Atualmente, estamos constantemente a ser informados sobre os diferentes eventos geológicos e sismológicos que vão ocorrendo pelo planeta e, isso, deixa-nos certamente mais alerta. Antigamente, haveria menos sismos? Certamente que não. Mas só se chegava a saber daqueles que eram mais intensos ou que provocavam maiores danos. Hoje em dia, a constante atualização da informação, permite-nos conhecer um pouco mais sobre estes fenómenos que, embora não sendo ainda possíveis de antecipar, podem certamente ver as suas consequências minimizadas, desde logo com atitudes de segurança ativa - seja a nível individual, seja coletivo.
Saber o que fazer durante um sismo e como observar sinais de que um tsunami pode estar iminente é uma das lições treinadas em diferentes regiões do Japão, logo desde muito tenra idade. Todos devem saber o que fazer. Se isso evita que os danos ocorram? Não, mas pode minimizá-los. E nesta semana - assinalando o grande sismo de 1755 - é comum termos por cá um evento que se chama "A Terra Treme" e que, infelizmente, não está a ser levado muito a sério. Sabemos na teoria o que fazer, mas praticar e treinar os movimentos, colocar questões, discutir os erros cometidos seria essencial, principalmente em escolas, hospitais, casas de repouso e hotéis. Este ano, confesso que não houve qualquer simulação ou treino lá no meu trabalho, mas foi tema de conversa (os 6ºs anos estão a dar essa matéria) e reparei que ainda existem muitos mitos que precisam de ser desfeitos. A falta de conhecimento pode ser amiga do desastre.
Ainda esta semana, se têm vindo a dar notícia de vários abalos sísmiocos sentidos no Faial, Açores, sobretudo em "Capelo, Matriz, Flamengos e Cedroso," o que pode estar relacionado com um leve aumento da atividade vulcânica, muito comum naquela região insular. Mas se para uns, é normal que a terra trema e que isso até seja entendido como um libertar de tensões, para outros pode ser algo assustador e caótico. E é por isso que a prevenção e os esclarecimentos sobre o que fazer e o que não fazer podem ser tão importantes! Professores, autarcas, governantes - falem sobre o tema e esclareçam, sem alarmar!
Do outro lado do mundo, no Japão, um sismo de magnitude 6,7 na escala de Richter foi sentido pela população por volta das "17h03 locais (8h03 em Portugal continental) ao largo da costa de Iwate." Este sismo, levou a que as autoridades locais tivessem colocado a região em estado de alerta devido ao risco de ocorrência de um tsunami. Segundo as informações disponíveis, não há registo de vítimas embora tenham vindo a ser sentidas diversas réplicas ao abalo principal.
O arquipélago do Japão tem "milhões de habitantes" e localiza-se "na junção de quatro placas tectónicas, na chamada Cintura de Fogo do Pacífico," apresentando "uma das maiores atividades sísmicas do mundo." Não será demais falar-se em cerca de "1500 terramotos por ano, a maioria de baixa intensidade," cujos danos podem "variar de acordo com a localização e a profundidade." Um dos maiores sismos ocorrido foi o de 2011, que fez milhares de mortos.
Fontes:
https://www.publico.pt/2025/11/09/mundo/noticia/alerta-tsunami-japao-apos-sismo-magnitude-67-2153944
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