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03/09/2026

Novo sismo atinge a região do Tibete

Um sismo com magnitude de 5 atingiu a zona do Tibete, "perto da fronteira com a Índia," poucos dias depois de um primeiro abalo que poderá ter estado associado às cheias repentinas que atingiram a região, provocando milhares de mortos e de desaparecidos. Até ao momento, ainda não se registaram danos. 

A região tinha sido afetada por uma inundações depois de um bloco de gelo se ter desprendido e ter arrastado enormes massas de água e de lama, soterrando casas, estradas e pontes, na manhã do passado dia 26 de agosto. A catástrofe provocou destruição total ao "longo de um trecho de 72 km do rio Trishuli atingiu dezenas de assentamentos nos distritos de Rasuwa e Nuwakot, no Nepal, tendo provocado pelo "menos 1050" mortos e "3916" desaparecidos, "a grande maioria no Nepal e menos no Tibete chinês, entre eles moradores, turistas" e "peregrinos." Muitas das vítimas poderão ainda estar em túneis que desabaram. Entretanto foi instalado um " sobre o rio Trishuli para ajudar os habitantes a atravessar as duas margens do rio."

Em 2015, um sismo de 7.8 atingiu a região, tendo feito "mais de 5200 mortos" e um número indeterminado de desaparecidos. O sismo de 2015 também provocou uma avalanche no Monte Everest, causando "a morte de dezoito alpinistas".

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-09-03-novo-sismo-atinge-regiao-do-tibete-uma-semana-apos-as-cheias-40e82521 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_do_Nepal_de_2015

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inunda%C3%A7%C3%B5es_no_Nepal_e_no_Tibete_em_2026

https://www.nowcanal.pt/ultimas/detalhe/sismo-de-magnitude-5-0-atinge-tibete

30/08/2025

Cheias matam na índia e Paquistão

As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."

Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.

"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da Índia que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias." Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da mortalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cheias-na-india-e-paquistao-varias-cidades-inundadas-devido-a-fortes-chuvas_v1680225

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-30-video-cheias-continuam-a-nao-dar-treguas-na-india-e-no-paquistao-19abc809

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-28-video-cheias-na-india-e-no-paquistao-nao-param-de-fazer-vitimas-6f698fb8-1

https://www.publico.pt/2025/08/23/azul/perguntaserespostas/moncoes-tornaramse-letais-bombas-chuva-paquistao-india-2144435

12/06/2025

Queda de avião na Índia

Poucos segundos depois de descolar do "Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel," em "Ahmedabad", na Índia, um "Boeing 787-8 Dreamliner colidiu com um prédio usado como alojamento para médicos do Hospital Civil e da Faculdade de Medicina Byramjee Jeejeebhoy." A aeronave não terá atingido a velocidade necessária para a subida, acabou por parar e perder altitude, despenhando-se numa área residencial. A bordo seguiam 230 passageiros, dos quais sete deles tinham nacionalidade portuguesa. Havia ainda 169 indianos, 53 britânicos, um canadiano, além de 12 tripulantes. Apenas um homem sobreviveu, tendo saído do local do acidente a andar pelo seu pé. Dos sete passageiros com dupla-nacionalidade e que detinham passaporte português, “cinco estão registados no consulado de Londres e dois em Manchester," não tendo que se saiba, família a residir em Portugal.


"De acordo com a torre de controlo de tráfego aéreo do aeroporto, o avião chegou a emitir um mayday, sinalizando uma situação de emergência, mas não deu nenhum sinal depois disso. Os dados de voo terminam com o avião a uma altitude de 190 metros." A bola de fogo que se seguiu ao embate, terá tido origem nos depósitos de combustível do avião, que tinha Londres, em Inglaterra, como destino. 


De acordo com as equipas de resgate, foram evacuadas do local "41 pessoas" com "ferimentos graves, mas informações avançadas pelo comissário da polícia apontam para a morte das 242 pessoas a bordo do avião e de outras que estavam no local de embate. Pelo menos 204 corpos foram retirados das zonas junto ao desastre e ainda há pessoas ainda sob os escombros de alguns edifícios."


Ficamos agora a aguardar que as investigações (em que a FAA estará envolvida) tragam algumas respostas. Ficam as histórias de uma mulher que perdeu o voo e a de um rapaz que terá saltado de um 2º andar para fugir do local da colisão, escapando assim à morte, apesar de alguns ferimentos. Este é um dos piores desastres aéreos registado nos últimos anos.


