Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens

06/10/2026

Confrontos e manifestações em França

Em França mais de 400 escolas encontram-se encerradas devido a ações de estudantes (e não só) que exigem ao governo melhores condições de educação. O que está a acontecer - a apenas alguns meses de haver eleições em França - é que os manifestantes estão a exigir "mais professores substitutos, melhores condições de funcionamento dos edifícios escolares" e melhores condições "de ensino." Desde que os protestos pela educação começaram, em meados de setembro, o número de escolas encerradas tem vindo a diminuir. Em relação às consequências, além de não haver aulas, existem para já cerca de "215 estudantes e 715 agentes da polícia" feridos. As forças policiais tentam impor a ordem e foram já feitas mais de "cinco mil" detenções.

Para além de impedirem o acesso às escolas, os manifestantes incendiaram caixotes do lixo e pneus para atrasar ou impedir a intervenção policial. Há ainda a lamentar diversos "danos materiais e confrontos com as forças de segurança, que se repetiram esta segunda-feira em algumas escolas de cidades como Paris e Toulouse, entre outras"

Para afastar os manifestantes, as autoridades estão "a recorrer a gás lacrimogéneo e a outros meios." Entre os feridos está um jovem de 15 anos, que teve a mão amputada devido ao rebentamento de uma granada lançada pela polícia e que o jovem terá agarrado, possivelmente, para a voltar a atirar.

Na passada segunda-feira, um "adolescente de 14 anos" acabou por perder a "maioria dos dentes quando um agente da polícia" o terá alegadamente atingido com "uma granada à queima-roupa," não conseguindo "falar" nem comer, tendo de "uma palhinha", Na quarta-feira, um outro "jovem de 16 anos perdeu a visão do olho direito depois de ter ficado gravemente ferido na cabeça."

Na quinta-feira e num outro local, "uma bola de borracha feriu um jovem de 16 anos no olho." Neste caso, a polícia estaria alegadamente "a responder a dois homens a cerca de 20 metros de distância que tinham disparado fogos de artifício na sua direção."

A violência policial é clara em muitas das imagens. Mas pergunto outra coisa. Muitos destes jovens são menores. Infelizmente, uma "mobilização" que teve início "em setembro, no liceu Saint-Exupéry, em Créteil, na região de Paris," acabou por alastrar e alargar-se a outras escolas. "Os alunos juntaram-se aos professores numa contestação contra a falta de funcionários e de recursos na escola."

Mas deixo a questão, independentemente de terem razões para se queixarem, e nem sequer estou a pôr em causa que as tenham, de que forma é que os pais e encarregados de educação destas crianças e jovens os estão a aconselhar ou a incitar? Um lança-granadas - como dizem - contra uma multidão, estejam presentes crianças ou não, será completamente errado e excessivo, a meu ver. Mas onde estavam os pais ao permitirem que os filhos ali estivessem expostos àquele risco? Saberiam ou teriam autorizado a presença dos menores?

Também são visíveis nas imagens, jovens a ofender agentes de autoridade. Uma coisa é o direito 
à manifestação e o direito à resistência - que não tenho a certeza, pois não conheço assim tão bem as leis francesas, se existe em França - outra coisa é atos de vandalismo, de ofensa e de agressão cometidos pelos manifestantes. Que educação lhes de
ram os pais, tendo em conta que muitos são menores de idade ainda? E volto a frisar, estou totalmente contra a violência policial e achei a resposta dada completamente exagerada e desproporcional na maior parte dos casos que se conseguem ver (não sei o antes nem o depois, e isso também pode alterar a perspetiva). É que há aqui uma outra situação que é a participação e apoio de indivíduos da Extrema-esquerda que podem estar a usar estas crianças e jovens como "frente" para as suas reivindicações, tornando-os desta forma alvos da polícia e incitando a que sejam provocadores para as forças de autoridade. Não nos esqueçamos que estamos apenas a seis meses de eleições em França.

A violência não vem só da parte da polícia. Na passada quinta feira, um "estudante de 17 anos foi detido por alegado envolvimento numa agressão ocorrida durante os protestos," tendo sido acusado de lançar "uma pedra que atingiu uma mulher de cerca de 50 anos num olho, provocando-lhe "perda de visão." Já na sexta-feira, "um estudante de 16 anos" teria "atirado gasolina para cima de uma professora durante um protesto estudantil," na localidade de "La Ciotat, no sul de França." Quando falamos em direitos, há sempre que falar também em alguns dos deveres cívicos que podem aqui não estar a ser respeitados.


Fontes:

https://www.jn.pt/mundo/artigo/come-por-uma-palhinha-adolescentes-feridos-em-protestos-de-alunos-do-ensino-secundario/18133988

https://sicnoticias.pt/mundo/europa/2026-10-06-violencia-em-franca-o-que-levou-alunos-a-sair-a-rua-fechou-escolas-e-obrigou-a-milhares-de-detencoes-fc53fb62

https://www.jn.pt/mundo/artigo/estudante-de-15-anos-perde-uma-mao-em-explosao-durante-protestos-em-franca/18133735

03/10/2026

Confrontos em Espanha devido à falta de habitação

A população juntou-se nas ruas para se manifestar contra a crise da habitação que se vive em Espanha e contra os despejos. O problema não é novo, nem é único de Espanha, mas a última gota foi o despejo de Maricarmen, uma senhora de 87 anos, obrigada a deixar a casa onde residia desde 1956, devido a uma subida absurda da renda que pagava. Já o tinham tentado fazer em outras três ocasiões, mas "desta vez, a comissão judicial levou o despejo por diante," apesar de haver até um pedido da ONU para que o mesmo fosse suspenso. Maricarmen não pode pagar uma renda que ultrapassa em muito a pensão que recebe e que se situa nos "2.500 euros por mês, mais 247% do que pagava até então. A mulher, com uma deficiência de 50%, nunca conseguiu suportar esse valor." Apoiantes tentaram impedir o despejo, sendo afastados "à bastonada" e "com gás pimenta" pela "Polícia Nacional". 

Ontem, na votação no Congresso, foram rejeitados "os dois decretos-lei sobre habitação promovidos pelo Governo do presidente Pedro Sánchez, impulsionados após o despejo de Maricarmen." 

Milhares de pessoas tinham-se deslocado até junto do "Parlamento para acompanhar o debate e exigir medidas face à crise da habitação." Fala-se em cerca de "70.000" participantes, embora dados não oficiais falem em cerca de meio milhão de pessoas. Muitos espanhóis já se encontram acampados junto à "Puerta del Sol", para onde a marcha seguiu depois de terem sabido da rejeição dos decretos em causa.

Já na região de Valência, um grupo de manifestantes marchou até ao "Palau de les Arts Reina Sofía, sede do congresso de investimentos imobiliários Valencia Real Estate Summit 2026, que conta com oradores como o antigo líder do partido Ciudadanos (Cs), Albert River." A polícia, que fazia um "cordão de segurança", barrando a passagem dos manifestantes, foi atingida com objetos arremessados por alguns elementos do grupo, menos ordeiros. "A polícia respondeu com balas de borracha e gás lacrimogéneo. Várias pessoas conseguiram aceder à parte superior do edifício." 

Mas também em outras cidades, os protestos se fizeram ouvir. "Em Donostia, o protesto cumpre o cumpre o segundo dia consecutivo," enquanto em Cádis," os manifestantes terminaram a sua marcha em frente da "Câmara Municipal" onde procederam à "leitura de um manifesto." Houve ainda "marchas em Las Palmas de Gran Canaria, com outras convocatórias em Lanzarote, Fuerteventura e Tenerife," bem como "em Barcelona."

Em maio, já tinha havido manifestações nas ruas madrilenas contra o governo de Sanchéz, exigindo a demissão do primeiro-ministro. Esta marcha tinha sido "convocada pela Sociedade Civil Espanhola, que coordena mais de 150 associações civis, à qual se juntaram os partidos PP (direita) e Vox (extrema-direita)." Segundo a organização. terá tido uma participação efetiva de cerca de "120.000 pessoas," enquanto representantes do governo, situou os números na casa das "40.000 pessoas." Estas manifestações em França e em Espanha estarão prestes a espalhar-se pelo resto da Europa, ou tratar-se-á de um problema localizado geograficamente?

Fontes:

https://pt.euronews.com/2026/10/03/quase-500-mil-pessoas-protestam-em-madrid-pela-crise-da-habitacao

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/tres-detidos-e-sete-policias-feridos-apos-confrontos-em-marcha-anti-sanchez-em-madrid_n1743071

https://pt.euronews.com/2026/10/02/congresso-rejeita-decretos-da-habitacao-apesar-do-aviso-de-sanchez-serao-julgados-mais-ced

https://pt.euronews.com/2026/09/23/idosa-de-87-anos-despejada-em-madrid-apos-quatro-tentativas-e-apesar-de-pedido-da-onu


03/06/2026

Greve geral... ou nem tanto

 A ideia era realizar uma greve geral contra o Pacote Laboral, considerado por muitos como um retrocesso. 

