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20/03/2026

A extensão de uma guerra que só ia durar uns dias

Donald Trump dizia que a guerra ia durar pouco. Talvez estivesse a comparar o Irão à Venezuela. Um regime como este não cai assim. Parece uma forte árvore que quanto mais é podada, mas forte cresce, estendendo os seus ramos até onde consegue, usando-os para asfixiar o seu povo e quem quer que lhe mostre oposição. Trump, entretanto chamou "cobardes" aos países aliados da NATO, perante a tomada de posição destes em não apoiarem diretamente os EUA nesta fase do conflito.

Sobre isto, ouvia hoje o podcast de Maria João Simões na rádio Observador e em que intervinha o major-general Arnaut Moreira, que explicava um pouco da posição dos países europeus e da própria NATO. A defesa apresentada pelos países europeus para não cederem ao pedido de ajuda de Donald Trump foi a falta de consulta prévia e a falta de informações sobre as operações militares a decorrer, Como nos explicava Arnaut Moreira, os navios europeus fariam escolta e os meios aéreos norte-americanos dariam apoio, mas isso não foi aceite pelos líderes europeus. E ainda bem. A própria NATO, como também o Major-general explicou, estaria assim diretamente envolvida num combate fora da sua área de intervenção, sendo que embora isso já tenha acontecido no passado, a questão é que nenhum país da NATO foi atacado e que, quem iniciou o conflito foram, na realidade, os EUA e Israel. 

E a cada dia que passa, a situação vai piorando. Não apenas no Médio Oriente, mas também na própria Europa. O ministro dos negócios estrangeiros iraniano veio já acusar o Reino Unido de ser cúmplice dos EUA por permitir o uso das suas bases militares. Na Turquia, a defesa aérea da NATO, interceptou já dois mísseis disparados do Irão. O governo turco interpreta estes ataques como uma tentativa de provocar a entrada da Turquia na guerra, mas afirma que não tem intenções de ceder, reforçando ainda que os ataques contra o Irão devem cessar.

A própria Polónia (membro da NATO desde 1999) veio já retirar as suas tropas da zona do Iraque, onde se encontravam desde 2016.

Khamenei, que "não é visto em público" desde a sua nomeação como sucessor do seu pai, o Ayatolla Ali Khamenei, morto nos primeiros dias deste conflito, já se pronunciou também sobre a morte do porta-voz da Guarda Nacional do Irão, declarando que os culpados não devem "viver em segurança". Além de Ali-Mohammad Naini, foi também "morto o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib." O atual porta voz do Irão, veio também ameaçar que "parques, áreas de lazer e destinos turísticos" podem ser alvos, deixando de ser seguros "para os inimigos de Teerão." O clima de medo é uma das formas de luta do regime iraniano, pois pode não atacar diretamente os EUA ou Israel, mas ataca todos os que venham a mostrar o seu apoio aos mesmos, ou que não se aliem ao próprio Irão.

Países como o Bahrein, o Kuwait e a Arábia Saudita, continuam a ser atacados com mísseis e drones iranianos. O Irão continua a atacar as "infraestruturas energéticas no Golfo," tendo atingido uma "refinaria saudita." No Qatar, foi atingida uma "instalação de gás natural liquefeito." Estes ataques a estruturas energéticas são uma forma de o Irão responder aos "ataques israelitas ao campo de gás de South Pars/North Dome."

No Bahrein, já foram interceptados desde o início da guerra a "28 de fevereiro," cerca de 139 mísseis e 238 drones" com origem no Irão. Destes, um resultou num "incêndio num armazém." No Kuwait, foi atacada as refinarias de Mina Abdullah e Mina Al-Ahmadi, tendo sido registados vários focos de "incêndio em algumas das suas unidades."

Por cá, fala-se de crise, mas ainda estamos bem. Os preços sobem, principalmente os combustíveis e os os fertilizantes, culpa dos bloqueios no Estreito de Ormuz. Apesar de o governo se dizer "sensível" ao aumento dos preços dos combustíveis, não há grandes alterações nem irá haver, pelo menos para já, uma imposição de um limite na subida dos preços. Apenas no que se refere ao gasóleo profissional, o governo irá introduzir durante os próximos 3 meses, "um mecanismo extraordinário" que visará as "empresas de passageiros e de mercadorias," (onde se incluem também os táxis e as corporações de bombeiros) e que se irá traduzir num "reembolso de 10 cêntimos por litro até 15 mil litros por veículo." A ministra do ambiente, Maria da Graça Carvalho, veio já anunciar que "estamos perto dos critérios" para que seja declarada uma crise energética, sendo que será necessária uma decisão do próprio conselho europeu para que se possam tomar realmente medidas nesse sentido.

Fontes:

https://sapo.pt/artigo/morreu-porta-voz-da-guarda-revolucionaria-iraniana-israel-lanca-nova-onda-de-ataques-no-coracao-de-teerao-69bd10db31c55356067a76de

https://www.noticiasaominuto.com/economia/2957918/do-gas-aos-combustiveis-passando-pelo-travao-aos-precos-o-que-vem-ai

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2955757/turquia-teme-que-netanyahu-possa-estar-a-cometer-um-genocidio-no-libano?dicbo=v2-UBZF785

https://observador.pt/programas/o-dominio-da-guerra/o-irao-so-nao-atinge-a-europa-porque-nao-quer/

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/portugal-perto-dos-criterios-para-declarar-crise-energetica_e1727869

16/01/2026

Ainda se morre de frio

Faz frio. Mas em regiões como a Ucrânia, a Rússia ou a Palestina, faz frio, muito frio. 


E não há energia que permita aquecer as casas. Tem sido assim, intermitentemente, desde que a guerra começou. Zelensky decretou o estado de emergência energética e pela cidade vão-se erguendo tendas, nas quais as pessoas entram para se aquecerem, carregar os telemóveis e comer uma refeição quente. As escolas deverão ficar encerradas durante os próximos dias. O estado de espírito é de entreajuda, enquanto se tentam manter rotinas. Nos prédios, de muitos andares, não se pode usar o elevador e os mais velhos têm mais dificuldade em sair de casa, onde faz quase tanto frio como na rua.


O ano passado, foi o ano em que mais civis morreram na Ucrânia desde que a guerra começou. Os ataques russos têm destruíodo sucessivamente as estruturas energéticas do país - é a sua forma de matar e causar dano às populações mais vulneráveis sem as bombardear diretamente. Os últimos grandes ataques ocorreram a 9 de janeiro. No mesmo dia em que a Rússia atingiu Kiev com um míssel hipersónico, do qual resultaram 4 mortos, uma equipa de socorristas foi também atacada e um deles acabou por perder a vida. Só nos "primeiros dias deste ano, a agência da ONU já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos."


Na noite de 12 de janeiro, "quase 300 drones de ataque, a maioria deles 'shaheds', juntamente com 18 mísseis balísticos e 7 mísseis de cruzeiro, foram lançados pelos russos contra a Ucrânia ontem à noite." Um dos locais atacados foi uma "central termoelétrica pertencente à empresa privada ucraniana DTEK," o qual sofreu "danos substanciais nos equipamentos."


A Ucrânia tem também usado drones para contra-atacar, atingindo infraestruturas russas importantes. Na semana passada, atacou também a região de Beldorod, atingindo infraestruturas energéticas russas e "deixando mais de 500 mil russos sem electricidade." Nestes ataques podem ter sido atingidos "uma empresa industrial, casas, gasodutos e veículos," na região de "Taganrog."


O direito que protege os cidadãos é o mesmo, pois colocam em risco aquelas que são as pessoas mais vulneráveis. E isso é verdade não só nas tendas de Kiev, como ainda são mais visíveis na Faixa de Gaza, onde o frio mata. Apesar do cessar-fogo, a região continua a ser bombardeada. Estes "bombardeamentos e incursões militares ocorrem num contexto de agravamento extremo da crise humanitária, marcada pelo frio intenso, falta de abrigo e colapso do sistema de saúde, que já vitimou bebés e crianças deslocadas." As temperaturas baixas chegam para matar: desde novembro, "pelo menos quatro bebés morreram de hipotermia," sendo o caso conhecido mais recente, o de "Mohammed Abu Harbid, de dois meses, que faleceu no Hospital Infantil Al-Rantisi devido a hipotermia severa," no passado domingo. No dia anterior, "um outro bebé palestiniano de apenas sete dias" tinha também perdido a vida pelo mesmo motivo: o "frio extremo" que se faz sentir naquela região. As tempestades e os ventos fortes destroem os abrigos e deixam os colchões, mantas e cobertores totalmente encharcados. Aqui, também os cortes de energia matam, principalmente os bebés dependentes de incubadores que na sua frágil vida, não encontram qualquer possibilidade de sobrevivência.


Fontes:


 

https://www.publico.pt/2026/01/09/mundo/noticia/ataque-russo-kiev-mata-quatro-ofensiva-ucrania-deixa-meio-milhao-energia-2160574


https://news.un.org/pt/story/2026/01/1852028


https://www.dn.pt/internacional/extensa-destruio-ataque-atinge-infraestruturas-energticas-clnica-peditrica-e-faz-quatro-mortos


https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2026-01-11-ataques-israelitas-matam-tres-pessoas-e-inverno-intenso-tira-a-vida-a-quatro-bebes-em-gaza-3833100c

29/12/2025

Movimentações

Estamos a terminar 2025... o ano está quase a chegar ao fim, mas permanecemos suspensos em decisões e acordos que não avançam nem recuam. Damos um pontapé numa pedra e saem ideias estúpidas, com remaniscências em ideologias bíblicas ou colonizadora e que, ainda por cima, têm poder económico e bélico, para mandar nos outros, o que não deixa de ser um problema.

