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17/09/2026

Cheias causam um morto em Barcelona... e o pânico volta

A zona de Valência e de Barcelona voltou a ser atingida por chuvas fortes e provocou até agora cinco vítimas mortais, fazendo recordar a tragédia de 29 de outubro de 2024 em que morreram mais de duas centenas de pessoas.

Entre as vítimas desta nova enchente está o condutor de um carro arrastado pela corrente na zona de "Olivella, na comarca de Garraf," e cujo corpo foi depois localizado numa zona de mato, a cerca de quinhentos metros da viatura que conduzia.

As chuvas fortes obrigaram ao encerramento de escolas, de forma a minimizar as deslocações e a garantir a segurança das crianças , famílias e funcionários. "Também a circulação de comboios apresentou condicionamentos, nomeadamente, entre Silla e Almussafes." Foram várias as estações de metro, garagens e caves completamente alagadas. Estes fenómenos têm tendência a repetir-se com cada vez mais frequência devido ao aquecimento do Mar Mediterrâneo.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-09-17-cheias-provocadas-por-chuvas-torrenciais-fazem-pelo-menos-um-morto-em-barcelona-37a5e951

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/3052817/homem-morre-apos-ser-arrastado-por-corrente-durante-cheias-em-barcelona

26/08/2026

Incêndio mata no Paquistão e Cheias matam no Nepal

Um incêndio numa maternidade levou à morte de 15 recém-nascidos, em Islamabad, capital do Paquistão. Inicialmente, as notícias davam conta de 14 bebés, mas final terão sido 15 a morrer, tendo apenas um sido salvo. As chamas terão começado “no terceiro andar da ala de Saúde Materno-Infantil do Hospital do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas”, possivelmente depois de se ter dado a "explosão do compressor de uma unidade de ar condicionado dentro da maternidade," de acordo com informações divulgadas pelas autoridades paquistanesas. No entanto, ainda não se sabe o número total de mortos e feridos. Diz-se também que não havia pessoal médico naquela ala, o que só por si, é algo que para o comum de nós será muito estranho. Numa unidade em que existe oxigénio a circular, um incêndio pode tornar-se rapidamente muito mais intenso e provocar explosões.

Incêndios com elevado número de vítimas são frequentes no país, uma vez que as infraestruturas carecem de segurança na sua construção. "Em Janeiro, pelo menos 67 pessoas morreram num incêndio num dos centros comerciais mais movimentados da cidade portuária de Karachi, no Sul do país."

Contam-se já 150 mortos na fronteira entre o Nepal e o Tibete. As vítimas terão sido arrastados por uma cheia repentina. Há ainda cerca de 600 desaparecidos, "incluindo 466 turistas de 28 países," que poderão estar soterrados devido ao deslizamento de terras. A causa ainda não está explicada, mas  pode ter ocorrido devido ao desprendimento de grandes placas de gelo das montanhas acima. Estas placas podem ter-se soltado devido a um sismo "de magnitude 4,4, com epicentro a cerca de 77 quilómetros a noroeste da localidade nepalesa de Kodari." Há dois portugueses dados como desaparecidos.

Numa reação em cadeia, a "massa de terra, pedras e lama terá atingido o rio Bhote Koshi, o que provocou as cheias repentinas." Foram atingidas pontes, estradas, casas e viaturas, sendo que muitas das vítimas terão sido arrastadas pela corrente de água e lama. "A UE disponibilizou o sistema de satélite Copérnico para auxiliar nas buscas e salvamento." Devido à dimensão da área atingida, poderão ainda estar por contabilizar muitos dos mortos e desaparecidos, número que foi aumentando ao longo do dia. 

Foram ainda "emitidos alertas de cheias nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que fazem fronteira com o Nepal e recebem vários rios que descem dos Himalaias."


Fontes:

https://www.publico.pt/2026/08/26/mundo/noticia/morreram-14-recemnascidos-incendio-hospital-paquistao-2186114

22/02/2026

Ainda sobre a destruição causada pelas cheias

Em Portugal já houve outros anos de chuvas intensas e em que os rios saíram das margens invadindo terrenos agrícolas e levando tudo à sua frente. Este ano, parece que as tempestades resolveram juntar-se e entrar pelo território português sem dó nem piedade. Depois da destruição causada pelos ventos, a chuva não deu tréguas, aumentando os caudais dos rios e criando zonas de cheias destrutivas. Se bem que não foi a primedira vez que o caudal do Tejo, do Mondego ou do Sado galgou as suas margens, a verdade é que o povo tem memória curta e se esquece de outras enchentes - felizmente, talvez por nem serem assim tão frequentes. Embora fosse expectável que houvesse cheias este ano, a subida dos caudais acabou por atingir uma população já fragilizada por um comboio de tempestades cujo vento e chuvas fortes detruiram tudo à sua passagem. Telhados arrancados, árvores derrubadas. As terras ficaram encharcadas e, em muitas zonas, acabaram mesmo por deslkizar, escorrendo pelas encostas e arrastando tudo pela seu caminho. As estradas saíram do seu percurso normal, os muros desabaram e as casas acabaram inclinadas, tombadas periclitantes prestes a desabar pelo morro abaixo.

Depois da tempestade Kristin, "a tempestade Leonardo chegou com violência renovada e voltou a devastar comunidades já marcadas pelo caos e pelo sofrimento. A precipitação intensa, concentrada em poucas horas, fez subir rapidamente o caudal dos rios, que transbordaram." Em Coimbra, a autarca acabou por mandar preparar a evacuação de parte da população, "devido ao risco iminente de rutura dos diques do rio Mondego", que tinha atingido o seu limite. Estradas cederam com o rompimento de diques e canais, houve deslizamentos de terras e casas soterradas por terra e rochas. Mas o mpior de tudo foram as dezoito mortes que ocorreram "em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta," e "que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados." Um casal acabou por ser apanhado pelas cheias, tendo a viatura, com os corpos ainda no seu interior, sido encontrada numa estrada que estava claramente intransitável devido à subida do caudal. 

Sem esquecer a queda de parte do tabuleira da A1, na zona de Coimbra. "O troço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul encontrava-se já encerrado em ambos os sentidos," por haver um risco calculado de que o dique poderia não aguentar. O desabamento acabou mesmo por ocorrer, por volta das 18 horas, "no ponto de ligação entre o aterro e o viaduto, na zona dos Casais."

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais deste comboio de tempestades.

Apesar de ter sido declarada situação de calamidade, ainda existem situações deveras complicadas e que não terão uma resposta rápida. Ainda há "casas sem energia, empresas sem respostas e setores de atividade à espera de soluções, com prejuízos estimados na ordem dos mil milhões de euros."

No caso de Leiria, das cerca de "84 pessoas" que foram deslocadas, "17 das quais permanecem em situação muito vulnerável, sem casa." De acordo com Paulo Fernandes, "coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País," existem ainda em Portugal cerca de "374 desalojados (103 famílias) e 130 deslocados (72 famílias)," existindo um "universo possível de 175 edifícios," que ficaram "inabitáveis". Ao fim de tanto tempo, é inimaginável que ainda existam casas sem eletricidade e sem água potável canalizada, mas a verdade é que ainda temos pessoas a viver nessas situações.

Diversas empresas estão paradas e sem previsão de retomar a sua atividade. Centenas de agricultores procuram uma forma de recomeçar, mas sem poderam fazer nada enquanto os campos estiverem alagados. Perdeu-se a comida armazenada para os animais e ainda é preciso reconstruir cercas, estruturas de rega e canais. Um dos maiores problemas é que a falta de energia trouxe enormes custos para se manterem os geradores a funcionar. Não é só em casa que é necessária eletricidade. Esta é fundamental nas estufas, por exemplo. Em relação à sivicultura, a estimativa é de que podem ter sido destruídas entre "cinco a oito milhões de árvores, incluindo exemplares centenários." 

Fontes: 

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-02-05-da-tragedia-de-1967-na-grande-lisboa-a-ilha-da-madeira-em-2010-as-cheias-que-devastaram-portugal-nas-ultimas-decadas-57d92b39

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-22-video-leiria-ainda-faz-contas-mas-prejuizos-das-tempestades-ja-atingiram-os-800-milhoes-46ad069c

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-20-tempestade-kristin-destruiu-ate-oito-milhoes-de-arvores-em-leiria-d3d3e93e

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-18-pedidos-cerca-de-75-milhoes-de-euros-para-recuperar-habitacoes-danificadas-pelas-tempestades-7c85ee10

https://expresso.pt/tempestades/2026-02-12-video-colapso-junto-do-viaduto-da-a1-em-coimbra-imagens-de-drone-revelam-impacto-do-rebentamento-do-dique-do-mondego-a0a7e56f

 

29/01/2026

Depois da tempestade...

... poderia vir a bonança, mas a chuva continua a cair com intensidade e o vento, embora menos forte, continua a fazer estragos. As notícias, que ontem já eram alarmantes e nos davam conta da tragédia que o país estava a viver, mostram-nos hoje que os danos são bem maiores do que inicialmente se previa.