No caso da Educação, que é a área que, não desfazendo das outras, mais me interessa neste momento, as consequências da aprovação deste Pacote Laboral, são as seguintes:

  • a facilitação dos despedimentos;
  • a prevalência da satisfação de necessidades permanentes com recurso à contratação a termo;
  • a possibilidade de recurso ao outsourcing para satisfazer, transitoriamente, necessidades do sistema educativo;
  • o agravamento da desregulação do tempo de trabalho;
  • a introdução do banco de horas individual com aumento de até 10 horas semanais, sem aumento da remuneração (até ao limite de 150 horas);
  • a limitação do período de amamentação até aos 2 anos de idade da criança;
  • no setor privado, ainda maior facilitação da caducidade da contratação coletiva, o que terá também inevitáveis consequências no quadro da negociação coletiva previsto para a administração pública;
  • a exclusão dos trabalhadores temporários das regras da contratação coletiva;
  • a atribuição ao patrão do direito de escolher a convenção que for, para si, mais favorável, impondo-a aos respetivos trabalhadores;
  • o ataque à liberdade sindical;
  • a limitação, ou mesmo a extinção, na prática, o direito à greve;
  • a drástica fragilização da situação geral dos trabalhadores nas relações laborais, o que não deixará de ter consequências muito negativas na área da administração pública e, em particular da educação e da investigação, com consequências em processos como o da revisão do ECD e outros.
Agora que o dia está a chegar ao fim, é preciso olhar para esta greve com a devida cautela. De entre várias consequências, podemos destacar "os constragimentos nos transportes públicos," na saúde e no acesso a alguns serviços. No caso das escolas, há dados que indicam que cerca de "48% dos alunos não puderam realizar a prova de Língua Portuguesa" (ModA).

Infelizmente, nestes dias, existem sempre aqueles que se aproveitam para causar confusão e para tentar denegrir a imagem dos manifestantes. Felizmente, ainda são um valor residual. Outra questão a ter em conta e que eu considero muito importante é que se o direito à Greve existe, também existe o direito a não fazer greve. Isso devia ser desde logo algo assumido por todos. Os que querem ir trabalhar, deviam poder fazê-lo sem que isso fosse alvo de agressões ou insultos. No entanto, houve casos em que não existiu esse respeito. Também de referir que, quando alguém faz greve, o seu posto de trabalho não pode ser substituído. Houve casos de trabalhadores em prestação de serviços a realizar funções que competiriam a funcionários em Greve, o que não se enquadra nos serviços mínimos.

No entanto, houve muita gente a escolher ir trabalhar e não fazer greve, o que fez com que em alguns serviços o impacto da greve não fosse o esperado. Mais uma vez, assistimos a uma discrepância enorme entre os dados apresentados pelo governo e os dados apresentados pelas centrais sindicais. E depois havia aqueles que, entrevistados para as estações de televisão e rádio que faziam a cobertura da greve, nem sequer sabiam o que se estava a passar ou quais os motivos que levaram à paralisação. Será que têm estado a dormir, ou aterraram agora em Portugal vindos não se sabe bem de onde?

Pelas suas consequência imediatas podemos dizer que prejudicou o país, mas sinceramente, na prática, eu não sei se fará assim tanta mossa na vontade deste governo que nos tem vindo a surpreender com as suas decisões pouco democráticas.

Fontes:

https://www.spn.pt/Artigo/greve-geral-3-jun

https://www.publico.pt/2026/06/03/sociedade/noticia/grave-residual-expressiva-greve-geral-dois-tons-2177062

https://www.gov.pt/noticias/greve-geral-de-3-de-junho-servicos-publicos-e-transportes



09/02/2026

Já se elegeu o Presidente da República

Finalmente, o meu coração tranquilizou um pouco. Afinal, o nosso país ainda tem muita gente de bem que não quer voltar a uma memória passada que não pode ser esquecida. Como se esperava, o eleito para Presidente da República foi António José Seguro, deixando em segundo lugar nesta segunda volta o líder do Chega André Ventura. Devido ao mau tempo que se tem feito sentir e que deixou várias zonas do país destruídas, sem água e sem luz, alguns concelhos não foram ainda a votos tendo nestes casos o ato sido adiado para o próximo domingo, dia 15 de fevereiro. 

No fim de contas, ganhou a democracia, a união da esquerda, do centro e de muitos, muitos votantes de direita, contra o risco de termos na Presidêncioa alguém com valores muito pouco humanos e ainda menos democráticos. De lembrar, que André era o homem que dizia que o país precisava de "três Salazares" e que, apesar de ter perdido, afirmou que "o resultado alcançado" servia para colocar o Chega "no caminho para governar o país," reforçando a ideia de que reforçando a ideia de que os portugueses tinham dado "ao partido um sinal de crescimento e de afirmação no panorama político nacional." Felizmente, ainda não foi desta...

Mas quem é o novo Presidente? Confesso que conhecia muito pouco sobre Seguro e que acabei por ler alguns artigos e ver algumas entrevistas para me inteirar sobre o seu percurso. Se na primeira volta, poderei ter andado um pouco indecisa inicialmente, na segunda volta, não houve qualquer dúvida sobre em quem recairia o meu voto.

Nascido a 11 de março de 1962, em Penamacor, licenciou-se "em Relações Internacionais, pela Universidade Autónoma de Lisboa," tirando depois o Mestrado "em Ciência Política, pelo ISCTE-IUL." Destaca como "pilares" de vida, "os valores transmitidos pelos pais, honestidade, ética e trabalho." É casado e tem dois filhos.

"Em criança gostava de brincar ao peão e com berlindes, e com um jogo de futebol, numa tábua de madeira com pregos, feita por um marceneiro de Penamacor," terra com a qual ainda "hoje mantém ligações." Na juventude, esteve sempre ligado "ao associativismo, ao desporto e à cultura" e, como muitos jovens daquela época, fez "parte do jornal da escola," tendo mais tarde fundado o jornal “A Verdade de Penamacor”, do qual acabou por ser diretor. Junto com "o primo Jorge Seguro Sanches," criou uma "associação cívica," denominada "Geração 2000." Escreveu ainda para o "semanário Expresso, cujos artigos estão compilados num dos seus livros - “Compromissos para o Futuro" -, e é também autor do livro "Reforma do Parlamento Português - O controlo político do Governo"." 

Na política, a sua carreira efetivamente começou na "Juventude Socialista (JS)" da qual foi líder na década de 90, começando a "aproximar-se da cúpula do poder socialista quando, no início de 1992, António Guterres bateu Jorge Sampaio na corrida ao lugar de secretário-geral do PS," e lhe dá o lugar de "chefe de gabinete do secretário-geral." Foi também "presidente do Fórum da Juventude da União Europeia (estrutura máxima que representa todas as organizações europeias de juventude, de 1989 a 1993) e vice-presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas." 

Nas legislativas de 1991 tinha sido eleito deputado, mas é "a partir de 1994," que comneça a fazer "parte da Comissão Permanente do Secretariado Nacional."

"Com a vitória do PS nas legislativas de outubro de 1995, Seguro assume as funções de secretário de Estado da Juventude," e de cargo do qual sairia para se candidatar, no segundo lugar da lista dos socialistas, às europeias de 1999, atrás do cabeça-de-lista, Mário Soares."

"Entre 1999 e 2001, foi deputado ao Parlamento Europeu, tendo sido co-autor do Relatório do Parlamento Europeu sobre o Tratado de Nice e o futuro da União Europeia. Em 38 anos de participação europeia, António José Seguro foi o único português a quem foi atribuída a responsabilidade de elaboração de um relatório sobre um Tratado Europeu." Ainda na Europa, foi também "vice-presidente do Grupo Parlamentar Socialista, com o pelouro da Organização Mundial do Comércio, presidente da Delegação dos Deputados Socialistas Portugueses e presidente da Delegação para as relações com os países da América Central, México e Cuba."

Em 2001, acaba por renunciar e substitui Armando Vara, no cargo de "ministro-adjunto do primeiro-ministro," a pedido de António Guterres. Em 2002, acaba por regressar "à Assembleia da República, onde liderou a bancada parlamentar do PS (entre 2004 e 2005), tendo presidido às Comissões Parlamentares de Educação e Ciência (X Legislatura) e de Assuntos Económicos, Inovação e Energia (XI Legislatura). Dirigiu também o Gabinete de Estudos do PS, de 2002 a 2004."

Em 2004, apesar de ter mostrado essa disponibilidade, acaba por não concorrer à liderança do partido socialista, talvez por influência ou a pedido de Jorge Coelho, e é Sócrates que acaba no poder. Seguro foi-se mantendo "na segunda linha, apesar de ter sido cabeça-de-lista por Braga nas eleições legislativas de 2005, 2009 e 2011 e presidente das comissões parlamentares de Educação e de Economia." Em 2007, acabaria esmo por coordenar "os trabalhos de reforma e modernização da Assembleia da República, conhecida como a Reforma de 2007, na base do relatório que ele próprio coordenou no interior do seu grupo parlamentar."

Só em 2011, volta a mostrar que tem vontade de avançar "para a campanha interna para a liderança do PS que o levou ao lugar de secretário-geral ao vencer a disputa com Francisco Assis," ganhando "com 68% dos votos" e sucedendo assim "a José Sócrates como secretário-geral do PS. Foi ainda reeleito, em abril de 2013, com mais de 95% dos votos."

