28/06/2026

Sobre o sismo na Venezuela...

Hoje volto a escrever sobre este sismo e sobre o elevado número de vítimas que provocou. Ainda estamos numa fase em que falta encontrar centenas de pessoas e em que, com o passar do tempo, a janela de oportunidade para as retirar com vida dos escombros se está a esgotar. Ontem de manhã, houve "um novo abalo este sábado de 5,6 na escala de Richter na região de Aragua." Muitas vítimas, ainda soterradas, podem ter sucumbido nessa altura. Em vários locais, os edifícios voltaram a mover-se, caíram pedras, as estruturas ainda não estão, pelo que se visualiza nas imagens, escoradas. Em breve, o resgate será trocado pela recolha e identificação de corpos.

Ao dia de hoje, estão no terreno meios humanos e materiais de vários países. Portugal e Espanha por exemplo. Países que querem ajudar e que estão prontos a trabalhar. Mas que ficaram parados, aguardando ordens, aguardando autorização, para terem uma missão durante várias horas. Não consigo imaginar como se sentiram durante esse tempo em que tiveram de ficar a aguardar, sabendo que qualquer minuto conta nestas situações. Por isso, devemos estar gratos a que existam pessoas que são capazes de manter a calma nestas situações. Estarão no terreno agora cerca de "1.600 socorristas" prontos "para prestar assistência às vítimas dos terramotos," a que se juntou um apoio de "cinco milhões de euros", em "ajuda de emergência," enviada pela "União Europeia."

Portugal, enviou para já "dois aviões da Força Aérea", onde seguiram "64 elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do INEM." Estas equipas estão preparadas para ajudar. Seguiu também a bordo cerca de "23 toneladas" de ajuda humanitária, Já se encontram em trabalho, colaborando com equipas de outros países, unindo esforços para tentar resgatar com vida, em tempo útil, as vítimas que ainda se encontram debaixo dos escombros.

Segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, o "número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 51." E o número de desaparecidos ainda é bastante elevado. De acordo com o "presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez," o número de mortos nos dois sismos que atingiram a Venezuela aumentou para 1430." E segundo a "ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas."

Infelizmente, o território afetado é muito vasto e existem ainda vários locais, bastante afetados, que ainda só contam com ajuda de populares. Pessoas que, voluntariamente, procuram com as próprias mãos e sem qualquer segurança, pelos sobreviventes. Pessoas que não querem desistir.

Por cá, como que para nos lembrarmos que devemos estar preparados, foi sentido "um sismo de magnitude 4.1 (Richter) com epicentro a cerca de 70 quilómetros a sudoeste do Cabo de São Vicente." Foi pouco sentido e não terá causado danos, mas se fosse mais forte? Estaríamos preparados?

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/venezuela-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos-sobe-para-51_n1750018

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/1600-socorristas-ja-estao-na-venezuela_v1750027

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/numero-de-mortos-nos-sismos-na-venezuela-ultrapassa-os-1400-41-sao-portugueses-e-lusodescendentes_n1749922

https://www.publico.pt/2026/06/27/sociedade/noticia/sismo-venezuela-numero-portugueses-lusodescendentes-mortos-sobe-36-2179689

https://www.publico.pt/2026/06/28/sociedade/noticia/sismo-ligeiro-sentido-algarve-2179726


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