31/10/2024

Tufão Kong-Rey atinge Taiwan

O tufão Kong-Rey, considerado já o mais "extenso tufão a atingir Taiwan nas últimas décadas", apresentando "um raio de 320 quilómetros" e já deixou um vasto rasto de destruição à sua passagem, contabilizando-se, até agora, 73 feridos e 1 morto em Taiwan. Há ainda a lamentar dois desaparecidos. Trata-se de "dois turistas checos que faziam caminhadas no desfiladeiro de Taroko", perto de Hualien, e que desde ontem estão incontatáveis.


O fenómeno causou "ondas de 10 metros de altura" bem como vários "deslizamentos de terra."  Durante o dia de ontem, "dezenas de serviços de transporte por barco e voos domésticos foram cancelados." Várias regiões tiveram de ser evacuadas, entre os quais "Yilan, Hualien e Taitung." 


Este verão, dois outros tufões atingiram o país. Primeiro o "Gaemi" que provocou 10 mortos e centenas de feridos, e depois "o Krathon, que varreu o sul de Taiwan no início de outubro, provocando ventos destruidores, inundações e deslizamentos de terras que causaram pelo menos quatro mortos e centenas de feridos."


Fontes:


https://observador.pt/2024/10/31/tufao-kong-rey-faz-um-morto-e-73-feridos-na-chegada-a-taiwan/


 

30/10/2024

Catástrofe em Espanha

Espanha está a ser assolada por uma tempestade de proporções extremas, sendo a região de Valência a mais afetada, com 64 mortos confirmados e dezenas de desaparecidos uma vez que as equipas de socorro ainda não conseguiram chegar a todas as zonas atingidas. Num balanço mais atualizado, as autoridades espanholas falam já em 95 mortos!

Desde ontem que o território espanhol está sob a influência de uma "depressão isolada em níveis altos", um "fenómeno meteorológico conhecido como DANA em castelhano, que causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos do país, sobretudo na costa do Mediterrâneo."

As imagens que nos chegam pelas redes sociais e através da comunicação social mostram algo nunca visto nesta região, com "aldeias, estradas, ruas e campos inundados, carros arrastados pelas águas e presos em autoestradas e pessoas em telhados ou árvores à espera de resgate."

"Segundo o governo regional da Comunidade Valenciana, no leste de Espanha, pelo menos 62 pessoas morreram por causa de chuvas torrenciais e inundações que atingiram a região de Valência na última noite e de madrugada. Está confirmada também a morte de mais uma pessoa na região vizinha de Castela La Mancha."

De acordo com dados oficiais do governo espanhol, a precipitação que na última noite caiu "na região de Valência foi a mais elevada em 24 horas desde 11 de setembro de 1966."

Em Valência, "cerca de 200 pessoas foram resgatadas durante a madrugada de diversos locais, mas as equipas de proteção civil e de militares que estão no terreno continuavam ao início da manhã sem acesso a várias zonas afetadas, por haver vias inundadas e destruídas ou infraestruturas afetadas."

Várias regiões estão também sem comunicações ou eletricidade. "Os apagões provocados pelas chuvas chegaram a deixar 150 mil pessoas sem acesso à rede de telecomunicações em Valência."

Na localidade de Letur, em Albacete houve "uma vítima mortal." As buscas continuam para "localizar cinco pessoas desaparecidas depois de um riacho transbordar e uma enchente gigantesca devastar a pequena cidade. Nesta localidade do município de Albacete, dois funcionários municipais foram arrastados pela corrente dentro de um veículo, que ainda não foi encontrado."

Na Andaluzia, a única vítima registada até agora"será um cidadão britânico de 71 anos." Já em "Cuenca, a norte de Albacete, as autoridades confirmaram a morte de uma mulher de 88 anos." Em Málaga registaram-se "três feridos e uma vítima mortal."

Na cidade de Alzira, há vários carros ainda "presos em vias inundadas," onde podem estar muitas das pessoas que ainda não foram encontradas. "Dezenas de pessoas ficaram presas pela água em diferentes pontos da província da região, incluindo em centros comerciais, veículos, telhados ou árvores, disseram moradores de diferentes localidades."

O "Governo de Espanha decidiu decretar três dias de luto nacional." 

