03/02/2021

Adelaide João

Um surto de covid 19, na "Casa do artista" levou dos palcos a querida Adelaide João. Uma vida cheia de muitas outras vidas, as das personagens a que foi dando corpo ao longo de toda uma carreira.


Maria da Glória Pereira Silva, de nome artístico Adelaide João, nasceu em Lisboa em 27 de julho de 1921 e começou como atriz amadora no grupo de teatro da Philips.


A atriz iniciou-se pela mão do pai do ator Morais e Castro e foi buscar o nome profissional aos dois primeiros nomes da mãe e do pai.


Estudou no Conservatório Nacional e, em 1961, partiu para Paris para estudar teatro, com uma bolsa de estudo, tendo trabalhado com várias companhias francesas (obteve a carteira de atriz profissional em França). Chegou a ser dirigida por Ingrid Bergman.


Adelaide, integrou o elenco de "A intrusa", do dramaturgo belga Maurice Maeterlinck. Participou em "A Castro", de António Ferreira, em 1961, e em "Eva e Madalena", de Ângelo César, em 1962.


Em 1961, representou "O consultório", de Augusto Sobral, no Teatro Nacional D. Maria II, e, um ano depois, "A rapariga do bar", dirigida por Couto Viana, no Teatro da Trindade pela Companhia Nacional de Teatro.


Em 1965, Adelaide João, volta de vez a Portugal, voltando também para a televisão e integrando a Companhia do Teatro Estúdio de Lisboa, dirigida por Helena Félix e Luzia Maria Martins.


Nos anos seguintes, integrou companhias como o Teatro Experimental de Cascais, Teatro Maria Matos, Casa da Comédia, Empresa Vasco Morgado ou O Bando, de que era cooperante.


No teatro O Bando fez parte do elenco de peças como "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, e "Os anjos", de Teolinda Gersão, entre outras.


O seu trabalho na televisão repartiu-se por séries, telenovelas, telefilmes e teatro televisivo.


Participou também nas peças "O fidalgo aprendiz", de Francisco Manuel de Melo, "A sapateira prodigiosa", de Federico García Lorca, "A vida do grande D. Quixote", de António José da Silva, "Schweik na Segunda Guerra Mundial", de Brecht.


Integrou o elenco de telenovelas como "Vila Faia" (1982), "Origens" (1983), "Chuva na areia" (1985), "Palavras cruzadas" (1987), "Nunca digas adeus" (2001) e "Tudo por amor" (2002).


Em filmes, a atriz desempenhou papéis em "Os gatos não têm vertigens", de António-Pedro Vasconcelos, "A última dança", "A mulher que acreditava ser presidente dos Estados Unidos", de João Botelho, "Telefona-me" e "A estreia", de Frederico Corado, "O processo do rei" e "O fim do mundo", de João Mário Grilo, "Francisca", "manhã submersa" e "Amor de perdição", de Manoel de Oliveira.


O último trabalho de Adelaide João na televisão data de 2014 na série televisiva "The Coffee Shop Series", cuja primeira temporada foi transmitida na SIC Radical e, a segunda, na RTP 2.


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Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Adelaide_Jo%C3%A3o


https://mag.sapo.pt/tv/atualidade-tv/artigos/covid-19-morreu-a-atriz-adelaide-joao-aos-99-anos


 

02/02/2021

Cecília Guimarães

28/05/1927 - 02/02/2021


Conhecia a cara, não sabia o nome. Tanto assim é, com outros atores e atrizes. Admirava muito o seu trabalho. Os atores como ela, que nos deixam, ficam sempre gravados e podemos revivê-los uma e outra vez, quando temos saudades. Recentemente participou na telenovela, “A Única Mulher” como Filomena (elenco adicional) que está agora a ser retransmitida na Tvi. 


A atriz estava na "Casa do Artista" depois de uma carreira de 70 anos em televisão e teatro. Aqui fica um pouquinho dessa história:


Cecília Guimarães fez o curso do Conservatório Nacional e estreou-se com "A qualquer hora o diabo vem", de Pedro Bom, no Teatro da Rua da Fé (1951).


Passou pela Companhia Alves da Cunha e pelo Teatro do Gerifalto. Ainda na década de 1950, foi trabalhar para o escritório da Fábrica de Condutores Eléctricos Diogo d'Avila, tendo sido convidada por António Lopes Ribeiro para participar no filme "O primo Basílio", com o qual foi distinguida com o prémio para Melhor Actriz, pelo Secretariado Nacional de Informação (SNI). Foi também vencedora do Prémio Garrett, pelo seu desempenho em "Felicidade e erva-doce", de Peter Schaeffer, pela Companhia de Teatro de Almada, em 1990.


