Depois do acidente de domingo à noite, já ocorreram outros três acidentes, nas linhas de caminhos de ferro espanholas.
O primeiro acidente e, até agora, o mais grave ocorreu na região de Adamuz e fez 43 vítimas mortais e 42 desaparecidos. Mantêm-se nos Cuidados Intensivos ainda 13 feridos graves. Ainda decorre a investigação sobre este acidente, mas alguns indícios apontam para já para "uma falha na soldadura do carril como causa do acidente." Em imagens do local do descarrilamento inicial, é visível "claramente a rutura da soldadura e o desprendimento de uma secção do carril."
Já esta terça-feira, "um comboio de passageiros" colidiu "com um muro de contenção que colapsou sobre os carris em Barcelona." O acidente acvonteceu "ao quilómetro 64 da Rodalies entre Gelida e Sant Sadurní d'Anoia," tendo resultado na "morte de um maquinista de 28 anos que estava em fase de treino." Há ainda a lamentar "cerca de 40 feridos, cinco deles em estado grave." Tal como no acidente de domingo, este local onde ocorreu o acidente de Gelida não seria “considerado um ponto problemático pelos maquinistas”, relembrando que no caso de domingo, o acidente ocorreu numa reta.
Registou-se ainda no mesmo dia um outro acidente, desta vez na região de "Lloret de Mar, na província de Girona," Catalunha. Neste caso, o "comboio terá saído da linha devido a uma pedra na via, na sequência do mau tempo que está a assolar Espanha," não havendo feridos a registar.
O último ocorreu hoje na região de Cartagena, e resultou em ferimentos em seis pessoas, quando "um comboio colidiu com uma grua."
Numa semana considerada trágica, o maior "sindicato espanhol de maquinistas de comboios" (Semaf) anunciou ontem que iriam avançar com uma "greve geral" para "reivindicar garantias de segurança na rede ferroviária de Espanha, depois dos acidentes desta semana, em que morreram mais de 40 pessoas." O sindicato considerou "inadmissível a deterioração" da rede ferroviária espanhola.," pedindo "medidas urgentes, assim como que sejam responsabilizadas penalmente" todos aqueles que tenham falhado na sua obrigação de "garantir a segurança da infraestrutura".
Ontem, "os comboios suburbanos da Catalunha" encontravam-se "todos parados," para que se pudesse proceder a inspeções em "todas as vias, por decisão da empresa Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha." O sindicato recomendou ainda que os "maquinistas que não se sintam em condições de trabalhar," pela justificável "carga emocional," que os acidentes desta semana lhes tenham provocado, "que não o façam e o comuniquem às chefias."
O acidente de domingo, foi "o mais grave acidente ferroviário ocorrido em Espanha desde o descarrilamento do comboio de alta velocidade (Alvia) de 24 de julho de 2013, em Angrois, perto de Santiago de Compostela, que se saldou em 80 mortos e 144 feridos." Por cá, nos últimos dias, as ferrovias também têm sido tema de conversa, mas felizmente mais pelos atrasos sucessivos. Esperemos que a chegada da tempestade Ingrid à Península Ibérica não venha a agravar a situação das ligações ferroviárias e que não se arrisque circular em vias inundadas ou em zonas de risco de derrocadas. Acho que já chega de tragédias para estes dias.
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