30/01/2018

A dor que ninguém entende

Há situações que doem mais do que a própria dor.


Quando começo a subir uma escada e a meio já não consigo continuar... isso dói mais do que a dor física, essa incapacidade de progredir, de levantar uma perna porque o músculo deixou de funcionar. Estranho que na área da saúde ninguém compreenda esta incapacidade, que surge de súbito e me impede se prosseguir pela escada, de chegar ao meu destino. E porquê?


Esta e outras situações que me acontecem e me impedem de continuar, que ninguém compreende e ninguém me sabe explicar o que se passa comigo. Não há uma causa?


E os olhares...


E quem se afasta de mim, as conversas que acabam quando chego e os grupinhos que se desfazem quando me aproximo. Essa dor de não ter ninguém... e ninguém entender que eu estou a sofrer. Que não é preguiça e que nunca quis nada disto para mim. Que não tenho uma explicação para dar, quando nem a mim própria eu sei explicar o que sinto! 


A dor... e o cansaço muscular... doem menos que perceber que não tenho ninguém. Colegas não são amigos. Nada tão verdadeiro. 


Espero que família, venha a ser família e que pelo menos essa me compreenda.

29/01/2018

Pai mata em escola na Nazaré

Quando oiço falar em tiroteios em escolas, lembro-me de casos mediáticos como os ocorridos nos EUA, mas a maldade está em todo o lado e, mesmo não se tratando de um atentado, mas sim de uma rixa entre familiares de alunos, a verdade é que as consequências aqui também foram grandes.


Por volta das 10:00, um homem de 40 anos, pai de um dos alunos entrou no pátio da Escola Básica e Secundária Amadeu Gaudêncio na Nazaré e atacou o avô do menino. Os desacatos envolveram duas armas: uma arma branca e uma arma de fogo. Do ataque resultaram ferimentos graves no avô, um homem de 67 anos, que acabou por morrer no Hospital de Leiria, para onde foi transportado.


O ataque foi presenciado por vários outros alunos que ali se encontravam e que ficaram em estado de choque com a situação. Mesmo sem ferimentos, alguns destes alunos acabaram por ter de receber acompanhamento psicológico.


Os alunos entraram em pânico e começaram a telefonar aos pais, que rapidamente se começaram a dirigir à escola a fim de recolher os filhos. Não sei o que iria fazer numa situação destas, se estaria pronta a agir ou se congelava e ficava a aguardar o desenvolvimento dos acontecimentos. Manter a calma nestas situações é o ideal mas quando mexem com a segurança dos nossos filhos, transformamo-nos de mães "galinhas" em "leoas" para os conseguirmos proteger.


 


Fontes:


https://www.dn.pt/portugal/tiroteio-em-escola-c-s-provoca-feridos-9081551.html


https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/alerta-cm-troca-de-tiros-entre-dois-alunos-em-escola-na-nazare


 

27/01/2018

Ambulância usada em ataque causa mais de 100 mortos

O uso de uma ambulância armadilhada em Cabul foi a forma de cometer um dos maiores massacres feitos pelo grupo Talibã, tendo causado, pelo menos 103 mortos e 235 feridos.


O alvo exato dos terroristas ainda não está claro. A explosão, deu-se num dos bairros centrais de Cabul, próximo do Ministério do Interior, da sede da polícia e da delegação da União Europeia (UE) na capital afegã. Vários departamentos do ministério ainda funcionam na antiga sede, que fica perto de um escritório dos Diretório Nacional de Segurança, a principal agência de inteligência do Afeganistão.


A região onde aconteceu o atentado está repleta de lojas e mercados, que estavam lotados.


O bombista suicida utilizou uma ambulância para passar as primeiras barreiras de segurança, indicando que levava um paciente para o hospital Jamuriate, nas proximidades.


Na segunda barreira, ao ser identificado, detonou a carga explosiva que levava a bordo da viatura. Este homem, foi considerado um mártir pelo porta-voz do grupo Talibã. Testemunhas indicam um mar de sangue e de destroços, com o número de vítimas a ultrapassar já a capacidade dos hospitais.


A utilização de uma ambulância em atentados é um dos cenários mais temidos pela segurança que têm por costume verificar todas as ambulâncias de forma exaustiva nos postos de controlo, com o interior vasculhado enquanto o condutor é obrigado a sair da viatura.