Esteve nesse cargo até "setembro de 2014," altura em que foi então "derrotado por Costa, obtendo cerca de 32% dos votos, demitindo-se assim da liderança do Partido Socialista e renunciando aos mandatos de conselheiro de Estado e de deputado à Assembleia da República."

Dedicou-se nos últimos anos a dar aulas na Universidade Autónoma de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, mantendo-se praticamente em silêncio sobre questões políticas," salvo em algumas exceções. Continua a produzir "vinho e azeite em homenagem ao pai, projetos que descreve como fonte de felicidade e de ligação às origens." 

Apresentou a sua candidatura a 3 de junho de 2025, "sem qualquer garantia de apoio por parte do Partido Socialista." Mesmo sem esse apoio, avançou e conseguiu "vencer a primeira volta, com 31,11% dos votos." No entanto, estes valores não lhe garantiam o lugar e teve mesmo de ir à segunda volta da qual saiu vencedor, "com o maior número de votos de sempre numas Presidenciais, ultrapassando Mário Soares."

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/eleicoes-presidenciais/2026/2026-02-08-video-quem-e-antonio-jose-seguro-o-novo-presidente-da-republica--357b8142

https://sicnoticias.pt/podcasts/alta-definicao/2025-09-27-antonio-jose-seguro-gostava-muito-de-ter-sido-primeiro-ministro-mas-essa-possibilidade-nao-se-concretizou.-ha-mais-vida-para-alem-disso-31a2e22c

https://nossaeuropa.eu/pt/direccao/antonio-jose-seguro

https://sicnoticias.pt/especiais/eleicoes-presidenciais/2026/2026-02-08-portugueses-votam-este-domingo-na-segunda-volta-das-eleicoes-presidenciais-6812035c

https://sicnoticias.pt/especiais/eleicoes-presidenciais/2026/2026-02-08-video-o-discurso-de-andre-ventura-na-integra-67747cb9

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Jos%C3%A9_Seguro

 

10/01/2026

Eleições Presidenciais - a corrida já começou

Daqui a uma semana, iremos a eleições. Mas já há quem tenha votado. A ida às urnas iniciou-se logo no dia 6 de janeiro, nos círculos da emigração. Quem vive no estrangeiro, viu-se "obrigado a deslocar-se a um posto consular, nalguns casos a centenas de quilómetros de distância de casa," se quis "participar na escolha do próximo Presidente da República."

Votar não é obrigatório, mas é um direito e nem a distância deveria ser um impedimento. Poderia ser mais fácil? Sim, poderia. Por algum motivo, ainda não é possível usar as novas tecnologias a favor da participação em eleições, preferindo-se aceitar que muita gente não irá às urnas, abstendo-se de participar num ato tão importante. Apesar da possibilidade de votarem a partir do dia 6, muitos portugueses queixam-se de falta de informação. 

Amanhã, dia 11, já se pode votar em Portugal (incluindo ilhas), ou seja, quem tenha decidido votar antecipadamente e se tenha inscrito até à última quinta-feira, "por não conseguir deslocar-se às urnas no dia das eleições, 18 de janeiro, vai poder votar apenas este domingo," no local por si "selecionado."

Aliás foi por causa dos votos da emigração que não foi possível corrigir os boletins de voto e iremos ter 14 nomes, sendo que "apenas" 11 candidatos vão a votos! Mesmo assim, onze, é um dos maiores números de candidatos de sempre. Por algum motivo, "a definição dos nomes que neles vão constar tem que ocorrer antes do processo de validação das candidaturas," e esta discrepância nas datas, fez com que este fenómeno pudesse acontecer. Na minha opinião, isto poderia ter sido corrigido, mas parece que foi mais fácil aceitar que ia ser assim e pronto. " O primeiro nome que aparece no boletim é o de Ricardo Sousa," aparecendo depois misturados nos restantes, os nomes "de Joana Amaral Dias e o de José Cardoso," mas marcar a cruz em qualquer deles será igual a voto nulo. Penso que ninguém vá, sem que o faça propositadamente, marcar o nome num destes nomes, mas depois de conversar com uma colega minha que já esteve em mesas de voto, sim parece ser possível que as pessoas se enganem.

E assim vai Portugal. Com pessoas que votam sem saber em quem votam e com um Tribunal Constitucional que permite a passagem de 14 nomes, sem os ter antes confirmado.

E depois temos aqueles onze. No grupo da frente, afastados por uma pequena percentagem que vai oscilando consoante a origem da sondagem ou o dia da semana, estão António José Seguro, Luís Marques Mendes, João Cotrim de Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo e André Ventura. Depois, com alguma distância, vêm Catarina Martins, António Filipe, Jorge Pinto, Manuel João Vieira, André Pestana e Humberto Correia. Sugiro a leitura do Perfil de cada candidato nesta página, caso tenham alguma curiosidade. Neste grupo de personalidades, algumas mais conhecidas do que outras, há de tudo um pouco. Uns declaradamente mais à Direita e outros mais à Esquerda. Houve esta semana até a discussão sobre se alguns candidatos poderiam desistir para que os votos não ficassem tão dispersos e se concentrassem mais num candidato do que noutro, numa clara tentativa da Esquerda para não se deixar vencer pela Direita. Na política, vale (quase) tudo. 

Entretanto, lá vão puxando a brasa às suas sardinhas e referindo este ou aquele nome, como apoiante ou inspiração, numa clara tentativa de apelar às memórias e ao coração dos eleitores. Mário Soares, Cavaco Silva ou Francisco Sá Carneiro, são apenas exemplos desta ida constante ao baú.


Fontes:

https://www.cmjornal.pt/mais-cm/especiais/eleicoes-presidenciais-2026/detalhe/um-em-cada-seis-eleitores-esta-no-estrangeiro-e-nao-pode-votar-a-distancia

https://observador.pt/opiniao/o-espelho-do-estado-num-boletim-de-voto-com-14-nomes/

https://sicnoticias.pt/especiais/eleicoes-presidenciais/2026-01-08-ultimo-dia-para-se-inscrever-e-poder-votar-antecipadamente-em-mobilidade-nas-eleicoes-presidenciais-63e73be2

https://sapo.pt/artigo/conheca-o-perfil-de-cada-um-dos-11-candidatos-6957deca7f0df3a885b27763

03/01/2026

Intervenção militar americana na Venezuela

Bem, tenho estado a acompanhar as notícias sobre a intervenção dos EUA na Venezuela e as opiniões divergem. Podemos concordar ou não com a operação feita por Trump, mas não deixamos de ficar contentes por ver Maduro afastado do poder. Mas que precedentes é que estão aqui a ser abertos? Os precedentes que podem levar a que os EUA avancem contra Cuba ou até contra a Gronelândia, cada um destes por motivos bem diferentes. A lei internacional não foi aqui respeitada, não foram consultados sequer quaisquer parceiros ou sequer foi pedida aprovação do Congresso norte-americano. 

Ainda estamos todos a tentar perceber o que é que realmente aconteceu, mas uma coisa é certa: Trump fez diversos avisos, tinha a tropa "toda" ali à volta e já tinha mostrado que podia disparar contra embarcações venezuelanas sem que ninguém se impusesse. O espaço aéreo venezuelano estava já fechado e agora resta saber se havia ou não alguém do lado de "dentro" a ajudar as tropas norte-americanas. Bem, a dúvida pode ficar no ar...

Maduro encontrava-se com a sua esposa, Cilia Flores, num complexo militar, supostamente, protegido. Foram levados durante a noite, depois das anti-aéreas terem sido inutilizadas e "depois dos militares norte-americanos terem deixado Caracas à escuras." Terão sido depois levados a "bordo do navio norte-americano USS Iwo Jima," e daí "transferidos para Nova Iorque, onde deverão responder a acusações de narcotráfico apresentadas pelas autoridades norte-americanas." Esta intervenção já estaria "planeada há várias semanas e concretizou-se com ataques cirúrgicos em Caracas e nos estados venezuelanos de Miranda, Aragua e La Guaira." Enquanto que no início se disse que não tinham havido vítimas civis - esses dados ainda não foram confirmados - outras informações apontam para a morte de 40 pessoas," incluindo civis e soldados. "Houve diversas explosões e, na minha sincera opinião, os danos ainda estão camuflados.

Se uns condenam as ações levadas a cabo pelos EUA, outros celebram a retirada de Maduro do poder - mas quem vai governar agora a Venezuela? O que é se vai seguir? "O anúncio de Trump marca uma escalada maciça da intervenção dos EUA após meses de especulação sobre se Washington iria realmente invadir o país - e quais seriam os planos da administração dos EUA para a transição."

Trump parece não estar preocupado nem com o povo nem com o futuro da Venezuela, mas sim com o petróleo e com a intenção de usar companhias petrolíferas norte-americanas para explorar esse grande recurso, tendo este assunto sido referido várias vezes. Declarou também a partir de Mar-a-Lago que "Washington vai assumir provisoriamente o comando do país sul-americano." Apresentou então a "vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez," como a sucessora de Maduro, embora isso não tenha sido confirmado pelo governo venezuelano.