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/europa/espanha/2024-10-30-sanchez-diz-que-emergencia-por-mau-tempo-em-espanha-continua-e-garante-apoio-a-afetados-0008b890

https://expresso.pt/internacional/europa/espanha/2024-10-30-cheias-em-valencia-rei-de-espanha-garante-todo-o-apoio-necessario-aos-afetados-e-familiares-dos-mais-de-60-mortos-confirmados-a16a09d3

https://www.publico.pt/2024/10/30/azul/noticia/chuvas-torrenciais-provocam-vitimas-mortais-valencia-2109938

28/10/2024

Israel - os ataques continuam

Israel atacou ontem as "cidades libanesas de Haret Saïda, Aïn Baal e Bourj al-Chemali," provocando pelo menos 21 mortos.


Hoje, a cidade de Tiro (cidade libanesa que alberga locais históricos inscritos pela UNESCO na sua lista de património mundial), provocando, para já, sete mortos e dezassete feridos. O alvo terá sido uma zona residencial. As forças israelitas tinham dado ordens de evacuação ao "início desta manhã,"  emitindo "um aviso de evacuação para várias zonas da cidade," e garantindo que o alvo são os "centros de comando de unidades do Hezbollah." Israel afirma querer "neutralizar o Hezbollah para pôr termo ao lançamento de foguetes" a partir do território libanês "e permitir que dezenas de milhares de pessoas deslocadas regressem a casa."


Enquanto isso, continuam os ataques na Faixa de Gaza, onde um drone israelita terá morto três pessoas. Em Jabalya, "onde o exército israelita tem conduzido uma devastadora ofensiva terrestre e aérea desde 6 de outubro para impedir o Hamas de reagrupar as suas forças", uma "escola convertida em abrigo para pessoas deslocadas" foi também atacada, com o resultado de nove mortos.


Infelizmente, quem sofre no meio de tudo isto, é a população civil... famílias inteiras deslocadas, fome, frio e doenças que levam ao decréscimo da qualidade de vida destas populações. Apesar de várias tentativas de negociação, o cessar-fogo parece estar longe de acontecer...


 


Fontes:


https://www.publico.pt/2024/10/28/mundo/noticia/bombardeamento-israelita-cidade-tiro-faz-menos-cinco-mortos-2109661


https://www.jn.pt/2736835242/israel-ataca-cidade-libanesa-de-tiro-apos-apelos-de-evacuacao/


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/israel-prossegue-ataques-em-gaza-e-ordena-retirada-da-populacao-de-cidade-libanesa_n1610879


 

27/10/2024

Dias tumultuosos

"O motorista do autocarro que foi incendiado, (...) em Santo António dos Cavaleiros, no concelho de Loures, ficou gravemente queimado e foi encaminhado para a Unidade de Cuidados Intensivos do hospital de Santa Maria."

O motorista da carris metropolitana, conduzia um autocarro na zona de Loures. Estava simplesmente a fazer o seu trabalho mas um grupo de encapuzados resolveu que aquele autocarro seria para incendiar. Sem se preocuparem com quem lá estava dentro, lançaram contra o autocarro vários cocktails molotov e, um deles, acertou no motorista que saiu do autocarro em chamas. Este permanece na "unidade de queimados da unidade hospitalar."  Vai ficar com marcas para toda a vida, vida essa pela qual ainda está a lutar.

Felizmente, "o autocarro vandalizado e incendiado em Santo António dos Cavaleiros  seguia sem passageiros quando se deu o incidente."

Este motorista "é um dos três feridos resultantes dos tumultos das últimas 24 horas. Os outros dois feridos são ligeiros, de acordo com o mais recente balanço da PSP, que dá ainda conta de 13 detenções na sequência de 45 ocorrências, entre as quais, nove carros e dois autocarros destruídos pelo fogo."

Nos últimos dias têm sido diversas as ocorrências, principalmente na zona metropolitana de Lisboa, com situações a ocorrer também na margem sul, mas esta terá sido mesmo uma das mais graves.

