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29/03/2020

10 anos depois do atentato ao metro russo

Qualquer atentado é sempre algo dramático, seja qual for a sua origem ou os seus destinatários, porque na maioria das vezes, os atingidos são sempre pessoas inocentes. Foi o que aconteceu há 10 anos, na manhã de 29 de março de 2010. Um duplo atentado suicída, no metro de Moscovo, fez pelo menos 37 mortos, 25 dos quais na estação de Lubyanka, no centro da cidade, e os restantes na estação de Park Kultury. Dezenas de passageiros ficaram feridos. À data do ataque, o presidente russo, ainda era Dmitri Medvedev e a sede do "Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, ex-KGB" ficava precisamente por cima da estação de Lubyanka.


Três anos depois do atentado, a Rússia afirmou ter matado o último dos envolvidos neste ataque, embora o mesmo tenha resultado, ao que parece, da sucessão de dois atentados suicídas cometidos por duas mulheres.


A 11 de junho de 1996, já tinha explodido também uma bomba "no metro de Moscovo matando quatro pessoas e deixando 12 feridos." No dia 11 de junho, um outro engenho explosivo deflagra "em frente a um autocarro na estação central de Moscovo em plena hora de ponta deixando cinco pessoas feridas" e, "no dia seguinte um ataque semelhante fez 30 feridos. Os atentados foram atribuídos aos rebeldes tchechenos que, dias depois, negaram qualquer envolvimento." A 31 de agosto de 1999, uma outra "bomba explode perto do Kremlin na estação de metropolitano da praça Manezh. A explosão fez 29 feridos." Apesar de fontes oficiais russas terem considerado "o atentado um ato terrorista" não chegaram na altura a fazer qualquern "ligação específica aos separatistas" chechenos.


A 8 de agosto do ano 2000, em plena hora de ponta, a explosão de um engenho "numa passagem subterrânea da estação central de Moscovo matou 13 pessoas e deixou dezenas de feridos." Entre outras situações semelhantes, em 2003, duas "bombistas suicidas mataram 15 pessoas quando se fizeram explodir num festival de rock que decorria ao ar livre no recinto de Tuchino," deixando também um rasto de sessenta feridos.
Fontes:


https://www.publico.pt/2010/03/29/mundo/noticia/cronologia-dos-principais-atentados-em-moscovo-nos-ultimos-anos-1429961


https://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_terroristas_no_Metropolitano_de_Moscovo_de_2010


https://www.rfi.fr/pt/mundo/20100329-atentado-suicida-no-metro-de-moscou-foi-cometido-por-mulheres

13/09/2019

20 anos depois - setembro negro na Rússia

Entre os dias 4 e 16 de setembro de 1999, a Rússia foi atingida por uma série de atentados que conduziram à morte de cerca de 300 pessoas. Passam-se agora 20 anos desde esse setembro negro e, apesar de estarmos um pouco longe geograficamente, não podemos deixar de assinalar esta data.


As "explosões atingiram Buynaksk" no dia 4 de setembro e repetiram-se em Moscovo nos dias 9 e 13 do mesmo mês. No dia "13 de setembro, o porta-voz da Duma russa, Gennadiy Seleznyov, anunciou que tinha havido "outro atentado", desta vez na "cidade de Volgodonsk." Estranhamente, esse bombardeamento não tinha ainda ocorrido, tendo acontecido "apenas três dias depois," a 16 de setembro. A responsabilidade foi atribuída a "militantes chechenos" mas estes, tal como o presidente da Chechénia, Aslan Maskhadov, "negaram" veementemente qualquer "responsabilidade," pelos atentados.


Estes atentados foram uma desculpa para um novo ataque à Chechénia, localizada na região do Cáucaso. Mas será que os chechenos estiveram mesmo envolvidos? São vários os factos que têm vindo a levantar dúvidas, desde logo o que se passou a 22 de setembro, quando "um dispositivo suspeito semelhante aos usados nesses atentados foi encontrado e desativado" num prédio de apartamentos na "cidade russa de Riazan. No dia seguinte, Vladimir Putin elogiou a vigilância dos habitantes de Ryazan e ordenou" o bombardeamento aéreo de Grózni, ataque "que marcou o início da Segunda Guerra Chechena."


No entanto, acabou por se saber, mesmo com todas as limitações feitas à imprensa russa, que "três agentes do Serviço Federal de Segurança (SFS)" russos, tinham sido "presos pela polícia local," acusados de plantarem os explosivos em Riazan. No dia "24 de setembro de 1999, o chefe do SFS Nikolay Patrushev anunciou que o incidente em Ryazan" tinha sido apenas um exercício antiterrorismo "e o dispositivo encontrado ali continha" unicamente "açúcar."


De acordo com a investigação oficial, da parte do Ministério Público da Rússia e que foi concluída em 2002, "todos os atentados a apartamentos foram executados sob o comando do carachai Achemez Gochiyayev" e planeados por "Ibn al-Khattab e Abu Omar al-Saif, militantes árabes que combatiam na Chechénia ao lado dos insurgentes chechenos."


Alguns historiadores alegaram "os atentados foram um golpe de Estado de bandeira falsa bem-sucedido e coordenado pelos serviços de segurança estatais russos para obter apoio público para uma nova guerra em larga escala na Chechénia e trazer Putin ao poder." A verdade, essa, não seria descoberta uma vez que nem uma "comissão pública independente" criada "para investigar os atentados" e "presidida pelo vice-presidente da Duma, Sergei Kovalev" teve eficácia. O governo russo recusou-se a responder às perguntas colocadas por esta comissão e dois membros-chave, "Kovalev, Sergei Yushenkov e Yuri Shchekochikhin, morreram em aparentes assassinatos." 


Já "Mikhail Trepashkin", advogado e investigador da comissão, "cumpriu quatro anos de prisão por revelar segredos de Estado." Para mais, "Alexander Litvinenko, que escreveu dois livros sobre o assunto," foi envenenado em 2006.


Este conflito entre a Rússia e a Chechénia, não é novo e estende-se já "desde o século XVIII". Embora tenha sido considerada por muitos como um conflito interno dentro de território russo, esta "guerra atraiu um grande número de combatentes jihadistas (mujahidins) estrangeiros, incluindo redes terroristas apoiadas pelo Afeganistão." A Arábia Saudita e a Geórgia apoiaram os "separatistas chechenos" o que tornou as relações entre a Rússia e estes dois estados, muito mais tensas. O presidente Putin chegou mesmo a "ameaçar publicamente o governo saudita de retaliação militar caso um novo atentado daquele tipo ocorresse."


O fim o fim do conflito militar na Chechénia, foi anunciado em 2009, seguindo-se a retirada de uma parte dos "20 mil soldados" que a Rússia ainda tinha nessa região. "A violência da guerra da Chechénia provocou um número indeterminado de mortos, que se estima da ordem de 100 mil." 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_contra_apartamentos_russos_em_1999


https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_na_Chech%C3%AAnia


https://www.dn.pt/globo/europa/moscovo-anuncia-fim-da-guerra-na-chechenia-1203928.html/


 


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...