23/08/2026

Sismo no Japão

O Japão é uma região fortemente afetada por atividade sísmica e o território voltou a tremer. Desta vez, o abalo atingiu uma magnitude de 5.9, afetando a "costa de Honshu," e provocou "pelo menos 37 feridos."

"O sismo ocorreu às 02h00 locais (18:00 de sábado em Lisboa) na parte sul da província de Ibaraki, a 68 quilómetros de profundidade." No Japão, abalos desta magnitude já acionam alertas para as populações, não tendo havido, felizmente, risco de tsunami. Alguns edifícios sofreram danos estruturais e houve atrasos na circulação dos comboios, não tendo a linha de alta velocidade sido sequer suspensa. Há, no entanto, um "risco acrescido de deslizamentos de terra, já que os solos se encontram fragilizados após chuvas torrenciais no sábado." Nos próximos dias poderão ainda haver "réplicas fortes."

Quando aqui escrevo sobre atividade sísmica ou outro tipo de eventos, não tenho qualquer intenção de causar alarmismo, mas sim de dar conta daquilo que se vai passando pelo mundo. Na minha opinião, nós podemos sempre aprender ao observarmos a experiência dos outros. De que forma são lançados estas mensagens de alerta e como é que as pessoas reagem às sirenes? O Japão é um bom exemplo. Muitos dos edifícios têm já construção antissísmica, ou seja, nas suas fundações "existe um sistema de molas que é usado para absorver os impactos" causados pelos sismos. Nas junções das "colunas e vigas" usam "um material que dissipa a energia quando a estrutura é movimentada em direções opostas (em casos de edifícios muito próximos uns aos outros, é instalada uma mola entre eles para não se chocarem)." Estas e outras medidas de construção aliadas a uma cultura em que são frequentes os simulacros e onde estes são levados a sério, acabam por minimizar o número de feridos e de mortos.

Por cá, tivemos no século XVIII, a aplicação das construções em gaiola, depois do sismo de 1755, mas nos edifícios mais modernos, mas a maioria do nosso edificado não está preparado para resistir a um abalo médio a forte. Quando se realizam simulacros, e eu cheguei a acompanhar alguns, havia sempre aquelas pessoas que brincavam e desvalorizavam o que se estava a fazer. Se as redes sociais têm alguma utilidade, penso que seja para ensinar e alertar. Os sismos não podem ainda ser previstos, mas quando ocorrem é possível enviar alertas para as zonas onde as ondas sísmicas podem ser mais intensas.

Fontes:

https://rr.pt/noticia/mundo/2026/08/23/sismo-de-magnitude-59-no-japao-faz-pelo-menos-37-feridos/482726/

https://civilizacaoengenheira.wordpress.com/2020/11/17/a-tecnologia-anti-sismica-no-japao/


Sem comentários:

Enviar um comentário

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...