No Japão, em janeiro do ano passado, uma colisão entre um "avião da Guarda Costeira" e um "Airbus A350," resultou na mortes dos "cinco passageiros do avião da guarda costeira."  Já o "avião civil operado pela Japan Airlines aterrou em Haneda em chamas" e os "367 passageiros e 12 tripulantes que se encontravam a bordo," acabaram por se salvar, tendo sido "retirados em segurança."


"Em julho, um Bombardier CRJ200 da Saurya Airlines, do Nepal, despenhou-se logo após a descolagem em Catmandu," levando à morte de "dezoito pessoas." Apenas o piloto sobreviveu ao desastre.


Em agosto, assistimos pelas redes sociais, à queda de "um ATR-72 da companhia aérea brasileira Voepass oriundo da cidade de Cascavel, no estado do Paraná." A aeronave "perdeu sustentação e caiu em espiral em Vinhedo, no interior de São Paulo. Todos os ocupantes, 58 passageiros - incluindo uma portuguesa - e quatro tripulantes, morreram."


Fontes:


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqg3pg0ly0o


https://www.publico.pt/2025/06/12/mundo/noticia/sabemos-desastre-aereo-india-2136418


https://www.dn.pt/internacional/avi%C3%A3o-com-destino-a-birmingham-despenha-se-no-aeroporto-de-ahmedabad-na-%C3%ADndia


https://www.jn.pt/3273869093/acidentes-aereos-os-ultimos-desastres-que-causaram-centenas-de-vitimas/


 

07/05/2025

Ataques entre Índia e Paquistão

A preocupação cresce enquanto no sul da Ásia, a situação entre a Índia e o Paquistão se está a tornar cada vez mais tensa, sobretudo se tivermos em conta a existência de armas nucleares de ambos os lados. 

Ontem, "terça-feira, a Índia lançou ataques aéreos contra alvos no Paquistão e na Caxemira paquistanesa." Refere o estado indiano que o objetivo era atingir alvos "terroristas", tanto na província de Punjab, uma região densamente povoada, como na zona paquistanesa de Caxemira. Estes ataques aéreos surgem no seguimento do atentado que, há cerca de duas semanas, atingiu uma zona turística e provocaram vários mortos, na sua maioria turistas estrangeiros. Desde este ataque, a situação já de si tensa, tem vindo a escalar, havendo constantes trocas de acusações e, também, trocas de tiros entre as fações divergentes. Apesar de manifestar que os bombardeamentos teriam alvos específicos, a verdade é que mais uma vez, o resultado foi a morte de civis, entre os quais, numa primeira contagem, estão "uma criança", tendo outras duas ficado "feridas."

De acordo com "o tenente-general Ahmad Sharif" - porta-voz do exército paquistanês - os mísseis foram "lançados a partir do território indiano", não tendo qualquer avião indiano "entrado no espaço aéreo paquistanês." Considerou ainda que este "foi um ataque cobarde que visou civis inocentes a coberto da escuridão." O mesmo porta-voz afirmou ainda "que estava a ser preparada uma resposta e que o ataque tinha como alvo duas mesquitas na província de Punjab."

"O Paquistão retaliou com fogo na fronteira, e a comunidade internacional — como os EUA, Reino Unido e China — já começaram a apelar à contenção." Se o conflito continuar a escalar, podemos estar perante o reacender de um conflito.

Além do mais, há que relembrar que uma parte "do nordeste da Caxemira" é administrado pela China, uma grande "potência nuclear". O Paquistão, "de maioria muçulmana," possuirá "cerca de 170 armas nucleares, enquanto a Índia, "de maioria hindu," vem logo atrás, com cerca de 160." A tensão passa exatamente pela posse de Caxemira, hoje em dia, "um dos pontos de tensão mais perigosos do mundo," bem como um dos que atualmente se pode considerar dos "mais militarizados do mundo."

Estes dois estados, estiveram já envolvidos em "três guerras pelo território montanhoso desde a sua independência da Grã-Bretanha em 1947, a mais recente das quais em 1999."

