29/12/2025

Movimentações

Estamos a terminar 2025... o ano está quase a chegar ao fim, mas permanecemos suspensos em decisões e acordos que não avançam nem recuam. Damos um pontapé numa pedra e saem ideias estúpidas, com remaniscências em ideologias bíblicas ou colonizadora e que, ainda por cima, têm poder económico e bélico, para mandar nos outros, o que não deixa de ser um problema.

Pois, porque tantas reuniões e encontros depois, a guerra da Ucrânia continua. A Rússia não desiste, a Ucrânia não cede. A Rússia exige que a Ucrânia aceite que deve retirar as suas tropas "dos cerca de 20% da região leste de Donetsk que ainda controlam." Putin não quer que a Ucrânia adira à NATO, não quer uma pausa, quer ficar com o que conquistou... e por aí vão os planos de paz, com um moderador que ora parece estar de um lado, ora parece estar a apoiar o seu adversário. Talvez venha a conseguir este acordo... era bom que a guerra acabasse. Mas a que preço?

Houve um cessar fogo em Gaza, mas a situação está longe de estar resolvida - parece que apenas deixamos de falar no problema. Enquanto isso, Israel continua a construir colonatos na Cisjordânia, usando como desculpa que era o que "deus queria." Ocupam terras que não são suas, cultivam-nas e dizem que são um posto avançado de onde irá surgir uma cidade. Acham que o direitos estão escritos nas bíblias, livros antigos que cada um interpreta à sua maneira. Abatem jovens, invadem territórios que não são seus, tentando continuamente esticar o seu território. Algo está muito errado, quando a fé é desculpa para atacar, violar ou matar o outro. Seja em que religião for.

A China faz exercícios militares sobre Taiwan, usando "munições reais." Taiwan negociou a compra de armas com os EUA e Pequin não gostou, ordenando por isso que se fizesse "um exercício militar" sobre a região mostrando a "capacidade de ataque da força aérea e da marinha." A China informou que estas manobras militares são um aviso às "forças separatistas" e à "interferência externa," que segundo a sua opinião está a empurrar os "defensores da independência" para "uma situação perigosa de guerra iminente." E Taiwan quer manter-se independente. Tem esse direito? Sim. E mais uma vez, lá estão os EUA a intrometer-se em políticas externas, a negociar com os dois lados, a reunir ora com uns, ora com outros. Se por um lado, mantém negócios com a China, por outro defende a autonomia de Taiwan e apoia-os com armamento. É que, ao que parece, é preciso que as guerras continuem para que as fábricas de armamento tragam lucro. 

Estamos a terminar 2025 e ainda há quem afirme que as vacinas fazem mal e que a Terra é plana. E assim vai o nosso mundo. O que peço para 2026? Que uns salpicos de inteligência atingissem alguns cérebros que parecem ter parado no século XVI e acham que ainda andamos por aí a matar mouros e a colonizar terras por esse mundo fora. 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-12-28-russia-apela-a-ucrania-para-que-aceite-retirada-de-tropas-de-donetsk-42e18ea7

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/severo-castigo-china-lanca-exercicios-militares-em-torno-de-taiwan-para-avisar-forcas-separatistas_n1706718

https://pt.euronews.com/2025/12/29/china-responde-a-compra-de-armas-por-taiwan-com-um-exercicio-militar-em-grande-escala

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-no-medio-oriente/2025-12-29-video-expansao-do-territorio-israelita-na-cisjordania-o-povo-de-israel-esta-a-voltar-a-sua-terra-e-isso-e-a-lei-0114a210

25/12/2025

É Natal

Natal é tempo de mensagens bonitas, de presentes que se oferecem e outros que se desembrulham. Para alguns, o natal é tempo de pôr o sapatinho na chaminé e esperar que lá apareçam prendas, colocadas por um menino que nessa noite não tinha nascido ainda ou por um senhor de barbas brancas que sempre foi velho mas nunca envelheceu a tempo de morrer. Tradições, cada um tem as suas. As tradições vão-se adaptando aos tempos, até porque a maioria das casas já nem tem uma chaminé de jeito, as árvores são de plástico e até já é proibido ir apanhar musgo. Problemas de quem já tem tanto com que se preocupar ao longo do ano.


