13/09/2019

20 anos depois - setembro negro na Rússia

Entre os dias 4 e 16 de setembro de 1999, a Rússia foi atingida por uma série de atentados que conduziram à morte de cerca de 300 pessoas. Passam-se agora 20 anos desde esse setembro negro e, apesar de estarmos um pouco longe geograficamente, não podemos deixar de assinalar esta data.


As "explosões atingiram Buynaksk" no dia 4 de setembro e repetiram-se em Moscovo nos dias 9 e 13 do mesmo mês. No dia "13 de setembro, o porta-voz da Duma russa, Gennadiy Seleznyov, anunciou que tinha havido "outro atentado", desta vez na "cidade de Volgodonsk." Estranhamente, esse bombardeamento não tinha ainda ocorrido, tendo acontecido "apenas três dias depois," a 16 de setembro. A responsabilidade foi atribuída a "militantes chechenos" mas estes, tal como o presidente da Chechénia, Aslan Maskhadov, "negaram" veementemente qualquer "responsabilidade," pelos atentados.


Estes atentados foram uma desculpa para um novo ataque à Chechénia, localizada na região do Cáucaso. Mas será que os chechenos estiveram mesmo envolvidos? São vários os factos que têm vindo a levantar dúvidas, desde logo o que se passou a 22 de setembro, quando "um dispositivo suspeito semelhante aos usados nesses atentados foi encontrado e desativado" num prédio de apartamentos na "cidade russa de Riazan. No dia seguinte, Vladimir Putin elogiou a vigilância dos habitantes de Ryazan e ordenou" o bombardeamento aéreo de Grózni, ataque "que marcou o início da Segunda Guerra Chechena."


No entanto, acabou por se saber, mesmo com todas as limitações feitas à imprensa russa, que "três agentes do Serviço Federal de Segurança (SFS)" russos, tinham sido "presos pela polícia local," acusados de plantarem os explosivos em Riazan. No dia "24 de setembro de 1999, o chefe do SFS Nikolay Patrushev anunciou que o incidente em Ryazan" tinha sido apenas um exercício antiterrorismo "e o dispositivo encontrado ali continha" unicamente "açúcar."


De acordo com a investigação oficial, da parte do Ministério Público da Rússia e que foi concluída em 2002, "todos os atentados a apartamentos foram executados sob o comando do carachai Achemez Gochiyayev" e planeados por "Ibn al-Khattab e Abu Omar al-Saif, militantes árabes que combatiam na Chechénia ao lado dos insurgentes chechenos."


Alguns historiadores alegaram "os atentados foram um golpe de Estado de bandeira falsa bem-sucedido e coordenado pelos serviços de segurança estatais russos para obter apoio público para uma nova guerra em larga escala na Chechénia e trazer Putin ao poder." A verdade, essa, não seria descoberta uma vez que nem uma "comissão pública independente" criada "para investigar os atentados" e "presidida pelo vice-presidente da Duma, Sergei Kovalev" teve eficácia. O governo russo recusou-se a responder às perguntas colocadas por esta comissão e dois membros-chave, "Kovalev, Sergei Yushenkov e Yuri Shchekochikhin, morreram em aparentes assassinatos." 


Já "Mikhail Trepashkin", advogado e investigador da comissão, "cumpriu quatro anos de prisão por revelar segredos de Estado." Para mais, "Alexander Litvinenko, que escreveu dois livros sobre o assunto," foi envenenado em 2006.


Este conflito entre a Rússia e a Chechénia, não é novo e estende-se já "desde o século XVIII". Embora tenha sido considerada por muitos como um conflito interno dentro de território russo, esta "guerra atraiu um grande número de combatentes jihadistas (mujahidins) estrangeiros, incluindo redes terroristas apoiadas pelo Afeganistão." A Arábia Saudita e a Geórgia apoiaram os "separatistas chechenos" o que tornou as relações entre a Rússia e estes dois estados, muito mais tensas. O presidente Putin chegou mesmo a "ameaçar publicamente o governo saudita de retaliação militar caso um novo atentado daquele tipo ocorresse."


