07/02/2023

Síria e Turquia

Um sismo veio unir na desgraça dois países. 


Reergueram-se os prédios que a guerra derrubou, para agora a natureza voltar a fazê-los cair como cartas de um baralho debilmente empilhadas. Um primeiro abanão, fez cair as primeiras infraestruturas e todas as réplicas que se sucederam, vieram consumar o número que a morte quis roubar para si.


Mais uma vez.


Os nossos olhos postos nas crianças retiradas dos escombros, enquanto se vê o pé de um cadáver de algum familiar ou vizinho ali esmagado pelas placas de betão. Um bebé que já nasce órfão no meio do caos, mas que é aplaudido pelo mundo como um sinal de esperança. É ver o copo meio cheio.


A neve que cai adormece na hipotermia aqueles que tentavam resistir até que a ajude finalmente chegasse. Talvez a natureza a atuar para terminar com o seu sofrimento, pois com tantos mortos em sedentas réplicas provocados, a ajuda nunca chegue a tempo de lhes apaziguar a dor e o desespero.


Olhar para um povo, dois países, várias religiões, credos e fações, que aqui nada valem. Valham-lhes as pessoas que para lá foram e todos os que já lá estavam e que os tentam deseperadamente ajudar. Valham-lhes, não as súplicas, mas os atos. Valham-lhes os gestos, sim, em vez das rezinhas, que esses, mesmo que pequenos, têm o valor de quem os faz.


Que lhes valham as equipas cinotécnicas, os médicos, os enfermeiros, os bombeiros, os voluntários. Mais do que dinheiro, que lhes chegue gente com vontade!


 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/especiais/sismo-na-turquia-e-siria


https://observador.pt/2023/03/06/sismo-na-turquia-e-siria-e-o-pior-desastre-na-europa-num-seculo/

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