Para mim, cada vez mais o Natal é para ser prático. Sendo época de frio, troco bem uma tarde a tentar montar uma árvore e a apanhar lixo, por uma manta, um chá quente e um bom livro. Também sou menina para trocar uma ida às compras de última hora, por um bom filme ou um passeio ao ar livre junto à baía. Os presentes, começo logo a comprá-los a partir de setembro e a embrulhá-los conforme vão chegando. Cá por casa, faz muito tempo que não há pai natal. Nem Jesus. Quem trabalhou fui eu.


O que importa é que estejamos bem, pelo menos com alguma saúde. Natal é tempo de rir, de pôr a conversa em dia com pessoas que não vemos todos os dias. É dia de jantar na casa do pai porque é consoada e de almoçar na casa da irmã porque ela faz anos. É dia de acordar cedo e querer aproveitar o dia, mas perceber que são poucas as pessoas que já estão acordadas. É também o dia de me irritar porque se marcou o encontro para o almoço às 12 horas e às 13h30 ainda falta gente (para o ano fazemos uma vaquinha e oferecemos-lhes um relógio de pulso). De passar o dia sentados à mesa a comer, a dizer parvoíces e a contar coisas que não contaríamos noutros dias. Descobrem-se carecas e trocam-se sorrisos cúmplices. De ano para ano os miúdos crescem e nós vamos ficando mais velhos, isso já sabíamos, mas depois percebemos que na mesa das crianças o mais velho já conduz, os outros para lá caminham e só as mais pequeninas ainda acham alguma piada a ter uma toalha com desenhos que se pode pintar (ainda pensei em trocar de mesa com um deles, pois a toalha era bem gira). A Internet vai-nos trazendo fotos de natais passados em que as crianças ainda eram todas crianças e não adolescentes de hormonas aos saltos.


Natal é tempo de ter a televisão ligada o dia todo. Este ano confesso que passámos um pouco ao lado dos noticiários. Um pouco fartos de que se fale tanto do mesmo. Não entendo a necessidade de se repetirem tantas vezes as mesmas notícias - e ainda se fossem notícias! Lá vamos vendo excertos de filmes, dos antigos e dos mais recentes, para de repente alguém fazer um comentário, começar uma nova conversa e, quando voltamos a prestar atenção ao ecrã, já não está a dar a Frozen e está a dar o Rei Leão. Felizmente, com a possibilidade de ir ver o que passou no pequeno ecrã nos últimos dias, sei que vou ter agora de arranjar tempo para ver os filmes e as séries que perdi. Natal é tempo de fazer doces e de arriscar receitas que não se voltarão a fazer durante o resto do ano, porque dão muito trabalho, principalmente a mim que não tenho jeitinho nenhum para a cozinha.Valem as caixas vazias de gelado que nestes dias se voltam a encher para trazer carne assada ou feijoada de choco.


Natal é dia dos mais velhos dizerem que no tempo deles é que se trabalhava e que não havia máquinas para nada, mesmo quando a sua profissão foi ser mecânico (às tantas achei que não sabia que os camiões e os autocarros eram movidos a motor). Para guardar para os próximos encontros à mesa: não discutir com quem acha que o que descontava para a segurança social era superior àquilo que ganhava quando a matemática ficou já lá atrás esquecida nos bancos de escola. As conversas passam dos ordenados, para a política, discutem-se ideologias e comparam-se partidos. Chegamos à conclusão que nem todos defendemos o mesmo, mas que defendemos que se vote e que quem não vota não se deveria queixar (até que alguém diz "eu não voto porque eles são sempre os mesmos", "são chulos" e "eu nem os conheço" - tudo na mesma frase, em algo que me soa a antítese dita sem querer - e lá ficamos a fazer contas de cabeça, a tentar perceber porque é que o país está como está e se a culpa é toda das novas gerações).


E lá se passou mais um natal. Agora, um chazinho para a noite. Camomila, para acalmar o estômago nada acostumado a tantas misturas de paladares em tão pouco tempo e vou para a cama tentar acabar de ler um livro que tem de ser entregue amanhã na biblioteca! Feliz Natal.