Pois, porque tantas reuniões e encontros depois, a guerra da Ucrânia continua. A Rússia não desiste, a Ucrânia não cede. A Rússia exige que a Ucrânia aceite que deve retirar as suas tropas "dos cerca de 20% da região leste de Donetsk que ainda controlam." Putin não quer que a Ucrânia adira à NATO, não quer uma pausa, quer ficar com o que conquistou... e por aí vão os planos de paz, com um moderador que ora parece estar de um lado, ora parece estar a apoiar o seu adversário. Talvez venha a conseguir este acordo... era bom que a guerra acabasse. Mas a que preço?

Houve um cessar fogo em Gaza, mas a situação está longe de estar resolvida - parece que apenas deixamos de falar no problema. Enquanto isso, Israel continua a construir colonatos na Cisjordânia, usando como desculpa que era o que "deus queria." Ocupam terras que não são suas, cultivam-nas e dizem que são um posto avançado de onde irá surgir uma cidade. Acham que o direitos estão escritos nas bíblias, livros antigos que cada um interpreta à sua maneira. Abatem jovens, invadem territórios que não são seus, tentando continuamente esticar o seu território. Algo está muito errado, quando a fé é desculpa para atacar, violar ou matar o outro. Seja em que religião for.

A China faz exercícios militares sobre Taiwan, usando "munições reais." Taiwan negociou a compra de armas com os EUA e Pequin não gostou, ordenando por isso que se fizesse "um exercício militar" sobre a região mostrando a "capacidade de ataque da força aérea e da marinha." A China informou que estas manobras militares são um aviso às "forças separatistas" e à "interferência externa," que segundo a sua opinião está a empurrar os "defensores da independência" para "uma situação perigosa de guerra iminente." E Taiwan quer manter-se independente. Tem esse direito? Sim. E mais uma vez, lá estão os EUA a intrometer-se em políticas externas, a negociar com os dois lados, a reunir ora com uns, ora com outros. Se por um lado, mantém negócios com a China, por outro defende a autonomia de Taiwan e apoia-os com armamento. É que, ao que parece, é preciso que as guerras continuem para que as fábricas de armamento tragam lucro. 

Estamos a terminar 2025 e ainda há quem afirme que as vacinas fazem mal e que a Terra é plana. E assim vai o nosso mundo. O que peço para 2026? Que uns salpicos de inteligência atingissem alguns cérebros que parecem ter parado no século XVI e acham que ainda andamos por aí a matar mouros e a colonizar terras por esse mundo fora. 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-12-28-russia-apela-a-ucrania-para-que-aceite-retirada-de-tropas-de-donetsk-42e18ea7

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/severo-castigo-china-lanca-exercicios-militares-em-torno-de-taiwan-para-avisar-forcas-separatistas_n1706718

https://pt.euronews.com/2025/12/29/china-responde-a-compra-de-armas-por-taiwan-com-um-exercicio-militar-em-grande-escala

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-12-29-video-expansao-do-territorio-israelita-na-cisjordania-o-povo-de-israel-esta-a-voltar-a-sua-terra-e-isso-e-a-lei-0114a210

19/10/2025

A guerra sem fim...

Será que há mortos que valem mais do que outros nesta guerra? Seá que há reféns e presos que valem mais do que outros?


A resposta rápida poderia ser "não", mas a realidade talvez seja outra.Temos visto nos últimos dias um grande ênfase dado aos reféns que o Hamas tem estado a libertar e, esses, apanhados num ato de imensa brutalidade e há mais de dois anos em cativeiro, sofrerão horrores que a nenhum de nós lembra, ameaçados pela morte às mãos de uma guerrilha ou, tantas vezes, recaindo sobre as suas cabeças a ameaça dos mísseis enviados para os, supostamente, salvarem.


Felizmente (e muito tardiamente) estes homens e mulheres voltam agora a casa. Outras famílias, estão neste momento a receber ainda os restos mortais dos seus entes queridos, se tais corpos se confirmarem serem mesmo os seus. Foi isto, que a negociação que Trump liderou, conseguiu. E em troca, o governo de Israel libertou cerca de 1900 prisioneiros. Quem são e porque estavam presos, alguém sabe? Que valor tem cada um deles? É que vários (muitos) foram entregues também já mortos. Mortos de quê e porquê? Foram presos ou também eram reféns? É que isto de se olhar para os outros, pode dar-nos uma opinião errada de acordo com a perspetiva que seguimos.


E nesta guerra, há vítimas - demasiadas - mas também há culpados de ambos os lados. Até do lado ocidental que tanto preza dizer que é contra e a favor disto e daquilo, sem saber do que fala. A história de Israel e da Palestina é muito mais antiga do que muitos imaginam. A terra "prometida" por um deus foi depois prometida por um governante. Um governante que a prometeu a dois povos, que hoje se julgam ambos no direito de a habitar. "A região histórica da Palestina foi assim denominada pelos gregos e romanos por causa de um dos povos que habitavam essa área, os filisteus."


Para mim, é o hoje que mais importa, um hoje feito de muitos mortos de ambos os lados. Mortos que têm de importar o mesmo de ambos os lados, que deviam ter o mesmo destaque e não têm. Parece que, ao apoiarmos um dos povos, somos obrigados a concordar com o "fim" do outro, e não, isso não é assim. O que é a solução dos dois estados de que todos falam e como é que se podes chegar a um acordo entre dois povos que têm ainda muito ódio a correr nas veias? 


Em 1891, "várias centenas de americanos proeminentes," assinaram uma declaraçá que apoiava a criação "de um Estado judaico na Palestina." Anos mais tarde, os judeus seriam amplamente perseguidos, mais uma vez, um povo do mundo, mas sem casa, embora muitos falassem da pátria que os receberia. A história deste povo é dura, mas é também dura a história do povo palestiniano, que atualmente vive na Faixa de Gaza, mas também na Líbia, Jordânia (onde vivem cerca de 1,9 milhões de palestinianos) e Cisjordânia.


Falam árabe, mas possuem também um dialeto local. A "religião predominante é o islamismo sunita, mas existe uma importante minoria cristã." Podíamos aqui falar também da influência britânica neste conflito, "durante o Mandato Britânico da Palestina" ou da "Guerra de Independência de Israel, entre 1947 e 1949," na qual mais de "600 mil" palestinianos "foram deslocados, no que os palestinos chamam de Nakba”. Em 1967, ocorreu a "Guerra dos Seis Dias" que transformou a Palestina, não apenas num "local de origem," mas também na ideia de "um passado e um futuro compartilhados, na forma de um Estado palestino."


Durante os Acordos de Oslo (que ocorerm em 1993 e 1994), foi criada a "Autoridade Nacional Palestina (ANP), um autogoverno provisório palestino liderado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), um conjunto de organizações políticas criado em 1964 por Yasser Arafat e que visa representar o povo palestino internacionalmente."


O importante seria este conflito terminar e, fora a questão política e geográfica, o que mais importaria era haver respeito e aceitação, de ambas as partes e isso, está muito difícil de acontecer.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Palestinos


 

14/10/2025

Um Plano de Paz...

Como se faz um Plano de Paz sem que os envolvidos na guerra estejam presentes ou representados?

Difícil de perceber, mas foi precisamente isso que aconteceu. Na sexta-feira, entrou em vigor um "acordo de cessar-fogo" que segue um "plano de 20 pontos apresentado pelo Presidente norte-americano, com o objetivo de pôr fim à guerra desencadeada em 07 de outubro de 2023 pelo ataque do Hamas que visou o sul do território israelita."

Apesar de haver este acordo, continuaram a ouvir-se explosões na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que milhares de pessoas tentavam regressar aos locais onde antes residiam, na maioria sem saber se encontrariam lá um sítio para viver e tendo quase a certeza de que já só veriam destroços do que antes tinham sido casas, ruas, bairros.

Trump assinou um Plano de paz, junto com os negociadores do Egito, do Catar e da Turquia, mas sem a presença do Hamas nem de Israel, ou seja, sem as partes beligerantes. Na verdade, há a dúvida se não se poderá apenas tratar de um cessar fogo, o que deixa a grande dúvida - e depois? O que esperar depois de terminar esta primeira fase? O que acontecerá se uma das partes falhar um dos pontos do acordo? Para Trump, está tudo resolvido e todos lhe vão obedecer.

A Cimeira realizou-se no Egito e juntou representantes de "35 países (entre os quais França, Itália, Alemanha, Jordânia, Turquia e Reino Unido, bem como das Nações Unidas e da União Europeia" - incluindo Portugal, representado por e "António Costa — em representação da Comissão Europeia"), mas deixou de fora os principais intervenientes no conflito. Antes de seguir para a Cimeira, Trump foi a Jerusalém onde esteve com familiares dos reféns e discursou no parlamento de Israel, e de onde saiu afirmando que a guerra tinha terminado. Nesta visita a Israel, o principal objetivo foi o de firmar as condições para a segunda fase do acordo de paz.