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/india/paquistao/dezenas-de-mortos-e-varios-avioes-abatidos-india-e-paquistao-a-beira-de-uma-guerra/20250507/681b146fd34ef72ee445a041

https://pt.euronews.com/2025/05/06/india-inicia-ataques-com-misseis-em-caxemira-e-algumas-zonas-do-paquistao

https://pt.euronews.com/2025/04/25/troca-de-tiros-entre-tropa-indiana-e-soldados-paquistaneses-em-caxemira

22/04/2025

Ataque mata turistas em Caxemira

Hoje morreram pelo menos 24 pessoas "num ataque terrorista a tiros na região de Pahalgam, um destino turístico popular na parte indiana de Caxemira." O ataque, perpetado por um grupo armado, autodenominado "Resistência de Caxemira," teve como alvo principal "um grupo de turistas," ."que se encontravam numa "estância turística." Que turistas seriam e de onde, fica a questão, pois não me apercebi de grandes movimentações acerca do tema (refira-se no que se trata de política externa). De referir, ainda que não exista qualquer relação confirmada, que este "ataque coincidiu com a visita à Índia do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que está a efetuar uma viagem de quatro dias de caráter pessoal."

"O ataque foi descrito como o pior contra civis nos últimos anos na região, que tem maioria muçulmana e vinha registando relativa acalmia após anos de conflito." Numa mensagem colocada nas redes sociais, o grupo que reivindicou o ataque, "criticou a concessão de direitos de residência a mais de 85 mil pessoas de outras partes da Índia, o que, segundo eles, estará a promover uma mudança demográfica na região." A região de Caxemira é atualmente disputada pela Índia e pelo Paquistão. Num conflito com mais de 50 anos, "só na última década, o confronto que opõe a Índia ao Paquistão já provocou mais de 50 mil mortos e um inquantificável sofrimento às populações." Nos últimos anos, este conflito agravou-se "quando as duas potências anunciaram a realização de ensaios nucleares, numa demonstração mútua de força destinada a intimidar o rival."

Assim vai o nosso mundo...

Fontes:

https://www.dn.pt/internacional/caxemira-ataque-armado-contra-turistas-faz-pelo-menos-24-mortos

https://www.rtp.pt/programa/tv/p13497

https://pt.euronews.com/2025/04/22/pelo-menos-20-turistas-mortos-por-atiradores-em-caxemira-segundo-a-policia

12/06/2024

Incêndio mata trabalhadores no Kuwait

A morte chegou para 49 trabalhadores estrangeiros que estavam albergados num edifício dormitório, no distrito de Mangaf, no sul do Kuwait. As autoridades indianas, de onde se pensa serem várias das vítimas mortais, acusam os proprietários de  cometerem infrações que contribuíram para este incidente, no edifício de seis andares que albergaria cerca de 196 trabalhadores. 

Ao que se sabe até agora, o proprietário do edifício já terá sido mesmo detido como parte de uma investigação por possível negligência. Além desta acusação, "o ministro do Interior, xeque Fahd al Yusef," informou a imprensa de que "pretende solicitar às autoridades locais que ordenem a evacuação de todos os edifícios nos subúrbios que não respeitam as normas de segurança."

"As nacionalidades das pessoas que morreram não foram divulgadas imediatamente pelas autoridades locais," mas sabe-se que pelo menos 10, serão indianos, sobretudo oriundos do Estado de Kerala. Assim, o ministro das Relações Exteriores da Índia segue "para o Kuwait" de forma a "supervisionar pessoalmente os esforços de socorro e repatriar cidadãos indianos falecidos."

O Kuwait, que faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul, com o Iraque ao norte e é banhado a leste pelo mar, é um dos países mais ricos do Médio Oriente.

No entanto, a mão de obra barata, vinda sobretudo da Ásia continua a ser uma dura realidade. O país alberga cerca de três milhões de estrangeiros, entre paquistaneses, indianos, filipinos, bengaleses e nepaleses, que trabalham em áreas ligadas aos serviços e à construção. Desde o fim da guerra do Iraque, o Kuwait tem tentado reconstruir-se, com grandes edifícios a serem erguidos.

