21/09/2018

Dia Internacional da Paz

Hoje, dia 21 de setembro, celebra-se o Dia Internacional da Paz, instituído em 1981 pela Nações Unidas com o objetivo de sensibilizar para a necessidade de paz no mundo. Este dia, a par do dia 1 de Janeiro (Dia Mundial da Paz) pretende assinalar a necessidade de se construir uma sociedade em que prevaleça o respeito pelo outro, que se respeite a diversidade e que todos os cidadãos possam ter os mesmos direitos.


Mas onde começa a paz?


Não deverá a paz começar na nossa casa, na nossa rua, na escola dos nossos filhos e no nosso trabalho?


A Paz começa na relação que existe entre todos os Homens e na aceitação das diferenças, sejam elas de caráter político, religioso ou de opinião. É um valor associado à liberdade.


“Não haverá paz neste planeta enquanto, algures no mundo, os direitos humanos forem violados.” Estas foram as palavras de René Cassin, um dos responsáveis pela elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948.


Estas palavras lembram-nos de que a paz continua a ser um ideal inalcançável enquanto os direitos humanos fundamentais não forem respeitados. A paz é uma utopia nos nossos dias!


Esta é pois a condição primordial de uma sociedade pacífica, na qual a dignidade de todos os indivíduos deveria ser respeitada e onde todos deviam poder usufruir de direitos iguais e inalienáveis.


Esta ligação intrínseca entre paz e respeito pelos direitos fundamentais constitui o tema desta nova edição do Dia Internacional da Paz, no momento em que se celebra o 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Os direitos humanos ou são universais ou não são. 


Fontes:


https://unescoportugal.mne.gov.pt/pt/noticias/dia-internacional-da-paz-2018


https://media.rtp.pt/zigzag/dia-internacional-da-paz-2018/


https://esgamabarros.pt/gbarros/dia-internacional-da-paz/


 


 

03/09/2018

História consumida pelas chamas



Quando se descobre um pedaço de história, um vestígio, um documento, tudo é feito para garantir a sua preservação. Aquilo que aconteceu no Brasil, e que acabou por destruir parte do acervo museológico do país, leva com ele também um pouco das nossas recordações, pois há muito em comum na história destes dois países. São perdas irrecuperáveis!


O incêndio de grandes proporções, que terá começado no final da tarde de ontem, destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. Só foi controlado esta segunda-feira, dia 3, pelo início da manhã. Mas pequenos focos de fogo continuavam ativos em algumas zonas das instalações da instituição que foi criada por Dom João VI em 1818 (fez 200 anos em junho deste ano) e que já foi residência de um rei e dois imperadores.







A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registos históricos e obras de arte ficaram reduzidas a cinzas. Pedaços de documentos queimados acabaram sendo transportados pelo vento e foram parar em vários bairros da cidade. 




Vários pesquisadores e alguns funcionários do Museu Nacional, que conheciam bem o espaço, tentaram ajudar os  Bombeiros de forma a orientar o trabalho destes para que o incêendio não chegasse a uma parte do museu que contém produtos químicos que são inflamáveis e que costumam ser usados na conservação de animais raros.






Os Bombeiros tiveram algumas dificuldades devido à falta de carga em hidrantes, o que atrasou o trabalho em cerca de 40 minutos. Foi necessário retirar água do lago que fica na Quinta da Boa Vista para ajudar a controlar as chamas.




O diretor do Museu Histórico Nacional, Paulo Knauss, considerou o incêndio "uma tragédia lamentável. Em seu interior há peças delicadas e inflamáveis. Uma biblioteca fabulosa. O acervo do museu não é para a história do Rio de Janeiro ou do Brasil. É fundamental para a história mundial. Nosso país está carente de uma política que defenda os nossos museus", afirmou Paulo Knauss ao G1.


