importa o que acham, pois a cada um caberá tirar as suas ilações sobre o assunto. Eu lembro-me bem demais das imagens que vi, dos pesadelos que tive, da sensação de queda e de vazio debaixo de mim quando estava prestes a adormecer e, não, eu nunca lá estive, mas aquelas imagens marcaram-me. Ali não havia inteligência artificial, nem sequer tempo para modificar ou escolher imagens menos marcantes. Foi tudo visto em cru, sem filtros, apenas com alguns desviares das câmaras nos momentos certos para que não víssemos os corpos a estatelarem-se cá em baixo. 

Durante dias acompanhamos as operações de buscas, dia e noite. Nunca fui de rezar, pois não acredito em nenhum deus nem fantasio com nenhum milagre, mas aos 17 anos, eu tantas vezes pensei na minha cabeça "o que faria se fosse eu a estar ali?" Hoje sou uma mulher, não mais uma jovem cheia de sonhos e projetos, mas naquele dia, morreu parte da minha infância, da minha inocência, separaram-se as águas do bem e do mal. Eu nunca quis acreditar que houvesse um povo bom e um povo mau, uma cultura boa e outra má, nem sequer quis tomar partidos, mas naqueles dias, todos sem exceção levamos uma lavagem cerebral e fomos bombardeados com opiniões e factos que ainda hoje nos marcam e moldam a nossa maneira de pensar quer queiramos quer não. Não foram só os EUA que foram atacados, foi também um tipo de civilização, foram valores, foi a nossa tranquilidade. 

Podem não se lembrar, mas eu na altura tinha a minha mãe ainda em casa e lembro-me de sair para a rua e dela ter medo de que nós não voltássemos, de nos dizer para estarmos atentas e se notássemos algo estranho para voltarmos logo para casa. Ninguém me mandou olhar para o céu, mas nos meses que se seguiram, eu andava sempre atenta ao barulho dos aviões e ficava a ver os seus rastos e a pensar: "Estará tudo bem lá dentro?" 


Fontes:

https://pt.euronews.com/2026/09/11/despiste-de-autocarro-turistico-no-leste-da-suica-causa-varias-mortes

https://cnnportugal.iol.pt/suica/graubunden/acidente-com-autocarro-turistico-na-suica-faz-varios-mortos/20260910/6aa2fce3d34e53c759c71a99


26/06/2024

O Clima pela Europa

O tempo está estranho. Num dia, o termómetro marca 36º e no seguinte não passa dos 21º. Espera-se uma nova depressão e a chuva parece estar a caminho. Enquanto uns lutam contra os incêndios e com vagas de calor extremo, outros são atingidos por forte precipitação e deslizamentos de terras.


Ontem, os Alpes Suíços foram atingidos por "fortes chuvas" que aliadas ao rápido "degelo provocaram inundações e deslizamentos de terra," que podem ser explicadas pelas "temperaturas invulgarmente quentes, muito provavelmente ligadas às alterações climática." Na cidade de Sierre, "230 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas." Estiveram envolvidos nas operações, cerca de "200 bombeiros e 50 funcionários da proteção civil."


Sérvia e Roménia foram também atingidas por uma forte onde de calor. "As temperaturas", que se podem dever "a um anticiclone que está a entrar na Europa vindo de África," aproximaram-se dos 40 graus.


Já na Grécia, o calor intenso tem prejudicado o combate aos incêndios que afetam o território. Um dos casos complicados registou-se na ilha de Hydra. Ao que parece, este "incêndio terá sido provocado por fogos de artifício lançados de um iate alugado por turistas." Apesar destes factos terem sido negados  pelos "membros da tripulação," as autoridades acabaram mesmo por apreender o navio.


O incêndio, que queimou parte do único pinhal da ilha de Hydra, foi já dominado. Perto da cidade de Atenas, vários moradores foram obrigados a evacuar as suas casas, devido aos incêndios florestais. A situação agravou-s devido aos ventos fortes que dificultaram o trabalho das centenas de bombeiro que combatiam as chamas. "Duas aldeias foram completamente evacuadas. Um armazém foi também destruído pelas chamas."