O fim o fim do conflito militar na Chechénia, foi anunciado em 2009, seguindo-se a retirada de uma parte dos "20 mil soldados" que a Rússia ainda tinha nessa região. "A violência da guerra da Chechénia provocou um número indeterminado de mortos, que se estima da ordem de 100 mil." 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_contra_apartamentos_russos_em_1999


https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_na_Chech%C3%AAnia


https://www.dn.pt/globo/europa/moscovo-anuncia-fim-da-guerra-na-chechenia-1203928.html/


 


 


 

01/09/2019

II Guerra Mundial - 80 anos já se passaram

Hoje completo 36 anos, mas a data que venho assinalar não é de todo a minha. Quis apenas a coincidência que calhassem ambas no mesmo dia.

Assinalam-se hoje 80 anos da invasão da Polónia por parte da Alemanha. Esta invasão daria origem a uma reação da Inglaterra e da França que declaram guerra a Hitler apenas dois dias depois.

Em 1931, o Japão tinha invadido a Manchúria e, em 1934, a Etiópia tinha sido anexada por Itália. Em 1937 é o Japão que invade a China. A situação era crítica em muitas regiões do globo, com a assinatura do “Pacto Anticomintern” pela Alemanha e pelo Japão a mostrarem uma clara oposição à União Soviética e ao "movimento comunista internacional." A Itália viria a assinar meses depois o mesmo pacto. Em 1938, a "Alemanha anexa a Áustria."

A 29 de setembro de 1938, a "Alemanha, a Itália, a Grã-Bretanha e a França" tinham assinado o Acordo de Munique, forçando a República da Tchecoslováquia a ceder a região dos Sudetos." Em 1939, foi criada a República da Eslováquia, levando os alemães a ocupar "as províncias desmanteladas da Tchecoslováquia, em violação ao Acordo de Munique." É então formado o "Protetorado da Boémia e da Morávia." Ainda em abril de 1939, a Itália anexou a Albânia.

A 23 de agosto de 1939, a Alemanha nazi e a União Soviética "assinam um Pacto de Não-Agressão e um protocolo secreto dividindo o Leste europeu sob suas esferas de influência." Poucos dias depois, dá-se a invasão da Polónia, levando a uma resposta por parte da Inglaterra e da França, que "responderam de imediato com ultimatos, exigindo o recuo das tropas até às fronteiras pré-estabelecidas." A 17 de setembro, forças russas também invadiram o país, selando aquilo que tinha ficado estabelecido no Pacto de Não-Agressão assinado semanas antes e que, "continha uma cláusula secreta" segundo a qual os dois países dividiriam a Polónia entre si. "Posteriormente, milhares de polacos combateriam integrados nos exércitos aliados tanto no ocidente como no leste. Após o final da II Guerra Mundial, a Polónia ficou sob influência da União Soviética, integrada no que ficou conhecido como Bloco de Leste."

Portugal, governado por Salazar, declarou neutralidade, mas não obstante essa decisão, não deixou de participar no conflito, conforme ia dando mais jeito. Uma das formas de participação indireta, consistiu na venda de volfrâmio. Este minério foi essencial ao esforço de guerra dos dois lados do conflito e permitiu até que o país crescesse economicamente com estas exportações. Estas exportações levariam a um clima de tensão entre Portugal e os Aliados, chegando mesmo a haver o risco de "um golpe de Estado em Lisboa" promovido pela embaixada Britânica em 1944.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/portugal-e-o-dia-d-como-salazar-escapou-por-um-triz_n1152272

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/world-war-ii-key-dates

https://ensina.rtp.pt/artigo/a-invasao-da-polonia/

15/08/2019

Migrantes - 130 crianças nas embarcações Vicking Ocean e Open Arms

A problemática da travessia do Mediterrâneo faz todos os anos milhares de mortos. O resgate destas pessoas é em muitos casos feito em alto mar antes de chegarem a portos europeus, mas nem sempre estes resgates têm sucesso ou são executados da melhor forma.