Os ataques têm sido muito comuns nos últimos dias e o número de mortos e de feridos bastante elevado. No último fim de semana, 20 pessoas morreram no Hotel Intercontinental de Cabul durante um ataque realizado por seis terroristas. 


Esta quarta-feira, um ataque do reinvindicado pelo Estado Islâmico contra a sede da ONG Save the Children em Jalalabad, no leste do país, provocou a morte de quatro funcionários da organização, um civil e um membro das forças de segurança que estavam no local.


Fontes:


https://visao.pt/atualidade/mundo/2018-01-27-ambulancia-mata-103-pessoas-em-massacre-em-cabul/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ambulancia-mata-103-pessoas-em-massacre-em-cabul


https://www.terra.com.br/noticias/atentado-mata-mais-de-100-em-cabul,8b0af9dc3dbc1047bc5e180ca5030e6e0zju9byf.html


 

19/01/2018

Inverno

Eu sou daquelas pessoas que adora o inverno. Gosto de assistir a uma boa trovoada, a chuva grossa a bater nas janelas.


Mas quando o inverno, traz consigo o prejuízo aí há que pensar o que é que nós podemos fazer, seja para nos protegermos e aos nossos bens, seja para evitar a perda de vidas. 


Uma das coisas de que repetidamente se fala, é nas cheias e nos aluimentos de terras, ambos com graves prejuízos tanto para as vidas humanas, como a nível financeiro com a destruição de bens materiais. Os leitos dos rios estão lá e não é porque se decide construir que o rio se vai afastar. Pode parecer seguro, mas aquilo que eu venho a aprender é que a natureza consegue recuperar o que lhe é retirado. Os edificados urbanos e rurais têm mesmo de ser repensados, para se evitar danos maiores. Não é fácil retirar de lá as casas e quem lá vive, sim eu compreendo esse ponto de vista, sempre lá viveram, foi ali que cresceram, mas e se a casa for arrastada, ruir e os matar, será mais fácil então?


Parece-me que continuar a permitir as construções em zonas consideradas perigosas é um mau caminho. Pode sempre haver outra solução, mas as entidades competentes têm de se juntar e arranjar opções seguras. Mudou-se uma aldeia inteira para se fazer uma barragem, então é possível. 


A segurança das populações tem de vir sempre em primeiro lugar, ignorando teimosias e finca-pés! 


O inverno, esse, vai continuar e parece que vamos continuar a ter dias de chuva e vento forte. Sempre que posso, leio umas páginas, ou escrevo, acompanhada por um café. É tão bom quando isso é possível. Aproveitemos a natureza e a sua beleza!

18/01/2018

Petroleiro iraniano afunda-se no Mar do Leste na China

Esta semana, as imagens do petroleiro Sanchi a arder, entraram-nos pela casa dentro, lembrando-nos que infelizmente a nossa dependência deste combustível continua a trazer estes (in-)evitáveis acidentes!


Desta vez resultou da colisão de um petroleiro Iraniano contra um cargueiro, na zona da China. As notícias dão conta de que se pode tratar do maior derramamento de petróleo desde 1991, embora se diga também que o derrame será mínimo pois de facto o que acontece é que a grande maioria estava a ser consumido pelas chamas.


O petroleiro, tal como se temia pela  brutalidade do incêndio a bordo e dos materiais que transportava, acabou mesmo por explodir, cerca de uma semana após a colisão. O petroleiro iraniano, dirigia-se à Coreia do Sul e embateu num navio chinês que trazia grãos de cereais dos Estados Unidos. As equipas de busca e salvamento, não conseguiam aceder ao navio nem para apagar as chamas, nem para resgatar os 32 tripulantes. 



Segundo Mohammad Rastad, porta-voz iraniano referido no GZHMundo, "os membros da tripulação do navio morreram durante a primeira hora após o acidente por causa do poder da explosão e da fumaça tóxica de gás", acrescentando que "não há esperança de encontrar sobreviventes (...) Dois terços do petroleiro afundaram, o fogo se espalhou e envolve completamente o navio e não podemos nos aproximar".



E agora, eu pergunto-me, como é que isto ainda pode acontecer nos dias de hoje? Como é que dois navios de tão grandes dimensões embatem um no outro na imensidão que é o oceano?


