13/12/2021

Afastando o que me faz mal

Se não estou bem, porquê insistir em continuar? 


Se o que sinto é que não estou a ser valorizada, que se estão a aproveitar de mim (de algo que precisam meu) e que no dia em que deixar de lhes dar isso, irei certamente ser substituída, porque não ser eu a afirmar o meu valor, acima de tudo e sem magoar ninguém, impondo que não quero ser explorada?


Duas razões, pena e respeito. Pena porque sei que não estão numa situação fácil. Respeito porque me comprometi a desempenhar o meu trabalho e prometi que ajudava "no que pudesse". O problema é que não posso ajudar mais, não desta forma, sem que me prejudique a mim própria. 


Fez agora dois anos que lutei por uma oportunidade de sair de um trabalho que se estava a tornar abusivo. Prometi a mim mesma, não voltar a ter uma carga horária tão grande nem a deixar que me obrigassem a fazer coisas que não quisesse fazer e que me prejudicassem ou a outras pessoas. Estou neste mesmíssimo momento a cair no mesmo erro. Melhorei bastante do meu problema de saúde quando comecei a trabalhar menos horas e a respeitar as minhas pausas, a minha alimentação, o exercício que precisava. Estou pior novamente, com muito mais dores, porque não tenho tempo de tratar de mim, porque faço funções que me prejudicam a coluna, porque estou a levar o meu corpo além dos limites que aprendi a detetar. 


Isto tem de mudar. Por mim e pelo meu filho que ainda precisa de mim, sem ser numa cama.


 

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