Entre outras coisas era possível encontrar neste Museu, o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de "Luzia", pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I ou a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina;






 


Fontes:


https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/incendio-atinge-a-quinta-da-boa-vista-rio.ghtml


https://www.poder360.com.br/brasil/museu-nacional-e-tomado-por-incendio-de-grandes-proporcoes/


 









25/08/2018

30 anos depois do grande Incêndio do Chiado

Este foi se calhar um dos incêndios mais marcantes da capital portuguesa e, ainda hoje, oiço na primeira pessoa histórias contadas por bombeiros que participaram neste grande Teatro de Operações. Dos seus relatos, fica a ideia de que tudo era um pouco diferente do que temos hoje e que, apesar de toda a destruição, foi a colaboração entre o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e os diversos corpos de bombeiros voluntários que foram chamados a ajudar (tanto de Lisboa, como da margem sul) que permitiram que o desastre não se tornasse numa catástrofe ainda maior. Os bombeiros contaram também com o apoio de "helicópteros da Força Aérea, que chegaram a sobrevoar a zona para dar indicações ao trabalho em terra."


O incêndio terá tido início por volta das das 4h30 da manhã, mas "os bombeiros só foram alertados da situação às 5h15, chegando poucos minutos" ao local. As chamas já eram enormes e consumiam os Armazéns do Grandela, no Chiado, acabando por alastrar depois a outros edifícios. "A intensidade do fogo era tal que, uma hora depois, o interior do outrora grande estabelecimento comercial de 11 pisos, inaugurado ainda no século XIX e que chegou a ter lojas de tecidos, decoração, alfaiataria, brinquedos e pronto-a-vestir, estava já reduzido a cinzas — restava apenas a fachada."


Os bombeiros tiveram grandes dificuldades "em aceder à zona, devido a construções que impediam o acesso," o que "tornou ainda mais difícil controlar as chamas e permitiu que estas se espalhassem com mais facilidade." Na rua do Carmo, por exemplo, existiam paralelos que impediam a passagem dos veículos e que não podiam ser removidos para a passagem de meios de emergência.


As chamas, longe de pararem, alastraram por várias ruas: "Rua do Carmos, Rua Nova do Almada, Rua do Crucifixo, Rua Ivens, Rua Garrett, Rua do Ouro, Rua dos Sapateiros, Calçada do Sacramento," nas quais vários edifícios de lojas e escritórios "ficaram completamente destruídos." O balanço acabou por ser trágico, no que respeita aos danos causados. Duas pessoas morreram, "um residente e um bombeiro" e outras "70 pessoas ficaram feridas, mais de 300 desalojadas  e outras duas mil perderam os locais de trabalho devido a este incêndio que lavrou pela baixa da capital portuguesa destruindo cerca de duas dezenas de edifícios."


Neste dia, Mário Soares (presidente da República) já estava prestes a ir para o Algarve, e ao saber da tragédia que estava a acontecer, cancelou a sua ida e Cavaco Silva (Primeiro ministro), que já se encontrava de férias no sul do país, regressou à capital de imediato.


O incêndio trouxe algumas melhorias. Uma delas foi "um maior investimento nos sistemas de alerta" e uma maior sensibilização das pessoas "para a forma de como pedir ajuda”. Outra, que ainda hoje não está totalmente solucionada, foi a questão dos acessos.


Fontes:


https://ensina.rtp.pt/artigo/memorias-do-incendio-do-chiado/


https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/10-grandes-incendios-destrutivos-em-edificios-historicos.phtml


https://observador.pt/especiais/tinha-tanto-de-bonito-como-de-horror-o-incendio-do-chiado-visto-por-uma-bombeira-que-o-combateu/


 

15/08/2018

A queda da ponte de Morandi

Ontem os nossos olhos ficaram colados ao ecran com as imagens terríveis da queda de uma ponte rodoviária em Génova, Itália. Esta é uma área densamente povoada, com a ponte de Morandi a permitir escoar o volume de gente que diariamente entra e sai da cidade.

Ontem dia 14, sem ninguém prever, por volta das 11h15 durante uma forte chuva que atingia a região, a estrutura da ponte colapsa arrastando carros e camiões, levando dezenas de vidas para uma morte certa. Uma parte da ponte caiu no rio, mas outros setores acabaram por ruir sobre habitações por cima das quais havia sido construída.

