20/01/2025

Prisioneiros libertados durante cessar-fogo

Dando continuação à publicação que ontem fiz, sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza, durante a madrugada houve então a libertação de 90 prisioneiros palestinianos tal como estava acordado entre as partes. Os prisioneiros foram "recebidos em festa, entre bandeiras do Hamas, do Hezbollah, da Fatah ou da Jihad Islâmica e gritos de alegria de familiares." Este grupo de 90 prisioneiros que chegou já à Cisjordânia, é composto na sua "maioria" por "mulheres e menores de idade."

Mas além da troca de reféns e de prisioneiros, que só por si seria já um facto de extrema importância, não posso deixar de realçar a troca de cumprimentos entre Donald Trump e Israel Katz, ministro da defesa de Israel, que afirmou na rede X que "o laço entre Israel e os EUA é inquebrável”, estando os mesmos "assentes em valores partilhados e interesses mútuos."

Israel Katz afirmou ainda estar "ansioso para trabalhar com sua administração para fortalecer esta aliança, trazer de volta todos os reféns mantidos em Gaza e impedir que o Irão adquira armas nucleares.” É possível que venha a ocorrer uma visita de "Benjamin Netanyahu, a Washington no mês de fevereiro para uma reunião com Donald Trump."

Entretanto, a próxima vaga de reféns só será libertada no próximo domingo. Sobre as três reféns que ontem foram libertadas, é de ressaltar que duas delas foram baleadas durante o ataque a 7 de outubro. Este acordo de cessar-fogo provocou também desacordo no governo israelita, levanto à demissão do "ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita," e de dois outros ministros do "partido religioso Poder Judaico," que sse opunham às cedências deste acordo.

Em dúvida, está agora a situação de duas crianças que, apesar de terem os seus nomes na lista de reféns a serem entregues durante este cessar-fogo, poderão ter sido mortas durante o conflito devido aos bombardeamentos efetuados pelas tropas israelitas. "O Hamas alega que as crianças morreram," bem como a mãe, Shiri, que também se encontra nesta lista, mas os "militares não confirmam a informação, e ainda esperam que eles estejam vivos." No caso de se confirmar a sua morte, espera-se que os corpos possam ser entregues e repatriados.

 

Fontes:

https://observador.pt/liveblogs/90-prisioneiros-palestinianos-recebidos-em-festa-por-apoiantes-do-hamas-e-do-hezbollah/

https://pt.euronews.com/2025/01/19/tres-ministros-de-extrema-direita-abandonam-o-governo-de-israel-por-causa-do-acordo-de-ces

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/duas-criancas-refens-dadas-como-mortas-pelo-hamas-estao-em-lista-para-serem-libertadas,9f000b71bf9ae5860d1cdef81d0ac982lk5wukqu.html?utm_source=clipboard



 

 

 

19/01/2025

Cessar-fogo entre Israel e o Hamas

Nestes quinze meses de guerra, "as Forças de Defesa de Israel (IDF) bombardearam e ocuparam grande parte do território palestino," no qual o Hamas, domina. Pelo menos "46913 pessoas foram mortas em mais de 15 meses de guerra na Faixa de Gaza." De acordo com este balanço, feito à meia-noite de ontem, registaram-se também "110750" feridos na "Faixa de Gaza, onde a guerra foi desencadeada por um ataque do Hamas a Israel em 07 de outubro de 2023."


O "Hamas é classificado como uma organização terrorista por Israel," bem como pelos "seus aliados ocidentais, assim como por alguns países árabes." Este conflito já terá morto "dezenas de milhares" de pessoas, entre as quais estão vários elementos de "organizações humanitárias" e também vários jornalistas e repórteres.


Na passada quarta-feira (dia 15/01), o Catar anunciou um avanço nas negociações para pôr fim ao conflito armado entre Israel e o Hamas." O acordo foi também mediado pelos EUA, Catar, Egito e Turquia. 


Depois de uma reunião que decorreu ontem e se estendeu por cerca de seis horas, "o governo de Benjamin Netanyahu ratificou o plano," o qual refere que as "armas deverão ser silenciadas inicialmente por seis semanas" a partir de hoje, domingo.


Israel deve começar por retirar as suas tropas da Faixa de Gaza e, ambos os lados, irão "libertar reféns e prisioneiros." Além disso, deverão ser abertos corredores de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.


