13/12/2021

Afastando o que me faz mal

Se não estou bem, porquê insistir em continuar? 


Se o que sinto é que não estou a ser valorizada, que se estão a aproveitar de mim (de algo que precisam meu) e que no dia em que deixar de lhes dar isso, irei certamente ser substituída, porque não ser eu a afirmar o meu valor, acima de tudo e sem magoar ninguém, impondo que não quero ser explorada?


Duas razões, pena e respeito. Pena porque sei que não estão numa situação fácil. Respeito porque me comprometi a desempenhar o meu trabalho e prometi que ajudava "no que pudesse". O problema é que não posso ajudar mais, não desta forma, sem que me prejudique a mim própria. 


Fez agora dois anos que lutei por uma oportunidade de sair de um trabalho que se estava a tornar abusivo. Prometi a mim mesma, não voltar a ter uma carga horária tão grande nem a deixar que me obrigassem a fazer coisas que não quisesse fazer e que me prejudicassem ou a outras pessoas. Estou neste mesmíssimo momento a cair no mesmo erro. Melhorei bastante do meu problema de saúde quando comecei a trabalhar menos horas e a respeitar as minhas pausas, a minha alimentação, o exercício que precisava. Estou pior novamente, com muito mais dores, porque não tenho tempo de tratar de mim, porque faço funções que me prejudicam a coluna, porque estou a levar o meu corpo além dos limites que aprendi a detetar. 


Isto tem de mudar. Por mim e pelo meu filho que ainda precisa de mim, sem ser numa cama.


 

11/12/2021

UNICEF fez 75 anos

O Fundo de Emergência Internacional para Crianças das Nações Unidas (UNICEF) foi criado há 75 anos, precisamente no dia 11 de dezembro de 1946, em Nova Iorque, através da Administração de Reabilitação de Ajuda da ONU para fornecer socorro imediato a crianças e mães afetadas pela Segunda Guerra Mundial.  Em 1953, a organização tornou-se parte permanente do Sistema das Nações Unidas. Desde a sua criação,  após a Segunda Guerra Mundial, tem estado na linha de frente em crises humanitárias, conflitos armados e desastres naturais. 


Esta é uma agência das Nações Unidas responsável por fornecer recursos humanitários e de desenvolvimento vocacionada para dar ajuda a crianças por todo o mundo, sendo uma das mais reconhecidas, com presença em 193 Estados membros. As atividades do UNICEF incluem o fornecimento de imunizações e prevenção de doenças, administração de tratamento para crianças e mães com HIV, melhoria da nutrição infantil e materna, melhoria do saneamento, promoção da educação e fornecimento de ajuda de emergência em resposta a desastres.


Os seus objetivos são fundamentalmente baseados na Convenção sobre os Direitos da Criança, a partir do qual promove os direitos e o bem-estar de todas as crianças e todos os adolescentes em tudo o que faz. Estes objetivos seguem o compromisso de atuar no benefício de crianças e adolescentes nas áreas de pobreza, nutrição, saúde, educação, água e saneamento e igualdade de género. Acreditam que não pode haver desenvolvimento sustentável, prosperidade ou paz sem equidade – oportunidades justas para cada criança e cada adolescente.


Se as crianças e os adolescentes mais desfavorecidos não compartilham desse progresso, ele não será sustentável. As pessoas jovens podem ajudar a mudar sua própria vida e suas comunidades – elas têm ideias, energia ilimitada para a ação e a maior participação no futuro. Capacitadas e fortalecidas pelo conhecimento e pela consciência dos seus direitos e das necessidades urgentes do mundo, elas podem ajudar a garantir que os gestores cumpram os compromissos assumidos.


De entre estes vários objetivos, destaco o da Educação, o qual aborda o acesso a oportunidades de aprendizagem e a qualidade do ensino e visa assegurar que a educação esteja acessível a todas as crianças, independentemente de seu género, condição física, raça ou etnia ou local de moradia.


Em Portugal, o comité foi criado apenas em 1979, no mesmo ano em que a ONU declara 1979 como o Ano Internacional da Criança para alertar a comunidade internacional para os direitos da criança. 


Fontes:


 https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_a_Inf%C3%A2ncia


https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel


https://www.unicef.org/brazil/75-anos-do-unicef


https://www.unicef.org/brazil/unicef-no-mundo


 


 


 

10/12/2021

Caminhando

Passou algum tempo desde a minha última caminhada matinal. As dores não me têem permitido sair da cama de forma fácil o suficiente para me aventurar a sair de casa ainda de noite. Mas é algo que comecei a fazer com alguma frequência durante o último verão e que me ajuda a lidar com os meus próprios pensamentos. É ali, na solidão das manhãs, que organizo a minha mente e que defino os passos que vou dar nesse dia. Nem sempre sigo tudo à risca, porque muitas vezes perco a coragem de tomar certas decisões, mas ajuda-me bastante.