Esperava-se que se devolvesse o poder ao ex-diplomata Edmundo González, ou até a María Corina Machado, (que tinha sido proibida de participar pelo governo venezuelano sob a acusação de envolvimento em corrupção), mas de facto não foi isso que aconteceu. Depois das eleições de 2024, irromperam protestos por toda a Venezuela contra os resultados apresentados pelo governo de Maduro que se afirmou como vencedor, apesar de tudo parecer apontar para o contrário. Maduro "estabeleceu uma extensiva repressão com a continuidade de prisões de figuras políticas da oposição, como também prisões de milhares de manifestantes e perseguição e censura a imprensa local e internacional.

Para Trump e para Rubio, esta ação foi apenas a detenção de "um fugitivo da justiça americana", para o qual até havia um prémio pela sua captura e, não, o ataque a um país, referindo ainda que não se tratava da detenção do presidente de um país, uma vez que o seu governo não tinha sido reconhecido. Estranhamente, depois afirma que a sua "vice" é a sua sucessora - então em que ficamos? Como pode haver uma vice-presidente de um "não" presidente? O povo teme agora que a esta ação se possa seguir um golpe de estado, ou até que o país venha a entrar em guerra civil. 

O primeiro-ministro português  não condenou as ações dos "Estados Unidos da América (EUA), que atacaram a Venezuela e capturaram o Presidente Nicolás Maduro," dizendo que estas ações visam promover uma "transição estável" no país. Da mesma opinião, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel diz que esta é "uma oportunidade de a Venezuela regressar ao trilho democrático" e classifica as "intenções" norte-americanas como "benignas". Vivem na Venezuela cerca de "194 mil" cidadãos portugueses, aos quais foi pedido "para não saírem de casa."

 Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/ataque-dos-eua-a-venezuela/2026-01-03-donald-trump-partilha-primeira-imagem-de-nicolas-maduro-apos-ataque-dos-eua-a-venezuela-b916c82c

https://pt.euronews.com/2026/01/03/administracao-trump-nao-da-pormenores-depois-de-afirmar-que-vai-governar-a-venezuela

https://sicnoticias.pt/especiais/ataque-dos-eua-a-venezuela/2026-01-03-donald-trump-vs.-nicolas-maduro-a-operacao-militar-que-mergulhou-a-venezuela-numa-crise-sem-precedentes-6a07b7b7

https://www.publico.pt/2026/01/03/politica/noticia/venezuela-rangel-classifica-intencoes-norteamericanas-benignas-2160004

https://www.nowcanal.pt/ultimas/detalhe/recomendado-a-comunidade-portuguesa-na-venezuela-que-permaneca-em-casa

 

01/01/2026

Acordar em 2026

A passagem para o novo ano já aconteceu e por aqui, foi passada de pijama a observar da janela, as pessoas que festejavam nas ruas com o fogo de artifício que abrilhantava a noite fria. Enquanto a Oreo ficou perto de mim, a receber festas, a Twisty escondeu-se debaixo do sofá a tremer e lá ficou até de madrugada, horas depois da música ter cessado lá fora. Os animais sofrem nestes dias e nós nem sabemos o mal que lhes poderemos estar a fazer. Mas faz parte e respeito, porque é uma festa e tudo passa. Somos seres de rituais e alguns levam-nos mais a sério. Eu confesso que gosto de estar em casa, longe da confusão das grandes multidões, preferindo um serão de filmes ou séries a um concerto ou optando por um jantar em família. Raramente brindo (só se estiver com pessoas que o façam, o que é raro acontecer) e ainda mais raramente me lembro de que era suposto ter passas para pedir desejos. Gosto de fazer listas de coisas e se chover no dia 1 ainda melhor, pois é mais uma desculpa para não sair de casa.

Hoje acordamos com a notícia de uma explosão nos Alpes suíços, que matou dezenas de pessoas, num bar onde se festejava a passagem de ano. À primeira explosão, que ocorreu por volta da 1h30m locais, seguiram-se outras e um forte incêndio. A maioria dos feridos sofreram queimaduras graves e muitos ainda lutam pela vida. A localização da estância de esqui, o número de vítimas mortais e a gravidades dos ferimentos, acabam por dificultar bastante as operações. Ainda não se sabem as causas, mas fala-se que estarão relacionadas com o mau armazenamento ou com o mau manuseamento de engenhos pirotécnicos. No entanto, a "queima de fogo-de-artifício durante as celebrações da passagem de ano estava proibida em Crans Montana, tendo as autoridades locais colocado cartazes na povoação a notificar a interdição, devido a situação de seca, com falta de neve e temperaturas acima do normal para o inverno."

A partir de hoje, a Bulgária passa a ser oficialmente o "vigésimo primeiro membro" da Zona Euro, depois de ter entrado para a UE em 2007. O Euro passa assim a substituir o lev búlgaro. Por cá, passam 40 anos da entrada do país na CEE e apesar do balanço ser positivo, continuamos com muitos problemas por resolver. O preço de várias portagens vai aumentar, o preço do pão e de outros produtos vão também aumentar e os hospitais continuam a não dar conta da grande afluência de doentes. Os políticos continuam a atirar culpas uns aos outros sobre o estado do país, enquanto os candidatos à Presidência da República pedem que ninguém deixe de ir votar. 

Na Ucrânia, o momento da passagem de ano foi assinalado pelo silêncio. As luzes, poucas, apagaram-se. A morte continua à espera de um acordo. Sucedem-se os ataques e as acusações entre os dois países, com a Rússia a atacar novamente "a cidade portuária de Odessa" e a deixar mais de "170 mil casas" sem energia elétrica. Em vez de fogo de artificio, a noite contou com sirenes que alertavam para o perigo de ataques aéreos. Entretanto, há dois dias, Putin acusou a Ucrânia de atacar propositadamente uma das suas residências, "situada na região de Novgorod." 

Infelizmente, não é por mudar o ano que o mundo reinicia. Não passamos a ser melhores pessoas e não vamos mudar os nossos hábitos. Para o fazermos, é preciso muito mais do que a passagem dos ponteiros do relógio. Como não festejamos todos em simultâneo, já é tradição que as televisões passem o último dia do ano a mostrar as muitas passagens de ano pelo mundo fora. 


Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2026-01-01-dezenas-de-mortos-em-incendio-num-bar-de-estancia-de-ski-na-suica-8530d616

https://www.rtp.pt/noticias/economia/bulgaria-torna-se-21o-pais-a-aderir-ao-euro_n1707202

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/russia-intensifica-ataques-a-ucrania_v1707163

https://www.rfi.fr/pt/mundo/20251230-acusa%C3%A7%C3%A3o-de-ataque-ucraniano-a-casa-de-putin-e-ataque-russo-a-portos-de-odessa

 

10/11/2025

Manifestação em Lisboa e aviso de Greve Geral

Parece que no próximo dia 11 de dezembro vai haver greve geral. Pelo menos é que se tem vindo a divulgar nos canais de notícias e nas redes sociais. Uma greve que, além de outras coisas, parece estar a reaproximar as duas centrais sindicais - UGT e CGTP - o que já "não acontecia há 12 anos." O anúncio (embora ainda não formal), aconteceu logo depois da marcha "Todos a Lisboa" que este sábado, juntou milhares de portugueses, contra o pacote laboral apresentado pelo "governo PSD/CDS-PP."

Esta manifestação tinha sido convocada pela CGTP e dividiu-se em "duas pré-concentrações na capital: os trabalhadores do setor público juntaram-se nas Amoreiras e os do setor privado no Saldanha, sendo que ambas desaguaram no Marquês de Pombal." Entre os manifestantes foi possível ver várias caras conhecidas, entre os quais os candidatos à presidência da República "Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, apoiados respetivamente por BE, PCP e Livre." Fica só uma questão para quem diz não tomar partido - isto não se enquadra em tomar partido?

A proposta feita pelo governo, que já tinha sido dada a conhecer a 24 de julho e que foi designada por “Trabalho XXI” pelo Governo em funções, apresenta uma profunda revisão da legislação laboral e que vão desde "alterações nas licenças parentais, no direito à amamentação e ao luto gestacional, ao "trabalho flexível, formação nas empresas ou período experimental dos contratos de trabalho, prevendo ainda um alargamento dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de greve."

Entre as medidas anunciadas, estão ainda "propostas" que têm como consequência "perpetuar e agravar os baixos salários" dos trabalhadores, a desregulação dos horários de trabalho, a facilitação dos despedimentos e a destruição dos "direitos de maternidade e paternidade," entre outros.

Estas propostas têm tido uma forte oposição dos sindicatos, mas também de uma grande faixa populacional, para quem estes direitos nunca deveriam sequer estar em causa. Acrescento eu, que estes direitos precisam de ser melhorados e não postos em causa. Sobre esta questão, a "CGTP tem vindo a insistir que o anteprojeto do Governo" se vem a apresentar como "um verdadeiro retrocesso" naqueles que são os "direitos dos trabalhadores," apontando "que há propostas de alteração inconstitucionais."

Vamos ver... 

Fontes:

https://expresso.pt/economia/trabalho/2025-11-08-cgtp-e-ugt-convocam-greve-geral-para-11-de-dezembro-8fd17a6f

https://www.rtp.pt/noticias/pais/milhares-de-trabalhadores-marcham-em-lisboa-contra-pacote-laboral-do-patrao_n1696875

https://observador.pt/2025/11/10/trabalhadores-social-democratas-apelam-ao-dialogo-em-concertacao-social-sobre-revisao-da-lei-laboral/

23/10/2025

Faleceu Laborinho Lúcio

Álvaro Laborinho Lúcio deixou-nos na última madrugada com 83 anos.



