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09/11/2025

A Terra Treme e Sismo no Japão com alerta para Tsunami

Atualmente, estamos constantemente a ser informados sobre os diferentes eventos geológicos e sismológicos que vão ocorrendo pelo planeta e, isso, deixa-nos certamente mais alerta. 

Antigamente, haveria menos sismos? Certamente que não. Mas só se chegava a saber daqueles que eram mais intensos ou que provocavam maiores danos. Hoje em dia, a constante atualização da informação, permite-nos conhecer um pouco mais sobre estes fenómenos que, embora não sendo ainda possíveis de antecipar, podem certamente ver as suas consequências minimizadas, desde logo com atitudes de segurança ativa - seja a nível individual, seja coletivo.

Saber o que fazer durante um sismo e como observar sinais de que um tsunami pode estar iminente é uma das lições treinadas em diferentes regiões do Japão, logo desde muito tenra idade. Todos devem saber o que fazer. Se isso evita que os danos ocorram? Não, mas pode minimizá-los. E nesta semana - assinalando o grande sismo de 1755 - é comum termos por cá um evento que se chama "A Terra Treme" e que, infelizmente, não está a ser levado muito a sério. Sabemos na teoria o que fazer, mas praticar e treinar os movimentos, colocar questões, discutir os erros cometidos seria essencial, principalmente em escolas, hospitais, casas de repouso e hotéis. Este ano, confesso que não houve qualquer simulação ou treino lá no meu trabalho, mas foi tema de conversa (os 6ºs anos estão a dar essa matéria) e reparei que ainda existem muitos mitos que precisam de ser desfeitos. A falta de conhecimento pode ser amiga do desastre.

Ainda esta semana, se têm vindo a dar notícia de vários abalos sísmiocos sentidos no Faial, Açores, sobretudo em "Capelo, Matriz, Flamengos e Cedroso," o que pode estar relacionado com um leve aumento da atividade vulcânica, muito comum naquela região insular. Mas se para uns, é normal que a terra trema e que isso até seja entendido como um libertar de tensões, para outros pode ser algo assustador e caótico. E é por isso que a prevenção e os esclarecimentos sobre o que fazer e o que não fazer podem ser tão importantes! Professores, autarcas, governantes - falem sobre o tema e esclareçam, sem alarmar!

Do outro lado do mundo, no Japão, um sismo de magnitude 6,7 na escala de Richter foi sentido pela população por volta das "17h03 locais (8h03 em Portugal continental) ao largo da costa de Iwate." Este sismo, levou a que as autoridades locais tivessem colocado a região em estado de alerta devido ao risco de ocorrência de um tsunami. Segundo as informações disponíveis, não há registo de vítimas embora tenham vindo a ser sentidas diversas réplicas ao abalo principal.

O arquipélago do Japão tem "milhões de habitantes" e localiza-se "na junção de quatro placas tectónicas, na chamada Cintura de Fogo do Pacífico," apresentando "uma das maiores atividades sísmicas do mundo." Não será demais falar-se em cerca de "1500 terramotos por ano, a maioria de baixa intensidade," cujos danos podem "variar de acordo com a localização e a profundidade." Um dos maiores sismos ocorrido foi o de 2011, que fez milhares de mortos. 


Fontes:

https://www.publico.pt/2025/11/09/mundo/noticia/alerta-tsunami-japao-apos-sismo-magnitude-67-2153944

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-11-09-alerta-de-tsunami-no-japao-apos-sismo-de-magnitude-67-080e9cb8

23/06/2025

Movimentações bélicas - aviões americanos abastecidos sobre território nacional?

Portugal, alega ser um país neutro, no que à questão do ataque ao Irão concerne, mas o que está agora em cima da mesa é se, o uso da base das Lajes, pode ser considerado como um apoio aos EUA no ataque às instalações iranianas. Todos sabemos do papel importante que a base das Lajes, no arquipélago dos Açores, teve durante a 2ª Guerra Mundial. "Em 1943, os britânicos instalaram-se nos Açores, nas Lajes, com esquadrilhas de aviões preparados para o combate aos submarinos. Depois da II Guerra Mundial foram os americanos a utilizar a base, que é também partilhada com unidades portuguesas."