"Na primeira fase do cessar-fogo, que deve durar 42 dias, o Hamas deve entregar 33 reféns a Israel," prevendo o acordo a libertação inicial "de todas as crianças e mulheres restantes, seguidas pelos homens com mais de 50 anos de idade." No entanto, é desconhecido quantos dos reféns poderão já ter perdido a vida: até ao "momento, 36 deles foram declarados mortos," e outros 110 foram já "libertados com vida."


Sobre este cessar-fogo que hoje começa, teve grande influência como referi anteriormente, do governo dos EUA. Apesar de ainda estar em funções Joe Biden, Donald Trump tinha já ameaçado o Hamas: "se esses reféns não estiverem de volta quando eu assumir o cargo, o inferno vai explodir no Oriente Médio. E isso não será bom para o Hamas, e não será bom para ninguém".


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas de rejeitar partes do acordo para conseguir "extorquir concessões no último minuto", o que levou ao adiamento do início do cessar-fogo, uma vez que faltava a entrega do nome dos três reféns que seriam libertados. Apesar das negociações, ainda esta manhã, várias "regiões do norte de Gaza foram bombardeadas por Israel."


Pouco depois da entrada em vigor do cessar-fogo, os "primeiros camiões com ajuda humanitária entraram em Gaza." De acordo com um funcionário egípcio, “260 camiões de ajuda humanitária e 16 camiões de combustível” entraram através "da passagem de Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, e de Nitzana, na fronteira entre o Egito e Israel."




A ONU apelou para que os países que têm “influência” sobre Israel, o Hamas e os grupos armados que estão a saquear os comboios, "para que usem a sua influência para que a ajuda possa chegar à população






As três primeiras "reféns israelitas já chegaram ao ponto de encontro definido, no sul do país," de onde seguirão depois para se juntar às “suas mães." Estas "jovens e as suas famílias serão acompanhadas pelas IDF até ao hospital Ramat Gan, onde serão sujeitas a uma primeira avaliação médica.






De acordo com informação transmitida pela Al Jazeera, "já chegaram à prisão de Ofer, na Cisjordânia, os membros da Cruz Vermelha responsáveis por receber 90 palestinianos feitos reféns por Israel," mas a entrega destes reféns, só se daria depois destas "três jovens israelitas," chegarem ao seu país.


Mas mesmo que o cessar-fogo seja respeitado por ambos os lados, o que se irá seguir?


 




Fontes:


https://www.dw.com/pt-br/israel-e-hamas-o-que-se-sabe-sobre-o-acordo-de-cessar-fogo/a-71324717


https://pt.euronews.com/2025/01/19/cessar-fogo-adiado-israel-suspende-entrada-em-vigor-ate-que-o-hamas-entregue-nomes-dos-ref


https://observador.pt/liveblogs/cessar-fogo-na-faixa-de-gaza-suspenso-ate-que-hamas-apresente-lista-de-refens-a-libertar/


 


 

14/01/2025

Sismo no Japão

A terra voltou ontem a tremer com violência no Japão.


Um alerta de tsunami foi emitido pouco tempo depois de um "sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter," se ter feito sentir na "costa sudoeste do Japão." Algumas medidas de precaução foram tomadas. "Os habitantes de algumas zonas costeiras foram aconselhados a abandonar as casas por precaução, sendo que alguns comboios também deixaram de funcionar."


Felizmente a esperada onda de certa de um metro que era esperada segundo dados da "agência meteorológica do país, apenas atingiu a "costa de Miyazaki e não ultrapassou os 20 centímetros." O Japão, pelo seu historial e, "devido à sua localização no Anel de Fogo, uma região caraterizada pela existência de falhas e vulcões na bacia do Pacífico," é um dos países melhor preparados para a ocorrência de sismos.


Nesta região, registou-se em 2011, um "dos maiores terramotos de sempre." O abalo aconteceu ao "largo da costa leste do Japão," e provocou cerca de 18.000 mortos, "como consequência do terramoto de magnitude 9,0 e do tsunami que se seguiu."


13/01/2025

Incêndio mata em restaurante na Chéquia

Muitas vezes, aquilo que serve para o nosso conforto pode ser um perigo. Tal é o caso dos aquecedores, que já têm feito algumas vítimas pelo mundo fora, Foi o caso de um incêndio que ontem deflagrou num restaurante em Most, na Chéquia e matou, pelo menos, 6 pessoas.