Álvaro nasceu na Nazaré, no dia 1 de dezembro de 1941 e, na sua "juventude, chegou a ser ator amador, tendo mesmo "participado na criação do Grupo de Teatro da Nazaré." Entretanto, veio a ingressar na "Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito e obteve o Curso Complementar de Ciências Jurídicas."



Foi "ministro da Justiça e deputado à Assembleia da República, juiz, procurador da República, inspetor do Ministério Público e diretor da Escola da Polícia Judiciária e do Centro de Estudos Judiciários."


Na Nota de Pesar do site da Presidência da República, Laborinho Lúcio é caraterizado como um homem que "esteve sempre à frente do seu tempo," como um humanista de uma grande "ética cívica" e "um elevado sentido de serviço ao país." Foi desde sempre um defensor "dos direitos humanos, sempre na procura permanente da defesa intransigente dos direitos das crianças em todas as suas dimensões."


Além da publicação de vários livros, foi ainda "dirigente de várias associações, como a APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e a CRESCER-SER, e mais recentemente, fez parte da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica." Em março de 2023, 


Foi também membro da "Academia Internacional da Cultura Portuguesa e doutor honoris causa pela Universidade do Minho, recebeu a Grã-Cruz da Ordem de S. Raimundo de Peñaforte pelo rei de Espanha e a Grã-Cruz da Ordem de Cristo pelo Presidente da República Jorge Sampaio."


 


Fontes:





 

21/10/2025

Faleceu Francisco Pinto Balsemão

Foi Primeiro-ministro de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983, acreditava tanto na liberdade de imprensa, que fundou um dos mais conhecidos jornais da atualidade, ainda o país não era livre. Foi advogado, mas também jornalista, político, empresário.


Morreu ontem à noite, com 88 anos e a notícia da sua morte "foi comunicada pelo próprio primeiro-ministro durante o Conselho Nacional do PSD, à porta fechada, tendo sido ouvido um longo aplauso por parte dos conselheiros nacionais do partido do qual Pinto Balsemão foi fundador."


Luís Montenegro anunciou a intenção do Governo de decretar luto nacional no dia das cerimónias fúnebres. Já Luís Marques Mendes, candidato presidencial, "fez saber" durante esta madrugada, "que todas as ações de campanha agendadas para os próximos dias serão canceladas, por respeito à memória de Francisco Pinto Balsemão," que era "Presidente da Comissão Política da sua candidatura."



Francisco Pinto Balsemão, nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, desde cedo, "envolveu-se no mundo da imprensa, adquirindo experiência jornalística na revista Mais Alto e, posteriormente, no semanário e no matutino Diário Popular." No ano de 1972, fundou o grupo Impresa, de onde em 1973 sairia a primeira edição do semanário Expresso, o qual "se tornaria um dos jornais mais prestigiados do país, especialmente relevante no período de transição democrática."




Figura determinante não só na vida pública, mas também na vida política, "fez parte do grupo de jovens liberais que, ainda antes da Revolução de 25 de Abril, assumiu um papel de destaque na "Ala Liberal" da Assembleia Nacional." Em 1974, funda o "Partido Social Democrata" (na altura PPD-PSD), "juntamente com Magalhães Mota e Francisco Sá Carneiro," tendo sido o militante número 1" e, em janeiro de 1981, torna-se mesmo Primeiro-ministro, no "VII Governo Constitucional, tendo permanecido no cargo até junho de 1983." Foi durante o seu mandato que se negociou o dossier do "processo de adesão à Comunidade Económica Europeia," bem como a "revisão constitucional de 1982, que afastou definitivamente o Conselho da Revolução."


Dedicou-se de forma particular à causa da liberdade e do direito à informação. "A sua visão consistiu em fomentar a liberdade de informação, modernizar os meios de comunicação social e contribuir para a consolidação da democracia portuguesa."


Em 1986, Balsemão começa a preparar o caminho para um novo conceito televisivo, que levaria à implantação de um novo canal - a SIC. Em 1991, no governo de Cavaco Silva, viu uma brecha de negócio que daria lugar no ano seguinte à criação da primeira estação privada de televisão, a SIC – Sociedade Independente de Comunicação - numa panorâmica mais comercial e generalista, apostando desde logo na informação. A primeira emissão teria lugar a 6 de outubro de 1992, com a apresentação de Alberta Marques Fernandes. Dos sócios fundadores da SIC, faziam parte o "Jornalgeste," (que detinha o Jornal de Notícias, O Jogo e a Rádio Press, "o grupo Lusomundo" e o grupo "Soincom, com 25% do capital social," do qual faziam parte, entre outros, o "grupo Impresa de Francisco Pinto Balsemão (Expresso, A Capital, Exame)," o "grupo Impala (Maria, Mulher Moderna, Nova Gente, TV 7 Dias)," e a Rádio Comercial."


 


Fontes:


https://expresso.pt/francisco-pinto-balsemao--1937-2025-/2025-10-21-morreu-francisco-pinto-balsemao-ex-primeiro-ministro-e-fundador-do-grupo-impresa-99d66e8d


https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Independente_de_Comunica%C3%A7%C3%A3o


https://www.publico.pt/2025/10/21/sociedade/noticia/morreu-francisco-pinto-balsemao-2151693


https://www.publico.pt/2025/10/21/sociedade/noticia/morreu-francisco-pinto-balsemao-2151693


 


 


13/10/2025

No rescaldo de mais uma noite eleitoral

Ontem foi domingo e fomos "chamados" a votar.

O PSD ganhou 136 autarquias, enquanto o PS viu o número baixar para 127. Os socialistas perdem, por isso, presidência da Associação Nacional de Municípios," e da Associação Nacional de Freguesias. O PSD conseguiu vencer nas duas maiores câmaras do país (Lisboa e Porto), e conquista Beja pela primeira vez. O PSD conseguiu "1447 entre mais de três mil juntas de freguesia." 

O PS venceu, em "cinco capitais de distrito - Coimbra, Faro, Viseu, Évora e Bragança. Conseguem manter Loures, Almada, Amadora e Matosinhos e recuperam Bragança, ao fim de 30 anos e ganha, pela primeira vez, Viseu. Os maus resultados conseguidos pelo PS na Madeira, levaram a que Paulo Cafôfo tivesse anunciado a sua demissão na sequência de ter perdido "uma das três presidências de câmaras municipais que detinha," (a Câmara Municipal da Ponta do Sol, na zona oeste da ilha da Madeira).

A CDU viu o número de presidentes de câmara reduzir  "- de 19 para 12 - no número de vereadores, de 148 para 93, e no número de presidentes de junta de freguesia, de 112 para 97." A coligação teve "nestas eleições autárquicas o seu pior resultado de sempre," num declínio que tem vindo a acontecer desde 2013. As câmaras do Seixal e de Sesimbra continuam nas mãos da CDU, embora esta última tenha realmente tremido. Perdeu Setúbal, Évora e Serpa, entre outras.

No caso do CDS, houve um ligeiro aumento, passando das seis autarquias que já tinha e onde se incluíam Albergaria-a-Velha ou Ponte de Lima,   para sete presidentes de câmara, tento ganho a câmara de Mêda em coligação com o PSD. Passa também de "41 para 44 presidentes de junta de freguesia, reduzindo no número de vereadores - de 31 para 28."

"O Chega, embora tenha conseguido - pela primeira vez - três câmaras (Albufeira, Entroncamento e São Vicente, na Madeira), não atingiu todos os objetivos a que se" tinha proposto. Estas eleições eram cruciais para se ver qual o impacto do partido no território nacional. Além das três câmaras conquistadas, ganhou ainda 13 juntas de freguesia, entre as quais a da Quinta do Conde, em Sesimbra. Nas últimas autárquicas tinha tido apenas 19 vereadores, mas o número subiu agora para "137 vereadores." Esta subida pode ter várias leituras, mas uma coisa eu sei: houve muita gente a ficar em casa e a não ir votar deixando o destino da sua junta, da sua autarquia na mão dos outros! Apesar disso, a abstenção foi a mais baixa "neste tipo de eleições desde 2005, representando a maior participação em 20 anos." Neste caso, a "taxa de abstenção foi de 40,7% - mais de cinco pontos abaixo de 2021, quando a abstenção esteve nos 46,4%."