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa, acaba por se confirmar a existência de uma "autorização para que 12 aviões reabastecedores norte-americanos utilizassem a Base das Lajes." Mas poderia ter sido de outra forma? Este acordo bilateral, permite o uso da base pelos EUA e, embora tenha sido afirmado que "os aviões não foram utilizados para fins ofensivos," a verdade é que, os "bombardeiros que vieram dos EUA para o Irão, em algum momento da viagem, realizaram operações de reabastecimento." Esta base acaba por funcionar, como um centro de abastecimento, apresentando-se como "a segunda maior capacidade de abastecimento da Força Aérea norte-americana fora de território norte-americano, sendo a maior na Europa para estas funções."

De acordo com o gabinete do ministro da Defesa, trata-se de "um procedimento habitual" e que "as aeronaves que se encontram nos Açores são aviões de reabastecimento aéreo". O Ministério da Defesa esclarece ainda que, Portugal, além de conceder "autorizações específicas, trimestrais ou permanentes de sobrevoo e aterragem," aos EUA, as concede também a "muito outros países". Portugal não fica, assim, diretamente "envolvido no conflito Estados Unidos-Irão." Mas apesar de, formalmente, até poder nem ter sido comunicado o propósito da missão, acho que seria fácil de perceber e enquadrar o uso desta base, nas atuais circunstâncias.


Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-museu-da-base-das-lages/

https://rr.pt/especial/mundo/2025/06/23/irao-pede-esclarecimentos-a-portugal-sobre-autorizacao-de-avioes-americanos-nas-lajes/430149/

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/23/base-das-lajes-esta-a-fazer-se-uma-tempestade-num-copo-de-agua

13/03/2025

Açores voltam a tremer com alguma intensidade

É normal a terra tremer nos Açores, uma vez que o arquipélago fica na fronteira "entre três placas tectónicas."

Na terça-feira (11 de março) pelas 07h14, foi sentido um sismo com 5.3 de magnitude, de acordo com o site do IPMA (ou de 5,1 segundo o CIVISA) – "com epicentro a cerca de 25 quilómetros a sul-sudeste de Faial da Terra." O evento foi sentido “em praticamente toda a ilha de São Miguel” mas "também na ilha de Santa Maria, no grupo Oriental." Seguiram-se cerca de 40 réplicas ao primeiro evento, uma das quais de magnitude 3.3 foi registada "nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores pelas 13h16 locais e teve epicentro a cerca de 25 quilómetros a su-sudeste de Faial da Terra."

Ontem, um sismo de "magnitude de 4,2 na escala de Richter foi sentido" pelas 17h13m (menos uma hora que no continente) na ilha de São Miguel. O epicentro foi "a cerca de 25 quilómetros a sul-sudeste de Faial da Terra, no concelho da Povoação." Dadas as caraterísticas geológicas da região, esta crise sismica será de natureza tectónica, uma vez que naquela região não há conhecimento de vulcões ativos. Esta crise não terá ligação com a de Santa Bárbara, que dura deste 2022 e cuja origem está no próprio vulcão de Santa Bárbara.

Como comecei por dizer,  os sismos são frequentes e podem ter origem tectónica ou vulcânica. "A sismicidade de natureza tectónica resulta da libertação súbita de tensões acumuladas na porção frágil da litosfera em resultado da movimentação relativa das placas," enquanto que os "tremores de terra relacionados com a atividade vulcânica são desencadeados pela movimentação de magma e gases vulcânicos" o que pode criar fraturas na "rocha encaixante."

Existem 26 vulcões considerados ativos - isso não quer dizer que estejam a expelir lava! Das "nove ilhas do arquipélago, apenas Santa Maria não tem qualquer vulcão ativo. Nas restantes encontram-se estruturas vulcânicas que podem entrar em erupção a qualquer momento, apesar de estarem adormecidos e não darem sinal de vida há muito tempo."

