À vista de todos e arriscando-se a que alguém perca a paciência ou seja menos despojado de princípios do que ele, Trump continua a tentar demonstrar a sua potencial força, através de ações e provocações.
Desta vez, os "Estados Unidos enviaram três navios lança-mísseis para as águas ao largo da Venezuela." Estes navios têm como "objetivo" o combate ao narcotráfico, num momento em que a tensão entre os dois países vai crescendo.
Para quem ainda não conhece a relação entre estes dois estados, começo por dizer que, no início deste mês, Trump duplicou a "recompensa oferecida por qualquer informação que permita" prender o presidente venezuelano Nicolás Maduro, cujo mandato não é sequer reconhecido pelo presidente Trump, por "tráfico de drogas." Em resposta, Nicolás Maduro colocou nas ruas cerca "de 4,5 milhões de milicianos, componente da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), preparadas, ativas e armadas, no que designou como um "plano de paz."
Trump não teme lançar ataques contra a Venezuela. E por isso, não é de estranhar que possam já haver mais meios a caminho, todos com o mesmo objetivo: "a missão envolve um submarino nuclear, uma aeronave de reconhecimento P8 Poseidon, vários contratorpedeiros e um navio de guerra equipado com mísseis," podendo ainda estar a caminho cerca de "4 mil fuzileiros navais para a região das Caraíbas, perto da costa venezuelana."
Mas viajemos até ao ano de 2019. Trump estava na Casa Branca quando os EUA se recusam a aceitar a vitória de Maduro, impondo rígidas medidas contra a Venezuela, onde, manifestações contra Maduro, levaram à morte de "sessenta e sete pessoas," 59 das quais à mão de "polícias e grupos civis armados que apoiavam o governo de Maduro" e as outras seis em "execuções extrajudiciais cometidas por forças policiais especiais após os protestos."
A relação entre os dois estados tem sofrido vários altos e baixos, especialmente desde que os EUA reconheceram Juan Guaidó como presidente interino do país e, ainda, se nos lembrarmos que a Venezuela foi um dos países que se manifestou contra o ataque dos EUA a três instalações nucleares iranianas, a favor de Israel (além de Cuba e do Chile). Então, isto poderá estar tudo relacionado, ou será mesmo só sobre combater o tráfico de drogas?
Vamos aguardar.
Fontes:
https://observador.pt/2020/01/25/venezuela-morreram-67-pessoas-durante-protestos-em-2019/
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/06/internacional/1565055325_220193.html
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