Naquilo que respeita à execução do Acordo, poderão haver algumas divergências, embora o Hamas tenha já libertado "todos os 20 reféns" vivos, mantidos desde dia 7 de outubro de 2023. Faltam ainda entregar os 28 corpos dos reféns que entretanto morreram, durante estes dois anos. 

"Não existem lusodescententes entre os sete cidadãos libertados" embora se fale em "três luso-israelitas." Em troca da libertação destes reféns e da entrega dos corpos, "Israel comprometeu-se a libertar 250 palestinianos detidos por razões de segurança, incluindo vários condenados por atentados mortais anti-israelitas, bem como 1700 palestinianos detidos em Gaza desde o início da guerra.

Em discussão está também a reconstrução de Gaza e a eterna questão da aceitação dos dois estados, ideia defendida por exemplo pelo presidente do Egito, ou pelo governo espanhol.


Fontes:

https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2025-10-14-todos-no-medio-oriente-tem-uma-versao-diferente-do-plano-de-paz-de-trump-e-o-risco-imediato-e-gaza-mergulhar-no-caos-como-vimos-no-haiti-0c438fc4

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/trump-a-caminho-de-israel-a-guerra-acabou-perceberam_n1690550

02/10/2025

O fim da viagem de barco... a ajuda humanitária que nunca chegou

O movimento começou a ser mais conhecido aquando da participação dos portugueses Mariana Mortágua (deputada da Assembleia da República), Sofia Aparício (manequim e atriz), Miguel Duarte e Diogo Chaves, que se juntaram a ativistas de outras quarenta nacionalidades numa viagem com destino a Gaza, onde pretendiam entregar ajuda humanitária e contestar o bloqueio israelita sobre o território palestiniano. Este grupo de barcos que viajou em direção a Gaza, não foi o primeiro a tentá-lo, tendo havido já situações que resultaram em mortes de ativistas.

Desde logo, é de realçar as intenções mediáticas que um transporte por terra não causaria - a intenção também era desde logo marcar uma posição! A ativista sueca Greta Thunberg faz também parte desta missão. A ajuda humanitária, essa não seria assim de grande volume - sendo divergentes as opiniões sobre as quantidades transportadas a bordo - mas fosse o que fosse, seria sempre mais o valor mediático da viagem do que o da própria ajuda em si, mostrando que Israel não permite que se entre na região nem para ajudar quem passa fome. A questão aqui é muito mais complexa. Uma das opiniões é a de que Israel não permitindo que civis ali entrem serve primeiramente como proteção aos próprios, uma vez que aquela é uma zona de guerra. Outras opiniões dizem que este encerramento de fronteiras leva ao agravamento da fome, ao isolamento da população palestiniana e ao seu genocídio. A própria declaração de genocídio não foi ainda aceito por todos os estados da mesma forma.  

Composta por mais de 50 embarcações e com cerca de 500 pessoas a bordo, a flotilha partiu de Barcelona, tendo sofrido vários contratempos que obrigaram a paragens forçadas, começando por terem tido todos de regressar à costa espanhola devido a condições meteorológicas adversas. Devido ao mau tempo que se fez sentir no Mediterrâneo, "cinco dos barcos mais pequenos," acabaram mesmo por não seguir viagem, "por causa das condições do mar." Dias depois, algumas das embarcações chegaram mesmo a ser atacadas por drones.

A 28 de setembro saíram de Creta, mesmo sendo avisados da perigosidade de prosseguirem a viagem. A deputada Mariana Mortágua chegou a dizer, na aproximação ao destino que "o sentimento" era o "de missão mais próxima de ser cumprida e de sucesso na parte em que foi possível pressionar os governos para garantir que a missão chegava até aqui." O facto de se aproximarem de Gaza, levantava agora mais riscos, uma vez que começavam a "entrar em águas que Israel declarou exclusivas." Vários navios começavam então a rodear a flotilha. O governo chegou mesmo a aconselhar que regressassem, uma vez que a posição que queriam mostrar estava alcançada. Itália aconselhou o mesmo, acompanhando até àquela posição os barcos, numa forma de os proteger, mas avisando que a partir daquele ponto já estariam por sua conta se decidissem avançar, sugerindo até que poderiam "entregar a ajuda humanitária noutro lugar que não Gaza."

Semelhantes avisos vieram de Espanha.

Apesar dos avisos e de já estarem sob mira de Israel, decidem prosseguir viagem, avisando que só parariam em Gaza e, é na saída da segurança das águas internacionais que "o exército israelita interveio, detendo a maioria dos ativistas, entre eles os quatro portugueses que se sabe que seguiam a bordo."

No momento em que Mariana Mortágua (coordenadora do Bloco de Esquerda) fazia declarações para a RTP, foi-lhe mandado que atirasse o telemóvel à água assim como a todos os que estavam a bordo. Além desta, outras 12 "embarcações da flotilha foram intercetadas pela Marinha do Estado hebraico. Uma delas terá sido mesmo abalroada em águas internacionais, de acordo com a Flotilha Global Sumud." Mortágua havia ainda conseguido gravar um vídeo, que publicou nas redes sociais, em que apelava "para que os portugueses" se mobilizassem e pressionassem "o Governo português a agir."

De acordo com Paulo Rangel (MNE), todos os que foram detidos estão em segurança e irão estar na presença de um representante da embaixada portuguesa em Telaviv. Paulo Rangel referiu também, que já era esperada esta intervenção israelita, uma vez que "a flotilha saiu das águas internacionais," e que tinha existido sempre um acompanhamento da parte do Estado portuguêsm, dando como exemplo Tunes e explicando que, a intervenção militar, seria desproporcional.

No entanto, apesar do apoio que Portugal está a dar através da embaixada, "as diligências poderão atrasar-se por estas detenções terem ocorrido num período de festividades em Israel, durante as quais os serviços estão parados."

Entretanto, em várias cidades europeias, sucedem-se manifestações que pedem a libertação dos ativistas e voltam a exigir o fim do genocídio em Gaza. Qual é a sua opinião? Existe ou não um genocídio? E não existirá também noutros locais dos quais pouco se fala? 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-10-01-iniciada-abordagem-israelita-a-flotilha-global-sumud-a0fc6350

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/do-ultimato-a-abordagem-marinha-israelita-intercetou-flotilha-e-deteve-ativistas_v1687764

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/portugueses-na-flotilha-foram-sempre-acompanhados-pelo-mne-afirma-paulo-rangel_e1687697

https://pt.euronews.com/2025/10/02/flotilha-humanitaria-portugal-junta-se-aos-protestos-mundiais-apos-detencao-de-ativista

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-10-01-video-flotilha-com-ajuda-humanitaria-devera-chegar-esta-quinta-feira-a-gaza-2c99194f

https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2025-09-28-portugueses-na-flotilha-insistem-em-levar-missao-ate-ao-fim-2824d250

27/08/2025

Não há fome em Gaza

"Não há fome em Gaza", é tudo imaginação nossa. As crianças não estão a morrer devido aos ataques indiscriminados, não morrem nas filas enquanto esperam por um pouco de alimento... 


"Não há fome"... são pessoas magras porque estão doentes por outras razões. Israel já veio até exigir "que as Nações Unidas retirem de imediato o relatório" onde se declara "oficialmente" a existência de "fome na Faixa de Gaza,"  acusando a ONU de ser "uma instituição de investigação politizada". Porque os meios de comunicação social são todos mentirosos... não existe fome em Gaza.


Na caça, o caçador observa o animal. Atira comida. Depois quando o animal passa em direção à comida, o caçador dispara. Semelhanças com o que se passa em Gaza?


Esta terça-feira, o "Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo grupo islamita Hamas, elevou para 313 o número total de mortos, dos quais 119 crianças, por fome ou desnutrição no território palestiniano desde o início da ofensiva israelita em 07 de outubro de 2023." De acordo com o grupo, a maioria das mortes por causas relacionadas com a subnutrição e a fome em Gaza ocorreram nos últimos dois meses, após um bloqueio quase total de entrada de alimentos e medicamentos no enclave por parte de Israel, que controla todos os pontos de acesso ao território palestiniano, impedindo a entrada dos camiões que transportam ajuda.


Como em todos os lugares do mundo, como em todos os povos e em todas as culturas, existem extremistas, gente cuja inteligência se esgota no próprio umbigo. E não se podem confundir as partes com o todo e, aqui, a parte que estupidamente defende o direito de ocupação de uma terra e que olha para aquelas crianças desnutridas como se não merecessem sequer viver, é a parte que, embora não os representando a todos, os está a representar perante outros Estados, outros países. E ninguém faz nada... 


A barbaridade está ali, está impressa nos jornais, entra-nos pelas retinas quando entramos em qualquer site de notícias ou ligamos a televisão. Mas dizem-nos que não é real... como se pudessemos estar cegos, surdos! Até quando se vai deixar um louco governar um país sem se fazer nada e um exército matar deliberadamente inocentes? Perante as acusações, Israel intensifica apenas os ataques, porque "não há fome em Gaza," nem morrem inocentes por ali, apenas terroristas.


Entretanto, a morte vai atingindo também os repórteres, matando quem quer repôr a verdade, quem procura informar o mundo.«, arriscando a sua própria vida.