Devido à sua magnitude ou por terem causado vítimas mortais, "os principais sismos que atingiram os Açores desde o início do povoamento foram os terramotos de 22 de Outubro de 1522" (que atingiu S. Miguel e fez cerca de "5000 mortos"), o de "17 de Maio de 1547 (Terceira, alguns mortos), 24 de Maio de 1614 (Terceira," e que terá provocado uma centena de vítimas mortais) e o de "9 de Julho de 1757 (S. Jorge," que levou cerca de 1000 vidas). No século XIX ocorreram outros eventos de grande intensidade como a chamada "crise de Junho de 1800 a Janeiro de 1801 (Terceira)" que apesar da sua duração apenas terá causado uma vítima mortal direta. A "21 de Janeiro de 1837" um abalo fez 3 mortos na Graciosa e a "16 de abril de 1852" o sismo de S. Miguel, provocou 9 mortos. 

Já no século XX, a "31 de Agosto de 1926, um sismo no Faial faria 8 mortos e a "26 de Abril de 1935," S. Miguel sofreria 1 vítima mortal num novo abalo. Na memória de muitos estará certamente o sismo de "1 de Janeiro de 1980", que atingiu S. Jorge, a Terceira e a Graciosa e fez 63 mortos, com uma magnitude de 7.2. A "9 de julho de 1998" um novo sismo, no Faial traria 9 vítimas mortais. Todos estes abalos trouxeram danos avultados para o arquipélago, sobretudo o de 1980, que afetou Angra do Heroísmo, provocando "mais de 400 feridos," além de ter deixado desalojadas cerca de "21 mil pessoas."

Fontes:

https://observador.pt/2025/03/12/sismo-com-magnitude-42-sentido-na-ilha-de-sao-miguel/

https://ensina.rtp.pt/artigo/os-acores-tem-26-vulcoes-ativos/

https://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=10159

https://ensina.rtp.pt/artigo/sismo-de-angra-do-heroismo/

https://www.rtp.pt/noticias/pais/acores-sismo-de-magnitude-52-sentido-em-sao-miguel-e-santa-maria_n1639853



 

11/12/2023

Dissoluções... e muitas confusões

Estas últimas semanas têm sido um pouco confusas no que respeita à situação política do nosso país. Além do anúncio feito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a dissolução da Assembleia da República, no dia 9 do passado mês de novembro, depois do estranho parágrafo onde surgia uma alegada escuta com o nome de António Costa que afinal não era o Primeiro-ministro, mas outro, parece que as dissoluções não se irão ficar por aqui. Desde a passada quinta-feira que o parlamento passou a estar numa situação de gestão até que seja eleito um novo Primeiro-ministro e se componha um novo governo para o país.


Este caso não é inédito, apesar de raro, sendo que se pode dizer que "a dissolução da Assembleia da República consiste num ato político livre do Presidente da República que determina a cessação de funções desse órgão parlamentar antes de o mesmo completar a legislatura." Neste caso, foi tomada a opção de se esperar que houvesse "uma última reunião do conselho de ministros" e que fossem aprovados vários "diplomas relacionados com os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência."


Hoje foi também anunciada pelo Presidente da República a dissolução da Assembleia Legislativa Regional dos Açores e marcou eleições regionais antecipadas para o dia 4 de fevereiro. Esta decisão obteve parecer favorável do Conselho de Estado. 


Mas qual a razão para que também esta estrutura se tenha dissolvido? No dia  "30 de novembro, o Presidente da República" ouviu "os partidos representados no parlamento açoriano, na sequência do chumbo do orçamento regional para 2024" e de acordo com a sua decisão, acaba por "fazer cair 57 diplomas pendentes na Assembleia Legislativa Regional."


A "crise política que se vive nos Açores", vem já do início deste ano, quando "divergências quanto ao modelo de transportes e à política de nomeações para cargos públicos" fez com que dois dos deputados - um deles independente (ex deputado pelo CHEGA) e outro da Iniciativa Liberal - rompessem com o acordo que permitia a existência de um Governo Regional de Coligação. Este acordo tinha sido assinado por três partidos (PSD, CDS-PP e PP que juntos representam 26 deputados) depois das eleições de outubro de 2020. 


Esta quebra do acordo, fez com que deixasse de haver uma maioria governativa.


