30/11/2025

A caminho das presidenciais 2026

Começaram os debates entre os os candidatos para a Presidência da República. Estes debates permitem-nos conhecer um pouco mais sobre as ideias de cada candidato, mesmo quando estes se calam ou mudam de assunto perante questões mais incómodas. As eleições, que se realizarão a 18 de janeiro, poderão ser realizadas em duas voltas, uma vez que, de acordo com a lei portuguesa, o candidato à presidência da República "deve receber a maioria absoluta dos votos para ser eleito. Se nenhum candidato alcançar a maioria na primeira volta, deve ser realizada uma segunda volta, entre os dois candidatos que receberam mais votos na primeira."


Nestas eleições, concorrem para já 8 candidatos (mas chegaram a ser mais).


Aquilo que tenho notado (e porque andamos a falar sobre a queda da monarquia e a implantação da República), é que a grande maioria dos jovens não sabe quais são as funções do Presidente da Raepública e confundem-no com o Primeiro Ministro. Estes jovens, que agora ainda não votam, não fazem ideia de quem foi Mário Soares, Jorge Sampaio ou Cavaco. E se posso estar a pedir muito, talvez não seja assim tão descabido que lhes seja explicado o que é um partido de extrema esquerda e de extrema direita, quais as implicações de estarmos na União Europeia e na NATO.


Em Portugal o presidente da República "atua como chefe de Estado com funções principalmente cerimoniais, embora tenha alguma influência política e possa dissolver o Parlamento durante uma crise." Para conhecermos um pouco mais sobre os candidatos, temos vários programas televisivos e de rádio. Desde logo, o programa "Grande Entrevista" brilhantemente conduzido por Vitor Gonçalves na RTP. Há também um ciclo de debates (28 ao todo) transmitidos de forma intercalada pelos três principais canais, que opõem num frente a frente moderado por um jornalista, todos os candidatos. O formato é interessante, enquanto dois candidatos debatem num canal, todos os outros vão discutindo o que está a ser dito. Podemos ir mudando de canal se quisermos escutar o que é dito pelos comentadores em vez de prestar atenção aos próprios candidatos, porque há muita palha a ser mastigada entre uma e outra questão. O que mais me choca, é a incapacidade de se ouvirem e de nos deixarem ouvir. A técnica usada por alguns é interromper o outro de tal forma que, no fim, não conseguimos espremer nada de jeito. 


Em corrida, destaco agora:


Luís Marques Mendes (PSD), Catarina Martins (BE), António José Seguro (PS), António Filipe (PCP), João Cotrim Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo (Ind), André Ventura (Chega), Jorge Pinto (Livre), José Cardoso (PLS), Joana Amaral Dias (ADN), Vitorino Silva (Ind), André Pestana (Ind) e Aristides Teixeira (Ind). Alguns são mais conhecidos do que outros, pelo menos no que respeita ao panorama e à experiência política.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_presidenciais_portuguesas_de_2026


https://www.rtp.pt/noticias/politica/candidatos-a-presidencia-da-republica_i1696454

29/11/2025

Trump: o risco de não lhe obedecerem e a declaração de guerra dissimulada

A tensão entre a Venezuela e os EUA tem vindo a crescer. A situação agravou-se com o anúncio feito pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que dava ordem de "encerramento" do espaço aéreo venezuelano. O narcotráfico, é um problema real para os EUA, mas numa outra interpretação dos factos, podemos dizer que esta forte presença militar, pode também servir como pressão contra o regime de Nicolás Maduro. A Venezuela viu a mobilização dos seus cidadãos, criando milícias e "comandos de defesa".

Nicolás Maduro, acusado por muitos de ser um ditador, interpreta o posicionamento do arsenal americano e as ameaças de Trump, "como uma tentativa de o afastar do poder."

Donald Trump já tinha colocado na região das Caraíbas um grande dispositivo militar, "incluindo o maior porta-aviões do mundo," - o Gerald R. Ford, "com quatro mil soldados e 75 caças a bordo" - com a intenção de, ao que o mesmo afirma, acabar com o tráfico de droga e de pessoas na Venezuela. Desde setembro, os Estados Unidos destruíram já cerca de "20 lanchas supostamente envolvidas no tráfico de droga no mar das Caraíbas e no Pacífico, matando mais de 80 pessoas com recurso a ataques aéreos."