24/12/2025

Violência doméstica - fim de ano com balanço negativo

Ao longo do ano, os casos de violência doméstica que resultaram em morte foram-se sucedendo. O de ontem, foi um dos ataques mais violentos, resultando na morte de um rapaz de apenas 13 anos. Por muito que nos custe a morte de uma criança, é ainda pior se pensarmos que não foi o primeiro. 

O agressor esfaqueou o rapaz de 13 anos, que era seu enteado, bem como a ex-companheira, tendo-se depois suicidado com a mesma arma. Antes de morrer, provocou ainda uma explosão de gás. O rapaz e o padrasto acabaram por falecer, tendo a mãe e um militar da GNR sofrido ferimentos devido a estilhaços da explosão. Um vizinho relatou que o carro do agressor era ali visto quase diariamente. A situação era conhecida por muitos dos habitantes da aldeia de Casais, em Tomar, até mesmo pela Junta de Freguesia e o homem "tinha já cumprido pena de prisão por homicídio qualificado." Esta família encontrava-se já "sinalizada na sequência de processos de violência doméstica registados em 2022 e 2023." Então, o que falhou? A prisão efetiva do agressor! Apenas isso.

As vítimas, apesar de tudo, acabam muitas vezes por aceder a visitas dos agressores, seja por causa do contato com os filhos, seja até porque ainda têm por estes sentimentos de amor ou de dependência. Não devem ser as vítimas a ser culpabilizadas, como tantas vezes são, a serem estas a ter de sair de casa, a mudar de freguesia ou, até, a sair do país. Tantas vezes, esta falta de proteção e de respeito pela vítima faz com que a mesma regresse para a mesma casa onde vive o agressor, ou que lhe abra a porta de sua casa, cedendo aos seus pedidos.

Em agosto, as imagens de uma câmara de videovigilância circularam por todo o lado. Os gritos da mulher e do seu filho mostraram-nos a realidade de muitas famílias. Não fossem as imagens e este episódio passaria, escondido como tantos outros, com as vítimas a apanhar e a calar! As agressões foram tão violentas que a mulher foi hospitalizada e sujeita a cirurgia de reconstrução facial! Mas pasmem-se, como eu me pasmei: depois de ter "passado de prisão preventiva para pulseira eletrónica em meados de outubro," o homem foi agora libertado, com "a condição de frequentar um curso de prevenção do alcoolismo e de violência doméstica." E isto aconteceu porque a mulher o perdoou. Perdoar é algo privado, algo íntimo, que nada devia influenciar nas decisões judiciais. Ele cometeu, pelo menos, dois crimes graves de agressão, um contra a mulher e outro contra o filho ao fazê-lo assistir às agressões à mãe, mas ficou em liberdade. 

A vítima, acabou por solicitar "que fosse restabelecido o contacto entre o filho e o pai." E se a mãe não quer proteger aquela criança, então não se encontra bem e deve também ser avaliada. A vítima pode estar a ser pressionada, a sua vida ou a do filho ameaçada, pode ter medo ou não estar a conseguir organizar a sua vida económica sem ajudas, ou pode apenas ser conivente e aí o problema será outro. Podemos apontar aqui muitas causas para este "perdão", que estranhamente vem contradizer aquilo que é visto nas imagens. Mas a justiça apenas devia decidir com factos e não opiniões: perdoar é, digo novamente, algo pessoal. Se o crime de violência doméstica não precisa que a vítima faça queixa, então porque é que, havendo um crime provado, o agressor não é condenado?

A diferença entre os dois casos? Até agora nenhuma. Ele não matou... pois em 2023 o outro também ainda não os tinha morto. Não matou a mulher, mas matou o filho dela, seu enteado. Entendem? Os sinais já lá estavam.

Os dados de 2025 não são animadores. Em apenas seis meses, morreram 13 pessoas vítimas de violência doméstica: entre janeiro e março "registaram-se 7 vítimas (6 mulheres e 1 homem) de homicídio voluntário em contexto de Violência Doméstica," no primeiro trimestre de 2025 e no "segundo trimestre deste ano morreram seis pessoas" (das quais cinco mulheres e um homem). No "terceiro trimestre deste ano, foram registados cinco homicídios em contexto de violência doméstica, elevando para 18 o número de mortos este ano." Os dados estão agora por atualizar. 