Fontes: 


31/05/2024

Subida de temperatura - o drama dos mais pobres

O calor chegou em força a Portugal continental e muitos já se dirigiram hoje até à praia. Eu por mim, nestes dias mais quentes, prefiro os fins de tarde para sair de casa e se tal me for possível, passo as horas de maior calor a descansar. As temperaturas por aqui passaram dos 35 graus e poderá ter chegado quase aos 40 em algumas zonas do país. 


Mas isso fica aquém das altas temperaturas que têm estado a afetar o leste da Índia e o Paquistão e que, já ultrapassaram os 50 graus! Na quarta-feira, registaram-se 52,3 graus Celsius na capital da Índia, Nova Deli ("embora este valor possa ser revisto depois de o departamento meteorológico verificar os sensores da estação meteorológica que registou a leitura").


"As autoridades alertaram que a água pode vir a escassear." Apesar de serem normais as altas temperaturas (no ano passado o número de mortos por ondas de calor, nesta mesma altura atingiu a centena de vítimas), estes períodos são cada vez mais frequentes e mais severos. Espera-se que as temperaturas comecem a diminuir progressivamente, mas o número real de vítimas pode ainda vir a aumentar. 


O "Paquistão também está a ser afetado por fortes vagas de calor, com um pico de temperatura no domingo avaliado em 53 graus celsius em Sindh, uma província fronteiriça da Índia." Hoje os números divulgados já ultrapassaram os 20 mortos, devido a situações de insolação (que levam rapidamente à desidratação).


Já no "nordeste do país," foram registadas "violentas rajadas de vento e chuvas torrenciais à passagem do ciclone Remal, que no domingo provocou mais de 65 mortos na Índia e no Bangladesh" e destruiu cerca "de 30.000 casas." Os danos e as mortes deveram-se, na sua maioria, à fragilidade das habitações e ao desabamento de diques. Qualquer alteração climática terá sempre um efeito mais nefasto nas zonas mais pobres do mundo e, num mesmo país, o drama é ainda maior quando uma parte da população está sem água e outra luta contra cheias devastadoras.


Fontes:


https://sol.sapo.pt/2024/05/29/altas-temperaturas-nova-deli-regista-temperatura-recorde-de-523-graus/


https://expresso.pt/internacional/2024-05-29-capital-da-india-regista-temperatura-recorde-de-523-graus-celsius-f7c15722


https://expresso.pt/internacional/2024-05-27-ciclone-causa-10-mortos-e-destroi-mais-de-30-mil-casas-no-bangladesh-4e9598c7


https://www.publico.pt/2024/05/31/azul/noticia/india-onda-calor-tera-causado-menos-24-mortos-24-horas-2092404


 

17/11/2023

Trabalhadores presos em mina na Índia

O salvamento ainda pode estar demorado, mas a esperança ainda não morreu para o grupo de 40 mineiros que ficaram presos num túnel em Utarakanda, na região dos Himalaias, na Índia, desde a manhã do passado domingo, dia 12. A passagem subterrânea que desabou faz parte da estrada de Char Dham, um projeto do governo federal que liga vários locais de peregrinação hindu.


No dia seguinte ao desabamento, foi possível entrar em contato com os trabalhadores, a quem está a ser fornecido oxigénio, água e alimentos. Está a ser feito um túnel de escape através dos escombros, numa zona que onde os desabamentos são frequentes. 


No dia 13, Devendra Patwall (oficial distrital de serviços de socorro), disse ao Indian Express que "os trabalhadores não estão amontoados e têm um espaço tampão de cerca de 400 metros para andar e respirar. Além disso, "têm oxigénio suficiente para sobreviver por mais oito a 10 horas e isso deve dar-nos tempo suficiente para resgatá-los". No entanto, a operação de resgate sofreu um atraso devido a uma falha técnica na máquina de perfuração, tendo entretando sido instalada uma nova máquina.


A queda de detritos também atrasou o início da perfuração na terça-feira. "São desafios que se colocam neste tipo de operações de socorro, mas vamos ultrapassá-los", disse um responsável da agência de gestão de catástrofes Ranjit Sinha. Hoje é dia 17 e os trabalhos ainda continuam, sabendo-se que alguns dos homens se encontram doentes e com ferimentos.


O colapso de parte do túnel, que é apenas parte de uma obra maior de cerca de 1000 quilómetros de estrada, não foi o primeiro acidente grave a ocorrer. Em agosto deste ano, mais de 20 trabalhadores perderam a vida, após uma ponte em construção ter desabado.