As regiões de Leiria, da Batalha, de Santarém e de Coimbra ficaram praticamente destruídas. Os distritos de Castelo Branco e de Portalegre também sofreram fortes danos. Os rios estão na capacidade máxima e começam a ser abertas as comportas para se libertar os rios da grande pressão a que as barragens estão sujeitas - não se quer que rebentem, então há que as ir escoando. Isto levou a agravar a situação em alguns municípios, como foi o caso de Alcácer do Sal, onde o "Rio Sado acabou por galgar o muro de suporte na frente ribeirinha."

Na zona da Marinha Grande, fortemente atingida por este corredor de tempestades, está a ser feita uma recolha de "mantas e cobertores (em bom estado) para apoiar as pessoas desalojados, após a passagem da depressão Kristin," de forma a salvaguardar algum conforto a quem teve de sair de casa. A autarquia ativou ainda um "Gabinete de Apoio Social para apoiar quem possa estar a sentir dificuldades devido à Tempestade Kristin." Muitas outras câmaras formaram gabinbetes de crise em que se uniram esforços para socorrer quem precisava. E os pedidos des ajuda não pararam ainda de chegar!

Além da destruição direta causada pela tempestade, há agora problemas derivados da afetação dos cabos de linha elétrica e de redes de comunicações. Pelo país são vários os Centros de saúde que se encontram encerrados por não haver eletricidade, o mesmo estando a acontecer com farmácias, escolas, estações de correio, entre outros serviços. Então, parece que pouco se aprendeu com o apagão. Nos serviços municipais, continuam a faltar geradores e, não há água corrente em diversas aldeias e cidades do nosso território. Mais de 24 horas depois da tempestade, ainda há zonas completamente isoladas. Por volta das 6h de ontem, dia 28, havia ainda "cerca de um milhão os clientes da E-Redes sem energia eléctrica em Portugal continental, a maioria nos distritos de Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal." As falhas de eletricidade levaram também a falhas nos "abastecimento de água" e no "acesso a telecomunicações." Segundo a E-Redes, só no "distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin," havia esta manhã, dia 29, cerca "de 260 mil clientes afetados" levando a que fosse ativado o "estado de emergência", tendo a empresa instalado naquela zona "30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200." Foram identificados pelos técnicos da E-Redes, "450 postes de Alta e Média Tensão partidos ou danificados, assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permaneciam por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação."

No caso de Leiria, algumas habitações começava a ter eletricidade, esta manhã, "mas apenas estão a beneficiar das estações móveis ligadas aos postos de transformação que a E-Redes está a instalar junto das "infraestruturas nevrálgicas", como são os "quartéis de bombeiros, hospital ou centros de saúde." Nesta zona, há ainda a lamentar a destruição do pinhal de Leiria, do "terminal de autocarros," do "estádio municipal Dr. Magalhães Pessoa" e também de uma parte do "Santuário de Nossa Senhora da Encarnação." Em Fátima, o Santuário também teve danos significativos." Em Figueiró dos Vinhos, "cerca de 120 agregados familiares sofreram estragos nos telhados das suas habitações, o que poderá levar a autarquia a proceder a realojamentos" e a "mata municipal do Cabeço do Peão," também ficou com danos que tão cedo serão irreparáveis.

Em Gondomar, devido à subida do rio Sousa, uma equipa da Guarda Nacional Republicana, em colaboração com a "Proteção Civil" e com a "Polícia Municipal de Gondomar", ajudaram a "retirar 25 cães de instalações na freguesia de Covelo." Os animais foram postos em segurança.

Os presidentes de junta têm de ir aos quartéis pedir para usar telefones de satélite, quando os há para pedir ajuda. Não estamos preparados. As nossas câmaras estão muito fracas ao nível da proteção civil e não digo que a culpa seja de quem lá está, neste momento, mas culpo sim a falta de preparação e de antecipação. Continuem a fazer simulacros em que está tudo avisado e sai tudo muito bonito e ão vejam o que pode realmente acontecer.

Temos no terreno em apoio direto à população milhares de meios - esses não costumam falhar e trabalham com os parcos recursos que têm - da cruz vermelha e dos bombeiros. Acrescentem-se os homens e mulheres do exército, da GNR, da PSP, das associações de proteção aos animais e muitas mais - eles estão lá a ajudar, a trabalhar diariamente, muitas vezes muito além das suas capacidades. E os grupos de proteção civil pertencentes aos municípios também estão no terreno, funcionários das câmaras municipais, das juntas de freguesia e populares que se uniram para cuidar dos seus, para limpar as ruas, reconstruir telhados... mas não chega! É preciso reforçar as zonas mais atingidas. Foi declarado Estado de Calamidade, o que significa que estão previstos "limites ou condicionamentos à circulação e a fixação de cercas sanitárias. Quem desobedecer, poderá mesmo incorrer num crime." Agora os recursos têm de ser direccionados para as regiões que mais precisam.

Digo só, só tivemos cinco vítimas mortais (as confirmadas até agora), mas porque aconteceu durante a noite e, nisso funcionou muito bem, houve dezenas de alertas às populações, avisos por mensagem ou nas televisões, jornais e rádios. Toda a imprensa se mobilizou e, desta vez, até foi pior do que fizeram crer. Mas as pessoas ficaram em casa - na sua maioria - cumpriram o que lhes era pedido, prepararam-se. O fenómeno é que foi bem mais forte do que nós achavamos que seria possível de atingir o nosso país. Não estamos acostumados, mas temos de nos mentalizar que este tipo de fenómenos vai começar a ser cada vez mais frequente.

Já aqui tinha deixado, num post anterior, referência a muitos dos danos causados pela Ingrid. Muitas pessoas acordaram com o barulho de telhas a cair e de vidros a partirem-se. Logo o vento e a chuva começaram a entrar também dentro das habitações. A destruição, em muitas casas, não foi apenas exterior. Algumas das árvores que caíram, derrubaram chaminés, varandas, rasgaram telhados e abriram fendas nas paredes das casas. Outras esmagaram viaturas como se fossem folhas de papel. Ontem estava a ouvir na rádio, o autarca da Batalha e fiquei de coração apertado. Além dos seis desalojados, muitas casas acabaram por sofrer danos. Descreve um cenário desolador, com centenas de árvores e de poste caídos, havendo ainda "danos significativos" em vários edifícios industriais e "até num pavilhão desportivo." Tal como noutras regiões, também ali a rede SIRESP deixou de funcionar e o autarca precisou de se deslocar até Ourém para pedir auxílio.

Lembro-me da grande tempestade de 1941 (não me lembro, não era nascida, mas ouvi falar dele muitas vezes e tenho vindo a pesquisar sobre os seus efeitos), um ciclone que atingiu o nosso país. Neste caso, o fenómeno "teve origem numa vasta depressão centrada a oeste da Irlanda mas abrangendo a sua influência à Europa Ocidental e a Península Ibérica," provocando elevados estragos numa "vasta área de Portugal e metade do Noroeste da Península Ibérica." No caso do ciclone de 1941, sabe-se que as "tempestuosas velocidades de vento (de nascente) observadas" decorreram da "conjugação de forte actividade ciclogénica com a aproximação e passagem de uma superfície frontal fria." No caso que se passou esta semana, não foi considerado um ciclone, mas sim um "comboio" de tempestades: depois das depressões Ingrid e Joseph, chegou a mais forte de todas, a Kristin. 

Em 1941, houve um "elevado número de vítimas mortais, superior a uma centena, e o número indefinido de feridos. Muitas das vítimas mortais, em especial, em Lisboa, Alhandra, Sesimbra, Alhos Vedros terão sido por afogamento devido a inundações que ocorreram nas áreas ribeirinhas." Felizmente, agora isso não ocorreu e, penso eu, por dois motivos: a população estava avisada e as casas são agora mais resistentes a este tipo de intempéries do que eram naquela altura.

 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclone_de_1941

https://www.publico.pt/2026/01/28/azul/noticia/kristin-deixou-tras-cinco-vitimas-mortais-rasto-destruicao-2162842

https://www.jn.pt/pais/artigo/seis-desalojados-na-batalha-e-rede-siresp-deixou-de-funcionar-devido-ao-mau-tempo/18045868

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-01-29-video-inundacoes-em-alcacer-do-sal-algumas-zonas-tem-um-metro-de-agua-e-situacao-pode-agravar-se--abec9ff6

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-01-29-depressao-kristin-deixa-rasto-de-destruicao-beb621d0

 

28/01/2026

Uma noite complicada

Perante os avisos do IPMA e da Proteção Civil, esta noite optámos por ficar em casa e não nos deslocarmos para o ensaio a que deveríamos ter ido. Ontem a noite foi muito complicada, mas felizmente, nós conseguimos ficar em segurança. Como residente no distrito de Setúbal, recebi vários  alertas e pela comunicação social fui-me mantendo informada. De facto foi mesmo uma noite praticamente passada em branco. O nosso distrito "esteve sob avisos meteorológicos associados ao vento e à agitação marítima, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido aviso vermelho para a agitação marítima em vários períodos, alertando para ondulação forte e condições perigosas junto à orla costeira."