Fontes:


https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/israel-exige-que-onu-retire-relatorio-sobre-fome-em-gaza


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/dez-mortos-a-fome-em-gaza-nas-ultimas-24-horas-incluindo-duas-criancas_n1679497


 

11/08/2025

Em Gaza, todos podem ser um alvo a abater

Até os jornalistas.

Seis foram calados, seis que estavam numa tenda "perto do portão principal do hospital de al-Shifa, na Cidade de Gaza". Cinco jornalistas eram da Al Jazeera e um era freelancer, um dos poucos que conseguem entrar no território. Israel, dificulta cada vez mais a entrada de quem pretende mostrar a verdade, de quem quer mostrar os ataques, a fome... a morte. Não foi a primeira vez que o exército israelita, justifica a morte de jornalistas, afirmando que estes "pertencem" a células terroristas.

Esta é uma guerra em que ninguém irá ganhar, mas são principalmente os palestinianos quem está a sofrer mais. Tudo isto é inaceitável. Os ataques indiscriminados, a fome que se propaga, a destruição dos hospitais e, cada vez mais, os ataques à imprensa, a proibição imposta para que as notícias não cheguem. Não querem que saibamos o que se passa - e quanto não saberemos, nunca chegaremos a ver, talvez felizmente - que assistamos ao genocídio de um povo. Um povo a quem nem se deu hipótese de lutar, pois para tal não tem capacidade, perante sucessivos ataques. Um dia, quando não houver mais nada para destruir, estarão lá os reféns ainda, para serem salvos? Estará lá alguém do Hamas à espera de ser "apanhado"? Não me parece. Estarão os mortos e os quase mortos, os desistentes, moribundos e resistentes.

De acordo com as Nações Unidas, já morreram "242 jornalistas palestinianos", no enclave palestiniano, desde 7 de outubro de 2023, numa clara violação do Direito Internacional Humanitário. A situação nesta região não é nova. Felizmente, agora temos conseguido ver, assistir, perceber, ser informados do que se passa. Quem não quer por lá os meios de comunicação social? Quem não quer que se mostre o que se passa?

É preciso pensar nisto.


Fontes:

https://www.jn.pt/mundo/artigo/ataque-israelita-cala-vozes-de-seis-jornalistas-em-gaza/17858136

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-israelita-mata-jornalistas-da-al-jazeera-em-gaza_n1675590

02/08/2025

Morrer de fome ou morrer à espera de comida?

Parece uma pergunta estúpida, não parece?

Mas todos os dias, milhares de pessoas têm de tomar essa decisão. Todos os dias, os habitantes de Gaza, precisam de arriscar a vida em troca de um líquido que parece uma sopa, deitada em panelas e caixas imundas, ou receber um saco de farinha. Alguém por aqui se vê a sobreviver só com farinha?

Nessa deslocação até um local onde lhes será dada alguma comida, têm de se sujeitar a filas gigantescas sob um sol castigador, sem água, sem sombras e... com o risco iminente de serem fuzilados ali mesmo. Quando chegam junto do posto onde a comida está a ser distribuída, a fome já tirou o discernimento a muitos e, é cada um por si, mesmo que isso implique empurrar uma criança ou pisar alguém que caiu. Não é uma crítica, é a pura realidade. A animalidade a sobrepor-se à humanidade, a sobrevivência que passa a implicar matar ou morrer.

Enquanto vários países lançam, sob o território de Gaza, embrulhos com comida, um dos pontos de distribuição de comida é visitado por um "enviado especial de Donald Trump" e pelo "embaixador dos Estados Unidos em Israel." Estes pontos de distribuição são geridos por uma fundação "patrocinada por Israel e Washington",e que tem vindo a ser bastante criticada pela forma como o tem feito. Ironicamente, "Netanyahu insiste, no entanto, que não há fome em Gaza."  Num comunicado, o próprio Hamas já veio criticar esta "visita do enviado dos Estados Unidos a Gaza," a que chamou de "encenação."

De Espanha foram enviadas 12 toneladas de alimentos que já foram lançados sobre o território, esta sexta-feira, enquanto de França já chegaram "40 toneladas." Poderia ser suficiente, se chegassem à população, mas nem todos atingem locais acessíveis. Da parte dos Emirados Árabes Unidos foram já batidos "recordes em lançamentos pelo ar." Estes lançamentos são perigosos e podem mesmo matar, mas face ao drama que se vive na região, este acaba por ser um recurso de última linha para mitigar a fome de quem consiga alcançar uma destas "caixas". Quando os camiões entram em Gaza, não é de estranhar então que as pessoas os ataquem! Têm fome! Têm os filhos a definhar em casa, sem forças já para chorar! É a sobrevivência, matar ou morrer!

A fome é tanta - e felizmente os nossos meios de comunicação social têm mostrado isso mesmo - que até as equipas de saúde que tentam ajudar, estão a passar fome! Morrem-lhes nas mãos, bebés e crianças a quem as mães e os pais já não têm como alimentar. Fala-se de vacinar, de dar medicação, aqui era "só" (tão simples... não é assim tão simples...quem dera que fosse) dar-lhes comida! A fome, mata mais devagar que as bombas... faz menos barulho, mas também é uma "arma de guerra."

Na SIC Notícias, o embaixador de Israel em Portugal, além de se mostrar (naturalmente) "contra o reconhecimento do Estado da Palestina pelo Governo português," veio ainda afirmar que as imagens de crianças desnutridas são falsas e que as crianças que são mostradas têm outras "doenças", e que não estão magras devido à falta de alimentos. Se houve momentos em que senti raiva, foi ao assistir a esta entrevista. Se ver as imagens de mães a berrar agarradas aos corpos inertes dos filhos me traz um aperto no peito, ouvir as palavras deste "senhor" deu-me vómitos!

Nas suas palavras (e se não acreditarem vejam aqui, em SIC Notícias), estas imagens são uma “campanha de propaganda do Hamas”. Além de dizer que "estas imagens de meninos magros" são uma "vergonha para a SIC Notícias," acusando a própria estação televisiva de participar na "campanha de propaganda do Hamas", afirma ainda que estas são "crianças que têm doenças. Antes da guerra, centenas eram tratadas em hospitais israelitas. Não são magras por razão de fome ou de guerra.” 

À jornalista que o entrevistava só tenho a dar os parabéns pela calma com que ia liderando a entrevista, colocando as questões de forma corretíssima. Eu não o teria conseguido fazer. Felizmente, apesar de todas as limitações e impedimentos para que a fome e as mortes não sejam mostradas, haverá sempre alguém com uma câmara que irá arriscar a vida para nos mostrar o que muitos querem fingir que não existe.

Continuem a mostrar, por favor! É difícil de ver, mas, sem as imagens para o provar, muitos nunca irão acreditar.

E outra coisa! Assumir o genocídio de um povo, não apaga o crime cometido aquando do genocídio de outro! Podem sim, todos os judeus, olhar para o povo da Palestina e ver nestes o espelhar daquilo que aconteceu a muitos de vós ou aos vossos familiares! Não é isso que está em causa! É a (falta de) humanidade!


Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-08-01-video-enviado-especial-dos-eua-visita-ponto-de-distribuicao-alimentar-em-gaza-5f198831

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/hamas-descreve-visita-de-steve-witkoff-a-gaza-como-encenacao_a1673732

https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2025-08-01-video-embaixador-de-israel-em-portugal-genocidio-em-gaza-e-propaganda-do-hamas-84a5fdd1

02/07/2025

O mundo não está a ver?

Basta ligarmos a televisão. Em todos os blocos noticiosos, em qualquer canal, as imagens de ataques e contra-ataques sucedem-se. Em direto, assistimos à guerra, enquanto os comentadores televisivos tecem as suas achegas e opiniões sobre como, onde e porquê cairão os próximos mísseis.

O povo da Palestina continua a ser massacrado pelos constantes "ataques das forças israelitas na Faixa de Gaza." Só ontem, contaram-se "pelo menos 74" mortos, 30 dos quais estariam junto a um café onde tentavam carregar os telemóveis, num dos poucos negócios que ainda se mantêm abertos naquela região. Este local, tornou-se um dos poucos sítios, "onde as pessoas se juntam para carregar os telemóveis e ter acesso à Internet. À hora do ataque estava cheio de mulheres e crianças." Para além "dos 30 mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade." De um outro ataque, resultaram "15 mortos."

Outras 23 pessoas "morreram quando tentavam obter ajuda alimentar." De acordo com informações do "hospital Al-Aqsa," seis pessoas terão morrido depois do edifício onde se encontravam ter sido "bombardeado perto da cidade de Zawaida, no centro da Faixa de Gaza." Já ao "hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul do país," chegaram "os corpos de pessoas baleadas quando regressavam de um local de distribuição de ajuda da Gaza Humanitarian Foundation (GHF, na sigla em inglês), onde soldados israelitas denunciaram ter ordens superiores para disparar sobre as multidões." Desde o final do mês de maio, terão já sido mortas "pelo menos 410 pessoas nestes centros de distribuição."

Estes serviços de distribuição de comida, são tutelados por Israel e pelos EUA, o que levanta muitas outras questões.

Na Ucrânia, "pelo menos 20 civis foram mortos e centenas ficaram feridos em ataques de drones e mísseis russos." no último dia 25. O presidente Volodymyr Zelenskyy continua a tentar negociar "mais ajuda ocidental para os esforços do seu país para repelir as forças russas." Mas não foi possível impedir um ataque russo com "mísseis balísticos," que atingiu "vários locais civis," nas cidades de "Dnipro" e de "Samar." Para além dos mortos, há a lamentar "cerca de 300 feridos." Um dos mísseis terá feito "explodir as janelas de um comboio de passageiros que transportava cerca de 500 pessoas."

