22/11/2023

Carlos Avilez

O encenador e ator Carlos Avilez, encenador, ator e fundador do Teatro Experimental de Cascais, faleceu esta quarta-feira, vítima de paragem cardio-respiratória, no Hospital de Cascais.


Pesquisei a biografia de Carlos Vitor Machado e em três sites descobri três datas de nascimento (1935, 1937 e 1939) o que desde logo é estranho e errado. Sabemos que se estreou profissionalmente como ator em 1956, na Companhia Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro, onde permaneceu até 1963. A conselho de Amélia Rey Colaço, outra grande senhora do teatro português, orientou a sua vida para a encenação. Assim, ainda em 1963, levou ao palco a peça "A Castro", de António Ferreira, numa arrojada encenação que depressa lhe valeu o estatuto de “enfant terrible” do teatro português.


A história do teatro não poderá mais ser contada sem se falar deste nome. Em 1964, dirigiu o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), trabalhou com o ator Raúl Solnado no Teatro Villaret, em Lisboa, e em 1970 foi diretor artístico e responsável pelo dia consagrado a Portugal na Expo'70 em Osaka, no Japão. Em 1979 foi nomeado, juntamente com Amélia Rey Colaço, diretor da Companhia Nacional de Teatro I - Teatro Popular, então sediada no Teatro São Luiz, em Lisboa. Ao longo de décadas, levou várias produções suas além-fronteiras: Espanha, França, Brasil, EUA, Japão, Angola e Moçambique foram alguns dos países onde apresentou espetáculos. No plano internacional, trabalhou com nomes como Peter Brook e Jerzi Grotowski, através de uma bolsa concedida pelo Instituto da Alta Cultura.


Recebeu a Ordem do Infante D. Henrique em 1995 e as Medalhas de Mérito Municipal da Câmara Municipal de Cascais, de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e da Associação 25 de Abril. Para além do teatro encenou, também, várias óperas entre as quais se destacam "Carmen", "Contos de Hoffmann", "Kiu", "As Variedades de Proteu," "Ida e Volta," "O Capote," "Inês de Castro", "O Barbeiro de Sevilha" e "Madame Butterfly". Dedicou toda a sua vida ao teatro, tendo sido presidente do Instituto de Artes Cénicas, diretor do Teatro Nacional S. João, no Porto, e diretor do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. 


A sua mais recente produção, "Eletra" tinha estreado no último sábado, no Teatro Experimental de Cascais, contando no elenco com Carla Maciel, Miguel Loureiro, Bárbara Branco e David Esteves. 


Fontes:


https://cnnportugal.iol.pt/carlos-avilez/morreu-o-encenador-e-ator-carlos-avilez-fundador-do-teatro-experimental-de-cascais/20231122/655de1b5d34e65afa2f7d636


https://www.cascais.pt/pessoa/carlos-avilez


https://observador.pt/2023/11/22/teatro-morreu-o-ator-e-encenador-carlos-avillez-aos-84-anos/


 


 

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