Aqui pelo concelho do Seixal os danos limitaram-se à queda de estruturas metálicas (cartazes) e algumas árvores e ramos que foram caindo sobre as vias de circulação. "A Proteção Civil da Câmara Municipal do Seixal procedeu ao corte do trânsito, em ambos os sentidos, no início da Avenida Carlos Oliveira, na zona do Cavadas." Esta decisão foi tomada devido "ao estado do muro da antiga Fábrica de Moagem — atualmente convertida em restaurante — que apresenta várias fissuras e infiltrações de água, representando um potencial risco para a segurança pública." 

No concelho do Seixal, estiveram cortados o "troço compreendido entre o cruzamento com a Avenida 6 de Novembro de 1836 e o cruzamento com a Avenida General Humberto Delgado" e a "Avenida Dr. Arlindo Vicente," na zona da Arrentela. Já na Amora, "esteve cortada a Rua Infante Dom Augusto (Estrada do Talaminho), entre a Rua Arquiteto José António Conde (acesso à Quinta da Princesa) e a Avenida 25 de Abril (EN10)." Na Aldeia de Paio Pires, foram cortadas as ruas "José Gregório de Almeida, entre a Avenida Siderurgia Nacional e a Rua Quinta da Galega e na Rua Quinta da Galega (prolongamento da rua do Desembargador), entre a Rua Quinta da Campina e a Rua José Gregório de Almeida." Devido à queda de árvores, foi também preciso "fechar o trânsito na Rua das Artemísias, em Belverde, e na Rua Quinta das Conchas, em Fernão Ferro."

No concelho de Almada, os maiores danos registaram-se também várias ocorrências. Na Costa da Caparica, uma "árvore de grande porte caiu" sobre o estacionamento de uma zona residencial, danificando gravemente "três viaturas ligeiras." Houve também graves danos nas "infraestruturas desportivas da Associação Desportiva de Almada, onde a bancada ficou danificada e, segundo a informação disponível, destruída." Existem registos de "rajadas de vento" muito fortes que "terão chegado aos 140 km/h, contribuindo para a degradação rápida de várias estruturas, incluindo painéis que ficaram dobrados e cadeiras que foram deslocadas, acabando por ficar inutilizáveis."

Registou-se uma morte em Vila Franca de Xira, devido à queda de uma árvore de grande porte sobre a viatura em que seguia. O acidente mortal aconteceu "na N1 em Povos."

Na freguesia de Vieira de Leiria, na Marinha Grande, um homem de 34 anos perdeu a vida, "na sequência do mau tempo," havendo ainda a lamentar "uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território."

No caso de Leiria, há a lamentar pelo menos três mortes "relacionadas com o fenómeno (duas em Carvide, uma mulher com 36 anos e um homem com 58 anos) relacionadas com desabamento de telhados, anexos." Este foi um dos concelhos mais afetados, onde a maioria das ocorrências registadas prendem-se com danos "em equipamentos públicos e em propriedade privada, afetando infraestruturas essenciais, espaços públicos, habitações, atividades económicas e o normal funcionamento da vida comunitária”. Foi por exemplo atingido o Hospital de Leiria e o Estádio Municipal. Responsáveis da autarquia consideram que é "indispensável" ativarem-se "mecanismos extraordinários de apoio, que permitam mobilizqar meios adicionais," sendo ainda salientado salienta que “a dimensão e gravidade dos estragos ultrapassam claramente a capacidade de resposta normal do município, configurando, como tal, uma situação excecional com forte impacto social e económico”. A possibilidade não foi ainda descartada pelo Primeiro-ministro, que já afirmou "ter estado desde a primeira hora atento às necessidades de serviços públicos como o hospital de Leiria, garantindo que estão a ser tomadas todas as diligências para que não haja problemas no fornecimento de energia, até ver por geradores."

Na Figueira da Foz, nove pessoas, pertencentes a "quatro famílias, residentes em três freguesias do município da Figueira da Foz, ficaram desalojadas devido à depressão Kristin." A Câmara está a tratar do seu realojamento. Já em Vila Real, além dos ventos fortes, a neve também veio agravar a situação, provocando o corte de estradas.

Entretanto, devido ao forte vento, Nazaré viu as suas ruas ficarem completamente cobertas por areia. Em Coimbra, o "vento que se fez sentir de madrugada destruiu várias aeronaves e o hangar da empresa de manutenção do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto," e em Montemor-o-Velho, o Centro Náutico sofreu também vários prejuízos.

Já na zona de Lisboa e concelhos limítrofes e, também na região centro e norte do país, a situação foi ainda mais complicada. "Segundo a ANEPC, a depressão Kristin provocou mais de mil ocorrências em todo o país, sobretudo relacionadas com quedas de árvores e de estruturas, que afetaram de forma mais significativa os distritos de Leiria, Coimbra e Lisboa."

A passagem desta depressão afetou ainda, em vários pontos do país, "as redes de fornecimento de eletricidade, deixando dezenas de milhares de consumidores sem energia ao longo da madrugada e início desta manhã. As empresas responsáveis ativaram planos de contingência para repor o serviço de forma gradual."

No que respeita aos transportes, "o temporal provocou estradas cortadas ou condicionadas, interrupções pontuais na circulação ferroviária e atrasos em vários eixos rodoviários, sobretudo devido à queda de árvores e objetos na via pública." Várias escolas estiveram hoje sem aulas, em alguns casos devido à falta de eletricidade e de água, mas noutros apenas devido a não estarem garantidas as condições de transporte e deslocação de crianças para as aulas em segurança.

Em Silves, Faro, uma mulher de 85 anos de nacionalidade holandesa, foi arrastada, na sua viatura, pela subida da água. As equipas de socorro terão recebido "um alerta cerca das 11h50, dando conta de que uma mulher teria tido um acidente e precisaria de socorro, e à chegada ao local iniciaram as buscas para encontrar o veículo, que acabou por ser localizado cerca das 15:20, com a vítima mortal, de 85 anos, no interior." A região continuava inundada ao fim do dia.

A tempestade trouxe ventos fortes e ultrapassou mesmo os valores da tempestade Leslie, tendo sido registada a "maior rajada de vento" que atingiu os "178 km/h e foi registada na Base Aérea de Monte Real." Minutos antes, a "mesma estação militar" tinha registado "uma rajada de 176 km/h. Depois disso, ficou destruída pelo vento. Foi assim batido o recorde nacional, que era de 176,4 km/h, na Figueira da Foz, a 13 de Outubro de 2018, durante a tempestade Leslie."

É impossível referir todas as situações, pois o país está um verdadeiro caos. Só espero que as pessoas afetadas sejam rapidamente ajudadas e que a resolução dos danos sejam apoiada financeiramente, pois ninguém tem culpa da ocorrência destes fenómenos extremos.

Fontes:

https://diariodistrito.sapo.pt/seixal-transito-cortado-na-avenida-carlos-oliveira-devido-a-risco-estrutural/

https://sapo.pt/artigo/arvore-cai-na-costa-da-caparica-e-destroi-tres-carros-6979c15f8be5d9b0998e7f8b

https://sapo.pt/artigo/estrutura-cai-com-a-furia-da-tempestade-e-mata-em-leiria-6979fa610c790b08bd40a00d

https://sapo.pt/artigo/depressao-kristin-duas-mortes-confirmadas-e-elevados-prejuizos-apos-severa-madrugada-de-quarta-feira-em-portugal-6979fa620c790b08bd40a10e

https://observador.pt/liveblogs/passagem-da-depressao-kristin-faz-uma-vitima-mortal-em-vila-franca-de-xira/#liveblog-entry-748667

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-01-28-os-efeitos-da-passagem-da-depressao-kristin-em-portugal-7a90d84b

 

 

 

01/12/2025

Cheias voltam a matar

Infelizmente, o número de mortos provocado pelas cheias que atingiram região da Indonésia e da Tailândia é já muito elevado, ultrapassando já as mil vítimas mortais. A região da Ilha de Sumatra, uma das mais atingidas, pela passagem do "ciclone Senyar, que causou chuvas torrenciais, inundações repentinas e deslizamentos de terra," conta já com mais de 600 mortes, estando ainda cerca de "500 pessoas desaparecidas." O ciclone levou ainda a que "80 mil" pessoas tivessem de ser "retiradas das suas casas." Várias centenas de habitantes daquela região permanecem isolados, devido à subida das águas. Na Tailândia, o número de mortos excedeu a capacidades da morgue do hospital de "Hat Yai, a região tailandesa mais fustigada pela intempérie," o que levou a que os corpos tivessem de começar a ser transferidos "para camiões frigoríficos."