Cecília Guimarães foi uma das atrizes pioneiras na televisão, interpretando várias peças de teatro televisivo. Participou em filmes como "As Horas de Maria" (1979), "Francisca" (1981), "O Lugar do Morto" (1984), "A Filha" (2003), "Axils" (2016), "A Canção de Lisboa" (2016) e "Olga Drummond" (2018). Participou ainda em “O Princípio da Incerteza”, de Manoel de Oliveira, e, na televisão, desempenhou papéis que iam do drama, como na adaptação de “Harpa de Ervas”, de Truman Capote, à comédia mais recente, como “Milionários à Força”. 


Em televisão participou também em "A Mala de Cartão" (1988), "A Morgadinha dos Canaviais" (1990), "Cluedo" (1995), "Filhos do Vento"(1997), "Casa da Saudade"(2000), "Estação da Minha Vida" (2001) e "Hotel Cinco Estrelas" (2013).


Mais um grande atriz que nos deixa. Este ano tem sido terrível e ainda agora começou.


Imagem Diário da República.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Cec%C3%ADlia_Guimar%C3%A3es


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cecilia-guimaraes-a-atriz-que-deu-vida-aos-grandes-dramaturgos


 

31/01/2021

António Cordeiro

Faria todo o sentido falar deles em vida, os que nos deixam memórias. Nas últimas entrevistas que deu (por exemplo no programa Alta definição, na Sic) António Cordeiro manifestou o sentimento de abandono e o desejo de voltar a trabalhar, mesmo sofrendo de paralisia supranuclear progressiva, uma doença rara, degenerativa, que o estava a afetar de forma galopante e bem visível.


Estreou-se em 1987, na série "Duarte e Companhia" no papel de um psiquiatra. Tornou-se especialmente conhecido do grande público em 1991, quando protagonizou a série policial "Claxon" onde foi detetive.


A última novela em que participou foi em "Espelho de água" na Sic, em 2018, mas teve papéis também em "Coração de Ouro", "Mar salgado", "Laços de Sangue" e "Perfeito Coração" entre outras. Na "Ilha dos Amores" foi o Inspetor Resendes e no "Triângulo Jota" o detetive Anacleto. Também na 3ª série dos "Morangos com Açucar" o vimos representar.


No cinema, participou em filmes como "O processo do Rei" (1990), "Os Olhos da Asia" (1996)e mais recentemente em "Índice Médio de Felicidade" (2017) ano em que foi diagnosticado com paralisia supranuclear progressiva, doença rara e degenerativa que o foi privando da fala e dos movimentos até estar confinando a uma cama.


Morreu a 30 de janeiro de 2021, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com apenas 61 anos.



Imagem: <a href="//pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ant%C3%B3nio_Cordeiro.jpg" title="Conteúdo restrito">Conteúdo restrito</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?curid=6479335">Hiperligação</a>


 


Fontes:


https://www.dn.pt/cultura/morreu-o-ator-antonio-cordeiro-que-a-televisao-revelou-como-detetive-claxon-13297816.html


https://expresso.pt/cultura/2021-01-30-Morreu-o-ator-Antonio-Cordeiro


 

22/01/2021

60 anos depois do Ataque ao Santa Maria

1961 está marcado como o ano de início da guerra colonial, que deflagou primeiramente no território angolano, mas também como o ano de início da tentativa de derrube do Estado-Novo, devido à insatisfação da população e pela falta de liberdade.


O golpe de estado que deu início à tentativa de derrubar o governo de Salazar, ocorreu na madrugada de 22 de janeiro de 1961 por um grupo de 23 homens, entre portugueses e espanhóis, que faziam parte do Directório Revolucionário Ibérico da Libertação (DRIL). O seu líder, era o capitão Henrique Galvão. O paquete foi tomado quando navegava no Mar das Caraíbas com 600 passageiros a bordo, naquela que ficou conhecida como "Operação Dulcineia".


Este assalto ao paquete da Companhia Colonial de Navegação, foi encarado como "um significativo ataque à soberania do país", enquanto a tripulação era apresentada como "heroína" pela forma como tentou resistir ao assalto.


Depois da sua tomada, os assaltantes levaram o navio para a pequena ilha inglesa de Santa Lúcia para desembarcarem alguns dos feridos .


Alguns navios de guerra norte-americanos e ingleses, além de aviões holandeses, ajudaram nas buscas pelo navio, mas este só acabou libertado a meio do mês de fevereiro.


Este crime, foi considerado na Assembleia Nacional como tendo sido um "crime de lesa-Pátria".

14/01/2021

Natália de Sousa

A atriz Natália de Sousa, deixou-nos ontem, com 73 anos.


Quem não recorda a participação de Natália de Sousa em o "Tal canal"?


