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26/08/2026

Incêndio mata no Paquistão e Cheias matam no Nepal

Um incêndio numa maternidade levou à morte de 15 recém-nascidos, em Islamabad, capital do Paquistão. Inicialmente, as notícias davam conta de 14 bebés, mas final terão sido 15 a morrer, tendo apenas um sido salvo. As chamas terão começado “no terceiro andar da ala de Saúde Materno-Infantil do Hospital do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas”, possivelmente depois de se ter dado a "explosão do compressor de uma unidade de ar condicionado dentro da maternidade," de acordo com informações divulgadas pelas autoridades paquistanesas. No entanto, ainda não se sabe o número total de mortos e feridos. Diz-se também que não havia pessoal médico naquela ala, o que só por si, é algo que para o comum de nós será muito estranho. Numa unidade em que existe oxigénio a circular, um incêndio pode tornar-se rapidamente muito mais intenso e provocar explosões.

Incêndios com elevado número de vítimas são frequentes no país, uma vez que as infraestruturas carecem de segurança na sua construção. "Em Janeiro, pelo menos 67 pessoas morreram num incêndio num dos centros comerciais mais movimentados da cidade portuária de Karachi, no Sul do país."

Contam-se já 150 mortos na fronteira entre o Nepal e o Tibete. As vítimas terão sido arrastados por uma cheia repentina. Há ainda cerca de 600 desaparecidos, "incluindo 466 turistas de 28 países," que poderão estar soterrados devido ao deslizamento de terras. A causa ainda não está explicada, mas  pode ter ocorrido devido ao desprendimento de grandes placas de gelo das montanhas acima. Estas placas podem ter-se soltado devido a um sismo "de magnitude 4,4, com epicentro a cerca de 77 quilómetros a noroeste da localidade nepalesa de Kodari." Há dois portugueses dados como desaparecidos.

Numa reação em cadeia, a "massa de terra, pedras e lama terá atingido o rio Bhote Koshi, o que provocou as cheias repentinas." Foram atingidas pontes, estradas, casas e viaturas, sendo que muitas das vítimas terão sido arrastadas pela corrente de água e lama. "A UE disponibilizou o sistema de satélite Copérnico para auxiliar nas buscas e salvamento." Devido à dimensão da área atingida, poderão ainda estar por contabilizar muitos dos mortos e desaparecidos, número que foi aumentando ao longo do dia. 

Foram ainda "emitidos alertas de cheias nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que fazem fronteira com o Nepal e recebem vários rios que descem dos Himalaias."


Fontes:

https://www.publico.pt/2026/08/26/mundo/noticia/morreram-14-recemnascidos-incendio-hospital-paquistao-2186114

30/07/2026

Portugal fica novamente pintado de negro

Os incêndios não estão a dar tréguas às equipas de bombeiros que tentam a todo o custo evitar que o país volte a ficar pintado de negro.

O país está a ser atingido por vários incêndios rurais e florestais, sendo a situação mais importante a que atinge a região de Valpaços e de Mirandela. O incêndio de Valpaços teve início na tarde de segunda-feira e tem vindo a avançar de forma rápida, colocando várias aldeias no seu caminho em risco.

Para já, terá provocado a destruição de oito habitações e de alguns anexos e casas devolutas, nas "aldeias de Gorgoço e Santa Valha," tendo ainda consumido "uma sucata" em Vilarandelo, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real." As pessoas acabaram por ficar encurraladas na aldeia, sem conseguir proteger os seus bens, só lhes restando manterem-se a salvo. O mesmo incêndio confinou ainda os "moradores da aldeia de Vale das Fontes, no concelho de Vinhais," que tiveram de ir para "o pavilhão da junta de freguesia."

As saídas são dificultadas pelo corte de estradas: a "estrada Nacional (EN) 213, que liga Valpaços a Chaves, a EN 206, entre Valpaços e Bouça, concelho de Mirandela, e a Estrada Municipal (EM) 544, entre as localidades de Possacos e Fornos do Pinhal, no concelho de Valpaços, mantinham-se cortadas ao trânsito."

E é nestas alturas que vem o desespero. As quintas mantidas com zelo, as casas construídas pelos seus ascendentes e por eles mantidas e melhoradas, os animais que alimentam todos os dias, estão agora em risco e podem desaparecer no meio das chamas em poucos minutos. Depois, acabaram mesmo por ser evacuados, deixando o que tinham à sorte. O incêndio alastrou já até Mirandela, obrigando os meios de combate a desdobrarem-se em várias frentes. Em Mirandela, o fumo denso cobre o horizonte, gerando um ambiente sufocante que dificulta o trabalho dos operacionais. 

À medida que a noite se aproxima, a preocupação duplica, uma vez que deixam de ter o apoio dos meios aéreos no combate. No entanto, a descida das temperaturas e a subida da humidade relativa, pode trazer uma janela de oportunidade para fazer baixar a intensidade do incêndio.

De acordo com o último balanço, as próximas horas serão cruciais para tentar travar o avanço das chamas antes que o vento mude de direção e coloque novas povoações em perigo. O país assiste, mais uma vez, impotente e solidário, à angústia de quem vê uma vida de trabalho reduzido a cinzas e um país que vai ficar novamente pintado de negro.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2026-07-30-video-fogo-destruiu-oito-casas-no-incendio-de-valpacos-471b4151

https://www.jn.pt/pais/artigo/fogo-de-valpacos-chegou-a-mirandela-e-ameacou-casas/18111085

https://www.publico.pt/2026/07/29/sociedade/noticia/incendio-guarda-dominado-fase-resolucao-valpacos-unico-fogo-activo-2183334


29/07/2026

Incêndios em Espanha e França destroem tudo no seu caminho

A situação a que assistimos em diversas regiões da Península Ibérica e de França é assustadora. O verão é uma época que propicía o agravamento das condições atmosféricas favoréveis à ocorrência de grandes deflagrações. As temperaturas só por si não explicam os incêndios, uma vez que tem de existir uma primeira ignição, mas explicam a sua rápida progressão no terreno e a sua duração no tempo.

Em Espanha, na região de "Castellón, perto de Valência," a situação começa a ficar agora mais calma, mas as chamas já consumiram cerca "de 4.300 hectares e obrigou à retirada de mais de 16 mil pessoas." A soma de hectares ardidos atinge já os 77.000 se forem considerados "os incêndios em Madrid, Ávila e Toledo," dos quais se destaca uma área ardida de "50.000 hectares em Ávila." Foi já declarada a "situação de emergência nacional nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo por causa dos fogos florestais, que já levaram a confinar ou a retirar de casa mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira." 

De lembrar que no sábado tinham seguido para a região de Ávila 128 operacionais portugueses que integraram a FACON. De acordo com a ANEPC, este grupo seguiu "ao abrigo do protocolo em vigor entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha sobre ajuda mútua em matéria de Proteção Civil, reforçando a estreita colaboração entre os dois países na resposta a situações de emergência."

Em França, foram já evacuadas cerca de "325 mil pessoas," numa altura em que a região está a ser atravessada por um fenómeno designado como o fenómeno atmosférico “pyrocumulonimbus”, conhecido como “tempestade de fogo”, o que traz à região uma onda de calor onde as temperaturas podem ultrapassar os 40 graus. Este fenómeno pode assemelhar-se a nuvens de fogo, e são na verdade, um incêndio que se alimenta a si mesmo, criando um sistema autónomo extremamente difícil de combater.
Em Gironda, França, o avanço das chamas "já consumiu 240 habitações e cerca de 220 mil pessoas foram retiradas desde quarta-feira." As chamas avançam e estão cada vez mais perto da "área metropolitana de Bordéus – cidade com 850 mil habitantes." Registam-se para já nesta região ferimentos em 75 bombeiros. 

Fontes:

https://observador.pt/2026/07/27/incendios-mais-de-325-mil-pessoas-retiradas-em-franca-e-espanha/

https://www.diarioviseu.pt/2026/07/26/fogo-em-avila-e-o-maior-da-historia-recente-de-espanha/

https://expresso.pt/internacional/2026-07-25-incendios-forca-especial-portuguesa-parte-para-espanha-com-128-operacionais-0256b3b0


26/07/2026

Espanha a braços com incêndios mortíferos

Espanha luta há vários dias contra o fogo. Um primeiro incêndio "deflagrou na zona da Andaluzia a 9 de julho provocou a morte a 13 pessoas, uma delas, uma cidadã britânica de 93 anos, que morreu após ter estado internada, com queimaduras graves, no Hospital de Torrecárdenas." O socorro a esta população, na sua maioria estrangeira, foi criticado pelos familiares das vítimas. O número acabaria por subir para catorze com a morte de uma mulher que lutava pela vida no hospital, depois de ter sido encontrada com cerca de 70% do corpo queimado. Doze das vítimas mortais são estrangeiros e as outras duas são de nacionalidade espanhola.