 


Fontes:


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/11/13/40-trabalhadores-estao-ha-um-dia-presos-em-tunel-que-desabou-na-india.ghtml


https://pt.euronews.com/2023/11/13/dezenas-de-trabalhadores-presos-em-tunel-desmoronado-na-india


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/11/13/india-40-trabalhadores-soterrados-apos-desabamento-de-tunel/354993/


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/11/15/india-alguns-dos-40-trabalhadores-presos-em-tunel-estao-doentes/355318/


 


 


 

04/11/2023

Sismos no Nepal e na Grécia

Um sismo de magnitude 6.4 com epicentro em Jajarkot, a cerca de 400 quilómetros a nordeste da capital nepalesa, Katmandu, apesar dos dados iniciais não serem muito concretos, dados mais atuais revelam que o abalo já matou 157 pessoas e deixou mais de uma centena de outras feridas. As equipas de resgate continuam a realizar buscas nas aldeias montanhosas nepalesas e os números podem vir a aumentar.


O sismo que atingiu também a capital da Índia, Nova Deli, ocorreu pouco antes da meia-noite, quando muitas pessoas já dormiam em suas casas. Apesar dos danos e do elevado número de vítimas, não se pode comparar com o ocorrido em 2015 quando um forte sismo de magnitude 7,8 matou cerca de 9 mil pessoas e danificou cerca de um milhão de estruturas.


Um outro sismo, foi sentido ontem na capital da Grécia. O epicentro ocorreu perto da cidade de Mantoudi, na ilha de Evia, a cerca de 90 quilómetros a norte de Atenas. Neste caso, as autoridades aconselharam os residentes a evitar edifícios antigos e estradas onde possam ter sido registados deslizamentos no passado, devido à ocorrência de várias réplicas. Os sismos são comuns na Grécia, a maioria ocorrendo no fundo do mar.


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-64-faz-pelo-menos-54-mortos-no-Nepal-fd4a6fbd


https://www.dn.pt/internacional/sismo-de-magnitude-64-no-nepal-faz-pelo-menos-37-mortos-17279441.html


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-51-atinge-ilha-grega-de-Evia-200fda1c


 


 

24/08/2023

Queda de ponte em obra na Índia

Sabemos que as obras na Índia são das mais perigosas e que, na maioria, não se pensa em proteção nem em condições de trabalho. Para eles, isso deve ser algo ainda muito longínquo e por isso, a morte de 26 pessoas que trabalhavam na construção de uma ponte ferroviária é "apenas" mais um impasse na grandiosa obra que o governo quer erguer numa zona perigosa só pela sua localização e pelas condições de fragilidade do terreno.


Ontem, dia 23, a estrutura que suportava a construção de uma ponte ferroviária, desabou levando consigo para a morte 26 trabalhadores, em Mizoran. Segundo o que se sabe, havia cerca de 40 pessoas a trabalhar naquele momento, sendo que alguns dos feridos foram mesmo socorridos e transportados para o hospital por populares que acorreram ao local do colapso.


No início deste mês, 20 operários morreram na queda de um guindaste que caiu sobre uma estrada em construção na periferia de Mumbai (oeste). E numa outra ocorrência em outubro do ano passado, 136 pessoas morreram devido ao desabamento de uma ponte no estado de Gujarat (oeste).


Fontes:


https://www.jn.pt/2655895600/queda-de-ponte-ferroviaria-na-india-faz-17-mortos/


https://noticias.r7.com/internacional/queda-de-ponte-na-india-23082023


 

15/08/2023

A violência continua na Índia... e pouco se fala sobre isso

As primeiras notícias são de maio e eu relatei aqui em julho a situação terrível que se está a viver na Índia. Além de milhares de edifícios e de igrejas destruídas, lojas e negócios vandalizados, por todo o lado há trocas de tiros, e os relatos de violações e de assassinatos sucedem-se.


Nas ruas, há corpos espalhados pelas ruas e milhares de pessoas acabaram por fugir para campos de refugiados. O futuro da população cristã é cada vez mais incerto, devido à atuação dos grupos extremistas hindus.O funeral de 35 pessoas, mortas durante os conflitos no distrito de Churachandpur foi impedido porque o terreno onde aconteceria o enterro destes cristãos, pertence à comunidade Meitei. Os meitei são hindus, enquanto grupos rivais, incluindo os kuki e outras tribos, são maioritariamente cristãos e vivem principalmente nos distritos montanhosos circundantes.