Na região do Sri Lanka, "um outro fenómeno meteorológico extremo fez 153 mortos e pelo menos 191 desaparecidos." Nesta região, as cheias já obrigaram à deslocação "de 78 mil pessoas" para "abrigos temporários, na sua maioria instalados em escolas." Apesar de estarmos ainda em época de monções, as alterações climáticas afetaram os padrões e levam agora a períodos mais demorados, com chuvas mais intensas. As tempestades acabam por ter ventos mais fortes e provocam cheias com mais facilidade, em especial nesta região do globo.


Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/mais-de-600-mortos-e-500-desaparecidos-apos-cheias-na-indonesia_n1701795

https://www.dn.pt/internacional/cheias-na-indonsia-provocam-mais-de-500-mortes-e-cerca-de-500-pessoas-ainda-esto-desaparecidas

https://www.publico.pt/2025/11/29/mundo/noticia/cheias-sul-asia-ja-fizeram-menos-590-mortos-ultima-semana-2156515


 


 

16/11/2025

Cheias e tornados

Este ano, o mau tempo tempo já provocou três mortos em Portugal. Na quinta-feira, dia 13, morreu um casal octagenário, de nacionalidade portuguesa, numa casa em Pinhal do General, Fernão Ferro. Uma associação (a APROSOC) já veio a público acusar o município do Seixal e a Junta de Freguesia de Fernão Ferro por culpa na morte deste casal,  afirmando que não cumpriram as suas "responsabilidades" no que ao "ordenamento do território" diz respeito e que permitiu "a existência daquela habitação em situação de risco, aparentemente sem avaliação geotécnica e hidrológica". Segundo o presidente da Câmara do Seixal, esta "trata-se de uma casa construída clandestinamente, sem qualquer licenciamento camarário, no âmbito do loteamento clandestino do Pinhal do General, que começou nos anos 70", o que retira na minha opinião qualquer culpa à câmara.

Não estou a par da situação, mas a existir ali um leito de cheia e não se podendo construir, o que deveria ter sido feito era o derrube das casas, mas depois lá caía tudo em cima da Câmara. Em relação a não terem sido dadas orientações, foram transmitidas tanto a nível local como a nível nacional, o problema é que, em muitos casos, as pessoas não cumprem determinadas medidas preventivas e não acautelam os seus bens seja por incapacidade de o fazerem seja por estarem sempre à espera que o mal só bata à porta dos outros. Há fenómenos que são súbitos. Estar a viver numa zona perigosa, sabendo-o, já não me parece ser algo súbito ou que tenha de ser alertado. É como quem constrói na base de encostas ou arribas e vai vendo as pedras a rolar, pedacinhos da arriba a cair... e quando aquilo um dia cai tudo, dizerem que foi "sem aviso".

A terceira vítima foi uma senhora de nacionalidade britânica que ficou ontem debaixo dos escombros da casa onde vivia com o marido (uma espécie de bungalow), depois da passagem de um tornado, na região do Algarve. Este tornado fez, além da vítima mortal, vinte e oito feridos, dois dos quais considerados graves, tendo atingido o Parque de Campismo de Albufeira e o hotel "Eden Resort," que aquando deste "fenómeno meteorológico extremo" estaria a servir os pequenos-almoços aos clientes. Entre os feridos estão algumas crianças. Em Silves, a chuva e o vento forte provocaram dois desalojados.

Em Nisa, na passada quinta-feira, um outro tornado terá afetado cerca de dez habitações, levantando coberturas, "mas sem registo de desalojados." Na região, o mau tempo terá ainda provocado "a queda de várias infraestruturas de média e alta tensão." No mesmo dia, "um descarrilamento e a queda de um poste de iluminação obrigaram à suspensão da circulação de comboios em dois troços ferroviários." A circulação "entre a Covilhã e Tortosendo e entre Abrantes e Alferrarede" ficou interrompida. No que respeita ao descarrilamento, este terá ocorrido depois de um "comboio embater numa barreira," devido a um “aluimento de terras”. 

O fim de semana, foi ainda de aguaceiros um pouco por todo o país. Entretanto, a água vai começando a baixar em algumas regiões deixando à vista a destruição causada. A situação foi também bastante complicada em Vila do Conde, onde várias casas de primeira habitação ficaram inundadas, principalmente as que se localizam "nas imediações da ribeira da Lage, que, com o aumento do caudal provocado pela chuva, galgou as margens, derrubou muros e invadiu quintais e habitações." 

Em Aveiro, mais propriamente "no centro histórico de Santa Maria da Feira," a chuva intensa "inundou várias casas e lojas. Parte da bancada do estádio do União de Lamas desabou."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/depressao-claudia-a-evolucao-do-mau-tempo-em-portugal_e1698380

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-11-16-video-depressao-claudia-provocou-tres-vitimas-mortais-feridos-desalojados-e-mais-de-4.000-ocorrencias-2691f46e

https://sicnoticias.pt/pais/2025-11-13-hoje-vivemos-um-dia-dificil-autarca-do-seixal-lamenta-mortes-em-fernao-ferro-8d9fd6d1

14/11/2025

Depressão Cláudia atinge Portugal e deixa rasto de destruição

Podemos dizer que está na altura da chuva forte e que, no meu tempo, a estes fenómenos se chamava, inverno, mas existem dois aspetos a considerar: o primeiro é que passamos de andar de manga curta para uma tempestade que quase não nos deixava sair de casa e, o segundo, é que apesar de todos os avisos, de passar informação constante nas televisões e na internet (jornais digitais, sites, publicações nas redes sociais) ainda houve quem se deixasse surpreender e achasse estranho tanto vento e tanta chuva, Há dias que se andava a falar nisto!

Infelizmente, as previsões acabaram por se comprovar em muitas regiões: houve cheias rápidas tal como havia sido anunciado, houve deslizamentos de terras e pequenas derrocadas devido às terras soltas que se viram rapidamente infiltradas de águas, houve painéis que tombaram, telhados que levantaram e placas que se soltaram devido aos fortes ventos. O que é de estranhar não é o fenómeno em si, mas a falta de preparação para estes eventos que nós continuamos a acusar, como se houvesse em nós uma confiança inata de que aqui nunca "acertam com as previsões", "o temporal passa ao lado", "dizem que vai chover e afinal foi só umas pinguinhas"... pois é, mas agora, desta vez, houve mortos, houve feridos, gente a precisar de ser resgatada, houve um aumento significativo no número de ocorrências e (pasmem-se!) afinal o número de bombeiros disponíveis já nem sequer é o mesmo em algumas regiões do país do que era no verão. 

Continuamos a sofrer de falta de consciência preventiva. Há falta de reuniões e discussões com a população sobre o que fazer se isto ou aquilo vier a acontecer, andamos sempre a correr atrás do prejuízo. Se na primavera e no verão, os canais televisivos repetem e repetem informações sobre os incêndios, chegamos ao outono e ao inverno e são as cheias, as ondas que galgam os muros, os avisos para que não vão para as zonas de risco! E continuamos assim, ano após ano...

Fomos alertados para chuva forte e pelo agravamento da tempestade ao chegar a terra pela confluência de um "rio atmosférico" (lembram-se? Aquele fenómeno que tantos mortos fez em Espanha no ano passado?) o que levou a que se andasse nos últimos dias em oscilação entre alertas laranjas e vermelhos em diversos pontos do país. Entre os avisos divulgados, esteve o da ANEPC, que "emitiu um aviso à população, apelando à adoção de medidas preventivas para minimizar os efeitos do mau tempo." Entre as recomendações estavam atos práticos e que nãoi deveriam ser guardados para quando a tempestade chega, mas que já deviam ser comuns, especialmente neste período do ano em que as folhas das árvores tendem a causar maiores entupimentos: "a limpeza de sarjetas e sistemas de escoamento de águas," bem como outras recomendações como "a fixação de estruturas soltas" e evitar "deslocações desnecessárias durante os períodos de maior instabilidade."

No dia 12, já se havia avisado que "a frente fria estacionária associada à depressão Claudia" estava "a enviar sucessivas linhas de instabilidade," prevendo-se "que os períodos de chuva ou aguaceiros, inicialmente mais fortes no Minho e Douro Litoral" se tornassem "mais persistentes e fortes em termos de área geográfica abrangida à medida que o sistema frontal" fosse "progredindo de oeste para leste" nas horas seguintes. O IPMA já avisava para a possibilidade de ocorrência de "precipitação forte e persistente, rajadas de vento entre 75 e 90 km/h," que podiam "atingir os 100 km/h em algumas zonas, e ondas que" poderão "atingir 4,5 metros de altura significativa, sobretudo na costa ocidental," ondas estas que poderiam chegar aos "3 e 4,5 metros de altura a partir de quinta-feira" (ontem).

Ou seja, nada indicava que a depressão nos passasse ao lado. Fomos alertados para a "possibilidade da precipitação ser acompanhada de trovoada" e que o vento forte poderia levar ao risco "de danos em infraestruturas e de potenciais quedas de árvores, entre outros possíveis impactos."

Ontem, quinta-feira, "cerca de 20 mil clientes" ficaram "sem energia devido ao mau tempo, sendo Lisboa, Santarém e Setúbal as zonas mais afetadas - um número que pelas 15h já estava reduzido a 7000." No distrito de Setúbal - que se encontrava em alerta vermelho - cerca de "8000 clientes" ficaram sem eletricidade e houve mesmo várias escolas que não chegaram a abrir devido ao mau tempo. 