A região mais afetada foi a de Almeria, na qual cerca de "5.200 hectares" foram já consumidos. Em Madrid, foram retiradas de casa 55.000 pessoas, mas no seu conjunto podemos estar a falar de cerca de !100 mil pessoas" que já foram obrigadas "a abandonar as suas casas."

O incêndio pode ter tido como causa inicial uma "faísca provocada por uma máquina que funcionava numa obra ilegal," que tinha sido "mandada executar pela associação de criadores de gado." Este incêndio, ter-se-á depois juntado a um outro, passando a tratar-se agora de um único mega incêndio, que abrange já um perímetro de mais de "200 quilómetros," estendendo-se "desde a região de Madrid até Ávila (Castela e Leão) e Toledo (Castela - La Mancha)."

Portugal enviou uma equipa de 128 operacionais para apoio ao combate. O IRA enviou também uma equipa "para ajudar a resgatar animais." O grupo já se deparou com diversos "animais com queimaduras graves ou intoxicados pela inalação de fumos," sobretudo "ovelhas, cabras e cavalos."

Fontes:






13/07/2026

Incêndio em Banguecoque faz 28 mortos

Um incêndio provocou o pânico num bar de Banguecoque, e provocou "pelo menos 28 mortos" e 68 feridos, 25 dos quais em estado crítico. Devido a um "apagão," as pessoas procuravam desesperadas sair para o exterior, mas muitas acabaram por ser encontradas mortas dentro das casas de banho. Alguns relatos, fazem as autoridades investigar o porquê de "alguns clientes " terem "sido impedidos de abandonar o estabelecimento até pagarem as suas contas." Segundo "o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul," à agência Reuters, "não havia nenhuma sinalização clara de saída de emergência," e disse ainda "aos jornalistas que o espaço contava com duas saídas de emergência, mas ambas estavam obstruídas."

O que poderia aqui ter corrido melhor? A ser verdade, a falta de sinalética para indicar as saídas e haver relatos de que estas não estariam desimpedidas, pode concorrido para o número elevado de mortos. O que assistimos muitas vezes neste tipo de espaços (e não falo especificamente da Tailândia), são portas bloqueadas por correntes que impedem a sua abertura. 

Um outro incêndio, ocorrido na passagem de ano de 2009, "destruiu a discoteca Santika, também em Banguecoque," e causou "67 mortes e mais de 200 feridos," possivelmente devido ao uso de fogo de artifício no interior do espaço. Um caso semelhante aconteceu em 2022, quando "14 pessoas morreram num incêndio num bar na parte oriental da cidade."

Fontes:

04/07/2026

A subida de temperatura, o abandono das zonas rurais e a época de incêndios

Todos os anos, o drama se repete. As queixas são comuns, os piores cenários são-nos transmitidos pelas imagens das reportagens que nos mostram a realidade nacional. Passa-se o inverno e a primavera a falar sobre o que se deve fazer (limpezas preventivas, limitação de combustíveis...) mas quando chega o verão e as temperaturas sobem, tudo se repete. O que se passa? 

A verdade é que isto não acontece apenas no nosso país e deveria ser visto como um problema mais alargado e menos como algo localizado. Os incêndios afetam-nos a todos direta ou indiretamente e, as causas, essas, acabam por ser difíceis de explicar pois na sua génese podem envolver diferentes fenómenos de origem humana ou natural. 

Neste momento, estamos com um incêndio de grandes dimensões na região de Vouzela, o qual deflagrou na passada quinta-feira e que conta com mais de mil operacionais no terreno, "apoiados de 384 veículos e seis aeronaves, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)." Ontem, foi ativado o "Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil" e tiveram de ser efetuadas evacuações preventivas em "duas aldeias na Serra do Caramulo: Matadegas e Mançores, na União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho." Fala-se em cerca de mais de 12 mil hectares ardidos, até agora, tendo o incêndio entretanto reativado na região de Tondela. O balanço final ainda não pode, por isso, ser feito, embora já se saiba que os prejuízos são avultados, no que respeita a danos no património natural, na atividade agrícola e agropecuária, bem como em algumas empresas e habitações.

Deste incêndio terão ainda resultado "dois feridos graves, um homem de 55 anos que sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau quando tentava combater o fogo e outro, de 34 anos, que sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para o combate às chamas." Além destes, terão ainda sido registados ferimentos em "dois bombeiros."

Entretanto, terá já sido acionada e já se encontra em trabalho uma "equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha, composta por 120 operacionais e 30 veículos." Esta equipa está a "apoiar o combate ao incêndio de Vouzela, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ativado preventivamente na sexta-feira pelo Governo." Este mecanismo europeu é na prática uma rede a (rescEU) que funciona "como uma reserva estratégica de meios para dar resposta a situações de emergência que são coordenadas pelo instrumento europeu quando um país faz um pedido de ajuda."

Esta ativação deve-se ao calor elevado que se faz sentir em todo o território nacional e que, aliado a fatores de seca e de vento, propiciam uma situação de risco muito elevado. É muito importante referir o acionamento deste protocolo de forma tão imediata, uma vez que em anos anteriores, terá demorado muito mais a pô-lo em marcha, algo que eu nunca entendi.

Existe ainda outro incêndio que no dia de ontem causava preocupação, mas que acabou por ser controlado durante a noite. Este, na região de Setúbal terá tido início numa ignição num automóvel que se incendiou e cujas chamas se espalharam ao mato envolvente. Neste caso, registaram-se "10 feridos ligeiros (oito bombeiros e dois civis) e levou, por precaução, à retirada de 25 pessoas, não havendo registo de feridos graves. Pelas 14h deste sábado, 148 operacionais e 46 veículos estavam em São Sebastião no combate às chamas."

Mas qual a causa destes incêndios que todos os anos nos afetam?

O aquecimento global, visto como o grande papão, os eucaliptos vistos como os invasores terroristas ou o abandono das zonas rurais? Existem muitos estudos, várias conclusões, mas o problema mantém-se. "As condições meteorológicas extremas, mais frequentes e intensas devido às alterações climáticas, não bastam para explicar a dimensão dos desastres que se têm verificado nos últimos anos." A má gestão das espécies arbóreas e a falta de limpeza dos terrenos acaba por tornar estas ondas de calor cada vez mais perigosas. A temperatura elevada só provoca incêndios de grandes dimensões em zonas que não estejam devidamente cuidadas, ou seja, temos sempre de aliar as condições atmosféricas propícias ao próprio risco existente, sendo que aqui entraríamos também pela questão das causas. 

Uma deflagração precisa de uma ignição e as árvores não pegam fogo sozinhas. Sabemos de antemão - através de muitos estudos que vão sendo realizados ao longo dos anos - que muitos dos incêndios são de origem criminosa e de mau uso do fogo. Então, porque é que a prevenção não funciona? Porque na verdade, a prevenção falha na sua execução, porque as pessoas pensam que "não vai acontecer nada"  e continuam a ter comportamentos de risco, ou porque as autarquias não têm capacidade de gerir a sua própria área florestal. Existe ainda uma cultura de "posso fazer o que quero porque o terreno é meu," "limpo se quiser" ou até de abandono das próprias terras. 

A saída das pessoas das zonas rurais com destino a grandes cidades (e que teve o seu auge entre meados do século XIX a meados do século XX) levou ao abandono de muitas terras que antes eram cultivadas e onde pastavam grandes rebanhos e manadas. Quando o terreno é cuidado e cultivado tem menos tendência para arder. Por outro lado, as pessoas sabiam fazer uso do fogo como um aliado, o que agora muitas vezes não acontece. As queimas controladas passaram a ser proibidas uma vez que eram causadoras de grandes incêndios, e porquê? Ora se antes se faziam queimas e queimadas, o que mudou? Mudou a sabedoria de uma prática usada desde tempos ancestrais. mas mudaram também as espécies cultivadas e as arbóreas que agora são plantadas. A floresta autóctone começou a desaparecer, dando lugar a extensões sem fim de monoculturas. E uma monocultura arde mais depressa do que um terreno que esteja dividido em parcelas de plantação diversificada- 

O fenómeno do abandono dos terrenos. acontece muito frequentemente quando não há tempo nem disponibilidade financeira para cuidar de terras herdadas, ou porque se vive noutro ponto do país ou se emigrou para o estrangeiro. Mas devia existir uma responsabilidade social, uma responsabilização que obrigasse a cuidar. O problema é que não existe ainda uma franca gestão das propriedades, mesmo daqueles que são baldios ou que pertencem às câmaras municipais.