Hoje foi mais um desses dias. A semana tem sido difícil. Preciso de avançar com decisões que me vão influenciar tanto a mim como a outras pessoas, e ainda não sei como o vou fazer. O que sei é que tenho de criar os meus planos e tenho de ir em frente sem estar sempre a pensar "e se?"


Hoje o passeio teve a particularidade de poder passar pela feira de Natal do Seixal, completamente deserta. Estava frio, uma borrasca irritante daquelas que penetra nos ossos, mas soube muito bem. Apesar das dores que sinto e que têm estado piores nestes dias, caminhar ajuda-me a ativar a circulação, a pôr os músculos a funcionar e a diminuir a rigidez tão típicas da fibro. 

07/12/2021

Pearl Harbor - 80 anos de história

O ataque a Pearl Harbor, apesar de ter sido direccionado a uma base norte-americana, fez mudar o rumo que a guerra levava. O ataque começou "perto das 8h da manhã" do "dia 7 de dezembro de 1941, um domingo." Quando se fala deste ataque, o comum é vê-lo como algo isolado. Não obstante ter sido um ataque surpresa, temos de apreciar que havia já uma grande tensão entre estas duas potências e que era quase certo que estava prestes a acontecer algo grande. Penso que, na época, não se antecipasse que os japoneses conseguissem aproximar-se tanto da frente americana.

Os japoneses usaram 6 porta-aviões e, em cerca duas horas, causaram "mais de 2000 mortos" e destruíram "a maior parte da frota americana, nomeadamente 5 couraçados, e centenas de aviões, a maior parte no solo. As perdas do lado japonês foram mínimas."

O ataque foi uma surpresa a nível militar, "tanto mais que não houve qualquer declaração de guerra prévia, embora fosse ideia comum que a guerra com o Japão" seria já "inevitável." Não havia entendimento político e, os EUA, já tinham encerrado "o Canal do Panamá ao comércio japonês e decretado um embargo às importações japonesas, nomeadamente de petróleo."

O ataque a Pearl Harbor terá sido "cuidadosamente planeado e ensaiado,"  mostrando que o Japão se vinha a preparar para "desferir o golpe. É de relembrar que o Japão tinha assinado o Pacto Tripartido com a Alemanha e a Itália, no ano anterior, o que significava um alinhamento definitivo entre as três potências. Aliás, a guerra já havia começado: o Japão ocupava parte da China e tinha já assumido o controlo da Indochina Francesa, que estava sob administração do governo de Vichy, o governo-fantoche que se seguira à derrota francesa em 1940."

Mas esta necessidade de atacar a frota americana teve um outro propósito. A rivalidade entre estes dois países, vem da década de 20, quando os "Estados Unidos vetaram uma série de exigências japonesas sobre territórios na China." Note-se que, a "presença dos Estados Unidos nas Filipinas era um incómodo para os japoneses," que queriam ter o total controlo sobre essa região e que se viam assim impedidos de o fazer.

"O ataque a Pearl Harbor fazia parte do projeto de expansão territorial que o Japão havia colocado em prática desde a década de 1930, quando havia iniciado a invasão da China. O imperialismo japonês foi consequência do crescimento do nacionalismo, do militarismo e da doutrinação que aconteceu no país após a Restauração Meiji e a reformulação do ensino." Este tipo de doutrina defendia o Japão como sendo "uma nação superior às outras," o que lhes daria o "direito de construir um grande império a partir da conquista de outros territórios por meio da guerra."

Nos dias e semanas seguintes" ao ataque, "o Japão avançou na Malásia, na Tailândia, em Hong Kong, nas Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia), na Birmânia, nas Filipinas, e atacou as ilhas do Pacífico, a Nova Guiné e a Austrália." Relatos sobre esses confrontos, dão conta de inúmeros "crimes de guerra cometidos pelos soldados japoneses."

Dentro dos EUA, este ataque teve como principal "consequência a adesão inequívoca e sem reservas da opinião pública americana à entrada na guerra ao lado dos Aliados."