Entre elas, estiveram as escolas do "Agrupamento de Escolas do Montijo, do Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra, da Escola Profissional do Montijo e do Conservatório Regional de Artes do Montijo," bem como, do Agrupamento de Escolas de Sampaio, Sesimbra, o que permitiu evitar a deslocação de alunos por zonas alagadas e perigosas, tanto para quem circula a pé como de carro.

Além das estradas alagadas e que ficaram intransitáveis, houve várias quedas de árvores e de estruturas. "A forte chuva levou também ao corte temporário da Segunda Circular, junto ao aeroporto, cerca das 06h00, devido a uma inundação." Desde o início do evento até à manhã de quinta-feira, tinham sido efetuados "três salvamentos terrestres e cinco aquáticos."

Em Fernão Ferro, aqui mesmo no Seixal, um casal de idosos perdeu a vida, ao que tudo indica por não terem conseguido sair da sua habitação no momento em que a mesma ficou inundada. Nesta freguesia, foram vários os casos de inundações, mas este foi de todos o mais grave. Esta é uma zona vulnerável à ocorrência de cheias, tendo a água isolado "várias ruas da freguesia."

As vias de circulação ferroviária, foram também afetadas, tendo as do "Entroncamento e Santarém, na Linha do Norte," sido as que registaram maiores atrasos na circulação. No que respeita à agitação marítima, 14 barras portuguesas, entre as quais a do "Douro, Esposende, Caminha, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde" entre outras, foram encerradas à navegação. "As barras de Aveiro, Figueira da Foz, Albufeira e Portimão, ficaram também "condicionadas à navegação."

E o mau tempo vai ainda continuar nos próximos dias, por isso, mantenham-se em segurança! 

"Face às condições adversas, a Proteção Civil recomenda especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas e aconselha precaução junto à orla costeira e zonas ribeirinhas. Pede ainda que sejam evitadas atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos, passeios à beira-mar ou o estacionamento de veículos junto à linha de costa." Evitem também circular em zonas alagadas, caso não tenham percebido, compraram um carro, não um submarino! E podem correr o risco de "arrastamentos ou quedas em buracos e caixas de esgoto abertas." Por último, mas não menos importante, por favor protejam também os vossos animais! Sim, ainda há alguns "animais" que deixam os seus animais presos a trelas no exterior e nem sequer se lembram de que em caso de subida rápida das águas, eles podem afogar-se! 

Fontes:

https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-desta-hora-a-depressao-claudia-vai-agravar-se-em-portugal-chuva-e-vento-geram-preocupacao-nestes-distritos.html

https://expresso.pt/sociedade/meteorologia/2025-11-13-mau-tempo-deixa-milhares-de-pessoas-sem-eletricidade-em-lisboa-setubal-e-santarem-montijo-encerra-escolas-e398385f

https://expresso.pt/sociedade/meteorologia/2025-11-12-depressao-claudia-traz-chuva-intensa-e-ventos-fortes-a-quase-todo-o-pais--apenas-quatro-distritos-escapam-ao-aviso-laranja-8487e839

https://www.sesimbra.pt/noticia-74/mau-tempo-causa-estragos-em-todo-o-concelho

https://sapo.pt/artigo/inundacoes-e-quedas-de-arvores-depressao-claudia-provoca-198-ocorrencias-nas-ultimas-horas-6918578cf7bc778b434b2196

08/11/2025

Efeitos do mau tempo

Por cá, o mau tempo fez-se sentir, trazendo a sensação de que finalmente o verão se foi embora. Uma forte tempestade acabou por atingir o país, sobretudo a litoral com ventos fortes e trovoada. A madrugada de quarta-feira foi passada acordada a ouvir a chuva na janela e a apreciar a beleza da enorme trovoada que se abateu sobre a margem sul. Por pouco, não me vesti para sair de casa e ir para a rua ver os relâmpagos.


Portugal foi atingido na madrugada desta quarta-feira por "uma superfície frontal fria que trouxe chuva, vento e trovoada." Deste evento que trouxe ventos fortes e milhares de descargas elétricas, decorream diversas "situações" que necessitaram de intervenção da PC, principalmente "relacionadas com inundações (506), quedas de árvores (246), limpeza de via (140) e quedas de estruturas (129)." Em 24 horas, terão sido contabilizados "um total de 47.676 descargas elétricas atmosféricas." Devido ao mau tempo, algumas regiões do país acabaram por ficar sem eletricidade - perto de "60 mil clientes da E-Redes" terão sido afetados, concentrando-se a maioria dos danos "sobretudo nos distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre." Os cortes ter-se-ão devido  sobretudo à queda de postes e de ramos de árvores sobre a estrutura elétrica, situação que rapidamente foi resolvida.


A beleza de uma tempestade está na sua força e a nossa segurança tem de estar na prevenção, sobretudo quando estão em causa zonas de alagamento ou regiões propícias a derrocadas ou deslizamentos de terras.


*


Infelizmente, no Brasil, o mau tempo causou vítimas mortais, depois de um tornado ter atingido na quinta feira, o estado do Paraná, no sul do Brasil. O tornado provocou a morte a "cinco pessoas" e ferimentos a "cerca de 130." As regiões mais afetadas foram as de "Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro, que enfrentaram ventos que terão atingido "velocidades entre os 180 e os 250 quilómetros por hora," deitando abaixo "postes de luz, destelhou imóveis, destruiu construções," derrubou "árvores e até de casas de tijolo".


Também noutros "municípios da região, como Laranjeiras do Sul e Guarapuava" se fizeram sentir os "efeitos do tornado", tendo sido confirmados até ao momento, "cinco óbitos, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava." Há ainda um desaparecido e "as autoridades alertam que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas." A destruição pode ter feito mais vítimas pois atingiu a região quando "muita gente" estava "voltando para casa," o que contribuiu para que muitas viaturas estejam ainda debaixo dos "escombros." 


O Rio Grande do Sul e Santa Catarina mantêm-se agora em alerta vermelho, onde na região "litoral, são esperadas rajadas de vento" que podem ultrapassar os "100 km/h", de uma massa que passou já pelo "norte da Argentina e do Paraguai" e que ganhou "força sobre o Rio Grande do Sul."


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-11-08-video-tornado-causa-varios-mortos-e-mais-de-100-feridos-no-sul-do-brasil-1a40550b


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmxennzzymo


https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ciclone-extratropical-atinge-sul-nesta-sexta-7-e-deixa-outras-regioes-do-brasil-em-alerta


https://pt.euronews.com/2025/11/05/frente-fria-chega-a-portugal-continental-com-vento-chuva-e-trovoada


https://sapo.pt/artigo/mau-tempo-deixou-60-mil-pessoas-sem-eletricidade-em-portugal-690c79744ec4389b2c333fbf

30/10/2025

Furacão Melissa provoca a morte em países das Caraíbas

O último grande furacão a atingir o continente americano "fez, pelo menos, 32 mortos nas Caraíbas," e foi já considerado como "o terceiro furacão mais intenso observado" naquela região, "atrás do Wilma (2005) e do Gilbert (1988)" e igualando "o recorde de 1935 como o mais intenso a atingir a Jamaica."


O enorme rasto de destruição começou na terça-feira, quando o Melissa atingiu "a Jamaica como uma tempestade recorde de Categoria 5, com ventos de 298 quilómetros por hora." Das 32 mortes confirmadas, pelo menos 25 ocorreram "em Petit-Goâve, no Haiti, depois de um rio inundado pelo Melissa ter transbordado." Nesta região, "muitas famílias" ficaram "isoladas devido à falta de serviço telefónico" e aos cortes na eletricidade, provocados sobretudo pelas "inundações generalizadas." É estimado que cerca de "25 mil pessoas estejam em abrigos."


O furacão chegou a terra "perto de Black River, em Saint Elizabeth, no sudoeste do país" e chegaram a ser registadas "rajadas de vento que ultrapassaram os 300 km por hora." Claramente, os efeitos "foram catastróficos, quer no interior montanhoso, com vários deslizamentos de terras, quer nas zonas costeiras, onde a subida das marés provocou inundações num raio de vários quilómetros."


Quando chegou a Cuba, a violenta tempestade era de Categoria 3, atingindo a cidade de Santiago, isolando inúmeras "comunidades locais" e afetando "cerca de 140 mil habitantes." As províncias de "Holguín e Guantánamo" foram também bastante afetadas. Foram registados em Cuba "ventos sustentados de 193 quilómetros por hora, intensidade que tem vindo a enfraquecer." 


No Haiti, aquele que continua a ser considerado como o "país mais pobre das Caraíbas," a tempestade provocou a subida dos níveis de cheia na região, provocando a morte de "pelo menos 20 pessoas, incluindo 10 crianças," e provocando ainda dez desaparecidos.


