Parece que no próximo dia 11 de dezembro vai haver greve geral. Pelo menos é que se tem vindo a divulgar nos canais de notícias e nas redes sociais. Uma greve que, além de outras coisas, parece estar a reaproximar as duas centrais sindicais - UGT e CGTP - o que já "não acontecia há 12 anos." O anúncio (embora ainda não formal), aconteceu logo depois da marcha "Todos a Lisboa" que este sábado, juntou milhares de portugueses, contra o pacote laboral apresentado pelo "governo PSD/CDS-PP."
Esta manifestação tinha sido convocada pela CGTP e dividiu-se em "duas pré-concentrações na capital: os trabalhadores do setor público juntaram-se nas Amoreiras e os do setor privado no Saldanha, sendo que ambas desaguaram no Marquês de Pombal." Entre os manifestantes foi possível ver várias caras conhecidas, entre os quais os candidatos à presidência da República "Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, apoiados respetivamente por BE, PCP e Livre." Fica só uma questão para quem diz não tomar partido - isto não se enquadra em tomar partido?
A proposta feita pelo governo, que já tinha sido dada a conhecer a 24 de julho e que foi designada por “Trabalho XXI” pelo Governo em funções, apresenta uma profunda revisão da legislação laboral e que vão desde "alterações nas licenças parentais, no direito à amamentação e ao luto gestacional, ao "trabalho flexível, formação nas empresas ou período experimental dos contratos de trabalho, prevendo ainda um alargamento dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de greve."
Entre as medidas anunciadas, estão ainda "propostas" que têm como consequência "perpetuar e agravar os baixos salários" dos trabalhadores, a desregulação dos horários de trabalho, a facilitação dos despedimentos e a destruição dos "direitos de maternidade e paternidade," entre outros.
Estas propostas têm tido uma forte oposição dos sindicatos, mas também de uma grande faixa populacional, para quem estes direitos nunca deveriam sequer estar em causa. Acrescento eu, que estes direitos precisam de ser melhorados e não postos em causa. Sobre esta questão, a "CGTP tem vindo a insistir que o anteprojeto do Governo" se vem a apresentar como "um verdadeiro retrocesso" naqueles que são os "direitos dos trabalhadores," apontando "que há propostas de alteração inconstitucionais."
Vamos ver...
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