Por aqui, também se registaram distúrbios na zona da Arrentela, levados "a cabo por um grupo organizado de cerca de 20 pessoas". O grupo "mandou parar o autocarro na Arrentela, fez sair os passageiros e o condutor, e regou o veículo com combustível". No Miratejo, registaram-se também contentores que foram incendiados, mas a população conseguiu logo apagar as chamas.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/motorista-de-autocarro-incendiado-em-santo-antonio-dos-cavaleiros-esta-nos-cuidados-intensivos_n1610022

https://www.dn.pt/2482930634/motorista-de-autocarro-incendiado-em-loures-em-estado-grave/

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/10/24/motorista-em-estado-grave-apos-autocarro-incendiado-em-santo-antonio-dos-cavaleiros/398783/

24/10/2024

Capital a ferro e fogo

São muitas as imagens e os debates à volta dos confrontos que se vão espalhando noite dentro por vários bairros da capital e dos arredores. A situação que levou a esta violência e a toda esta revolta foi a ação policial contra um dos residentes do bairro do Zambuja, localizado na freguesia de Alfragide e pertencente ao município da Amadora que ocorreu n amadrugada de 21 de outubro.

Ao que se sabe - há várias versões, mas não se confirma ainda nada - é que o comportamento de um condutor terá despertado a atenção de um carro que patrulhava a zona e, ao mandar o condutor parar, este em vez de o fazer, fugiu tendo cometido diversas infrações durante a fuga. Seguidamente, o condutor terá entrado em despiste, "abalroando viaturas estacionadas, tendo o veículo em fuga ficado imobilizado". A fuga terminou com a tentativa de detenção do homem, que segundo relatos da própria polícia, "terá resistido à detenção" e tentado agredir os agentes "com recurso a arma branca".

Um dos polícias terá disparado dois tiros para o ar e, não tendo obtido o efeito desejado, terá disparado na direção do homem, acabando este por morrer devido aos ferimentos. 

Horas depois, "o movimento Vida Justa contesta a versão da polícia sobre a morte de Odair, afirmando que a versão dada pela PSP é “totalmente falsa”, e exigindo "uma comissão independente para investigar as mortes em circunstâncias estranhas que ocorrem na periferia" de Lisboa.

Nesta versão, a PSP informa que um homem "em fuga foi baleado por um agente do Comando Metropolitano de Lisboa, às 05:43, na Cova da Moura, quando alegadamente terá resistido à detenção e agredido os agentes com recurso a arma branca". Isto terá levado, segundo o mesmo comunicado, a que"um dos polícias, esgotados outros meios e esforços", tenha recorrido "à arma de fogo"  e atingido "o suspeito, em circunstâncias a apurar em sede de inquérito criminal e disciplinar." Seguidamente, o MAI abriu "um inquérito urgente à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre a morte de Odair."

A lamentável morte de um cidadão veio então levantar várias questões, entre as quais, se havia necessidade de disparar na sua direção. Se sim ou não, não sei, o que sei é que não gostaria de estar na situação dos agentes que, ao fazerem o seu trabalho, tiveram de abordar um condutor a meio da noite, em fuga e que não cumpre as ordens que lhe são dadas. Se agiram da melhor forma, acredito que não, e que poderiam ter feito as coisas de outra forma, que podem ter-se sentido ameaçados, que podem ter sentido a vida em risco ou que podem ter agido de impulso, sem pensar. Não quero desculpar a ação do agente que disparou, mas também não o quero recriminar por tê-lo feito. Se estivesse no seu lugar, o que teria eu feito? Não consigo imaginar. 

Em relação à ação que despoletou a perseguição. Sempre me ensinaram que, perante um veículo da polícia, devidamente identificado, que nos mande parar, é isso que devemos fazer: encostar, parar, e deixar que os agentes acedam aos documentos e ao veículo se for esse o caso. Não entendo porque não o fez Odair. Se tinha algo a esconder no carro, não o devia ter, se estava alcoolizado, também não deveria estar ao volante de um automóvel. Se passou realmente como dizem um traço contínuo, devia assumir o seu erro, e se fosse o caso receber a contra-ordenação. Fugir? Nunca seria essa a opção a tomar. Daquilo que se sabe, as fugas nunca correm muito bem. Alguém se fere, outros ficam feridos. Alguém morre... muitas vezes, pessoas que nem têm relação com o caso, simplesmente estavam no lugar errado à hora errada. Não foi o caso. Odair morreu não porque estava no lugar errado à hora errada. Morreu porque fugiu, porque desobedeceu. Não devia ter acontecido, não devia ter sido atingido, devia ter sido detido. Devia estar preso e não morto. 