Na República Dominicana, menos afetada, o Melissa "fez também um morto e deixou mais de um milhão de pessoas sem água potável devido aos efeitos das chuvas em dezenas de aquedutos." Já no Panamá, registaram-se "pelo menos, quatro mortos, três deles menores de idade, e mais de 1100 pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas em várias províncias." Este evento atmosférico segue em "direção às Bermudas."


De acordo com o "Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), o aviso de furacão" acabou por ser retirado, passando agora apenas para Categoria 1, nas "regiões central e sudeste das Bahamas, mas as autoridades continuam a alertar para riscos de inundações, quedas de energia e estradas intransitáveis," recomendando que sejam seguidas as indicações das autoridades, para que a prevenção possa minimizar os riscos.


Fontes:


https://www.publico.pt/2025/10/29/azul/noticia/furacao-melissa-abranda-deixa-rasto-destruicao-cuba-jamaica-haiti-2152642


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-10-30-video-furacao-melissa-deixa-32-mortos-e-um-rasto-de-destruicao-nas-caraibas-0b40fe8c


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-10-29-video-governo-da-jamaica-declara-zona-de-catastrofe-apos-passagem-de-furacao-melissa-bec11790


https://www.dn.pt/internacional/pases-das-carabas-fazem-contas-a-destruio-sem-precedentes-deixada-pelo-furaco-melissa


 

15/10/2025

Mau tempo causa destruição no México e na Venezuela

O mau tempo que se tem feito sentir no sul da América nos últimos dias tem causado destruição e já fez várias vítimas mortais na região. A causa foi um "sistema de tempestades tropicais", do qual fizeram parte pelo menos dois "furacões" o "Priscilla" e o "Raymond," que "desde 07 de outubro, causaram inúmeras inundações e atingiram 31 dos 32 estados" do México. As chuvas intensas atingiram uma "cadeia montanhosa, que se estende ao longo da costa do Golfo do México, com chuva e vento muito fortes," fazendo com que os rios transbordassem "e mais de 35 mil habitações" ficassem "danificadas," principalmente por causa dos deslizamentos de terras. A causa pode estar no aquecimento da "água do mar no Golfo do México," o que tem vindo a provocar "tempestades mais intensas, mais duradouras e que acontecem mesmo fora dos períodos tradicionais de chuva."


Na região centro e sudeste do México, "64 pessoas" perderam a vida e "65 estão desaparecidas na sequência de inundações e deslizamentos de terras." Dois bebés acabaram por perder a vida, quando a casa onde moravam com a família ficam soterrada com a lama arrastada pelas enxurradas. Algumas comunidades acabaram por ficar isoladas durante vários dias, sem qualquer apoio das autoridades. Apesar dos esforços, algumas regiões continuam sem eletricidade, tendo sido criados "50 abrigos temporários para acolher" as mais de duas mil pessoas afetadas.


Só no Estado de Veracruz, onde desde os primeiros dias tinha sido "dada ordem de evacuação para a zona costeira, e milhares de pessoas tiveram de fugir, os danos foram dos mais avultados. Neste estado, "70 municípios foram afetados e 29 267 casas sofreram algum tipo de danos, assim como "81 localidades" ainda "permanecem isoladas."


"A nível nacional, foram criados 146 abrigos que albergam atualmente cerca de 5.448 pessoas." Na região de "Hidalgo, as autoridades contabilizaram 16 mortos em deslizamentos de terras nos municípios de Tenango e Zacualtipán."


"Em Puebla," foram registados "pelo menos cinco mortos e oito desaparecidos em deslizamentos de terra," e em "Querétano," uma criança também terá morrido, "devido a um deslizamento de terra."


Já na Venezuela, as fortes chuvas também provocaram estragos. Apesar das chuvas intensas que se faziam sentir, a mina de "El Callao, na Venezuela," continuou a laborar. As chuvas intensas que atingiam Caracas, levaram ao desabamento dos poços verticais da "mina Quatro Esquinas de Caratal," que fica na "cidade de El Callao, a cerca de 850 quilómetros a sudeste de Caracas," e matando 14 mineiros que ficaram encurralados.


Numa região com grande mineragem de ouro e em condições, muitas vezes, ilegais, tinha já havido um acidente em "fevereiro de 2024," quando "um desabamento na mina ilegal Bulla Loca, também no estado venezuelano de Bolívar, causou a morte de pelo menos 15 mineiros, tendo 11 ficado feridos." No ano anterior, em "junho de 2023," houve um outro acidente com o "desabamento" ocorrido "na mina Isidora, no município de El Callao," e que nessa ocasião "causou a morte por asfixia de 12 mineiros."


 


Fontes:


https://cnnportugal.iol.pt/videos/tempestade-no-mexico-faz-mais-de-60-mortos-incluindo-dois-bebes/68edf95d0cf29d28d828d3c7


https://pt.euronews.com/2025/10/13/pelo-menos-47-mortos-e-38-desaparecidos-no-mexico-devido-as-chuvas-fortes


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-10-12-video-inundacoes-provocam-pelo-menos-40-mortes-e-deixam-milhares-de-desalojados-no-mexico-d5598b57


https://sapo.pt/artigo/chuvas-fortes-no-mexico-fazem-23-mortos-e-13-desaparecidos-68e9f3e981cd937967cd1f47


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-10-14-pelo-menos-14-mortos-em-desabamento-de-mina-na-venezuela-ae937b51


 

30/08/2025

Cheias matam na índia e Paquistão

As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."

Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.

"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da Índia que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias." Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da mortalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cheias-na-india-e-paquistao-varias-cidades-inundadas-devido-a-fortes-chuvas_v1680225

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-30-video-cheias-continuam-a-nao-dar-treguas-na-india-e-no-paquistao-19abc809

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-28-video-cheias-na-india-e-no-paquistao-nao-param-de-fazer-vitimas-6f698fb8-1

https://www.publico.pt/2025/08/23/azul/perguntaserespostas/moncoes-tornaramse-letais-bombas-chuva-paquistao-india-2144435

01/07/2025

Ondas de calor

Julho começou e com ele chegaram as ondas de calor. Já não são só os picos de calor ao longo do dia que nos preocupam, é a sucessão de dias muito quentes e a influência que estas temperaturas têm no equilíbrio climático global. Para mim, o pior neste fim de semana foram as dores e o mal estar provocado pelo calor e pelos inchaços no corpo. A mesma fibromialgia que no frio me traz dores atrozes nas articulações, traz-me no calor extremo, a ssensação de mau estar, de desmaio e de um desânimo enorme que se reflete até no esforço para pensar. No domingo, foi mesmo muito difícil estar de pé e até trabalhar (estar ao PC a preparar os conteúdos de formação, quando não nos aguentamos sequer em pé e saber que temos prazos de entrega que, assim, não iremos conseguir cumprir, porque não me conseguia sequer levantar e manter os olhos abertos por muito tempo... é desgastante). À tarde, no domingo, o meu carro marcava 50º (claro que este valor se devia ao facto do carro estar ao sol, mas pelo país as temperaturas não andaram assim tão longe disso). A noite de domingo para segunda foi passada a trabalhar até perto das quatro. Antes de me ir deitar ainda fui à janela e corria um ar quente... as temperaturas estavam perto dos 30º...

Hoje foram batidos recordes de temperatura em alguns locais de Portugal. Em Mora os termómetros bateram os 46.6º (embora o máximo até aqui registado não tenha sido ainda alcançado - a "1 de Agosto de 2003," atingiram-se os "47,3 graus na Amareleja," em Beja).

Na Europa a situação "já atingiu uma extensão geográfica sem precedentes em França", onde "o topo da Torre Eiffel" chegou mesmo a ser "encerrado por precaução." Prevê-se também o encerramento de "1350 escolas públicas" francesas, esta terça-feira devido ao calor extremo. Os incêndios também não têm dado tréguas. Até ontem tinha sido já destruídos cerca "de 400 hectares" devido às chamas, "forçando a evacuação de um parque de campismo e de uma abadia."

O calor estendeu-se dos Balcãs até Inglaterra. "Até agora, duas pessoas" que trabalhavam "ao ar livre faleceram possivelmente devido ao calor extremo, uma em Espanha e outra em Itália." Em Huelva, Espanha, "foi registado um recorde histórico para o mês de junho," chegando aos "46 graus Celsius, superando os 45,2 graus registados em Sevilha em 1965."

Na Alemanha, a onda de calor levou a que as autoridades tivessem já emitido um apelo ao limite do "uso de água," bem como "avisos de tempo quente em grande parte das regiões oeste e sudoeste nesta segunda-feira, onde as temperaturas subiram até 34 graus Celsius."

Em Itália, "o Ministério da Saúde colocou 17 cidades em alerta vermelho, entre as quais Roma, Milão, Florença e Verona," além de terem sido instalados “abrigos climáticos” em Bolonha. Várias regiões italianas estão a ser também atingidas por incêndios florestais. Na região de Lombardia, no norte da Itália, acabou por ser decidida a proibição do "trabalho ao ar livre na parte mais quente do dia, atendendo a um pedido dos sindicatos."

