O uso de uma ambulância armadilhada em Cabul foi a forma de cometer um dos maiores massacres feitos pelo grupo Talibã, tendo causado, pelo menos 103 mortos e 235 feridos.
O alvo exato dos terroristas ainda não está claro. A explosão, deu-se num dos bairros centrais de Cabul, próximo do Ministério do Interior, da sede da polícia e da delegação da União Europeia (UE) na capital afegã. Vários departamentos do ministério ainda funcionam na antiga sede, que fica perto de um escritório dos Diretório Nacional de Segurança, a principal agência de inteligência do Afeganistão.
A região onde aconteceu o atentado está repleta de lojas e mercados, que estavam lotados.
O bombista suicida utilizou uma ambulância para passar as primeiras barreiras de segurança, indicando que levava um paciente para o hospital Jamuriate, nas proximidades.
Na segunda barreira, ao ser identificado, detonou a carga explosiva que levava a bordo da viatura. Este homem, foi considerado um mártir pelo porta-voz do grupo Talibã. Testemunhas indicam um mar de sangue e de destroços, com o número de vítimas a ultrapassar já a capacidade dos hospitais.
A utilização de uma ambulância em atentados é um dos cenários mais temidos pela segurança que têm por costume verificar todas as ambulâncias de forma exaustiva nos postos de controlo, com o interior vasculhado enquanto o condutor é obrigado a sair da viatura.
Os ataques têm sido muito comuns nos últimos dias e o número de mortos e de feridos bastante elevado. No último fim de semana, 20 pessoas morreram no Hotel Intercontinental de Cabul durante um ataque realizado por seis terroristas.
Esta quarta-feira, um ataque do reinvindicado pelo Estado Islâmico contra a sede da ONG Save the Children em Jalalabad, no leste do país, provocou a morte de quatro funcionários da organização, um civil e um membro das forças de segurança que estavam no local.
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