O ébola é uma doença viral, que apresenta "uma taxa de mortalidade entre os 60% e os 80%." Transmite-se "por fluidos corporais" e os sintomas passam por "febre hemorrágica altamente contagiosa." Atualmente, a doença continua ativa e a matar, "apesar das vacinas e tratamentos recentes." Esta taxa de mortalidade elevada, tem como principal causa o facto de existirem diferentes estirpes e de as vacinas apenas serem eficazes "contra a estirpe Zaire," a qual é "responsável pelas maiores epidemias registadas."
Na República Democrática do Congo, a doença provocou já 88 vítimas mortais, havendo ainda 336 casos suspeitos. No Uganda, foram reportados dois casos de pessoas que viajaram da República Democrática do Congo. Apesar dos valores, a OMS alertou já "para um surto potencialmente muito maior do que o que está a ser detectado atualmente". Isto pode acontecer devido, principalmente, à "insegurança persistente, a mobilidade populacional" mas também à "presença de serviços de saúde informais," incapazes de dar o devido acompanhamento aos doentes ou até atuar de forma preventiva. Neste surto, o caso inicial terá sido o de um enfermeiro, do "Centro Médico Evangélico (CME) em Bunia," que faleceu a "24 de abril de 2026, na zona de saúde de Rwampara" e que terá apresentado "sintomas sugestivos de doença pelo vírus ébola: febre, hemorragia e vómitos com intensa fraqueza." detalha o documento.
As recomendações da OMS, incluem "rastreios de saúde em aeroportos e postos fronteiriços, envolvimento da comunidade na identificação de casos, funerais seguros e formação para profissionais de saúde," alertando ainda que "qualquer novo caso suspeito deve ser notificado imediatamente e tratado como uma emergência de saúde pública." Foi também enviado material médico e especialistas "da capital, Kinshasa, para Bunia, de forma a reforçar a resposta na linha da frente."
Em 2025, houve um outro surto de ébola nesta região, do qual resultaram "pelo menos 34 mortes." No entanto, o surto mais mortífero registado naquela região ocorreu entre 2018 2 2020 e "provocou quase 2.300 mortes." E porque é que esta doença ainda mata tanto? De facto, a alta taxa de mortalidade tem ligação direta com fatores de prevenção (este vírus tem um período de incubação que pode durar até 21 dias sem sintomas visíveis, o que dificulta a deteção precoce) e de tratamento (embora já existam vacinas e tratamentos avançados para algumas estirpes, certas variantes continuam a não ter uma cura específica aprovada). O ébola provoca febres hemorrágicas graves e falência múltipla de órgãos, podendo levar à morte até 90% dos infetados, dependendo da variante e da rapidez com que o doente recebe cuidados médicos.
Fontes:
https://www.jn.pt/mundo/artigo/oms-declara-emergencia-de-saude-publica-mundial-devido-a-surto-de-ebola/18085149
https://www.jn.pt/mundo/artigo/surto-de-ebola-na-republica-democratica-do-congo-ja-fez-80-mortos/18084845
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