A verdade é que ano após ano se choram vítimas de incêndios, se lamentam milhares de hectares ardidos e de casas, armazéns, fábricas e diversos outros bens perdidos. E parece que por muitos estudos que se façam, não se aprende nada.

Fontes:

https://www.publico.pt/2026/07/04/sociedade/noticia/incendios-calor-nao-abranda-ha-1700-operacionais-combater-chamas-2180526
https://www.publico.pt/2026/07/03/politica/noticia/governo-activa-mecanismo-europeu-proteccao-civil-prevencao-incendios-2180453

26/11/2025

Incêndio mata na China

Está ativo desde ontem (quarta-feira) um incêndio num "complexo residencial" - o "Wang Fuk Court" - e que já consumiu "vários prédios." Este complexo, no "bairro de Tai Po" é formado por cerca de "duas mil casas divididas por oito blocos e habitadas por cerca de quatro mil pessoas." O incêndio provocou 44 mortos (embora este número possa vir a aumentar, uma vez que existem muitas pessoas feridas e outras das quais ainda não se sabe o paradeiro). Dos oito edificios que se encontram a arder, ainda só em três o incêndio se encontra "sob controlo." As imagens são desoladoras.

Segundo as notícias que citam a polícia de Hong Kong, para além das vítimas mortais, outras 45 pessoas foram hospitalizadas encontrando-se em "estado crítico e 279 continuam desaparecidas," mas a extensão do incêndio deixa antever que poderemos estar a falar de muitas mais. Existe suspeita de crime, tendo sido já detidos três suspeitos, os quais serão responsáveis pelas obras de que uma parte dos edifícios estava a ser alvo. Sabe-se que houve queixas dos moradores contra a empresa de construção e já tinham sido colocadas dúvidas sobre questões ligadas à segurança.

Os bombeiros terão encontrado "o nome da construtora em placas de poliestireno inflamável" e que estavam a "bloquear algumas janelas do complexo de apartamentos. As autoridades suspeitam que outros materiais de construção encontrados nos apartamentos — incluindo redes de proteção, lonas e coberturas plásticas — não cumpriam os padrões de segurança." Os edifícios que se encontravam em renovação, tinham andaimes de bambú montados nas fachadas, material que é altamente inflamável e que já está proibido na construção em muitas regiões.

Fontes:

https://observador.pt/2025/11/26/incendio-consome-predios-em-complexo-residencial-de-hong-kong-ha-dois-feridos-graves-e-varias-pessoas-estao-presas-no-interior/

19/11/2025

Incêndio destrói aldeia no Japão

Um incêndio de grandes dimensões deflagrou esta terça-feira numa "zona residencial do sudoeste do Japão." As chamas atingiram mais de 170 edifícios e fizeram, pelo menos, um morto.

As chamas que tiveram início numa casa "perto de um porto de pesca na cidade de Oita, na ilha de Kyushu," rapidamente se alastraram à floresta "devido aos ventos fortes que se faziam sentir," e que fizeram mesmo com que o fogo alastrasse "a uma floresta perto da cidade" e a "uma ilha desabitada" localizada a cerca de "um quilómetro da costa." Muitos dos habitantes tiveram de fugir de casa e encontram-se agora em abrigos. O vento forte terá ajudado à propagação das chamas.

Este foi já considerado como "o maior incêndio urbano desde o de Sakata em 1976, que destruiu mais de mil residências." Já em 2016, um outro incêndio "em Itoigawa também destruiu 147 edifícios."

Falando em grandes incêndios, outros houve em que o resultado foi muito mais devastador! A cidade de Tóquio ficou devastada quando, depois de um terramoto, um grande incêndio se propagou pelos escombros. Este evento resultou em cerca de "142 mil" mortos (número estimado). Mas foram os "ventos fortes de um tufão," que assolava a região que espalhou rapidamente as chamas! Caso para dizer que um desastre nunca vem só.

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/11/19/pelo-menos-um-morto-e-mais-de-170-edificios-queimados-em-incendio-no-japao

https://www.bucka.com.br/os-10-incendios-mais-famosos-do-mundo/#topico-2

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-11-19-video-maior-incendio-urbano-em-50-anos-reduz-cidade-japonesa-a-toneladas-de-escombros-1f260bef

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2025/11/19/maior-incendio-no-japao-em-quase-50-anos.htm

16/08/2025

Incêndio mata seis idosos em lar de Mirandela

O incêndio, que "deflagrou por volta das cinco da manhã", ficou confinado ao quarto onde começou. A causa aparente terá sido um curto-circuito "num colchão anti-escaras," num quarto onde as três pessoas que ali residiam acabaram por morrer. Faleceram ainda outras três pessoas, "devido à inalação de fumo e a problemas respiratórios," que "não conseguiram resistir." Do incêndio "resultaram ainda 25 feridos, dos quais cinco em estado grave, segundo confirmou o presidente da Câmara Municipal de Mirandela."

O lar da Santa Casa da Miseriórdia, "Bom Samaritano", albergava 89 idosos, e aparentava ter boas condições (digo isto pelas imagens que entretanto consegui ver), mas falta saber qual o número de funcionários que estariam presentes nas instalações. Está a ser dado apoio às famílias e aos restantes utentes, tendo sido organizado um "Centro de Apoio à Vítima," que ficou "instalado no pavilhão do INATEL." Os restantes idosos acabaram por ser entretanto transferidos para outros lares da região, estando ainda os bombeiros e o Inem no local. O provedor da Santa Casa, numa entrevista dada à NOW, afirma que o alarme contra incêndios não terá disparado e que foi quando as funcionárias foram ao quarto e abriram a porta do mesmo, o incêndio tornou-se muito intenso (digo eu, por entrada de oxigénio no espaço e que alimentou o fogo) e que o fumo se terá espalhado pelo restante edifício.

Foram ao quarto porque ouviram chamar ou havia algum fumo a sair que lhes chamou a atenção? E se detetaram que havia um incêndio no quarto, como foi aberta a porta? Tinham extintor e usaram-no imediatamente? Fiquei com muitas dúvidas a partir das palavras deste senhor, mas a Judiciária há-de fazer o seu trabalho e detetar o que foi bem feito e o que não foi feito. Não é só o incêndio que mata... Haveria capacidade para evacuar todas as pessoas que se encontravam naquelas instalações? É que não é só saber onde estão os extintores ou as saídas de emergência, têm de ser feitos simulacros e, aqui, sabemos bem, que nenhum simulacro é feito às 5h da manhã com o número reduzido de funcionários, os utentes a dormir e, também de referir, normalmente, com um número reduzido de operacionais presentes nos quartéis (por ser de noite e por estarem na sua maioria destacados para os incêndios rurais e florestais que deflagram) - mas é precisamente nessas horas da madrugada, que muitas destas situações acontecem. Aqui pode estar em causa um incêndio por negligência e homicídios por negligência, que podem ter sido ampliadas por falta de fiscalização.

Isto num dia em que continuam os incêndios florestais no centro e norte do país. Em Oliveira do Hospital, na localidade de "Vila Pouca da Beira, na União de Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira," uma casa acabou por ser "completamente destruída pelas chamas." Noutra zona, na "localidade de Avô ardeu uma casa devoluta que se encontrava nas imediações da Junta de Freguesia," tendo ainda ardido vários "anexos, barracões e explorações agrícolas." É bastante perceptível o desgosto e a revolta das pessoas. Mesmo a quem as casas não foram afetadas, as situações de evacuação, dias sucessivos a olhar para as chamas a chegar às povoações, e noites sem dormir, desgastam qualquer pessoa.