"Habituada a vagas de calor, a Grécia prepara-se há semanas para um verão particularmente difícil em termos de temperaturas elevadas e incêndios florestais, depois de ter tido o inverno mais quente da sua história." Na passada semana, a Grécia foi atingida pela "sua primeira vaga de calor, com temperaturas que atingiram, em alguns locais, mais de 44 graus centígrados."


Fontes:


https://pt.euronews.com/video/2024/06/25/caos-e-destruicao-nos-alpes-suicos-depois-das-cheias


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-06-24-video-fogo-de-artificio-lancado-de-um-iate-tera-provocado-incendio-florestal-na-grecia-161ad080


https://pt.euronews.com/2024/06/20/calor-chuva-e-tempestades-assolam-europa


 

12/05/2024

Eurovisão 2024

A vitória este ano foi para a canção da Suiça, "The Code", interpretada por Nemo. "O tema, entre o rap, rock e a ópera, explora o processo de descoberta do artista como uma pessoa não-binária."
Portugal, ficou em 10º com a canção "Grito", que foi interpretada por Iolanda. 
Mas o que mais marcou o festival deste ano, foram os protestos contra a participação de Israel.

A cantora israelita, Eden Golan, de apenas 20 anos, conseguiu o seu lugar na final com a canção "Hurricane." No entanto, desde logo, a versão inicial foi criticada e "teve de ser modificada por se considerar que fazia alusão ao ataque do Hamas em Israel, a 7 de outubro." Na Finlândia, vários ativistas invadiram a sede da televisão nacional, exibindo frases como "Boicote a Eurovisão" ou "Parem o genocídio". Estes manifestantes afirmaram que "Israel está a usar a Eurovisão como plataforma para branquear a sua imagem com a participação da cantora Eden Golan." 

Entre as vozes contra, manifestaram-se também vários intérpretes, incluindo da própria representante portuguesa, que mostrou nas unhas, cores e simbolos ligados à Palestina, e no final da sua atuação fez um apelo à paz. No início, logo no desfile de apresentação, a cantora portuguesa apostou num "vestido de uma marca de um designer de origem palestiniana, com o padrão do lenço keffiyeh, um lenço associado à causa palestiniana."

Apesar de terem sido permitidos apelos à paz na Ucrânia e o uso das cores da bandeira (que ainda ontem pudemos ver representada no símbolo da Eurovisão), a situação da Palestina não teve ontem o mesmo tratamento. Podemos falar este ano em censura? Um exemplo disso, foi o facto do vídeo da atuação portuguesa, não ter sido logo publicado no site oficial, depois da atuação de Iolanda. "A União Europeia de Radiodifusáo (EBU), organizadora do festival, optou por publicar o vídeo da semi-final em que a cantora portuguesa tinha apenas as unhas brancas, sem símbolos da Palestina." Só quase uma hora depois da atuação e com os protestos da RTP, o vídeo foi colocado no site.

Poucos minutos antes do festival começar, registaram-se "várias detenções em Malmö, na Suécia, num protesto que decorria junto ao edifício onde decorria o evento. A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes."

Além dos apelos para que fosse vetada a participação de Israel, o Festival Eurovisão da Canção deste ano ficou "também marcado pela expulsão do representante dos Países Baixos, Joost Klein, anunciada horas antes da final deste sábado. De acordo com a EBU, o artista está a ser investigado pela polícia sueca na sequência de uma denúncia feita por uma mulher da equipa de produção," devido a um "incidente" ocorrido durante a semifinal do concurso.

É triste que um espetáculo tão bonito, esteja a ser cada vez mais afetado por motivos políticos e que não seja apenas um espaço de união. A música é essencial na vida dos povos, e tem sido ao longo dos anos um impulsionador de mensagens políticas, mas não pode ser um fator de exclusão, na medida em que um artista não deveria ser conotado com o seu governo, mas sim e apenas com a sua música. É pena que ontem, se tenha assistido a extremos de ambos os lados e que os organizadores do concurso se tenham deixado afetar. Isso tirou a beleza à competição.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/suica-vence-o-festival-eurovisao-da-cancao_n1570884

https://sicnoticias.pt/cultura/2024-05-11-manifestantes-invadem-televisao-publica-finlandesa-para-exigir-boicote-a-eurovisao-ee32240d

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...