Conquanto posamos considerar que a "surpresa militar" tenha "resultado de uma clara subestimação, por parte dos comandos militares americanos, da capacidade ofensiva do Japão em infligir aos EUA um golpe com aquela amplitude," não nos podemos abster do facto que houve aqui um claro "erro de cálculo" militar. Os EUA "estavam convencidos de que o alvo de um ataque japonês seria Manila, nas Filipinas, e nunca o coração da Frota Americana do Pacífico, no Havai." Esta desvalorização do poderio japonês ditou o sucesso do ataque a Pearl Harbor. "O conflito entre as duas nações," estender-se-ia "até 1945, quando o Japão" se rendeu depois do lançamento de duas bombas nucleares: uma sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki.

A Segunda Guerra Mundial foi considerada como o "maior confronto da história da humanidade", tendo-se prolongado por seis anos (1939-45) e envolvido "mais de setenta países." Este ataque teve influenciou o caminho que a guerra tomaria durante os meses e anos seguintes. Apenas quatro dias depois do Japão ter atacado a base naval americana de Pearl Harbor, "Hitler declarou guerra aos EUA." De facto, Hitler não via os EUA como uma grande potência e o ataque serviu mais para mostrar que a Alemanha ia conseguir "instaurar a sua “Nova Ordem” antes que os norte-americanos conseguissem intervir." Se os japoneses tinham atacado o coração da Frota Americana, a Alemanha não se ficaria atrás. No entanto, a guerra acabou por tomar outro curso e os alemães acabariam por ser "derrotados em Estalinegrado e em Kursk, em 1943."

Fontes:

https://ensina.rtp.pt/explicador/o-desenrolar-da-ii-guerra-mundial/

https://ensina.rtp.pt/dossie/cadernos-da-ii-guerra-mundial/

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-ataque-japones-a-pearl-harbor/

https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/ataque-base-naval-pearl-harbor.htm

30/11/2021

Tiroteio em escola em Oxford

Mais uma vez, a notícia recai sobre um crime realizado por um jovem num estabelecimento de ensino nos EUA. Desta vez, um adolescente de 15 anos matou pelo menos três estudantes e feriu vários outros, assim como um professor, na escola de ensino médio de Oxford, Michigan, uma pequena cidade próxima a Detroit. A Oxford High School, com cerca de 1.800 alunos, localiza-se numa comunidade de cerca de 22 mil pessoas e fica a cerca de 48 quilómetros ao norte de Detroit.




O sub-xerife do condado de Oakland, Mike McCabe, disse à imprensa local, sem dar detalhes, que o suspeito detido estava com uma arma curta — e de acordo com as autoridades,  terão detido o suspeito cinco minutos depois da primeira chamada a pedir ajuda.


Ethan Crumbley, estaria numa reunião com os pais e a diretora da escola, quando iniciou o terrível ataque. Não se sabe ainda se as vítimas foram escolhidas ou aleatórias, uma vez que o autor se remeteu ao silêncio.






Os alunos foram retirados da escola e levados para um estacionamento nas imediações, onde os pais ou responsáveis os foram buscar.


Só este ano, os Estados Unidos já registaram 138 tiroteios deste género.


Fontes:


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2021/11/30/adolescente-abre-fogo-em-escola-dos-eua-e-mata-pelo-menos-tres-pessoas/262788/


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/11/30/tiroteio-em-escola-de-michigan.ghtml











 



26/11/2021

Dia Internacional para a eliminação da Violência contra as mulheres

Assinala-se hoje o dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Que se se tenha de assinalar um dia destes é por si só uma falta de civilidade e de humanidade e, ao mesmo tempo, uma necessidade latente que ao fim de 40 anos continua presente.  


Temos visto por toda a Europa diversas manifestações em defesa dos direiros das mulheres. No que concerne à pandemia e ao enclausuramento a que todos tivemos de nos submeter, este pode ter tido um efeito muito negativo na vida de muitas mulheres que se viram "presas" com os seus agressores na mesma casa. Se antes, quando iam trabalhar e passavam pela porta de esquadras, centros de saúde ou de um vizinho, não pediam ajuda, com a pandemia ainda menos o fariam. As mulheres que são vítimas não o são por quererem, mas é delas que vem o passo mais importante para se livrare m dos abusos a que são sujeitas.


Nos últimos anos, a televisão portuguesa tem feito um trabalho excelente na divulgação de situações de violência doméstica, mediatizando e acusando fortemente estas situações, assim como divulgando os meios de ajuda e reinvindicando a atuação das autoridades.


No que aos direitos humanos diz respeito, existem ainda países e comunidades em que o caminho ainda não foi iniciado. Não basta que se assinem convenções, há que as pôr em prática. 


