25/06/2026

Sismos "gémeos" atingem a Venezuela

Eram cerca de 18h00 na Venezuela, 23h em Portugal (ontem, 24 de junho) quando a Venezuela foi atingida por dois fortes abalos. Em pouco mais de um minuto, foram sentidos dois abalos: um de 7.2 e outro de 7.5. Além da Venezuela, os abalos foram ainda sentidos na Colômbia, em Trinidad e Tobago e também em Curaçau e Aruba (localizadas nos chamados Países Baixos Caribenhos). Foi ainda sentido, embora com menos intensidade, no norte do Brasil a cerca de 1.700 quilómetros de distância.

O epicentro do primeiro abalo terá ocorrido na região "de San Felipe, a uma profundidade de 21,9 quilómetros. O segundo, de magnitude superior e a uma profundidade de 10 quilómetros, foi registado um minuto depois, perto da cidade de Yumare."

Inicialmente, "a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, avançara que se tinham registado pelo menos 164 mortos e mais de 971 feridos", no entanto, o número de mortos "subiu para 188", podendo ainda vir a aumentar nas próximas horas uma vez que ainda há milhares de desaparecidos. Vários edifícios acabaram por colapsar, soterrando aqueles que não haviam conseguido sair.

O Governo português confirmou entretanto a existência de um morto de nacionalidade portuguesa "e que o país irá enviar uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos," que serão enviados "através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, cuja ajuda a Venezuela já solicitou."

Do governo regional da Madeira, chega também a notícia de duas vítimas mortais, luso-descendentes.

O colapso de vários edifícios levou desde logo a que se perspetivasse um número elevado de mortos, mas com o avançar das horas a realidade e as sucessivas réplicas foram acentuando a sua gravidade. Este tipo de desastres pressupõe não apenas o abalo em si e os danos diretos, mas também o risco de ocorrência de tsunamis (chegou a ser emitido um alerta de tsunami para Porto Rico e para as Ilhas Virgens, mas que foi entretanto anulado), a rotura de condutas de gás e de água, os incêndios, as falhas elétricas e o colapso de infraestruturas (edifícios, estradas e pontes, por exemplo). Foram suspensos os serviços de metro e o "principal aeroporto do país, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar," ficou também bastante danificado e "teve de suspender as operações."

Este fenómeno, chamado de "dupleto sísmico" é raro, correspondendo àquilo a que se chama também de "sismos gémeos" que acabam por libertar a "energia que se acumulava há mais de um século numa falha geológica da região." Esta falha, "com centenas de quilómetros de comprimento, "começa no Pacífico, na costa da Colômbia," e atravessa a Venezuela dividindo-a "em duas partes." Anteriormente, já "gerou outros sismos, com milhares de vítimas."

Cerca de vinte minutos depois, o Japão foi afetado por um abalo de 6,9. "A Agência Meteorológica do Japão informou que o epicentro estava a 50 quilómetros de profundidade na costa da província de Iwate, localizada na região de Tohoku, na ilha de Honshu."

O arquipélago japonês tem vindo a ser afetado por vários sismos ao longo dos últimos meses. Este em particular terá provocado seis feridos.

Fontes:

https://expresso.pt/venezuela/2026-06-25-dupleto-sismico-na-venezuela-e-raro-mas-aconteceu-em-portugal-este-ano-o-que-explica-o-fenomeno-dos-sismos-gemeos--f893d04f

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-06-25-video-sismos-na-venezuela-aconteceram-em-falha-tectonica-com-centenas-de-quilometros-que-ja-provocou-outros-abalos-f254ea85

https://pt.euronews.com/2026/06/25/dois-fortes-sismos-atingem-a-venezuela-e-vinte-minutos-depois-o-japao

https://pt.euronews.com/2026/06/25/venezuela-sem-meios-apos-o-terramoto-nao-tem-material