Fontes:


https://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/cristaos-enfrentam-violencia-extrema-na-india-manipur-cheira-sangue.html


https://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/enterro-em-massa-de-cristaos-e-cancelado-por-tribunal-em-manipur-na-india.html


https://cnnportugal.iol.pt/manipur/conflitos-etnicos/confrontos-etnicos-no-nordeste-da-india-fazem-pelo-menos-nove-mortos/20230614/648a09f5d34ea91b0aad8c42


 


 

12/07/2023

Situação de extrema violência na Índia

A riqueza do nosso mundo é a sua diversidade. Infelizmente, é também essa diversidade a causa de muitos distúrbios e guerras, sejam elas de ordem civil ou religiosa ou ambas.


Na Índia, é o que tem estado a acontecer (apesar de ter sido pouco noticiado). Segundo várias notícias internacionais, foram destruídas mais de 500 igrejas, em ataques que fizeram mais de 100 mortos. Destes ataques resultaram a deslocação de cerca de 35 mil pessoas, devido à escalada de violência no Estado de Manipur, no nordeste da Índia, denunciada por grupos de cristãos.


Os ataques começaram em maio, devido a divergências entre dois grupos étnicos, os Kuki (cristãos) e os Meitei. "A comunidade Meitei, que representa cerca de 50% da população do estado," e que é composta essencialmente por pessoas de origem hindu, mas também por muçulmanos, tem tentado desde há vários anos ser "reconhecida como uma tribo classificada, o que lhes daria acesso a benefícios mais amplos, incluindo saúde, educação e empregos públicos." A situação tem escalado dia após dia e trazido um clima de medo, insegurança e morte.


Um missionário cristão, que reside mora numa das regiões que recentemente forma afetadas, confirmou que os Meitei continuam a atacar diariamente, com tiros. O principal objetivo é o de aterrorizar os cristãos tribais.


Segundo um outro missionários cristão que vive naquela na zona, várias “mulheres e meninas são assediadas sexualmente e abusadas. Já os homens com mais de 18 anos são treinados com armas pelos grupos insurgentes." São relatados muitos casos de agressões. Um desses casos é o de “uma mãe" que seguia com o seu filho com destino a um acampamento. "No caminho, uma multidão os encontrou e espancou o filho até a morte. A mãe, que estava tentando proteger o filho, foi morta também.”


Em maio deste ano, foi feita uma tentativa pelo exército do estado de Manipur no sentido de "resgatar civis em todas as comunidades, reduzir a violência e restaurar a normalidade”.


E assim vai o nosso mundo, mais uma vez, em nome de crenças.


Fontes:


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn4gdlm5542o


https://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/conflitos-continuam-mais-de-350-igrejas-sao-destruidas-na-india.html


https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/conflitos-etnicos-deixam-55-mortos-e-23-000-deslocados-em-manipur-na-india/


 

22/03/2023

Sismo em zona de guerra: Paquistão e Afeganistão

Na madrugada desta terça-feira, ocorreu um sismo que atingiu a índia, o Afeganistão e o Paquistão. Numa zona fortemente afetada por constantes conflitos, este evento acabou por afetar a população de forma muito negativa.


No distrito de Swat, no Paquistão, pelo menos 150 pessoas ficaram feridas e os hospitais declararam estado de emergência. Também as unidades de saúde do Afeganistão estão em alerta. segundo dados divulgados pelo Governo paquistanês. Entre as vítimas mortais estão duas crianças.


E do lado afegão, pelo menos quatro pessoas morreram e 70 ficaram feridas. Por enquanto, ainda se fazem buscas, por isso estes números podem aumentar.


O terramoto atingiu uma magnitude de 6,5 na escala de Richter e o seu epicentro localizou-se a 40 quilómetros a sudeste de Jurm, na cordilheira Hindu Kushno que se localiza no nordeste do Afeganistão. O abalo - que durou cerca de 30 segundos - teve origem a 187,6 km de profundidade.