O LIVRE conseguiu apenas uma Câmara, embora tenha conseguido passar de "8 para mais de 50 autarcas." Jã o NÓS Cidadãos ganhou a Câmara de Belmonte. De destacar que foram 20, as câmaras municipais, a ficar nas mãos de Independentes.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/autarquicas/2025-10-13-psd-destrona-ps-chega-falha-meta-e-sete-bastioes-cairam-o-filme-da-noite-eleitoral-8e131ab7

https://sicnoticias.pt/especiais/autarquicas/2025-10-12-paulo-cafofo-anuncia-demissao-na-sequencia-de-derrota-autarquica-c050910c

https://rr.pt/especial/politica/2025/10/13/portugal-mais-laranja-psd-volta-a-ser-o-partido-com-mais-camaras-e-freguesias/443559/

https://rr.pt/noticia/politica/2025/10/13/abstencao-e-a-mais-baixa-em-autarquicas-em-20-anos/443581/

https://rr.pt/artigo/explicador-renascenca/2025/10/13/autarquicas-2025-quem-foram-os-grandes-vencedores/443589/

https://www.noticiasaominuto.com/politica/2869629/cdu-regista-pior-resultado-de-sempre-e-perde-capitais-de-distrito

https://www.rtp.pt/noticias/pais/psd-passa-a-liderar-poder-local-e-montenegro-equipara-se-a-cavaco-silva_n1690747


12/10/2025

Em quem é que vamos votar?

Domindo, 12 de outubro. Dia de eleições autárquicas. Vamos votar em três órgãos: Câmara Municipal. Junta de Freguesia e Assembleia Municipal. Vivemos em democracia, "um sistema político em que o poder está no povo" e esse poder "pode ser exercido de forma direta, através de participação popular direta em decisões, ou indiretamente, através de representantes eleitos." É isso que temos hoje de fazer. Ir às urnas e votar, dar a nossa opinião, mostrar com quem concordamos e em quem discordamos, mesmo que não seja totalmente. Quem queremos na frente da nossa autarquia, a dar a cara, a decidir, nos próximos 4 anos?


As primeiras eleições autárquicas realizaram-se em 1976, no mesmo ano em que se realizaram as primeiras eleições livres para a AR. Nas primeiras eleições autárquicas, o partido vencedor foi o Partido Socialista, "que conseguiu cerca de 33% dos votos, apesar de ter empatado com o Partido Popular Democrático (PPD) em número de presidentes de câmara: 115." Em 1976, tendo sido eleitos no total "304 presidentes de câmara municipais, 1 906 vereadores municipais, 5 130 deputados municipais, 4 035 presidentes de junta de freguesia (787 dos quais em plenário de cidadãos eleitores) e 26 286 membros de assembleias de freguesia." 


Nas últimas eleições autárquicas, que se realizaram em 2021, "o PS venceu 147 municípios e o PSD 114" municípios.


Hoje, facto curioso, estão inscritos mais de "9,3 milhões de eleitores" para votar, dos quais, cerca "de 41 mil são cidadãos estrangeiros recenseados em Portugal." Dos 9,3 milhões, existem também "18.319" que "são eleitores estrangeiros da União Europeia (UE) e 22.799" que "são eleitores estrangeiros provenientes de fora da UE, em ambos os casos recenseados em território nacional. Em muitas autarquias, vão ver-se novas caras, não porque a mudança fosse desejada, mas porque quem estava no poder atingiu o limite de mandatos. São 89 os presidentes que saem "nestas autárquicas por terem chegado ao limite de três mandatos consecutivos na mesma autarquia," sendo que destes, "49 são socialistas, 21 social-democratas ou de coligações lideradas pelo PSD, 12 da CDU, três do CDS-PP e quatro independentes."


Durante a manhã, já fomos vendo as rádios e as televisões a entrevistarem os líderes dos vários partidos com assento parlamentar, enquanto estes fazem o dever cívico de ir votar, tentando assim ter algumas reacções e captar mais alguns detalhes sobre aquilo que, à partida, todos sabemos: cada um votará certamente no seu próprio partido e todos desejam, lá no fundo, que no fim, a contagem lhes dê a vitória. Mais do que quem fica a governar cada Câmarra Municipal, quer-se saber quais as cores com que o país será pintado e, far-se-ão inúmeras comparações noite dentro.


Ao votar, cada eleitor irá receber três boletins: um verde, para a câmara municipal, um amarelo, para a assembleia municipal e um branco, para a assembleia de freguesia. Três órgãos distintos mas que trabalham em articulação no dia a dia de cada município. Acredito que hoje, se vá votar mais pela pessoa, pelo efetivo que se conhece ou contra aquele que achamos que já ali não faz nada, e não pela cor partidária. 


Uma outra curiosidade, é que este ano, foram repostas "302 freguesias" que tinham sido "extintas na reforma administrativa de 2013, num processo que desagrega 135 uniões de freguesia. O país passa assim a ter 3.258 freguesias." De todos os concelhos, o "Corvo é o único concelho sem junta de freguesia, sendo as suas competências assumidas pela câmara municipal." E sabiam que em "37 freguesias" do país se irá "escolher o executivo em plenários de cidadãos, por terem menos de 150 votantes"?


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/politica/dia-de-eleicoes-autarquicas-ao-minuto_e1690256


https://expresso.pt/sociedade/2025-10-12-eleicoes-autarquicas-2025-mesas-de-voto-ja-abriram.-saiba-onde-e-ate-que-horas-pode-votar-0904f90b


https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/quase-90-presidentes-de-c%C3%A2mara-saem-nestas-elei%C3%A7%C3%B5es-por-limite-de-mandatos


https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_aut%C3%A1rquicas_portuguesas_de_1976


 

11/10/2025

Atribuído o Prémio Nobel da Paz

Foi ontem atribuído o Prémio Nobel da Paz e, felizmente, foi parar às mãos certas! Disse Jørgen Watne Frydnes, o presidente do Comité, em Oslo, que "quando os autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem."


María Corina Machado, tem 58 anos e tem sido ao longo dos últimos anos, uma "das figuras-chave da política venezuelana da atualidade," vivendo na "clandestinidade" devido à "sua forte oposição ao regime de Nicolás Maduro." É engenheira industrial e ex-deputada da Assembleia Nacional da Venezuela. É ela o "rosto da oposição venezuelana a Nicolás Maduro."


O prémio foi-lhe atribuído, "pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela" e "pela sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia". O Comité declarou ainda sobre a entrega deste prémio que "a democracia depende de pessoas que se recusam a permanecer em silêncio, que arriscam dar um passo em frente apesar dos graves riscos e que nos recordam que a liberdade nunca deve ser tomada como garantida, mas deve ser sempre defendida – com palavras, coragem e determinação."


Maria Corina Machado candidatou-se às "eleições primárias" da Venezuela. tendo vencido as mesmas, mas sendo impedida pelo regime de Maduro de exercer as suas funções. Assim, passou a dar o seu apoio a "Edmundo González Urrutia, que o Parlamento Europeu (PE) reconheceu como presidente eleito, na sequência da contestação dos observadores internacionais, incluindo a ONU, à declaração de vitória de Maduro." Edmundo Urrutia, que já tinha sido "embaixador da Venezuela na Argentina e na Argélia," acabou por substituir María como "candidato nas presidenciais de 28 de julho de 2024" e que depois se viu obrigado a ir para Espanha. A o receber o prémio, Corina Machado afirmou que faz parte de todo um grupo e que não trabalha de forma isolada: "Muito obrigada, mas eu espero que perceba que isto é um movimento, eu sou só uma pessoa. Eu certamente não mereço isto."


Merece, sim. 


Foi escolhida entre um total de 338 candidatos, incluindo 244 personalidades individuais e 94 organizações.


Frustrado deve ter ficado o presidente dos EUA, Donald Trump, que por várias vezes afirmou que devia ser nomeado para receber este prémio. Trump "afirmou considerar que será um insulto para os Estados Unidos se não receber o Nobel da Paz." Publicamente, recebeu apoio do "primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu," que afirmou que Trump deveria receber este galardão pela “dedicação inabalável e excecional à promoção da paz, da segurança e da estabilidade em todo o mundo”, e do Paquistão, chegou também o pedido de nomeaão pelo seu “trabalho na resolução do conflito entre a Índia e o Paquistão”. Algo que para mim soaria estranho, se fosse ele o vencedor, mas, neste tipo de prémios, tudo é possível.



 


 



Fontes: 


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-10-10-da-luta-politica-na-clandestinidade-ao-premio-nobel-da-paz-quem-e-maria-corina-machado-2ed45a34


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-09-08-edmundo-gonzalez-urrutia-deixa-venezuela-para-exilio-em-espanha-964af06c


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/no-limiar-da-vitoria-nobel-da-paz-atribuido-a-opositora-venezuelana-corina-machado_n1689941

21/09/2025

Dia Internacional da Paz

Celebra-se hoje a Paz! 

Era tão bom que fosse uma realidade, mas infelizmente, parece que estamos cada vez mais perto do alargamento da guerra e a uma distância cada vez maior da tão desejada paz. "Este dia foi estabelecido em 1981 e proclamado na Resolução 55/282, adotada na Assembleia Geral da ONU a 28 de setembro de 2001."

Nesta data, tenta-se assinalar o desafio internacional pela paz "através da observação de 24 horas de não-violência e de cessar-fogo em todo o mundo." Este ano, acrescenta-se uma outra iniciativa, simbólica, em que se juntam o "Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC)", a "UNICEF Portugal" e um  "grupo de personalidades públicas", que concretizam a "iniciativa #JanelaBrancaPelaPaz" em que se desafiam "todas as pessoas e entidades a decorarem, nesse dia, a sua janela com uma peça branca para evocar a importância da Paz e para mostrar a sua solidariedade para com todos os que vivem em situação de guerra ou de conflito." Uma ação pacífica e fácil de concretizar. Mas o que é a Paz, nos tempos que correm? Estamos em Paz armada? Ou envolvidos numa guerra através das alianças criadas? E sobre a política externa? Estaremos apenas a seguir na cauda daquilo que os outros querem ou estaremos a pensar naquelas que devem ser as nossas prioridades? Não sabemos...