Aos poucos foram sendo avançados os números referentes às vítimas mortais e aos feridos, consoante as equipas de socorro no local iam conseguindo desencarcerar feridos e recuperar corpos. De acordo com o Expresso, o balanço "subiu para 39 mortos, entre os quais três crianças de 8 a 12 anos. Há ainda 16 feridos, nove em estado crítico, e dez pessoas dadas como desaparecidas. Esta quarta-feira, o Governo italiano declarou o estado de emergência por 12 meses para a região."

Onze edifícios foram evacuados, uma vez que a ponte passava por cima de habitações e fábricas, o que obrigou à retirada de 432 pessoas. Os trabalhos de limpeza vão continuar e estima-se que sejam necessários entre dez a 15 dias - trabalhando 24 horas sobre 24 horas - para que sejam concluídos.

São desoladoras as imagens a que assistimos e que não nos deixam qualquer explicação para a queda da ponte, construída na década de 60 e inaugurada em 1967. A estrutura, que atravessa a cidade portuária de Gênova, tem cerca 100 metros de altura e 1.182 metros de comprimento e o governo tinha iniciado uma reforma na ponte em 2016.

A ponte Morandi era conhecida como a "Brooklyn Bridge de Génova" e segundo algumas fontes, a estrutura apresentava problemas de construção desde o primeiro dia. Há 50 anos, uma ponte gémea do mesmo engenheiro colapsou.

Há dois anos, segundo referido no Expresso, já o engenheiro Antonio Brencich, da Universidade de Génova, garantia que existiam motivos de preocupação. “Pouco após a sua construção, o viaduto Morandi já apresentava problemas. Não foram tidos em consideração, por exemplo, os efeitos da deterioração do betão, que acabaram por resultar num plano de estrada não-horizontal”, explicou à página de notícias da comunidade de engenheiros civis Ingegneri. “Mesmo nos anos 80, aqueles que passassem na ponte teriam que conduzir sobre altos e baixos dado o deslocamento da placa de circulação.

Fontes:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/08/14/ponte-cai-na-italia.ghtml

https://observador.pt/2018/08/14/ponte-morandi-a-brooklyn-bridge-de-genova-que-tem-problemas-desde-que-foi-inaugurada/

https://expresso.pt/internacional/2018-08-14-Tragedia-imensa-o-que-ja-se-sabe-sobre-a-queda-da-ponte-em-Genova

https://expresso.pt/internacional/2018-08-15-Balanco-de-mortos-na-queda-da-ponte-em-Genova-sobe-para-39.-Governo-procura-culpados


 


 

10/08/2018

Arde Monchique e perdemos mais um pouco do nosso pulmão

O nosso país tem áreas florestais muito importantes e Monchique seria uma dessas zonas, não fosse o facto de ter ardido em quase 90% em 2003 e de voltar a arder agora nos últimos dias.


Agosto teve este anos dos dias mais quentes e foi esse um dos fatores que terá levado ao rápido desenvolvimento do incêndio que deflagrou no dia 3, sexta-feira, por voltas das 13 horas, na zona da Perna da Negra.


O facto do país ter passado pela tragédia de Pedrógão no ano passado, fez com que a evacuação das pessoas fosse uma prioridade este ano e isso nem sempre foi bem visto pela população. As pessoas não queriam sair das suas casas e deixar os seus bens para trás à mercê das chamas que galopavam.


As imagens são brutais. Não estou no terreno, mas passo as noites acordada a tentar saber das equipas que lá estão, a acompanhar as notícias tanto em casa como no quartel. Tentamos levar estas situações com leveza, mas a verdade é que, mesmo que hoje o incêndio seja dado como dominado, há o receio de que volte a se intensificar.


