Sabemos que existem Portugueses espalhados por todo o mundo. Alguns em trabalho ou a estudar, muitos de férias e, claro, Israel não é exceção. De acordo com informações que vão chegando através da comunicação social, cerca de 40 portugueses estão à espera da "abertura do espaço aéreo em Israel"e da "chegada de um avião militar para o regresso a Portugal." O clima é tenso e assustador, havendo alguns portugueses a pedir já que seja enviado um avião militar para que sejam resgatados. A situação tem vindo a agravar-se, sendo que a embaixada portuguesa em Telavive, terá já disponibilizado "um contacto de emergência consular," que servirá "exclusivamente para questões de emergências e situações especiais diretamente relacionadas com o atual momento". Mantém-se como conselho, que não sejam realizadas "viagens não essenciais para Israel" ou para o Irão, tal como "quaisquer deslocações à Faixa de Gaza" e a "áreas imediatamente circundantes", "à Cisjordânia e à zona da fronteira israelo-libanesa e junto à Síria (Montes Golã)."
Israel continua a atacar o Irão, sendo que o ataque de sexta-feira a Teerão, terá causado a "morte de pelo menos 60 pessoas, incluindo 20 crianças, depois de ter atingido um edifício residencial ligado ao Ministério da Defesa." O ataque em larga escala, terá tido como justificação a notícia de que o Irão estaria apenas "a dias de conseguir desenvolver várias bombas nucleares."
Um "avião de reabastecimento aéreo," foi entretanto atingido pelo ataque israelita, "no aeroporto de Mashhad." Benjamin Netanyahu, ameaçou que "os ataques realizados até agora não são nada em comparação com o que o Irão verá nos próximos dias." Do lado iraniano, "Hossein Salami, líder das Guardas Revolucionárias," foi morto, bem como "o major-general Mohammad Bagheri."
Em Lisboa, o embaixador do Irão lançou ontem "críticas à atuação da União Europeia," que na sua opinião "devia ter a mesma posição" que foi adotada aquando do início do conflito na Ucrânia, ou seja: "Acusar e condenar esta brutalidade porque, com base no direito internacional, se o abuso de poder se tornar uma norma, então toda a gente pode atacar qualquer um". O embaixador, "Baghaei" acusou os EUA de estarem a compactuar com os ataques, afirmando que "o ataque israelita não teria ocorrido sem a permissão de Washington." Apesar de os EUA recusarem ter tido conhecimento antecipado, é verdade que foram enviados cerca de 300 mísseis americanos para Israel, os quais terão depois sido usados nos ataques da primeira noite.
O Irão retaliou contra estes ataques, lançando "centenas de mísseis contra território israelita, com explosões registadas sobre os céus das cidades de Telavive e Jerusalém." Uma mulher de 20 anos terá morrido e outras 13 pessoas terão ficado "feridas depois de um míssil ter atingido uma casa no norte do país." Já em "Tamra, uma cidade predominantemente palestiniana," um outro ataque terá morto "três pessoas."
De ambos os lados, quem sofre é a população. O Irão já ameaçou que o conflito poderá ser alargado, prometendo "retaliar também contra alvos dos EUA, Reino Unido e França." Se estes países continuarem a proteger Israel, os seus "barcos e bases militares" podem tornar-se alvos. Será apenas uma ameaça, ou irão pô-la em prática? O medo cresce para quem ainda se encontra em território de Israel.
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