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-06-24-video-sismo-na-venezuela-muito-forte-e-bastante-extenso-centro-portugues-em-caracas-ficou-danificado-e0782ab6

21/06/2026

Pai atira-se da janela do oitavo andar com a filha

Não há palavras que possam suavizar a ação de alguém que tira a vida a uma criança inocente. A primeira intenção dele não era matar-se, certamente, era dar à sua mulher e mãe desta criança o maior sofrimento possível. Para ele, já não chegava bater-lhe ou ofendê-la. Era preciso mais! A vingança foi matar a filha de ambos, a forma de o fazer foi suicidar-se com a criança no colo. Ele tinha 33 anos, ela apenas 4. Ele vivia em Santarém, naquele mesmo prédio há seis anos. 

Dizem que para alguém se suicidar é preciso coragem - concordo que sim, na maioria dos casos. Neste caso, aquilo que foi preciso foi ódio e raiva. 

As discussões eram frequentes. Os vizinhos sabiam-no, mas segundo o relato de um dos vizinhos que testemunhou a queda dos dois e que tentou ainda socorrer a menina, das vezes em que terá chamado a polícia, ninguém veio. Aquela mulher e aquela criança continuaram a viver com o agressor até que a tragédia chegou. Aqui não importa a nacionalidade. Podiam haver diferenças linguísticas, mas neste caso o fator cultural não modificou o resultado. É mais um crime que acontece em contexto de violência doméstica em Portugal. A mulher acabou por ser agredida da forma mais violenta de todas, atingindo-a naquilo que de mais preciso tinha na sua vida, a sua menina de apenas quatro anos. 

Se fez queixas? Se denunciou à polícia? Se estava disposta a sair de casa e a cortar o contato com este homem? Não o sabemos. Se alguém a ouviu e se a quis ajudar? Não sabemos também... Havia sinais de violência? Em tantos casos há sinais e depois a justiça não age, nada é feito, nada se resolve e a vítima continua a ser vítima. Aqui havia duas vítimas: a menina e a sua mãe. Mas foi a filha que ele matou, agindo assim contra a mãe. Como explicar isto? Não sei explicar algo tão bárbaro. 

No local do crime, haveria também outra pessoa. Um tio da menina, irmão do pai. A principal razão, ao que se diz, foi a ameaça que a mãe da menina fez de ir à polícia fazer queixa e de ir também contar à família dele as agressões de que era vítima. O cobarde, em vez de fazer algo correto uma única vez e se afastar de ambas, matou a menina e "matou" esta mãe, pois esta perda é também de certa forma uma morte.

Uma vizinha diz ao "Observador" que a menina andava numa creche. Esta informação (talvez por falta de conhecimento da senhora) é falsa. Aos quatro anos (se realmente era essa a idade da vítima) uma criança não pode estar a frequentar a creche, mas sim um Jardim de Infância. Pormenores que não tiram deste crime nenhuma da sua gravidade! Aquela menina tinha colegas que se vão lembrar dela durante algum tempo, notar a sua falta no mapa de presenças e que, daqui a pouco tempo, se vão esquecer dela. Talvez de tempos a tempos, quando forem mais velhos e escutarem alguém conversar sobre ela se lembrem de como ela era, ou talvez seja apenas um nome. 

É uma criança que morre, mais uma que entra para a trágica contagem deste ano. Ainda há uns dias, uma outra menina foi assassinada de forma crua por alguém que não sendo a sua família direta, a deveria em todo o caso, proteger e essa menina tinha apenas 8 anos.

Fontes:

https://observador.pt/especiais/por-mais-anos-que-eu-viva-vou-me-lembrar-sempre-desta-noite-discussao-acabou-em-vinganca-quando-pai-saltou-do-8-o-andar-com-a-filha/


19/06/2026

Menina de 8 anos é assassinada pela madrasta

A menina tinha apenas 8 anos. Como se entende ou explica um crime destes? Como é que alguém tem coragem de preparar um assassinato de uma criança, e depois ainda tem a coragem de ir até ao fim com o plano?

