A preocupação cresce enquanto no sul da Ásia, a situação entre a Índia e o Paquistão se está a tornar cada vez mais tensa, sobretudo se tivermos em conta a existência de armas nucleares de ambos os lados.
Ontem, "terça-feira, a Índia lançou ataques aéreos contra alvos no Paquistão e na Caxemira paquistanesa." Refere o estado indiano que o objetivo era atingir alvos "terroristas", tanto na província de Punjab, uma região densamente povoada, como na zona paquistanesa de Caxemira. Estes ataques aéreos surgem no seguimento do atentado que, há cerca de duas semanas, atingiu uma zona turística e provocaram vários mortos, na sua maioria turistas estrangeiros. Desde este ataque, a situação já de si tensa, tem vindo a escalar, havendo constantes trocas de acusações e, também, trocas de tiros entre as fações divergentes. Apesar de manifestar que os bombardeamentos teriam alvos específicos, a verdade é que mais uma vez, o resultado foi a morte de civis, entre os quais, numa primeira contagem, estão "uma criança", tendo outras duas ficado "feridas."
De acordo com "o tenente-general Ahmad Sharif" - porta-voz do exército paquistanês - os mísseis foram "lançados a partir do território indiano", não tendo qualquer avião indiano "entrado no espaço aéreo paquistanês." Considerou ainda que este "foi um ataque cobarde que visou civis inocentes a coberto da escuridão." O mesmo porta-voz afirmou ainda "que estava a ser preparada uma resposta e que o ataque tinha como alvo duas mesquitas na província de Punjab."
"O Paquistão retaliou com fogo na fronteira, e a comunidade internacional — como os EUA, Reino Unido e China — já começaram a apelar à contenção." Se o conflito continuar a escalar, podemos estar perante o reacender de um conflito.
Além do mais, há que relembrar que uma parte "do nordeste da Caxemira" é administrado pela China, uma grande "potência nuclear". O Paquistão, "de maioria muçulmana," possuirá "cerca de 170 armas nucleares, enquanto a Índia, "de maioria hindu," vem logo atrás, com cerca de 160." A tensão passa exatamente pela posse de Caxemira, hoje em dia, "um dos pontos de tensão mais perigosos do mundo," bem como um dos que atualmente se pode considerar dos "mais militarizados do mundo."
Estes dois estados, estiveram já envolvidos em "três guerras pelo território montanhoso desde a sua independência da Grã-Bretanha em 1947, a mais recente das quais em 1999."
Fontes:
Sem comentários:
Enviar um comentário