Espera-se que este domingo cheguem "dois meios aéreos cedidos pela Suécia," a partir do "Mecanismo Europeu de Proteção Civil em Portugal." Poderiam ser suficientes se os "nossos" meios estivessem todos a funcionar e a dúvida é quantos estão e quantos estão parados. Uma coisa, será a não atuação devido às condições atmosféricas (a segurança é muito importante e, no meio disto tudo, não pode ser descartada), mas outra coisa será estarem parados por falta de manutenção, porque falta uma peça ou porque não têm autorização para voar. Onde anda os meios aéreos portugueses, que sabemos bem, na sua maioria são "alugados." A empresa proprietária dos Canadair a operar em Portugal, já veio ontem afirmar que já podem contar "com três aviões CL-215 operacionais baseadas em Castelo Branco," uma vez que o avião de reserva já se encontra novamente funcional e que está pronto "para apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios em todo o país." 

Aliás, de referir, que os outros dois aviões, atribuídos ao DECIR deste ano, devido a avarias, tinham já sido também substituídos ao abrigo do "mecanismo de cooperação bilateral com Marrocos, que enviou dois aviões Canadair de substituição, que passaram a integrar o DECIR até ao final desta semana e estão a operar a partir da Base Aérea de Monte Real." De acordo com o Secretário de Estado da Proteção Civil, como "Espanha" tinha "recorrido já ontem ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil", poderia dar-se o caso da "ajuda a Portugal" poder ser mais reduzida, o que vem dar razãpo a quem diz que o pedido já vem tarde. Em resposta às perguntas feitas, o SE pediu "serenidade e tranquilidade" ao país. Como? O país está a arder ou o senhor SE não deu conta disso?

De acordo com um deputado do PS, "o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa," terá obrigado "o primeiro-ministro a interromper as suas férias," convocando-o para "vir a Lisboa a uma reunião", que ocorreu "na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa." A presença do Primeiro-ministro no Pontal e a sua referência a se encontrar de "férias" tem despoletado muitas críticas e até pedidos de demissão. As pessoas estão desesperadas, continuam as temperaturas altas e continuam grandes frentes a avançar em direção às aldeias, aproximando-se e ameaçando habitações, sendo um dos mais preocupantes o que lavra "no concelho de Oliveira de Hospital." Neste caso, as frentes de fogo são "oriundas" do grande incêndio "que começou em Arganil na quarta-feira" e que acabou por passar "o rio Alva."

O país está "vestido" de negro, os relatos dividem-se entre a tristeza e a revolta e, claro está, há muitas críticas que se podem fazer, mas agora não é a hora de discutir, é hora de agir e de proteger as povoações, travando o avanço das chamas!

De destacar que já foram detidas ontem, duas pessoas suspeitas "de atear fogos florestais em Seia e Pinhel, duas cidades do distrito da Guarda." Uma delas, era um jovem de apenas "19 anos suspeito de atear um incêndio" no concelho de Seia "com recurso a chama direta, sem motivo evidente." Que se apanhem todos e que tenham penas pesadas, é o que se pede.

Fontes:

https://expresso.pt/sociedade/2025-08-16-seis-idosos-morreram-em-incendio-no-lar-da-misericordia-de-mirandela-5d4df818

https://www.asbeiras.pt/incendio-destroi-casas-em-oliveira-do-hospital/

https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2025-08-04-muito-calor-e-risco-de-incendio-deixam-portugal-em-situacao-de-alerta-f1c01254?cb_rec=djRfMQ (em atualização);

15/08/2025

Deixem-se de campanhas e façam o que tem de ser feito!

Não pode estar em causa a vergonha de pedir meios e apoios, através do acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil! Ou estavam a competir em área ardida antes de pedirem ajuda?

Espanha pediu "o envio de duas aeronaves Canadair," numa altura em que sete pessoas já tinha sido "hospitalizadas, quatro das quais em estado crítico, na região de Castela e Leão." Já tinha havido duas mortes a lamentar no país vizinho. Na província de Ourense, em Espanha, os bombeiros estão com muitas dificuldades para "extinguir um grande incêndio em Chandrexa de Queixa."

E em Portugal, a situação tem estado a piorar! Há dias que se pedem meios, ajudas! A população está desesperada, não dorme de noite, olhando as chamas que galgam montes e vales sem se deter em mudanças de concelho, vedações ou zonas protegidas! Mas só esta tarde se avançou com o acionamento do "Mecanismo Europeu de Proteção Civil," tendo sido solicitada "ajuda para o combate aos incêndios". Este pedido, que irá "permitir a chegada de aviões Canadair de apoio internacional," vem tarde... já há uma enorme área ardida e já temos feridos a lamentar (vários deles operacionais dos bombeiros) - dois feridos graves e um morto...

É que por cá, para haver Canadairs, parece que só alugados! E isso dará jeito a quem? 

"Apesar de ser o país do mediterrâneo com mais área de floresta ardida, Portugal é também o único que não tem uma frota própria destes aviões - os três" que por cá andavam e que avariaram, "são alugados"!

Olhando para as notícias, parecem-me um dejá-vu... a sensação é de estar a ver a repetição de algo mais antigo! Ainda se discute a falta de meios? Ainda se acusa quem limpou e quem não limpou os terrenos, quem permitiu a abertura de estradões? Não se discutiu já isto tudo, não se criaram grupos e comissões, não se fez alterações na estrutura da PC? Então, o que é que se passa?

Existem meios no terreno, sim, e temos de agradecer a todos os operacionais que se encontram a combater as chamas. Mas continuamos a ter bombeiros a ter de ser alimentados pelas populações? Ainda é assim, em 2025? Os populares continuam a ter de combater as chamas praticamente sozinhos! Mandam evacuar as aldeias, mas se as pessoas não vêem os meios a chegar, como é que conseguem sair de lá? Como é que podem sentir que as suas coisas estão protegidas? Há muita coragem nestes dias, não apenas em quem enverga uma farda, mas também em quem luta apenas com uma mangueira de jardim e uns galhos.

Ontem, ouvi a ministra da Administração Interna a dizer coisas que, simplesmente, me enojaram. Maria Lúcia Amaral começou por agradecer aos operacionais o trabalho desenvolvido, para depois referir que o país está em luta contra as chamas, numa onde de calor que afeta o país há “22 dias consecutivos" e "que gera, evidentemente, naqueles que estão na linha da frente exaustão e cansaço”. Isso é óbvio senhora ministra, mas que apoios estão a ter os bombeiros, quando são rendidos pelos seus colegas e regressam a casa (muitos, não chegam a ir a casa, vão para o quartel e regressam ao trabalho), tanto a nível da sua saúde física quanto psicológica?

Como é que o socorro está dependente de contratações a empresas privadas? Quantos é que estão a ganhar dinheiro com isto? Enquanto isso, Montenegro andava pelo Algarve nas festanças. E decretar a situação de contingência no país? Porque demora tanto? Há pois, se estivessem em contingência teriam de interromper as férias? Cancelar eventos!?

Onze dias e 6500 hectares depois, o incêndio de Vila Real foi dado como dominado - ei! Mas não pára aqui o combate! Há uma enorme área que tem ainda de ser trabalhada, não se pode virar costas - acho que sabemos todos isso, certo? Cerca de três mil militares foram mobilizados "para o combate aos incêndios no país, tendo atualmente 34 patrulhas diárias empenhadas na vigilância e deteção de fogos." O trabalho destas equipas é extremamente importante, mas é preciso lermos tudo - três mil é o total acumulado ao longo do ano.

Refere Xavier Viegas que "os combustíveis, não só os finos, secos, mortos," que se vieram a multiplicr este ano, devido à chuva que caiu no início do ano e da falta de chuva no final da primavera, início do verão, mas também "os "arbustivos, que têm um tempo de resposta mais longo, também vão secando e a sua secura vai aumentando à medida que avançamos" pelo verão, ficando cada vez mais disponíveis para arder. Perante esta conclusão, os autarcas poderiam mandar limpar os terrenos. Basta vermos qualquer um dos canais de notícias e vemos, atrás dos jornalistas, vastas extensões de campos dourados, secos, a começarem logo junto às estradas e às habitações. Aqueles moradores, passam ali todos os dias, todos os dias... não se sentem em  risco?