Na madrugada de 28, a Ucrânia sofreu um dos mais mortíferos ataques. A "cidade de Samar, no oblast de Dnipropetrovsk," foi atingida e "cinco pessoas" perderam a vida, registando-se ainda 25 feridos. Na mesma noite, na "cidade portuária de Odessa, no sul do país, um casal foi morto por um drone russo que atingiu um edifício residencial de 21 andares. O ataque provocou um grande incêndio em três andares, ferindo pelo menos 14 outras pessoas, incluindo três crianças."

A Rússia voltou ainda a bombardear Kherson, atingindo "bairros residenciais e infraestruturas críticas," e provocando  quatro mortos "civis e ferindo pelo menos onze outros." Já na região de "Sumy, no nordeste da Ucrânia, um ataque de drones na segunda-feira matou três civis, incluindo um menino de cinco anos," tendo ainda feito seis feridos.

Só durante o último mês, a Rússia terá lançado "um número recorde de 5.438 drones contra a Ucrânia," enquanto que há um ano, "o número total de drones lançados por Moscovo" contra território ucraniano tinha sido "de 332." E aqui entra armamento proveniente de duas grandes potências - a China e o Irão. Desde o início dos ataques, em 2022, "a Rússia tem utilizado drones Shahed, fabricados e importados do Irão. Mais tarde, Moscovo introduziu os UAV Geran, que são cópias exatas dos drones Shahed, mas fabricados na Rússia."

"Mais recentemente, foram também utilizados os Garpiya-A1," que se assemelham "aos drones Shahed, mas utilizam componentes chineses." Nos seus ataques, a Rússia começa por lançar "chamarizes", ou seja drones e mísseis que não estão armados, de forma a sobrecarregar a capacidade de defesa da Ucrânia, "seguido de ataques coordenados com mísseis de cruzeiro e balísticos."


Fontes:
https://www.publico.pt/2025/07/01/mundo/noticia/ataques-israelitas-matam-74-pessoas-gaza-incluindo-30-cafe-junto-mar-2138478

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/25/pelo-menos-20-mortos-em-ataques-na-ucrania-enquanto-zelenskyy-se-encontra-com-os-aliados-o

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/07/01/russia-lancou-um-numero-recorde-de-5337-drones-contra-a-ucrania-so-em-junho

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/28/pelo-menos-10-mortos-em-ataques-noturnos-com-misseis-e-drones-na-ucrania

19/06/2025

Razões que a razão desconhece

Sou só eu que acho que atacar uma central nuclear, pode correr mal, mesmo muito mal?

Ou será que a ideia é destruir a central e, aproveitando, destrruir um ou dois países ali à volta, já que não nos "estamos" a entender com eles? É que, sinceramente, isto está a começar a cheirar muito mal. Segundo afirmou Donald Trump, "ainda não decidiu se vai intervir militarmente," embora exista a possibilidade de "apoio a um ataque israelita às instalações nucleares do Irão." O Irão acusou ainda "a Agência Internacional de Energia Atómica das Nações Unidas de agir como parceira da guerra de agressão de Israel." Aquilo que parece estar aqui em causa, não é só a guerra entre o estado judaico de Israel e o regime autocrático do Irão, mas abrange outras duas grandes potências - os EUA e a Rússia. E está a ser complicado perceber quem está a apoiar quem, havendo interesses que vão muito além da política externa da qual se vai falando por aí.

O Irão acabou, há poucas horas, por se manifestar contra o apoio dos "Estados Unidos" a Israel, "avisando que tal ação teria como consequência uma resposta severa”. Já numa declaração feita numa visita ao Líbano, a intervenção do "Hezbollah, movimento armado libanês apoiado pelo regime iraniano," é visto pelos EUA como uma "péssima decisão."

A guerra entre o Irão e Israel não é nova - aliás tem décadas - mas as coisas parecem ter piorado de uma semana para a outra assim "do nada". Voltemos a 2010, quando um "vírus informático Stuxnet - amplamente atribuído aos serviços secretos norte-americanos e israelitas - desativou as centrifugadoras iranianas." Já em julho de 2020, um ataque alegadamente de origem israelita terá danificado "gravemente uma central de centrifugação em Natanz e, mais tarde nesse ano, o cientista nuclear de topo Mohsen Fakhrizadeh foi assassinado perto de Teerão." No ano seguinte, "o Irão voltou a culpar Israel por um apagão em Natanz e, pouco depois," terá começado "a enriquecer urânio a 60%." Em 2022, estas acusações foram aumentando "ainda mais, com o Irão a acusar Israel de envenenar dois dos seus cientistas nucleares sem apresentar provas." As relações entre os dois estados agravaram-se ainda mais quando, depois dos ataques de 7 de novembro, o Irão "manifestou o seu apoio" ao Hamas. 

Os ataques mútuos, apesar de frequentes, não eram diários e andávamos talvez distraídos com outras guerras. Depois de diversos "atos de sabotagem e ataques aéreos," foi lançada no "início de 2024, uma operação israelita" que resultou em danos num "gasoduto iraniano."  A 1 de abril do mesmo ano, "um ataque com mísseis destruiu o consulado do Irão em Damasco, matando dois generais e 14 outras pessoas."

Em retaliação, "o Irão lançou mais de 300 mísseis e drones num ataque direto a Israel, a maioria dos quais" acabou por ser "intercetada." Em outubro seguinte, "Israel conduziu os seus primeiros ataques diretos no interior do Irão, visando as defesas aéreas e locais onde existiam mísseis." A Mossad tem aqui um papel importante, por ter sido responsável por montar "uma base secreta para drones explosivos no interior do Irão semanas antes da operação, que foi posteriormente utilizada para atacar plataformas de mísseis superfície-superfície."

Na passada sexta-feira, Israel anunciou que iria avançar com "uma operação militar de grande envergadura contra alvos nucleares e militares no Irão, sob o nome de Lion Rising," referindo que pretende “eliminar a ameaça iraniana à existência do Estado hebreu”. Durante esta última semana, a Mossad terá investido pelas "profundezas do território iraniano, visando sistemas de mísseis, defesa aérea e infraestruturas nucleares."

Durante esta noite foram lançados vários mísseis de parte a parte. Um hospital israelita, "em Be'er Sheva, no sul," bem como um outro em "Holon e Ramat Gan, no centro do país," acabaram por ser atingidos. O balanço mais recente é de "65 pessoas" feridas, embora de forma "leve". Israel fala em crime de guerra, porque o ataque atingiu alguns edifícios hospitalares - faz-me lembrar alguma coisa, hum... a vocês não? Um outro míssil iraniano terá também conseguido "furar" a Hiron Dome israelita e acabou por atingir "a base de um arranha-céus na rua Jabotinsky em Ramat Gan, perto do centro de Telavive e a cerca de 200 metros da bolsa de diamantes da cidade."

Entretanto, as "Forças de Defesa de Israel" atacaram "dezenas de alvos militares no Irão e foi emitido um aviso instando os civis a evacuar a área em torno do reator de água pesada de Arak." Os EUA já reforçaram as suas bases militares no Médio Oriente, tentando, entre outras coisas, evitar o "encerramento do Estreito de Ormuz."

O que a mim também não me faz sentido - mas que vindo daqueles lados, já começa a parecer normal - é a intenção demonstrada por Vladimir Putin de ser mediador do "fim do conflito entre Israel e o Irão, ao mesmo tempo que Moscovo intensifica a sua guerra contra a Ucrânia." A Rússia, alertou para as consequências de um "eventual" apoio dos "Estados Unidos contra qualquer intervenção militar no conflito entre o Irão e Israel," dizendo que estas pode ser "verdadeiramente imprevisíveis.” O presidente russo chegou mesmo a sugerir "que o Kremlin poderia ajudar a negociar um acordo que permitisse a Teerão prosseguir um programa nuclear pacífico, ao mesmo tempo que atenuaria as preocupações de segurança de Israel." Que interesse está por trás desta mediação e que solução poderia aqui ser encontrada, tendo em conta os interesses dos envolvidos?

E deixo aqui outra questão. Parece que estamos longe e que não é nada que nos possa atingir, mas sabemos que não é bem assim. De que lado se coloca a UE? As opiniões dividem-se, mas há que explicar que a "UE considera que o Irão é a principal influência desestabilizadora no continente europeu, através do seu apoio militar à Rússia."


Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/06/19/putin-diz-que-russia-pode-mediar-acordo-entre-israel-e-irao-enquanto-intensifica-ataques-a

https://pt.euronews.com/2025/06/19/hospital-no-sul-de-israel-atingido-por-missil-iraniano-informam-as-autoridades

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/19/ue-dividida-quanto-ao-direito-de-israel-bombardear-o-irao

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guerra-no-medio-oriente-a-evolucao-do-conflito-entre-israel-e-irao_e1663271

https://pt.euronews.com/2025/06/13/cronologia-como-ocorreu-a-escalada-do-conflito-entre-israel-e-o-irao

17/06/2025

Quando se morre... apenas por querer comida!