A menina tinha apenas 8 anos. Naquela manhã de quarta-feira, ia para a escola num autocarro escolar, que como todos os dias, a levava a ela e a outras crianças para a escola. Mas neste dia, ela saiu do autocarro e alguém a esperava à porta da escola. A madrasta, que a menina conhecia bem, não era uma pessoa estranha, deu-lhe uma justificação para a fazer entrar no carro e não na escola. Houve pessoas que viram. Mas apesar de estranho, era a madrasta, era a namorada do pai. A escola já a conhecia, tinha autorização do pai para ir buscar a criança à escola quando era necessário e explicou que a menina teria uma consulta médica.

A menina tinha apenas 8 anos. Confiou. E foi. 

A menina, que tinha apenas 8 anos, foi asfixiada e o seu corpo largado no meio de um pinhal, na "serra da Padrela", perto de Valpaços, a alguns quilómetros de casa.

O pai, quando deu pela falta da menina, começou a procurá-la. Como anoite chegava e a menina não dava sinal, o pai foi pedir ajuda na GNR de Valpaços. A desconfiança de um crime fez envolver a Polícia Judiciária, que passou "a investigar o caso" do desaparecimento da menina de oito anos.

Durante as buscas e ao falarem com diversos intervenientes, os agentes começaram a desconfiar de Eulália, a namorada do pai, que acabou por confessar o crime.

"Eulália está indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver e arrisca a pena máxima de 25 anos de prisão."

Estas notícias quando passam na rádio e na televisão, deixam-me completamente incrédula. O ato é demasiado bárbaro para ser compreendido. Como é que esta pessoa comete um crime destes e segue a sua vida? 

Felizmente, rapidamente foi descoberta e foi presa. Mas não a tento de salvar a vida desta menina. Não consigo imaginar a dor deste pai, nem sequer a dor da mãe, que ao que parece teria outros problemas e pouco contato tinha com a filha. A dor daqueles avós que ajudavam a cuidar da menina. Daquela professora que no fim de um ano letivo tem de lidar com a dor da perda de uma aluna e que tem uma turma sem respostas, para gerir.

Fontes:

https://expresso.pt/justica/2026-06-19-madrasta-suspeita-de-matar-enteada-de-8-anos-fica-em-prisao-preventiva-ca5f3d2f

https://observador.pt/2026/06/18/pj-investiga-morte-de-crianca-de-8-anos-em-valpacos/


05/06/2026

Violência no namoro e violência doméstica

Bianca tinha apenas 16 anos. 

Por motivos que não me são conhecidos, vivia com uma amiga mais velha e namorava um rapaz de 20 anos. Namorava desde os 14 e já este facto é algo a ter em conta. Na véspera tinha tentado acabar com este namoro. Na quarta-feira à noite, este ex-namorado tocou à campainha de uma vizinha, que facilmente lhe deu acesso ao interior do prédio. Entrou e subiu ao primeiro andar. 

Surpreendida, Bianca, não teve qualquer hipótese. Foi arrastada pelas escadas, a cabeça foi atirada com violência contra o corrimão. Foi esfaqueada cerca de vinte vezes. Os vizinhos que ouvindo os gritos tentaram acudir, afirmam que ainda a viram com vida, mas Bianca acabou por se esvair em sangue. E porque é que eu não me coíbo de fazer esta descrição detalhada? Porque é preciso que se entenda o nível de violência, que se saiba que ela era apenas uma jovem de 16 anos. Esta era uma menor de idade, que já vivia em perigo. O assassino está no hospital em estado grave depois de ter sido atropelado por um camião. Talvez por acidente, talvez tentando tirar a própria vida. Não vou sequer escrever aqui qual acho que devia ser o seu destino.

E temos de falar sobre estes assuntos, de relatar, de sermos firmes! Ainda há uns dias publiquei sobre violência doméstica e hoje já estou a escrever sobre esta morte!