Natália de Sousa ficou conhecida como uma das “coelhinhas” que acompanhavam a personagem "Tony Silva" (Herman José), contracenando com atores como Helena Isabel, Lídia Franco, Margarida Carpinteiro, Manuel Cavaco e Vítor de Sousa. Na televisão, teve outras participações também elas marcantes.


Participou em "Hermanias", e noutras produções de comédia como "Lá em Casa Tudo Bem", "As Aventuras do Camilo" e "Milionários à Força".


Foi presença regular em outras produções: "Nicolau no País das Maravilhas" (1975) e "Eu Show Nico" (1980), de Nicolau Breyner, e também em "Excursões Air Lino" (2018), com Rui Unas.


"Sabadabadu", E "O Resto São Cantigas", ambos de 1981, "Um Solar Alfacinha" (1990), "Não Há Duas Sem Três" (1998), "Médico de Família" (2000) e "As Taradas" (2003) são outras produções de espectáculo, comédia e ficção, que tornaram o rosto de Natália de Sousa conhecido por quase todos nós.


A actriz, no entanto, também fez papéis dramáticos, como em "O Homem que Matou o Diabo", série da RTP sobre o romance de Aquilino Ribeiro, 1979, "Antígona" de Jean Anouilh, filmada para a televisão pública em 1984, e "Ricardina e Marta" em 1990, novela baseada nos romances de Camilo Castelo Branco.


No teatro, foi co-fundadora companhia Ádóque - Cooperativa de Trabalhadores de Teatro, que construiu o seu próprio palco, no largo do Martim Moniz, em Lisboa, após o 25 de Abril. Entrou na revista inicial, "Pides na Grelha", em 1974, e na produção seguinte, a "CIA dos Cardeais", de 1975. Com esta companhia destacam-se igualmente os seus trabalhos em "A paródia" e "Ó da guarda!", em 1977, "Chiça! Este é o bom governo de Portugal" e "Paga as favas", de 1980 e 1981, respetivamente, depois ter atuado em "A Batalha do Colchão", que esteve em cena em 1977, no Teatro Capitólio.


No ano de 1978, fez parte do elenco de "Aldeia da Roupa Suja",  de Vasco Morgado, no Teatro Variedades, Parque Mayer. No início dos anos 80, entrou na revista "Não Há Nada Pra Ninguém", do Teatro Maria Vitória, e depois em "Sem Rei Nem Rock".


Em 1983, entrou no musical "Annie", no Teatro Maria Matos, onde contracenou com Manuela Maria e Canto e Castro, entre outros conhecidos atores.


Participou ainda em várias comédias, até meados da década de 1990, entre as quais "Coronel em Dois Actos", de Jean-Jaques Bricaire e Maurice Lasaygues, adaptada aos palcos portugueses por Francisco Nicholson, com Alina Vaz e Camilo de Oliveira, no Teatro Variedades.


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Fontes:


https://www.flash.pt/celebridades/nacional/detalhe/morreu-a-atriz-natalia-de-sousa-aos-73-anos-de-idade


https://www.movenoticias.com/2021/01/morreu-a-atriz-natalia-de-sousa/


 

12/01/2021

O novo ano pode ser pior que 2020?

Ao tocar as badaladas do novo ano, não senti que tivesse havido uma mudança. Não saí de casa, apenas espreitámos da janela o fogo de artifício, mas o sentimento era de angústia.


Este ano, apenas pedi saúde, mesmo sabendo que o ritual é uma estupidez, mas não quis arriscar a perder uma oportunidade de pedir saúde, mesmo que seja a mim mesma. As mudanças partem em primeiro lugar de nós mesmos e não de milagres.


Mas tal como previra, o novo ano, não trouxe milagres. Terminados os festejos do Natal e do Ano novo, o balanço é trágico. Basta olharmos como estão os hospitais.


À porta, há pessoas idosas, que continuam a ser abandonadas pelos seus na época festiva. Não é novidade que nos dias antes do Natal há um acréscimo de velhos doentes, que são deixados nas urgências para que a família passe a quadra sem o trabalho que dá a sua presença. Vão depois buscá-los uns dias depois da passagem de ano. Assisti a diversas situações dessas na primeira pessoa quando trabalhava como socorrista. Alguns diziam descaradamente que essa era a sua intenção, como se não percebessemos que os estavam a abandonar. Era vê-los arrancar com o carro já carregado de malas para irem passar o natal ou o ano novo a qualquer lado, enquanto nós levamos o seu ente para a urgência. O Covid não veio mudar isso... as pessoas só fingem que estão melhores, mas no fundo, continua a desumanidade.


Este ano, vêm-se nas salas de espera onde as máquinas de comida não são abastecidas, à espera que alguém os vá buscar ou, pelo menos, que lhes leve uma sopa. O ser humano é assim mesmo. Miserável.