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2025-08-12-exercito-ja-mobilizou-quase-tres-mil-militares-para-o-combate-aos-incendios-b724c8b4

https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2025-08-14-video-ministra-da-administracao-interna-fala-ao-pais-c8508875

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-13-espanha-pede-ajuda-a-uniao-europeia-para-combater-incendios-devastadores-e6a5d3c0

https://cnnportugal.iol.pt/incendios/fogos/avariaram-os-tres-canadair-que-portugal-alugou-para-combater-incendios

13/08/2025

Os incêndios não têm fronteiras

Os incêndios são vistos por muitos, como forças poderosas e, mesmo, como entidades vivas, que nascem, respiram, avançam sem ligar a fronteiras... e não mostram querer parar, querer ceder aos meios aplicados no seu combate.

Não é só Portugal que está a lutar contra as chamas (novamente, digamos que todos os anos é o mesmo, desde que me lembro de ser gente), a situação está muito complicada também em Espanha, em França e na Itália. Estou no centro do país, mas não consigo estar indiferente ao que se está a passar aqui à volta... em Portugal e nos países vizinhos. A situação é muito alarmante por toda a Europa, onde só aqui na vizinha Espanha se registam mais "de 30 incêndios ativos", além de tantos outros em na "Grécia, Turquia e Reino Unido."

Em Espanha, já morreram duas pessoas, vítimas da catástrofe que tem estado a afetar as regiões de "Galiza, Castela e Leão e Extremadura" onde as chamas são alimentadas "pela maior onda de calor de que há registo no país." Duas vítimas que apenas estavam a ajudar, um no combate ao fogo e po outro a tentar salvar os animais de um hipódromo. Lá, tal como aqui, a população está em desespero, está desamparada, queixa-se, reclama mudanças, reclama apoios. Quase "4000 pessoas foram evacuadas em Castela e Leão," onde um grave incêndio ameaça "o Patrimônio Mundial de Las Médulas." Em Espanha, ainda não foi ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Também por lá se reclama ajuda, pois os meios, por muitos que sejam, parecem sempre poucos.

Na Turquia, o fogo também não está a dar tréguas à população obrigando à retirada de "mais de duas mil pessoas." Este incêndio já "destruiu centenas de habitações e carros. Cerca de 50 pessoas foram assistidas por inalação de fumo." Em França, os incêndios que começaram a "5 de agosto foram os mais intensos desde 1949," lamentando-se "uma morte," dezanove bombeiros e seis civis feridos, bem como "várias dezenas de casas" destruídas. O alerta passou de laranja a vermelho, devido ao prognóstico de agravamento da onda de calor que teima em não dar descanso.

Na Croácia também se luta contra as chamas, com as temperaturas a bater recordes. Em Montenegro, "um soldado morreu e um outro ficou gravemente ferido" quando o camião-cisterna onde seguiam para ir apoiar o combate aos fogos, capotou.

Na Albânia, "um idoso morreu e outras oito pessoas ficaram feridas na sequência dos fogos que atingem o país. Houve necessidade de evacuar vilas nas regiões de Elbasan, Vlora e Berat."

Na Grécia, os incêndios começam a ser cada vez mais uma realidade, mas longe de serem normais ou aceitáveis, num país onde "nas últimas 24 horas deflagraram 152 novos incêndios." Estão a combater as chamas cerca de "cinco mil bombeiros." Os incêndios que afetam o território já levaram "à retirada de centenas de pessoas das ilhas de Chios e Zakynthos. Já em Patras, durante a noite, o fogo destruiu casas, empresas e viaturas. Pelo menos 13 bombeiros foram tratados por queimaduras e outros ferimentos."

Em Itália a situação também se aproxima de catastrófica: "um idoso morreu e outras oito pessoas ficaram feridas na sequência dos fogos que atingem o país." Os diversos incêndios que atingem a Península fizeram "evacuar vilas nas regiões de Elbasan, Vlora e Berat." Na região da Sardenha, um menino de apenas quatro anos, "de origem romena," foi deixado numa viatura, acabando por sucumbir.

E por cá?

Por cá esperemos que não se repita 2017...

Por aqui continuam os incêndios a devastar vastas áreas de pinhal, mato e vinhas, a ameaçar casas e animais, a destruir quintais, armazéns e muitos outros bens, pondo a vida da população em risco. Pergunto-me (e muitos se perguntam como eu) o porquê de não se ter ainda ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Foram pedidas imagens de satélite há uns dias, à União Europeia, mas o que é que falta acontecer para que se solicitem meios?

Não é só uma questão de números... mas de desgaste dos operacionais! De desgaste das viaturas, de avarias que são próprias de acontecer perante o esforço a que estas viaturas são sujeitas! A 30 de julho, o "secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha," disse que o Governo estava "a fazer o necessário para garantir a disponibilidade de 76 meios aéreos, insistindo que o contributo destes meios para apagar incêndios depende das caraterísticas dos fogos." Para quem não está no terreno, os meios são os suficientes... como se quem lá estivesse não quisesse fazer mais. Para os autarcas das regiões afetadas, para as pessoas que lá vivem, para quem está a perder aquilo que levou uma vida a conseguir, os meios nunca serão os suficientes. Estou incrédula perante a demora de se perceber que esses meios não estão a atuar, não os 76... e bem que eram necessários! 


Fontes:


https://www.portaltela.com/noticias/meio-ambiente/2025/08/12/incendios-florestais-devastam-o-sul-da-europa-com-temperaturas-acima-de-40c

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/espanha-dois-mortos-e-varios-feridos-nos-incendios_v1676167

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-12-video-um-morto-em-incendio-florestal-perto-de-madrid-d40be53b

https://recordeuropa.com/noticias/portugal/incendios-portugal-pediu-imagens-de-satelite-mas-ainda-nao-ativou-o-mecanismo-europeu-de-protecao-civil-30-07-2025-289034

https://pt.euronews.com/2025/08/10/nova-vaga-de-calor-prossegue-sem-treguas-no-sul-da-europa

https://cnnportugal.iol.pt/incendios/calor/italia-calor-vitima-crianca-grecia-152-incendios-em-24-horas-espanha-e-albania-mortes-londres-dois-incendios/20250813/689c7d95d34e3f0baea196e4

03/08/2025

Não vou falar de incêndios...

... vou só falar de gente mesquinha, que antecipa o lançamento de fogos de artifício lá na festinha!


... vou só falar de autarcas que preferem perder alguns hectares de terra em vez de perder alguns votos por proibirem determinadas atividades!


... vou só falar de pseudoprevenções que acontecem nas festas das aldeias e permitem o lançamento de fogos de artifício!


Não quero falar em incêndios. Vou só aqui referir que, muitas das pessoas que vão para a televisão queixar-se do trabalho dos bombeiros, não limpa os terrenos ao redor das suas casas. Vou só dizer que muita gente, recusa  ceder terras das suas propriedades para que se alarguem os caminhos de acesso às aldeias, mas agora queixam-se que os camiões dos bombeiros não chegam lá. Pois não, porque não passam nas estradinhas que vocês acham ser suficientes!


Não vou falar em incendiários. Vou falar em vez disso da reincidência. Parece que não deveria existir, não parece? Existe um determinado fascínio pelo fogo, que se alia a problemas de saúde mental e ao consumo de álcool. Mas nem tudo se explica assim... muitos dos incêndios agravam-se devido à má organização florestal. É que a nossa floresta - na sua grande maioria - não é floresta natural! Nós lembramo-nos dela assim, porque já nascemos a vê-la organizada, alinhada, embutida nas serras... A ocupação do espaço florestal depende muito das empresas que usam essa matéria prima.


Não quero falar em alertas, nem em avisos, pois poucos saberão do que se trata! Falo da Cultura de Segurança! Algo que poucos conhecem, que poucos sabem como usar e para que serve. É aquela parte da nossa vida em que, apesar de nos apetecer muito fazer uma coisa - e mesmo sem ninguém nos proibir - não o fazemos, porque os nossos atos podem prejudicar alguém. Há leis? Sim. Mas mais do que leis, deveria haver respeito pelo território, respeito pelos bombeiros e todos os outros elementos da proteção civil que têm de combater os incêndios, evacuar as populações e ouvir ainda as reclamações.


Não vou falar de incêndios.


Vou falar da forma como se vê a prevenção no nosso país. Deixou-se de falar dos helicópteros que (não) existem no INEM e passou-se a falar na falta de meios aéreos para o combate aos incêndios. O país não pediu ajuda à Europa, talvez por vergonha... houve fundos europeus, onde é que foram aplicados?

13/04/2025

Incêndio mata animais em canil

Vou chamar-lhe canil. Infelizmente, para aqueles animais apanhados no meio da tragédia, foi impossível escapar. Ninguém os conseguiu salvar a tempo, tal a velocidade que (dizem) o fogo tomou.