Choca-nos ainda mais quando envolve crianças, que na sua inocência, fogem de conflitos acompanhadas ou não pelos seus progenitores que tentam alcançar portos europeus.

A 10 e 11 de agosto, dos resgates feitos pelo Ocean Viking - operado pelos Médicos sem Fronteiras e a SOS Méditerranée, ambas anteriormente responsáveis pelo navio Aquarius -  a grande parte dos migrantes resgatados eram também homens sudaneses que fugiam da Líbia. A 12 de agosto, o navio humanitário "Ocean Viking" resgatou outros 105 migrantes nas águas internacionais ao largo da Líbia, aumentando o número de pessoas a bordo para 356. Só que ainda aguardam um porto seguro para desembarcar.

No caso da embarcação Open Arms, mais de 150 migrantes resgatados estão retidos, alguns há mais de 10 dias, a bordo do navio da ONG espanhola ao largo de Lampedusa à espera de um porto seguro para desembarcar.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a verdade é que são cerca de 130 crianças no total que estão atualmente nas embarcações Viking Ocean e Open Arms, que aguardam para desembarcar na Europa após resgate no mar Mediterrâneo. As pessoas não foram autorizadas a desembarcar, uma vez que Itália e Malta não aceitaram receber os ocupantes e as ONGs que fretaram as embarcações disseram que não devolveriam os sobreviventes à Líbia por falta de segurança nos portos do país.

A agência destaca relatos de que apenas 11 das 103 crianças a bordo do navio humanitário Ocean Viking estão acompanhadas por um dos pais ou adulto responsável. A verdade é que muitas vezes estas crianças acabam por se perder durante as viagens, ou são mesmo raptadas pelos traficantes que as tentam trazer para a Europa. Quando eventualmente são resgatadas, não trazem documentos, têm graves problemas de saúde e de desnutrição. Outras tantas, morrem durante a viagem, muitas das quais nem são contabilizadas uma vez que não são feitas contagens oficiais.

Segundo os dados mais recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), 39.289 migrantes e refugiados chegaram à Europa através do Mar Mediterrâneo entre 01 de janeiro e 04 de agosto de 2019, cerca de 34% menos que em igual período de 2018. Deste total, o maior número de pessoas chegou à Grécia (18947), seguindo-se a Espanha (13568), Itália (3950), Malta (1583) e Chipre (1241). No mesmo período, 840 pessoas morreram durante a travessia do Mediterrâneo, segundo a organização.

Fontes:

https://news.un.org/pt/story/2019/08/1683581

https://expresso.pt/sociedade/2019-08-06-O-Ocean-Viking-ja-esta-no-mar-1

https://observador.pt/2019/08/12/ocean-viking-faz-novo-resgate-no-mediterraneo-e-tem-agora-356-migrantes-a-bordo/


07/08/2019

Rui Rechena, a perda dos Amor Eletro

Rui Rechena nasceu em 1966.


Rex, como era conhecido, era um dos elementos fundadores da banda Amor Electro (2010), e o baixista. Homenageado pelo grupo, Rui Rechena estava internado no hospital desde junho, vindo a falecer hoje, com apenas 53 anos e deixando 4 filhos.


Além de Amor Electro, participou noutros projetos musicais, sendo um importante nome do panorama cultural contemporâneo, pelo seu papel na afirmação de uma geração de artistas que encontrou na tradição da música portuguesa raízes para um novo caminho de modernidade e renovação da produção nacional. É uma grande perda no panorama musical português, com muito ainda para dar e no auge de uma carreira de sucesso. 


 


Fontes:


https://www.novagente.pt/morreu-baixista-dos-amor-electro-rui-rechena-tinha-53-anoshttps://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/funeral-de-rui-rechena-realiza-se-sexta-feira


 

24/07/2019

Incêndios em Portugal: distrito de Castelo Branco fustigado pelas chamas

Os incêndios que têm afetado o país nos últimos dias, parecem estar controlados, mas um grande número de operacionais mantem-se no terreno para evitar reacendimentos e garantir a segurança das populações e bens. A Proteção Civil alertou para o aumento do risco de incêndio já a partir de hoje, quarta-feira, com previsão de subida da temperatura, diminuição da humidade relativa do ar e aumento dos ventos fortes. A temperatura máxima deverá subir entre dois a seis graus e o vento poderá atingir os 40 quilómetros por hora ao início da noite.