O sismo foi sentido numa área de 1000 quilómetros quadrados que chegou também ao Uzbequistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Turcomenistão. Esta zona já está a viver uma crise humanitária provocada pela guerra, pela pobreza generalizada e falta de recursos da população, e que agora se agrava com a ocorrência deste sismo.


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-03-22-Sismo-no-Afeganistao-e-Paquistao-faz-pelo-menos-13-mortos-0771014a


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-03-21-Forte-sismo-atinge-Afeganistao-abalo-sentido-no-Paquistao-e-na-India-6e491aca


https://www.tsf.pt/mundo/sismo-de-magnitude-65-atinge-afeganistao-16046006.html


 


 

03/12/2019

Bhopal - 35 anos depois do maior acidente industrial

Na noite de 2 para 3 de dezembro de 1984, a cidade de Bhopal, fica coberta por um manto venenoso que sufoca e mata milhares de pessoas. Um acidente "nas instalações da empresa norte-americana Union Carbide, em Bhopal, capital do estado de Madhya Pradesh", fez cerca de "oito mil mortos," (embora o Governo de Nova Deli só admita três mil "vítimas mortais diretas"). Existem também algumas referências que colocam os números acima das "10 mil mortes por doenças resultantes da inalação do gás."


O que se passou em Bhopal, tem de ser lembrado e falado, para que não voltem a ficar impunes os maiores culpados só porque os mais pobres não tiveram dinheiro nem poder. Infelizmente, o que se passou em Bhopal pode estar a acontecer ainda noutras partes do mundo e quantas "bombas-relógio" estarão por aí à espera de matar!


Um acidente na fábrica de pesticidas que se localizava em "Bhopal, Índia, fez com que fossem libertados gases altamente tóxicos, entre os quais cianeto." Os trabalhadores da fábrica, habituados a leituras erradas, primeiramente pensaram que se tratava apenas de uma pequena fuga, tentaram depois controlar a fuga com os meios ao seu dispor. Infelizmente, os sistemas de segurança não funcionaram ou não existiam e o pior acabou por acontecer. Nem sequer as magueiras de água, que eram demasiado curtas para alcançar a altura da chaminé por onde saía o gás, poderam conter os gases que saiam pela fábrica e o "vento que soprava nesse 3 de dezembro de 1984 espalhou os gases sobre toda a cidade e arredores."


Muitas das pessoas já dormiam, mas com as janelas abertas e habitações precárias e mal vedadas, rapidamente começaram a sentir os olhos a arder e dificuldades em respirar. A falta de ar fez com que grande parte da população viesse para a rua e, apercebendo-se do ambiente tóxico, começaram a fugir. Esta fuga, apenas serviu para agravar os sintomas, uma vez que acabaram por se "afogar" mais rapidamente nas suas próprias secreções.


"A substância tóxica em causa era o isocianato de metila, tendo ficado a pairar sobre a cidade e seus arredores, onde se concentra em bairros de lata a população mais pobre, mais de 40 toneladas daquele produto. O isocianato de metila causa uma morte dolorosa a quem o aspirar, atacando as vias respiratórias até à asfixia; reage também violentamente com a humidade da vista, causando cegueira."


"Todos os anos continuam a nascer bebés com malformações e o número de doenças crónicas é mais elevado que no resto do país."


"O derrame de gases tóxicos provenientes de uma fábrica de pesticidas, é considerado por muitos como o pior desastre industrial ocorrido até hoje. Mais de meio milhão de pessoas foi atingido pelos gases." Muitos ainda hoje sofrem os seus efeitos. A fábrica foi encerrada, mas continua lá. Pior do que lembrar a todos o que se passou naquela noite e nos dias que se seguiram, continua a largar nas terras circundantes os restos de veneno que ainda circulam nos canos e depósitos ferrugentos, contaminando lençóis de água e terrenos agrícolas. Apesar das "autoridades locais" afirmarem que "o consumo" de água é seguro, "a BBC recolheu uma amostra para análises" e o resultado revelou que "o líquido recolhido continha mil vezes o valor máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde de tetraclorido de carbono, substância que ataca o fígado e pode originar cancro."


"Associações ambientalistas e de direitos humanos afirmam que existem milhares de toneladas de lixo tóxico nos solos da fábrica abandonada." Mas as pessoas continuam a viver ali e a conviver diariamente com a fábrica, recordando diariamente os efeitos daquela noite. 