A cada dia que passa sinto-me dividida. Entre falar das férias que já antecipo, ou do medo de que não se cheguem a realizar... entre escrever sobre a felicidade que é estar numa esplanada a comer um gelado que pinga doçura e a fome de quem nada tem e ainda morre quando aguarda que lhe seja largada comida. Dizer que estou triste, é pouco. Sinto-me sem esperança. E perder a esperança, é o limite a que se chega quando o mundo nos parece um sítio negro.

O mundo tem sido atingido por catástrofes, temos ultrapassado tanta coisa, mas nada se compara à maldade humana. Nada é pior do que a falta de compaixão, a absurda incompetência de quem se acha senhor de um país, dono de um Estado, de pôr fim à barbárie que vai corroendo a superfície deste torrão.

Na Palestina, 45 pessoas foram assassinadas de forma bárbara, enquanto aguardavam que lhes fosse distribuída comida. Os rostos estão magros da fome, os olhos desesperados por algo que não sabem se chega, por alguém que os olhe e os acolha. Segundo "fontes da Defesa Civil de Gaza," estas 45 pessoas, foram "vítimas de disparos israelitas contra o centro de ajuda humanitária." A "agência de notícias norte-americana," chama-lhe "incidente." Apesar de não assumir a culpa desta matança, Israel assume que "nas últimas semanas" foram disparados "tiros de aviso contra pessoas" que se tinham aproximado das forças "de forma suspeita".

"As autoridades sanitárias locais, controladas pelo Hamas, afirmam que foram mortas dezenas de pessoas e centenas ficaram feridas desde a abertura no mês passado de pontos de distribuição de alimentos geridos por um grupo apoiado pelos EUA e Israel." Já no final de maio, as forças "militares israelitas" alvejaram um grupo de pessoas que "invadiu um centro de distribuição de ajuda humanitária em Gaza, provocando 47 feridos." Autoridades, associações e ONG deveriam estar a unir esforços para a paz, não para a guerra. 

"A Organização das Nações Unidas tem reiterado que não há lugar seguro para as crianças na região, e os números são alarmantes: nos últimos meses, milhares de crianças perderam a vida devido aos bombardeamentos das forças armadas israelitas." A abertura de corredores humanitários não tem sido eficiente e, isso tem levado à morte de centenas de bebés. Cerca de "14 mil bebés" encontram-se "em risco de morte iminente devido à falta de alimentos e medicamentos." Locais que deveriam ser seguros, neutros, acolhedores, estão a ser bombardeados. "Escolas e hospitais," acabaram por se tornar "alvos de ataques indiscriminados. Muitas crianças foram mortas ou mutiladas enquanto" se procuravam abrigar "em locais que deveriam protegê-las. A ONU tem apelado repetidamente para um cessar-fogo imediato e para que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional humanitário."

Fontes:

https://www.jn.pt/1578752038/mortos-a-tiro-45-palestinianos-que-esperavam-ajuda-alimentar/

https://iacrianca.pt/2025/06/comunicado-a-tragedia-das-criancas-de-gaza/

16/06/2025

Aqueles que normalizam a violência

Aquilo que mais me tem surpreendido nos últimos dias, tem sido a normalização da violência. Será que é normal haver mísseis a sobrevoar os céus de uma cidade durante a noite? Será que alguém considera normal, famílias a correr para os abrigos, sempre que as sirenes anunciam que se estão a aproximar novos ataques?

E não há bons e maus, quando os ataques se dirigem à população civil... "Os últimos ataques iranianos atingiram mais cidades israelitas e provocaram muitas mortes e dezenas de feridos," enquanto se multiplicam também as vítimas iranianas, com a população a começar a fugir, muitos abandonando "o país através da fronteira com a Turquia."

As escolas são fechadas e as crianças vêm a sua vida a ser totalmente alterada, podendo sofrer trauma psicológico (além de físico). Muitos outros serviços acabam também por ser encerrados. "Os hotéis são um dos poucos edifícios que se mantêm de portas abertas e que acolhem desalojados." Muitos, têm de receber hóspedes que ficaram retidos, devido ao fecho do espaço aéreo, e isso implica ter de se adaptar "à rotina dos abrigos que existem em cada piso" do hotel.

De acordo com Paulo Rangel (MNE), já saíram ontem [domingo], por nossa mão, por terra, quatro portugueses para o Azerbaijão. Entretanto já tinha saído um pela Turquia, há ainda três expatriados, mas que têm meios próprios para regressar." É que quando cai a noite, a situação complica-se em ambos os lados. Um dos primeiros ataques acabou por atingir e provocar uma "forte explosão" numa "fábrica iraniana de processamento de gás natural. Seria o primeiro ataque israelita à indústria do petróleo e gás natural do Irão."

A Tv estatal do Irão já foi mesmo atacada, levando à paragem da emissão por algum tempo, um hospital acabou também por ser atingido, além de várias outras infraestruturas, como é o caso de uma central, "onde o urânio" é "enriquecido até 60% de pureza - próximo do grau necessário para o fabrico de armas - também foi atingida. No entanto, os pavilhões subterrâneos parecem intactos." Apesar de assumir alguns danos na estrutura, o Irão afirma que não há libertação de urânio para a atmosfera, nem houve subida dos valores de radiação nas proximidades.

Já o presidente Donald Trump, que parece querer mandar em tudo - mas sem grande sucesso - a única coisa que parece ter feito para mediar este conflito, foi tentar envolver Putin. Talvez seja só impressão minha, mas isto ainda vai piorar antes que vejamos melhorias no terreno. "Os serviços secretos norte-americanos e a Agência Internacional de Energia Atómica afirmaram repetidamente que o Irão não estava a procurar obter uma arma nuclear antes de Israel ter desencadeado a sua campanha de ataques aéreos contra o Irão a partir de sexta-feira." Já o Irão, afirma "que o seu programa nuclear se destina apenas a fins pacíficos."

Mas o conflito passa além fronteiras... na Síria, uma mulher perdeu a vida, alegadamente devido à "queda de um 'drone', afirmou este domingo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), estimando que o aparelho era provavelmente iraniano."


Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guerra-no-medio-oriente-a-evolucao-do-conflito-entre-israel-e-irao_e1662329

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/hoteis-tornam-se-abrigos-para-moradores-de-edificios-atingidos-em-israel_a1662372

https://observador.pt/2025/06/16/portugal-ja-retirou-portugueses-do-irao-e-tem-em-curso-operacao-de-repatriamento-em-israel/

https://pt.euronews.com/2025/06/16/as-consequencias-dos-ataques-israelitas-as-instalacoes-militares-e-nucleares-do-irao-em-im

https://pt.euronews.com/2025/06/15/irao-e-israel-voltam-a-trocar-ataques-deixando-varios-mortos-e-dezenas-de-feridos

https://expresso.pt/expresso-fundamental/2025-06-13-irao-lanca-novo-ataque.-trump-admite-futuro-envolvimento-na-guerra-e-putin-como-mediador-efde434d

15/06/2025

Israel e Irão - a Guerra que se teme no Médio Oriente

Sabemos que existem Portugueses espalhados por todo o mundo. Alguns em trabalho ou a estudar, muitos de férias e, claro, Israel não é exceção. De acordo com informações que vão chegando através da comunicação social, cerca de 40 portugueses estão à espera da "abertura do espaço aéreo em Israel"e da "chegada de um avião militar para o regresso a Portugal." O clima é tenso e assustador, havendo alguns portugueses a pedir já que seja enviado um avião militar para que sejam resgatados. A situação tem vindo a agravar-se, sendo que a embaixada portuguesa em Telavive, terá já disponibilizado "um contacto de emergência consular," que servirá "exclusivamente para questões de emergências e situações especiais diretamente relacionadas com o atual momento". Mantém-se como conselho, que não sejam realizadas "viagens não essenciais para Israel" ou para o Irão, tal como "quaisquer deslocações à Faixa de Gaza" e a "áreas imediatamente circundantes", "à Cisjordânia e à zona da fronteira Israel-libanesa e junto à Síria (Montes Golã)."

Israel continua a atacar o Irão, sendo que o ataque de sexta-feira a Teerão, terá causado a "morte de pelo menos 60 pessoas, incluindo 20 crianças, depois de ter atingido um edifício residencial ligado ao Ministério da Defesa." O ataque em larga escala, terá tido como justificação a notícia de que o Irão estaria apenas "a dias de conseguir desenvolver várias bombas nucleares."

Um "avião de reabastecimento aéreo," foi entretanto atingido pelo ataque israelita, "no aeroporto de Mashhad." Benjamin Netanyahu, ameaçou que "os ataques realizados até agora não são nada em comparação com o que o Irão verá nos próximos dias." Do lado iraniano, "Hossein Salami, líder das Guardas Revolucionárias," foi morto, bem como "o major-general Mohammad Bagheri."

Em Lisboa, o embaixador do Irão lançou ontem "críticas à atuação da União Europeia," que na sua opinião "devia ter a mesma posição" que foi adotada aquando do início do conflito na Ucrânia, ou seja: "Acusar e condenar esta brutalidade porque, com base no direito internacional, se o abuso de poder se tornar uma norma, então toda a gente pode atacar qualquer um". O embaixador, "Baghaei" acusou os EUA de estarem a compactuar com os ataques, afirmando que "o ataque israelita não teria ocorrido sem a permissão de Washington." Apesar de os EUA recusarem ter tido conhecimento antecipado, é verdade que foram enviados cerca de 300 mísseis americanos para Israel, os quais terão depois sido usados nos ataques da primeira noite.

