Um acidente envolvendo um autocarro de turismo resultou em cinco mortos e quarenta feridos, três dos quais considerados feridos graves. O acidente ocorreu ontem no cantão de "Grisões, no estremo leste" da Suíça. O autocarro que fazia a ligação dos "Países Baixos para a Áustria," pertence a uma "empresa turística holandesa", a "Oad," e terá capotado "numa zona em obras numa estrada de montanha." Pelo que se sabe, todos os passageiros eram neerlandeses e estariam em viagem desde segunda-feira. As causas do acidente ainda não foram divulgadas.
Assinalam-se hoje 25 anos desde o "11 de setembro". Um quarto de século - e tanto que já se passou nas nossas vidas desde então! Para aqueles que ainda hoje consideram que o sequestro dos aviões e os ataques
às "Torres Gémeas" e ao "Pentágono" foram uma farsa, só tenho a dizer que não importa o que acham, pois a cada um caberá tirar as suas ilações sobre o assunto. Eu lembro-me bem demais das imagens que vi, dos pesadelos que tive, da sensação de queda e de vazio debaixo de mim quando estava prestes a adormecer e, não, eu nunca lá estive, mas aquelas imagens marcaram-me. Ali não havia inteligência artificial, nem sequer tempo para modificar ou escolher imagens menos marcantes. Foi tudo visto em cru, sem filtros, apenas com alguns desviares das câmaras nos momentos certos para que não víssemos os corpos a estatelarem-se cá em baixo.
Durante dias acompanhamos as operações de buscas, dia e noite. Nunca fui de rezar, pois não acredito em nenhum deus nem fantasio com nenhum milagre, mas aos 17 anos, eu tantas vezes pensei na minha cabeça "o que faria se fosse eu a estar ali?" Hoje sou uma mulher, não mais uma jovem cheia de sonhos e projetos, mas naquele dia, morreu parte da minha infância, da minha inocência, separaram-se as águas do bem e do mal. Eu nunca quis acreditar que houvesse um povo bom e um povo mau, uma cultura boa e outra má, nem sequer quis tomar partidos, mas naqueles dias, todos sem exceção levamos uma lavagem cerebral e fomos bombardeados com opiniões e factos que ainda hoje nos marcam e moldam a nossa maneira de pensar quer queiramos quer não. Não foram só os EUA que foram atacados, foi também um tipo de civilização, foram valores, foi a nossa tranquilidade.
Podem não se lembrar, mas eu na altura tinha a minha mãe ainda em casa e lembro-me de sair para a rua e dela ter medo de que nós não voltássemos, de nos dizer para estarmos atentas e se notássemos algo estranho para voltarmos logo para casa. Ninguém me mandou olhar para o céu, mas nos meses que se seguiram, eu andava sempre atenta ao barulho dos aviões e ficava a ver os seus rastos e a pensar: "Estará tudo bem lá dentro?"
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