Um homem, seus 80 anos, agarra a porta do carro de uma mulher e abre-a, tentando sentar-se no lugar do pendura, pedindo que o leve a casa, por favor, que "se esqueceram dele ali". A pandemia não justifica a miséria humana, a falta de amor ao próximo. A família, que reza ao jantar de Natal e reclama por ter de estar agora confinada, ou sem trabalhar, é a mesma que sobrecarrega os serviços hospitalares com o abandono dos seus, enquanto outros morrem dentro da célula sanitária de uma ambulância sem chegar a dar entrada no hospital por falta de espaço.


E não acredito que as coisas vão melhorar nos próximos tempos. Mesmo com as vacinas, vendo aquilo que nós estamos a ver na comunicação social, ainda há tanto a fazer. Mas o amor ao próximo não vem numa vacina!

29/12/2020

Crimes contra a liberdade de expressão - assim vai o nosso mundo

Num ano complicado, em que os media foram essenciais para nos dar a conhecer o estado do mundo, foram muitos os crimes cometidos contra os jornalistas.


50 jornalistas foram mortos em 2020 no exercício da sua profissão, sobretudo em países considerados em paz e durante manifestações, um número estável em comparação com os 53 casos registados em 2019, mas preocupante, pois 34 jornalistas foram mortos em países que oficialmente não estavam em guerra. Registaram-se 8 casos no México, 4 na Índia, 4 no Paquistão, 3 nas Filipinas e 3 nas Honduras. A proporção de jornalistas mortos em países em guerra como na Síria e Iémen, ou assolados por conflitos de baixa ou média intensidade, como no caso do Afeganistão ou do Iraque é de 32%. A grande maioria foram deliberadamente alvejados e assassinados, em condições particularmente bárbaras e sórdidas, com destaque para o México e a Índia, onde jornalistas foram decapitados, esquartejados ou mortos à facada. Os jornalistas de investigação são particularmente visados, devido ao seu trabalho na investigação de casos de corrupção e desvio de fundos públicos, inquéritos sobre a máfia e o crime organizado ou por investigação sobre temas ligados a questões de meio-ambiente.


Registaram-se ainda 367 jornalistas detidos desde janeiro. Há a destacar um aumento de 35% do número de mulheres jornalistas detidas arbitrariamente, bem como o aumento das violações de liberdade de imprensa, devido às leis de excepção ou medidas de emergência adoptadas devido à pandemia da Covid-19.


Em 2020, registaram-se porém sete repórteres foram mortos enquanto cobriam protestos, dos quais 4 no Iraque, 2 na Nigéria e 1 na Colômbia. Dos vários casos podemos destacar o do jornalista Julio Valdivia Rodríguez, no México, que trabalhava para o diário El Mundo, que foi encontrado decapitado no estado de Veracruz e do seu colega Víctor Fernando Álvarez Chávez, redactor-chefe do site de notícias local Punto x Punto Noticias, que foi esquartejado em Acapulco.


Na Índia, o repórter Rakesh Singh “Nirbhik”, do diário Rashtriya Swaroop, foi queimado vivo, depois de ser borrifado com uma solução alcoólica altamente inflamável, enquanto Isravel Moses, correspondente de uma estação de televisão do estado de Tamil Nadu (sul), foi esfaqueado e não resistiu aos ferimentos.


No Iraque, três jornalistas foram baleados na cabeça por homens armados não identificados, no decorrer da cobertura de protestos. Um outro jornalista morreu no Curdistão enquanto tentava escapar dos confrontos que opunham polícias e manifestantes. Casos semelhantes ocorreram na Nigéria e na Colômbia.


Quando nos queixamos dos nossos direitos e da liberdade de expressão que, por vezes, sentimos não ter, recordemos o que se passou este ano, com a prisão e a morte de vários joranalistas. Um dos casos mais recentes é o de Zam.


No dia 12 de dezembro, depois de um julgamento que não teve nada de justo, o jornalista Rouhollah Zam, foi condenado à morte por enforcamento. E não estamos na Idade Média, estamos em pleno século XXI. Zam, que dirigia um canal na plataforma de mensagens criptografadas Telegram, chamado Amadnews, foi considerado culpado de desempenhar um papel ativo no protesto do inverno de 2017-2018. Em outubro de 2019, foi acusado por Teerão de ter desempenhado o papel de agente em nome da França, embora o Irão não tenha especificado o local ou a data dos factos da acusação.


E assim vai a justiça pelo mundo fora...


 


Fontes:


https://www.rfi.fr/pt/mundo/20201229-rsf-50-jornalistas-mortos-em-2020-sobretudo-em-pa%C3%ADses-n%C3%A3o-em-guerra


https://expresso.pt/internacional/2020-12-08-Irao.-Confirmada-sentenca-de-morte-do-jornalista-Rouhollah-Zam-acusado-de-ser-agente-em-nome-de-Franca


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...