Tanta tecnologia, mas tão pouco cuidado com o nosso mar e com o nosso planeta. Este caso fez-me logo lembrar aquele submarino a que também não se conseguiu chegar... morreram todos e com eles ficou a verdade sobre o que ali estavam a fazer e o que terá acontecido.


Fontes:


https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2018/01/14/petroleiro-iraniano-em-chamas-afunda-no-mar-da-china.htm


https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2018/01/petroleiro-iraniano-em-chamas-afunda-no-mar-da-china-cjcep8syc003601o13w7snhw3.html


 

17/01/2018

Faleceu Madalena Iglésias

Hoje, publico sobre a morte de Madalena Iglésias que nos deixou ontem. Madalena foi considerada por muitos uma das grandes vozes do panorama musical português e uma figura importante para a nossa cultura musical de quem eu não poderia deixar de falar. Tinha 78 anos e faleceu numa clínica de Barcelona em Espanha.

Madalena Iglésias nasceu em Lisboa, no bairro de Santa Catarina, no dia 24 de outubro de 1939. Terá estudado no Conservatório e na Escola do Canto e, com apenas 15 anos, entrou para o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora Nacional, sob a direcção de Motta Pereira.

Em 1954, estreia-se em simultâneo na televisão e na Emissora Nacional. Rapidamente, a sua carreira se torna internacional, com a oportunidade de atuar em 1959 na televisão espanhola.

Em 1960, recebe os títulos de Rainha da Rádio e da Televisão, no mesmo ano em que se estreia no cinema, ao lado de António Calvário, em "Uma Hora de Amor", de Augusto Fraga. Participou também no filme "Canção da Saudade", de Henrique Campos.

Em 1962 e por intermédio da Emissora Nacional, representou Portugal no Festival de Benidorm. Esta participação acabou por lhe abrir definitivamente as portas do mercado internacional. Realizou digressões por Espanha e pela América do Sul, gravou para a discográfica Belter e concorreu a diferentes festivais internacionais, como o Palma de Maiorca e o de Aranda del Duero, do qual foi vencedora em 1964.

Ainda em 1964, participou no Grande Prémio TV da Canção Portuguesa (que se realizou nos Estúdios do Lumiar, a então sede da RTP desde 1957), apresentando-se em palco com duas canções: a "Balada Das Palavras Perdidas", com a qual consegue um 5º lugar, e "Na tua Carta", que lhe dá o 10º lugar. Neste registo disponível nos Arquivos da RTP, podemos ver e ouvir a interpretação de Madalena Iglésias (entre os 11 e os 15 minutos) com a canção "Na tua Carta".

Em 1965, com a canção "Silêncio Entre Nós", fica em 3º lugar no Grande Prémio da TV da Canção. Grava também uma versão de "Sol de Inverno" (popularizado por Simone de Oliveira, mas também interpretado por outros artistas). 1965 é também o ano de "Poema de Nós Dois", tema do filme "Passagem de Nível" de Américo Leite Rosa. No mesmo ano, é coroada "Rainha" (tal como Simone de Oliveira) no concurso "Reis da Rádio e Televisão", promovido pela revista "Flama". Já nessa época, as revistas escrutinavam o que podiam da vida das figuras públicas e estas duas grandes mulheres não foram diferentes. Assim, ainda hoje se fala na rivalidade entre Simone e Madalena que terá dado na altura uma verdadeira "novela". Na data da morte de Madalena, a cantora Simone de Oliveira declarou à revista "Flash" que a relação entre as duas "umas vezes foi muito boa, outras vezes menos boa", considerando nas suas palavras que o grupo de fãs da Madalena era "muito agressivo".

No ano seguinte, leva três temas a votação. Interpreta "Rebeldia" com o qual consegue o terceiro lugar e ainda o tema "Ele e Ela" com o qual vence o Festival RTP da Canção de 1966, um tema da autoria de Carlos Canelhas e que ficou para sempre na memória dos portugueses. E que tal espreitar aqui novamente os Arquivos RTP, com mais este precioso registo?

Em 1968, Madalena Iglésias representou Portugal na primeira edição das Olimpíadas da Canção da Grécia onde atuaram 32 participantes oriundos de 17 países. 