"Como consequência, o parlamento dos Açores rejeitou as propostas de Plano e Orçamento do Governo para 2024, pela primeira vez na história da autonomia", apesar de a maioria de diplomas pendentes (40) já terem obtido "parecer da respetiva comissão parlamentar" e estarem prontos "para subir a plenário."


Estes "diplomas pendentes no parlamento terão de ser apresentados e apreciados, de novo, numa próxima legislatura." Pelo caminho irão ficar "iniciativas legislativas como o recrutamento do pessoal dirigente na administração pública, a revisão da legislação sobre as inspeções automóveis, a cooperação financeira com as autarquias e o novo programa de ordenamento turístico da região."


Mas os casos não se ficam por aqui. É que também o Presidente da República e outros membros do governo, podem vir a estar sob investigação, se se provar que houve interferência da Casa da Presidência e do próprio Presidente no caso das meninas gémeas, de origem brasileira, a quem foi dado um medicamento para uma doença rara da qual ambas são portadoras. Em 2019, as duas meninas conseguiram receber o medicamento Zolgensma para a atrofia muscular espinhal, com um custo total de quatro milhões de euros. Esta medicação tem de ser superiormente autorizada, o que parece ter sido feito através de um pedido por email que o Drº Nuno Rebelo de Sousa, filho do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, fez chegar ao próprio.


De facto, já é certa a existência desse mesmo email, uma vez que na passada segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que "o seu filho o contatou sobre a situação das gémeas luso-brasileiras que mais tarde vieram a receber o medicamento no Hospital de Santa Maria e defendeu que o tratamento que deu a este caso foi neutral e igual a tantos outros." Foi entretanto solicitada a audição de Marta Temido e Lacerda Sales na Assembleia da República para esclarecer esta situação, só que este pedido foi travado pelo PS. Quem poderá ser chamado a prestar declarações na Assembleia é o próprio Nuno Rebelo de Sousa.


Só que aqui há outro problema. É que mesmo que se provem as influências, não será assim tão simples seguir com a acusação, uma vez que o governo está em gestão e por isso não tem poderes para abrir um processo contra o Presidente da República, a não ser que a Comissão Permanente avance com essa decisão e "promova a convocação do plenário", uma vez que não nos podemoss esquecer que o Presidente tem "imunidade perante o Ministério Público, que é o titular da ação penal," passando assim todo o processo de acusação a ser "promovido no âmbito da própria Assembleia da República". É importante referir que no artigo 130º da Constituição da República Portuguesa, diz que "o Presidente da República responde perante o Supremo Tribunal de Justiça por crimes cometidos no exercício de funções", mas seria "necessária uma proposta apresentada por um quinto dos deputados", e que dois terços desses mesmos de deputados (todos em efetividade de funções) aprovassem essa deliberação.


"Mesmo que o processo avançasse, a queda do Presidente da República não seria imediata. Aliás, só se confirmaria depois da respetiva investigação judicial e de uma condenação do Supremo Tribunal de Justiça." 


"Até à eleição do sucessor em eleições presidenciais, seria o Presidente da Assembleia da República a primeira figura de Estado", que neste caso é Augusto Santos Silva.


Apesar de tudo, até agora não há qualquer acusação e por isso este caso está a ser apenas "julgado" nos meios de comunicação social, sendo que já se levantam suspeitas sobre a coincidência entre este caso e o que levou à dissolução do Governo. Vamos esperar pelo que aí vem, pois acredito que isto não vai ficar por aqui e acredito que, agora fora do governo, o Primeiro-ministro possa começar a explicar outras coisas.


