Um tiroteio no Centro islâmico de São Diego, na Califórnia, EUA, resultou em cinco vítimas mortais, duas das quais, os dois presumíveis atacantes de 17 e de 19 anos. A situação poderia ter gerado mais vítimas, uma vez que ali funciona uma escola. Segundo testemunhas no local terão sido efetuados mais de trinta disparos. Uma das vítimas era o segurança do centro islâmico que conseguiu impedir que a situação fosse bem pior.
Os dois adolescentes suspeitos de terem sido os atiradores, foram encontrados mortos dentro de "uma viatura nas imediações do edifício," onde funciona a maior mesquita do condado. Estas tragédias, infelizmente, são recorrentes nos EUA e a eles não se pode apontar uma causa única. O fenómeno normalmente emerge "das interações de vários fatores", que se "reforçam mutuamente" criando "um padrão estrutural, não um desvio ocasional."
Um desses fatores é o acesso quase que indiscriminado a armas de fogo. A “cultura das armas” age como fator identitário, não atuando "apenas como um direito individual. Nos EUA, a arma não é só um instrumento: é símbolo de autonomia individual, virilidade, autodefesa e desconfiança do Estado." Existe nos EUA não apenas uma mentalidade que convoca ao uso de armas como acessório de defesa, como esse mesmo direito se encontra salvaguardado constitucionalmente. O direito ao porte de armas foi "reificado culturalmente, blindado contra qualquer ponderação coletiva."
E daí advém outro fenómeno que ocorre quando os portadores dessas armas se "vangloriam de possuírem rifles semiautomáticos" ou "carregadores de alta capacidade." Muitas vezes, como resultado do acesso fácil a armas, acaba por haver uma "circulação massiva de armas de alto poder letal" especialmente "em ambientes onde conflitos psíquicos e sociais são frequentes."
Fontes:
https://sicnoticias.pt/mundo/eua/2026-05-18-tiroteio-em-centro-islamico-em-san-diego-na-california-eaaff0db
https://aterraeredonda.com.br/tiroteios-nos-eua/
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