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/bombeiro-que-agrediu-mulher-na-madeira-sai-em-liberdade-apos-perdao-da-vitima_n1705704

https://www.dn.pt/sociedade/violncia-domstica-criana-de-13-anos-e-agressor-morrem-numa-exploso-em-tomar

https://www.cig.gov.pt/2025/07/dados-oficiais-relativos-a-violencia-domestica-em-portugal-1o-trimestre-de-2025/

https://www.publico.pt/2025/11/19/sociedade/noticia/violencia-domestica-18-mortes-policias-contabilizam-25327-ocorrencias-valor-alto-ultimos-sete-anos-2155237

16/12/2025

Apesar dos alertas de mau tempo, dois naufrágios

Nos últimos dias, o mar tem estado revolto, os ventos fortes atingem a costa e fustigam as barras. Apesar de não estarmos em alerta, têm sido emitidos avisos à navegação e tem sido pedido que se reforcem os cuidados. Sair para a pesa é, muitas vezes, mais do que uma decisão a tomar, uma (quase) obrigação. Porque os outros vão... porque nunca acontece nada...

Mas acontece e no domingo, uma embarcação acabou mesmo por naufragar "ao largo de Caminha", com cinco ocupantes. Dois foram resgatados e levados ao hospital e estão ainda "três pescadores indonésios desaparecidos no mar." Apesar das buscas intensas e que se estenderam até Espanha, apenas alguns vestígios do naufrágio foram encontrados. O barco terá naufragado junto de uma zona rochosa, perto da ilha de Ínsua.

Hoje, "os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja e Coimbra" encontravam-se "sob laranja devido à agitação marítima forte," e assim estarão até amanhã. Os "distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro e Braga" estão "sob aviso amarelo até às 03:00 de quarta-feira," com as "barras marítimas de Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Douro, Figueira da Foz, Nazaré e Cascais, (...) fechadas a toda a navegação."

Hoje, mais um naufrágio, desta vez ao largo de Aveiro. Uma embarcação que se encontrava por perto e que acorreu às buscas, ainda conseguiu "resgatar três dos sete tripulantes da embarcação, mas um deles não resistiu," acabando por ser posteriormente confirmada a sua morte. Ainda faltam encontrar outros quatro pescadores. Refira-se que a "barra marítima de Aveiro está condicionada a embarcações de comprimento inferior a 35 metros." O barco, com o nome “Carlos Cunha”, "está registado em Vila Praia de Âncora." O mestre é português e penso que saberia dos alertas e avisos, "mas a maioria dos membros da tripulação são de nacionalidade indonésia." O barco tem um comprimento entre os "12 e os 14 metros," dedicando-se à "faina especialmente do espadarte” e estando habitualmente fundeado em Vigo. Como é que temos tantos pescadores de nacionalidade indonésia a operar em barcos portugueses? Em que condições e com que formação e meios é que trabalham?

Neta de um homem do mar (filha de pescadores, mas que era em terra que faziam o seu trabalho), sei o que é esperar por notícias. Sobrinha-neta de pescadores, sei o que é chorar quem se perde na rebelia das ondas. E sei que sempre se arriscou muito. Hoje, com muitos mais recursos e muito mais informações, barcos que estão (ou deveriam estar) equipados com radares, sonares e estações meteorológicas, ainda se choram muitos mortos. Às famílias e amigos, que o mar seja rápido a devolver-vos os vossos. E espero que, depois das buscas, se apurem responsabilidades. Há regras, há licenças, há até formação... esperemos que estas duas embarcações tivessem tudo isso em ordem e que não estivessem a operar de forma "menos" legal.


Fontes:

https://observador.pt/2025/12/14/buscas-no-mar-por-pescadores-depois-de-barco-de-pesca-ter-virado-em-moledo/

https://sicnoticias.pt/pais/2025-12-16-naufragio-de-embarcacao-de-pesca-ao-largo-de-aveiro-ha-quatro-tripulantes-desaparecidos-f948ab0c

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-12-16-agitacao-maritima-forte-deixa-6-distritos-do-continente-em-aviso-laranja-72464540

https://ominho.pt/barco-de-pescadores-que-naufragou-em-aveiro-e-de-vila-praia-de-ancora/

14/12/2025

Porque se mata por uma ideologia?