O Irão retaliou contra estes ataques, lançando "centenas de mísseis contra território israelita, com explosões registadas sobre os céus das cidades de Telavive e Jerusalém." Uma mulher de 20 anos terá morrido e outras 13 pessoas terão ficado "feridas depois de um míssil ter atingido uma casa no norte do país." Já em "Tamra, uma cidade predominantemente palestiniana," um outro ataque terá morto "três pessoas."

De ambos os lados, quem sofre é a população. O Irão já ameaçou que o conflito poderá ser alargado, prometendo "retaliar também contra alvos dos EUA, Reino Unido e França." Se estes países continuarem a proteger Israel, os seus "barcos e bases militares" podem tornar-se alvos. Será apenas uma ameaça, ou irão pô-la em prática? O medo cresce para quem ainda se encontra em território de Israel.

Fontes:

https://www.dn.pt/internacional/ir%C3%A3o-diz-que-negocia%C3%A7%C3%B5es-com-eua-n%C3%A3o-fazem-sentido-ap%C3%B3s-os-ataques-israelitas

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataques-e-contra-ataques-iranianos-e-israelitas-continuam-a-espalhar-destruicao-e-morte_e1662146

https://www.publico.pt/2025/06/14/mundo/noticia/ataques-continuaram-madrugada-israel-atingido-sistemas-defesa-iranianos-2136627

https://www.publico.pt/2025/06/14/mundo/noticia/irao-ameaca-alargar-conflito-ate-onde-podera-ir-riscos-traz-nuclear-2136647

https://cnnportugal.iol.pt/mohammad-bagheri/guerra/chefe-das-forcas-armadas-do-irao-morto-no-ataque-macico-de-israel/20250613/684babecd34e3f0bae9f5624

https://pt.euronews.com/2025/06/13/embaixada-de-portugal-em-israel-cria-contacto-de-emergencia-face-a-escalada-do-conflito


13/06/2025

Guerra Israel - Irão

Como as coisas até estavam tranquilas e não havia nada com que nos preocuparmos, Israel atacou o Irão, lançando mísseis sobre o território vizinho. O Irão não fez esperar a resposta.

Um dos ataques veio a atingir a "instalação nuclear de Natanz," onde se desenvolve o "programa nuclear do Irão," danificando-a (segundo "a agência iraniana de energia atómica"). Segundo Israel, este ataque terá causado "danos na área subterrânea da central, onde se encontram centrifugadoras e material eléctrico," e que tinham "ainda" sido atacadas outras “infra-estruturas críticas”, "que permitem o funcionamento da central." O Irão refere que os danos foram apenas superficiais e que os níveis de radiação não terão sofrido alterações, acrescentando ainda que acrescentando que não tinha sido registada “nenhuma vítima."

A cidade de Tabriz, "incluindo o aeroporto local," foi também atacada esta manhã num "novo ataque da Força Aérea de Israel." O espaço aéreo iraniano encontra-se encerrado, uma vez que seria perigoso para a aviação comercial circular por ali - o sistema de defesa para conter bombardeamentos israelitas foi entretanto reativado.

Entretanto, a conferência da ONU para debater os dois estados (Israel - Palestina) foi adiada devido ao conflito. Os EUA estarão metidos neste ataque? Aquilo que sabemos é que, a escolher um lado, os EUA estarão certamente do lado de Israel e que já tinham instado o governo do Irão a que chegasse a "um acordo [sobre o seu programa nuclear] antes que não" restasse "mais nada", alertando na "sua rede social Truth Social "que a haver "futuros ataques" estes seriam "ainda mais brutais". No seu comentário na CNN, o "major-general Carlos Branco" afirmou que considerava "incontornável" que os EUA estivessem "envolvidos no ataque israelita ao Irão, restando apenas saber de que forma o fizeram."

Numa mensagem para o povo iraniano, Netanyahu fez saber que, durante as "últimas 24 horas," já tinham eliminado "os principais comandantes militares, os principais cientistas nucleares, a instalação de enriquecimento (de urânio) mais importante do regime islâmico e grande parte do seu arsenal de mísseis balísticos." Os dados de há cerca de uma hora, dizem-nos que os ataques "israelitas no Irão fizeram 78 mortos e mais de 320 feridos." Mas os ataques ainda não pararam e parece que vão piorar nas próximas horas. 

A retaliação, da parte do Irão, não se fez esperar. Em Telavive, as equipas de resgate terão entretanto prestado socorro a vários feridos, depois dos ataques com rockets, tendo ainda sido evacuados "34 feridos para hospitais" das proximidades.


Fontes:

https://www.publico.pt/2025/06/13/mundo/noticia/israel-lanca-ataque-precedentes-irao-responde-100-drones-2136523#112220

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/medio-oriente-israel-ataca-irao-com-instalacoes-nucleares-e-militares-como-alvo_e1661694

https://cnnportugal.iol.pt/videos/os-iranianos-foram-apanhados-em-contracurva-os-altos-dirigentes-em-vez-de-estarem-em-bunkers-estavam-em-casa-a-dormir/684c8c8f0cf20ac1d5f32fea



 

22/05/2025

Atentado nos EUA - funcionários da Embaixada Israelita mortos a tiro

"Dois funcionários da embaixada israelita em Washington foram assassinados a tiro. O incidente está a ser tratado como um potencial crime de ódio antissemita." O ataque aconteceu "à frente ao Museu Judaico de Washington," onde se localiza também "o gabinete local do FBI." Esta situação constitui um ato antissemita, violando ainda a Convenção de Viena, tal como afirmou Paulo Rangel, MNE de Portugal. Não nos esqueçamos que pocas horas antes, um grupo de vários embaixadores que estavam numa visita a um campo de refugiados na Cisjordânia, foram alvo de tiros. Felizmente, nesse ataque, ninguém ficou ferido. 


"A segurança nas representações diplomáticas de Israel foi reforçada em todo o mundo." Netanyahu veio já a público classificar "o ataque como um horrível homicídio antissemita”. Como partilhado pela emissora "norte-americana NBC News, um homem armado gritou Palestina Livre quando foi detido à frente ao museu."


Numa conferência de imprensa que foi hoje realizada, "o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa'ar, afirmou" haver "uma linha direta que liga o anti-semitismo" e o "incitamento anti-israelita a estes crimes".


Por seu lado, Netanyahu veio já criticar "duramente o apoio de Emmanuel Macron," presidente francês, "Keir Starmer," primeiro-ministro britânico e ainda o primeiro-ministro canadiano "Mark Carney," atribuindo-lhes uma parte da culpa do que "considera ser uma posição alinhada com o Hamas, sublinhando que tal encorajamento apenas prolonga o conflito." O primeiro-ministro israelita afirma ainda que é aos políticos ocidentais que se deve o aumento do “incitamento contra Israel," culpando o ocidente pelas mortes ocorridas em Washington. Este evento tinha sido "organizado pelo Comité Judaico Americano, uma organização de defesa que apoia Israel e combate o anti-semitismo." Infelizmente, o conflito continua a alastrar-se pelo mundo!


Fontes:


https://observador.pt/liveblogs/dois-funcionarios-da-embaixada-israelita-mortos-a-tiro-em-washington-suspeito-ja-foi-identificado/


https://cnnportugal.iol.pt/eua/israel/dois-funcionarios-da-embaixada-israelita-mortos-a-tiro-em-washington/20250522/682eafd1d34e3f0bae9e7d46


https://www.publico.pt/2025/05/22/mundo/noticia/dois-funcionarios-embaixada-israel-mortos-tiroteio-washington-suspeito-detido-2133916


 


 

21/05/2025

Ataque a comitiva na Cisjordânia

Uma comitiva diplomática, de visita a um campo de refugiados em "Jenin, na Cisjordânia" foi esta tarde atacada por militares do "exército israelita," o que já levantou diversas reprovações e pedidos de esclarecimentos. Portugal já se manifestou, através do ministro dos NE, Paulo Rangel, que informou que na comitiva em questão, "seguiam mais de 20 diplomatas e representantes de órgãos de comunicação social, entre eles, o embaixador Frederico Nascimento, chefe da missão diplomática em Ramallah."


A comitiva visitava o campo de refugiados de Jenin, "para ser informada sobre a situação humanitária no local," e "integrava um total de 27 países europeus, americanos, árabes e asiáticos." A visita, que tinha sido organizada com a Autoridade Palestiniana e coordenada com o exército israelita, incluía ainda "representantes do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA)."


"Israel admitiu que foram disparados tiros de advertência e justifica-o com um alegado desvio da rota aprovada, tendo ainda lamentado o incómodo”. Ainda referiu que a comitiva terá entrado "numa zona onde não estava autorizada a estar."


"Em comunicado, a Autoridade Palestiniana condenou com a maior veemência possível o crime odioso cometido pelas forças de ocupação israelitas, considerando que a situação constitui "uma violação flagrante e grave do direito internacional."


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-21-ataque-a-comitiva-de-diplomatas-governo-chama-embaixador-de-israel-em-portugal-10d56caf


https://sicnoticias.pt/mundo/2025-05-21-israel-lamenta-incomodo-causado-por-tiros-de-advertencia-contra-diplomatas-em-jenin-e21fbe8a


https://executivedigest.sapo.pt/noticias/portugal-convoca-embaixador-de-israel-apos-ataque-a-comitiva-onde-seguia-diplomata-portugues/


 


 

15/05/2025

Se isto não é genocídio...