A ação que mais se destaca é a oficialização por Portugal e por outros nove países, do "reconhecimento do Estado da Palestina." Esta "decisão do governo" é apoiada pelo "o Presidente da República" que “acompanhou todo o processo”. Aliás, destaque-se a ida de Marcelo Rebelo de Sousa a Nova Iorque, onde será feito o anúncio, o qual está previsto "para as 15h15 (20h15, hora de Lisboa) e será proferido por Paulo Rangel, antes da Conferência de Alto Nível das Nações Unidas, que se realiza na segunda-feira, em Nova Iorque." Porquê agora e não antes? 

A posição portuguesa, não é no entanto, unânime, com "o partido conservador CDS-PP, parceiro da coligação do atual executivo," a discordar "do anúncio, afirmando que o mesmo “é inoportuno”.

De acordo com o presidente da República e dos apoiantes da decisão, a posição do Estado português passa por "defender a moderação para que essa fórmula [de dois Estados, de Israel e da Palestina] seja possível, e afastar-se dos radicalismos." Entretanto, Londres já avançou com o reconhecimento, praticamente ao mesmo tempo que o Canadá e que a Austrália.

Fontes:

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-internacional-da-paz

https://pt.euronews.com/2025/09/21/portugal-e-mais-nove-paises-preparam-se-para-reconhecer-estado-da-palestina-neste-domingo

16/08/2025

Incêndio mata seis idosos em lar de Mirandela

O incêndio, que "deflagrou por volta das cinco da manhã", ficou confinado ao quarto onde começou. A causa aparente terá sido um curto-circuito "num colchão anti-escaras," num quarto onde as três pessoas que ali residiam acabaram por morrer. Faleceram ainda outras três pessoas, "devido à inalação de fumo e a problemas respiratórios," que "não conseguiram resistir." Do incêndio "resultaram ainda 25 feridos, dos quais cinco em estado grave, segundo confirmou o presidente da Câmara Municipal de Mirandela."

O lar da Santa Casa da Miseriórdia, "Bom Samaritano", albergava 89 idosos, e aparentava ter boas condições (digo isto pelas imagens que entretanto consegui ver), mas falta saber qual o número de funcionários que estariam presentes nas instalações. Está a ser dado apoio às famílias e aos restantes utentes, tendo sido organizado um "Centro de Apoio à Vítima," que ficou "instalado no pavilhão do INATEL." Os restantes idosos acabaram por ser entretanto transferidos para outros lares da região, estando ainda os bombeiros e o Inem no local. O provedor da Santa Casa, numa entrevista dada à NOW, afirma que o alarme contra incêndios não terá disparado e que foi quando as funcionárias foram ao quarto e abriram a porta do mesmo, o incêndio tornou-se muito intenso (digo eu, por entrada de oxigénio no espaço e que alimentou o fogo) e que o fumo se terá espalhado pelo restante edifício.

Foram ao quarto porque ouviram chamar ou havia algum fumo a sair que lhes chamou a atenção? E se detetaram que havia um incêndio no quarto, como foi aberta a porta? Tinham extintor e usaram-no imediatamente? Fiquei com muitas dúvidas a partir das palavras deste senhor, mas a Judiciária há-de fazer o seu trabalho e detetar o que foi bem feito e o que não foi feito. Não é só o incêndio que mata... Haveria capacidade para evacuar todas as pessoas que se encontravam naquelas instalações? É que não é só saber onde estão os extintores ou as saídas de emergência, têm de ser feitos simulacros e, aqui, sabemos bem, que nenhum simulacro é feito às 5h da manhã com o número reduzido de funcionários, os utentes a dormir e, também de referir, normalmente, com um número reduzido de operacionais presentes nos quartéis (por ser de noite e por estarem na sua maioria destacados para os incêndios rurais e florestais que deflagram) - mas é precisamente nessas horas da madrugada, que muitas destas situações acontecem. Aqui pode estar em causa um incêndio por negligência e homicídios por negligência, que podem ter sido ampliadas por falta de fiscalização.

Isto num dia em que continuam os incêndios florestais no centro e norte do país. Em Oliveira do Hospital, na localidade de "Vila Pouca da Beira, na União de Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira," uma casa acabou por ser "completamente destruída pelas chamas." Noutra zona, na "localidade de Avô ardeu uma casa devoluta que se encontrava nas imediações da Junta de Freguesia," tendo ainda ardido vários "anexos, barracões e explorações agrícolas." É bastante perceptível o desgosto e a revolta das pessoas. Mesmo a quem as casas não foram afetadas, as situações de evacuação, dias sucessivos a olhar para as chamas a chegar às povoações, e noites sem dormir, desgastam qualquer pessoa.

Espera-se que este domingo cheguem "dois meios aéreos cedidos pela Suécia," a partir do "Mecanismo Europeu de Proteção Civil em Portugal." Poderiam ser suficientes se os "nossos" meios estivessem todos a funcionar e a dúvida é quantos estão e quantos estão parados. Uma coisa, será a não atuação devido às condições atmosféricas (a segurança é muito importante e, no meio disto tudo, não pode ser descartada), mas outra coisa será estarem parados por falta de manutenção, porque falta uma peça ou porque não têm autorização para voar. Onde anda os meios aéreos portugueses, que sabemos bem, na sua maioria são "alugados." A empresa proprietária dos Canadair a operar em Portugal, já veio ontem afirmar que já podem contar "com três aviões CL-215 operacionais baseadas em Castelo Branco," uma vez que o avião de reserva já se encontra novamente funcional e que está pronto "para apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios em todo o país." 

Aliás, de referir, que os outros dois aviões, atribuídos ao DECIR deste ano, devido a avarias, tinham já sido também substituídos ao abrigo do "mecanismo de cooperação bilateral com Marrocos, que enviou dois aviões Canadair de substituição, que passaram a integrar o DECIR até ao final desta semana e estão a operar a partir da Base Aérea de Monte Real." De acordo com o Secretário de Estado da Proteção Civil, como "Espanha" tinha "recorrido já ontem ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil", poderia dar-se o caso da "ajuda a Portugal" poder ser mais reduzida, o que vem dar razãpo a quem diz que o pedido já vem tarde. Em resposta às perguntas feitas, o SE pediu "serenidade e tranquilidade" ao país. Como? O país está a arder ou o senhor SE não deu conta disso?

De acordo com um deputado do PS, "o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa," terá obrigado "o primeiro-ministro a interromper as suas férias," convocando-o para "vir a Lisboa a uma reunião", que ocorreu "na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa." A presença do Primeiro-ministro no Pontal e a sua referência a se encontrar de "férias" tem despoletado muitas críticas e até pedidos de demissão. As pessoas estão desesperadas, continuam as temperaturas altas e continuam grandes frentes a avançar em direção às aldeias, aproximando-se e ameaçando habitações, sendo um dos mais preocupantes o que lavra "no concelho de Oliveira de Hospital." Neste caso, as frentes de fogo são "oriundas" do grande incêndio "que começou em Arganil na quarta-feira" e que acabou por passar "o rio Alva."

O país está "vestido" de negro, os relatos dividem-se entre a tristeza e a revolta e, claro está, há muitas críticas que se podem fazer, mas agora não é a hora de discutir, é hora de agir e de proteger as povoações, travando o avanço das chamas!

De destacar que já foram detidas ontem, duas pessoas suspeitas "de atear fogos florestais em Seia e Pinhel, duas cidades do distrito da Guarda." Uma delas, era um jovem de apenas "19 anos suspeito de atear um incêndio" no concelho de Seia "com recurso a chama direta, sem motivo evidente." Que se apanhem todos e que tenham penas pesadas, é o que se pede.

Fontes:

https://expresso.pt/sociedade/2025-08-16-seis-idosos-morreram-em-incendio-no-lar-da-misericordia-de-mirandela-5d4df818

https://www.asbeiras.pt/incendio-destroi-casas-em-oliveira-do-hospital/

https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2025-08-04-muito-calor-e-risco-de-incendio-deixam-portugal-em-situacao-de-alerta-f1c01254?cb_rec=djRfMQ (em atualização);

03/08/2025

Não vou falar de incêndios...

... vou só falar de gente mesquinha, que antecipa o lançamento de fogos de artifício lá na festinha!


... vou só falar de autarcas que preferem perder alguns hectares de terra em vez de perder alguns votos por proibirem determinadas atividades!


... vou só falar de pseudoprevenções que acontecem nas festas das aldeias e permitem o lançamento de fogos de artifício!


Não quero falar em incêndios. Vou só aqui referir que, muitas das pessoas que vão para a televisão queixar-se do trabalho dos bombeiros, não limpa os terrenos ao redor das suas casas. Vou só dizer que muita gente, recusa  ceder terras das suas propriedades para que se alarguem os caminhos de acesso às aldeias, mas agora queixam-se que os camiões dos bombeiros não chegam lá. Pois não, porque não passam nas estradinhas que vocês acham ser suficientes!


