Sabemos que as catástrofes naturais podem provocar, de forma rápida e muitas vezes sem aviso, inúmeros mortos, feridos e danos graves em infraestruturas. Mas será que estamos a levar a sérios os alertas de mau tempo que vão chegando e estaremos a tomar as medidas preventivas necessárias? Apesar de estarmos em plenio verão, o tempo tem estado bastante instável, mas nada que se compare com as tempestades que têm assolado a Europa e os Estados Unidos.
A situação que atingiu o estado do Texas, nos EUA, acabou por fazer mais de 120 mortos, de entre os quais, 30 eram crianças. O desastre aconteceu quando o rio Guadalupe aumentou "quase oito metros em 45 minutos" devido a uma queda de precipitação fora do normal. A chuva foi anunciada mas não foram tomadas medidas, pois segundo as autoridades, não se esperava que o caudal do rio subisse tanto e tão depressa. Apesar daquela ser uma zona de cheias e, apesar de terem havido alertas de precipitação forte, ninguém pensou que, talvez, aquela não fosse a melhor noite para acampar nas margens do Guadalupe. De forma drastica, o rio encheu e saiu das margens, arrantando na sua fúria tudo o que encontrou pela frente. Devastou casas, arrastou "carros e camiões." As buscas continuam, estando neste momento, "161 pessoas" ainda "dadas como desaparecidas," no Condado de Kerr.
Aqui mais perto, a situação não foi tão má. A Catalunha (Espanha) foi assolada por fortes chuvadas que fizeram "transbordar o rio Foix" cujas fortes correntes terão arrastado duas pessoas. A causa terá sido as chuvas torrenciais, que "provocaram inundações em vários pontos" da região. O mau tempo causou ainda outros constrangimentos, desde logo um corte de eletricidade, "que impediu a admissão de novos pacientes," num hospital de Barcelona. O tráfego aéreo também registou problemas com "um avião que tinha descolado com rumo aos Estados Unidos" ter tido de regressar a Espanha "depois de ter sido danificado pela queda de granizo."
Mas a verdade é que vários modelos meteorológicos avisavam já desde quinta ou sexta-feira para a eventual ocorrência de tempestades, alertando não só para chuva intensa, mas também para a eventualidade de ocorrência de "alguns tornados localizados, mas potencialmente intensos – mais prováveis no Norte de Itália," bem como para a possível ocorrência de consequências como "inundações, cheias, enxurradas e derrocadas."
Então, perante estes alertas, o que é que limita os governantes destes países a lançar alertas a tempo e a proceder a ações preventivas, como a limpeza de escoadouros e sumidouros, o alargamento de canais e, se necessário, a evacuação de zonas de cheia, principalmente salvaguardando a população mais idosa ou com limitações de mobilidade? Podemos ser práticos e preventivos, sem sermos alarmistas?
O que é necessário que ocorra para que os alertas sejam tidos em atenção e que os governos ajam numa atitude mais preventiva? Não esqueçamos que Trump está a acabar com os gabinetes de análise climática, tendo já demitido centenas de trabalhadores da Agência Meteorológica, e que isso não irá apenas afetar os americanos....
Fontes:
https://lusometeo.com/atualidade/tempestades-europa-julho-25807/
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