... então não sei o que é!


Numa atitude vergonhosa, Israel continua a intensificar os ataques na Faixa de Gaza. Há dois dias, "um ataque aéreo em Jabalia, no norte de Gaza, fez pelo menos 10 mortos, incluindo mulheres e crianças."


Os confrontos israelo-palestinianos continuaram com o Exército israelita a lançar bombardeamentos sobre "dois hospitais em Khan Younis." Novamente, a justificação de que estes hospitais teriam no seu interior “um centro de comando e controlo” do Hamas. A verdade é que estes ataques provocaram a morte a pelo menos 28 pessoas no Hospital Europeu, em Khan-Younis, e vários outros no Hospital Nasser, em Gaza. Um dos ataques "aconteceu horas depois do Hamas ter libertado um refém israelo-americano." O número de mortos tem vindo a aumentar, havendo a notícia de um novo ataque feito durante a última madrugada e que vitimou "79 pessoas. Só em Khan Younis, que voltou a ser atingida, registaram-se 53 mortos, mas o número ainda é provisório." Muitas destas vítimas ainda estariam debaixo dos escombros, por isso o número pode ser superior.


"Um repórter de imagem da agência norte-americana Associated Press, que está na cidade palestiniana, contou dez ataques aéreos contra Khan Younis, durante a última noite, e viu vários corpos serem levados para a morgue do Hospital Nasser." As imagens não nos mostram tudo e, na sua maioria, já são bastante alusivas e impressionantes. Nestes conflitos, os reporters de imagem e os jornalistas têm um papel fundamental e colocam a sua vida em risco para mostrarem ao mundo a realidade. Então, que pelo menos não finjamos que não sabemos de nada!

Estes bombardeamentos têm vindo a acontecer, no mesmo "momento em que Donald Trump visita o Médio Oriente, indo a Estados do Golfo, mas não a Israel." Numa visita ao Catar, o presidente norte-americano voltou a falar em tornar a Faixa de Gaza numa "zona livre" o que não tem sido uma ideia bem aceite por todos os envolvidos.


20/01/2025

Prisioneiros libertados durante cessar-fogo

Dando continuação à publicação que ontem fiz, sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza, durante a madrugada houve então a libertação de 90 prisioneiros palestinianos tal como estava acordado entre as partes. Os prisioneiros foram "recebidos em festa, entre bandeiras do Hamas, do Hezbollah, da Fatah ou da Jihad Islâmica e gritos de alegria de familiares." Este grupo de 90 prisioneiros que chegou já à Cisjordânia, é composto na sua "maioria" por "mulheres e menores de idade."

Mas além da troca de reféns e de prisioneiros, que só por si seria já um facto de extrema importância, não posso deixar de realçar a troca de cumprimentos entre Donald Trump e Israel Katz, ministro da defesa de Israel, que afirmou na rede X que "o laço entre Israel e os EUA é inquebrável”, estando os mesmos "assentes em valores partilhados e interesses mútuos."

Israel Katz afirmou ainda estar "ansioso para trabalhar com sua administração para fortalecer esta aliança, trazer de volta todos os reféns mantidos em Gaza e impedir que o Irão adquira armas nucleares.” É possível que venha a ocorrer uma visita de "Benjamin Netanyahu, a Washington no mês de fevereiro para uma reunião com Donald Trump."

Entretanto, a próxima vaga de reféns só será libertada no próximo domingo. Sobre as três reféns que ontem foram libertadas, é de ressaltar que duas delas foram baleadas durante o ataque a 7 de outubro. Este acordo de cessar-fogo provocou também desacordo no governo israelita, levanto à demissão do "ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita," e de dois outros ministros do "partido religioso Poder Judaico," que sse opunham às cedências deste acordo.

Em dúvida, está agora a situação de duas crianças que, apesar de terem os seus nomes na lista de reféns a serem entregues durante este cessar-fogo, poderão ter sido mortas durante o conflito devido aos bombardeamentos efetuados pelas tropas israelitas. "O Hamas alega que as crianças morreram," bem como a mãe, Shiri, que também se encontra nesta lista, mas os "militares não confirmam a informação, e ainda esperam que eles estejam vivos." No caso de se confirmar a sua morte, espera-se que os corpos possam ser entregues e repatriados.

 

Fontes:

https://observador.pt/liveblogs/90-prisioneiros-palestinianos-recebidos-em-festa-por-apoiantes-do-hamas-e-do-hezbollah/

https://pt.euronews.com/2025/01/19/tres-ministros-de-extrema-direita-abandonam-o-governo-de-israel-por-causa-do-acordo-de-ces

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/duas-criancas-refens-dadas-como-mortas-pelo-hamas-estao-em-lista-para-serem-libertadas,9f000b71bf9ae5860d1cdef81d0ac982lk5wukqu.html?utm_source=clipboard



 

 

 

19/01/2025

Cessar-fogo entre Israel e o Hamas

Nestes quinze meses de guerra, "as Forças de Defesa de Israel (IDF) bombardearam e ocuparam grande parte do território palestino," no qual o Hamas, domina. Pelo menos "46913 pessoas foram mortas em mais de 15 meses de guerra na Faixa de Gaza." De acordo com este balanço, feito à meia-noite de ontem, registaram-se também "110750" feridos na "Faixa de Gaza, onde a guerra foi desencadeada por um ataque do Hamas a Israel em 07 de outubro de 2023."


O "Hamas é classificado como uma organização terrorista por Israel," bem como pelos "seus aliados ocidentais, assim como por alguns países árabes." Este conflito já terá morto "dezenas de milhares" de pessoas, entre as quais estão vários elementos de "organizações humanitárias" e também vários jornalistas e repórteres.


Na passada quarta-feira (dia 15/01), o Catar anunciou um avanço nas negociações para pôr fim ao conflito armado entre Israel e o Hamas." O acordo foi também mediado pelos EUA, Catar, Egito e Turquia. 


Depois de uma reunião que decorreu ontem e se estendeu por cerca de seis horas, "o governo de Benjamin Netanyahu ratificou o plano," o qual refere que as "armas deverão ser silenciadas inicialmente por seis semanas" a partir de hoje, domingo.


Israel deve começar por retirar as suas tropas da Faixa de Gaza e, ambos os lados, irão "libertar reféns e prisioneiros." Além disso, deverão ser abertos corredores de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.


"Na primeira fase do cessar-fogo, que deve durar 42 dias, o Hamas deve entregar 33 reféns a Israel," prevendo o acordo a libertação inicial "de todas as crianças e mulheres restantes, seguidas pelos homens com mais de 50 anos de idade." No entanto, é desconhecido quantos dos reféns poderão já ter perdido a vida: até ao "momento, 36 deles foram declarados mortos," e outros 110 foram já "libertados com vida."


Sobre este cessar-fogo que hoje começa, teve grande influência como referi anteriormente, do governo dos EUA. Apesar de ainda estar em funções Joe Biden, Donald Trump tinha já ameaçado o Hamas: "se esses reféns não estiverem de volta quando eu assumir o cargo, o inferno vai explodir no Oriente Médio. E isso não será bom para o Hamas, e não será bom para ninguém".


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas de rejeitar partes do acordo para conseguir "extorquir concessões no último minuto", o que levou ao adiamento do início do cessar-fogo, uma vez que faltava a entrega do nome dos três reféns que seriam libertados. Apesar das negociações, ainda esta manhã, várias "regiões do norte de Gaza foram bombardeadas por Israel."


Pouco depois da entrada em vigor do cessar-fogo, os "primeiros camiões com ajuda humanitária entraram em Gaza." De acordo com um funcionário egípcio, “260 camiões de ajuda humanitária e 16 camiões de combustível” entraram através "da passagem de Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, e de Nitzana, na fronteira entre o Egito e Israel."




A ONU apelou para que os países que têm “influência” sobre Israel, o Hamas e os grupos armados que estão a saquear os comboios, "para que usem a sua influência para que a ajuda possa chegar à população






As três primeiras "reféns israelitas já chegaram ao ponto de encontro definido, no sul do país," de onde seguirão depois para se juntar às “suas mães." Estas "jovens e as suas famílias serão acompanhadas pelas IDF até ao hospital Ramat Gan, onde serão sujeitas a uma primeira avaliação médica.






De acordo com informação transmitida pela Al Jazeera, "já chegaram à prisão de Ofer, na Cisjordânia, os membros da Cruz Vermelha responsáveis por receber 90 palestinianos feitos reféns por Israel," mas a entrega destes reféns, só se daria depois destas "três jovens israelitas," chegarem ao seu país.


Mas mesmo que o cessar-fogo seja respeitado por ambos os lados, o que se irá seguir?


 




Fontes:


https://www.dw.com/pt-br/israel-e-hamas-o-que-se-sabe-sobre-o-acordo-de-cessar-fogo/a-71324717


https://pt.euronews.com/2025/01/19/cessar-fogo-adiado-israel-suspende-entrada-em-vigor-ate-que-o-hamas-entregue-nomes-dos-ref


https://observador.pt/liveblogs/cessar-fogo-na-faixa-de-gaza-suspenso-ate-que-hamas-apresente-lista-de-refens-a-libertar/


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...