Participa no Festival RTP da Canção de 1969 no teatro S. Luíz, em Lisboa, com "Canção Para um Poeta", escrita por Maria Amália Ortiz da Fonseca e musicada por Carlos Canelhas. Nesse ano é editado pela Belter um EP com os temas "Canção Que Alguém Me Cantou", "É Você, "Oração Na Neve" e "De Longe, Longe, Longe…".

Casou em 1972, altura em que abandonou a carreira artística e foi viver para a Venezuela. Grávida de oito meses, ainda fez um programa no Canal 4 da televisão venezuelana, mas deixou de atuar até os seus filhos terem cinco anos de idade. Depois, voltou a atuar esporadicamente na televisão venezuelana.

Em 1987, mudou-se para Barcelona, onde viveu até agora.

Em 2008, em declarações à Lusa, a propósito da publicação da sua fotobiografia “Meu nome é Madalena Iglésias”, de autoria de Maria de Lourdes de Carvalho, a intérprete afirmou que sempre se sentiu perseguida pelo complexo da beleza, apesar de reconhecer que "estava à frente" do seu tempo.

No texto de abertura da sua fotobiografia, a cantora referiu-se à sua carreira, que ultrapassou as fronteiras nacionais, como “um caminho percorrido com entusiasmo, alegria, êxitos e algumas nuvens”, e onde garantia: “Tenho um pouco do que vibrei!”.


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Madalena_Igl%C3%A9sias

https://youtu.be/mkk4DI-Qwn0

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/grande-premio-tv-da-cancao-portuguesa-parte-i/

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/grande-premio-tv-da-cancao-portuguesa-1966/

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/coroacao-das-rainhas-da-radio-e-da-televisao/

https://observador.pt/2018/01/16/morreu-a-cantora-madalena-iglesias-aos-78-anos/

https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/morreu-a-cantora-madalena-iglesias

https://www.flash.pt/celebridades/nacional/detalhe/simone-de-oliveira-triste-com-morte-de-madalena-iglesias-faz-parte-da-minha-vida


 

16/01/2018

Iraque - atentado mata e fere população civil

Quando escrevo sobre os conflitos que decorrem, o meu principal objetivo é não deixar calar nem esquecer as vítimass, que tantas vezes, são crianças inocentes, famílias como a minha ou como a sua, que antes iam à escola e corriam na rua. Os civis são os que mais sofrem nos ataques contra alvos não-militares, como é o caso daquilo que aconteceu no Iraque em que são frequentes os ataques suicídas, tal como aquele que ontem deixou cerca de 38 mortos e 65 feridos, na capital do Iraque, Bagdad. 


O ataque, com explosões simultâneas detonadas por terroristas com cinturões de bombas, ocorreu na praça central de Al Tayaran, onde tradicionalmente vários trabalhadores se reúnem para serem recrutados pelo setor de construção civil local. A praça também fica próxima da Praça Tahrir, que há quatro anos é palco de protestos todas as sextas-feiras contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos iraquianos.


Os ataques não foram reivindicados mas assemelham-se aos atentados executados pelo Estados Islâmico. Apesar do Iraque ter declarado vitória sobre o Daesh no último mês, os militantes continuam a atacar e bombardear diferentes partes do país.


Nas notícias, diariamente, vemos casos de atentados. Como é que estas pessoas conseguem sair de casa para ir trabalhar, como é que conseguem sair para fazer seja o que for, sabendo que podem ser apanhadas num evento destas dimensões e nunca mais voltar a casa? Vive-se um clima de completa insegurança no Iraque, que espelha também o que ocorre em outras regiões. Não sou capaz sequer de me colocar no lugar de uma mulher que viva nestas situações. Simplesmente, é demasiado.


Fontes:


https://www.terra.com.br/noticias/mundo/oriente-medio/duplo-atentado-suicida-no-centro-de-bagda-mata-38-pessoas,e39171811464bdef3b840a2c894bf0a73l5qkr3w.html


https://www.publico.pt/2018/01/15/mundo/noticia/duplo-atentado-suicida-em-bagdad-provoca-pelo-menos-25-mortos-1799358


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/duplo-atentado-no-iraque-provocou-31-mortos_v1052215


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...