Trump recomendou às companhias aéreas comerciais que tivessem "extrema cautela” ao sobrevoar aquela região, o que muitas acabaram por fazer, receando que os voos pudessem de alguma forma ser atingidos em potenciais ataques de parte a parte. A TAP, que serve os milhares de emigrantes que se encontram na Venezuela, seguiu o exemplo de outras companhias aéreas e "suspendeu também os voos para Caracas," alegando falta de condições de segurança.

No seguimento deste aconselhamento de Trump, Maduro ameaçou que, ou as companhias retomavam os voos em 48 horas, ou não retomariam mais e, cumprindo a ameaça, revogou "as autorizações de operação de várias companhias aéreas, nomeadamente a TAP, Avianca, Latam, Turkish Airlines, Colombia e Gol," acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos. Sem forma de sair do país, estão muitos emigrantes, muitos deles portugueses. Muitos desses portugueses, são madeirenses,

Trump deu agora a "ordem" de encerramento do espaço aéreo venezuelano  - que, ao que se vai vendo nos noticiários, está a ser cumprida. O anúncio foi publicado nas redes sociais, onde se pode ler, algo como: “A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos, por favor considerem o espaço aéreo acima e em torno da Venezuela como encerrado na sua totalidade”. Ordens dadas a um outro estado? Envolvida está também a República Dominicana cujo governo, depois de uma reunião com o "secretário de Defesa dos Estados Unidos" Pete Hegseth, cedeu autorização para que os Estados Unidos possam "utilizar de forma provisória dois aeroportos no âmbito da luta contra o tráfico de droga na região."

Fontes:
https://www.publico.pt/2025/11/29/mundo/noticia/trump-anuncia-encerramento-espaco-aereo-venezuela-2156520

https://expresso.pt/internacional/eua/2025-11-29-trump-afirma-que-espaco-aereo-da-venezuela-esta-totalmente-fechado-3b1edeb9

https://expresso.pt/internacional/eua/2025-11-28-trump-anuncia-intervencao-terrestre-na-venezuela-e-maduro-poe-forca-aerea-em-alerta-maximo-a7310998

https://expresso.pt/internacional/america-latina/2025-11-27-maduro-proibe-tap-e-outras-companhias-aereas-de-voar-para-a-venezuela-5d72b973

https://sicnoticias.pt/mundo/eua/2025-11-28-aumenta-a-tensao-entre-eua-e-venezuela-trump-anuncia-intervencao-militar-terrestre-d0fa46d2

26/11/2025

Incêndio mata na China

Está ativo desde ontem (quarta-feira) um incêndio num "complexo residencial" - o "Wang Fuk Court" - e que já consumiu "vários prédios." Este complexo, no "bairro de Tai Po" é formado por cerca de "duas mil casas divididas por oito blocos e habitadas por cerca de quatro mil pessoas." O incêndio provocou 44 mortos (embora este número possa vir a aumentar, uma vez que existem muitas pessoas feridas e outras das quais ainda não se sabe o paradeiro). Dos oito edificios que se encontram a arder, ainda só em três o incêndio se encontra "sob controlo." As imagens são desoladoras.

Segundo as notícias que citam a polícia de Hong Kong, para além das vítimas mortais, outras 45 pessoas foram hospitalizadas encontrando-se em "estado crítico e 279 continuam desaparecidas," mas a extensão do incêndio deixa antever que poderemos estar a falar de muitas mais. Existe suspeita de crime, tendo sido já detidos três suspeitos, os quais serão responsáveis pelas obras de que uma parte dos edifícios estava a ser alvo. Sabe-se que houve queixas dos moradores contra a empresa de construção e já tinham sido colocadas dúvidas sobre questões ligadas à segurança.

Os bombeiros terão encontrado "o nome da construtora em placas de poliestireno inflamável" e que estavam a "bloquear algumas janelas do complexo de apartamentos. As autoridades suspeitam que outros materiais de construção encontrados nos apartamentos — incluindo redes de proteção, lonas e coberturas plásticas — não cumpriam os padrões de segurança." Os edifícios que se encontravam em renovação, tinham andaimes de bambú montados nas fachadas, material que é altamente inflamável e que já está proibido na construção em muitas regiões.

Fontes:

https://observador.pt/2025/11/26/incendio-consome-predios-em-complexo-residencial-de-hong-kong-ha-dois-feridos-graves-e-varias-pessoas-estao-presas-no-interior/

24/11/2025

Porque se discute o 25 de novembro?