Porque a violência não acontece apenas uma vez e com esta brutalidade - acredito que tenham havido outras agressões anteriores, fossem elas verbais ou físicas. Que razões terão tido estes pais para a deixarem sair de casa com um homem mais velho com apenas 14 anos? Houve fuga? Houve queixas na polícia? O que foi feito pelos pais e por quem mais sabia?

E porque esta história me fez lembrar outra, há uns anos. Uma imagem que nunca mais me vou esquecer. A certeza de que não valia a pena tocar em nada, pois nada do que eu fizesse poderia salvar aquela vida. Ela já se tinha esvaído em sangue. Tinha tanto cortes, tantas facadas, que não fui capaz de os contar. À porta, uma criança ao colo de uma vizinha, apenas nos ia dizendo "A mãe tá xuja"... Aquele menino tinha visto o corpo da mãe, tinha-lhe tocado, tentado acordá-la... "A mãe acodou?" perguntava ele.

Não, aquela mãe nunca acordou. E quem a matou foi o pai. A casa arrumada, os brinquedos com que a criança tinha estado a brincar antes de dormir estavam numa caixa ao canto da sala, numa sala cujas paredes estavam pintadas de sangue. O assassino tirou a própria vida.

Em 2012, Sara, com apenas 16 anos, também foi esfaqueada pelo namorado. Ele tinha 23 anos e ela tentou falar com a mãe, contar-lhe sobre este namoro que estava farta de viver às escondidas. Foi agredida e atingida por vinte e três facadas, que a deixaram em risco de vida. Sara sobreviveu para contar a sua história e fá-lo de forma corajosa. A violência no namoro é apenas uma das vertentes da violência doméstica. Estes agressores conduzem a sua vítima através da manipulação, de palavras que rapidamente passam de doces a amargas, do pseudo-amor que se transforma em ameaças. 

Considera-se Violência no Namoro, quando existe um padrão de comportamento que se repete ao longo do tempo, onde um dos elementos exerce o poder, através da violência (física, psicológica, económica e/ou sexual), com o intuito de controlar, dominar e submeter o outro/a." Pode manifestar-se em agressões verbais ou físicas, em violência sexual, em stalking ou em violência emocional ou psicológica. Tal como na violência doméstica entre dois adultos, as vítimas muitas vezes têm vergonha ou acham que fizeram algo de errado que despoletou esse comportamento, o que é em ambos os casos, completamente errado.

As vítimas de violência doméstica, incluindo as vítimas de violência no namoro, acabam por ceder ao medo, mantendo-se nestas relações durante meses e até anos. Mas o que mais me assusta é que perante isto, continuem a haver jovens, miúdos e miúdas entre os 14 e os 18 anos, que já nasceram no século XXI e que ainda consideram "normal" haver ameaças e agressões durante um namoro, alguns dizem aceitar que os namorados ou namoradas controlem aquilo que vestem ou que tenham acesso às suas redes sociais e aos seus telemóveis. Muito facilmente, estes agressores perdem "o controlo quando está perante uma crise de ciúmes e promove a ideia de que ciúmes é sinal de amor." É capaz de ter gestos de humilhação e de desvalorização da vítima, perante outros, ou quando se encontram sozinhos.

Fontes:

Programa "Linha Aberta", SIC, episódio 20, temporada 12, 05/06/2026;

https://www.amcv.org.pt/jovens/violencia-no-namoro

https://www.casa-qui.pt/index.php/perguntas/32-como-saber-se-sou-vitima-de-violencia-no-namoro

https://apav.pt/wp-content/uploads/2024/02/FolhaInformativa_VNamoro_2020.pdf





03/06/2026

Greve geral... ou nem tanto

 A ideia era realizar uma greve geral contra o Pacote Laboral, considerado por muitos como um retrocesso. 