Na Hungria, o governo recusou a Convenção de Istambul, justificando que não há diferença de género, mas apenas uma diferença biológica entre homens e mulheres. O que isto pode significar para estas pessoas que governam na Hungria, deixa-me com sérias questões. Sim há diferenças biológicas, isso é óbvio, mas o que a Convenção pode trazer vai muito além da afirmação da diferença de género. Ter sido redigida em Istambul, na Turquia, é por si só um facto histórico, quando os direitos das mulheres ainda são tão violados nesse mesmo país.


Portugal ainda não evoluiu muito. Em muitas, mas muitas, casas, ainda há um patriarcado afirmado em diferentes formas de tratamento, em que é o homem que se assume com o direito mandatário. 


E enquanto morrerem mulheres em Portugal, vítimas de violência doméstica, ainda há muito a fazer! 


 


Fontes:


https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/2149-25-novembro-2019-dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-as-mulheres


https://www.cig.gov.pt/2021/11/dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-as-mulheres-campanha-portugalcontraaviolencia/


 

18/11/2021

Dia Europeu da Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual

O Comité de Ministros do Conselho da Europa aprovou por decisão do respetivo Conselho de Ministros de 2015, a criação do Dia Europeu da Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual – 18 de novembro. Desde essa decisão, a data tem vindo a ser comemorada anualmente.

De facto, este dia teve origem num estudo que revelou que uma em cada cinco crianças na Europa é vítima de alguma forma de violência ou exploração sexual. A violência sexual contra as crianças pode assumir várias formas: abuso sexual no círculo familiar ou fora dele, pornografia e prostituição infantil, corrupção e solicitação sexual ou aliciamento sexual via internet.

A criação deste dia Europeu visa que os 47 Estados-membros do Conselho da Europa, entre os quais Portugal, se empenhem a todos os níveis, entre os quais e um dos mais importantes o da segurança, na proteção das crianças prevenindo ao máximo que venham a ser vítimas deste grave tipo de crime e protegendo-as e apoiando-as caso já tenham sido vítimas do mesmo (dea cordo com a CNPDPCJ). A exploração sexual e o abuso sexual das crianças podem ocorrer online, por telefone, nas ruas ou através de uma webcam, em casa ou na escola. Pode ser perpetrado por uma pessoa do círculo de confiança da criança ou até por um estranho e pode causar danos físicos e mentais que duram uma vida inteira, o que leva a que seja um dever de todos estarmos atentos em todos os momentos. 

No entanto, não é só fora de casa que a criança está em risco. A maioria dos abusos sexuais em crianças acontece dentro de casa e o agressor é alguém do seio familiar ou da confiança da criança, alertou a presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças, que defendeu ser necessário uma atenção especial aos sinais. Estes podem ser por exemplo, a criança não querer ir visitar aquela pessoa sem motivo aparente, ou não querer estar perto daquela pessoa ou até andar mais triste ou, noutros casos, quando crianças muito pequenas mostram comportamentos demasiado sexualizados para a sua idade.

Segundo os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), em 2020 foram detidas 119 pessoas pelo crime de abuso sexual de crianças e outras 33 por pornografia de menores, entre outros crimes contra a liberdade e a autodeterminação sexual. Apesar de não ser possível saber quantas denúncias foram feitas ou quantas crianças foram vítimas, o RASI revela que, no global dos inquéritos iniciados, 47,2% eram relativos a pornografia de menores e 27,9% a abuso sexual de criança. Diz também que as vítimas são sobretudo raparigas (76,9%), com idade entre os oito e os 13 anos (69,1%). Não podemos de todo ficar indiferentes a estes dados! 

Na página da CNPDPCJ existe informação relevante sobre este tema e ainda um Formulário de denúncia.

Uma outra realidade que "tem sido notada e percecionada", mas sobre a qual "nem sempre é fácil de atuar", que é o abuso 'online', um fenómeno que "teve aumento muito exponencial principalmente agora durante os anos da pandemia" e que tem merecido "grande preocupação", já que acarreta "desafios enormes" pelo facto de acontecer virtualmente. Nunca deixar que a criança esteja sem vigilância quando está nas redes sociais ou a usar o telemóvel, computador ou outro dispositivo. Até porque, falar de abuso sexual não se resume a falar de violação, por exemplo, mas vai desde a exposição a conteúdos pornográficos, "toques que não são permitidos" ou até mesmo um certo tipo de vocabulário usado na presença da criança ou a ela dirigido.

Fontes:

https://www.cnpdpcj.gov.pt/comunicar-situacao-de-perigo

https://www.cnpdpcj.gov.pt/dia-europeu-da-protecao-das-criancas-contra-a-exploracao-sexual-e-o-abuso-sexual

https://www.dnoticias.pt/2021/11/18/285453-abusos-sexuais-de-menores-ocorrem-sobretudo-na-familia/

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...