Porque é que uma pessoa acha que pode matar outra por causa de uma diferença ideológica? Atentados com armas de fogo, com carros, com camiões que proliferam pelo mundo.

Domingo. Uma família dirige-se à praia de Bondi para celebrar o seu Hanukkah. Saõ judeus australianos e estavam reunidos para acendedr as velas que marcam o início da celebração. Muitas outras famílias se juntam, netos e avós, pais e filhos. Quando alguém se lembra de fazer disparos indiscriminados contra quem está na praia, numa atitude de ódio e intolerância. "Doze pessoas morreram" e pelo menos 29 ficaram feridas na sequência do tiroteio que ocorreu este "domingo, 14 de dezembro, na praia australiana de Bondi, em Sydney, onde se realizava a festa judaica de Hanukkah."

"Entre os feridos há ainda dois agentes policiais, que acorreram ao local, bem como um segundo atirador, que se encontra em estado crítico," já sob custódia das autoridades. Houve ainda uma "ameaça de bomba em curso naquela área", com a polícia a referir que "estava a trabalhar para desarmar (...) um artefato explosivo improvisado."

Na Alemanha, as autoridades anteciparam e detiveram "cinco homens" que estariam a planear "um ataque a um mercado de Natal no sul da Baviera. Os homens, três "marroquinos de 22, 28 e 30 anos, um cidadão egípcio de 56 anos e um sírio de 37 anos foram detidos na sexta-feira na passagem fronteiriça de Suben, entre a Alemanha e a Áustria." Segundo se sabe, o mais velho, um homem de 56 anos, "terá feito um apelo numa mesquita" para encontrar quem com ele quisesse colaborar num ataque a "um mercado nos arredores da cidade de Dingolfing-Landau, perto de Munique," referindo que iriam utilizar "Qum veículo para matar ou ferir o maior número possível de pessoas." Os restantes terão concordado na realização do atentado.

Em 2016, um islamita avançou com um camião atropelando quem passeava num "mercado de Natal no centro de Berlim" e, em dezembro passado, "um ataque" com um carro-bomba em Magdeburgo, provocou "seis mortos e mais de 300 feridos."

Ontem, na universidade de Brown, na cidade de Providence, nos EUA, duas pessoas terão perdido a vida num tiroteio, que aconteceu "no segundo dia de exames nacionais." O edifício atingido é onde fica a "Escola de Engenharia e o departamento de Física," e conta com "mais de 100 laboratórios, dezenas de salas de aula e escritórios." Esta universidade é privada e faz parte da reputada "Ivy League, um grupo de universidades de elite," com cerca de "11 mil alunos." Não se sabem as razões nem as motivações para este tiroteio. 

Fontes:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr5z7dlvervo

https://www.jn.pt/mundo/artigo/dois-mortos-e-oito-feridos-em-tiroteio-na-universidade-brown-nos-eua/

https://www.dn.pt/internacional/10-mortos-e-12-feridos-num-tiroteio-durante-uma-festa-judaica-em-praia-na-austrlia-h-duas-pessoas-detidas

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/detidos-cinco-suspeitos-de-planear-ataque-a-mercado-de-natal-em-munique_n170417

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-12-14-autoridades-alemas-detem-cinco-suspeitos-de-planearem-ataque-em-mercado-de-natal-e23a6e4b

 

13/12/2025

Sismo sentido esta noite

Eram 00h38m quando foi registado um abalo, de 4.1 de magnitude na escala de Richter. O epicentro foi registado a 4 quilómetros a oeste/sudoeste de Celorico da Beira e cerca de 15 quilómetros de Penalva do Castelo, no distrito de Viseu. Quanto à profundidade, esta foi estimada perto dos 23 quilómetros, tendo sido sentido em várias cidades do norte e centro do país embora sem danos a registar, além de algum barulho e algumas coisas a abanar. A falha onde este sismo ocorreu pode ter mesmo sido a de Vilariça, uma conhecida falha que atravessa o país de norte para noroeste.