Nos últimos dias, os incêndios fizeram duplicar a área ardida em Portugal este ano. Em Vila de Rei e Mação arderam 9631 hectares de floresta e no passado sábado, foram registadas 41 vítimas assistidas, sendo que 17 delas tiveram mesmo de receber assistência hospitalar. Entre os feridos, um foi considerado grave e ficou internado na unidade de queimados do Hospital de S. José, em Lisboa.

Em Mação, viveram-se momentos muito preocupantes, quando o incêndio rondou várias casas e uma praia fluvial chegou mesmo a ser evacuada. A Polícia Judiciária refere que foi encontrado um artefacto explosivo na zona da Sertã e foi também detido um homem de 55 anos, suspeito de atear no sábado, um fogo nas imediações da cidade de Castelo Branco.

As altas temperaturas que têm atingido o país durante o mês de julho, têm ajudado à propagação de vários incêndios florestais que, nos últimos dias, têm feito recear que se repita os dramáticos acontecimentos de 2017, quando 119 pessoas perderam a vida e centenas perderam as suas casas, a maioria de primeira habitação, os seus negócios e os seus terrenos e viaturas.

Em média, 375.000 hectares de floresta são queimados anualmente na região do Mediterrâneo, num total de 56 mil incêndios florestais, sendo que Portugal, detém a maior percentagem de área ardida. O risco são as alterações climáticas e a falta de ordenamento do território que têm trazido uma nova geração de incêndios para a Europa Mediterrânea: os superincêndios. Este tipo de incêndio desenvolve-se de forma muito rápida, são letais e quase impossíveis de extinguir apesar dos avanços dos dispositivos de combate. O impacto económico dos incêndios em Portugal, Grécia, Espanha, França e Itália pode mesmo chegar aos cinco mil milhões de euros por ano. 

Eu já há algum tempo que não saio para incêndios, muito por culpa da minha situação de saúde. Apesar de também ter tido formação nessa área, em comparação a muitos dos meus colegas, a minha experiência foi muito pouca. Foi sempre na área da saúde (ambulatório e pré-hospitalar) que mais trabalhei. Isso não me torna menos capaz, mas mostra que o nosso caminho é feito também de oportunidades e essas fecharam-se muitas vezes para mim no início da minha carreira, direcionando-me mais para a área da saúde. Ao assistir aos grandes incêndios pelos constantes noticiários televisivos, dá-me uma certa angústia, pelos riscos que os meus colegas estão a correr e, também, pelo cansaço que sentem. E principalmente por saber que o seu trabalho nunca será devidamente valorizado.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendios-em-portugal-situacao-ao-minuto_e1162100

https://expresso.pt/sociedade/2019-07-10-Incendios.-Portugal-e-o-pais-que-mais-arde-na-zona-do-Mediterraneo

https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-em-portugal-ameacam-aldeias-de-castelo-branco-e-santarem.html

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/alerta-cm--detido-homem-suspeito-de-atear-fogos-em-castelo-branco?ref=DET_RelacionadasInText

04/06/2019

Faleceu a escritora Agustina Bessa-Luís

Mais conhecida como Agustina Bessa-Luís, a escritora nascida em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922, faleceu ontem. Desde muito jovem que Agustina se interessou por livros, descobrindo na biblioteca do avô materno, os clássicos da literatura espanhola, francesa e inglesa, marcantes na sua formação literária. Os locais onde viveu a sua meninice, marcam a sua escrita.

Estreou-se com a novela "Mundo Fechado" em 1949,  e em 1954, o romance "A Sibila", acaba por lhe trazer enorme sucesso e reconhecimento geral. Escreveu mais de cinquenta obras, entre romances, contos, peças de teatro, biografias romanceadas, crónicas de viagem, ensaios e livros infantis. 