No caso da Educação, que é a área que, não desfazendo das outras, mais me interessa neste momento, as consequências da aprovação deste Pacote Laboral, são as seguintes:

  • a facilitação dos despedimentos;
  • a prevalência da satisfação de necessidades permanentes com recurso à contratação a termo;
  • a possibilidade de recurso ao outsourcing para satisfazer, transitoriamente, necessidades do sistema educativo;
  • o agravamento da desregulação do tempo de trabalho;
  • a introdução do banco de horas individual com aumento de até 10 horas semanais, sem aumento da remuneração (até ao limite de 150 horas);
  • a limitação do período de amamentação até aos 2 anos de idade da criança;
  • no setor privado, ainda maior facilitação da caducidade da contratação coletiva, o que terá também inevitáveis consequências no quadro da negociação coletiva previsto para a administração pública;
  • a exclusão dos trabalhadores temporários das regras da contratação coletiva;
  • a atribuição ao patrão do direito de escolher a convenção que for, para si, mais favorável, impondo-a aos respetivos trabalhadores;
  • o ataque à liberdade sindical;
  • a limitação, ou mesmo a extinção, na prática, o direito à greve;
  • a drástica fragilização da situação geral dos trabalhadores nas relações laborais, o que não deixará de ter consequências muito negativas na área da administração pública e, em particular da educação e da investigação, com consequências em processos como o da revisão do ECD e outros.
Agora que o dia está a chegar ao fim, é preciso olhar para esta greve com a devida cautela. De entre várias consequências, podemos destacar "os constragimentos nos transportes públicos," na saúde e no acesso a alguns serviços. No caso das escolas, há dados que indicam que cerca de "48% dos alunos não puderam realizar a prova de Língua Portuguesa" (ModA).

Infelizmente, nestes dias, existem sempre aqueles que se aproveitam para causar confusão e para tentar denegrir a imagem dos manifestantes. Felizmente, ainda são um valor residual. Outra questão a ter em conta e que eu considero muito importante é que se o direito à Greve existe, também existe o direito a não fazer greve. Isso devia ser desde logo algo assumido por todos. Os que querem ir trabalhar, deviam poder fazê-lo sem que isso fosse alvo de agressões ou insultos. No entanto, houve casos em que não existiu esse respeito. Também de referir que, quando alguém faz greve, o seu posto de trabalho não pode ser substituído. Houve casos de trabalhadores em prestação de serviços a realizar funções que competiriam a funcionários em Greve, o que não se enquadra nos serviços mínimos.

No entanto, houve muita gente a escolher ir trabalhar e não fazer greve, o que fez com que em alguns serviços o impacto da greve não fosse o esperado. Mais uma vez, assistimos a uma discrepância enorme entre os dados apresentados pelo governo e os dados apresentados pelas centrais sindicais. E depois havia aqueles que, entrevistados para as estações de televisão e rádio que faziam a cobertura da greve, nem sequer sabiam o que se estava a passar ou quais os motivos que levaram à paralisação. Será que têm estado a dormir, ou aterraram agora em Portugal vindos não se sabe bem de onde?

Pelas suas consequência imediatas podemos dizer que prejudicou o país, mas sinceramente, na prática, eu não sei se fará assim tanta mossa na vontade deste governo que nos tem vindo a surpreender com as suas decisões pouco democráticas.

Fontes:

https://www.spn.pt/Artigo/greve-geral-3-jun

https://www.publico.pt/2026/06/03/sociedade/noticia/grave-residual-expressiva-greve-geral-dois-tons-2177062

https://www.gov.pt/noticias/greve-geral-de-3-de-junho-servicos-publicos-e-transportes



01/06/2026

No dia da criança, lembremo-nos dos que sofrem

Hoje é dia da Criança. Um dia feliz, com muitas atividades, alegria, presentes. Um dia diferente para muitas crianças. Mas depois vem-me à lembrança: e as crianças dos países em guerra? 