O incêndio, terá tido início quando um "aquecedor a gás" que estava no jardim do restaurante, "se virou," acabando por explodir. Da situação, resultaram ainda oito feridos com queimaduras graves. Todo o espaço foi evacuado, bem como um edifício vizinho. "O restaurante ainda estava aberto quando o fogo começou, antes da meia-noite de sábado, e foram necessários mais de 60 bombeiros para controlar as chamas, até à uma da manhã."


Estas situações são mais comuns do que se pensa e, apesar de todas as indicações de uso correto e de haver informação disponível sobre os riscos, a verdade é que os acidentes continuam a destruir propriedade e a causar vítimas. Deixo de seguida alguns exemplos.


Em 2007, um incêndio que teve como causa um aquecedor, "vitimou duas mulheres deficientes," que viviam num "prédio perto de Trajouce, no concelho de Cascais." Neste caso, as "duas vítimas, de 34 e 50 anos," só foram encontradas quando "a mãe de uma" delas, "chegou a casa e não conseguiu abrir a porta," e dando conta do incêndio, accionou os bombeiros.


Lembremo-nos também do incêndio que, em janeiro de 2018, provocou onze mortos e 38 feridos, na "Associação Cultural e Recreativa de Vila Nova da Rainha, em Tondela." Este incêndio ocorreu "quando o tubo da salamandra que os aquecia inflamou o teto falso do edifício — que entrou em combustão." Muitas das vítimas ficaram encurraladas ao tentarem sair para o exterior.


Em fevereiro de 2019, um incêndio urbano em Braga, Portugal, teve também como causa um aquecedor a gás. Os bombeiros conseguiram evitar que o incêndio propagasse às habitações contíguas e não houve feridos a lamentar. Neste caso, segundo informações recolhidas no local e à época, indicam que o incêndio terá tido início aquando do "derretimento da mangueira que conduz o gás da botija para funcionar o aquecedor, no quarto e último andar de um apartamento na Rua Andrade Corvo, perto da Estação Ferroviária de Braga."


Em junho de 2019, um aquecedor (do tipo que conhecemos por cá, como caldeira), explodiu e destruiu dois restaurantes (um da marca "Burger King" e um outro da cadeia de restauração "McDonald's"), em São Paulo, Brasil. O acidente aconteceu mais propriamente na Avenida Rebouças, na zona centro da cidade. O aparelho funcionou como uma panela de pressão e, ao rebentar, destruiu ambas as fachadas dos edifícios e provocou danos graves no seu interior. Felizmente, não houve vítimas, mas talvez porque àquela hora não estivessem clientes nem funcionários nas lojas.


Fontes:


https://pt.euronews.com/2025/01/12/incendio-em-restaurante-mata-pelo-menos-seis-pessoas-na-chequia


https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2019/06/05/aquecedor-explode-e-destroi-parte-de-duas-lanchonetes-de-redes-de-fast-food-em-sumare.ghtml


https://sol.sapo.pt/2019/02/16/aquecedor-a-gas-provoca-incendio-em-apartamento-em-braga/


https://cnnportugal.iol.pt/morte/incendio/aquecedor-tera-originado-fogo


https://observador.pt/especiais/encurralados-numa-porta-que-abria-ao-contrario-se-me-descuidasse-um-bocadinho-tambem-tinha-la-ficado/

12/01/2025

EUA: Incêndios destroem tudo por onde passam

Os incêndios que lavram em Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia, tomaram proporções nunca vistas e, para mim, inimagináveis num país que se diz tão evoluído. Perante as condições atmosféricas adversas principalmente devido à ocorrência de fortes ventos (os conhecidos ventos de Santa Ana) e à persistência de vários meses de seca intensa, como é que foi feito o planeamento do combate aos incêndios que, como podemos facilmente constatar, são comuns naquela região? E, apesar de todas estas condições, como é que se deixa evoluir esta situação até ao extremo, tendo em conta que estamos em pleno inverno?