Fontes:


https://cnnportugal.iol.pt/acores/governo-regional/dissolucao-do-parlamento-dos-acores-faz-cair-57-diplomas-pendentes/20231211/6577593bd34e65afa2f886bc


https://www.tsf.pt/portugal/politica/demissao-do-governo-formalizada-dia-7-de-dezembro-e-dissolucao-da-ar-a-15-de-janeiro-17437111.html


https://www.rtp.pt/noticias/politica/demissao-do-governo-formalizada-em-7-de-dezembro-e-dissolucao-do-parlamento-a-15-de-janeiro_n1534255


https://www.publico.pt/2023/12/10/politica/noticia/caso-gemeas-il-quer-ouvir-filho-presidente-republica-parlamento-2073146


https://cnnportugal.iol.pt/gemeas-luso-brasileiras/marcelo-rebelo-de-sousa/alguem-pode-fazer-cair-o-presidente-a-assembleia-da-republica-mesmo-dissolvida-ou-ele-proprio/20231206/656f5f83d34e371fc0ba9e5a


https://executivedigest.sapo.pt/noticias/gemeas-luso-brasileiras-o-que-seria-preciso-para-marcelo-ser-destituido-e-porque-so-poderia-acontecer-em-2024/


https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/o-governo-entra-em-gestao-e-agora-o-que-pode-fazer


https://cnnportugal.iol.pt/acores/acores-caiu-o-acordo-partidario-que-sustentava-o-governo-desde-as-ultimas-eleicoes-regionais/20230308/64088fdf0cf2665294d90b73


 

23/07/2023

Sismo sentido nos Açores

Hoje por volta da hora de almoço, um sismo de intensidade ligeira (de 4.0) foi sentido nas ilhas do Faial e do Pico. O sismo teve epicentro a cerca de 42 quilómetros a oeste de Capelo, no Faial. Seguiram-se vários pequenos abalos, mas da baixa intensidade.


As populações estão já um pouco acostumadas mas isso não lhes retira o receio do que poderá vir a acontecer, caso se venha a dar um abalo de maior intensidade.


Esta nova crise sísmica, ocorre passados 25 anos do terramoto de 9 de julho de 1998, que matou oito pessoas e destruiu 70% do parque habitacional da ilha do Faial, nos Açores. "A atividade sísmica a oeste da ilha do Faial encontra-se acima dos valores normais de referência", refere o site oficial do CIVISA, que adianta estar a acompanhar a evolução desta crise sísmica de origem tectónica, ou seja, resultante da movimentação das placas tectónicas que atravessam o grupo Central dos Açores. Em 1998, o tremor de terra, que atingiu o grau 5,9 na escala de Richter,  deixou a ilha bastante destruída, com "uma quantidade de estradas que estavam obstruídas e uma grande quantidade de casas que estavam total ou parcialmente destruídas", segundo palavras de Renato Leal, presidente da Câmara Municipal da Horta nesse ano.


Na página prociv.azores podemos ler os vários comunicados emitidos e, também, os cuidados a ter. Saber o que fazer é a melhor forma de nos protegermos a nós mesmos.


SISMOS
• Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis réplicas;
• Não acenda fósforos nem isqueiros, pois pode haver fugas de gás;
• Observe se a sua casa sofreu danos graves e saia imediatamente se suspeitar que não oferece condições de segurança;
• Caso duvide da integridade dos circuitos de gás, eletricidade ou água, desligue-os imediatamente;
• Nunca utilize os elevadores;
• Confirme a validade do seu Kit de emergência e reveja o seu conteúdo com o seu agregado familiar;
• Verifique se existem feridos e, se necessário, preste os primeiros socorros;
• Tenha cuidado com vidros partidos ou cabos de eletricidade. Evite ferimentos protegendo-se com vestuário adequado;
• Limpe imediatamente os produtos inflamáveis que se tenham derramado;
• Se puder, solte os animais domésticos, pois eles cuidam de si próprios;
• Afaste-se das praias porque pode ocorrer uma onda gigante (tsunami);
• Ligue o rádio, fique atento às recomendações difundidas e não contribua para a divulgação de boatos;
• Siga sempre as recomendações dos agentes das autoridades presentes, eles estão nos locais para o ajudar;
• Assim que oportuno, verifique a validade dos seguros da sua casa e viatura e certifique-se que têm cobertura para fenómenos sísmicos.