Não vou falar em incendiários. Vou falar em vez disso da reincidência. Parece que não deveria existir, não parece? Existe um determinado fascínio pelo fogo, que se alia a problemas de saúde mental e ao consumo de álcool. Mas nem tudo se explica assim... muitos dos incêndios agravam-se devido à má organização florestal. É que a nossa floresta - na sua grande maioria - não é floresta natural! Nós lembramo-nos dela assim, porque já nascemos a vê-la organizada, alinhada, embutida nas serras... A ocupação do espaço florestal depende muito das empresas que usam essa matéria prima.


Não quero falar em alertas, nem em avisos, pois poucos saberão do que se trata! Falo da Cultura de Segurança! Algo que poucos conhecem, que poucos sabem como usar e para que serve. É aquela parte da nossa vida em que, apesar de nos apetecer muito fazer uma coisa - e mesmo sem ninguém nos proibir - não o fazemos, porque os nossos atos podem prejudicar alguém. Há leis? Sim. Mas mais do que leis, deveria haver respeito pelo território, respeito pelos bombeiros e todos os outros elementos da proteção civil que têm de combater os incêndios, evacuar as populações e ouvir ainda as reclamações.


Não vou falar de incêndios.


Vou falar da forma como se vê a prevenção no nosso país. Deixou-se de falar dos helicópteros que (não) existem no INEM e passou-se a falar na falta de meios aéreos para o combate aos incêndios. O país não pediu ajuda à Europa, talvez por vergonha... houve fundos europeus, onde é que foram aplicados?

14/06/2025

Atentado mata ex-Congressista no Minnesota


A violência continua nos EUA e, desta vez, os alvos foram a ex-congressista "democrata do Minnesota," Melissa Hortman, e o seu marido, Mark Hortman. Os corpos de Melissa, que foi também "porta-voz da Câmara de Representantes" pelo Minnesota, e do marido, só foram descobertos depois da polícia ter sido chamada para a casa do "senador estadual John Hoffman (também ele democrata)" e da sua mulher, "Yvette," atacados a tiro. Os dois foram levados em estado grave mas ainda com vida para o hospital e a polícia foi verificar a casa da congressista, encontrando os dois corpos e ainda chegando a trocar tiros com o atacante.


"O governador do estado do Minnesota diz que os ataques têm motivações políticas." O suspeito é "Vance Boelter," um americano de "57 anos, mas ainda encontra em fuga. "Estava vestido" como se fosse "um agente da autoridade e foi assim que conseguiu entrar nas casas dos dois políticos, que distam cerca de 12 quilómetros uma da outra." De acordo com a CNN, o atirador teria dentro da viatura utilizada, "um manifesto com o nome de vários representantes estaduais e outros responsáveis – incluindo o de Melissa Hortman e de John Hoffman, mas também do próprio governador Tim Walz." Desta lista de potenciais alvos, constavam 70  nomes, incluindo "pessoas que prestam serviços para a interrupção voluntária da gravidez, defensores do aborto, e legisladores do Minnesota e de outros estados. A polícia também encontrou um cartão do Dia do Pai dirigido ao suspeito numa mala cheia de munições."


Melissa, "contribuiu para a aprovação de leis que alargaram os direitos ao aborto, legalização da marijuana e baixas médicas, quando os liberais tinham o controlo do Governo daquele estado." A questão do aborto é um ponto sensível na política interna dos EUA. A lei de 1973 que dava este direito às mulheres foi revogada em 2022. Em 2024, "dos 50 estados que compõem os Estados Unidos, em 21 o procedimento" era considerado "ilegal ou restrito." A polarização é bem visível, com "os estados dominados por democratas a manterem o direito à interrupção voluntária da gravidez e os estados dominados por republicanos a proibirem ou restringirem o acesso."



11/06/2025

No Dia de Portugal... direitos e liberdades ameaçadas?

Ontem assinalou-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Esta data foi escolhida por ser a data (conhecida) da morte do poeta Luís de Camões. Este feriado começou, aiás, por ser celebrado apenas como feriado municipal em Lisboa, "dedicado a Camões," mas com o Estado Novo acabou por ser elevado "a feriado nacional, como o «Dia de Camões, de Portugal e da Raça»." A Revolução de 25 de abril, trouxe-lhe uma nova designação: "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portugueses" - desaparecendo o termo "raça", usado pelo regime. Depois da vitória - no passado domingo - da equipa das quinas, contra a seleção espanhola, nada melhor do que homenagear os portugueses. 

Nesta data, presta-se homenagem a Portugal, aos portugueses, à cultura lusófona e à presença portuguesa por todo o mundo. São habitualmente feitas cerimónias públicas em que o Presidente da República e outras entidades, discursam. Este ano as celebrações realizaram-se em Lagos. Estas celebrações são uma boa "oportunidade de assistir ao desfile das forças armadas, em terra e no mar, à exposição dos meios militares, às bandas e orquestra militares e civil e, ainda, à atuação da charanga a cavalo da GNR, a única no mundo que executa trechos musicais nos três andamentos, a passo, a trote e a galope."

Nas comemorações deste ano, o Presidente da República condecorou o antigo Presidente da República, Ramalho Eanes, destacando também o trabalho das diferentes Forças Armadas Portuguesas. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o general "merece como ninguém o primeiro grande-colar da Ordem Militar da Avis, nunca atribuído".

O ainda Presidente da República, com a sua presença carismática, afirmou no seu discurso que "Isto é Portugal, os portugueses e as portuguesas, e nele os nossos combatentes, os nossos militares, esses militares que aqui estão, todos os anos pelo 10 de Junho, mas estão na nossa História desde que nascemos." Na sua originalidade, e não deixando de ser uma pessoa interventiva (às vezes mais do que o esperado e, quando não fala, acabamos por estranhar) e, neste discuros, lá foi dando achada daqui, bordoada dali, as suas palavras sobre a importância de sermos um país construído a partir de muitas culturas, de uma história rica em invasões e conquistas. Um país multicultural e, por isso, um país que é mais rico. Sobre as Forças Aramadas referiu que "Portugal foi um reino feito por esses soldados" e que hoje somos "uma pátria que vive em liberdade e democracia feitas por esses soldados". Mas muitos não interpretaram assim as palavras de Marcelo e criticaram a sua posição, não percebendo a alegoria das suas palavras. 

Enquanto isso, numa "cerimónia de homenagem aos ex-combatentes em Lisboa," alguns ex-militares insurgiram-se contra Gouveia e Melo e "contra o imã de Lisboa, convidado para a cerimónia."

Lídia Jorge, conselheira de estado e uma figura iimportante no panorama sócio-político e literário do nosso país, aproveitou para relembrar "o passado esclavagista de Portugal e a atualidade da obra de Camões, que viveu num fim de ciclo, tal como aquele em que o país se encontra atualmente." A escritora, alertou para "a possibilidade de loucos atingirem o poder" e contra "a fúria revisionista que assalta pelos extremos," dizendo ainda que "cada um de nós é uma soma do nativo e do migrante, do europeu e do africano, do branco, do negro e de todas as outras cores humanas. Somos descendentes do escravo e do senhor que o escravizou."

O que mais me chocou - e o motivo para esta minha publicação no blogue - foram muitas outras coisas que se passaram à margem deste feriado: os apupos, os comentários, as agressões. O racismo, esteve todo o dia em discussão - muito, por causa de comentários e reinvindicações mais extremistas que se foram fazendo ouvir - e porque nesta data se assinala também um outro acontecimento, a morte de Alcino Monteiro, agredido com muita violência há 30 anos. Numa manifestação contra o racismo e, também, em "memória de Alcindo Monteiro, centenas de pessoas juntaram-se no centro de Lisboa, num percurso que foi desde o "local onde foi encontrado o corpo de Alcindo Monteiro, na Rua Garrett," e que terminou junto ao Largo do Carmo.

Um grupo de indivíduos - que durante a tarde tinha estado numa manifestação e já teria provocado outros desacatos - enxovalharam e agrediram alguns atores da companhia de Teatro, "A Barraca", quando estes se dirigiam para o teatro. Neste grupo, podem ter estado alguns dos intervenientes na morte de Alcino Monteiro.

O ator Adérito Lopes teve de ser levado ao hospital devido à gravidade dos ferimentos. A atriz Maria do Céu Guerra, explicou muito bem o que se passou e mostrou de forma muito precisa, que é preciso pôr fim a estes atos de violência. "Segundo o relato da encenadora, que exibiu para as televisões autocolantes da loja Pró-Pátria," este terá sido um ataque contra a liberdade de expressão e, um ato cobarde.

Fontes:

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas

https://www.dnoticias.pt/2025/6/10/452103-marcelo-termina-ultimo-discurso-com-homenagem-aos-militares-e-a-eanes/

https://www.publico.pt/2025/06/10/sociedade/noticia/luta-racismo-memoria-alcindo-monteiro-juntam-centenas-lisboa-2136227

https://www.rtp.pt/noticias/pais/insultos-racistas-e-a-gouveia-e-melo-em-homenagem-a-ex-combatentes_v1661173

https://www.rtp.pt/noticias/pais/somos-portugueses-porque-somos-universais-o-ultimo-discurso-de-marcelo-no-10-de-junho_e1660831

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...