O incêndio aconteceu durante a tarde deste sábado, na localidade de Alcafache, no município de Mangualde, tendo destruído completamente as instalações onde se encontravam cerca de sessenta canídeos. O último balanço dá-nos conta de que 25 animais morreram e outros quinze sofreram queimaduras. Alguns cães conseguiram fugir e ainda se encontram em parte incerta.


Aparentemente o incêndio terá tido início num curto circuito. Pelas imagens não dá para reconhecer se o espaço teria ou não condições, ou se estaria preparado com sistemas de deteção e extinção de incêndio. Sabe-se, no entanto, que o espaço não teria seguro. "O espaço, procurado por donos em férias ou fins de semana, alojava vários animais no momento da tragédia."


Fonte:


https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/tragedia-em-mangualde-incendio-destroi-hotel-canino-e-mata-19-caes


 


 

01/04/2025

Incêndio em gasoduto na Malásia


Uma fuga num gasoduto provocou "um incêndio de grandes dimensões num posto de abastecimento de combustível, perto da capital da Malásia, Kuala Lumpur." O incêndio visível a quilómetros de distância levou à evacuação de várias pessoas. Houve ainda a lamentar várias pessoas com queimaduras quando as suas casas foram atingidas pelas chamas.





"Sete moradores, incluindo dois idosos, tiveram de ser resgatados. Várias casas arderam e muitas outras habitações tiveram que ser evacuadas."


Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/fuga-de-gasoduto-causa-incendio-na-malasia_v1644923



16/03/2025

Incêndio mata em discoteca

Neste caso, com a vida dos outros. Se não houve, alguém, uma cabeça com um mínimo de inteligência que olhasse para o arraial ali montado e visse que algo não estava bem?

Hoje, acordei um pouco agressiva, talvez, mas seja aqui ou na Macedónia do Norte, há coisas que eu só posso chamar de homicídio (intencional ou por negligência, se irá saber) e, se acaso não foi intenção, então só o posso colocar na categoria da ignorância. Para mim, só é negligente quem não sabe o que está a fazer ou as suas consequências. Usar fogo dentro de um espaço fechado, onde existem diversos materiais inflamáveis, iria correr bem, só no pensamento de alguns.

O número provisório do incêndio que terá "sido causado pela utilização de dispositivos pirotécnicos no interior da discoteca, "é de 51 mortos e mais de 100 feridos. Nas imagens, é perceptível o uso de fogo de artifício dentro do estabelecimento noturno. Parece fazer parte da atuação, mas as faíscas, porventura maiores que o desejado, atingem o teto que muito rapidamente se incendeia. Culpam os jovens que assistiam à atuação da banda, mas não é ignífugo aquele material, e não foi fogo de artifício lançado para o telhado que incendiou o espaço. Há muito ainda a explicar.

Com também houve (ou ainda há) a explicar em ouros casos de que logo me lembrei ao ver esta notícia. De origens diferentes, o fogo e o pânico mataram quem se divertia naqueles fatídicos locais. Que sirvam de alerta para uma atitude mais preventiva e de maior fiscalização dos espaços, o da discoteca Luanda, em Alcântara (em 2000), o de Amarante (em 1997) e o de uma discoteca que ardeu no Brasil (em 2013).

Num espaço que poderia ter 360 pessoas, estavam cerca de mil. Tantas quantas as que sentindo os efeitos do gás pimenta, tentaram sair para a rua. Em vez de saídas de emergência, encontraram portas fechadas a cadeado e grades. Na discoteca, de nome "Luanda", com clientes na sua maioria africanos, morreram 7 pessoas.

Em 1997, a discoteca "Mea Culpa" é incendiada em Amarante. "Três homens armados," atearam fogo ao estabelecimento, depois de o regarem com gasolina e trancar lá dentro clientes e empregados. Morreram 13 pessoas. José Queirós, autor moral, é considerado culpado e condenado à pena de 25 anos de prisão, mas sempre recusou a culpa pelo desfecho trágico.

A 27 de janeiro de 2013, uma tragédia semelhante "foi provocada por um engenho pirotécnico usado por uma banda, os Gurizada," que atuavam numa discoteca , no Brasil. Os primeiros a tentar sair, viram a sua intenção rogada pelos seguranças e pelas portas fechadas. Muitos, em pânico tentaram esconder-se nas casas de banho, onde morreram asfixiados. Outros foram esmagados no meio do desespero. "Quando os bombeiros chegaram, tiveram de abrir um buraco na parede para tentar retirar mais jovens da discoteca." Além dos muitos feridos, alguns dos quais em estado grave, registaram-se 231 mortos.

Fontes:

https://www.jn.pt/7584010460/incendio-em-discoteca-faz-51-mortos-na-macedonia-do-norte/

https://www.publico.pt/2013/01/27/mundo/noticia/portas-da-discoteca-onde-morreram-232-pessoas-fechadas-tempo-de-mais-1582298

https://www.publico.pt/2000/04/18/jornal/tragedia-ainda-sem-explicacao-142792

https://observador.pt/2017/04/14/autor-moral-do-massacre-na-boite-meia-culpa-em-amarante-continua-preso-apos-20-anos/


 

22/01/2025

Incêndio mata na Turquia

Na Turquia, um hotel localizado numa estância de esqui, ficou ontem completamente destruído depois de ter sido atingido por um incêndio. Até agora, há a registar 76 mortos.

O incêndio começou no restaurante do hotel que fica em Kartalkaya, "uma popular estância de esqui nas montanhas de Koroglu, a cerca de 300 quilómetros a leste de Istambul." Outros hotéis localizados nas proximidades, "foram evacuados por precaução." Há ainda a registar 51 feridos (dois deles em estado grave) e nove detidos. Algumas das pessoas ficaram feridas ao saltar das janelas ou a tentar "descer dos quartos usando lençóis e cobertores," e duas delas acabaram mesmo por morrer da queda. O hotel encontrava-se lotado, sobretudo com "famílias" que aproveitavam "as férias escolares."

Suspeita-se que o hotel, com 161 quartos, não cumprisse todas as normas de segurança, uma vez que alguns dos sobreviventes relatam não ter sido dado qualquer alerta. "Nove pessoas, incluindo o gerente, foram presas," por suspeita de negligência grosseira. Os sobreviventes começaram desde logo a reclamar que "nenhum alarme foi acionado e que o hotel não tinha portas corta-fogo." 

“Não foi o incêndio, mas a negligência que causou a morte” dos hóspedes, escreveu o principal jornal estatal Hürriyet nesta quarta-feira. "O prédio, com vista panorâmica para as montanhas, está localizado perto de uma inclinação acentuada, o que dificultou a intervenção dos bombeiros. De acordo com a imprensa turca, o revestimento do hotel também facilitou a propagação das chamas para o resto do edifício."

Entretanto, houve outro acidente, envolvendo uma "explosão de gás num hotel de outra estância de esqui no centro da Turquia", do qual resultaram quatro feridos, um grave e três ligeiros. Esta explosão aconteceu no "Centro de Desportos de inverno da montanha Yildiz, na província de Sivas."


Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/01/21/incendio-em-hotel-de-estancia-de-esqui-na-turquia-faz-dez-mortos-e-mais-de-30-feridos

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/incendio-em-hotel-na-turquia-seis-procuradores-conduzem-investigacao-com-nove-detidos_n1629113

https://www.swissinfo.ch/por/acusa%C3%A7%C3%B5es-de-neglig%C3%AAncia-ap%C3%B3s-inc%C3%AAndio-mortal-em-hotel-na-turquia/88763526

https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/01/22/negligencia-direcao-de-hotel-recebe-acusacoes-apos-incendio-que-deixou-ao-menos-79-mortos-na-turquia.ghtml

13/01/2025

Incêndio mata em restaurante na Chéquia

Muitas vezes, aquilo que serve para o nosso conforto pode ser um perigo. Tal é o caso dos aquecedores, que já têm feito algumas vítimas pelo mundo fora, Foi o caso de um incêndio que ontem deflagrou num restaurante em Most, na Chéquia e matou, pelo menos, 6 pessoas.


O incêndio, terá tido início quando um "aquecedor a gás" que estava no jardim do restaurante, "se virou," acabando por explodir. Da situação, resultaram ainda oito feridos com queimaduras graves. Todo o espaço foi evacuado, bem como um edifício vizinho. "O restaurante ainda estava aberto quando o fogo começou, antes da meia-noite de sábado, e foram necessários mais de 60 bombeiros para controlar as chamas, até à uma da manhã."