Nos Países Baixos, as temperaturas também têm atingido valores fora do normal. Normalmente, aí acabam por haver "temperaturas relativamente mais frias do que noutras partes da Europa,"mas desta vez acabaram por subir perto dos "40 graus Celsius em algumas partes do país." Por este motivo, "Amesterdão prolongou o horário de funcionamento dos abrigos para sem-abrigo."

Já na Turquia, "mais de 50 mil pessoas de 41 localidades tiveram de ser" ontem retiradas "devido aos incêndios florestais." Também na Grécia, os "incêndios florestais" têm atingido as regiões "ao redor da capital Atenas", agravados pelas altas temperaturas, que ultrapassam "os 40 graus Celsius, alimentando os incêndios que estão a consumir casas e a forçar evacuações." 

"Na Croácia, a grande maioria da costa está em alerta vermelho devido às temperaturas a rondar os 35 graus Celsius, enquanto o Montenegro enfrenta um elevado risco de incêndios e a Sérvia enfrenta uma seca severa e extrema em grande parte do seu território."

Por cá, houve queda de granizo em alguns locais e, o calor sentido este domingo, "levou à formação de um raro fenómeno" que assustou muitos dos veraneantes que estavam na praia, quando uma massa de densa de nuvens avançou do mar para terra. O fenómeno de “nuvens rolo”, é explicado pelas diferenças de temperatura entre o mar (que chegou aos 26ºC, no Mediterrâneo e bem perto no Atlântico) e o território continental, mas foi confundido com nuvens de tempestade e até com um tsunami, levando muita gente a fugir da praia. Apesar do vento, o fenómeno não causou estragos.

Para quem não entende o que é viver com uma doença crónica, até o calor nos incomoda! E podem dizer que há o ar condicionado - que no meu trabalho está quase sempre ligado. Sabem o que são enxaquecas? A minha cabeça, passa o dia a latejar e a dor diminui quando saio para a rua. É uma sensação de pressão enorme... e a medicação dá sono, muito, muito sono!

Fontes:

https://www.publico.pt/2025/07/01/azul/noticia/duas-mortes-europa-durante-onda-calor-precedentes-2138499
https://www.publico.pt/2025/06/30/azul/noticia/onda-calor-europa-trabalhadora-morre-espanha-apos-jornada-ar-livre-2138336

03/05/2025

Sismo na Indonésia

Este sábado, um forte abalo voltou a atingir a costa de Gorontalo, na ilha de Sulawesi, na Indonésia.


"Os terramotos são frequentes neste arquipélago, que se localiza em pleno anel de fogo do Pacífico." Um dos mais conhecidos foi o que tingiu a região de Banda Aceh, na Indonésia. Atualmente, a população continua a realizar simulacros com frequência, para aprender o que fazer em caso de sismo e de tsunami.


Nesta região, encontramos uma forte atividade sísmica à qual não será alheia a existência de centenas de vulcões no arquipélago, muitos deles ainda ativos (como o do Monte Lewotobi Laki-Laki) que há menos de um mês voltou a assustar a população da região. Uma zona viva e, em constante alteração.


Por cá, depois do apagão de segunda-feira, agora o que dá que falar são os tornados que entre ontem e hoje se registaram. Ao que se sabe, terão sido quatro eventos distintos. Houve alguns danos materiais, mas pelo menos não há vítimas a registar. 


Fontes:


https://www.publico.pt/2025/05/03/mundo/noticia/sismo-magnitude-6-indonesia-nao-ha-vitimas-registar-2131822


https://observador.pt/2025/03/21/voos-cancelados-na-indonesia-apos-nova-erupcao-em-vulcao-na-ilha-das-flores/


 


 

24/01/2025

Tempestade Eowyn atinge Irlanda

Batizada como Éowyn, esta está já a ser considerada a “tempestade de uma geração”, pela força dos ventos que têm atingido a região da Irlanda e que se podem equiparar quase a ventos ciclónicos, que chegaram a ter "rajadas de 183 km/h." Durante esta madrugada, os ventos fortes atingiram especialmente a Irlanda e a Irlanda do Norte deixando "quase um terço das casas e empresas irlandesas sem eletricidade."

Pelo menos uma pessoa morreu quando um carro caiu sobre a sua viatura no condado de Donegal, em Belfast. Cerca de "90 mil pessoas" estão também "sem acesso à internet. Centenas de voos foram cancelados, incluindo quatro com destino a Lisboa, e algumas escolas e serviços de transportes públicos foram encerrados." Apesar desta tempestade não atingir diretamente Portugal, surgirão algumas situações que se podem tornar mais complicadas, especialmente, nas zonas consideradas de cheia. O vento forte pode também levar à queda de árvores e de estruturas.

Depois desta tempestade, espera-se agora uma depressão que atingirá também a Península Ibérica, com previsão de "períodos de chuva persistente na região do Minho e rajadas de vento até 80 km/h." Nas zonas litorais, podemos vira a ter forte agitação marítima, com ondas "entre os 5" e os "6 metros de altura, a partir do período da tarde e na segunda-feira, com a possibilidade da altura máxima" poder vir a "atingir os 11 metros."

Tendo em conta estas previsões, o melhor é mesmo prevenir e, se possível, ficar em casa.


Fontes:

https://www.publico.pt/2025/01/24/azul/noticia/tempestade-geracao-eowyn-atinge-irlanda-rajadas-183-kmh-2119973
https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-01-24-depois-da-tempestade-eowyn-vem-ai-a-depressao-herminia-que-devera-atingir-todo-o-pais-237d924e

04/12/2024

Mau tempo causa destruição na Grécia

O mau tempo continua a fazer vítimas na Europa. Nos últimos dias, a Grécia foi atingida pela "tempestade Bora," provocando uma forte "destruição em muitos pontos do país e um total de três mortos." Na segunda-feira, várias escolas foram "encerradas."

Como resultado das inundações, dois homens, de 57 e 70 anos, perderam a vida "na ilha de Lemnos, no mar Egeu," onde várias estradas e edifícios foram danificados e levado à evacuação de "várias pessoas." O "corpo de um homem de 56 anos", foi encontrado, "na península de Calcídica" dentro de um carro, onde poderá ter ficado preso "durante várias horas."

Devido às chuvas torrenciais, que também atingiram a "ilha de Rodes, junto à costa oeste da Turquia," foi imposta pelas "autoridades locais", a "proibição de circulação, uma vez que partes da rede de estradas da ilha ficaram fortemente danificadas," havendo "ainda registo de desmoronamento de pontes, deslizamentos de terras e danos em propriedades privadas."

Fontes:

https://observador.pt/2024/12/02/tempestade-bora-causa-tres-mortos-na-grecia-cheias-destruiram-pontes-cortaram-estradas-e-obrigaram-ao-fecho-de-escolas/

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/12/01/tempestade-bora-na-grecia-faz-pelo-menos-dois-mortos

17/11/2024

Nova tempestade atinge as Filipinas

A situação tem estado bastante complicada na região das Filipinas. Este domingo foi a vez do supertufão Man-Yi atingir o norte das Filipinas e deixar um rasto de destruição, principalmente na "ilha de Luzon, a mais populosa das Filipinas, destruindo casas, provocando inundações e a fuga em massa da população." Os alertas emitidos durante o dia de ontem davam conta de um evento de "categoria 5, a mais elevada do índice da PAGASA," que poderia vir a causar um "impacto potencialmente catastrófico", com previsão de ondas de 14 metros de altura a atingir a costa. A tempestade passou a ser classificada como um "supertufão à medida que aproximava de Cantaduanes, uma região onde vivem cerca de seis milhões de pessoas."


Em menos de um mês, esta foi a sexta grande tempestade a atingir aquela região, deixando ainda mais frágeis as habitações, que poderão não resistir. A situação já obrigou a que mais de "750 mil pessoas" se vissem obrigadas a refugiar "em abrigos de emergência, incluindo igrejas e um centro comercial," havendo a lamentar a morte de 160 pessoas, consequência do "raro número de tempestades e tufões consecutivos que assolaram Luzon em apenas três semanas." As Filipinas poderão ser obrigadas a "ter de importar mais arroz, um alimento básico para a maioria" da sua população, devido à destruição de infraestruturas e campos agrícolas.


Além dos danos, este supertufão obrigou ainda ao encerramento de "26 aeroportos nacionais e dois aeroportos internacionais ," bem como ao cancelamento dos "serviços de ferry e de transporte de mercadorias entre ilhas" devido à grande agitação marítima provocada pelo mau tempo. "Todos os navios, desde barcos de pesca a petroleiros, receberam ordens para permanecer ou regressar aos portos." 


É habitual que estas ilhas sejam anualmente "fustigadas por cerca de 20 tufões e tempestades," no entanto, a situação de haver mais do que uma tempestade desta envergadura ativa em simultâneo na região é invulgar tal como foi partilhado pelo observatório da Terra da NASA, numa imagem onde se podiam observar "quatro tempestades ativas simultaneamente no oceano Pacífico a 11 de novembro: a Yinxing, a Toraji, a Usagi — que atingiram o norte do país na quinta-feira – e a Man-Yi."


