Uma decisão errada do centro de controlo poderá estar na origem de uma colisão ocorrida esta manhã e que matou, "pelo menos 68 pessoas." O acidente aconteceu por volta das 9h00, "perto da estação de Urda," mais propriamente, "entre as localidades de Los Yébenes e Urda, em Toledo," e envolveu um comboio da Irvo e outro da Renfe.
"A maioria das vítimas mortais, 44, seguiam no comboio da Iryo, que saiu de Madrid com destino a Sevilha, enquanto os outros 24 estavam no da Renfe, que efetuava a mesma rota." O balanço ainda é provisório. Sabe-se que a situação terá tido início "numa avaria informática pelas 8h30, que levou todos os comboios num troço de quase 70 quilómetros a parar, obrigando a acionar o centro de controlo na estação de Atocha (em Madrid)." Apesar de ter luz vermelha, o comboio da Renfe, terá recebido ordem para avançar, tendo chegado a percorrer cerca de 20 km, a cerca de 200 quilómetros por hora, antes de abalroar o comboio da Irvo que estava parado na mesma linha. Esta colisão, fez com que "pelo menos duas carruagens" tivessem caído por um barranco.
Numa acusação feita pelo próprio governo espanhol, que a ser verdade, é gravíssima, "o operador do centro de controlo terá passado cerca de 17 minutos a ver, nos ecrãs, que os dois comboios estavam em rota de colisão, sem dar qualquer ordem para travar."
A identificação dos corpos pode ainda demorar algumas horas, havendo ainda corpos dentro e debaixo das composições acidentadas que ainda não forma removidos. "Há ainda 58 feridos hospitalizados, dos quais 15 em estado muito grave." Alguns dos feridos, conseguiram sair pelo seu pé e procuram agora atendimento hospitalar. No "comboio da Iryo seguiam 147 passageiros (incluindo um bebé) e no da Renfe mais 397 pessoas."
Este foi o segundo acidente grave envolvendo a linha férrea espanhola este ano. "A 18 de janeiro, morreram 46 pessoas no acidente em Adamuz (Córdoba) e mais de cem ficaram feridas."