Assinala-se hoje o 25 de novembro de 1975. Passaram-se 50 anos, mas se formos perguntar, quase ninguém sabe o que se passou nesta data. Lembram-se de quem constituía o "Grupo dos Nove"? E sabiam que estivemos prestes a começar uma guerra civil? Quando falamos dos anos 80 e 90, não nos podemos esquecer que estes governos foram nascendo em cima de um clima de grande instabilidade, de uma democracia recente e de uma República que tinha durado apenas 16 anos e que tinha falhado para dar lugar a um regime militar. 

No passado domingo, saiu à rua a "Marcha dos Audazes", que além de um desfile de onze quilómetros, contou ainda com um almoço convívio, entre militares e ex-militares. Para hoje, 25 de novembro, "está prevista uma sessão solene evocativa na Assembleia da República e uma parada militar no Terreiro do Paço." Em vez de cravos, vão entregar rosas brancas na Assembleia da República. Mas a discussão continua. Com uns a favor e outros contra, este ano a celebração será realizada, com a possibilidade para todos os partidos poderem intervir. "Os comunistas fizeram saber que não vão marcar presença," sublinhando que "não compactua com a operação em curso em torno dos 50 anos do 25 de Novembro para menorizar o 25 de Abril, as suas conquistas e valores, nem para tornar o 25 de Novembro naquilo que não foi, mas que alguns gostavam que tivesse sido". É a opinião deles e lá saberão... talvez não digam é que o que desejavam, na altura, era colocar num poder um outro regime, um outro tipo de ditadura e que esse plano lhes falhou redondamente. Ninguém quer desvalorizar o 25 de abril, mas como seria se o 25 de novembro não tivesse acontecido? Em que tipo de Estado estaríamos hoje?

A sessão solene prevista para as 11 horas, terá "um discurso do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco," e irá terminar "pela alocução do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa."

A 25 de abril de 1974, o país saía finalmente da ditadura e nas ruas celebrava-se a Liberdade! No entanto, um país não muda da noite para o dia e havia que se reorganizar um país que vivia na pobreza, em que os direitos estavam subjugados e que precisava de um novo rumo. A vida não voltaria a ser como antes. Exigiam-se eleições livres, uma nova Constituição, uma Assembleia. E ao contrário da simplicidade com que se trata destes assuntos nos manuais escolares, este não foi um período fácil!

Os apoiantes do MFA (Movimento das Forças Armadas) e o governo, liderado por Vasco Gonçalves, tinham opositores. Apesar do que se conseguiu neste período, não se pode dizer que tenha sido tranquilo, muito pelo contrário.

"Nos meses seguintes o país assistiria a uma série de episódios de violência de grupos mais ou menos organizados da extrema-esquerda e da extrema-direita, e a ameaça de uma guerra civil era real." Houve prisões, perseguições e acusações infundadas, ataques e ameaças de morte. Houve muito, de que agora não se fala, mas uma coisa é certa: o país não podia sair de um regime para cair noutro, igual ou pior e, por isso, o 25 de novembro tem a sua relevância e vem contribuir para colocar um pouco final num período de grande instabilidade. O PREC vê o seu fim no "golpe militar de 25 de novembro de 1975 e, posteriormente, com a Constituição de 1976, dois momentos que põem fim à ilusão de liberdade caraterística desta altura e permitem pôr, finalmente, em prática, os princípios apregoados pela Revolução dos Cravos."

O país vivia em tensão e é a 25 de novembro que "toda esta tensão chega ao limite, com sectores da esquerda radical a tentarem um golpe de estado, que acabou por ser frustrado pelos militares que se encontravam com o “Grupo dos nove”, apoiados por um plano militar liderado por Ramalho Eanes." 

Este episódio estará hoje, de forma um pouco mais detalhada, no meu blog: 

https://pesnahistoria.blogs.sapo.pt/25-de-novembro-celebrar-ou-nao-6612?tc=214097511944.

Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/25-de-novembro-uma-tentativa-de-golpe-falhada/

https://sicnoticias.pt/pais/2025-11-23-video-marcha-dos-audazes-assinala-50-anos-do-25-de-novembro-e-critica-guerra-politica-sobre-a-data-8102c80b

https://www.rtp.pt/noticias/politica/parlamento-assinala-50-anos-do-25-de-novembro-em-sessao-igual-ao-25-de-abril_e1700251

https://pesnahistoria.blogs.sapo.pt/25-de-novembro-celebrar-ou-nao-6612?tc=214097511944

https://www.jpn.up.pt/2015/04/26/40-anos-do-prec-ilusao-liberdade-ninguem-fala/

21/11/2025

Sismo no Bangladesh

Ontem, um sismo de magnitude 5.5 (em alguns serviços, apontado em 5.7) atingiu o Bangladesh e foi ainda sentido em algumas regiões da Índia. O forte abalo ocorreu "perto da cidade de Narsingdi, a cerca de 30 quilómetros a nordeste da capital do país, Daca," a uma profundidade de 10 quilómetros. Esta proximidade com áreas densamente povoadas e o facto de ter ocorrido a poucos quilómetros da superfície, pode levar à ocorrência de um elevado número de vítimas.

Num primeiro balanço, só havia o registo de 5 vítimas mortais, havendo ainda a lamentar 60 feridos, informação que acabou por ser alterada posteriormente para "nove mortos e mais de 300 feridos, segundo um novo balanço do governo." Entre as vítimas mortais contam-se duas crianças. Esta contagem pode ainda manter-se em aberto. O abalo assustou a população, que saiu para a rua em pânico. Os edifícios desta região são de fraca construção e com baixa resistência sísmica. Terá sido ainda afetada uma central elétrica, a qual sofreu um incêndio.

O sismo foi também "sentido na cidade indiana de Calcutá, situada cerca de 300 km a oeste de Daca," embora não haja até agora registo de danos acentuados.

O Bangladesh é frequentemente afetado por eventos desta natureza, uma vez que se encontra "localizado na junção das placas tectónicas da Índia, da Eurásia e da Birmânia", o que faz com que esta seja uma das "13 zonas" mais "propensas" a terramotos que se conhecem. 

Fontes:

https://sapo.pt/artigo/sismo-de-magnitude-5-5-atinge-bangladesh-692016cdc92c3d8f57dd7b34

https://observador.pt/2025/11/21/cinco-mortos-e-mais-de-60-feridos-em-terramoto-de-magnitude-55-no-centro-de-bangladesh/

https://kalangoatomico.com.br/local/terremoto-em-calcuta-por-que-o-leste-da-india-sentiu-um-terremoto-pequeno-mas-poderoso-o-que-o-causou-e-quais-areas-estao-em-zona-de-alto-risco/121461/

https://www.swissinfo.ch/por/pelo-menos-nove-mortos-e-300-feridos-ap%C3%B3s-terremoto-de-magnitude-5%2C5-em-bangladesh/90427976

20/11/2025

A ida de um português à Casa Branca

Podia ser só isso. Um português, reconhecido pelo seu trabalho, foi convidado a ir à Casa Branca. E um convite do Presidente dos EUA não se recusa.

Mas não foi só isso.

O português em causa, é reconhecido por muitos como um símbolo do país, quase como um "embaixador" embora não o sendo formalmente. O português em causa veste a camisola de Portugal e, onde quer que vá, está a ser olhado e todas as suas ações, atitudes e palavras estão a ser avaliadas. Esse português foi à Casa Branca por ser um homem de sucesso, por ter dinheiro, porque é apreciado por muitos em todo o mundo. Mas não levou (formalmente) Portugal com ele. Levou a Arábia Saudita. Ou melhor, foi levado... como um troféu do princípe Saudita. O regime que lhe paga milhões para representar um dos maiores clubes, o Al-Nassr Football Club. E foi no mesmo dia, viajou no mesmo avião e sentou-se à mesma mesa que "Mohammed bin Salman, primeiro-ministro saudita, príncipe herdeiro e líder do Fundo de Investimento Público, que gere o Al Nassr".

E o que é que está mal aqui?

O regime. Não o facto de se tratar de uma monarquia absoluta, mas de esta monarquia ainda matar quem não concorda com as suas ideias, em pleno século XXI. 

O estado que terá sido responsável pelo brutal assassinato e desmembramento de Jamal Khashoggi, dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul, que ocorreu em 2018. "Um caso que até foi relembrado por um jornalista durante o encontro entre Donald Trump e Mohammed bin Salman, mas que o presidente norte-americano fez questão de desvalorizar, mesmo que um relatório da CIA confirme o envolvimento do príncipe no assassínio."