"As autoridades recordam que, em caso de novos sismos, devem ser adotados comportamentos de autoproteção, como procurar abrigo em locais seguros e afastar-se de estruturas que possam cair."

Por aqui, não se sentiu nada e não fosse ter sido acordada por um qualquer "chico-esperto" que se enganou na campainha já passava da uma da manhã, só teria dado conta da notícia esta manhã. Não entendo é os cabeçalhos - quase todos iguais ou muito parecidos - que dizem que a noite foi de susto. Não houve danos, não houve feridos nem mortos. Está tudo bem, já acabou, podem dormir. É natural que a terra trema de quando em vez, e até é bom, para que se libertem algumas tensões acumuladas. Enquanto for de fraca intensidade, está tudo bem!

É importante que se noticie, mas não se pode dramatizar.

E depois há aquelas pessoas que, apesar de não precisarem de nada e de nem sequer estarem em perigo, ligam para os serviços de emergência para saberem se os bombeiros também sentiram o sismo. Tamanha estupidez deveria ser alvo de pesadas multas. Se alguém estiver realmente a precisar de ajuda, essas pessoas que de nada precisam, podem estar a atrasar o atendimento de chamadas reais. Um conselho: preparem as vossas mochilas e combinem com a família um ponto de encontro em caso de haver mesmo uma emergência. Acreditem que se for mesmo preciso saírem de casa, sabê-lo-ão mesmo antes de terem tempo para ligar para o quartel da vossa zona. 

 
Fontes:


11/12/2025

Tailândia e Camboja em guerra

Apesar dos esforços de Trump (EUA) para que em julho houvesse um cessar-fogo, afinal a guerra entre a Tailândia e o Camboja continua. Nessa semana em que os conflitos se tinham intensificado, houve "dezenas de mortos" e "centenas de milhares" de pessoas fugiram das suas zonas residenciais. Na altura Trump tinha anunciado o fim de mais uma guerra, na sua contagem um tanto ou quanto estranha, tendo em conta que o que aqui houve foi um cessar fogo que, dentro da sua fragilidade, acabou agora por ser desrespeitado por ambos os lados.


Esta terça-feira, "novos confrontos fronteiriços mataram pelo menos 13 pessoas e forçaram centenas de milhares a fugir." Nos últimos dias, têm sido relatados diversos ataques vistos como provatórios, que culminaram num ataque aéreo sobre o Cambodja. A Tailândia garantiu ter usado as suas aeronaves apenas "para atacar alvos militares em diversas áreas, acusando o Camboja de mobilizar armamento pesado e reposicionar unidades de combate." Por outro lado, as "Forças Armadas do Camboja afirmaram que nove civis foram mortos e 20 ficaram feridos nos combates, enquanto a Tailândia informou que quatro soldados foram mortos e 68 ficaram feridos desde que os confrontos recomeçaram no domingo à noite."


Cada um diz que o outro atacou primeiro e entre ataques mútuos são as pessoas que sofrem. Desde o início destes últimos ataques, já morreram "pelo menos 48 pessoas de ambos os lados" tendo sido evacuados "mais de 300 000 civis," principalmente "das zonas fronteiriças disputadas." De acordo com "o exército tailandês, foram criados cerca de 500 abrigos temporários em quatro províncias fronteiriças, para 125 838 pessoas," o que parece claramente insuficiente. Este conflito decorre "de disputas territoriais relativas à demarcação da sua fronteira partilhada, especialmente a área em redor do antigo templo hindu de Preah Vihear."


Fontes:


https://pt.euronews.com/2025/12/10/conflito-entre-tailandia-e-camboja-ressurge-pelo-menos-13-mortos-mais-de-500-mil-deslocado


https://expresso.pt/podcasts/o-mundo-a-seus-pes/2025-08-04-camboja-vs.-tailandia-a-historia-de-uma-guerra-que-nao-e-do-mes-passado-410e955d


https://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_de_fronteira_entre_Camboja_e_Tail%C3%A2ndia_em_2025


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/tailandia-lanca-ataque-aereo-na-fronteira-com-o-camboja_n1703155


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...