"Em menos de quatro dias, a morte de Odair Moniz por um agente da PSP no Bairro do Zambujal desencadeou desacatos e tumultos por toda a Grande Lisboa, foram reveladas versões contraditórias do que antecedeu os tiros fatais, realizou-se uma reunião entre autarcas e Governo, organizaram-se duas manifestações e foram proferidas muitas reações extremadas sobre o caso, da esquerda à direita."

As ações têm consequências. E agora uma comunidade chora a morte de um dos seus, uma família está enlutada. Odair deixou uma família, deixou filhos, mas naquela noite, estaria ele a pensar neles quando fugiu às autoridades? E, se realmente foi assim como contam que aconteceu - como já disse, ainda há muito que não se sabe e existem várias versões - terá pensado nos filhos? Cada um de nós vê a vida de uma forma diferente. Eu sinto-me segura na presença da polícia, mas há quem não se sinta assim e tenha as suas razões para tal, cultural e sociologicamente falando.

Acredito que o medo se imponha nos jovens que crescem em bairros, porque assistem a rusgas, assistem a portas deitadas a baixo a meio da noite e a casas invadidas. A minha porta nunca foi deitada abaixo... se tocarem, eu abro, podem ver tudo que não terei receio, de resto o que encontrarão será talvez pó.

O que agora está a acontecer é que não pode também ser permitido. Está a ser aproveitada a morte de um homem, uma morte que não deveria ter acontecido, para se fazer violência, para se criarem desacatos e destruírem bens de pessoas que nada têm que haver com o caso. Estão a destruir bens públicos, que são de todos, e bens privados. Não está a ser um ataque direcionado à polícia, mas ataques provocatórios e que podem levar a mais mortes! Se um polícia agora disparar contra um indivíduo que tenha na mão um cocktail molotov e o matar? Será mais um "mau" polícia? E não, não defendo nada que se entre de arma em punho, se atire indiscriminadamente e que se resolvam estas situações ao tiro! Isso não pode acontecer, não devia acontecer! Mas os bens que estão a destruir, são bens que têm dono! Estão a destruir coisas que são úteis aos bairros onde moram? Isso faz sentido? Estão a queimar carros de pessoas que têm família, que têm trabalho e que se esforçam por pagar as mensalidades todos os meses? Como é que, desta forma, dizem estar a manifestar-se contra esta morte? Tem de haver justiça, sim, tem de haver justiça. Mas estes atos são selváticos! São pensados para criar o caos.

No meio disto tudo, algo me passou esta noite pela cabeça. E se quem está à frente destes atos de selvajaria, não são "as pessoas" do bairro, não são "os amigos de Odair", nem quem o defende... mas sim, pelo contrário, se quem aparece de cara tapada, são aqueles que os querem fora dali? E se, imaginem, estes que atacam de forma indiscriminada, estão de facto a aproveitar o caso para fazer valer a sua posição e, ao fazerem-no, tentam-nos colocar contra estas pessoas? E se os atacantes, incendiários, estão mais à direita do que nos fazem crer? Talvez eu esteja enganada... mas foi isso que esta noite me passou pela cabeça, foi uma suposição, uma hipótese...

Fontes:

https://rr.sapo.pt/especial/pais/2024/10/25/morte-de-odair-moniz-e-desacatos-na-grande-lisboa-o-que-se-sabe-ate-agora/398881/

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/10/21/versao-mal-contada-vida-justa-contraria-versao-da-policia/398396/

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/10/21/homem-em-fuga-morre-apos-ter-sido-baleado-pela-psp-na-cova-da-moura/398362/

Faleceu João Silva, ou como era conhecido, Marco Paulo

Faleceu hoje o conhecido cantor Marco Paulo, aos 79 anos, após uma luta inglória contra o cancro, uma doença que continua a matar de forma indiscriminada apesar de todos os avanços que a medicina tem tido.

João Simão da Silva, nasceu a 21 de Janeiro de 1945, em Mourão, "no distrito de Évora, fixando-se com a família em Alenquer, no distrito de Lisboa, no final dos anos 1950, e depois no Barreiro, já na década de 1960." Marco Paulo - ou, como em menino era conhecido - João Silva, tinha uma relação de afeto e "cumplicidade com os irmãos," mas do pai, um homem austero, recebeu "pouco carinho."