O estado que, desde que "Mohammed bin Salman assumiu o poder," condenou "muitas pessoas" consideradas ativistas "a longas penas de prisão simplesmente porque exerceram pacificamente os seus direitos à liberdade de expressão, associação e reunião," silenciando "todos os que tentam expor e combater as violações de direitos humanos."

O mesmo país que está no "topo dos países que mais praticam a pena de morte, com dezenas de pessoas a serem executadas a cada ano, muitas delas em terríveis decapitações públicas" e onde os tribunais "continuam a decretar a flagelação como punição para muitas ofensas, muitas vezes no seguimento de julgamentos injustos." Entre estes castigos estão as chicotadas, as "amputações e as chamadas amputações cruzadas (amputação da extremidade de um membro superior de um dos lados do corpo e da extremidade de um membro inferior do lado oposto)."

Que Trump diga coisas com as quais não concordamos - acho que vamos estando habituados. Que mande calar jornalistas e que os intimide, também não é novidade. Novidade é termos uma figura que é, quer queiramos quer não, um símbolo do país, a partilhar da mesma mesa e da companhia de um tirano. A este jogador, a este português, livre (aqui no seu país e livre no país que o recebeu à mesa) poder-se-ia exigir uma voz de protesto? Uma voz de denúncia? Mas isso seria abdicar da riqueza... penso que não seja só isso, talvez algum medo intrínseco... pois estes regimes têm garras que ultrapassam a segurança das fronteiras e são muito mais poderosos do que imaginamos. 

E se cada um faz aquilo que quer, a pergunta é, e quando o Ronaldo não quiser ou quando quiser mostrar publicamente a sua discordância? Poderá fazê-lo?

Fontes:

https://www.amnistia.pt/arabia-saudita-10-coisas-que-precisa-saber-sobre-um-reino-de-crueldade/#gref

https://sicnoticias.pt/especiais/cristiano-ronaldo/2025-11-19-video-obrigado-senhor-presidente-ronaldo-agradece-a-donald-trump-pela-rececao-na-casa-branca-baf02d25

https://cnnportugal.iol.pt/cristiano-ronaldo-casa-branca/donald-trump-e-cristiano-ronaldo/cristiano-ronaldo-foi-a-casa-branca-numa-tentativa-saudita-de-distrair-a-opiniao-publica-do-registo-atroz-de-direitos-humanos-cometeu-um-erro-de-imagem-que-vai-transportar-ate-aos-100-anos/20251119/691e1eb3d34e2bd5c6d42fa7


 

19/11/2025

Incêndio destrói aldeia no Japão

Um incêndio de grandes dimensões deflagrou esta terça-feira numa "zona residencial do sudoeste do Japão." As chamas atingiram mais de 170 edifícios e fizeram, pelo menos, um morto.

As chamas que tiveram início numa casa "perto de um porto de pesca na cidade de Oita, na ilha de Kyushu," rapidamente se alastraram à floresta "devido aos ventos fortes que se faziam sentir," e que fizeram mesmo com que o fogo alastrasse "a uma floresta perto da cidade" e a "uma ilha desabitada" localizada a cerca de "um quilómetro da costa." Muitos dos habitantes tiveram de fugir de casa e encontram-se agora em abrigos. O vento forte terá ajudado à propagação das chamas.

Este foi já considerado como "o maior incêndio urbano desde o de Sakata em 1976, que destruiu mais de mil residências." Já em 2016, um outro incêndio "em Itoigawa também destruiu 147 edifícios."

Falando em grandes incêndios, outros houve em que o resultado foi muito mais devastador! A cidade de Tóquio ficou devastada quando, depois de um terramoto, um grande incêndio se propagou pelos escombros. Este evento resultou em cerca de "142 mil" mortos (número estimado). Mas foram os "ventos fortes de um tufão," que assolava a região que espalhou rapidamente as chamas! Caso para dizer que um desastre nunca vem só.

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/11/19/pelo-menos-um-morto-e-mais-de-170-edificios-queimados-em-incendio-no-japao

https://www.bucka.com.br/os-10-incendios-mais-famosos-do-mundo/#topico-2

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-11-19-video-maior-incendio-urbano-em-50-anos-reduz-cidade-japonesa-a-toneladas-de-escombros-1f260bef

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2025/11/19/maior-incendio-no-japao-em-quase-50-anos.htm

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...