Apesar de o Dia da Criança se celebrar apenas em alguns países nesta data, é uma oportunidade para refletirmos como vivem as crianças, em particular aquelas que estão em zonas de conflito, as que foram amputadas, as que sobreviveram à morte da sua família e se encontram agora sós. "As crianças são desproporcionalmente afetadas pelos conflitos, as forças combatentes continuam a recorrer à morte, violência sexual, exploração e recrutamento, como “armas de guerra” para infligir deliberadamente danos físicos e mentais que duram muito além do conflito."

Em Gaza, há cerca de 10 mil crianças com deficiências graves diretamente relacionadas com a guerra, muitas delas amputadas. Além disso, estas crianças dificilmente têm acesso a cuidados de saúde, a uma resposta para uma adequada recuperação (próteses, fisioterapia). Depois há ainda a questão de falta de acesso a cuidados básicos, onde se incluem a saúde, higiene, água, alimentação e uma casa. 

Em Gaza, a "infraestrutura de água, saneamento e gestão de resíduos está amplamente destruída." Acrescente-se aqui que, mesmo que existam locais onde conseguem ir buscar água, na sua maioria estes encontram-se contaminados, sendo que "esta crise da água e saneamento é agravada pela acumulação do lixo."

Outro local onde as crianças sofrem com o flagelo da guerra, é a Ucrânia. Segundo a UNICEF, "quatro anos após o início da invasão russa, a vida das crianças ucranianas tornou-se uma questão de sobrevivência." No ano passado, 92 crianças perderam a vida devido à guerra, enquanto outras 652 ficaram com ferimentos graves.

De destacar que cerca de "um terço das crianças estão deslocadas e, em cidades da linha da frente como Kherson ou Kramatorsk, milhares vivem e estudam nos subterrâneos para escapar aos bombardeamentos russos." A infância destas crianças está-lhes a ser roubada por bombardeamentos frequentes, alertas de ataque que as obrigam a fugir e a recolher-se. Crescem quase sem poderem brincar na rua, sem serem crianças. Muitas destas crianças apresentam sinais de "ansiedade e trauma."


Fontes:

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/gaza-tem-o-maior-numero-de-criancas-amputadas-da-historia-moderna#goog_rewarded

https://www.amnistia.pt/criancas-sob-ataque/#gref

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2026-02-24-quatro-anos-de-guerra-na-ucrania-a-infancia-deslocou-se-para-os-subterraneos-5230d09a

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2026-02-19-video-guerra-na-ucrania-criancas-vivem-com-trauma-e-ansiedade-a-15-km-da-linha-da-frente-3c4fd974



31/05/2026

Faleceu o ator João Barbosa

Faleceu este domingo o ator João Barbosa, com apenas 56 anos. 

João Barbosa, nasceu em Bruxelas a 19 de junho de 1969 e iniciou a sua carreira como ator em 2003 com a "Ópera do Malandro," tendo ainda passado pela televisão, pelas telenovelas e pelo cinema, participando em “Noite Sangrenta”, de Tiago Guedes e Frederico Serra, “Até Amanhã Camaradas”, de Joaquim Leitão, ou em várias obras de João Canijo. 

Podemos ainda enumerar outras participações no cinema, como “Alice”, de Marco Martins, “A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho, “Ruth”, de António Pinhão Botelho, “Bad Investigate”, de Luís Ismael, sendo igualmente uma presença regular no trabalho do realizador João Botelho, com quem colaborou em “Filme do Desassossego”, “Os Maias – Cenas da Vida Romântica”, “Peregrinação”, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, “Um Filme em Forma de Assim” e “As Meninas Exemplares”.

Atualmente, estava no elenco do "Teatro do Bairro," onde já havia interpretado “Ubu Rei”, “À Espera de Godot”, “De Passagem”, e “Rei Lear”.

Fontes:

https://observador.pt/2026/05/31/ator-joao-barbosa-morre-aos-56-anos/


Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...