Agora, depois de vários dias de caos, há a lamentar a morte de 16 pessoas e outras 16 continuam desaparecidas. A maioria das pessoas seguiam as indicações dadas pelas autoridades e deixou tudo para trás. "As bocas-de-incêndio secaram na zona de luxo de Pacific Palisades, enquanto a escassez de água também dificultou os esforços noutros locais." Na maioria dos casos, não chegou sequer a haver qualquer tentativa de salvar as habitações. "Até ao momento, os incêndios florestais destruíram mais de 12 mil habitações e outros edifícios e queimaram 145 quilómetros quadrados."


As "primeiras chamas surgiram, na manhã de terça-feira (7/1), em Pacific Palisades, um bairro rico que fica entre as Montanhas de Santa Monica e o Oceano Pacífico." O fenómeno que provoca os ventos de Santa Ana, "que têm alimentado e espalhado as chamas," dificultando muito o combate. "Na madrugada do dia 9 de janeiro, o incêndio" de Palisades, tinha já destruído "uma área de cerca de 6.900 hectares."


Tem sido dado, na comunicação social, um certo destaque às várias celebridades que foram evacuadas das suas casas, como se ser alguém conhecido, fosse um fator diferenciador para o próprio do incêndio. É, na nossa sociedade, sim, diferente ser conhecido. É diferente viver em Skid Row, em Los Angeles ou em Santa Mónica. Para as chamas? Não há diferença... A situação é catastrófica!


 


Duas imagens de antes e depois dos incêndios florestais de Los Angeles mostram a devastação de um comércio em Pacific Palisades


Duas imagens de antes e depois dos incêndios florestais de Los Angeles mostram a devastação de templo em Pasadena


Fontes:


https://www.publico.pt/2025/01/12/mundo/noticia/sobe-16-numero-mortos-devido-incendios-florestais-los-angeles-2118481


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20503w69x6o


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gx59jvvelo


Imagens retiradas de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq9qqj27z7o


 


 

08/01/2025

Charlie Hebdo - 10 anos depois, o que mudou?

Fez ontem 10 anos que o mundo olhou em choque para as imagens de uma redação de um jornal francês a ser atacado. O ataque "matou 12 pessoas nas instalações do jornal satírico francês Charlie Hebdo," dos quais "oito membros da redação."

O tempo passa quase sem darmos por isso e, neste caso, foi ontem ter visto algumas publicações que me direcionavam para a frase "Je suis Charlie" que me fez lembrar o ataque. Nesse dia, lembro-me que estava a trabalhar e que me senti revoltada com a situação. Não tinha sido aqui, nem perto de ninguém conhecido, mas fez-me pensar que estamos expostos a uma catrefada de doidos que por aí andam. Felizmente, o nosso cantinho ainda está protegido.... diziam alguns. Não me parece que estivesse na altura ou que esteja agora. Só que nós não temos nenhum jornal que arrisque publicar uma fotografia de um profeta em poses mais eróticas. Arriscou algo parecido Gil Vicente, pondo a nú muitos dos celeumas sociais da época, incluindo uma clara imagem da devassidão do clero da época...mas depois dele, poucos o terão feito.

O movimento de apoio sob o lema "Je suis Charlie", encheu as redes sociais e preencheu capas de jornais, acabando por correr mundo. Se algo de positivo podemos tirar desta memória triste, é que nos fez falar sobre a liberdade de expressão. 10 anos volvidos, será que ainda há medo?

A 7 de janeiro, dois irmãos franceses de origem argelina, entraram "de kalashnikov em punho," dando início a "três dias de horror na região de Paris, que terminaram com a morte de 17 inocentes," (12 neste ataque e, outros cinco, num outro ataque no dia seguinte). Ficaram ainda feridas 11 pessoas, cinco das quais com gravidade. Os irmãos "Kouachi," terão reagido perante a publicação "de uma representação caricaturada do profeta Maomé," a qual foi considerada ofensiva para muitos muçulmanos. Um desenho que, no entender de muitos muçulmanos, era um insulto direccionado ao seu profeta e à própria religião.

No mesmo dia, um outro muçulmano de nacionalidade francesa, e que estaria "ligado aos atacantes do jornal," atacou um polícia na região de Montrouge. No dia seguinte, o mesmo indivíduo "invadiu um supermercado kasher perto de Porte de Vincennes," tendo assassinado quatro dos reféns que ali fez. "Este novo ataque" só "terminou após a invasão do estabelecimento pela polícia francesa." Esta não tinha sido a primeira publicação a despertar o ódio contra os cartoonistas deste jornal. Em 2011, a capa de uma das suas edições, com o título "Charia Hebdo, mostrava uma caricatura do profeta islâmico Maomé," o que resultou num ataque à bomba às instalações do jornal.