O realizador Manoel de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade e de colaboração próxima, adaptou algumas das suas obras ao cinema, tais como: "Fanny Owen" (que deu origem ao filme de nome "Francisca" em 1981), "Vale Abraão" (filme homónimo, 1993), "As Terras do Risco" (que deu origem ao filme "O Convento", 1995) ou "A Mãe de um Rio" (que deu origem a "Inquietude" em 1998).

Foi também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance "As Fúrias" sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria, em 1995 no Teatro Nacional D. Maria II.

Em 2005, participou no programa da RTP "Ela por Ela" e em julho de 2006, pouco depois de terminar a sua última obra, "A Ronda da Noite", deixou de escrever e retirou-se da vida pública, devido a razões de saúde (possivelmente pelo acidente vascular cerebral que sofreu).


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agustina_Bessa-Lu%C3%ADs

https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$agustina-bessa-luis

02/06/2019

Perigo da Internet e dos desafios virais

As consequências são quase sempre graves. Crianças e jovens acabam com graves lesões ou, em casos mais graves, as consequências podem ser mortais. Os danos psicológicos de quem pratica e de quem assiste também não podem ser esquecidos! Estou a falar dos desafios virais que estão por todo o lado, desde o facebook ao tiktok e que "obrigam" crianças e jovens a seguir determinados comportamentos que colocam a sua vida em risco.


De que forma é que os podemos combater? A primeira coisa é estar atento e disponível para conversar. Mas o papel do adulto não é só esse. Há que denunciar, sempre. Existem a circular vários desafios. Um deles, que envolve pelo menos dois participantes, passa pela asfixia, expulsando todo o ar dos pulmões da vítima e impedindo-a de respirar até perder a consciência. Parece estúpido, só por si não é? Mas há de facto crianças e jovens a experimentar! Estejamos atentos! São as nossas crianças a estar em perigo!


Segundo o jornal “El Mundo”, Espanha, uma menina aceitou de livre vontade participar no jogo em plena via pública no município de Pinto, em Madrid. As amigas que que estavam com ela, estrangularam-na e pressionaram o peito da menina de apenas 12 anos, até lhe provocar falta de oxigénio e cair ao chão inconsciente. Foi rapidamente assistida e transportada para o hospital.


Devemos estar atentos a determinados sinais de alerta relativos à prática da asfixia e de outros desafios perigosos, como o isolamento, a utilização de golas altas mesmo no verão, olhos vermelhos, desorientação, dor de cabeça frequente, conversas sobre estes jogos ou presença de objetos suspeitos no quarto como cordas ou trelas, refere o portal Projeto MiudosSegurosNa.Net e o Instituto Dimicuida.


Sabemos que ao atingir a adolescência, as crianças são curiosas sobre o mundo que as rodeia e aprendem a exprimir-se e a interagir com segurança e confiança com os amigos online. Não podemos negar a sua existência, uma vez que enquanto nós nos encontrávamos na rua, brincávamos e estudávamos na casa uns dos outros, agora os nossos jovens encontram-se, brincam e estudam através dos computadores, tablets e telemóveis. Os adolescentes precisam da orientação dos seus pais e de outros adultos de confiança, ​​e os serviços online deveriam trabalhar para fornecer ferramentas que ajudem os adolescentes a fazer as escolhas certas sobre a sua segurança e privacidade. A regulamentação existe e tem de ser adaptada à realidade da sociedade atual, em que a Internet é um recurso.


 


Fontes:


https://miudossegurosnanet.blogs.sapo.pt/


https://expresso.pt/sociedade/2019-05-31-O-jogo-da-asfixia-que-esta-a-assustar-Espanha--em-Portugal-nao-foram-reportados-casos-mas-nao-quer-dizer-que-nao-haja-


https://www.noticiasmagazine.pt/2018/os-dez-desafios-perigosos-da-internet/estilos/comportamento/10/


 


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...