Estas situações são mais comuns do que se pensa e, apesar de todas as indicações de uso correto e de haver informação disponível sobre os riscos, a verdade é que os acidentes continuam a destruir propriedade e a causar vítimas. Deixo de seguida alguns exemplos.


Em 2007, um incêndio que teve como causa um aquecedor, "vitimou duas mulheres deficientes," que viviam num "prédio perto de Trajouce, no concelho de Cascais." Neste caso, as "duas vítimas, de 34 e 50 anos," só foram encontradas quando "a mãe de uma" delas, "chegou a casa e não conseguiu abrir a porta," e dando conta do incêndio, accionou os bombeiros.


Lembremo-nos também do incêndio que, em janeiro de 2018, provocou onze mortos e 38 feridos, na "Associação Cultural e Recreativa de Vila Nova da Rainha, em Tondela." Este incêndio ocorreu "quando o tubo da salamandra que os aquecia inflamou o teto falso do edifício — que entrou em combustão." Muitas das vítimas ficaram encurraladas ao tentarem sair para o exterior.


Em fevereiro de 2019, um incêndio urbano em Braga, Portugal, teve também como causa um aquecedor a gás. Os bombeiros conseguiram evitar que o incêndio propagasse às habitações contíguas e não houve feridos a lamentar. Neste caso, segundo informações recolhidas no local e à época, indicam que o incêndio terá tido início aquando do "derretimento da mangueira que conduz o gás da botija para funcionar o aquecedor, no quarto e último andar de um apartamento na Rua Andrade Corvo, perto da Estação Ferroviária de Braga."


Em junho de 2019, um aquecedor (do tipo que conhecemos por cá, como caldeira), explodiu e destruiu dois restaurantes (um da marca "Burger King" e um outro da cadeia de restauração "McDonald's"), em São Paulo, Brasil. O acidente aconteceu mais propriamente na Avenida Rebouças, na zona centro da cidade. O aparelho funcionou como uma panela de pressão e, ao rebentar, destruiu ambas as fachadas dos edifícios e provocou danos graves no seu interior. Felizmente, não houve vítimas, mas talvez porque àquela hora não estivessem clientes nem funcionários nas lojas.


Fontes:


https://pt.euronews.com/2025/01/12/incendio-em-restaurante-mata-pelo-menos-seis-pessoas-na-chequia


https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2019/06/05/aquecedor-explode-e-destroi-parte-de-duas-lanchonetes-de-redes-de-fast-food-em-sumare.ghtml


https://sol.sapo.pt/2019/02/16/aquecedor-a-gas-provoca-incendio-em-apartamento-em-braga/


https://cnnportugal.iol.pt/morte/incendio/aquecedor-tera-originado-fogo


https://observador.pt/especiais/encurralados-numa-porta-que-abria-ao-contrario-se-me-descuidasse-um-bocadinho-tambem-tinha-la-ficado/

12/01/2025

EUA: Incêndios destroem tudo por onde passam

Os incêndios que lavram em Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia, tomaram proporções nunca vistas e, para mim, inimagináveis num país que se diz tão evoluído. Perante as condições atmosféricas adversas principalmente devido à ocorrência de fortes ventos (os conhecidos ventos de Santa Ana) e à persistência de vários meses de seca intensa, como é que foi feito o planeamento do combate aos incêndios que, como podemos facilmente constatar, são comuns naquela região? E, apesar de todas estas condições, como é que se deixa evoluir esta situação até ao extremo, tendo em conta que estamos em pleno inverno?


Agora, depois de vários dias de caos, há a lamentar a morte de 16 pessoas e outras 16 continuam desaparecidas. A maioria das pessoas seguiam as indicações dadas pelas autoridades e deixou tudo para trás. "As bocas-de-incêndio secaram na zona de luxo de Pacific Palisades, enquanto a escassez de água também dificultou os esforços noutros locais." Na maioria dos casos, não chegou sequer a haver qualquer tentativa de salvar as habitações. "Até ao momento, os incêndios florestais destruíram mais de 12 mil habitações e outros edifícios e queimaram 145 quilómetros quadrados."


As "primeiras chamas surgiram, na manhã de terça-feira (7/1), em Pacific Palisades, um bairro rico que fica entre as Montanhas de Santa Monica e o Oceano Pacífico." O fenómeno que provoca os ventos de Santa Ana, "que têm alimentado e espalhado as chamas," dificultando muito o combate. "Na madrugada do dia 9 de janeiro, o incêndio" de Palisades, tinha já destruído "uma área de cerca de 6.900 hectares."


Tem sido dado, na comunicação social, um certo destaque às várias celebridades que foram evacuadas das suas casas, como se ser alguém conhecido, fosse um fator diferenciador para o próprio do incêndio. É, na nossa sociedade, sim, diferente ser conhecido. É diferente viver em Skid Row, em Los Angeles ou em Santa Mónica. Para as chamas? Não há diferença... A situação é catastrófica!


 


Duas imagens de antes e depois dos incêndios florestais de Los Angeles mostram a devastação de um comércio em Pacific Palisades


Duas imagens de antes e depois dos incêndios florestais de Los Angeles mostram a devastação de templo em Pasadena


Fontes:


https://www.publico.pt/2025/01/12/mundo/noticia/sobe-16-numero-mortos-devido-incendios-florestais-los-angeles-2118481


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20503w69x6o


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gx59jvvelo


Imagens retiradas de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq9qqj27z7o


 


 

20/09/2024

Dias negros... luto nacional

Hoje o dia acordou cinzento, com algumas nuvens e chuva em alguns pontos do país. Chuva que veio trazer algum alívio às populações, mas que tem de ser olhada também com alguma precaução. Como sempre, depois de grandes incêndios, as áreas ardidas e as zonas adjacentes ficam cobertas de cinza e de muitos inertes que podem ser arrastados pelas encostas, poluindo os cursos de água. É natural e expectável que isto aconteça, é mais uma consequência dos incêndios (que não é contabilizada na pena dos incendiários). As zonas atingidas pelos incêndios podem agora sofrer deslizamentos de terras para as quais a população deve estar atenta e mostrar uma atitude preventiva.


O país está de luto. Pelas vidas humanas perdidas foi declarado pelo governo que hoje seria dia de luto nacional. Mas não chega... temos de exigir mais! "Morreram sete pessoas e 166 ficaram feridas, devido aos fogos que atingem desde domingo sobretudo as regiões Norte e Centro do país, nos distritos de Aveiro, Porto, Vila Real, Braga, Viseu e Coimbra, e que destruíram dezenas de casas." (Pelas contas da ANEPC são apenas contabilizados "cinco mortos, excluindo da contagem dois civis que morreram de doença súbita").


De acordo com a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, em apenas quatro dia (de 14 a 18 de setembro) foram registadas "1044 ignições, 416 das quais em período noturno," a que respeita uma área ardida de cerca de "94.146 hectares." 


A ministra informou também que foram "detidas 11 pessoas, suspeitas de crime de incêndio florestal, sendo que oito delas foram apanhadas em flagrante delito."


O incêndios ainda não estão completamente extintos. Os dois incêndios que deflagravam em Castro de Aire, no distrito de Viseu, ainda não foram dominados. O incêndio de "Penalva do Castelo, distrito de Viseu, entrou esta madrugada em fase de resolução." Também o incêndio que começou em Alvarenga, Arouca, na quarta-feira, entrou "em fase de resolução."


Os incêndios de Sabroso de Aguiar e de Veria de Jales e Quintã, apesar de já terem estado em fase de resolução, acabaram ontem por sofrer "reativações", na zona de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.