 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/pais/2023-07-23-Acores-sismo-de-magnitude-42-na-escala-de-Richter-sentido-no-Faial-e-no-Pico-74e2f62b


https://www.ipma.pt/pt/geofisica/sismicidade/


https://www.prociv.azores.gov.pt/ilha-sao-jorge/ver.php?id=2631


 

04/10/2019

Açores sem radares atingido por furacão

Aqui não estamos muito habituados à formação de grandes fenómenos atmosféricos, por isso, falar-se da passagem de um furacão no arquipélago dos Açores é notícia obrigatória. Não é inédito, mas desta vez o Lorenzo, provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.


Começou por ser uma tempestade tropical mas agora já atingiu o nível máximo na escala que classifica a intensidade dos fenómenos desta natureza - o nível 5 - perdendo alguma força, quando atingiu o arquipélago.


Apesar de tudo, a população preparou-se para a sua chegada, que se previa ser de nível 1 em algumas zonas ou até chegando a nível 2 quando chegasse à costa das primeiras ilhas no seu caminho. No terceiro dia, o Lorenzo levou à destruição do porto comercial das Lajes das Flores, que é essencial ao grupo ocidental da região (ilhas do grupo Ocidental, Flores e Corvo). O furacão está a ser acompanhado via Miami, uma vez que não há radares ativos nas ilhas.


Os Açores eram, até 2016, servidos por um único radar, no Pico de Santa Bárbara, na ilha Terceira, que era propriedade do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, mas foi desativado na sequência do processo de redução da base militar norte-americana nas Lajes.


Pode atingir o continente mas o mais certo é que perca alguma da sua intensidade e não faça muitos danos por aqui. Vamos estar atentos.


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/pais/lorenzo-furacao-deve-atingir-acores-com-forca-de-categoria-1_n1176157


https://www.publico.pt/2019/10/03/sociedade/noticia/destruicao-porto-lajes-flores-1888754


https://sicnoticias.pt/especiais/furacao-lorenzo-nos-acores/2019-10-02-O-buraco-que-o-furacao-deixou-a-volta-dos-Acores


 


 


 

08/02/2019

30 anos, depois do maior desastre aéreo nos Açores

Durante a década de 1980, a ilha de Santa Maria, nos Açores era um ponto de paragem obrigatória para os voos que cruzavam o Atlântico, ligando os continentes europeu e americano.

No dia 08 de Fevereiro de 1989, o boeing 707, da Independent Air, com 144 pessoas a bordo, com origem em Bergamo, na Itália, tinha como destino a República Dominicana, nas Caraíbas, fazia uma escala técnica no aeroporto de Vila do Porto, em Santa Maria, ilha do grupo oriental dos Açores. Este era um voo "charter que transportava 137 turistas italianos e 7 tripulantes americanos." A paragem no Aeroporto de Santa Maria, nos Açores, era estritamente técnica para reabastecimento de combustível, antes de a aeronave prosseguir a longa viagem transatlântica até à República Dominicana

Por algum motivo, a aterragem não foi conseguida e a aeronave acabou por se despenhar no Pico Alto.

O cenário encontrado pelas equipas de salvamento, era de terror. O silêncio era absoluto. Nenhum dos ocupantes sobreviveu ao embate. Nos dias que correm, a ilha já dispõe de cobertura por radar, o que naquela altura não acontecia. A falta de comunicação entre o piloto e a torre de controlo, levou a que a aeronave tivesse descido abaixo dos 2000m de altitude, embatendo assim na montanha.

Relatórios posteriores apontam alguns erros humanos. A torre de controlo autorizou a descida até aos 3.000 pés (a altitude mínima de segurança para o setor). No entanto, devido a uma deficiente técnica de comunicação e à sobreposição de transmissões de rádio, o copiloto compreendeu e repetiu 2.000 pés. O controlador não se apercebeu do erro na resposta. Como consequência deste conjunto de falhas, o Boeing 707 atravessou "uma densa camada de nuvens", embatendo diretamente no Pico Alto (o ponto mais elevado da ilha, com cerca de 547 metros), resultando na morte instantânea de todos os ocupantes. Devido às pesadas indemnizações e à publicidade negativa, a companhia aérea encerrou definitivamente em 1990.

Fontes:

https://en.wikipedia.org/wiki/Independent_Air_Flight_1851

https://www.gpiaaf.gov.pt/upload/processos/d054110.pdf


Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...