A sua carreira foi sempre seguida por milhares de fãs, tendo o cantor lançado "mais de 70 discos e várias canções de sucesso" ao longo de 50 anos de carreira. A sua estreia foi nas festas de Alenquer a cantar a "Campanera" de Joselito. Com 14 anos, "entra para o rancho folclórico de Alenquer onde esteve dois anos como cantor até ir viver para o Barreiro."

Devido à profissão do pai, que obrigava a várias deslocações chegou a viver também em "Celorico de Basto, Alcabideche, Alenquer e Arcos de Valdevez," bem como no Barreiro ou em Sintra.

É a fadista "Cidália Meireles", que o vem a descobrir, já no Lavradio, onde o jovem João Simão frequentava "aulas de canto com Corina Freire," cantora lírica. Cidália Meireles levou-o ao seu programa e, as portas abriram-se para que participasse "pela primeira vez no Festival da Canção da Figueira da Foz." Esta participação fez com que fosse visto e fosse "convidado por Mário Martins, da editora Valentim Carvalho, para gravar o seu primeiro disco."

Em 1967, participou no Festival RTP da Canção com "Sou Tão Feliz", depois do que foi para a Madeira onde cantou "com Madalena Iglésias," e em 1982 voltou ao festival para interpretar “É o Fim do Mundo”, de João Henrique e Fernando Guerra. 

Marco Paulo, fez a tropa "em Beja, Leiria e Estremoz", mas com a guerra colonial ainda decorrer foi enviado para a Guiné, onde a sua estadia foi um pouco diferente da da maioria dos jovens que para lá iam. Apesar de lhe terem dado uma Mauzer, era no escritório que passava a maior parte do tempo. O seu principal problema, se é que assim se poderia chamar, era andar sempre distraído em cantorias. Durante uma brincadeira, um colega atingiu-o na cabeça com uma pressão de ar e o chumbo nunca chegou a ser retirado. Durante o tempo que esteve na Guiné, ficou sempre na cidade e nunca chegou a estar no mato, onde a situação era muito mais complicada. "Cantava nos aniversários" dos camaradas e animava as festas para que o convidavam por já ter discos seus a passar "na rádio."

Marco Paulo ganho vários prémios, entre os quais, "em 1978, conquistou o seu primeiro disco de ouro com o single “Canção Proibida/Ninguém Ninguém”, com 85 mil cópias vendidas." Em 1979 ganhou o "disco de ouro com “Mulher Sentimental” e, em 1980, com o êxito “Eu Tenho Dois Amores”, versão de “Petra”, do grego Giorgos Hatzinasios, com 195 mil discos vendidos."

O cantor ganhou ainda "140 discos de platina, ouro e prata, tendo vendido mais de cinco milhões de discos e sendo o quinto cantor nacional com mais discos vendidos de que há registo." É ainda "o único cantor português com um disco de diamante," que venceu com a canção “Maravilhoso Coração”. Entre muitos outros discos, editou em 2001, o disco "35 Anos da Nossa Música", onde podíamos ouvir temas como "Nossa Senhora", "Te Amo, Te Amo" e "Amália A Nossa Voz."

Foi também apresentador, num programa que passava ao domingo à noite na RTP 1: “Eu Tenho Dois Amores," (1994-1995). Dois anos depois e ainda na RTP, apresentou o programa “Música no Coração”, onde fazia entrevistas a convidados ligados ao meio musical e artístico.

Foi em 1996 que o diagnóstico do primeiro cancro chegou, localizado no "testículo direito."

Corria já o ano de 2016, quando Marco Paulo "tornou público que lhe fora diagnosticado cancro da mama e que seria submetido a tratamentos. No final desse ano, revelou que o seu estado de saúde se tinha agravado com o diagnóstico de um tumor pulmonar." No mesmo ano, o cantor foi galardoado com "o Prémio de Mérito e Excelência na XXI Gala dos Globos de Ouro." Em 2022, foi "condecorado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa", com a "distinção de Comendador da Ordem Infante D. Henrique, numa cerimónia que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa."  

Já na SIC, estreia em "junho de 2021," o programa “Alô Marco Paulo”, onde Ana Marques co-apresentava com o artista. O programa, que "começou por ser transmitido nas tardes de sábado da SIC," passou em abril de 2022 para as manhãs de fim de semana. Em 2022, "quando era atualizado sobre o estado do tumor pulmonar, descobriu o cancro no fígado." 