O Algarve este ano tem sido bastante afetado e, uma das razões é também o desordenamento do território, com muito - mas quando digo muito, é imenso - eucalipto! As folhas leves e com óleos próprios, ardem de forma caraterística e são facilmente levadas pelo vento - as rajadas têm sido muito fortes - e caiem em zonas ainda intocadas de onde rapidamente emergem novas "frentes". Para ajudar, faziam falta faixas de continuidade, mas estas são poucas ou inexistentes em algumas zonas. A deslocação e colocação de meios logo no primeiro dia de incêndio em determinadas zonas da Serra, teriam sido essenciais, mas de facto não foram possíveis por falta de acessos. As autarquias são responsáveis por essas faixas, mas a verdade é que faltam ainda muitos quilómetros!


Até agora, falam-se nas notícias em 41 feridos, um deles em estado grave. E desses 41,  22 são bombeiros. Arderam muitas casas, várias de  primeira habitação, e outras de segunda habitação. Quanto a animais, terão sido mortos neste incêndio cerca de 5.600 animais, de várias espécies. Os meios foram bastantes, mas nunca parecem ser os suficientes e a mim custa-me especialmente as imagens que passam na televisão e onde parece que não se está a passar nada. Quando a dia 8 de agosto já tinham sido evacuados 230 residentes, muitos contra a sua vontade e dificultando muito o trabalho dos bombeiros e da Proteção civil. Mas muita gente esteve a apoiar os homens e mulheres no terreno e foi muito bonito perceber que, mais uma vez, o país se uniu. Os portugueses são mesmo assim. 


Segundo a comunicação social, que divulgou dados do IPMA, durante as operações de combate, registaram-se temperaturas de 47 graus e humidade relativa de 14%. 


A complexidade deste incêndio foi muita, envolveu muitos meios,tanto terrestres como aéreos, mas para mim é um pouco estranho que pela sua dimão só tivesse passado para a alçada do comando nacional no dia 7, quando já tínhamos 5 dias de combate intenso e meios de todo o país deslocados para o teatro de operações.


ASegundo notícia publicada no Público, este incêndio já destruiu perto de 27 mil hectares de floresta e mato, segundo a última actualização disponibilizada pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.


 


 


Fontes:


https://www.dn.pt/pais/incendios-frente-do-fogo-de-monchique-esta-a-ceder-ao-combate-em-odemira---bombeiros-9681925.html


https://www.dn.pt/pais/situacao-complexa-em-monchique-costa-diz-estar-em-contacto-permanente-9686993.html


https://www.publico.pt/2018/08/09/sociedade/noticia/fogo-que-deflagrou-em-monchique-globalmente-estabilizado-1840645


 


 


 


 


 

09/08/2018

Quando ajudar é crime

São às centenas os refugiados que atravessam o Mediterrâneo em busca de um lugar seguro. Várias organizações não governamentais tentam ajudar e salvam aqueles que lutam pela vida na iminência de uma morte por afogamento.


Se deviam estar ali? Talvez... talvez não... a nossa opinião pode ser condicionada por tantos fatores que é difícil.


Penso que não deviam, porque não era suposto estarem em fuga abandonando as suas coisas, a sua terra, as pessoas que conhecem e amam para irem para um lugar desconhecido. Mas é para muitos a única escapatória, de um país em guerra, da fome e da miséria, na busca por colocar comida na boca dos filhos, mesmo que esta solução os possa conduzir à morte. Alguns dizem que preferem a morte a tentar do que continuar no país onde nasceram e isto devia dizer-nos muito sobre aquilo que estão a passar neste momento.


Mas quem ali está para os ajudar, não pode atracar nos portos italianos. Incorrem em crimes, em acusações que os podem levar à cadeia por muitos anos. Uma destas pessoas, é Miguel Duarte, um português, de 25 anos e estudante do Instituto Superior Técnico de Lisboa, é acusado de auxílio à emigração ilegal. Certo, estas pessoas não estão a entrar de forma legal num país europeu, mas estão a fugir de um conflito e da morte certa numa terra que anda em guerra há anos. Não estão a vir de férias nem estão a vir para uma empresa trabalhar! Estão a fugir, são refugiados. 


 A 24 de Junho, já o navio da ONG alemã Mission Lifeline continuava à espera de autorização para desembarcar 239 migrantes, entre eles 14 mulheres e quatro crianças, resgatados no Mar Mediterrâneo entre a costa da Líbia e a ilha italiana de Lampedusa.