Cinco anos depois desta tragédia, "a Union Carbide, propriedade da Dow Chemicals" aceitou indemnizar várias das vítimas e famílias afetadas em "Nova Deli", mas o valor foi demasiado insignificante perante a perda de vidas. "Nunca se realizou qualquer julgamento dos responsáveis da fábrica."


Fontes:


https://pt.euronews.com/2014/12/02/acidente-de-bhopal-foi-ha-30-anos


https://www.publico.pt/2014/12/02/fotogaleria/bhopal-342287


https://www.dn.pt/globo/asia/bhopal-lembra-pior-acidente-industrial-da-historia--1438297.html/


 

01/06/2018

50 anos contra as Armas Nucleares

Assinala-se hoje a passagem de 50 anos sobre a assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, assinado a 1 de julho de 1968 em Washington. Este tratado é composto por "11 artigos e assenta em três conceitos essenciais: a não-proliferação, o desarmamento e a canalização da energia nuclear para fins pacíficos." Mas o ponto mais importante será o de tentar proteger toda a humanidade, do efeito das armas nucleares.

Na prática, o que o tratado resume é o seguinte acordo: "os estados que não possuem armas nucleares concordam em não adquiri-las e, em troca, os estados que as possuem aceitam partilhar os benefícios da tecnologia atómica com fins pacíficos e comprometem-se a caminhar no sentido do desarmamento, com o objetivo final de eliminar todos os arsenais nucleares." Mas na verdade, os efeitos das armas nucleares tinham já sido demonstrados em agosto de 1945 com as duas "bombas atómicas lançadas pelos norte-americanos em Hiroxima e Nagasáqui." Além de terem levado à "rendição do Japão" e acabado com a II Guerra Mundial,o lançamento destas bombas "confrontaram a Humanidade com o terrível poder destrutivo" destas armas.

"Em 1949, a União Soviética testou pela primeira vez uma bomba atómica," o que trouxe de novo o assunto à discussão, em plena Guerra Fria. Mas foi a "crise dos mísseis de Cuba, em 1962," o que veio colocar "as duas superpotências à beira de uma guerra de efeitos imprevisíveis." Mas já não estavam sozinhas, uma que, entretanto, "o Reino Unido, a França e mais tarde a China" tinham também desenvolvido armas atómicas.

Assim, o Tratado foi inicialmente assinado "entre os Estados Unidos da América, a União Soviética e o Reino Unido, as principais potências nucleares na altura," entrando em vigor a 5 de março de 1970. Gradualmente, foi sendo "subscrito por quase todas as nações do mundo. A França e a China aderiram algum tempo depois." 

Portugal assinaria esse mesmo Tratado, em 1976, dois anos depois do 25 de abril, sob a presidência de Costa Gomes:

Decreto n.º 588/76

Tratado de não Proliferação das Armas Nucleares, assinado em Londres, Moscovo e Washington
Usando da faculdade conferida pelo artigo 3.º, n.º 1, alínea 3), da Lei nConstitucional n.º 6/75, de 26 de Março, o Governo decreta o seguinte:
Artigo único. É aprovado, para adesão, o Tratado de não Proliferação das Armas Nucleares, assinado em Londres, Moscovo e Washington a 1 de Julho de 1968, cujos textos, em francês e respectiva tradução em português, vão anexos ao presente decreto.
Vasco Fernando Leote de Almeida e Costa - Walter Ruivo Pinto Gomes
Rosa - Ernesto Augusto de Melo Antunes.
Assinado em 2 de Julho de 1976.
Publique-se.
O Presidente da República, FRANCISCO DA COSTA GOMES.

A Coreia do Norte "aderiu ao Tratado em 1985 mas retirou-se em 2003 e desde então tem seguido uma política intermitente de avanço e recuo, ameaça e conciliação," continuando a desenvolver e a testar armas nucleares. "A Índia e o Paquistão desenvolveram programas e testes nucleares e reconheceram publicamente possuírem este tipo de armamento, mas nunca assinaram o tratado." 

O Irão e Israel, que também não assinaram o tratado, são ao que se pensa detentores deste tipo de armas.


Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-tratado-de-nao-proliferacao-de-armas-nucleares/

https://gddc.ministeriopublico.pt/sites/default/files/documentos/instrumentos/dec588-1976.pdf

 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...