É em janeiro de 2023, que a Sic lança na plataforma Opto, uma série biográfica que descreve com vários pormenores a vida do cantor, “Marco Paulo: A História da Minha Vida.

Desde junho deste ano, tinha estado a ser "transmitida uma emissão especial"com o título, “Força, Marco Paulo”,que tinha como principal intuito apoiar o cantor, já visivelmente debilitado, na"luta contra dois cancros," tendo o cantor sido informado pelos médicos de "que os tratamentos de quimioterapia seriam suspensos por não estarem a resultar." Em resultado disso, "o cantor encontrava-se em repouso em casa."

Em maio do presente ano, foi-lhe feita uma bonita homenagem, como todas deveriam ser, ainda em vida, no espetáculo “Para Sempre Marco." O cantor cantou o refrão de “Maravilhoso Coração”, deixando ainda uma mensagem emotiva. Da sua vida privada, o cantor manteve quase sempre segredo.

A apresentadora Ana Marques, amiga de Marco Paulo, soube em direto da sua morte, não conseguindo conter a emoção e tristeza. Não sei qual foi a ideia da SIC de fazer algo assim a uma pessoa tão querida e que tanto respeitava e admirava o Marco. 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Paulo

https://sic.pt/programas/aloportugal/2024-10-24-video-a-emocao-de-ana-marques-ao-saber-em-direto-da-morte-de-marco-paulo-0afb4abd

https://magg.sapo.pt/celebridades/artigos/do-disco-de-diamante-as-ultimas-palavras-em-palco-recorde-11-momentos-marcantes-de-marco-paulo

https://www.flash.pt/celebridades/nacional/detalhe/marco-paulo-revela-que-levou-um-tiro-na-cabeca-quando-estava-na-tropa-na-guine-a-bala-ficou-alojada-na-minha-cabeca

https://expresso.pt/blitz/2024-10-24-morreu-marco-paulo-aos-79-anos-apos-uma-longa-luta-contra-o-cancro-a582e7b1

https://expresso.pt/blitz/2024-10-24-marco-paulo--1945-2024--a-infancia-nomada-o-pai-austero-a-vida-predestinada-e-a-solidao.-uma-conversa-franca-com-a-blitz-em-2023-65ee0c10



21/10/2024

Itália e França atingidas pelo mau tempo

O mau tempo tem estado a assolar várias regiões de Itália e do centro de França. "A região italiana de Emilia Romagna foi a mais atingida."  Na cidade de Pianoro, "uma pessoa morreu" quando a sua viatura foi arrastada pela força das águas. Os rios Icice, Elsa e Salto, bem como o ribeiro Crostolo, um afluente do rio Pó, transbordaram, provocando "inundações repentinas." Nos primeiros dias desta catástrofe, "uma pessoa de 75 anos que foi apanhada pela chuva enquanto caminhava na floresta perto de Génova acabou por falecer." Na cidade de Siena, "os caminhos-de-ferro ficaram cobertos de água."

Já há cerca de um mês, a região tinha sido afetada por fortes chuvas. Nessa altura, a tempestade Boris levou a que os rios transbordassem "em muito pouco tempo e houve vários deslizamentos de terras."

Em França, as fortes chuvas levaram também à ocorrência de graves inundações que "causaram danos generalizados e cortes de eletricidade," tendo a "pequena aldeia de Limony, no sudeste do país," sido "particularmente afetada." Em Annonay, França, "as águas subiram repentinamente quando a barragem de Ternay, ao norte, transbordou." Os rios Deûme e Gier, também transbordaram. Várias estradas tiveram de ser encerradas de forma a evitar vítimas.

Por cá, o mau tempo ameaçou, mas a situação não teve nem comparação com o que se está a passar nestes dois países. A situação foi pior nas zonas de Lisboa e Vale do Tejo, tendo-se registado várias inundações e quedas de árvores.

Fontes:

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/10/20/cheias-causam-mortes-e-estragos-em-italia-e-franca

https://www.trt.net.tr/portuguese/europa/2024/10/18/chuvas-fortes-provocam-cheias-em-italia-registou-se-1-morto-2200300

https://www.rfi.fr/br/fran%C3%A7a/20241017-chuvas-provocam-fortes-enchentes-e-alagamentos-no-sudeste-da-fran%C3%A7a

https://observador.pt/2023/10/20/mau-tempo-portugal-continental-com-2-694-ocorrencias-ate-as-22h00/


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...