Agora está na hora de avaliar os prejuízos e esperar que as seguradoras façam a sua parte. O governo tem de apoiar agora estas autarquias, para que possam numa perspetiva de maior proximidade, apoiar as suas populações. São as autarquias, as assistentes sociais, as entidades locais (cruz vermelha, bombeiros, associações...) que sabem o que cada família necessita, que conhecem as empresas e aquilo que foi realmente perdido e danificado. Tenho estado a ver diversas entrevistas e reportagens televisivas e as perdas são muito grandes para cada uma destas pessoas. Em Castro Daire, Codeçais, são as quinze cabras que sobreviveram com ferimentos que dão agora alento a este pequeno produtor que teve de abandonar tudo para salvar a sua própria vida. Este senhor, perdeu mais de uma centena de animais (que são de uma raça autóctone transmontana, e por isso valiosa), mas além dos animais perdeu também alfaias, reboques, maquinarias, mais de dez quilómetros de cercas e terras... contabilizar tudo isto e agora multiplicar por outros produtores e pequenos empresários que perderam aquilo que tinha sido até aqui a sua vida. (Entrevista na Sic Notícias)


Falta agora pasto para os animais, ardeu o que estada dentro dos estábulos, dos armazéns e lojas. Ardeu a lenha que muitas pessoas já armazenavam para o inverno, e que lhes traria algum conforto no inverno frio que se aproxima. Arderam as arcas onde havia carne congelada para alimentação das famílias.


No "município de Albergaria-a-Velha" 41 famílias "perderam a casa, por causa das chamas."


A autarquia de Penalva do Castelo, registou "danos em equipamentos municipais no valor de cerca de 200 mil euros." Em Aveiro, os incêndios já se encontram "completamente dominados", mas "60 casas foram atingidas pelos fogos."


Em São Pedro do Sul, "arderam duas casas de primeira habitação," cerca de dez casas "de segunda habitação" e ainda vários "palheiros."


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/pais/dia-de-luto-nacional-chuva-alivia-bombeiros-mas-ainda-ha-chamas_n1601289


https://www.rtp.pt/noticias/pais/concelhos-fazem-contas-aos-estragos-causados-pelos-incendios_n1601329


https://pt.euronews.com/my-europe/2024/09/19/cerca-de-quatro-mil-bombeiros-no-terreno-combatem-17-incendios-em-curso


 

19/09/2024

A temperatura baixou... mas a situação dos incêndios ainda não está totalmente resolvida!

Há vários dias que aqui tenho estado a tentar escrever um pouco sobre os incêndios que afetam o nosso país. Praticamente, há cinco anos que deixem o meu trabalho nos bombeiros e, desde então, afastei-me um pouco mais destes temas. No entanto, acabamos por estar todos de luto, o sentimento é comum, sejamos apenas cidadãos, bombeiros, ou forças de autoridade. E se estamos todos de luto pelas perdas humanas, não nos podemos esquecer daqueles que ficam. 

Como lidar com a perda de uma casa, como olhar para os seus próprios animais carbonizados? Em 2017, estive na região da Pampilhosa da Serra, depois dos grandes incêndios de outubro e ainda hoje quando recordo aqueles dias, me recordo do cheiro e das lágrimas. Dias depois, ainda havia pontos quentes e aqui e ali pequenas chamas pontuavam a paisagem de laranja no meio do negro. Para muitas destas pessoas, a vida mudou totalmente, acabou ali, perderam tudo o que tinham.

André Fernandes, Comandante Nacional da Proteção Civil, tem feito todos os dias o ponto de situação das ocorrências, tentando passar através da comunicação social as informações mais relevantes nesta ocasião. 

Podemos dizer que a descida de temperatura está a dar uma ajuda. "Os fogos que lavram há vários dias no distrito de Aveiro continuam a ser os que mobilizam mais operacionais e meios. Ainda assim, incêndios em Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha estão em fase de resolução." 

No incêndio que deflagra em Sever do Vouga, há a registar um ferido "com gravidade," na localidade de Frágua. O incêndio atingiu "casas, sobretudo devolutas, e destruiu pelo menos 5 empresas." Os meios aéreos tiveram o seu trabalho dificultado pelo vento, que dificulta o combate às chamas, impedindo a sua atuação.

Em Castro d'Aire a situação é ainda complexa, continuando "a lavrar com muita intensidade" e, havendo, segundo declarou Paulo Almeida, do município de Castro Daire, "cerca de 12 frentes ativas". De acordo com a Proteção civil, o incêndio está a provocar "grandes projeções" que obrigam "à reposição dos meios de combate." 

De acordo com Paulo Almeida, "muitas famílias acabaram por perder tudo, a sua subsistência," havendo danos em várias "primeiras habitações, barracões, anexos, arrumos, carros, máquinas, explorações agrícolas." Castro d'Aire recebeu o "reforço de meios espanhóis que estava previsto para o incêndio de Sabroso de Aguiar, Vila Pouca de Aguiar," que para ali acabaram por ser desviados. Estes "120 operacionais" da "Unidade Militar de Emergência espanhola" que vinham reforçar "o combate ao fogo no concelho de Vila Pouca de Aguiar," acabaram por ser desviados para Castro Daire, devido ao agravamento da situação.

O incêndio de Nelas, que terá tido início na aldeia de Folhadal, "na segunda-feira, está em resolução desde as 10:23, disse à agência Lusa fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões."

"Na aldeia de Arrancada do Vouga, as chamas já chegaram às casas, algumas devolutas, mas também algumas de primeira habitação." No caso da ocorrência do concelho de Mangualde, que terá tido "origem em Penalva do Castelo" na passada segunda-feira, encontra-se "completamente dominado."

De acordo com declarações à Lusa, feitas pelo "adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, Luís Coelho," o "incêndio que começou na segunda-feira em Paços de Ferreira," e que avançou em direção a Santo Tirso, "teve dois reacendimentos na madrugada de hoje, continuando ativo em vários pontos," depois de ontem ter sido dado como dominado.

E deixo para o fim, o meu agradecimento aos que lá estão! Aos elementos das forças de autoridade, aos elementos da Cruz Vermelha, às várias associações, aos membros do INEM e aos bombeiros. Morreram quatro bombeiros e, apesar de tardiamente a meu ver, a presidência já declarou que amanhã será dia de luto nacional.

Como esclarecimento, a declaração de "luto nacional pode acontecer após a morte de uma três mais altas figuras do Estado: Presidente da República, presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro." Mas não só: pode também ser "decretado quando morrem os antigos chefes de Estado" e, pode também "ser declarado pelo falecimento de personalidade ou ocorrência de evento de excecional relevância”. Tal como aconteceu em Pedrógão Grande, como ocorreu nos "incêndios de 15 de outubro," ou como aconteceu quando "uma árvore de grande porte caiu durante a festa da padroeira da Madeira."

Não vai trazê-los de volta, mas é um reconhecimento pelo seu trabalho e por uma vida dedicada a uma causa que não se esgota apenas no combate às chamas, mas que tem neste a sua maior visibilidade. Recebem pouco mais de dois euros à hora. Alguns... outros estão lá sem receber nada (e sim, vão porque querem, porque gostam, porque se sentem bem a ajudar os outros...), mas é justo? Não.

O trabalho dos bombeiros tem sido complicado e, nem sempre, reconhecido. Felizmente, são poucos aqueles que não admiram e agradecem o trabalho efetuado por todos estes homens e mulheres que deixam as suas casas e famílias para ir combater aquele inimigo nefasto. Muitos que lá estão, também têm as suas casas em risco e têm de ir acudir aos outros - foi esta a vida que escolheram. Mas haveria tanto a dizer sobre o que está errado... sobre a falta de descanso, sobre a falta de alimentação! Felizmente, as populações apoiam os bombeiros e quando lhes é possível, dão-lhes água, comida e algumas situações até acesso a uma casa de banho. Não vos veio ainda à ideia isso, pois não? Alguém imagina o que é estar numa viatura um dia inteiro sem poder ir a uma casa de banho, sem ter um pouco de dignidade? As mulheres que estão nos bombeiros, precisam também de se sentir minimamente limpas, por vezes, de trocar um penso ou um tampão.

Fontes:

https://expresso.pt/politica/2019-10-03-O-que-e-o-que-implica-e-em-que-situacoes-e-decretado-o-luto-nacional-

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc24/comunicacao/comunicado?i=governo-decreta-dia-de-luto-nacional-em-homenagem-aos-militares-da-gnr-vitimas-da-queda-de-helicoptero

https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendios-em-portugal-a-situacao-ao-minuto_e1600960

https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2024-09-17-video-em-sever-do-vouga-a-situacao-nao-esta-controlada-e-enquanto-estiver-este-vento-sera-muito-dificil-74d52072

https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2024-09-17-video-queremos-alguma-coisinha-para-comer-ardeu-tudo-o-cenario-aterrador-dos-incendios-em-aveiro-26db1eaa

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/09/19/cerca-de-quatro-mil-bombeiros-no-terreno-combatem-17-incendios-em-curso


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...