No sábado, o ministro do Interior e vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, disse que os navios de resgate de migrantes podem "se esquecer" de atracar em portos italianos. "Esses barcos podem se esquecer de chegar à Itália, eu quero acabar com os negócios do tráfico e da máfia", declarou o líder do partido de ultradireita Liga.


No início de Junho, também se deu outro caso, o do navio de resgate Aquarius que só depois do novogoverno socialista espanhol ter acordado aceitá-los, foi autorizado a atracar em Espanha com quase 600 migrantes resgatados.


Concorde-se ou não, apoie-se ou não, vamos deixá-los morrer no mar e não os deixar entrar? Cá estando na Europa tem de ser feito um encaminhamento. Se calhar, em vez de se ir lá deixar armas se se fizesse um cordão humanitário para os ajudar a sair das cidades mais afetadas e se os apoiassem mais no terreno, eles não estivessem nestas situações, mas os governos olham de forma diferente para estes países como se eles não fossem pessoas como nós.


A Líbia, localizada no norte de África é um desses países.


Tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo, exportando grandes quantidades de petróleo e de gás natural. A cultura deste país é influenciada pelo islamismo. Será isto que está a impedir que sejam ajudados?


 


Fontes:


https://www.dw.com/pt-br/navio-com-239-migrantes-ainda-sem-porto-para-atracar/a-44373730


 

04/08/2018

Nem uma brisa...

Os dias têm estado muito quentes e à noite nem uma brisa ajuda a suportar o calor. Ontem, Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, atingiu 45,9 graus Celsius. Setúbal chegou aos 44.6 graus. Para mim as noite muito quentes como a de hoje são complicadas de suportar. Embora não saia para ir para o terreno apagar fogos, a verdade é que se torna complicado vê-los sair do quartel e eu ter de ficar. Sei que a minha situação de saúde tem vindo a piorar e que dificilmente evoluirei mais na carreira. Torna-se frustrante não os poder apoiar, mas pior ainda é quando percebo que me olham de forma diferente por eu não os ajudar mais. É porque não consigo, não éporque não queira, mas eles não têm de entender porque nem eu sei ainda muito bem o que tenho e porque é que me sinto sempre assim tão em baixo.


Mas voltando à onda de calor, razão do post de hoje... a verdade é que estes valores não são muito normais apesar de estarmos em agosto. Muitas das estações registaram valores acima dos 40º, como se pode ver aqui:


Calor. Um terço do país bateu recordes de temperaturas em agosto


É desta forma expectável que hoje sejam verificados novos recordes históricos, estando 11 distritos - Lisboa, Setúbal, Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Santarém, Beja, Castelo Branco, Portalegre e Braga - em aviso vermelho até às 14:59 de domingo, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, segundo o IPMA.


Hoje parece que as temperaturas máximas se vão manter em valores extremos em Portugal, mas também em Espanha e, segundo a BBC, é esperado que nestes dois países seja batido o recorde europeu registado na Grécia há mais de 40 anos em Elesfina e Tatoi. Nestas duas localidades, situadas na região da Ática Ocidental, onde fica Atenas, os termómetros registaram 48 graus Celsius, a temperatura mais alta registada na Europa desde que começaram as medições, em 1956. Em Portugal, o recorde é de 1 de agosto de 2003, ano em que se registou "novo máximo absoluto relativo à temperatura máxima de 47,3°C na Amareleja", segundo o IPMA. A onda de calor que se verificou nesse ano é "comparável" a que estamos a viver agora.


Esta semana, voltaram em grande força os incêndios florestais sendo que ontem o mais complicado foi em Monchique, Algarve. Amanhã, domingo, espera-se que as temperaturas comecem a descer um pouco e talvez isso ajude os mais de 400 operacionais que estão no terreno.


Em Espanha, a onda de calor já fez três mortos.


Fontes:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-ago-2018/calor-um-terco-do-pais-bateu-recordes-de-temperaturas-em-agosto-9677514.html

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...