Apesar disto, em 2012, o jornal voltou a mostrar que uma caricatura é uma forma de crítica, apresentando "uma série de caricaturas de Maomé, incluindo caricaturas de nudez," no seguimento de "uma série de ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio, supostamente em resposta ao filme anti-islâmico Innocence of Muslims." Estes ataques tinham levado "o governo francês a fechar embaixadas, consulados, centros culturais e escolas internacionais em cerca de 20 países de maioria muçulmana." A publicação tentava mostrar que, as ameaças iniciadas por uma religião, faziam um país como a França, encerrar a sua presença nesses países, cedendo de certa forma, às ameaças.

Charb, que seria depois um dos principais alvos no massacre de 2015, estaria desde 2013 "na lista dos mais procurados pela Al-Qaeda, juntamente com três funcionários do Jyllands-Posten: Kurt Westergaard, Carsten Juste e Flemming Rose." Mesmo com conhecimento desta situação e de haver uma atenção redobrada sobre estas publicações ("Charlie Hebdo", em França e "Jyllands-Posten", na Dinamarca), as autoridades não foram capazes de interceptar o ataque.

A 8 de janeiro, era mostrada na capa, uma caricatura da autoria de "Michel Houellebecq," acompanhado de um dos desenhos de Charb que, nessa mesma edição, ilustrava a frase "Ainda nenhum ataque terrorista na França."

Apesar do ocorrido, o jornal parisiense não cedeu e continua o seu trabalho tendo mesmo sido feito um concurso no final de 2024 para que os cartoonistas ilustrassem o tema: "Rir de Deus", mostrando através do seu trabalho, a sua "cólera perante o controlo que todas as religiões exercem sobre as suas liberdades". 

E por cá? Somos um Estado laico, (o mesmo princípio foi "consagrado na legislação francesa em 1905, e em 1945 passou a fazer parte da Constituição), mas ainda há muito medo em nos manifestarmos contra a religião (mas se for a favor, está tudo bem). Ainda temos um país em que anda o "credo" na boca do povo e em que a religião católica faz gastar milhões ao país. Somos verdadeiramente livres ou, teremos afinal, medo de dizer o que pensamos sobre os tantos deuses e profetas que por aí andam?

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/01/06/ataque-ao-charlie-hebdo-foi-ha-dez-anos

https://pt.euronews.com/2015/02/07/charile-hebdo-franca-nao-esquece-vitimas-dos-atentados

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-terrorista-ao-jornal-satirico-charlie-hebdo-foi-ha-dez-anos_a1625741

https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_do_Charlie_Hebdo

07/01/2025

Sismo no Tibete

A região do Tibete, na Cordilheira dos Himalaias, foi afetada por um sismo de 6.8 na escala de Richter (corrigido depois para uma magnitude de 7,1 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos) e que provocou uma vasta destruição. Deste evento, terão até ao momento sido registadas 95 vítimas mortais e centenas de feridos.


Este sismo ocorreu a cerca de "83 quilómetros a norte do Monte Evereste, tendo provocado para além dos 95 mortos, outros 130 feridos. O abalo foi ainda sentido no Nepal, no Butão e no norte da Índia."


"O epicentro ocorreu numa zona onde se dá a junção das "placas da Índia e da Eurásia," que quando chocam, provocam muitas vezes "elevações nas montanhas dos Himalaias suficientemente fortes para alterar a altura de alguns dos picos mais altos do mundo." 


Têm sido registadas algumas réplicas na zona afetada, embora com menor magnitude.


E se um sismo destas dimensões acontecer aqui em Portugal - o que não seria a primeira vez na nossa história, como bem sabemos - estaremos preparados para reagir? Que estragos poderá provocar ao nível das infraestruturas, da energia e das comunicações?


Fontes:


https://expresso.pt/internacional/asia/2025-01-07-terramoto-no-tibete-fez-pelo-menos-95-mortos-dalai-lama-mostrou-se-profundamente-triste-24230f98


https://tviplayer.iol.pt/programa/tvi-jornal/63ef5eb50cf2665294d5f87a/video/677d23060cf23ab6553638c9


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...