Fontes:

https://www.publico.pt/2024/11/17/mundo/noticia/supertufao-manyi-atinge-norte-filipinas-deixa-rasto-destruicao-2112223


https://observador.pt/2024/11/16/supertufao-man-yi-atinge-provincia-filipina-com-ventos-de-200-km-h/


https://observador.pt/2024/11/16/mais-de-250-mil-pessoas-retiradas-nas-filipinas-a-aproximacao-do-supertufao-man-yi/


 

16/11/2024

Mau tempo em Portugal

A situação devido ao mau tempo em Portugal foi, de longe, bem diferente da ocorrida em Espanha, mas nem por isso deixou de provocar avultados danos e alguns feridos. Parece que andamos cada vez mais ansiosos com toda esta situação e, culpa disso, talvez seja a frequência com que nos são transmitidas notícias e a forma como as mesmas nos chegam. E com tudo isto, que razão teremos para não ser um povo prevenido?

A ocorrência de tempestades e de fenómenos atmosféricos não é novidade, mas tal como os incêndios, parece que nos espantam de cada vez que acontecem. Ainda me lembro de ir para a escola com água quase até aos joelhos, ou de ter baldes a amparar a água que escorria pelo candeeiro do quarto onde eu dormia na casa da minha avó sempre que o telhado do prédio se enchia de água porque o algeroz entupia! Era normal. Agora chove mais um pouco e parece que ficamos logo com vontade de encerrar tudo e de ficar em casa. Em alguns casos, isso seria até uma medida a aplicar de forma preventiva, mas se tanto nos espantamos quando se anunciam ao longe umas nuvens de tempestade, a verdade é que lá vamos nós fazer umas imagens. Nas redes sociais, num dia reclamamos que só chove no norte e que faz falta no sul, mas na semana seguinte, estamos a reclamar que foi demasiada chuva no sul e que está tudo alagado! 

Leitos de cheia onde se constrói há anos, e onde passe o tempo que passar, ninguém ainda saiu de lá e marés grandes que atingem as zonas ribeirinhas e levam a areia para longe são todos os anos tema de conversa. Especialistas e outros nem tanto vão aos telejornais falar de fenómenos atmosféricos e ficamos horas colados aos ecrãs a ouvi-los e a ver as imagens que se repetem. Iguais em todos os canais...

Esta manhã, um "comboio regional" que fazia o "troço entre a Fuzeta e Olhão," descarrilou, "devido à queda de pedras na sequência das chuvas intensas que se sentiram nas últimas horas no sotavento algarvio," levando ao corte da linha do Algarve. Não houve feridos. Foi lançado um alerta amarelo para os distritos de Faro e Beja, devido à previsão de chuva que se previa forte, e à possibilidade de ocorrência de "trovoadas e granizo," devido a um fenómeno semelhante ao DANA que na semana passada provocou o caos e a destruição em Espanha.

Em Olhão, uma senhora resolveu sair do carro para ir espreitar a ribeira de Alfandanga, que corria com mais água e mais força do que o habitual e acabou por cair. A "mulher foi resgatada," por alguns populares e, posteriormente, "socorrida pela ambulância de suporte de vida de Tavira do Instituto Nacional de Emergência Médica, e transportada para a Unidade Local de Saúde do Algarve."

Ontem, "dois idosos de nacionalidade francesa ficaram desalojados em Castro Marim," devido às fortes chuvas, enquanto em "Tavira, duas pessoas tiveram de ser resgatadas," uma encontrava-se dentro da sua viatura que acabou por ficar imobilizada na Ribeira de Almargem, enquanto a outra teve de ser retirada da sua "habitação na Asseca." Ainda na região de Tavira, houve danos em muros que acabaram por ruir, e "diversas embarcações" que acabaram por se soltar e ficar "à deriva" levaram ao cancelamento das "carreiras fluviais para a Ilha de Tavira."

A zona de Luz de Tavira foi uma das mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias nesta região, havendo ainda estradas cortadas. 

Fontes:

https://zap.aeiou.pt/comboio-descarrilou-mulher-salva-de-ribeira-e-desalojados-apos-chuvas-fortes-no-algarve-641116


02/11/2024

Mais de 200 mortos em Espanha devido ao mau tempo

A situação em Espanha está caótica, especialmente na região de Valência, onde se regista a maioria dos 211 mortos confirmados até ao momento, "devido ao mau tempo." 

Uma grande parte das vítimas mortais já confirmadas ocorreram na V-31, uma circular d zona de Valência, onde "ao final da tarde e início da noite de terça-feira, centenas de pessoas ficaram presas dentro de carros arrastados pelas águas quando regressavam a casa do trabalho." A proteção civil emitiu uma mensagem de alerta, mas para estas pessoas, já foi tarde de mais e acabaram apanhadas pela enchente. E esta "é apenas uma das mais de 120 estradas ainda com cortes" onde os carros e camiões se empilham e o lixo e a vegetação que foi arrastada pela corrente se acumulam.

Apesar dos esforços, estima-se que ainda haja "milhares pessoas desaparecidas," muitas delas submersas na lama ou em locais isolados onde ainda não chegou ajuda. O elevado "número de vítimas mortais obrigou as autoridades espanholas a abrir uma morgue temporária no centro de convenções Feria Valencia, nos arredores de Valência."

As imagens não deixam dúvidas sobre a gravidade e a extensão que o fenómeno atingiu. Fala-se na possibilidade de terem ficado pessoas "submersas em garagens inundadas" ou de ainda "haver corpos dentro dos milhares de carros arrastados pelas águas e que continuam empilhados em ruas de diversas localidades e outras estradas."

Infelizmente, "os meteorologistas preveem mais chuva, sobretudo nas ilhas baleares, na região da Catalunha, e, novamente, na comunidade valenciana." De Portugal saíram também equipas de apoio, da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento. Esta "organização não-governamental" informou o envio de  "nove operacionais e dois cães para auxiliar os espanhóis nas buscas."

Entretanto, tenta-se repor a normalidade possível, com a limpeza das vias e o restabelecimento da eletricidade, "mas ainda há milhares de casas sem luz, sobretudo na região mais a leste de Espanha." Muitas estão também sem água corrente, ou mesmo potável, sem acesso a alimentos ou medicamentos e sem ligações telefónicas ou de internet, o que as deixa ainda mais isoladas. Segundo o governo espanhol, o mau tempo acabou por também provocar danos nas "vias de metro de superfície e de comboio, incluindo as de alta velocidade, que ficarão sem serviço pelo menos durante duas a três semanas," tendo praticamente desaparecido "três das cinco linhas" e verificando "cerca de 80 quilómetros completamente destruídos."

A todos os familiares, das centenas de vítimas mortais, feridos e desaparecidos nesta catástrofe, deixo as minhas palavras de consolo, sabendo que serão sempre poucas nestes momentos difíceis. O que se passou em Espanha, poderia ter sido cá. Não nos podemos esquecer disso. Não estamos livres de que tal nos aconteça!

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-02-video-pelo-menos-211-mortos-e-milhares-de-desaparecidos-o-quarto-dia-apos-as-cheias-em-espanha-1ed27fde

https://www.publico.pt/2024/11/01/azul/noticia/continuam-alertas-chuva-torrencial-espanha-2110253

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-01-espanha-reforca-militares-no-terreno-em-valencia-para-resgatar-corpos-e-abastecer-populacoes-d4a9c103

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-01-carros-abandonados-lixo-e-lama-ainda-entopem-estradas-em-valencia-48-horas-apos-tempestade-bc9c36b3

31/10/2024

Tufão Kong-Rey atinge Taiwan

O tufão Kong-Rey, considerado já o mais "extenso tufão a atingir Taiwan nas últimas décadas", apresentando "um raio de 320 quilómetros" e já deixou um vasto rasto de destruição à sua passagem, contabilizando-se, até agora, 73 feridos e 1 morto em Taiwan. Há ainda a lamentar dois desaparecidos. Trata-se de "dois turistas checos que faziam caminhadas no desfiladeiro de Taroko", perto de Hualien, e que desde ontem estão incontatáveis.


O fenómeno causou "ondas de 10 metros de altura" bem como vários "deslizamentos de terra."  Durante o dia de ontem, "dezenas de serviços de transporte por barco e voos domésticos foram cancelados." Várias regiões tiveram de ser evacuadas, entre os quais "Yilan, Hualien e Taitung." 


Este verão, dois outros tufões atingiram o país. Primeiro o "Gaemi" que provocou 10 mortos e centenas de feridos, e depois "o Krathon, que varreu o sul de Taiwan no início de outubro, provocando ventos destruidores, inundações e deslizamentos de terras que causaram pelo menos quatro mortos e centenas de feridos."


Fontes:


https://observador.pt/2024/10/31/tufao-kong-rey-faz-um-morto-e-73-feridos-na-chegada-a-taiwan/


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...